Notícias sobre arte, cultura, turismo, gastronomia, lazer e sustentabilidade

Lazer & Gastronomia

Inglaterra

British Pullman, A Belmond Train, Inglaterra, apresenta “Celia”, vagão exclusivo assinado por Baz Luhrmann e Catherine Martin

por Kleber Patrício

Novo vagão é dedicado a eventos e jantares privados; espaço foi idealizado e desenhado pelo cineasta Baz Luhrmann, diretor de filmes como Moulin Rouge!, The Great Gatsby e Elvis, e pela figurinista e designer de produção Catherine Martin, quatro vezes vencedora do Oscar por seu trabalho em Moulin Rouge! e The Great Gatsby

Continuar lendo...

Inscreva seu e-mail e participe de nossa Newsletter para receber todas as novidades

Adélia Prado vence o Prêmio Camões 2024

Lisboa, por Kleber Patricio

Foto: Ministério da Cultura de Portugal.

A poeta, professora, filósofa, romancista e contista mineira Adélia Prado é a vencedora do Prêmio Camões 2024, o mais importante da língua portuguesa. A reunião do júri aconteceu na manhã de quarta-feira (26) de forma virtual. Os jurados foram o escritor e professor Deonisio da Silva (Brasil), o professor e pesquisador Ranieri Ribas (Brasil), o filósofo e crítico de arte poética Dionisio Bahule (Moçambique), o professor Francisco Noa (Moçambique), a professora Clara Crabbé Rocha (Portugal) e a professora Isabel Cristina Mateus (Portugal). O valor da premiação é de 100 mil euros, um dos maiores valores do mundo entre os prêmios literários. A premiação é concedida por meio de subsídio da Fundação Biblioteca Nacional (FBN) – entidade vinculada ao Ministério da Cultura (MinC) e do Governo de Portugal.

Segundo o júri, “Adélia Prado é autora de uma obra muito original que se estende ao longo de décadas, com destaque para a produção poética. Herdeira de Carlos Drummond de Andrade, o autor que a deu a conhecer e que sobre ela escreveu as conhecidas palavras ‘Adélia é lírica, bíblica, existencial, faz poesia como faz bom tempo…’, Adélia Prado é há longos anos uma voz inconfundível na literatura de língua portuguesa”.

A ministra da Cultura, Margareth Menezes, destacou a vitória da cultura brasileira com a conquista de Adélia Prado no Prêmio Camões 2024. Ela sublinhou a importância de reconhecer a obra de uma mulher brasileira, enfatizando que Prado não só eleva a literatura nacional, mas também representa a força e a criatividade das mulheres no cenário cultural. Menezes ressaltou que este prêmio é um tributo à rica tradição literária do Brasil e à capacidade das escritoras brasileiras de capturar a essência da nossa identidade cultural.

O presidente Fundação Biblioteca Nacional, Marco Lucchesi, comenta o resultado: “Adélia Prado vence o Prêmio Camões no ano da comemoração do quinto centenário do maior portal da língua portuguesa. Coincidência ou destino? Adélia não é apenas um dos maiores nomes da poesia do Brasil, mas de toda língua portuguesa em todos os quadrantes da terra e da grande poesia. Uma poesia lírica e metafísica, amorosa e existencial, antiga e moderna. É a voz profunda de Divinópolis, que teve em Carlos Drummond de Andrade um de seu mais fervorosos leitores. Foi ele quem a descobriu para o Brasil e, hoje, é o Brasil que se descobre dentro de sua obra”, afirma.

Sobre Adélia Prado

Adélia Prado nasceu em Divinópolis, Minas Gerais, em 1935. É licenciada em filosofia. Publicou os seus primeiros poemas em jornais de Divinópolis e de Belo Horizonte. A sua estreia individual só aconteceu em 1975, quando remeteu para Carlos Drummond de Andrade os originais de seus novos poemas. Impressionado com a sua escrita, enviou os poemas para a Editora Imago. Publicado com o nome ‘Bagagem’, o livro de poemas chamou atenção da crítica pela originalidade e pelo estilo.

Em 1976, o livro foi lançado no Rio de Janeiro, com a presença de importantes personalidades como Carlos Drummond de Andrade, Affonso Romano de Sant’Anna e Clarice Lispector, entre outros. Em 1978 escreveu ‘O Coração Disparado’, com o qual conquistou o Prémio Jabuti de Literatura, conferido pela Câmara Brasileira do Livro. Nos dois anos seguintes, dedicou-se à prosa com ‘Solte os Cachorros’, em 1979, e ‘Cacos para um Vitral’, em 1980. Volta à poesia em 1981 com ‘Terra de Santa Cruz’.

Recebeu da Câmara Brasileira do Livro, o Prêmio Jabuti de Literatura com o livro ‘Coração Disparado’, escrito em 1978.

Sobre o Prêmio Camões

O Prêmio Camões foi instituído pelos governos do Brasil e de Portugal em 1988 com o objetivo de estreitar os laços culturais entre as nações que integram a Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP) e enriquecer o patrimônio literário e cultural da língua portuguesa. Com o nome do maior escritor da história da língua portuguesa – o poeta português Luís Vaz de Camões – o prêmio é atribuído aos autores – pelo conjunto da obra – que contribuíram para o enriquecimento do patrimônio literário e cultural da língua portuguesa.

