Notícias sobre arte, cultura, turismo, gastronomia, lazer e sustentabilidade

Lazer & Gastronomia

São Paulo, SP

Quatro viagens no tempo, um só lugar: o Espaço Cultural CNP de Realidade Virtual

por Kleber Patrício

Devido ao sucesso das três expedições em realidade virtual iniciadas em setembro de 2025, o Espaço Cultural CNP de Realidade Virtual anuncia a prorrogação de suas atividades. Além da extensão do prazo, o centro cultural traz uma novidade de peso: a exibição simultânea de quatro roteiros distintos que transportam os visitantes por bilhões de anos de […]

Continuar lendo...

Inscreva seu e-mail e participe de nossa Newsletter para receber todas as novidades

Espeleoturismo sustentável: Parque Nacional da Furna Feia é aberto à visitação

Parque Nacional da Furna Feia, por Kleber Patricio

Caverna Furna Nova, no Parque Nacional da Furna Feia (RN), antes da instalação da estrutura de facilitação da visitação. Foto: Daniel Menim.

O Parque Nacional da Furna Feia foi oficialmente aberto à visitação. Os turistas interessados em conhecer a Caverna Furna Nova e a paisagem da Caatinga potiguar poderão agendar visita diretamente com a equipe do parque. Localizado entre os municípios de Baraúna e Mossoró, no Rio Grande do Norte, o local abriga 207 cavernas já conhecidas em seu interior, além de outras 44 localizadas em sua zona de amortecimento, consolidando-se como uma área estratégica para a conservação do ambiente subterrâneo e de seus ecossistemas associados.

A abertura da unidade de conservação federal foi oficializada durante uma cerimônia realizada no último dia 27 de junho e contou com a participação de representantes do Centro Nacional de Pesquisa e Conservação de Cavernas (ICMBio/Cecav) e do parque, além do governo estadual e municipal, incluindo municípios vizinhos que possuem cavernas como futuros atrativos turísticos.

Caverna Furna Nova, no Parque Nacional da Furna Feia (RN), depois da instalação da estrutura de facilitação da visitação. Foto: Diego Bento.

“É um marco histórico para nós, estou muito emocionada com o dia de hoje. Nós sonhávamos muito com isso; ainda enquanto deputada federal e senadora, participei dessa luta por tornar o parque um local para o turismo. Essa é uma área muito especial para nós porque aqui há um conjunto de cavernas belíssimo, além de toda a riqueza da biodiversidade da Caatinga. O Governo do Estado permanecerá nessa parceria com o ICMBio, ICMBio/Cecav, Ministério do Meio Ambiente e prefeituras para consolidar esse território. Tenho certeza de que o Rio Grande do Norte está ganhando mais um polo turístico”, afirmou a governadora do estado, Fátima Bezerra, durante a cerimônia de abertura.

Segundo a prefeita do município de Baraúna, Divanize Oliveira, a abertura do parque à visitação é o resultado de um importante trabalho interinstitucional. “Somamos esforços junto ao ICMBio para que fosse possível a realização desse sonho. O parque vai trazer a Baraúna ainda mais desenvolvimento, isso é o futuro do nosso município”, afirmou.

Para conhecer o parque, os turistas deverão preencher um formulário de agendamento e o acompanhamento de um condutor é obrigatório. Durante o passeio, os visitantes também terão a oportunidade de passar por comunidades locais e conhecer o Turismo de Base Comunitária (TBC). Ao todo, são 11 comunidades que valorizam a conservação, biodiversidade, cultura e a história regional e local. O local estará aberto de terça a domingo.

Segundo a gestora do parque, Lúcia Guaraldo, a expectativa é que o TBC na região se fortaleça ainda mais. “Para as comunidades, o Programa TBC vai ter um giro bom, com agendamentos de visitas constantes. Além disso, a tendência é ampliar suas atividades e o número de participantes. Acreditamos que haverá um fortalecimento no turismo de aventura, e o espleoturismo complementará o turismo sol e mar, com a biodiversidade e a formação geológica do sertão do Rio Grande do Norte”, afirmou a chefe do parque.

Caverna Furna Nova depois da instalação da estrutura de facilitação da visitação. Foto: Diego Bento.

A previsão é de que em breve outras cavernas possam receber turistas, é o que afirma o analista ambiental e chefe da base do ICMBio/Cecav no Rio Grande do Norte, Diego Bento: “elaboramos o Plano de Manejo Espeleológico da Furna Nova e estamos providenciando o de outras duas cavernas, que futuramente também serão abertas à visitação, que são o Abrigo do Letreiro e a Furna Feia. Além dos recursos direcionados para várias pesquisas no parque, também investimos na elaboração dos projetos arquitetônicos de estruturas de facilitação da visitação nas três cavernas: Furna Nova, Abrigo do Letreiro e Furna Feia. O que está sendo feito aqui é único no Brasil. Estamos começando a visitação turística com cavernas com Plano de Manejo Espeleológico aprovado, estruturas de apoio à visitação projetadas especificamente para cada caverna, com materiais adequados e plano de instalação, avaliação prévia e monitoramento contínuo. Além disso, os condutores locais foram devidamente capacitados em espeleoturismo, incluindo aulas teóricas e práticas em segurança e primeiros socorros em cavernas e áreas remotas. É a situação ideal, e bem diferente do que geralmente ocorre, pois geralmente as cavernas primeiro são visitadas, de forma irregular, e somente depois se corre atrás da regularização do turismo, geralmente depois de uma fiscalização ou de ação judicial ou do Ministério Público”, afirmou.

