Notícias sobre arte, cultura, turismo, gastronomia, lazer e sustentabilidade

Arte & Cultura

Rio de Janeiro

Etc e Tal transforma “Dom Quixote” em uma experiência visual arrebatadora e reafirma a força da mímica brasileira no cenário contemporâneo

por Kleber Patrício

Uma das companhias mais importantes do teatro físico brasileiro, a carioca Etc e Tal apresenta Dom Quixote, espetáculo infanto-juvenil sem palavras que reinventa o clássico de Miguel de Cervantes por meio da mímica, da comicidade gestual e de uma sofisticada dramaturgia visual. A estreia acontece no dia 7 de março de 2026 no Teatro Glaucio […]

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Lazer & Gastronomia

Inglaterra

British Pullman, A Belmond Train, Inglaterra, apresenta “Celia”, vagão exclusivo assinado por Baz Luhrmann e Catherine Martin

por Kleber Patrício

Novo vagão é dedicado a eventos e jantares privados; espaço foi idealizado e desenhado pelo cineasta Baz Luhrmann, diretor de filmes como Moulin Rouge!, The Great Gatsby e Elvis, e pela figurinista e designer de produção Catherine Martin, quatro vezes vencedora do Oscar por seu trabalho em Moulin Rouge! e The Great Gatsby

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Busca por lítio e cobre aquece mercado de terras com potencial mineral no Brasil

Brasil, por Kleber Patricio

Alta concentração de reservas de minérios considerados essenciais para a transição energética sustentável coloca América Latina no radar de grandes investimentos. Foto: Mukovhe Mavhungu/Unsplash.

Impulsionada pela demanda global por materiais para energia limpa e tecnologia, como lítio e cobre, a procura por propriedades com potencial para a produção de minério na América Latina deve apresentar um salto nos próximos meses. O continente abriga o chamado “Triângulo do Lítio”, composto por Argentina, Bolívia e Chile, que concentra cerca de 60% das reservas globais desse mineral, considerado importante para a transição energética. Países como a Índia já têm incentivado suas empresas a investirem em terras no continente sulamericano, o que pode trazer impactos positivos também para o Brasil – quinta maior reserva de lítio no mundo. Segundo a consultoria A&M Infra, o Brasil deverá crescer de 2% para 25% da produção global de lítio nos próximos anos. Em termos de investimentos, o Ministério de Minas e Energia (MME) estima que os valores aplicados na produção interna podem atingir R$15 bilhões até 2030.

“Nosso país possui uma grande quantidade de terras com aptidão para a mineração que ainda não estão sendo exploradas, e este movimento na América do Sul abre muitas possibilidades. Recentemente, iniciamos conversas como um importante grupo argentino do segmento (lítio), que nos procurou para uma parceria estratégica. Mas é importante lembrarmos que a propriedade da terra não garante, por si só, o direito à exploração mineral, sendo fundamental seguir o trâmite legal junto aos órgãos ambientais. Ainda assim, o aumento do interesse pelo setor e a chegada efetiva de investimentos apontam para um cenário promissor e de avanços significativos nos próximos anos”, afirma Geórgia Oliveira, CEO do Chãozão, maior portal de anúncios de imóveis especializado exclusivamente em propriedades rurais.

De acordo com o Índice Chãozão Valor do Hectare (ICVH) — primeira ferramenta que reúne dados de mercado das propriedades anunciadas na plataforma e calcula o valor médio das terras por localidade no país — o preço médio do hectare das propriedades com potencial para mineração, atualmente, é de R$ 11.885,40.

A ascensão dos carros elétricos é outro fator que deve impulsionar os investimentos na produção de lítio no Brasil. Um exemplo é a região conhecida como ‘Vale do Lítio’, em Minas Gerais, que se destaca por sua grande reserva desse mineral, essencial na produção de baterias para veículos da categoria e outros dispositivos eletrônicos. Documentos divulgados em fevereiro deste ano mostraram que a montadora chinesa BYD já adquiriu os direitos de exploração de lítio em 852 hectares (8,5 km²) de área no município de Coronel Murta, no Vale do Jequitinhonha.

