Notícias sobre arte, cultura, turismo, gastronomia, lazer e sustentabilidade

Arte & Cultura

Rio de Janeiro

Etc e Tal transforma “Dom Quixote” em uma experiência visual arrebatadora e reafirma a força da mímica brasileira no cenário contemporâneo

por Kleber Patrício

Uma das companhias mais importantes do teatro físico brasileiro, a carioca Etc e Tal apresenta Dom Quixote, espetáculo infanto-juvenil sem palavras que reinventa o clássico de Miguel de Cervantes por meio da mímica, da comicidade gestual e de uma sofisticada dramaturgia visual. A estreia acontece no dia 7 de março de 2026 no Teatro Glaucio […]

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Lazer & Gastronomia

Inglaterra

British Pullman, A Belmond Train, Inglaterra, apresenta “Celia”, vagão exclusivo assinado por Baz Luhrmann e Catherine Martin

por Kleber Patrício

Novo vagão é dedicado a eventos e jantares privados; espaço foi idealizado e desenhado pelo cineasta Baz Luhrmann, diretor de filmes como Moulin Rouge!, The Great Gatsby e Elvis, e pela figurinista e designer de produção Catherine Martin, quatro vezes vencedora do Oscar por seu trabalho em Moulin Rouge! e The Great Gatsby

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Cinco coisas que você precisa saber antes de visitar os Lençóis Maranhenses

Maranhão, por Kleber Patricio

Alta temporada, quando as lagoas estão cheias e o clima é predominantemente ensolarado, vai de junho a agosto. Fotos: Divulgação/Civitatis.

Os Lençóis Maranhenses são um dos tesouros naturais mais impressionantes do Brasil. Um céu intensamente azul cobre dunas de areia branca esculpidas pelo vento, intercaladas por lagoas cristalinas que transformam a paisagem em um cenário quase surreal — único no mundo.

Mas para viver essa experiência em sua plenitude, é fundamental escolher a época certa. A alta temporada, quando as lagoas estão cheias e o clima é predominantemente ensolarado, vai de junho a agosto. Para quem pretende visitar o novo Patrimônio Natural da Humanidade reconhecido pela Unesco em 2024, a Civitatis, plataforma líder em venda de passeios e experiências no mundo todo, reuniu cinco dicas essenciais para planejar essa viagem inesquecível:

1 – Faça uma parada estratégica em São Luís

Para quem sai das regiões Sul e Sudeste, o trajeto até os Lençóis pode ser cansativo. Primeiro, é necessário um voo até São Luís, seguido por um transfer terrestre de cerca de 4 horas até uma das cidades-base do parque, como Barreirinhas ou Santo Amaro do Maranhão. A dica é pernoitar em São Luís na ida e/ou na volta para evitar o desgaste de combinar voo e estrada no mesmo dia. Além disso, vale a pena explorar a capital maranhense, especialmente durante as festas juninas, quando o Centro Histórico ganha ainda mais charme e cores.

2 – Barreirinhas é a maior cidade, mas também a mais distante

O Parque Nacional dos Lençóis Maranhenses pode ser acessado a partir de três locais: Barreirinhas, Santo Amaro do Maranhão e o vilarejo rústico de Atins. Barreirinhas é a maior cidade e oferece melhor infraestrutura de hospedagem, comércio e serviços, mas também é a mais distante das lagoas. Em média, o trajeto até o parque dura cerca de uma hora em veículos 4×4, por estradas de terra esburacadas, e você muito provavelmente estará sentado em um banco na traseira aberta. Já a partir de Santo Amaro, esse deslocamento é mais curto e tranquilo — cerca de 20 a 30 minutos. Vale considerar esses fatores ao escolher onde se hospedar.

3 – Os Lençóis são incríveis, mas há muito mais a explorar

As dunas e lagoas são, sem dúvida, o ponto alto da viagem, e vale a pena fazer pelo menos 2 ou 3 passeios para conhecer diferentes áreas do parque. Afinal, as lagoas variam entre si e cada passeio revela paisagens únicas. Mas não se limite às lagoas, diversifique seu roteiro e faça outras opções de passeio, como a flutuação no rio Formiga, o passeio noturno para observar o plâncton brilhante, ou a famosa lancha pelo rio Preguiças. Assim, você desfruta mais do que a natureza abundante da região tem a oferecer.