Diego conta, ainda, que entre os planos futuros, está o lançamento do Roteiro de Turismo Regional Integrado – Rota CaveRNas, previsto para agosto. “O material reunirá patrimônios espeleológicos e arqueológicos em um roteiro que se integra aos demais atrativos já existentes na região, ampliando a oferta turística do Rio Grande do Norte, além de favorecer a geração de renda e a conscientização ambiental”, afirmou.

(Com Lorene Lima/ICMBio)

Referência em suicidologia lança obra que acolhe as dores sem julgamento, promovendo o autocuidado e a valorização da vida

São Paulo, por Kleber Patricio

Capa do livro. (Reprodução)

“Como uma ode intensa e entusiástica a favor do poder de superação, somos convocados e encorajados a reconhecer e valorizar quem somos, a repensar escolhas e aquilo que buscamos.” – Nely A. Guernelli Nucci, doutora em Psicologia.

“No ápice do meu desespero quando sofri a inflamação cerebral, prometi que, se eu sobrevivesse ao tsunami existencial, faria de minha vida uma missão de acolhimento ao sofrimento humano” é o que escreve a psicóloga Karina Okajima Fokumitsu no texto de introdução da obra “Se tem vida, tem jeito”, publicada pela Editora Planeta. A autora compartilha o relato pessoal ao enfrentar a encefalomielite aguda disseminada (ADEM), uma doença autoimune que acomete de 0,4 a 0,8 pessoas a cada 100 mil indivíduos, e traz um olhar acolhedor ao sofrimento psíquico.

Com sensibilidade, Fokumitsu narra as próprias vivências, desde o diagnóstico da inflamação cerebral que, temporariamente, a privou das forças físicas, emocionais e espirituais até a recuperação da própria saúde existencial, intimando o público leitor a reconhecer que mesmo os momentos mais sombrios podem conter as sementes da esperança e da reconstrução. “A narrativa é a da minha jornada. Uma jornada que, mesmo às vezes sendo sombria, tive de percorrer para encontrar uma luz para que pudesse apaziguar meu coração e acalmar minha existência, provendo acolhimento para a minha alma”, explica.

Em linguagem acessível e afetiva, a psicóloga incentiva leitores e leitoras a compreenderem as próprias dores, possibilitando o autocuidado e a valorização da vida. Referência em suicidologia – área que estuda e previne o suicídio –, ao longo das páginas, Karina lança mão de estratégias desenvolvidas no decorrer do exercício da própria atuação como psicóloga usadas para encorajar as pessoas a continuarem apesar das dificuldades. Endossada por Plínio Cutait, coordenador do Núcleo de Cuidados Integrativos do Hospital Sírio-Libanês; Maria Júlia Kovács, professora livre-docente do Instituto de Psicologia da USP; e Nely A. Guernelli Nucci, doutora em Psicologia, a obra nasce de um profundo compromisso da autora consigo mesma e da busca pela própria humanidade.

Mais do que um relato, Se tem vida, tem jeito é um farol para quem sofre intensamente e não sabe como alcançar as águas seguras do litoral e dos abrigos existenciais. Karina Okajima Fukumitsu emprega a própria expertise com generosidade e coragem para mostrar que sempre é possível reencontrar o caminho – e o jeito – de continuar. “Que as feridas que causam sofrimentos possam ser minimizadas pela crença de que é possível viver plenamente até o último suspiro”, declara. Afinal, enquanto houver vida, há possibilidade de recomeço.

Ficha Técnica

Título: Se tem vida, tem jeito

Autora: Karina Okajima Fukumitsu

ISBN: 978-85-422-3658-3

Páginas: 144 p.

Preço livro físico: R$52,90

Editora Planeta

Sobre a autora

Karina Okajima Fukumitsu é ser vivente, esposa, mãe e amiga. Psicóloga, psicopedagoga, Gestalt-terapeuta e consultora em Saúde Existencial. É doutora e pós-doutora em Psicologia pelo Instituto de Psicologia da Universidade de São Paulo, e mestre em Psicologia Clínica pela Michigan School of Psychology. Produtora e apresentadora do podcast Se tem vida, tem jeito, presidente da Associação Se Tem Vida, Tem Jeito, é palestrante e autora de diversos livros e artigos sobre prevenção dos processos autodestrutivos, posvenção, luto por suicídio, saúde existencial, acolhimento da vida e gestalt-terapia.

Sobre a Editora Planeta

A Editora Planeta Brasil, criada em 2003, é o braço brasileiro do Grupo Planeta. Com mais de 1.500 livros publicados, a Planeta Brasil conta com nove selos editoriais, que englobam o melhor dos gêneros ficção e não ficção: Academia, Crítica, Essência, Outro Planeta, Paidós, Planeta, Planeta Estratégia, Planeta Minotauro e Tusquets. A Planeta Brasil lança cerca de 150 livros todos os anos. Em faturamento, está entre as cinco maiores editoras do Brasil.

(Fonte: Editora Planeta)

Orquestra de Saxofone da Escola Livre de Música se apresenta no auditório da Adunicamp no próximo dia 10 de julho, às 19h

Campinas, por Kleber Patricio

Fotos: André Segolin.