Também essencial para o crescimento da energia sustentável, o cobre, por sua vez, enfrenta desafios diante da alta procura. Enquanto a Agência Internacional de Energia (AIE) estima que a demanda global por cobre irá ultrapassar a casa dos 36 milhões de toneladas até 2040 (quase 40% em relação a 2024), a produção em escala mundial não acompanha o ritmo, devido a fatores como logística e licenciamento ambiental. Em audiência pública no Senado Federal, o diretor do Departamento de Transformação e Tecnologia Mineral do MME, Rodrigo Cabral Cota, reforçou que “sem resolver o problema do cobre, todo o resto da transição energética fica em risco”, o que dá margem para o incentivo à exploração do minério em terras brasileiras, já que, segundo ele, para eletrificar a economia global será necessário, até 2040, extrair mais cobre do que tudo o que já foi minerado na história”. Cota entende, porém, que esse processo deve ocorrer de forma ambientalmente viável.

De acordo com o Ministério de Minas e Energia, atualmente existem 13 grandes projetos voltados para a produção de cobre em estados como Pará, Goiás, Mato Grosso e Bahia. No ano passado, o Brasil exportou mais de 4 bilhões de dólares em minérios de cobre, ficando atrás apenas da exportação do ferro. Atualmente, o País ocupa a 12ª posição no ranking mundial de produção, com mais de 11 milhões de toneladas em reservas de cobre conhecidas.

(Com Caíque Rocha/Compliance Comunicação)

Voluntariado corporativo impulsiona acesso gratuito ao inglês para jovens de escolas públicas e bolsistas

São Paulo, por Kleber Patricio

Parceria da ONG Cidadão Pró-Mundo com empresas mobilizou mais de 150 voluntários, fortalecendo o ensino de inglês e promovendo a troca de conhecimento entre quem quer aprender e quem deseja ensinar. Foto: Divulgação.

O ensino de inglês como ferramenta de transformação social tem se consolidado como uma ponte para a inclusão e o desenvolvimento de jovens de escolas públicas ou bolsistas. A proficiência no idioma, especialmente quando ampliada para esses grupos, está associada a diversas dimensões do desenvolvimento econômico e humano, incluindo melhores oportunidades educacionais, maior inserção no mercado de trabalho, acesso à inovação e maior engajamento com o mundo globalizado, de acordo com o relatório EF-EPI.

Na Cidadão Pró-Mundo (CPM), organização social que oferece cursos de inglês gratuitos para este público, essa missão é potencializada por meio de parcerias com empresas e seus colaboradores, que encontram no voluntariado corporativo uma oportunidade de gerar impacto — não só na vida dos estudantes, mas também em suas próprias trajetórias profissionais.

O voluntariado corporativo na ONG vem crescendo ano a ano e no primeiro semestre de 2025, mais de 150 voluntários de empresas parceiras estiveram engajados, sendo 120 veteranos, demonstrando o interesse em continuar levando o inglês para quem quer aprender. Esta procura reflete uma tendência entre as empresas, incentivando, cada vez mais, as ações voluntárias como forma de engajamento dos colaboradores em iniciativas que beneficiam a comunidade e fortalecem causas sociais. Organizações de diferentes setores têm incorporado esse movimento em suas agendas, promovendo atividades alinhadas às diretrizes de responsabilidade socioambiental e aos princípios ESG (Social, Ambiental e Governança) — com destaque para o pilar “S”, de Social. “O voluntariado corporativo acaba sendo uma ação em que todos ganham: os estudantes que têm suas aulas garantidas, o colaborador que trabalha com mais propósito e adquire novas habilidades e a empresa que entrega impacto social real”, afirma Ludmilla Fregonesi, diretora-executiva da Cidadão Pró-Mundo.