4 – Escolha com atenção as empresas de passeio e transfer

Esta é uma viagem em que o viajante obrigatoriamente terá que contratar prestadores de serviço como transfers, trajetos de lancha (para ir de Barreirinhas para Atins, por exemplo), entre outros. O parque tem acesso controlado e todos os passeios e deslocamentos precisam ser feitos com empresas autorizadas. Não é possível visitar por conta própria. Para garantir uma boa experiência, é fundamental escolher muito bem as empresas contratadas. Muitos turistas relatam experiências negativas com empresas locais que pecam na pontualidade, qualidade ou organização. Com a Civitatis, o viajante pode reservar com confiança: todos os prestadores passam por um processo rigoroso de seleção e qualidade, garantindo uma experiência segura e tranquila.

5 – Não vá embora sem provar os sorvetes regionais

Depois de um dia explorando as dunas, nada melhor do que se refrescar com os sorvetes artesanais típicos da região. Sabores como bacuri, buriti, murici, castanha e cajá são imperdíveis. As sorveterias são points das cidades-base e vale muito a pena a visita. Em Barreirinhas, experimente o sabor Atins na Bolinha Sorvetes. Em Atins, vá até a sorveteria do Restaurante Ça Va. E em Santo Amaro do Maranhão, conheça a Sorveteria Quero-Quero.

Sobre a Civitatis | A Civitatis é a empresa líder na venda de visitas guiadas e excursões em português ao redor do mundo, com mais de 90 mil atividades em 4 mil destinos de 160 países. Desde sua fundação em 2008, mais de 40 milhões de pessoas completaram suas viagens com a curadoria de passeios da Civitatis.

(Com Ananda Saori/Civitatis)

Clóvis de Barros Filho descomplica clássicos da literatura de Homero sob a ótica contemporânea

São Paulo, por Kleber Patricio

Capa do livro.

Célebre por tornar a filosofia compreensível e aplicável a todos os públicos, o jornalista, filósofo, professor e palestrante Clóvis de Barros Filho inaugura a coleção Clóvis Explica com a obra Ilíada & Odisseia. Em formato 2 em 1, o livro contempla os poemas épicos do escritor grego Homero que se tornaram clássicos na literatura e, com frequência, são recomendados em listas para vestibulares.

Neste lançamento publicado pela Citadel Editora, o escritor best-seller explora as lições atemporais presentes nas aventuras de heróis como Aquiles e Odisseu em reflexões sobre coragem, honra e o sentido da vida. O autor conecta as narrativas à realidade contemporânea, compara disputas mitológicas com as semifinais da Champions League e relaciona batalhas imponentes aos cenários de home office, tornando a leitura leve e instigante.

Na primeira parte, dedicada à Ilíada, o filósofo contextualiza os eventos que antecedem a Guerra de Troia. Relata, por exemplo, como a rivalidade entre as deusas Hera, Atena e Afrodite desencadeou o conflito, e como Zeus, incomodado com o crescimento da população humana, “patrocinou” os combates para aliviar a pressão sobre Gaia (Terra). A partir da história trágica do semideus Aquiles, aborda assuntos como integridade, consequências das decisões e liderança em períodos de crise.

O enredo ganha um toque familiar no segundo texto, destinado à Odisseia, quando o professor relembra diálogos da infância com o pai para explicar as aventuras de Odisseu no retorno a Ítaca. A análise reúne lições sobre a importância da perseverança e das escolhas diante dos imprevistos. As provações enfrentadas pelo protagonista revelam como a jornada do “retorno para casa” representa mais que um trajeto — é uma metáfora sobre resiliência, prioridades e crescimento pessoal.

Clóvis de Barros Filho. Foto: Divulgação|Arquivo pessoal.

Se em Ilíada o pensador aborda a busca por dignidade e a aceitação da mortalidade, em Odisseia ele explora a volta ao lar como um processo de transformação profunda. Os 12 estágios da Jornada do Herói são apresentados em ambas as obras, destacando como as dificuldades enfrentadas pelos personagens simbolizam desafios universais.

Com analogias criativas, Ilíada & Odisseia é indicada tanto para aqueles que desejam compreender os clássicos de forma descomplicada, quanto estudantes que buscam uma introdução acessível às histórias do poeta grego. Este livro é um convite para amantes de literatura, filosofia, mitologia e para quem deseja refletir sobre os dilemas da vida com leveza, profundidade e pitadas de humor filosófico, típicos de Clóvis de Barros Filho.

FICHA TÉCNICA

Título: Ilíada & Odisseia – Reflexões sobre as obras-primas de Homero

Autor: Clóvis de Barros Filho

Editora: Citadel Grupo Editorial

ISBN: 978-6550475864

Número de páginas: 288

Preço: R$ 64,90

Onde encontrar: Amazon.