Na próxima quinta-feira, 10 de julho, às 19h, a Escola Livre de Música da Unicamp (ELM) leva ao palco do Auditório da Associação de Docentes da Unicamp (ADunicamp), o concerto da Orquestra de Saxofones ELM, apresentando e celebrando o resultado de todo trabalho pedagógico desenvolvido ao longo deste primeiro semestre. O evento é gratuito e aberto a toda comunidade da Universidade e região metropolitana de Campinas.

A Orquestra de Saxofones é um projeto pedagógico que se iniciou na escola em meados de 2008 e atualmente está sob direção e regência do professor e colaborador Miguel Clemente (ESP). A Orquestra tem como objetivo o intercâmbio e a produção da música de caráter camerístico com arranjos desenvolvidos especialmente para essa formação.

Neste concerto, os alunos e alunas da ELM, em seus saxofones altos, tenores e barítonos, subirão ao palco trazendo um repertório eclético que visita clássicos de renomados compositores, como Astor Piazzolla, Mozart, Vivaldi, Agustín Lara e Chiquinha Gonzaga, dentre outros. Músicas como “Adiós Nonino”, “Granada”, “Corta Jaca”, “Suspiros de Espanha” e a Sinfonia em Sol Menor KV183 se fusionam com clássicos de temas de filmes como “Valse d’Amelie” e “Star Wars”. Com essa diversidade de estilos, os estudantes desenvolvem competências tanto na sonoridade em grupo, quanto nas competências individuais, tendo em vista que são de diferentes níveis e faixa etária.

As apresentações são de suma importância para o desenvolvimento artístico e profissional dos alunos e alunas, que vivenciam na presença de palco a emoção e os desafios que essa prática proporciona, ajudando-os a se sentirem mais confortáveis e ainda mais confiantes de suas habilidades técnicas e expressivas almejando um lugar no mercado de trabalho. Lembrando a toda comunidade que a Escola Livre de Música abrirá as inscrições de vagas remanescentes para alguns grupos pedagógicos como a Camerata de Cordas, Big Band, Grupo de Trompetes, Orquestra de Saxofones, o Combo, além das matérias teóricas como História da Música II e Teoria Musical II. Também há uma vaga para fagote, iniciação bateria e clarinete. O edital e inscrições serão publicados nas redes sociais e website da Escola Livre de Música a partir do dia 9 de julho deste ano.

Os Grupos Pedagógicos

Os grupos pedagógicos proporcionam aos estudantes, de diferentes níveis e idades, a oportunidade da prática em conjunto orientada de um repertório estritamente escrito e arranjado para a formação do grupo a ser trabalhado, estimulando o desenvolvimento coletivo dos alunos galgando aspectos técnicos como afinação, articulação, rítmica, dinâmicas, estética, linguagem etc. Lembrando que essa é uma atividade de suma importância onde muitos dos alunos e alunas se integram junto ao mercado de trabalho por ter tido como base, a participação em grupos como esses. Os cursos são oferecidos abertamente para docentes, servidores, alunos da Unicamp e para toda a comunidade de Campinas e região.

A Escola

A Escola Livre de Música é uma escola de aplicação, iniciativa do Centro de Integração, Documentação e Difusão Cultural da Unicamp (CIDDIC), sob regência da Coordenadoria de Centros e Núcleos Interdisciplinares de Pesquisa – COCEN Unicamp. A Escola conta atualmente com uma média de 200 alunos e recebe mais de 500 inscrições anuais, galgando forte reconhecimento e excelência pela comunidade interna da universidade e da região metropolitana de Campinas.

Além dos cursos práticos e teóricos oferecidos, a ELM mantém grupos estáveis que realizam concertos em diferentes locais da Unicamp, Campinas e agora ampliando suas fronteiras para outras cidades. A escola também conta com alunos bolsistas (Bolsas BAS/BAEF – SAE deape) do Instituto de Artes dos cursos de licenciatura e bacharelado que realizam atividades socioeducacionais, sob supervisão dos professores e instrutores, e adquirem experiências e aprimoramento em suas especialidades.

A ELM também já trouxe à comunidade acadêmica oficinas com músicos internacionais, como: Franziska Schroeder (SARC – Belfast University), Carlos Almada (Arg), Allison Balcetis (Edmonton University), Roger Admiral (Edmonton University), Brielle Frost (Western State Colorado University), Yuan Gao (EUA), Vladislav Lavrik (Rus) e renomados instrumentistas brasileiros como Léa Freire, o Trio Corrente, Nailor Proveta, Filó Machado, dentre outros, através de parcerias com a Pró-reitoria de Extensão, Esporte e Cultura e da DCult (Diretoria de Cultura).

Serviço:

Orquestra de Saxofones da ELM no Auditório da ADunicamp

Quinta-feira, dia 10 de julho de 2025.

Av. Érico Veríssimo, 1479 – Cidade Universitária, Campinas – SP, 13083-851

Evento gratuito

https://www.ciddic.unicamp.br/ciddic/elm – @elmunicamp (Instagram)

(19) 3521-7673.

(Fonte: Ciddic/Unicamp)

FEMA Gallery e Galatea apresentam “Animismo”, primeira exposição individual de Gabriela Melzer em Cascais

Cascais, Portugal, por Kleber Patricio

Fotos: Ding Musa.

A FEMA Gallery, em parceria com a Galatea, tem o prazer de apresentar “Animismo”, a primeira exposição individual da artista Gabriela Melzer (São Paulo, 1999). Composta por doze pinturas inéditas, a exposição convida o público a habitar um espaço onde o visível e o invisível coexistem. Em “Animismo”, Melzer propõe uma experiência sensorial única, na qual tempo, energia e percepção se entrelaçam de forma contínua e fluida.

