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Arte & Cultura

Rio de Janeiro

Etc e Tal transforma “Dom Quixote” em uma experiência visual arrebatadora e reafirma a força da mímica brasileira no cenário contemporâneo

por Kleber Patrício

Uma das companhias mais importantes do teatro físico brasileiro, a carioca Etc e Tal apresenta Dom Quixote, espetáculo infanto-juvenil sem palavras que reinventa o clássico de Miguel de Cervantes por meio da mímica, da comicidade gestual e de uma sofisticada dramaturgia visual. A estreia acontece no dia 7 de março de 2026 no Teatro Glaucio […]

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Lazer & Gastronomia

Inglaterra

British Pullman, A Belmond Train, Inglaterra, apresenta “Celia”, vagão exclusivo assinado por Baz Luhrmann e Catherine Martin

por Kleber Patrício

Novo vagão é dedicado a eventos e jantares privados; espaço foi idealizado e desenhado pelo cineasta Baz Luhrmann, diretor de filmes como Moulin Rouge!, The Great Gatsby e Elvis, e pela figurinista e designer de produção Catherine Martin, quatro vezes vencedora do Oscar por seu trabalho em Moulin Rouge! e The Great Gatsby

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R$ 27 milhões vindos de concessões florestais federais chegam a estados e municípios da Amazônia

Amazônia, por Kleber Patricio

Fotos: Divulgação/Imaflora.

O Serviço Florestal Brasileiro (SFB) repassou R$ 27 milhões advindos de pagamentos originados por concessões federais em Florestas Nacionais (Flona) aos estados de Pará e Rondônia, além de cinco municípios onde se localizam as florestas concessionadas às quais os pagamentos se referem. O valor engloba a arrecadação resultante da produção dessas concessões em 2024 e a um saldo de repasses anteriores que não havia ainda sido mobilizado.

Os governos estaduais receberam a maior fatia (R$ 16.271.292,30), mas será nos municípios que o impacto desse dinheiro produzirá efeitos mais sensíveis – serão R$ 10.753.382,30 aterrissando em algumas das comunidades mais desassistidas da Amazônia, como é o caso do município de Melgaço, ocupante do triste posto de pior IDH do Brasil. Faro, Itaituba, Oriximiná e Terra Santa são os outros beneficiados.

“Esse é o maior valor já transferido para localidades que abrigam concessões florestais federais e merece ser comemorado”, afirma Leonardo Sobral, diretor Florestal do Instituto de Manejo e Certificação Florestal e Agrícola (Imaflora). Ele explica que os repasses dão visibilidade ao retorno econômico das concessões, aumentando a compreensão da população sobre o manejo sustentável feito pelas concessionárias. “Eles também contribuem para pôr de pé investimentos em projetos, atividades e recursos voltados à gestão e ao uso sustentável dos recursos florestais”, completa.

Os repasses são benefícios diretos e que se somam a outros ganhos trazidos pela atividade, como lembra Renato Rosenberg, diretor de Concessões Florestais do Serviço Florestal Brasileiro (SFB), destacando que as concessões costumam ocupar regiões fronteiriças do desmatamento. “São locais vulneráveis a crimes ambientais e fundiários, que ficam inibidos pela presença de pessoas vinculadas às concessões dentro das Unidades de Conservação. E a colheita florestal acontece de forma controlada e monitorada, desdobrando-se em recursos, empregos, renda, oportunidades sociais e formalização da economia”, afirma Rosenberg.

Ele explica ainda que, no ano passado, intensificaram-se os esforços para aumentar o número de concessões e melhorar o fluxo dos recursos destinados aos estados e municípios. O objetivo era apresentar os valores disponíveis e auxiliar na escolha de projetos aderentes aos requisitos para acessá-los. “O processo, aliado a um ajuste orçamentário, criou um caminho para que os repasses passem a ser acessados com maior regularidade daqui para a frente”, diz Rosenberg.

Dinheiro com destino certo

O contrato de uma concessão florestal dura cerca de 40 anos e é pautado pela execução de um Plano de Manejo Florestal Sustentável, que estabelece as atividades e estima a produção anual de madeira. A produtividade da colheita, no entanto, varia de um ano para outro por múltiplos fatores e cabe ao SFB monitorar a execução das atividades e a produção efetiva. O concessionário, por sua vez, paga um valor mínimo anual estabelecido em contrato, destinado ao SFB. Superada a produção correspondente a essa arrecadação fixa, o excedente arrecadado é dividido nas seguintes proporções: 40% ao Instituto Chico Mendes de Biodiversidade (ICMBio), 20% aos estados de origem das concessões, 20% aos municípios envolvidos e 20% ao Fundo Nacional de Desenvolvimento Florestal.