Sobre o autor | Clóvis de Barros Filho é doutor e livre-docente pela Escola de Comunicações e Artes da Universidade de São Paulo (ECA-USP). É autor de vários livros sobre ética, felicidade, autoconhecimento e valores. Palestrante que cativa as mais diversas plateias sem o uso de aparatos tecnológicos. Recorrendo a exemplos do cotidiano e histórias divertidas, ensina conteúdos densos de maneira leve e fascinante.

Redes sociais do autor

Instagram: @clovisdebarros

YouTube: Clóvis de Barros

LinkedIn: Clóvis de Barros Filho

TikTok: @clovisdebarros.

Sobre a editora

Transformar a vida das pessoas. Foi com esse conceito que o Citadel Grupo Editorial nasceu. Mudar, inovar e trazer mensagens que possam servir de inspiração para os leitores. A editora trabalha com escritores renomados como Napoleon Hill, Sharon Lechter, Clóvis de Barros Filho, entre outros. As obras propõem reflexões sobre atitudes que devem ser tomadas para quem quer ter uma vida bem-sucedida. Com essa ideia central, a Citadel busca aprimorar obras que tocam de alguma maneira o espírito do leitor.

Redes sociais da editora:

Site: Citadel

Instagram: @citadeleditora

Facebook: Citadel Grupo Editorial

YouTube: Citadel Grupo Editorial.

(Com Dielin da Silva/LC Agência de Comunicação)

“O Menino Teresa” diverte e emociona ao retratar a curiosidade da infância

São Paulo, por Kleber Patricio

Foto: Drika Bourkim.

O espetáculo “O Menino Teresa”, da Banda Mirim, faz temporada no Sesc Bom Retiro a partir do dia 15 de junho de 2025 até 9/7, com apresentações aos domingos, às 12h, e nos feriados dia 19/6, quinta, e 9/7, quarta, sempre às 12h. Na peça, Teresa, interpretada por Cláudia Missura, é uma menina de apenas sete anos e, como toda criança dessa idade, é muito curiosa. Num dia qualquer, decide explorar o quarto dos meninos. Com um bloquinho na mão, uma vela e um mapa, ela inicia uma brincadeira de caça ao tesouro no mundo masculino, discute o que vai achando com o público e faz um placar com as diferenças entre gêneros. Com texto e direção de Marcelo Romagnoli, o espetáculo foi reconhecido com o Prêmio da Associação Paulista dos Críticos de Arte (APCA) em 2008 de Melhor Cenário e o Prêmio Coca-Cola FEMSA de Melhor Atriz e Melhor Cenário. A peça conta ainda com música original ao vivo, executada pela compositora e instrumentista Tata Fernandes.

“Curiosidade é a palavra que move a infância”, explica Romagnoli. “Em O Menino Teresa, discutimos diferenças e identidades e ampliamos suas possibilidades. Teresa é uma personagem divertida, empática e que, através do humor, subverte a ordem ao entrar no universo proibido dos meninos”, ressalta. Espetáculo delicado e intimista, O Menino Teresa busca também, nesse desvendamento do masculino, o reencontro da menina com a figura paterna. Os mistérios do outro sexo são tratados de forma divertida e suave, onde vale mais a diversão do que as certezas dos adultos. Ao descortinar um mundo em que há mais igualdade do que diferenças, Teresa apresenta os desafios da infância ao investigar o mundo, o outro e a si mesmo.

Banda Mirim

Com sede em São Paulo, o grupo pesquisa, difunde e cria desde 2004 espetáculos para toda família, unindo teatro e música, com um olhar especial voltado à infância e juventude. Com 12 integrantes fundadores, recebeu 29 prêmios; montou 10 espetáculos; lançou quatro CD´S (dois indicados ao Prêmio da Música Brasileira em 2014), três livros(um deles com sete peças do grupo), cinco DVD´S, um documentário comemorativo dos 18 anos de grupo e três especiais para televisão; publicou três revistas, uma série em jornal e um podcast com quatro episódios; produziu uma webserie com 5 episódios, oficinas audiovisuais de música e teatro, transmissões online, lives e algumas Mostras de Repertório. Realizou viagens e trocas artísticas com grupos de vários Estados através de oficinas e debates e atingiu um público de mais de 300 mil pessoas.

Serviço:

O Menino Teresa

Direção Marcelo Romagnoli

15 de junho a 9 de julho

Domingos, 12h. Dias 19/6 e 9/7, quinta e quarta, feriado, 12h.

Local: teatro (297 lugares). Livre.

Valores: R$12 (Credencial Plena), R$20 (Meia) e R$40 (Inteira). Crianças até doze anos: Grátis.

Sessões com Acessibilidade: 29/6 – Libras e audiodescrição.

Venda de ingressos disponíveis pelo APP Credencial Sesc SP, no site sescsp.org.br/bomretiro, ou nas bilheterias.