Explorando as possibilidades do abstracionismo lírico, suas obras dissolvem as fronteiras entre o físico e o etéreo. O gesto pictórico da artista não busca fixar um instante, mas capturar uma energia em constante transformação, onde formas e cores se desintegram e se reorganizam, refletindo a impermanência da realidade. Cada pintura se apresenta como um organismo vivo em movimento — um processo aberto de múltiplas leituras.

“A ideia de animismo, enquanto crença de que todos os elementos do mundo têm alma, conversa muito com o movimento que exploro no meu trabalho. O animismo transparece como motor, como força viva pictórica”, afirma Melzer sobre o processo criativo da mostra.

O termo que dá título à exposição se manifesta como uma presença vibrante em cada tela. As cores, os gestos e os espaços entre formas atuam como intermediários entre o mundo sensível e o invisível, oferecendo ao espectador uma experiência estética que transcende a matéria e ativa os sentidos. “Animismo” não é apenas um conceito metafórico — é uma realidade vivida na relação com a obra.

Sobre a artista

Gabriela Melzer (n. 1999) vive e trabalha em São Paulo. Estudou pintura e desenho na The New School e na Art Students League, em Nova York. Sua prática é marcada por formas orgânicas, gestos fluidos e cores densas, que propõem uma pausa visual diante do ritmo acelerado da contemporaneidade. Inspirada pela natureza, por fractais e padrões imperfeitos, Melzer busca criar paisagens interiores que evocam o intangível e expandem a percepção sensível do mundo.

Entre as exposições coletivas das quais participou, destacam-se Diálogos (Arpa & Shopping Cidade Jardim, São Paulo, 2024); Líquen Teso (Galatea, São Paulo, 2024); Lux Feminae (Nova York, 2022); e So Show (São Paulo, 2022).

“Meu objetivo não é representar o mundo, mas explorar as brechas onde o físico e o não físico se tocam. Quero abrir espaços que todos possam acessar — mesmo que não estejam claramente delineados.”

Serviço:

Exposição Animismo, de Gabriela Melzer

Local: FEMA Gallery

Endereço: Rua Afonso Sanches, 9 – Cascais, Lisboa, Portugal

Abertura: 12 de julho de 2025

Período de visitação: 12 de julho até 30 de agosto de 2025

Entrada gratuita

Realização: FEMA Gallery & Galatea

Instagram: @femagallery | @galateaprojects | @gabrielamelzer.

(Com Otávio Garcia/A4&Holofote Comunicação)

Expedição artística pela Amazônia: festival inédito une teatro e saberes da floresta

Amazônia, por Kleber Patricio

Ministério da Cultura, Entre Mundos, Academia Amazônia Ensina e BASF apresentam Virada Amazônica – onde a arte e a sustentabilidade se encontram para contribuir na formação de crianças, jovens e adultos. Foto: Divulgação.

Comunidades ribeirinhas do Rio Negro receberão espetáculos premiados e oficinas de formação artística em um intercâmbio cultural. A 1ª Virada Amazônica será realizada de 4 a 13 de julho, levando arte e sustentabilidade a Manaus e às populações de uma das mais importantes reservas de desenvolvimento sustentável da região.

A Virada Amazônica surge como desdobramento de uma relação de mais de dez anos entre artistas, educadores, ambientalistas e comunidades amazônicas. Em 2023, após uma experiência piloto bem-sucedida, o projeto ganhou forma e agora se concretiza como uma grande mobilização cultural que une arte, educação e sustentabilidade. “Sentimos a importância desse trabalho e da liderança das comunidades. Para muitos moradores, será a primeira vez que assistirão a um espetáculo teatral, devido à logística inacessível da região. Por isso, estabelecemos parcerias com as comunidades para democratizar o acesso à arte”, explica Laura Tezza, idealizadora da Virada Amazônica e diretora executiva.

O projeto é resultado da parceria entre a Academia Amazônia Ensina (ACAE), localizada em Manaus/AM, e a Entre Mundos Produções Artísticas, com correalização da Trupe Ave Lola, de Curitiba/PR. A iniciativa busca levar espetáculos de referência às comunidades ribeirinhas e também promover um intercâmbio cultural genuíno, com oficinas formativas e trocas de saberes.

Programação diversificada em Manaus e comunidades ribeirinhas

A programação inclui 11 apresentações teatrais nacionais, que ocorrerão tanto no Teatro Amazonas, em Manaus, quanto nas comunidades do Tumbira e Santa Helena do Inglês, localizadas na Reserva de Desenvolvimento Sustentável (RDS) do Rio Negro, a cerca de 1h20 de lancha rápida da capital amazonense. “A Virada Amazônica traz educação cultural e conhecimento para nosso povo tradicional, que antes não tinha acesso a essas oportunidades. A arte é de extrema importância nas comunidades porque transforma nossas crianças e jovens por meio do conhecimento. Este projeto nos permite não apenas assistir, mas também aprender por meio do teatro, oficinas e palestras, ajudando na formação de cidadãos de bem”, conta Nelson Brito, presidente da Comunidade Santa Helena do Inglês.

Entre os destaques está o premiado espetáculo “Manaós – Uma Saga de Luz e Sombra”, da Trupe Ave Lola, que abriu a programação nos dias 4, 5 e 6 de julho no Teatro Amazonas. A peça, que recebeu diversos prêmios nacionais, retrata a Manaus de 1911, durante o ciclo da borracha, por meio da história de três mulheres de povos distintos.

