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Arte & Cultura

Rio de Janeiro

Etc e Tal transforma “Dom Quixote” em uma experiência visual arrebatadora e reafirma a força da mímica brasileira no cenário contemporâneo

por Kleber Patrício

Uma das companhias mais importantes do teatro físico brasileiro, a carioca Etc e Tal apresenta Dom Quixote, espetáculo infanto-juvenil sem palavras que reinventa o clássico de Miguel de Cervantes por meio da mímica, da comicidade gestual e de uma sofisticada dramaturgia visual. A estreia acontece no dia 7 de março de 2026 no Teatro Glaucio […]

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Lazer & Gastronomia

Inglaterra

British Pullman, A Belmond Train, Inglaterra, apresenta “Celia”, vagão exclusivo assinado por Baz Luhrmann e Catherine Martin

por Kleber Patrício

Novo vagão é dedicado a eventos e jantares privados; espaço foi idealizado e desenhado pelo cineasta Baz Luhrmann, diretor de filmes como Moulin Rouge!, The Great Gatsby e Elvis, e pela figurinista e designer de produção Catherine Martin, quatro vezes vencedora do Oscar por seu trabalho em Moulin Rouge! e The Great Gatsby

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Chef Marco Espinoza lança livro “Manual do ceviche: uma viagem ao Peru guiada por sua receita mais famosa”

Rio de Janeiro, por Kleber Patricio

Capa do livro.

O chef peruano Marco Espinoza lança seu primeiro livro, “Manual do ceviche: uma viagem ao Peru guiada por sua receita mais famosa” pela Editora Senac Rio. A obra, que já pode ser encontrada nas livrarias, é um mergulho na cultura e na gastronomia peruana, tendo o ceviche — prato-símbolo do país — como fio condutor dessa jornada afetiva, sensorial e saborosa. A sessão de autógrafos será realizada no dia 1 de julho, a partir das 19h, na Livraria da Travessa do Shopping Leblon.

Radicado no Brasil desde 2013, Espinoza construiu uma sólida carreira à frente de restaurantes no Rio de Janeiro, São Paulo e Brasília. Entre as casas que comandam sua trajetória gastronômica estão o premiado Lima Cocina Peruana, além das marcas Taypá Sabores del Perú, Chaco parrilla argentina, Kinjo Nikkei, Meu Galeto e Cantón.

Movido pelo desejo de retribuir tudo o que a gastronomia de seu país lhe proporcionou, o chef idealizou o livro como forma de homenagear suas raízes e compartilhar com o público a riqueza da culinária peruana. Para isso, convidou o jornalista e amigo Bruno Agostini a colaborar no projeto. “Bruno e eu fizemos três viagens ao Peru. Visitamos cevicherias típicas, conhecemos chefs fundamentais na representação do ceviche, fizemos pesquisas e colecionamos momentos que foram essenciais para a construção do livro”, conta Espinoza.

As imagens que ilustram a publicação são assinadas pelo fotógrafo Tomás Rangel, que também acompanhou o grupo em duas dessas viagens.

Dividido em três partes, o livro de 160 páginas começa com um resgate da origem do ceviche e de sua importância na cultura peruana, destacando os grandes nomes que ajudaram a difundir o prato pelo mundo. Em seguida, conduz o leitor por um roteiro pelas principais cevicherias de Lima — uma verdadeira viagem multissensorial pela capital peruana. O capítulo final apresenta mais de 30 receitas, desde as versões mais tradicionais do ceviche até releituras contemporâneas criadas por Espinoza em seus restaurantes. “A ideia é inspirar o leitor com a história, despertar o desejo de conhecer o Peru e, por fim, permitir que ele leve o sabor do ceviche para dentro de casa”, explica Bruno Agostini.

Além das receitas de ceviche, a obra traz molhos-base versáteis, drinques típicos como o Pisco Sour e releituras criativas de clássicos, como o ceviche tartare e até uma versão peruana da caipirinha. Há ainda sugestões veganas e sobremesas tradicionais como o suspiro limeña.