Estacionamento do Sesc Bom Retiro – (vagas limitadas)

O estacionamento do Sesc oferece espaço para pessoas com necessidades especiais e bicicletário. A capacidade do estacionamento é limitada. Os valores são cobrados igualmente para carros e motos. Entrada: Alameda Cleveland, 529.

Valores: R$8 a primeira hora e R$3 por hora adicional (Credencial Plena). R$17 a primeira hora e R$4 por hora adicional (Outros). Horários: Terça a sexta, 9h às 20h; sábado, 10h às 20h e, domingo, 10h às 18h.

Sesc Bom Retiro

Alameda Nothmann, 185. CEP 01216-000.

Campos Elíseos, São Paulo – SP. Telefone: (11) 3332-3600

Siga o @sescbomretiro nas redes sociais: Facebook, Instagram, Youtube /sescbomretiro

Fique atento se for utilizar aplicativos de transporte particular para ir ao Sesc Bom Retiro. É preciso escrever o endereço completo no destino, Alameda Nothmann, 185, caso contrário o aplicativo informará outra rota/destino.

(Com Flávio Aquistapace/Assessoria de imprensa Sesc Bom Retiro)

Músicos da Osesp e do Coro apresentam concerto de câmara na Estação Motiva Cultural

São Paulo, por Kleber Patricio

Foto: Fábio Audi.

A Fundação Osesp apresenta na Sala São Paulo a Temporada Osesp 2025. No próximo domingo (15/jun), às 18h, músicos da Osesp e do Coro da Osesp se reúnem para o segundo concerto da série de câmara desta Temporada, na recém-inaugurada Estação Motiva Cultural, com um repertório com obras para voz, fagote e piano e repleto de peças brasileiras. Os ingressos para este programa custam de R$ 42,00 a R$ 150,00 (valores inteiros) e podem ser adquiridos no site oficial da Osesp.

Na primeira parte da noite, a soprano Valquíria Gomes, o fagotista Francisco Formiga e o baixo-barítono e pianista Israel Mascarenhas interpretam canções de compositores de diferentes estilos, épocas e nacionalidades.

O concerto se inicia com as Três canções espanholas, escritas em 1983 pelo norte-americano Joseph Goodman (1918-2014) para a combinação incomum de soprano e fagote, sobre poemas de Miguel de Unamuno e Jorge Guillén Goodman. Na sequência, destacam-se obras do brasileiro Francisco Mignone (1897-1986), que também dedicou especial atenção a esse instrumento grave da família das madeiras: suas Cinco canções, igualmente para soprano e fagote, de inspiração popular, e a Valsa vocalise, dedicada à soprano mineira Maria Lúcia Godoy.

O século XIX está representado no programa em duas peças do russo Tchaikovsky (1840-1893): a Canção de ninar e a famosa Ária de Lensky, da ópera Eugene Onegin. A primeira parte traz, ainda, a canção Dream with me, do musical Peter Pan de Leonard Bernstein.

Estação Motiva Cultural. Foto: Manuel Sá.

Na segunda parte, acompanham Valquíria e Israel a soprano Anna Carolina Moura, a mezzo soprano Mariana Valença e o tenor Luiz Guimarães, além da pianista convidada Maria Emilia Moura Campos, que se junta a eles para interpretarem obras de autores brasileiros.

O universo popular permeia grande parte desse repertório, com destaque para as canções de Ernst Mahle (1929-2025), de quem ouviremos Quadras ao gosto popular, Coco do major e Dança em volta do fogo; e de Heitor Villa-Lobos (1887-1959), representado por Cabocla de Caxangá e uma seleção de suas Serestas. Também no programa estão A canção do tédio, que Osvaldo Lacerda (1927-2011) compôs a partir de poema de Guilherme de Almeida, e Tornedos a Rossini, de Almeida Prado (1943-2010), canção que leva o nome de um clássico prato francês.

Anna Carolina Moura soprano

Membro do Coro da Osesp desde 2003, integrou o grupo de música sacra Audi Coelum, o conjunto de música antiga luso-brasileira e hispano-americana Americantiga e o trio de vozes femininas Bendita Folia. Cantou na Sinfônica do Rio Grande do Norte e no Madrigal da Universidade Federal do Rio Grande do Norte [1997-2001], do qual foi ensaiadora e com o qual venceu o 2º Concurso Nacional Funarte de Canto Coral.

Valquíria Gomes soprano

Aperfeiçoou-se em ópera pela Escola Superior de Música Franz Liszt de Weimar, na Alemanha, e nesse país apresentou-se com o JBS Ensemble, o Arcadia Ensemble, a Chorakademie Lübeck, o Coro Sinfônico de Bamberg e a EuropaChorAkademie, realizando turnês em países como China, Coreia do Sul, Dinamarca, Eslováquia e Itália. Integrou, em Belo Horizonte, o Ars Nova e o Coral Lírico de Minas Gerais. É membro do Coro da Osesp desde 2019.