Nas comunidades ribeirinhas, serão apresentados os espetáculos “As Cores da América Latina”, do Panorando Cia. e Produtora, de Manaus, a estreia de “Romeu e Julieta” e “Capivaras Rebeldes”, ambos do Ave Lola. As apresentações serão gratuitas para os moradores locais. “Recebemos o projeto Virada Amazônica com grande entusiasmo, pois ele é de suma importância para a comunidade de Tumbira, e para toda a Amazônia, trazendo arte e cultura para dentro da floresta. A arte fortalece a educação com oficinas e espetáculos, ampliando o conhecimento de cada pessoa e enriquecendo nossas comunidades com novas experiências culturais”, pontua William Soares Mendes, presidente da Comunidade do Tumbira.

Além das apresentações, a Virada Amazônica oferecerá três oficinas gratuitas para crianças e jovens das comunidades: Interpretação Teatral e Dança, ministrada por Helena Tezza e Ane Adade; Música para Teatro, com Arthur Jaime e Breno Monte Serrat; e Escrita Criativa, conduzida por Ana Rosa Genari Tezza. “Nosso trabalho não se limita à formação artística e criativa, mas também busca desenvolver o senso crítico e reflexivo. A sustentabilidade está intrinsecamente ligada ao fazer artístico e ambiental”, destaca Maria Eugênia Tezza, idealizadora da Virada Amazônica e diretora de produção.

O projeto também promoverá o evento “Norte e Sul: encontro entre trupes e artistas”, um intercâmbio entre artistas da Amazônia e de outras regiões do Brasil, fortalecendo redes e criando pontes entre experiências culturais diversas.

Impacto social e cultural

A Virada Amazônica pretende impactar mais de 6.000 pessoas diretamente, envolvendo mais de 30 artistas, produtores e técnicos na expedição à Amazônia, além de gerar emprego para mais de 150 pessoas direta e indiretamente. “Desde 2015, quando iniciamos esse trabalho na região, percebemos o desejo enorme de democratizar o acesso à arte. É muito caro para os moradores se deslocarem até Manaus, por isso levamos espetáculos de referência até eles. O vínculo que criamos ao longo desses anos contribui para a formação artística e humana de todos os envolvidos”, afirma Dara van Doorn, idealizadora da Virada Amazônica e diretora de produção.

O projeto também incluirá a gravação de podcasts com líderes das comunidades, dando voz aos saberes locais e à proteção da floresta amazônica, além da produção de um documentário que registrará todo o festival.

A Virada Amazônica é um projeto viabilizado por meio da Lei de Incentivo à Cultura, com patrocínio da BASF e realização da Academia Amazônia Ensina (Acae), Entre Mundos Produções Artísticas, Ministério da Cultura e Governo Federal – União e Reconstrução. Conta com a correalização da Trupe Ave Lola e o apoio institucional da Árvore Alta Realizações Artísticas, Instituto Amazônia Ensina, ACS Rio Negro, Federação de Teatro do Amazonas (FETAM), Fundação Amazônia Sustentável (FAS), Agência Amazonense de Desenvolvimento Cultural (AADC), Secretaria de Estado de Cultura e Economia Criativa e Governo do Estado do Amazonas. “Para a BASF, aportar recursos em um projeto cultural que beneficia as comunidades ribeirinhas da Amazônia é uma escolha estratégica. Além de assistir aos espetáculos, moradores de duas comunidades terão acesso a aulas sobre atividades teatrais e de música. O que nos grandes centros as populações têm acesso com maior facilidade, para eles é um acontecimento”, explica Ivânia Palmeira, consultora de engajamento social da empresa.

Mais informações no Instagram @virada.amazonica ou no site viradaamazonica.com.br.

Números do projeto

11 apresentações teatrais nacionais em Manaus e comunidades ribeirinhas

3 oficinas de formação teatral para crianças e jovens das comunidades ribeirinhas

Mais de 6.000 pessoas impactadas pelo projeto

Mais de 30 pessoas em expedição na Amazônia (artistas, produtores e técnicos)

Mais de 150 pessoas empregadas direta e indiretamente pelo projeto

Programação detalhada

Espetáculos

As Cores da América Latina

Sinopse: o espetáculo possui como norte a corporeidade de três manifestações latinoamericas que são, a Fiesta de la Tirana (CHI), Huaconada (PER) e Cavalo-Marinho (BRA) em intersecção com a Dança e o Teatro. A visualidade da obra faz uso de cores vibrantes e seis máscaras de “Fofão”, personagem do Carnaval Maranhense (BRA), que completam a estética das personas. A obra apresenta a história do último Fofão como uma ode de alembramento a algumas tradições latinas.

Duração: 47 minutos

Classificação Indicativa: livre

Ficha Técnica

Direção: Fábio Moura e Talita Menezes

Coreografia: Criação Coletiva

Intérpretes-Criadores: Ana Carolina Nunes, Fernando C. Branco, Marcos Telles, Reysson Brandão e Talita Menezes

Visualidades: Fábio Moura

Pesquisa e Edição Musical: Talita Menezes

Confecção de Figurino: Lú de Menezes

Produção e Iluminação: Fábio Moura

Serviço:

8 de julho, às 20h

Local: comunidade do Tumbira (RDS do Rio Negro)

Ingressos: gratuitos

Romeu e Julieta

Sinopse: com adaptação e direção de Ana Rosa Genari Tezza, atuação de Evandro Santiago, a história se passa em um ateliê de costura de um teatro interditado. Entre tecidos e manequins empoeirados, um ator solitário decide reviver as cenas do espetáculo interrompido: Romeu e Julieta. A montagem aborda não apenas o amor entre os jovens de Verona, mas também o amor à arte, à liberdade e ao teatro como forma de resistência. Com direção musical e execução ao vivo de Arthur Jaime e Breno Monte Serrat, o espetáculo também conta com canções interpretadas por Evandro Santiago. A montagem entrelaça teatro de objetos, manipulação de bonecos e poesia da memória, reafirmando a identidade artística da Ave Lola.