Manual do ceviche: uma viagem ao Peru guiada por sua receita mais famosa é mais do que um livro de receitas, é um convite à descoberta de sabores, histórias e tradições que fazem do Peru um dos grandes polos gastronômicos do mundo.

Sobre o autor

Nascido no Peru e apaixonado pela gastronomia de seu país, Marco Espinoza é um dos grandes nomes da culinária latino-americana em atividade no Brasil. À frente de empreendimentos reconhecidos por sua autenticidade e criatividade, o chef tem como missão difundir a culinária peruana com respeito às raízes e olhar contemporâneo.
Formado pelo Instituto Argentino de Gastronomia, em Buenos Aires, Marco Espinoza tornou-se conhecido por seu trabalho na Embaixada do Peru. Nessa mesma época, o chef peruano montou o próprio restaurante.

Em 2010, Espinoza foi convidado para um festival de comida peruana, em Brasília, e se apaixonou pelo Brasil. Decidido a fixar residência, trouxe o projeto do Taypá para a capital do país.

Desde 2013, o autor vive com a família no Rio de Janeiro, onde abriu restaurantes. São Paulo e Brasília também abrigam empreendimentos do chef que, além do Lima Cocina Peruana, detém as marcas Taypá Sabores del Perú, Chaco parrilla argentina, Kinjo Nikkei, Meu Galeto e Cantón.

Sobre a Editora Senac Rio

A Editora Senac Rio já recebeu diversas indicações e teve cinco publicações vencedoras do Prêmio Jabuti; entre essas, Ecochefs: parceiros do agricultor, do Instituto Maniva, e Receitas do Favela Orgânica: aproveitamento integral de alimentos, de Regina Tchelly. Recentemente, Culinária brasileira, muito prazer: tradições, ingredientes e 200 receitas de grandes profissionais do país, de Roberta Malta Saldanha, também foi eleito Livro do Ano de 2024 na premiação Melhores da Gastronomia Prazeres da Mesa.

Desde a sua fundação, em 2000, a Editora Senac Rio publica obras que contribuem para o desenvolvimento de competências no mundo do trabalho. Com base na identificação de desafios e necessidades do mercado, busca sempre a excelência em conteúdos que promovam o aperfeiçoamento de aptidões gerenciais e técnicas de pessoas físicas e jurídicas, a fim de torná-las mais competitivas.  

Ficha técnica:

Título: Manual do ceviche: uma viagem ao Peru guiada por sua receita mais famosa

Autor: Marco Espinoza

Editora: Editora Senac Rio

Páginas: 160

Preço: R$ 110

ISBN: 9788577565405

Serviço:

Lançamento com sessão de autógrafos

Livraria da Travessa do Shopping Leblon

Av. Afrânio de Melo Franco, 290 / Loja 205 A

Data: 1º de julho | 19h.

(Com Adriana Cardoso de Menezes/Senac RJ)

Ronald Barata lança livro sobre as estruturas do poder global

Rio de Janeiro, por Kleber Patricio

Fac-simile da capa.

Com uma trajetória marcada pelo ativismo sindical e político, Ronald Barata, aos 85 anos, lança o livro “Os Meandros do Poder Mundial” (Ed. Aquarius Produções Culturais), fruto de uma inquietação acumulada ao longo de décadas de vivência política. “Falo de um grupo de cerca de 300 abastados, liderados por 13 dinastias, organizados num chamado comitê que controla quase todos os bancos centrais do mundo e determinam a política econômica em diversos países”, explica Ronald. O lançamento aconteceu na sexta-feira, 27 de junho, na Taberna da Glória, no Rio de Janeiro.

Barata começou sua militância aos 14 anos no movimento estudantil e fundou em 1960 a primeira Delegacia do Sindicato dos Bancários do Rio de Janeiro, em Madureira. Participou da criação do Comando Geral dos Trabalhadores (CGT) em 1962 e, mesmo perseguido e preso durante a ditadura militar, seguiu atuando e foi eleito presidente do Sindicato dos Bancários em 1985, já na redemocratização.