Mariana Valença mezzo soprano

Integra o Coro da Osesp desde 1994, quando ainda Coral Sinfônico do Estado de São Paulo. Aperfeiçoou-se com o tenor Benito Maresca, com a contralto Leilah Farah, a mezzo soprano Lenice Prioli, o baixo Jeller Filipe e a soprano Elayne Caser. Participou das séries de câmara do Museu Paulista da USP, do Centro de Música Brasileira e do Instituto Histórico e Geográfico de São Paulo.

Luiz Guimarães tenor

Desde 2008, é membro do Coro da Osesp. Foi solista com a Orquestra Acadêmica da Osesp, a Orquestra Jovem de Guarulhos, a Sinfônica Municipal de Santos e a Sinfônica de Santo André. Integrou o Coral Jovem do Estado de São Paulo e a Academia de Ópera do Theatro São Pedro. Participou do 34º Festival de Inverno de Campos de Jordão e das 7ª e 11ª edições do Festival Música nas Montanhas, em Poços de Caldas.

Francisco Formiga fagote

Antes de ingressar na Osesp, em 1997, foi membro da Sinfônica de Minas Gerais, da Orquestra Experimental de Repertório e da Banda Sinfônica do Estado de São Paulo. Integrou ainda as orquestras Antunes Câmara, as orquestras de Câmara de Belo Horizonte, de São Paulo e de Indaiatuba e a Orquestra Sesi Minas, além do grupo Camaleon Bassoons. É professor da Escola Municipal de Música de São Paulo e da Academia de Música da Osesp.

Israel Mascarenhas baixo e piano

Iniciou seus estudos musicais com Walter Novaes e Helena Starzynski, no Coral USP, com Israel Menezes, professor do Conservatório Brasileiro de Música, e Jésus Figueiredo, maestro titular do Coro do Theatro Municipal do Rio de Janeiro. Foi pianista do Coral Jovem do Estado de São Paulo e é cravista da Orquestra de Câmara Ópera XVIII. Integra o grupo de câmara Americantiga, o coro Audi Cœlum e, desde 2006, o Coro da Osesp como baixo.

Maria Emília Moura Campos pianista convidada

É docente da EMESP Tom Jobim e pianista correpetidora da Escola Municipal de Música de São Paulo. Foi pianista do Coral Lírico do Theatro Municipal de São Paulo e professora do Conservatório Municipal de Guarulhos. Recebeu os prêmios de melhor pianista acompanhadora do 3º Concurso para Instrumentos de Cordas da Pró-Música de Juiz de Fora e do 4º Concurso “A Canção Brasileira”, realizado pelo Centro de Música Brasileira de São Paulo.

A Estação Motiva Cultural conta com o patrocínio institucional da Motiva, por meio de seu Instituto, via Lei Federal de Incentivo à Cultura. A realização é da Fundação Osesp, do Governo do Estado de São Paulo, por meio da Secretaria da Cultura, Economia e Indústria Criativas, do Ministério da Cultura e do Governo Federal – União e Reconstrução.

PROGRAMA

VALQUÍRIA GOMES soprano

FRANCISCO FORMIGA fagote

ISRAEL MASCARENHAS piano

Joseph GOODMAN | Três canções espanholas

Piotr Ilitch TCHAIKOVSKY | Seis romances, Op. 16: Canção de ninar

Leonard BERNSTEIN | Peter Pan: Dream with me [Sonhe comigo]

Francisco MIGNONE | Valsa vocalise

Piotr Ilitch TCHAIKOVSKY | Eugene Onegin: Ária de Lensky

Francisco MIGNONE | Cinco canções para soprano e fagote

VALQUÍRIA GOMES soprano

ANNA CAROLINA MOURA soprano

MARIANA VALENÇA mezzo soprano

LUIZ GUIMARÃES tenor

ISRAEL MASCARENHAS baixo

MARIA EMILIA MOURA CAMPOS pianista convidada

Ernst MAHLE

Quadras ao gosto popular

Coco do major

Osvaldo LACERDA | A canção do tédio

Ernst MAHLE | Dança em volta do fogo

Heitor VILLA-LOBOS

Canções típicas brasileiras: Cabocla de Caxangá

Serestas: Seleção

José Antônio de ALMEIDA PRADO | Tornedos a Rossini.