Duração: 1h30

Classificação Indicativa: 14 anos

Ficha Técnica

Romeu e Julieta de William Shakespeare

Direção e adaptação: Ana Rosa Genari Tezza

Tradução: Bárbara Heliodora

Assistência de direção: Ane Adade

Ator/Criador: Evandro Santiago

Direção musical e composição: Arthur Jaime, Breno Monte Serrat

Músicos: Arthur Jaime, Breno Monte Serrat

Figurino: Eduardo Giacomini

Hiromotagem (pintura nos figurinos): Sandra Hiromoto

Máscaras, bonecos e adereços: Eduardo Santos

Cenografia: Daniel Pinha

Iluminação: Beto Bruel, Rodrigo Ziolkowski

Preparação corporal: Ane Adade

Orientação vocal: Julia Klüber

Operação de luz: Alexandre Leonardo Luft

Cenotécnica: Anderson Quinsler, Paulo Batistela (Nietzsche), Sérgio Richter, Vilson Kurz

Marcenaria: Emilio Mendonça

Costura: Belle Viana, Ari Lima

Peruca: Veruska

Técnica de som: Arthur Jaime, Breno Monte Serrat

Direção executiva: Entre Mundos Produções Artísticas

Direção de produção: Dara van Doorn, Elza Forte da Silva Carneiro, Laura Tezza

Direção de comunicação: Larissa de Lima

Produção: Alyssa Riccieri, Carlos Becker

Assistência de produção: Mattheus Boeck, Alexandre Leonardo Luft

Assistência de comunicação: Cesar Matheus

Prestação de contas: Matheus Munhoz

Ilustrações e projeto gráfico: Gabriel Rischbieter

Fotografias: Gus Benke

Serviço:

9 e 10 de julho, às 18h

11 de julho, às 20h

Local: Comunidade do Tumbira (RDS do Rio Negro)

Ingressos: gratuito

Capivaras Rebeldes

Sinopse: Atenção, atenção! Capivaras Rebeldes confirmam presença na Virada Amazônica! O ex-pop star Hollywoodiano (Arthur Jaime) e seu parceiro conhecido mundialmente por seu mau humor contagiante e os mais ousados acordes no contrabaixo (Breno Monte Serrat) aterrissam na comunidade do Tumbira e na bombástica festa da Comunidade Santa Helena do Inglês acompanhados de seu visionário agente internacional (Cesar Matheus). O trio representa a banda que em sua época de ouro era formada por 39 membros. Ao som de clarinete, trompete, sanfona e violão, o show traz um repertório de blues, jazz e ritmos latinos, intercalado por jogos de ritmo, números de palhaçaria e brincadeiras para todas as idades. Vistam as suas bandanas e camisetas pretas porque as Capivaras Rebeldes estão chegando.

Duração: 40 minutos

Classificação Indicativa: livre

Ficha Técnica

Direção: Ana Rosa Tezza

Dramaturgia: A Trupe

Elenco: Arthur Jaime, Breno Monte Serrat, Cesar Matheus

Direção musical: Arthur Jaime, Breno Monte Serrat

Figurino: Cesar Matheus

Operação de luz: Alexandre Leonardo Luft

Produção Executiva: Laura Tezza

Direção de Produção: Dara van Doorn

Direção de Comunicação e Fotografias: Larissa de Lima

Realização: Trupe Ave Lola

Serviço:

8 de julho, às 18h

10 de julho, às 20h,

11 de julho, às 15h30

Local: Comunidade do Tumbira (RDS do Rio Negro)

Ingressos: gratuito

12 de julho, às 16h

Local: Comunidade Santa Helena do Inglês (RDS do Rio Negro)

Ingressos: gratuito

Ações formativas

Oficina de Interpretação Teatral e Dança

Ministrantes: Helena Tezza e Ane Adade

A oficina de Interpretação Teatral e Dança propõe um encontro entre corpo, movimento e presença cênica, unindo fundamentos do teatro e da dança em processos criativos acessíveis a diferentes níveis de experiência. Por meio de jogos, improvisações e dinâmicas corporais, os participantes serão convidados a investigar gestos, emoções e narrativas que emergem do corpo em cena. A oficina valoriza a escuta, a coletividade e o diálogo com o território, estimulando a criação artística a partir da vivência e da expressão pessoal.

Oficina de música para teatro

Ministrantes: Arthur Jaime e Breno Monte Serrat

A oficina de Música para Teatro oferece uma imersão no universo sonoro da cena, explorando a música como linguagem expressiva e narrativa no fazer teatral. Por meio de práticas coletivas, os participantes experimentarão ritmos, paisagens sonoras, composições e improvisações que dialogam com a dramaturgia e a interpretação. A proposta valoriza a escuta sensível, a criação colaborativa e o uso de instrumentos convencionais e não convencionais, despertando o potencial musical de cada corpo em cena.