A repartição, destinação e modo de acesso ao recurso são regulamentados por dois dispositivos legais – a Lei de Gestão de Florestas Públicas (11.284/2006) e a Portaria MAPA 506/2022, que estabelecem condições e procedimentos para os repasses. Estados e municípios precisam apresentar um plano com os projetos ou atividades a serem realizados. Esses planos devem ser aprovados por conselhos de Meio Ambiente, nos quais se prevê participação popular. Outra exigência é que estejam ligados ao uso sustentável dos recursos florestais – ou seja, com iniciativas que favoreçam a manutenção da floresta em pé. “Em campo, notamos grande dificuldade dos envolvidos para diferenciar entre projetos ambientais diversos e aqueles com incidência sobre a floresta. Tanto que um dos planos para 2025 é criar um guia permanente para orientar conselheiros e gestores municipais”, conta Sobral.

Investimentos que mudam realidades 

Alguns dos projetos alavancados pelos repasses feitos em 2025 impactam diretamente a população e sua relação com a floresta. Em Faro, por exemplo, há previsão de construção de uma miniusina para processamento de castanha-da-Amazônia e promoção de oficinas sobre boas práticas de manejo.

Em Terra Santa, os repasses oriundos das concessões já permitiram a construção da sede própria da Secretaria Municipal de Meio Ambiente, equipada com infraestrutura adequada — algo ainda raro entre secretarias do tipo na região. Além disso, a aquisição de um veículo em 2019 tornou possível ampliar o alcance das ações técnicas e de fiscalização nas áreas rurais. Segundo a secretária de Meio Ambiente e Mineração, Samária L.C. Silva, os impactos mais visíveis se darão diretamente nas comunidades. Com mais de R$ 800 mil em caixa para novos projetos, a prefeitura já destinou parte do valor à construção de uma casa de apoio ao projeto Pé-de-Pincha, de conservação de quelônios, e lançou a primeira chamada pública voltada à seleção de propostas de associações comunitárias. Os recursos estão financiando viveiros florestais, hortas comunitárias, sistemas agroflorestais e meliponicultura. “São projetos que aliam conservação da floresta com geração de renda e segurança alimentar, além de fortalecerem a autonomia das associações”, afirma a secretária. Há até um projeto de construção de uma casa de apoio à ciência para promoção de pesquisa, educação ambiental e inclusão socioambiental das comunidades.

Já o município de Melgaço irá investir em oficinas de capacitação para regularização ambiental de pequenas propriedades rurais, no apoio à obtenção de licença para serrarias de pequeno porte e na reforma de um viveiro florestal para plantio de mudas de açaí e cupuaçu a serem distribuídas a famílias da zona rural, promovendo alternativas econômicas sustentáveis e conectadas à realidade local. O engenheiro sanitarista e ambiental Juesley B.P. Viegas, da Secretaria de Meio Ambiente do município, destaca que o apoio financeiro possibilitou ainda ações como oficinas sobre manejo e educação ambiental e recuperação de um bosque municipal. “O próximo passo será ampliar o alcance dessas medidas. Nosso território é extenso e o deslocamento até as comunidades exige estrutura adequada. Com esses recursos, poderemos adquirir equipamentos, embarcações e combustível, o que viabiliza a presença do poder público onde ela é mais necessária”, afirma Viegas.

Essas são apenas algumas das maneiras pelas quais os recursos das concessões retornam para as comunidades do entorno, viabilizando iniciativas que, de outra forma, não teriam investimento para se concretizar. É a floresta fazendo diferença na vida daqueles que com ela convivem e podem, a partir dessas experiências concretas, aumentar a percepção de que a floresta em pé também tem valor.

(Fonte: Imaflora)

Casarão Brasil celebra Mês do Orgulho LGBTQIA+ com arte e história de Safira Bengell

São Paulo, por Kleber Patricio

Capa do livro.