Foto: Divulgação.

Foi um dos nomes presentes na fundação da CUT em 1983, integrando sua primeira Direção Nacional e exercendo funções importantes como secretário-geral e vice-presidente da CUT-RJ. Também participou de iniciativas culturais e políticas como a Casa da América Latina, a Associação Cultural José Martí e o PDT, de Leonel Brizola, onde compôs a Direção Nacional, a Estadual e o Conselho Político.

A obra revela, com linguagem acessível e dados contundentes, a atuação desses grupos financeiros e corporações multinacionais que influenciam governos, bancos centrais e organismos internacionais, tendo os Estados Unidos como centro operacional. Com prefácio inspirado por conversas com o advogado e defensor de presos políticos Antônio Modesto da Silveira, o livro une experiência de vida, análise política e denúncia estruturada. R$ 60 | 389 páginas.

(Fabio Dobbs/Dobbs Scarpa)

Museu de Arte Contemporânea de Sorocaba abre as comemorações do centenário de Marina Caram com mostra retrospectiva

Sorocaba, por Kleber Patricio

Marina Caram – Esquisse Mendigo – Paris, 1952. Guache sobre papel.

No último dia 28 de junho, o Museu de Arte Contemporânea de Sorocaba (MACS) inaugurou a exposição Centenário Marina Caram, com curadoria de Tereza Cristina Ferreira Batista. A mostra marca o início das comemorações oficiais pelos cem anos de nascimento da artista reunindo recortes fundamentais de sua trajetória para reposicionar seu legado no contexto da arte brasileira do século XX. Pintora, escultora, desenhista e gravadora, Marina Caram (1925–2008) foi um dos nomes do expressionismo no país, com passagem por instituições como o MASP e seis edições da Bienal de São Paulo.

A exposição percorre mais de cinco décadas de produção, apresentando fases e séries que revelam a amplitude formal e temática da artista: Fase Inicial (1940–1951), Paris (1952–1953), Os Humilhados (1954), Salvador (1955–1956), Bolívia (1957), Orixás (1959–1960), Desenhos Casa do Artista Plástico (1963), O Homem e as Profissões (1967), O Homem e a Máquina (1969), Barroco Brasileiro (década de 1970), Carnaval (1970–1980), O Circo (1983) e Pinturas Independentes (1990). O conjunto oferece ao público um mergulho na construção de uma artista que tensionou, ao longo da vida, o lugar da arte na experiência humana.

Nascida em Sorocaba, Marina iniciou ainda adolescente sua produção artística, pintando caixas de bombons e aventais. Aos 14 anos, mudou-se para São Paulo, onde consolidaria sua formação e trajetória. Em 1951, foi apresentada a Oswald de Andrade, que, impressionado com a força crítica de sua obra, a indicou a Pietro Maria Bardi. No mesmo ano, Caram realizou sua primeira exposição individual no MASP, que lhe rendeu uma bolsa de estudos do governo francês para a Escola Superior de Belas Artes de Paris.

Marina Caram, São Paulo, 1948 – Desenho a carvão.

Após dois anos na França, retornou ao Brasil e apresentou as obras produzidas durante o período em nova mostra no MASP. Sua atuação se estendeu por diversos países da América do Sul — como Argentina, Bolívia e Uruguai — e da Europa — incluindo Inglaterra, Suíça, Bélgica, Alemanha e Iugoslávia.

Seu trabalho articula crítica social, espiritualidade, memória e imaginação, em imagens marcadas por expressividade e intensidade. “Eu pinto a essência. Recrio a realidade da maneira como ela bate em mim”, declarou a artista em 2005. O reconhecimento institucional veio por meio de prêmios como o da APCA, em 1985, categoria de Retrospectiva: 40 Anos de Pintura (1945 a 1985), pela Associação Paulista de Críticos de Arte.