Serviço:

15 de junho, domingo, 18h00

Endereço: Praça Júlio Prestes, 16, Luz, São Paulo, SP

Capacidade: 543 lugares

Recomendação etária: 07 anos

Ingressos: De R$ 42,00 a R$ 150,00 (valores inteiros*)

Bilheteria (INTI): osesp.byinti.com

Telefone: (11) 3777-9721, de segunda a sexta, das 12h às 18h.

Estacionamento: Rua Mauá, 51 | R$ 39,00 (noturno, sábado e domingo após às 12h30) | 600 vagas; 20 para pessoas com deficiência; 33 para idosos.

Mais informações nos sites oficiais da Osesp e da Sala São Paulo.

*Estudantes, pessoas acima dos 60 anos, jovens pertencentes a famílias de baixa renda com idade de 15 a 29 anos, pessoas com deficiências e um acompanhante e servidores da educação da rede pública estadual e municipal têm desconto de 50% nos ingressos para os concertos da Temporada Osesp na Sala São Paulo, mediante comprovação.

A Osesp e a Sala São Paulo são equipamentos do Governo do Estado de São Paulo, por intermédio da Secretaria da Cultura, Economia e Indústria Criativas do Estado de São Paulo, gerenciadas pela Fundação Osesp, Organização Social da Cultura.

Acompanhe a Osesp: Site | Instagram | YouTube | Facebook | TikTok | LinkedIn.

(Com Fabio Rigobelo/Fundação Osesp)

Paço Imperial apresenta panorama da trajetória de André Griffo

Rio de Janeiro, por Kleber Patricio

André Griffo – Altar Marajoara. Foto: Edouard Fraipont.

O Paço Imperial inaugura neste sábado, no dia 14 de junho de 2025, a grande exposição “Alto Barroco”, com um panorama dos quatorze anos de trajetória do artista André Griffo. Com curadoria de Juliana Gontijo, serão apresentadas mais de 50 obras, entre pinturas e instalações – sendo muitas inéditas – que ocuparão o pátio principal, três salões do primeiro pavimento e dois salões do segundo pavimento do Paço Imperial. Esta é a primeira exposição individual do artista em uma instituição no Rio de Janeiro, após ter participado de diversas coletivas, além de individuais no Centro Cultural São Paulo e no Palácio das Artes, em Belo Horizonte.

“A ideia é mostrar um panorama do que o artista vem fazendo, mas não apresentar de modo cronológico, principalmente porque muitas de suas séries, além de atravessarem vários anos, também terminam tendo algum tipo de comunicação, de relação entre elas”, conta a curadora Juliana Gontijo, que acompanha há mais de 10 anos o trabalho do artista. Desta forma, a exposição estará dividida por temas, relacionando obras produzidas em diferentes épocas da trajetória do artista, apresentando trabalhos importantes como “Back to Olympia” (2017), “Sala dos provedores” (2018), “O Vendedor de miniaturas” (2021) e “Instruções para administração de fazendas 2” (2018), além de duas pinturas produzidas especialmente para a exposição e outras pertencentes a coleções particulares nunca antes expostas ao público. “Griffo é muito conhecido pelas pinturas em grandes dimensões. Por isso, a ideia foi também trazer outros suportes, técnicas e materialidades com os quais ele trabalha — que talvez sejam menos conhecidas ou menos referenciadas. Não se trata de uma exposição de pintura tradicional”, afirma a curadora.

André Griffo – Base para crucificação. Foto: Rafael Salim.

Formado em Arquitetura e Urbanismo, Griffo iniciou sua produção no campo das artes visuais criando composições em que máquinas e estruturas mecânicas dividiam espaço com fragmentos de corpos — sobretudo de bois e porcos — em cenas densas, impregnadas de signos de violência e morte. A partir de 2014, o artista desloca seu foco para uma investigação pictórica em que a arquitetura, representada com precisão técnica, assume papel central, com pouca ou nenhuma presença humana. Nas obras mais recentes, Griffo revisita obras fundamentais da história da arte, apropriando-se de seus repertórios visuais para tencionar episódios históricos em que religião, poder e violência se entrelaçam.

A pintura de André Griffo articula crítica e reverência numa linguagem barroca que reivindica o excesso como estratégia discursiva. Através de suas pinturas, o artista faz uma contundente crítica social, abordando questões de poder, religião, questões raciais, política etc. “O tema central do meu trabalho é a religião e como ela vem sendo usada como uma ferramenta de controle desde o Brasil colonial até a união das milícias com algumas igrejas evangélicas para dominar áreas na cidade”, conta o artista. “O trabalho do Griffo traz camadas bastante complexas, nas quais emergem relações entre religião, poder e patriarcado, além da questão da colonialidade. O interessante é como tudo isso se cruza com a história da arte, questionando qual é o papel da produção artística – e da própria arte – nesse contexto”, ressalta a curadora.