Fortalecimento da cultura corporativa

“O impacto social de eliminar barreiras idiomáticas para jovens e adultos de baixa renda, além de aumentar a empregabilidade e reduzir desigualdades sociais, contribui também para o mercado do qual fazemos parte, que se beneficia ao contratar esses jovens e ganha com a diversidade de talentos em seus negócios”, afirma André Bernini, sócio coordenador da Comissão de Responsabilidade Socioambiental do escritório Pinheiro Neto Advogados, uma das empresas parceiras da CPM.

A conexão dos voluntários com a organização é tão significativa que, muitas vezes, se desdobra em outros caminhos. Entre os relatos que marcam essa jornada, está o da volunteacher Emily Somenzari, integrante do escritório de advocacia, que traduz bem o espírito da iniciativa: “Ser volunteacher na Cidadão Pró-Mundo é mais do que ensinar um idioma, é abrir portas para futuros repletos de possibilidades. Ao compartilhar seu conhecimento, você não apenas transmite palavras, mas também oferece a chance de transformação pessoal e profissional para aqueles que precisam. Além de ter a oportunidade de impactar positivamente a vida dos alunos, é uma experiência transformadora também para o voluntário, pois proporciona crescimento pessoal e fortalece o senso de pertencimento a uma causa maior”.

O voluntariado gera ganhos significativos tanto para os colaboradores quanto para a cultura organizacional. Segundo André, uma colaboradora do escritório que começou como voluntária em 2021 decidiu cursar uma pós-graduação em Direitos Humanos, ampliando sua visão de mundo e seu senso de propósito. “Fortalece o orgulho, o senso de pertencimento e o ideal de gerar impacto positivo na sociedade. Além disso, desenvolve soft skills como liderança, empatia, comunicação e adaptabilidade”, diz.

Já na Cabot Corp, empresa líder global em produtos químicos especiais e materiais de desempenho, a parceria com a CPM começou em 2024, impulsionada pela iniciativa de um colaborador que já atuava como voluntário. Desde então, o programa vem crescendo — foram 20 voluntários até o momento, além de novos colaboradores em fase de adesão para o próximo semestre.

Para Amanda Sonvez, coordenadora administrativa da Cabot, o voluntariado fortalece o senso de comunidade e impulsiona a cultura organizacional. “O voluntariado também promove a inclusão social e torna o ensino ainda mais rico, porque a pessoa que está ali, dedicando algumas horas dos seus sábados, não está por obrigação, e sim porque quer fazer parte, porque quer estar ali contribuindo de alguma forma na formação desses jovens e deseja ver a mudança acontecer. O inglês abre portas para que eles consigam se inserir em um mercado de trabalho cada vez mais globalizado”, ressalta.

Ela reforça ainda que incentivar o ensino do inglês por meio do voluntariado vai muito além do conteúdo. “É sobre enxergar e cuidar do próximo com o objetivo de poder ajudar a transformar os sonhos destes alunos em realidade”.

O voluntariado corporativo como parte do DNA das empresas

Atualmente, 12 empresas trabalham em parceria com a ONG Cidadão Pró-Mundo, impulsionando a transformação social por meio do ensino de inglês. Para engajar seus colaboradores, muitas empresas realizam info-sessions, divulgam internamente as oportunidades, compartilham depoimentos de voluntários e reforçam o convite a familiares e amigos, ampliando ainda mais a rede de impacto.

As empresas que participam atualmente da CPM são: Boehringer Ingelheim, Citibank, Pinheiro Neto Advogados, IBM, JP Morgan, Cabot, Amazon, Trench Rossi Watanabe, Microsoft, DocuSign, Bloomberg e IFC. “O volunteacher foi muito bem recebido internamente e é um sucesso a cada semestre. Já passaram mais de 100 integrantes do nosso escritório. Assim como a CPM, acreditamos que investir no potencial das pessoas, com pouco acesso à oportunidades, é a chave para um futuro mais inclusivo”, conclui André, do Pinheiro Neto Advogados.

Empresas interessadas em conhecer mais sobre a Cidadão Pró-Mundo e iniciar um programa de voluntariado corporativo podem acessar www.cidadaopromundo.org.br.