Ao trazer à luz sua obra neste momento, o MACS reafirma o compromisso de revisitar trajetórias de artistas mulheres fundamentais para a história da arte brasileira. Mais do que uma celebração, o centenário de Marina Caram representa uma reparação simbólica — uma oportunidade de inscrever sua produção no debate contemporâneo.

Serviço:

Exposições Centenário Marina Caram

Curadoria: Tereza Cristina Ferreira Batista

Abertura: 28 de junho de 2025, às 10h

Período expositivo: de 28 de junho a 18 de setembro

Local: Museu de Arte Contemporânea de Sorocaba – Avenida Dr. Afonso Vergueiro, 280 – Centro (ao lado da antiga Estação Ferroviária)

Visitação: terça a sexta-feira das 10h às 17h | sábados, domingos e feriados das

10h às 15h

Acessibilidade | Gratuito

Contato: WhatsApp (15) 99157-4522 | www.macs.org.br | @macsmuseu.

(Fonte: Agência Catu)

Episódio final da série documental do Príncipe William apresenta grupo de guerreiras indígenas da floresta composto apenas por mulheres

Londres, Reino Unido, por Kleber Patricio

Príncipe William, narrador do trailer e da introdução dos episódios da série Guardiães. Fotos: Divulgação.

Na última sexta-feira, 27 de junho, o príncipe William e o programa United for Wildlife da The Royal Foundation lançaram o último episódio da sua série documental de seis episódios chamada “Guardiães”, que busca mudar percepções sobre os protetores da natureza, promovendo reconhecimento e orgulho do trabalho vital, mas não percebido, que eles realizam. O último episódio se concentra na Terra Indígena Caru, no Brasil, e na história marcante das mulheres que vivem lá e que lutam para proteger seu território dos crescentes desmatamentos e incêndios ilegais e da caça furtiva.

As Guerreiras da Floresta são um grupo de mulheres indígenas do povo Guajajara que vive na Terra Indígena Caru, no Brasil, há séculos. Usando tecnologia de ponta, como drones e câmeras com GPS, as Guerreiras da Floresta arriscam suas vidas para vigiar o território, localizar atividades ilegais e alertar as autoridades.

Ministra Sônia Guajajara, retratada no último episódio de Guardiães.

A Amazônia é a maior floresta tropical do mundo. Ela abriga um terço das espécies terrestres de plantas e animais do planeta e armazena bilhões de toneladas de carbono, ajudando a regular o clima global. No entanto, esse ecossistema essencial está em um ponto crítico e o impacto devastador do aumento do desmatamento e das mudanças climáticas se tornou um grande destaque na história recente. Nos últimos 50 anos, quase 20% da Amazônia foi destruída, provocando secas, incêndios florestais e inundações, o que afeta as vidas diárias dos povos indígenas.

A série documental inédita foi idealizada pelo príncipe William, que narrou o trailer e as introduções dos episódios. Cada episódio se concentra em uma comunidade diferente de protetores da natureza em todo o mundo e nos desafios específicos que eles enfrentam ao proteger espécies ameaçadas de extinção e ecossistemas frágeis.

O príncipe de Gales disse:

“Eu tive o privilégio de conhecer alguns guardas florestais ao longo da minha vida e vi, em primeira mão, o trabalho essencial que eles realizam. No entanto, suas histórias são, muitas vezes, ignoradas ou malcompreendidas. A realidade é que proteger nossa natureza se tornou um dos trabalhos mais perigosos do planeta. Precisamos entender e reconhecer os guardiães da natureza e o trabalho essencial que eles realizam.”

“Os guardas que conhecemos nessa série são uma inspiração para todos nós. Todos os dias eles enfrentam riscos enormes se colocando na linha de frente na defesa da natureza, se posicionando entre caçadores ilegais e espécies ameaçadas, contribuindo para a coexistência sustentável entre humanos e animais e combatendo a perda de habitat. Enquanto trabalham para proteger nossos oceanos, nossas florestas, nossas planícies, nossas montanhas e biodiversidade, eles também educam, fortalecem comunidades e fomentam a ciência. São heróis anônimos — verdadeiros guardiães da natureza, defendendo a natureza e o futuro do planeta para todos nós.”