Oficina de escrita criativa

Ministrante: Ana Rosa Genari Tezza

A oficina de Escrita Criativa convida os participantes a explorarem a palavra como forma de expressão artística, experimentando diferentes formas de narrar, imaginar e sentir o mundo. Por meio de exercícios práticos, leituras e dinâmicas em grupo, serão trabalhados elementos como memória, território, sensibilidade e escuta. A proposta busca estimular a criação de textos autorais — poéticos, narrativos ou híbridos — a partir das vivências individuais e coletivas, valorizando a voz de cada participante como parte fundamental do processo.

Serviço:

9 e 10 de julho, das 13h às 16h | 11 de julho, das 13h às 15h

Local: comunidade do Tumbira (RDS do Rio Negro)

12 de julho, das 8h às 11h

Local: comunidade Santa Helena do Inglês (RDS do Rio Negro)

Atividade gratuita voltada para crianças e jovens da escola pública da comunidade.

Mostra de processo: compartilhamento do resultado das oficinas

A Mostra de Processo é o momento em que os participantes das oficinas compartilham com a comunidade os experimentos e criações desenvolvidos ao longo da Virada Amazônica. Mais do que uma apresentação final, é uma celebração do percurso vivido, das trocas e dos aprendizados coletivos. Um espaço de encontro entre arte, território e afeto.

Serviço:

12 de julho, às 15h

Local: comunidade Santa Helena do Inglês (RDS do Rio Negro)

Ingressos: gratuito

Equipe da Virada Amazônica

Idealizadores e direção:

Laura Tezza – Idealizadora da Virada Amazônica e diretora executiva

É produtora cultural formada em Direito pela PUCPR, com pesquisa focada em Direito à Cultura. Há 11 anos, atua como diretora de produção da Ave Lola, onde coordenou a produção de espetáculos teatrais premiados como “O Malefício da Mariposa”, “Tchekhov”, “Nuon”, “Manaós – Uma Saga de Luz e Sombra”, “Cão Vadio”, “O Vira-lata” e “Sonho de Uma Noite de Verão”. Sua trajetória inclui também a gestão de residências artísticas, circulação nacional e internacional de espetáculos, publicação de livros dramatúrgicos e produção de mostras teatrais. Em 2018, cofundou a produtora cultural Entre Mundos Produções Artísticas ao lado de Dara van Doorn. Laura é responsável pela criação de projetos audiovisuais como o documentário “O Rio Negro São As Pessoas” e o filme de ficção “ALMA”. Além disso, produziu oficinas, masterclasses e palestras com artistas internacionais de renome, entre eles Jean Jacques Lemêtre e Eve Doe Bruce (França), Cia Batida (Dinamarca), Andreas Denk (Holanda) e Fabio Tavares (Estados Unidos).

Dara van Doorn – Idealizadora da Virada Amazônica e diretora de produção

É produtora cultural com experiência na gestão de projetos artísticos, especialmente teatrais e audiovisuais. Pós-graduada em Administração de Empresas pela FGV e graduada em Produção Cênica pela UFPR, atua como diretora de produção da companhia teatral Ave Lola, onde trabalha há 10 anos, e em 2018, cofundou a produtora cultural Entre Mundos Produções Artísticas ao lado de Laura Tezza. Realizou a produção de espetáculos teatrais e filmes de repercussão nacional e internacional, como as peças “Nuon” (2016), “Manaós – Uma Saga de Luz e Sombra” (2019), “Cão Vadio” (2021), “O Vira-Lata” (2022), “Sonho de Uma Noite de Verão” (2024), além dos filmes “O Rio Negro São As Pessoas” (2019) e “ALMA” (2023). Sua experiência também abrange a realização de mostras teatrais, projetos de formação, publicações de dramaturgias originais e livros para crianças. Pela Entre Mundos, foi responsável pela produção da 1ª edição da Mostra Pôr do Sol, que inaugurou o Campo das Artes de Luís Melo, e em 2025 assina a produção da 1ª edição da Virada Amazônica — Arte e Sustentabilidade.

Maria Eugênia Tezza – Idealizadora da Virada Amazônica e diretora de produção

Formada em Relações Internacionais pelo Centro Universitário de Curitiba — UNICURITIBA, e pós-graduada em gestão escolar pela USP/ESALQ. Mais de 10 anos com experiências profissionais envolvendo atividades nas áreas de educação, cultura, empreendedorismo, pesquisa e consultoria empresarial nos Estados do Amazonas, Pará, São Paulo e Paraná. É co-fundadora e diretora-executiva da Academia Amazônia Ensina, que tem sua sede em Manaus desde o ano de fundação, em 2018.

Ana Rosa Genari Tezza – Direção artística e curadoria

É fundadora e diretora da Ave Lola Espaço de Criação. É diretora teatral, mestre em Artes Cênicas pela Universidade de Santa Catarina e pós graduada pela PUC Chile em interpretação. Com mais de 30 anos de experiência, atuou em Santiago do Chile na Companhia de teatro “Sombrero Verde”, dirigida por Andrés Peres Araya. Pela Ave Lola, dirige e escreve a dramaturgia dos espetáculos teatrais, além de coordenar os projetos de intercâmbio e pesquisa teatral da trupe. Sob sua direção, a Trupe Ave Lola tem realizado inúmeras turnês e projetos de relevância dentro e fora do Brasil. Seus últimos trabalhos tiveram amplo reconhecimento do público e reconhecimento da crítica especializada por meio de inúmeros prêmios, como o Prêmio Shell, Prêmio APCA e Cesgranrio, considerados os maiores prêmios de teatro brasileiro.