Sobre a Cidadão Pró-Mundo 

Há mais de 25 anos, a Cidadão Pró-Mundo oferece cursos de inglês gratuitos e de alta qualidade para jovens e adultos de escolas públicas e bolsistas. Em 2024, a organização sem fins lucrativos atendeu mais de 2.300 estudantes com o apoio de mais de 1.700 voluntários ativos e 21 empresas parceiras, cumprindo sua principal missão de promover a inclusão social e profissional. A organização possui oito Unidades para cursos presenciais e oferece capacitação on-line para todo o Brasil. Os estudantes que concluem o curso regular alcançam o nível B1 de proficiência em inglês, mas para quem deseja continuar se aperfeiçoando, a ONG oferece o CPM Qualify, um curso preparatório de um ano para a certificação internacional da Cambridge. Para fazer a diferença na vida de mais pessoas, acesse www.cidadaopromundo.org.br.

(Com Jéssica Amaral/DePropósito Comunicação de Causas)

Férias em Barcelona: 13 atividades imperdíveis para fazer com crianças na cidade

Barcelona, por Kleber Patricio

Parque Guell. Fotos: Divulgação/Singular Luxury Travel.

Entre fachadas modernistas, parques que exalam natureza e museus interativos que despertam a imaginação, Barcelona se destaca por ser uma das poucas capitais europeias que une beleza, criatividade e autenticidade em cada esquina. Diferente do que pensam, a cidade catalã é uma das melhores para conhecer em família, principalmente com as crianças.

Pensando nas férias escolares de julho, a Singular Luxury Travel, agência boutique de viagens especializada em roteiros personalizados de alto padrão, seleciona 13 atividades imperdíveis para viver a cidade com aquele toque lúdico que torna a infância ainda mais memorável. Confira:

1 – Museu CosmoCaixa

Um lugar que fala mais que a imaginação, o CosmoCaixa é um museu de cinco andares destinado totalmente à ciência. Ali, crianças podem interagir com robôs e animais, além de explorar um planetário 3D ou conhecer a Floresta Inundada, que recria o ecossistema Amazônico.

2 – L’Aquarium de Barcelona

Ideal para literalmente mergulhar na essência da vida marinha, o L’Aquarium de Barcelona é o maior aquário temático do Mediterrâneo. Ele oferece cerca de 14 áreas com vida marinha local e peixes tropicais, além de diversas atividades como kits de mergulho, tobogãs e a experiência “Dormindo com Tubarões”.

3 – Montjuïc

Para aqueles que gostam de aventura, o Montjuïc oferece dois teleféricos: o primeiro com destino ao castelo de Montjuïc e o segundo ao Port Cable Car, que vai até Barceloneta. Tanto o castelo, como o parque olímpico de 1992 e os jardins de Joan Brossa contam com um excelente parquinho para as crianças se divertirem.

4 – Museu de La Xocolata

Para os chocólatras de plantão, o Museu de La Xocolata conta com diversas atividades organizadas por faixas etárias, desde provar frutas com chocolate até criar esculturas feitas com o mesmo. No entanto, as degustações estão disponíveis para maiores de 16 anos e todas as atividades precisam ser reservadas.

5 – Poble Espanyol

Para os apaixonados por cultura, o Poble Espanyol é um complexo que representa diferentes regiões da Espanha, onde a arquitetura, gastronomia e artesanato estão em evidência. Ali é como estar dentro de um set de filme da vida espanhola e durante a noite, a Fonte Mágica brilha sob os olhares dos turistas, tornando-se uma atração visual imperdível.

6 – Papabubble

Considerado berço da franquia Papabubble, esta pequena boutique é famosa por seus doces duros com imagens ou mensagens no centro. Com cores intensas, sabores ousados e processo de criação criativo, tudo feito à mão, é uma ótima pedida para levar os filhos.

7 – Praias Nova Icària e Bogatell

As praias Nova Icària e Bogatell são duas opções tranquilas para quem quer aproveitar a energia do mediterrâneo e colocar o pé na areia. Nelas, há um incrível playground de cordas, além do café Vai Moana, com menu infantil feito para os pequenos se esbaldaram.