Mulheres indígenas brasileiras no episódio final de Guardiães.

Desde a sua criação em 2014, o grupo Guerreiras da Floresta cresceu de apenas oito mulheres para 43. Elas viram, em primeira mão, o impacto que a demanda por recursos naturais e a atividade ilegal exerceram sobre a floresta tropical e arriscam suas vidas para protegerem seu território, bem como sua cultura. Como parte do seu trabalho, elas percorrem ambientes perigosos, arriscam confrontos diretos e, às vezes, até mesmo emboscadas de caçadores e madeireiros ilegais. Em 2015, o grupo combateu um incêndio especialmente devastador que levou à morte trágica de uma das guerreiras envolvidas.

Sônia Guajajara, ministra dos Povos Indígenas do Brasil, que também aparece no episódio, afirmou: “Hoje o movimento indígena global tem uma mensagem muito forte que diz: ‘nós somos a resposta’. A humanidade deve entender o papel dos povos indígenas e de seus territórios na proteção da biodiversidade, do meio ambiente e na manutenção do equilíbrio climático. Todos estão buscando soluções distantes, mas, na verdade, elas estão bem aqui, nas mãos do povo que a protege através das suas formas de viver.”

Sônia é do povo Guajajara e desempenhou um grande papel no embate de décadas para proteger as florestas tropicais e a cultura indígena. No início desta semana, durante a London Climate Action Week (Semana de Ação Climática de Londres), Sônia se juntou ao príncipe William e a líderes globais em uma mesa redonda de alto escalão que buscou o avanço de uma nova onda de ambição em relação à natureza e ao clima e o reconhecimento do papel essencial que os povos indígenas desempenham na saúde do nosso planeta.

A série Guardiães foi coproduzida pela The Royal Foundation com o estúdio premiado Zandland e acompanha histórias extraordinárias de guardas florestais ao redor do mundo. Através de cenas imersivas e entrevistas envolventes, essa série destaca os esforços emocionais e técnicos desses guardiães e sua coragem para proteger não apenas o futuro da natureza, mas a cultura e a sabedoria enraizadas nela. Além do episódio filmado no Brasil, outros episódios exploram com unidades de guardas na:

– República Centro-Africana e a deslumbrante área protegida Dzangha-Sangha, acompanhando um antigo caçador ilegal que agora dedica sua vida para proteger a fauna que, um dia, ele caçou.

– O Himalaia e a Índia, onde no alto do Vale de Spiti guardas trabalham para promover a coexistência entre leopardos-das-neves, conhecidos como Fantasmas do Himalaia, e as comunidades locais.

– Mar de Cortez, no México, já chamado de “aquário do mundo” – e a história de um antigo pescador ilegal que agora trabalha para proteger esse ecossistema ameaçado.

– Parque Nacional Kruger, na África do Sul, onde equipes trabalham dia e noite para proteger, resgatar e reabilitar rinocerontes criticamente em risco de extinção que enfrentam ameaças diárias de caçadores ilegais.

– Sri Lanka, onde especialistas veterinários trabalham incansavelmente para reabilitarem elefantes, leopardos e outros animais, enquanto conciliam funções de vigilância e mitigam conflitos entre humanos e elefantes.

A série pode ser vista em todas as mídias sociais e no YouTube da BBC Earth. Os episódios também estão sendo transmitidos em locais do Adventure Cinema em todo o Reino Unido.

Detalhes do episódio:

Título: “As guardiãs da Terra Indígena Caru”

Série: Guardiães

Estreia em: Sexta-feira, 27 de junho

Assunto: Guerreiras da Floresta

Local: Terra Indígena Caru, Brasil

Idioma: Inglês, português brasileiro

Disponível nas mídias sociais e no canal do YouTube do BBC Earth (disponível mundialmente)

Há uma ampla variedade de títulos em uso ao redor do mundo, dos quais todos se encaixam na definição do termo “guarda florestal”.