Como parte da programação do Mês do Orgulho LGBTQIA+, o Casarão Brasil – Associação LGBTI lança no dia 18 de junho, quarta-feira, às 17h, na sede da instituição, o livro “A Arte de Viver”, biografia da comendadora Safira Bengell, atriz transformista, produtora cultural, diretora artística e escritora, reconhecida como a “Dama da Diversidade Cultural Brasileira”. A obra é assinada pelo jornalista Enéas Barros. O evento contará com um coquetel de lançamento, com vagas limitadas e reservas exclusivamente pelo e-mail contato@casaraobrasil.org.br.

De acordo com Rogério de Oliveira, presidente da OSC Casarão Brasil, o lançamento da obra no Mês do Orgulho é mais do que um ato simbólico, mas uma maneira de destacar a relevância dessa mobilização. “O dia a dia dessa população esconde muita luta, sangue, lágrimas e a força de pessoas que batalham para viverem livremente em uma sociedade, muitas vezes, cruel. Esse é um tema importantíssimo até mesmo para quem não faz parte do movimento, mas busca viver em um mundo mais igualitário e com reais oportunidades para todos, e o lançamento da obra ‘A Arte de Viver’, no Casarão Brasil, enfatiza essa importância”, comenta.

O livro revela os bastidores da trajetória de uma artista que enfrentou desafios para conquistar um lugar de destaque no showbiz nacional e internacional, atuando como protagonista e diretora em espetáculos marcantes, ao lado de grandes nomes do teatro, cinema e televisão. “Esse lançamento no Casarão Brasil significa coroar uma trajetória, é o grande reconhecimento, é o casamento que já dura algumas décadas, porque eu, desde o início da criação do Casarão Brasil, fui acolhida, a gente tem uma relação bem diplomática, fui reconhecida desde o início e, lançar a biografia em São Paulo, é importantíssimo”, comenta Safira.

O presidente da OSC Casarão Brasil, Rogerio de Oliveira. Foto: Ricardo Durand.

Ao longo do livro, a artista transmite uma mensagem subliminar sobre a verdadeira arte de viver, marcada pelo enfrentamento ao preconceito, às humilhações, à busca por vantagens a qualquer preço, à discriminação e à falta de empatia. Ela compartilha que a biografia veio por acaso durante a pandemia, mas o material foi arquivado indiretamente desde quando veio ao Rio de Janeiro em plena ditadura militar nos anos 70. “Eu me comunicava em cartas com a minha família. A minha trajetória é de luta, porque sou uma ativista cultural nata”, ressalta. “Eu construí uma marca, um produto, e divido a artista do CPF e respeito às pessoas. A estrela é o público que vai me prestigiar nos eventos e deve ser assim”, finaliza Safira.

Da renda obtida com a venda dos exemplares, 10% serão revertidos para as ações promovidas pelo Casarão Brasil. O evento conta com o apoio do Fundo Positivo. “Acreditamos que a arte, a cultura e a educação podem mudar a vida das pessoas LGBTQIA+”, afirma Marina Reidel, coordenadora LGBTQIA+ do Fundo Positivo.

Serviço:

Lançamento da biografia da atriz transformista Safira Bengell “A Arte de Viver”

Data: 18 de junho, quarta-feira

Horário: 17h

Local: Rua Coronel Xavier de Toledo, 210, Conjunto 111 – República, São Paulo

Reservas exclusivamente pelo e-mail: contato@casaraobrasil.org.br

Sobre Rogério de Oliveira

Rogério de Oliveira é presidente da OSC Casarão Brasil.

Sobre o Casarão Brasil

O Casarão Brasil é uma organização social sem fins lucrativos, fundada em 2008, dedicada à promoção da cidadania e inclusão da população LGBTI. A entidade oferece serviços de assistência social, saúde, educação e fortalecimento da autoestima, além de atuar em defesa dos direitos humanos, empregabilidade e acolhimento.

(Com Lucas Machado)

Livro destaca culinária caiçara com receitas da Baixada Santista sob mentoria do chef Dário Costa

São Paulo, por Kleber Patricio

Capa do livro. Fotos: Divulgação.