8 – Camp Nou

Camp Nou.

Para os pequenos fãs de futebol, o Camp Nou é ideal para visitar. O estádio do Barcelona guarda uma galeria de troféus, Espaço Messi e visitas ao banco de reservas da equipe principal. A visita pode ser complementada com um passeio no ônibus turístico.

9 – Zoo Barcelona

Famoso pelo gorila albino Floquinho de Neve, o Zoo de Barcelona abriga diversos animais, como tigres de Sumatra e girafas de Rothschild. Aos finais de semana e feriados, há apresentações com elefantes e pinguins. O Zoológico também desempenha um papel importante no acolhimento e cuidado de animais resgatados, além de atuar na conservação de espécies ameaçadas.

10 – Parc del Fórum

O Parc del Fórum oferece inúmeras atividades ao ar livre, como skate e ciclismo, além de festivais de música. O Museu Blau de História Natural também está localizado por ali. Há diversas opções de alimentação no local, como um food truck em um ônibus vermelho de Londres, para deixar a experiência ainda mais mágica.

11 – Kids & Cat: Barcelona, City Of Dragons

Para criar memórias lúdicas, a Kids & Cat é uma opção incrível para levar os pequenos. Eles oferecem tours divertidos pela cidade, como caça ao tesouro pelas ruas medievais e experiências de arte de rua para adolescentes, além de um tour temático de Colombo e chocolate para os mais novos.

12 – Gaudí Experiência

Foto: Yu/Unsplash.

A Gaudí Experiência é um simulador 4D que introduz todo o trabalho do arquiteto Gaudí, com sons imersivos e efeitos especiais. A experiência pode ser complementada com visitas ao Parque Guell e à Casa Batlló.

13 – Parc de Les Gloriès

O Parc de Les Gloriès é um parque urbano com quadras de basquete, mesas de ping-pong e diversas áreas de recreação. Próximo ao parque, é possível caminhar até o Shopping Gloriès e aproveitar a variedade de opções de comidas clássicas e locais, e uma loja de brinquedos Drim.

Todos os detalhes deste roteiro especial, incluindo ingressos, experiências privativas, serviços e hospedagens cuidadosamente selecionadas, estão disponíveis na Singular Luxury Travel através do site ou Instagram @singularluxurytravel.

(Com Cíntia Banús CB PR & Mkt)

Em quase duas décadas, mercado editorial encolhe 44%

São Paulo, por Kleber Patricio

Foto: Thomas Franke/Unsplash+.

A série histórica da Pesquisa Produção e Vendas do Setor Editorial Brasileiro, estudo coordenado pela Câmara Brasileira do Livro (CBL) e pelo Sindicato Nacional dos Editores de Livros (SNEL), com apuração da Nielsen BookData, mostra que, pelo quinto ano consecutivo, o setor editorial apresenta recuo em termos reais nas vendas realizadas ao mercado. A queda de 2006 a 2024 agora chega a 44%. Se considerarmos as vendas totais, incluindo aí as transações com o governo por meio dos planos de compra de livros, a queda no período é de 30% (veja na íntegra). “As fortes quedas nos dois subsetores com maior valor médio, CTP e Didáticos, são forças importantes nesta queda do resultado geral. Mas os demais segmentos não ficaram imunes à queda generalizada nestes quase 20 anos da série. Isto é bastante preocupante em um país que precisaria aumentar o índice de leitura para reduzir suas desigualdades sociais através da Educação”, comentou Dante Cid, presidente do SNEL.

“Os dados refletem um alerta que o setor já vem sinalizando: a urgência de políticas públicas consistentes para o fomento à leitura, à produção editorial e à valorização do livro no Brasil. O encolhimento de quase metade do mercado em duas décadas impacta diretamente na formação de leitores, no acesso ao conhecimento e na sustentabilidade de toda a cadeia produtiva. Precisamos, mais do que nunca, de um pacto nacional em defesa do livro, da leitura e da educação de qualidade”, destaca Sevani Matos, presidente da Câmara Brasileira do Livro.