Sobre Guardiães

Guardiães é uma série desenvolvida para plataformas digitais com episódios de seis a dez minutos que oferece visões intimistas das vidas dos guardas florestais. O estilo “plano sobre o ombro” captura, de forma proposital, as histórias com detalhes intimistas para colocar os espectadores dentro da ação. Coproduzida pelo Zandland e pela The Royal Foundation, a série destaca os esforços extraordinários daqueles que protegem as espécies mais ameaçadas e os ecossistemas mais frágeis do nosso planeta.

Sobre The Royal Foundation of The Prince and Princess of Wales

The Royal Foundation of The Prince and Princess of Wales se orienta com base na crença de que a mudança sempre é possível e essa abordagem positiva faz com que ela se envolva em questões que antes pareciam desafios muito grandes para muitas pessoas.

The Royal Foundation faz parcerias com as mentes mais inteligentes e ousadas, trabalhando lado a lado com especialistas com experiência, organizações e grupos para provocar mudanças duradouras. Através de programas como The Centre for Early Childhood (Centro para a Primeira Infância), Homewards (De volta para casa) e United for Wildlife, a The Royal Foundation criou parcerias por todo o mundo, colaborando para realizar um verdadeiro impacto no planeta e mudanças tangíveis. Para mais informações, acesse www.royalfoundation.com.

Sobre United for Wildlife

Fundada pelo príncipe William e pela The Royal Foundation em 2013, a United for Wildlife é uma aliança global sem precedentes do setor privado, agentes financeiros, governos e organizações sem fins lucrativos que trabalham juntos com o fim de promover uma resposta eficaz para as crises naturais mais urgentes, garantindo que tanto a vida selvagem quanto as pessoas prosperem. Para mais informações acesse este link.

Sobre a ZANDLAND

ZANDLAND é uma produtora full-service premiada, fundada pelo cineasta e jornalista Benjamin Zand. Indicada a um prêmio Bafta por seu conteúdo digital inovador em formato curto, o objetivo da ZANDLAND é simples: impressionar mentes e transformar mundos. Conhecida por suas narrativas ousadas, jornalismo imersivo e produção inovadora, ela trabalha com todos os gêneros e plataformas – de séries limitadas de longa duração e documentários profundos até conteúdo de marca de alto impacto. Seja lidando com investigações impactantes ou criando formatos de entretenimento digital envolventes, a ZANDLAND se dedica a produzir histórias que mudam perspectivas e deixam um impacto duradouro. Para mais informações acesse o link.

Sobre a BBC Studios Digital Brands

A BBC Studios Digital Brands é uma força motriz no cultivo e crescimento de comunidades de fãs por trás de algumas das franquias mais icônicas do mundo, como Bluey, BBC Earth, Doctor Who e o canal de comédia para a Geração Z, Funny Parts – alcançando um enorme público global de mais de 350 milhões de pessoas em mais de vinte países. Com o maior impacto social de qualquer emissora do Reino Unido, ela cria, encomenda e comercializa conteúdos voltados primeiramente para as redes sociais, atraindo públicos cinco vezes mais engajados do que seus concorrentes.

Duas vezes eleita Editor Europeu do Ano pelo Lovie Awards e com duas honrarias Diamond do YouTube, a divisão cria conteúdo premium e inclusivo que envolve profundamente o público, promovendo lealdade e conexão. A Digital Brands ajuda parceiros a acessarem oportunidades dinâmicas em publicidade, patrocínio, conteúdos de influenciadores e de marca, garantindo que suas marcas possam se conectar com suas comunidades de fãs de maneiras profundas e impactantes.

(Com Erika Mendes/Embaixada do Reino Unido no Brasil)

Jovens da Amazônia se mobilizam por clima e justiça social rumo à COP30

Quilombo São Francisco do Bauana, por Kleber Patricio

Foto: Rebeca Vilhena e Tiago Araújo/CNS.