João Tezza Neto – Curadoria

Economista, doutor pelo Centro de Ciências Ambientais e Sustentabilidade da Amazônia da UFAM/UNB (2014- 2018) e MBA em Gestão Estratégica e Econômica de Empresas pela Fundação Getúlio Vargas, possui experiência em empresas privadas, ambientes governamentais e do terceiro setor, e nos últimos 20 anos tem se dedicado à modelagem e implementação de negócios com impacto socioambiental na Amazônia. Hoje atua como diretor executivo da empresa Original Trade Business Consulting, Darvore Cosméticos da Amazônia e é cofundador e presidente do Conselho da Academia Amazônia Ensina.

Equipe técnica

Coordenação de Comunicação e audiovisual: Larissa de Lima

Direção Criativa Acae: Jamilssa

Assistente de Comunicação: Cesar Matheus

Design: Gomes Ribeiro

Webdesign: POMO Agência

Assessoria de Imprensa: Taísa Rodrigues

Registro Videográfico: William Martins

Som Direto: Sofia Maia

Técnico de Luz: Alexandre Leonardo Luft

Cenotécnico: Paulo Batistela (Nietzsche)

Assistente de Cenotécnica: Helena Tezza

Técnicos de Som: Arthur Jaime, Breno Monte Serrat

Companhias Convidadas: Trupe Ave Lola (Curitiba) e Panorando Cia e Produtora (Manaus)

Ministrantes das Oficinas: Ana Rosa Genari Tezza, Ane Adade, Arthur Jaime, Breno Monte Serrat, Helena Tezza

Produção: Alyssa Riccieri, Carlos Becker e Alexandre Leonardo Luft

Acessibilidade: Cão Guia inclusão, tradução e acessibilidade audiovisual

Intérpretes de Libras: Ney Gomes, Raiana Nascimento

Audiodescrição: Marcos Vinícius, Linnu Passos

Recepção acessível: Carol Pascarelli

Sobre os realizadores e correalizadores

Academia Amazônia Ensina (ACAE) | é uma instituição de educação, aprendizado e pesquisa para o ensino da sustentabilidade econômica e ecológica. Sua missão é “revolucionar a educação para conciliar o desenvolvimento econômico e a conservação ambiental”. A especialidade da ACAE é organizar e ofertar expedições formativas no coração da floresta amazônica com o objetivo de educar, sensibilizar e promover o desenvolvimento sustentável para públicos variados, entre estudantes, profissionais do empreendedorismo, investidores, associações e corporações.

Entre Mundos | é uma produtora cultural sediada em Curitiba/PR, formada por duas mulheres produtoras com ampla experiência na realização de projetos culturais e artísticos. Comprometida com a democratização do acesso à arte e à cultura, a Entre Mundos atua como agente ativa no fortalecimento das políticas sociais, econômicas e ambientais, contribuindo diretamente para os objetivos da Agenda 2030. Com um portfólio diverso, a produtora já realizou montagens e circulações teatrais, produções audiovisuais, além de publicações literárias e fotográficas. Nos últimos sete anos, esteve à frente da direção de produção de mais de 60 projetos nacionais e internacionais, viabilizados com recursos públicos e privados, em âmbitos municipal, estadual e federal. Entre os artistas e grupos com os quais colabora estão a Trupe Ave Lola (PR), o Campo das Artes (PR) e o Grupo Galpão (MG), além de parcerias internacionais com projetos na Holanda, Chile, Dinamarca, Bélgica, França e outros países.

Trupe Ave Lola | além de ser um espaço de criação, é também uma trupe que trabalha coletivamente por um fazer artístico, poético e humano. Foi fundada em 2010 pela diretora Ana Rosa Genari Tezza, que desenvolveu um espaço fértil de empoderamento feminino no qual todos os cargos de liderança são ocupados por mulheres de diferentes idades, potencializando o trabalho artístico da Trupe. A Ave Lola tem um extenso trabalho com a acessibilidade, por meio de projetos que promovem a inclusão de pessoas cegas e surdas no universo teatral. Também propõem, semestralmente, ações formativas gratuitas com profissionais qualificados em suas áreas para estudantes da rede pública de ensino, promovendo a democratização do acesso à arte. Ao longo dos últimos anos, a Ave Lola montou os espetáculos “Sonho de uma noite de Verão” (2024), “O Vira-Lata” (2022), “Cão Vadio” (2021), “Manaós – Uma Saga de Luz e Sombra” (2019), “Nuon” (2016), “Tchekhov” (2013) e “O Malefício da Mariposa” (2012), trabalhos premiados e indicados a importantes prêmios do Paraná e do Brasil, tais como Gralha Azul, Shell, Cesgranrio. Os trabalhos já circularam por todo Brasil, incluindo cidades fronteiriças do extremo Norte, além de também terem passado por outros países, como Chile, Bolívia e Dinamarca.

Serviço:

Nome da ação: Virada Amazônica – Arte e Sustentabilidade

Data: de 4 a 13 de julho de 2025

Locais: Teatro Amazonas (Largo de São Sebastião – Centro, Manaus – AM), Centro Cultural Palácio da Justiça (Av. Eduardo Ribeiro, 901 – Centro, Manaus), Comunidade do Tumbira e Comunidade Santa Helena do Inglês (RDS do Rio Negro).

(Com Maria Eduarda R. Arruda/Máquina Cohn & Wolfe)