“A última década foi marcada por inúmeros desafios e transformações. A série reforça a importância de analisarmos o mercado com foco em cada um dos subsetores, já que o impacto dessas turbulências variou significativamente entre eles. Didáticos passa por uma profunda transformação — algo semelhante ao que observamos em CTP, onde a estratégia voltada para o digital tem se mostrado acertada. Religiosos foi menos afetado pelas crises, mas enfrenta dificuldades para recuperar os preços, que permanecem estagnados desde 2013. Já o segmento de Obras Gerais tem obtido bons resultados, mesmo com a queda no número de exemplares vendidos, graças à recuperação dos preços, que hoje se aproximam dos níveis de 2010”, destaca Mariana Bueno, coordenadora de pesquisas da Nielsen BookData.

As participações dos subsetores CTP (Científico, Técnico e Profissional) e Didáticos que eram de 21% e 33% em 2006, tendo o seu pico em 2012 (CTP chegou a representar 26% da categoria em vendas a mercado) e em 2016, 2017 e 2018 (quando Didáticos teve 37% de todas as vendas), agora representam 15% e 29%, respectivamente. Em 2024, Obras gerais representam 39% das vendas ao mercado (era 35% em 2006) e Religiosos tem 17% da fatia do mercado (era 11% em 2006).

A queda do subsetor de Didáticos desde 2006 é de 51% das vendas ao mercado. Pela primeira vez em 19 anos, o número de exemplares comercializados ficou abaixo dos 30 milhões. No acumulado dos últimos cinco anos, as editoras de livros didáticos registraram recuo de 25% em termos reais nas vendas realizadas ao mercado. A forte retração das editoras de Didáticos foi o principal fator para o desempenho negativo, em termos reais, da indústria em 2024. Pela primeira vez, a venda de livros ao mercado representa menos de 40% do faturamento das editoras de Didáticos.

Em 2024, o preço médio real do subsetor de Obras Gerais se aproximou dos níveis praticados no início da última década. Ainda assim, permanece 27% abaixo do valor registrado em 2006. O reajuste de preços tem sido a estratégia adotada pelas editoras para compensar as perdas acumuladas ao longo dos últimos 19 anos.

O subsetor de Religiosos registrou um recuo de 10% ao longo dos últimos 19 anos. Apesar da retração expressiva, esse desempenho representa o melhor resultado entre os subsetores. Em CTP, embora 2024 tenha registrado uma queda real de 2%, esse foi o melhor desempenho anual em termos reais da década. No acumulado desde 2006, a queda é de 61%.

Mercado Digital do Setor Editorial

A “Pesquisa Conteúdo Digital do Setor Editorial Brasileiro”, outra parceria entre o SNEL e a CBL, com apuração da Nielsen BookData, apresenta a série histórica do desempenho real do mercado digital do setor (veja na íntegra).

Na categoria À La Carte, ou seja, quando há a comercialização de uma unidade inteira de e-book ou audiobook, a evolução do faturamento das editoras apresentou um crescimento de 200% nos últimos seis anos.

Já as “Outras Categorias”, que agrupa em um único segmento do levantamento as formas de comercialização Bibliotecas Virtuais, Assinaturas, Cursos Online e Plataformas Educacionais, mostraram crescimento de 30% em 2024 em relação ao ano anterior. Dentro deste guarda-chuva, a subcategoria de Bibliotecas Virtuais apresentou um crescimento 378% nos últimos seis anos.

O desempenho do conteúdo digital impulsionou, pela primeira vez, o crescimento real de todo o setor em 2024, isto é, descontando a inflação. Atualmente, o mercado digital atualmente representa 9% do mercado.

(Com Camila Del Nero/SNEL)

Osesp toca a ‘Quarta’ de Shostakovich com regente Vasily Petrenko na Sala São Paulo nesta semana

São Paulo, por Kleber Patricio

A Osesp. Foto: Mario Daloia.