A Edge, empresa do grupo Cosan, acaba de lançar o livro “Culinária Caiçara – Histórias e Receitas da Baixada Santista”. A obra tem como protagonistas os sabores e as histórias das cozinheiras e cozinheiros das comunidades pesqueiras da região, com pratos inspirados nos pescados mais capturados no estuário de Santos e São Vicente. A iniciativa contou com a participação do chef Dário Costa (restaurante Madê), reconhecido pela sua atuação na gastronomia caiçara da região. A edição está disponível gratuitamente em versão digital. O livro é resultado do projeto Culinária Caiçara da Baixada Santista, idealizado no âmbito do Programa de Apoio à Pesca executado pela Edge em parceria com a Tetra Mais Consultoria Econômica e Ambiental.

A edição destaca os pescados mais capturados e comercializados – caranguejo-uçá, corvina, parati, camarão-branco, tainha, siri, marisco-do-mangue e robalo-flecha –, além dos saberes tradicionais relacionados ao beneficiamento dos pescados e os costumes alimentares locais.

Moqueca de peixe com pirão.

Após a compilação das receitas, cozinheiras e cozinheiros envolvidos na obra reproduziram os pratos na cozinha profissional do restaurante Madê, em parceria com o chef Dário Costa.

Os pescados apresentados no livro e utilizados nas receitas das cozinheiras e cozinheiros participantes compõem aqueles mais desembarcados nas comunidades, em função das características de pesca de cada lugar, petrechos utilizados e pesqueiros comumente frequentados por eles.

Os nomes de 11 cozinheiras e cozinheiros que protagonizam a obra são residentes nas comunidades pesqueiras artesanais trabalhadas pelo Subprograma de Monitoramento da Pesca Artesanal – parte do Programa de Apoio à Pesca do TRSP: Ilha Diana e Monte Cabrão (Santos), Sítio Conceiçãozinha (Guarujá), Vila dos Pescadores (Cubatão) e Rua Japão (São Vicente).

Lambe-lambe.

Foram nomes indicados pelas comunidades como pessoas de grande conhecimento da culinária caiçara. Isso fica evidente não só pelas habilidades e receitas compartilhadas, mas pela direta relação com a pesca artesanal. Quem conhece de perto o trabalho da pesca, conhece muito dos pescados e suas formas de preparo e consumo.

AS RECEITAS E AS COZINHEIRAS E COZINHEIROS

São 14 receitas de 11 cozinheiras e cozinheiros – Patricia dos Santos (48 anos), Zaira Santiago de Moura (62 anos), Jorge Alves Ferreira (47 anos), Creusa Batista (70 anos), Tatiane Batista Rocha (37 anos), Josevânia Oliveira Freire (41 anos), Márcia Thereza Nobre da Silva Alves Barreto (64 anos), Claudia Castro da Silva (57 anos), Elenilza Barbosa dos Santos (51 anos), Izabel da Silva Santos (48 anos) e Rosa Maria dos Santos (52 anos). Confira a seleção:

QR Code para download gratuito do livro.

Filé de Parati ao Molho de Camarão | Azul Marinho com Purê de Banana Verde | Vinagrete de Marisco | Marisco ao Leite de Coco | Lambe-lambe | Marisco no Paletó | Camarão na Moranga | Tainha Recheada | Peixe à Escabeche | Peixe com Banana Verde | Carne Seca com Banana Verde | Peixe Empanado com Molho de Camarão | Moqueca de Peixe com Pirão | Caranguejo com Caldo acompanhado de Farofa de Cuscuz.

O PROJETO SOCIAL

O Projeto Culinária Caiçara da Baixada Santista foi idealizado a partir das observações, estudos, vivências e análises dos programas ambientais executados pela Edge e Tetra Mais desde a fase de implantação do Terminal de Regaseificação de São Paulo (TRSP).

O livro se relaciona ao Programa de Apoio à Pesca e seus subprogramas – Subprograma de Monitoramento da Pesca Artesanal e Subprograma de Apoio aos Pescadores Artesanais ,que tem como público focal os pescadores artesanais atuantes no Sistema Estuarino de Santos e São Vicente, junto com as entidades representativas (colônias e associações) e comunidades pesqueiras que têm interface com a localização e operação do TRSP e que estão situados no entorno do empreendimento nos municípios de Santos, Cubatão, Guarujá e São Vicente.

Parati.

O projeto se estruturou na atividade da pesca artesanal realizada no Sistema Estuarino de Santos e São Vicente (SP). O foco estava nas comunidades pesqueiras da Ilha Diana e Monte Cabrão (Santos), Sítio Conceiçãozinha (Guarujá), Vila dos Pescadores (Cubatão) e os pescadores da Rua Japão (São Vicente).