Para criar as obras, Griffo faz um profundo trabalho de pesquisa, indo aos locais retratados, vendo pessoalmente as pinturas que usa como referência e estudando os personagens. Sobre o título da exposição, “Alto Barroco”, a curadora explica: “Vem de uma constatação do excesso, do lugar e função do ornamento, pensando o Barroco na contemporaneidade. O barroco é o excesso, a saturação, mas também a confusão dos limites; é simultaneamente a dominação e a resistência. A gente joga com essa ambiguidade”.

Percurso da exposição

André Griffo – Instruções para administração das fazendas II. Foto: Rafael Adorjan.

Logo ao entrar no Paço Imperial, no pátio, o público encontrará a grande instalação “Predileção por alegorias – andaimes” (2015), que tem 7,5 metros de altura e 4,5 metros de comprimento. Composta por andaimes de ferro utilizados na construção civil, as estruturas possuem arcos de ogiva (ornamento gótico). “A ideia foi fazer um contraponto da arquitetura moderna com a arquitetura gótica. Naquele momento eu ainda não falava de religião, mas estava com um interesse especial nos arcos ogivais, então inseri esses elementos em andaimes, que são objetos estritamente funcionais. A obra trata de dois momentos da arquitetura, comparando forma e função: o gótico, com arcos que são símbolos da difusão do cristianismo, e o modernismo, com seu purismo funcional”, conta Griffo, que ressalta ter sido essa a primeira obra em que inseriu elementos religiosos, sem saber, naquele momento, que este se tornaria o principal tema de sua prática artística nos anos seguintes.

Na primeira sala, estarão as pinturas “Um altar consagrado” e “Base para crucificação”, que fazem parte da nova fase abstrata do artista. Neste mesmo espaço estarão “Barroco Vazio” (2014) e “Back to Olympia” (2017), na qual, pela primeira vez, o artista tece uma crítica social através da pintura, prática que continuará em outras obras. Partindo da tela “Olympia” (1863), de Manet, André Griffo dá destaque à figura da serviçal negra, que não estava em evidência na pintura original. “A primeira sala traz uma experiência de vazio, que não é um vazio propriamente dito, mas que carrega uma densidade muito grande de elementos: um excesso de matéria, de camadas. Colocamos obras mais recentes ao lado de outras do início, promovendo um encontro temporal que, de alguma maneira, se articula por meio da ideia do vazio e do excesso – algo que tem a ver com o Barroco.”

Nas salas seguintes as obras serão montadas como uma composição, com a ideia de camadas, criando uma perspectiva, com obras no centro da sala e pendendo do teto, com temas que têm relação com a religiosidade e com a história da pintura. Neste espaço estarão obras da série “A supressão do santo pelo ornamento” (2018), feitas em madeira, que serão penduradas a partir do teto, dando a ideia de estarem flutuando na sala. “Nesses trabalhos, falo sobre a importância dos ornamentos no contexto religioso, que vai além da função decorativa. Ele é capaz não apenas de apresentar e definir o valor do símbolo que ele ornamenta, mas também em conduzir por si só a narrativa de celebração, adoração e sublime mesmo que a imagem do santo não esteja mais presente”, afirma o artista. Neste espaço também estará a grande obra “O poder e a glória do pecado” (2019), que mede 2,90X2,90m, além do retrato do Papa Inocêncio X. “Velázquez foi o primeiro a pintar o Papa Inocêncio X e depois tiveram inúmeros outros artistas, então pintei a minha versão dele”, diz Griffo.  Ainda nesta sala haverá obras como “The 80’s” (2024), “Olhos distantes se camuflam na paisagem” (2021) e “Percorrer tempos e ver as mesmas coisas” (2017), “que dão lugar a uma reflexão mais voltada à subjetividade”, diz a curadora.

Andé Griffo – Olhos distantes se camuflam na paisagem #2. Foto: Flávio Freire.