A Fundação Osesp e o Governo do Estado de São Paulo, por meio da Secretaria da Cultura, Economia e Indústria Criativas, apresentam na Sala São Paulo a Temporada Osesp 2025.

Nesta semana, de quinta-feira (10/jul) a sábado (12/jul), a Orquestra Sinfônica do Estado de São Paulo – Osesp estará sob a batuta do regente russo Vasily Petrenko. Na primeira das duas semanas que passará com a Orquestra, o maestro explora a música do brasileiro Felipe Lara (1976-) e de seu compatriota Dmitri Shostakovich (1906–1975), tocando sua Sinfonia nº 4 em dó menor. Vale lembrar que a apresentação de sexta-feira (11/jul), às 20h, será transmitida ao vivo pelo canal da Osesp no YouTube.

Vasily Petrenko. Foto: Mark McNulty.

Encomendada para a celebração dos 70 anos da Osesp, Breathing blocks, de Felipe Lara, gravita em torno da “cidade de São Paulo e [d]a própria ideia da orquestra como entidade”. Na visão do compositor, metrópole e grupo sinfônico partilham de uma natureza contraditória e representam entidades complexas, a um só tempo monumentais mas intimistas, rígidas mas versáteis, e sempre em transformação. A obra é dedicada à memória da compositora finlandesa Kaija Saariaho (1952–2023) e recebe aqui sua estreia mundial.

Na Sinfonia nº 4 de Shostakovich estão presentes várias das características que constituem seu estilo, como a influência de Mahler, o gosto pela experimentação e pelas danças populares, e uma certa atração por efeitos grotescos ou bizarros. O compositor concluiu a obra em 1936, sob um clima de grande pressão política, e ela seria estreada apenas em 1961 pela Filarmônica de Moscou.

Simon Trpceski. Foto: B Ealovega.

Este programa marca a despedida do flautista José Ananias, após quase quatro décadas de dedicação à música junto da Osesp. Natural do Amapá, Ananias formou-se pela Escola Municipal de Música de São Paulo, onde é professor desde 1990, além de ter feito aperfeiçoamentos em Paris. Foi ainda professor da Academia de Música da Osesp e é membro do Quinteto de Sopros Camargo Guarnieri.

Já no domingo (13/jul), às 18h, o pianista macedônio Simon Trpceski estrela a terceira data da série de recitais da Temporada 2025, na Estação Motiva Cultural, interpretando obras de Beethoven, Ravel e Tchaikovsky — incluindo a Suíte nº 1 do balé O Quebra-nozes, em transcrição para piano de Mikhail Pletnev.

Orquestra Sinfônica do Estado de São Paulo – Osesp

A Sala São Paulo. Foto: Manuel Sá.

Desde seu primeiro concerto, em 1954, a Osesp tornou-se parte indissociável da cultura paulista e brasileira, promovendo transformações culturais e sociais profundas. A cada ano, a Osesp realiza em média 130 concertos para cerca de 150 mil pessoas. Thierry Fischer tornou-se diretor musical e regente titular em 2020, tendo sido precedido, de 2012 a 2019, por Marin Alsop. Seus antecessores foram Yan Pascal Tortelier, John Neschling, Eleazar de Carvalho, Bruno Roccella e Souza Lima. Além da Orquestra, há um coro profissional, grupos de câmara, uma editora de partituras e uma vibrante plataforma educacional. A Osesp já realizou turnês em diversos estados do Brasil e também pela América Latina, Estados Unidos, Europa e China, apresentando-se em alguns dos mais importantes festivais da música clássica, como o BBC Proms, e em salas de concerto como o Concertgebouw de Amsterdam, a Philharmonie de Berlim e o Carnegie Hall em Nova York. Mantém, desde 2008, o projeto “Osesp Itinerante”, promovendo concertos, oficinas e cursos de apreciação musical pelo interior do estado de São Paulo. É administrada pela Fundação Osesp desde 2005.