Esse conhecimento é oriundo do amplo trabalho realizado pela equipe da Tetra Mais, responsável pelo Subprograma de Monitoramento da Pesca Artesanal – parte do Programa de Apoio à Pesca do TRSP, que desde 2020 coleta informações qualitativas e quantitativas dos recursos pesqueiros explorados pelos pescadores e pescadoras de diversas comunidades atuantes na pesca no Sistema Estuarino de Santos e São Vicente (SP).

A iniciativa teve seis etapas:

1 – Análises dos registros de desembarque pesqueiro;

2 – Entrevistas com as cozinheiras e cozinheiros sobre suas histórias de vida, relação com a comunidade, com a pesca artesanal e com a culinária;

3 – Pesquisa da história dos pontos de desembarque da pesca artesanal;

4 – Execução das receitas escolhidas pelas cozinheiras e cozinheiros;

5 – Seleção das cozinheiras e cozinheiros a partir de contatos com as lideranças e comunidade;

6 – Mentoria das cozinheiras e cozinheiros com chef Dário Costa para troca de saberes.

Dario Costa e cozinheiras do Projeto Culinária Caiçara da Baixada Santista. 

SOBRE DÁRIO COSTA | Nascido em Santos (SP), Dário Costa começou sua jornada na gastronomia lavando louça na Nova Zelândia em 2008. Viajante e surfista, passou por cozinhas ao redor do mundo, incluindo a Itália, onde trabalhou no estrelado Ristorante Vescovado e desenvolveu sua paixão pelos produtos e pela sustentabilidade na pesca. Atualmente, comanda quatro restaurantes no Brasil: Madê e Paru (Santos), Deus Ex-Machina (São Paulo) e Benedita (Fernando de Noronha), todos com foco em frutos do mar e comida na brasa. Também é sócio do Açougue do Mar, peixaria que valoriza a qualidade e procedência dos pescados. Dário já foi eleito Chef Revelação pelas revistas Prazeres da Mesa e Go Where Gastronomia. Em 2024, seu restaurante Madê passou a integrar a lista dos 100 melhores do Brasil (Revista Exame) e, em 2025, entrou no prestigiado guia 50 Best Discovery, sendo o único do estado de São Paulo fora da capital a figurar na seleção.
(Com Vivian Tiemi/Agência Loures)

Chega às lojas livro infantil de Reese Witherspoon, um dos primeiros títulos do selo tatu-bola da Editora Planeta

São Paulo, por Kleber Patricio

Capa do livro.

Chega às lojas um dos primeiros títulos do selo tatu-bola, dedicado à literatura infantil, da Editora Planeta. “Beta inquieta” é o primeiro livro da atriz, produtora e empresária Reese Witherspoon focado nos pequenos leitores e traz a história de uma personagem cheia de energia e ideias.

Inspirada na história da própria autora, Beta é uma garota agitada e que busca o tempo todo algo para fazer. Ao perceber que seu cãozinho precisa de um banho, ela acaba criando, com a ajuda de sua melhor amiga Mari, um pet-shop no quintal de sua casa para lavar os cães fedidos da vizinhança. Na obra, a personagem aprende que é possível fazer qualquer coisa com perseverança, trabalho em equipe e boas ideias.

Beta inquieta traz ainda ilustrações dinâmicas, divertidas e delicadas de Xindi Yan. A história da garota acabou virando uma série com mais dois títulos publicados.

FICHA TÉCNICA

Título: Beta inquieta

Autora: Reese Witherspoon

Ilustrações: Xindi Yan

ISBN: 978-85-422-3412-1

Páginas: 48 p.

Preço livro físico: R$ 59,90

Editora Planeta | Selo tatu-bola.

SOBRE A AUTORA | Reese Witherspoon é atriz, mãe, amante de cachorros e uma mulher de negócios. No 3º ano da escola, começou a vender suas presilhas. Foi seu primeiro empreendimento. Em 2016, fundou a Hello Sunshine, uma companhia responsável pela elaboração de filmes e programas de TV que passou a ganhar cada vez mais repercussão. Ela quer que as crianças saibam: se ela pode começar um negócio, você também pode.