No segundo andar, estarão obras do início da trajetória de Griffo, que tem a ver com as máquinas e os corpos, além de alguns estudos em que aparece o interesse pelo arco gótico e a relação com a arquitetura. “O vendedor de miniaturas” (2020) estará neste espaço. “É um trabalho no qual eu falo sobre questões mais contemporâneas, sobre o uso da religião como ferramenta de poder, que é a união de algumas igrejas neopentecostais com milicianos, políticos e pastores evangélicos que dominam áreas do Rio de Janeiro. Eu me interesso por esse percurso do cristianismo até chegar nessas questões de hoje em dia”, diz o artista. Também neste andar estará a instalação “A materialização do canto da Mãe da Lua” (2022), inspirado no canto do pássaro Mãe da Lua e na lenda que diz que quando ele canta é sinal de mau agouro. “Essa obra fala muito sobre a constituição de uma família brasileira, da relação entre o regime patriarcal e o regime religioso”, afirma o artista. O som do canto do pássaro vindo da instalação irá ressoar por todo o ambiente onde estarão trabalhos como “O Massacre dos inocentes” (2023), que traz uma sobreposição de várias épocas, com personagens dos dias atuais em cenários de antigamente. Haverá, ainda, a série dos Ranieris, baseada na pintura do artista italiano Sassetta, além de uma série de trabalhos com folhas de ouro, também baseada no trabalho do artista, que pintou um retrato de Santo Antônio agredido por demônios, cujas figuras dos demônios foram restauradas com folhas de ouro, subvertendo seu uso. A partir disso, Griffo criou uma série de trabalhos em que usa folhas e ouro no que seriam os demônios contemporâneos.

Sobre o artista

André Griffo (Barra Mansa, 1979. Vive e trabalha no Rio de Janeiro). Entre suas principais exposições individuais destacam-se: Exploded View (Galeria Nara Roesler, Nova York, 2023); Voarei com as asas que os urubus me deram (Galeria Nara Roesler, São Paulo, 2022); Objetos sobre arquitetura gasta (Centro Cultural São Paulo, 2017) e Intervenções pendentes em estruturas mistas (Palácio das Artes, Belo Horizonte, 2015). Também apresentou obras em coletivas como From the Ashes, London, UK, 2024; Contratempo, Museu Eva Klabin, Rio de Janeiro, Brasil, 2024; Parada 7 Arte em Resistência (Centro Cultural da Justiça Federal RJ, 2022); Casa Carioca (Museu de Arte do Rio, Rio de Janeiro, 2020/21); Sobre os ombros de gigantes, Galeria Nara Roesler, NY, EUA, 2021; 21ª Bienal de Arte Contemporânea Sesc_Videobrasil (Sesc 24 de Maio, São Paulo, 2019); Ao amor do público (Museu de Arte do Rio, Rio de Janeiro, 2015); Aparições (Caixa Cultural, Rio de Janeiro, 2015) e Instabilidade estável (Paço das Artes, São Paulo, 2014). possui obras em importantes coleções públicas e privadas, tais como Denver Art Museum; Kistefos Museum (Noruega); Museu de Arte do Rio (Rio de Janeiro); Museu da Fotografia (Fortaleza, CE); Instituto Itaú Cultural (São Paulo) e Instituto PIPA (Rio de Janeiro).

Sobre a curadora

Juliana Gontijo (Rio de Janeiro, 1980) é curadora, pesquisadora e professora adjunta na Universidade do Estado do Rio de Janeiro. É doutora em História e Teoria das Artes pela Universidad de Buenos Aires, com formação em Estudos Cinematográficos (Université Sorbonne Nouvelle) e em História da Arte e Arqueologia (Université Le Mirail). É autora do livro Distopias Tecnológicas (Ed. Circuito, 2014), vencedor da Bolsa de Estímulo à Produção Crítica da Funarte. Atuou como curadora da 9ª Bolsa Pampulha, integrou o comitê curatorial da 21ª Bienal Sesc_Videobrasil e realizou curadorias em instituições como Centro Cultural Banco do Brasil, Casa do Povo, Centro Cultural São Paulo, Paço das Artes, Centro Cultural Parque de España (Argentina). Entre seus projetos recentes, destacam-se Baile Circular (MUNTREF, Buenos Aires, 2024), Manto em Movimento (Casa do Povo e MAC USP, São Paulo, 2023), Kwá yepé turusú yuriri assojaba tupinambá (Galeria Fayga Ostrower, Brasília, e Casa da Lenha, Porto Seguro, 2021) e Cildo Meireles: Cerca de Lejos (Centro Nacional de Arte Contemporáneo Cerrillos, Santiago, Chile, 2019). 

Serviço:

André Griffo – Alto Barroco

Abertura: 14 de junho de 2025, das 15h às 19h

Exposição: até 10 de agosto de 2025

Centro Cultural do Patrimônio Paço Imperial [Térreo, 1° e 2° pavimentos]

Praça XV de Novembro, 48 – Centro – Rio de Janeiro – RJ

Terça a domingo e feriados, das 12h às 18h.

Entrada gratuita

Curadoria: Juliana Gontijo

Patrocínio: Itaú Unibanco através da Lei Rouanet

Apoio: Galeria Nara Roesler

Produção: Tisara Arte Produções.

(Com Beatriz Caillaux/Midiarte Comunicação)