Vasily Petrenko regente

Diretor musical da Filarmônica Real de Londres, regente emérito da Filarmônica Real de Liverpool e regente associado da Sinfônica de Castilla y León. Foi regente titular da Orquestra Jovem da União Europeia, da Filarmônica de Oslo e da Orquestra Jovem Nacional da Grã-Bretanha, além de ter sido diretor artístico da Orquestra Acadêmica Estatal da Rússia. Petrenko colabora com algumas das orquestras mais prestigiadas do mundo, como as Filarmônicas Tcheca, de Berlim, de São Petersburgo e de Los Angeles, a Sinfônica da Rádio Bávara, a Orquestra do Gewandhaus de Leipzig, as Sinfônicas de Londres, de São Francisco, de Boston e de Chicago, a Orquestra Nacional de França e a Philharmonia Orchestra. Participou de festivais como o de Edimburgo e o de Grafenegg, além de apresentar-se com frequência nos BBC Proms. Sua ampla discografia inclui ciclos sinfônicos de Shostakovich, Rachmaninov, Elgar, Scriabin e R. Strauss. Recebeu o prêmio de Artista do Ano no Gramophone Awards [2017] e de Artista Masculino do Ano de 2010 no Classical BRIT Awards. Em 2024, lançou uma academia para jovens regentes junto à Filarmônica Nacional Armeniana.

PROGRAMA

ORQUESTRA SINFÔNICA DO ESTADO DE SÃO PAULO – OSESP

VASILY PETRENKO regente

Felipe LARA | Breathing blocks [Encomenda da Osesp | Estreia mundial]

Dmitri SHOSTAKOVICH | Sinfonia nº 4 em dó menor, Op. 43

SIMON TRPCESKI piano

Ludwig van BEETHOVEN | 12 variações sobre uma dança russa do balé “A Dama da Floresta”

Pyotr Ilyich TCHAIKOVSKY

As estações, Op. 37a: Outubro – Música de outono

Dumka em dó menor, Op. 59

Ludwig van BEETHOVEN | 32 variações para piano sobre um tema original em dó menor

Maurice RAVEL | Valsas nobres e sentimentais

Pyotr Ilyich TCHAIKOVSKY | O Quebra-Nozes: Suíte nº 1, Op. 71a [arranjo de Mikhail Pletnev].

SERVIÇO:

10 de julho, quinta-feira, 20h00

11 de julho, sexta-feira, 20h00 [Concerto Digital]

12 de julho, sábado, 16h30

13 de julho, domingo, 18h00 [Recital]

Endereço: Praça Júlio Prestes, 16, Campos Elíseos, São Paulo, SP

Capacidade: 1.388 lugares (Sala São Paulo) | 543 lugares (Estação Motiva Cultural)

Recomendação etária: 07 anos

Ingressos: De R$ 42,00 a R$ 295,00 (valores inteiros*)

Bilheteria (INTI): neste link [Osesp] | neste link [Recital]

Telefone: (11) 3777-9721, de segunda a sexta, das 12h às 18h.

Estacionamento: Rua Mauá, 51 | R$ 39,00 (noturno, sábado e domingo após às 12h30) | 600 vagas; 20 para pessoas com deficiência; 33 para idosos.

Mais informações nos sites oficiais da Osesp e da Sala São Paulo.

*Estudantes, pessoas acima dos 60 anos, jovens de baixa renda com idade de 15 a 29 anos, pessoas com deficiências e um acompanhante e servidores da educação da rede pública estadual e municipal têm desconto de 50% nos ingressos para os concertos da Temporada Osesp na Sala São Paulo, mediante comprovação.

A Sala São Paulo Digital conta com recursos da Lei Federal de Incentivo à Cultura. Realização: Fundação Osesp, Governo do Estado de São Paulo, por meio da Secretaria da Cultura, Economia e Indústria Criativas, Ministério da Cultura e Governo Federal.

A Osesp e a Sala São Paulo são equipamentos do Governo do Estado de São Paulo, por intermédio da Secretaria da Cultura, Economia e Indústria Criativas do Estado de São Paulo, gerenciadas pela Fundação Osesp, Organização Social da Cultura.

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(Com Fabio Rigobelo/Fundação Osesp)