SOBRE O SELO | Reconhecendo a importância da literatura nos primeiros anos de vida, o selo busca apoiar e enriquecer as experiências dos pequenos promovendo o desenvolvimento sensorial, de descobertas e vínculo até os 3 anos de idade e incentivando a imaginação e a investigação para as crianças até os 6 anos. O tatu-bola engloba três linhas editoriais: Literatura, com nomes já estabelecidos na área, como Alexandre Rampazo e Thiago de Melo Andrade; Autores best-sellers da editora, como Christian Dunker, Ana Suy, Alexandre Coimbra e Geni Núñez; e Coedições e franquias, livros de banho, pano, cartonados e para colorir.

(Fonte: Editora Planeta)

Fundação Bienal de São Paulo anuncia a lista dos participantes da 36ª edição da Bienal

São Paulo, por Kleber Patricio

Heitor dos Prazeres, Sem Título, 1958. Coleção Lêo Pedrosa. Cortesia MT Projetos de Arte. Foto: Jaime Acioli.

A Fundação Bienal de São Paulo anuncia a lista dos participantes da 36ª Bienal de São Paulo – Nem todo viandante anda estradas – Da humanidade como prática, que acontecerá de 6 de setembro de 2025 a 11 de janeiro de 2026, no Pavilhão Ciccillo Matarazzo, em São Paulo, com visitação gratuita.

Com conceito criado por Bonaventure Soh Bejeng Ndikung, ao lado dos cocuradores Alya Sebti, Anna Roberta Goetz e Thiago de Paula Souza, da cocuradora at large Keyna Eleison e da consultora de comunicação e estratégia Henriette Gallus, a próxima edição se inspira no poema Da calma e do silêncio, da poeta Conceição Evaristo, e tem como um dos principais alicerces a escuta ativa da humanidade enquanto prática em constante deslocamento, encontro e negociação.

Adama Delphine Fawundu An Offering at Kongo River, 2025. Cortesia da artista. Foto: Adama Delphine Fawundu.

Os artistas participantes da 36ª Bienal de São Paulo são Adama Delphine Fawundu, Adjani Okpu-Egbe, Aislan Pankararu, Akinbode Akinbiyi, Alain Padeau, Alberto Pitta, Aline Baiana, Amina Agueznay, Ana Raylander Mártis dos Anjos, Andrew Roberts, Antonio Társis, Behjat Sadr, Berenice Olmedo, Bertina Lopes, Camille Turner, Carla Gueye, Cevdet Erek, Chaïbia Talal, Christopher Cozier, Cici Wu, Cynthia Hawkins, Edival Ramosa, Emeka Ogboh, Ernest Cole, Ernest Mancoba, Farid Belkahia, Firelei Báez, Forensic Architecture, Forugh Farrokhzad, Frank Bowling, Frankétienne, Gê Viana, Gervane de Paula, Gōzō Yoshimasu, Hajra Waheed, Hamedine Kane, Hamid Zénati, Hao Jingban, Heitor dos Prazeres, Helena Uambembe, Hessie (Carmen Lydia Đurić), Huguette Caland, I Gusti Ayu Kadek Murniasih (Murni), Imran Mir, Isa Genzken, Joar Nango com a equipe de Girjegumpi, Josèfa Ntjam, Juliana dos Santos, Julianknxx, Kader Attia, Kamala Ibrahim Ishag, Kenzi Shiokava, Korakrit Arunanondchai, Laila Hida, Laure Prouvost, Leiko Ikemura, Leila Alaoui, Leo Asemota, Leonel Vásquez, Lidia Lisbôa, Lynn Hershman Leeson, Madame Zo, Madiha Umar, Malika Agueznay, Manauara Clandestina, Mansour Ciss Kanakassy, Mao Ishikawa, Márcia Falcão, Maria Auxiliadora, María Magdalena Campos-Pons, Marlene Almeida, Maxwell Alexandre, Meriem Bennani, Metta Pracrutti, Michele Ciacciofera, Ming Smith, Minia Biabiany, Moffat Takadiwa, Mohamed Melehi, Moisés Patrício, Myriam Omar Awadi, Myrlande Constant, Nádia Taquary, Nari Ward, Nguyễn Trinh Thi, Noor Abed, Nzante Spee, Olivier Marboeuf, Olu Oguibe, Oscar Murillo, Otobong Nkanga, Pélagie Gbaguidi, Pol Taburet, Precious Okoyomon, Raukura Turei, Raven Chacon com Iggor Cavalera & Laima Leyton, Rebeca Carapiá, Richianny Ratovo, Ruth Ige, Sadikou Oukpedjo, Sallisa Rosa, Sara Sejin Chang (Sara van der Heide), Sérgio Soarez, Sertão Negro, Sharon Hayes, Shuvinai Ashoona, Simnikiwe Buhlungu, Song Dong, Suchitra Mattai, Tanka Fonta, Thania Petersen, Theo Eshetu, Théodore Diouf, Theresah Ankomah, Trương Công Tùng, Tuần Andrew Nguyễn, Vilanismo, Werewere Liking, Wolfgang Tillmans e Zózimo Bulbul.