A comunidade quilombola São Francisco do Bauana, localizada entre o município de Alvarães (a 531 km de Manaus) e o entorno da Floresta Nacional (Flona) de Tefé, no interior do Amazonas, recebeu mais de 300 jovens, parceiros e lideranças no Encontro das Juventudes, Povos e Comunidades Tradicionais. O evento, que foi até sábado (28/6), promoveu debates sobre meio ambiente, mudanças climáticas, territórios tradicionais e outras pautas essenciais.

Ao fim do encontro, foi produzido um documento com as principais demandas da juventude amazônida, que vai ser apresentado durante a Conferência das Nações Unidas sobre Mudança do Clima (COP30), marcada para novembro em Belém (PA).

Foto: Rebeca Vilhena e Tiago Araújo/CNS.

A escolha do local tem significado profundo: a região foi duramente impactada pela severa estiagem que atingiu o Amazonas entre 2023 e 2024 e representa a realidade de muitos territórios que enfrentam os efeitos da crise climática. Além disso, uma das principais lideranças do encontro nasceu ali: Dione Torquato, secretário-executivo do Conselho Nacional das Populações Extrativistas (CNS).

Filho e neto de seringueiros, Dione cresceu na comunidade do Caru, dentro da Flona de Tefé, ouvindo histórias sobre a luta de Chico Mendes. Desde cedo, decidiu seguir o mesmo caminho. A infância, no entanto, foi marcada por desafios. Para estudar, caminhava mais de uma hora e meia até uma escola improvisada de madeira, onde aprendia deitado no chão e a professora escrevia com carvão num quadro improvisado. Aos sete anos, quase perdeu a vida por causa de uma doença comum na região. Com 13, mudou-se para a cidade para estudar, mas teve que interromper os estudos por falta de condições financeiras. Voltou ao interior, ajudou a cuidar dos irmãos e, aos 18, teve sua primeira filha.

Foto: Rebeca Vilhena e Tiago Araújo/CNS.

Apesar das dificuldades, nunca deixou de lado suas origens extrativistas, nem o compromisso com a luta social. Hoje, Dione segue viajando todos os anos para a Flona de Tefé e Reserva Extrativista Chico Mendes, no Acre, para participar de mobilizações e apoiar na colheita de produtos da sociobiodiversidade como açaí e castanha. “Conhecer o legado de Chico Mendes foi essencial para eu me reconhecer como jovem que podia lutar por educação, saúde, trabalho e direitos para minha comunidade. Depois percebi que não estava sozinho e que a luta coletiva é o que move a transformação”, afirma.

Dione também contribuiu com políticas públicas voltadas aos jovens e ao meio ambiente. Participou da criação do Estatuto da Juventude, do Plano Nacional de Juventude e Sucessão Rural e da atualização do Plano Nacional de Juventude e Meio Ambiente (PNJMA). Foi ainda membro do Conselho Nacional da Juventude (CONJUVE). “Alguns se desanimam por acharem que são inexperientes. Outros desistem pelas dificuldades da região amazônica. Mas precisamos seguir. O futuro do planeta depende da participação ativa dos jovens”, reforça Dione.

O Encontro das Juventudes teve como foco fortalecer a importância dos Territórios Tradicionais de Uso Coletivo (TUCs) como espaços fundamentais para a garantia de direitos e o enfrentamento da crise climática.

Rebeca Vilhena e Tiago Araújo/CNS.

A iniciativa foi uma realização do CNS, Memorial Chico Mendes (MCM), Jovens Protagonistas (JP) e Associação dos Moradores e Produtores Agroextrativistas da Flona de Tefé e Entorno (APAFE), com apoio do Instituto Internacional de Educação do Brasil (IEB), SOS Amazônia, Instituto Clima e Sociedade (ICS), Fundação Amazônia Sustentável (FAS), Rainforest Noruega (RFN), Cooperação Técnica Alemã (GIZ), ICMBio, Prefeitura de Alvarães, Câmara de Vereadores de Alvarães, CONAQ-AM, grupo Mulheres Protagonistas da Flona Tefé, quilombo São Francisco do Bauana e outras organizações locais.

(Com Emanuelle Araujo Melo de Campos)