Outros cinco participantes integram a 36 a Bienal como parte do programa de Afluentes na Casa do Povo, com curadoria de Benjamin Seroussi e Daniel Blanga Gubbay: Alexandre Paulikevitch, Boxe Autônomo, Dorothée Munyaneza, Marcelo Evelin, MEXA.

Maria Auxiliadora, Velório da noiva, 1974. Coleção MASP/ Cortesia Pedro Ivo Silva e MASP. Foto: Eduardo Ortega.

A equipe conceitual inspirou-se nos fluxos migratórios das aves como guia metodológico para a seleção dos participantes, incluindo os trajetos do gavião-de-cauda-vermelha entre as Américas, do pássaro combatente entre Ásia Central e Norte da África, ou do trinta-réis-ártico em seus longos percursos polares. As trajetórias dessas aves, que cruzam continentes e zonas climáticas com precisão, servem como metáfora para a própria curadoria: assim como as aves, também carregamos memórias, experiências e linguagens ao cruzar fronteiras. Migramos não apenas por necessidade, mas como forma de transformação contínua.

“Este processo metodológico nos ajudou a evitar as classificações a partir dos Estados-nação e das fronteiras. Por meio dos sentidos de navegação dos pássaros, de seu impulso de deslocamento por terras e águas, de seu senso de sobrevivência, de sua compreensão expandida de espaços e tempos, assim como de suas urgências e agências, pudemos nos envolver com práticas artísticas em diversas geografias, enquanto refletimos sobre o que significa unir a humanidade, no contexto da 36ª Bienal de São Paulo”, afirma Bonaventure Soh Bejeng Ndikung.

Os participantes desta Bienal também vêm de regiões perpassadas por rios, mares, desertos e montanhas, cujas águas e margens acompanham histórias de migração, resistência e convivência. Rios como o Tâmisa, o Amazonas, o Hudson, o Limpopo ou o Essequibo, e a Baía de Matanzas orientam o mapeamento simbólico da origem e das rotas dos artistas, valorizando práticas de múltiplos territórios e em suas águas compartilhadas.

Malika Agueznay, Le Soleil, 1970. Cortesia da artista e Amina Agueznay.

A lista inclui participantes que exploram linguagens como performance, vídeo, pintura, som, instalação, escultura, escrita e experimentações coletivas e musicais, entre outras. Muitos participantes também propõem investigações baseadas em práticas comunitárias, ecologias, oralidades e cosmologias não ocidentais.

A 36ª Bienal de São Paulo iniciou-se com o programa das Invocações, que percorreu diferentes continentes entre novembro de 2024 e abril de 2025 e estabeleceu diálogo com saberes e práticas locais em Marrakech, Guadalupe, Zanzibar e Tóquio.

36ª Bienal de São Paulo – Nem todo viandante anda estradas / Da humanidade como prática [Not All Travellers Walk Roads / Of Humanity as Practice]

Curador geral: Bonaventure Soh Bejeng Ndikung / Cocuradores: Alya Sebti, Anna Roberta Goetz, Thiago de Paula Souza / Cocuradora at large: Keyna Eleison / Consultora de comunicação e estratégia: Henriette Gallus

6 set 2025 – 11 jan 2026

Pavilhão Ciccillo Matarazzo

Parque Ibirapuera · Portão 3 · São Paulo, SP entrada gratuita

Fundação Bienal de São Paulo

O título da 36ª Bienal de São Paulo, Nem todo viandante anda estradas, é formado por versos da escritora Conceição Evaristo.

(Com Christina Almeida/Index Assessoria)