O Ministério da Cultura português organiza a premiação pela parte portuguesa, cabendo à Fundação Biblioteca Nacional a organização pela parte brasileira. Em todas as edições do prêmio, o júri é composto por dois portugueses, dois brasileiros e dois representantes das demais nações da CPLP – Angola, Guiné-Bissau, Cabo Verde, Moçambique, Timor Leste e São Tomé e Príncipe. O mandato para os jurados é de dois anos.

O diploma entregue aos laureados contém o nome de todos os países lusófonos e é assinado pelos chefes de estado do Brasil e de Portugal. Entre os 34 vencedores encontram-se autores de cinco países lusófonos (Brasil, Portugal, Moçambique, Angola e Cabo Verde). O premiado em 2023 foi o ensaísta, crítico literário, cronista e tradutor português João Barrento.

(Fonte: Ministério da Cultura – Governo do Brasil)

Casa Museu Ema Klabin recebe violeiro Paulo Freire com espetáculo de seu novo álbum ‘A Mula’

São Paulo, por Kleber Patricio

Paulo Freire. Foto: Tarita de Souza.

O compositor, violeiro e mestre em contar histórias Paulo Freire apresenta na Casa Museu Ema Klabin, no dia 30 de junho, às 11h, o espetáculo ‘A Mula’, que marca o lançamento do seu novo álbum homônimo.

No espetáculo, Paulo Freire (viola e narração), acompanhado por Adriano Busko (percussão e efeitos sonoros), conta a história da mula sem cabeça. Essa fantástica e curiosa fábula, ambientada em Tocantins, é narrada em capítulos intercalados por músicas inéditas do novo álbum, todas de sua autoria: ‘Clarões na Madrugada’, ‘Olavo’, ‘Padre Armando e Zélia’, ‘A Hóstia e a Bola de Fogo’, ‘Coice’ e ‘A Cruza na Sexta-feira da Paixão’.

O álbum ‘A Mula’ foi viabilizado pelo Programa de Ação Cultural (ProAC) do Estado de São Paulo, com a elaboração, gestão e coordenação geral do projeto de Gisella Gonçalves, da Borandá Produções.

Serviço:

Paulo Freire – Espetáculo ‘A Mula’

Domingo, 30 de junho de 2024 | 11h

100 lugares por ordem de chegada

Classificação indicativa: livre

Entrada franca*

Rua Portugal, 43, Jardim Europa, São Paulo

Programa:

  • Clarões na Madrugada, Paulo Freire
  • Olavo, Paulo Freire
  • Padre Armando e Zélia, Paulo Freire
  • A Hóstia e a Bola de Fogo, Paulo Freire
  • Coice, Paulo Freire
  • A Cruza na Sexta-feira da Paixão, Paulo Freire

Sobre a Casa Museu Ema Klabin

A residência onde viveu Ema Klabin de 1961 a 1994 é uma das poucas casas museus de colecionador no Brasil com ambientes preservados. A Coleção Ema Klabin inclui pinturas do russo Marc Chagall e do holandês Frans Post, obras do modernismo brasileiro, como de Tarsila do Amaral e Candido Portinari, além de artes decorativas, peças arqueológicas e livros raros, reunindo variadas culturas em um arco temporal de 35 séculos.

A Casa Museu Ema Klabin é uma fundação cultural sem fins lucrativos, de utilidade pública, criada para salvaguardar, estudar e divulgar a coleção, a residência e a memória de Ema Klabin, visando à promoção de atividades de caráter cultural, educacional e social, inspiradas pela sua atuação em vida, de forma a construir, em conjunto com o público mais amplo possível, um ambiente de fruição, diálogo e reflexão.

A programação cultural da casa museu decorre da coleção e da personalidade da empresária Ema Klabin, que teve uma significativa atuação nas manifestações e instituições culturais da cidade de São Paulo, especialmente nas áreas de música e arte. Além de receber a visitação do público, a Casa Museu Ema Klabin realiza exposições temporárias, séries de arte contemporânea, cursos, palestras e oficinas, bem como apresentações de música, dança e teatro.

O jardim da casa museu foi projetado por Roberto Burle Marx e a decoração foi criada por Terri Della Stufa.

Acesse o site e redes sociais:

Site: https://emaklabin.org.br

Instagram: @emaklabin

YouTube: https://www.youtube.com/c/CasaMuseuEmaKlabin

Google Arts & Culture: https://artsandculture.google.com/partner/fundacao-ema-klabin

Facebook: https://www.facebook.com/fundacaoemaklabin

Linkedin: https://www.linkedin.com/company/emaklabin/?originalSubdomain=br

Vídeo institucional: https://www.youtube.com/watch?v=ssdKzor32fQ

Vídeo de realidade virtual: https://www.youtube.com/watch?v=kwXmssppqUU

*Como em todos os eventos gratuitos, a Casa Museu Ema Klabin convida quem aprecia e pode contribuir para a manutenção das suas atividades a apoiar com uma doação voluntária via pix: 51204196000177.

(Fonte: Mídia Brazil Comunicação Integrada)

Musical infantil ‘PararaTimBum’ tem sessão gratuita sábado (29/6) em Vinhedo

Vinhedo, por Kleber Patricio

Musical tem sessão única este mês em Vinhedo. Fotos: Stephanie Laurie.

O espetáculo musical ‘PararaTimBum – Um Reino pela Música’, do grupo Os Geraldos, que conta a história de uma princesa que assume o reino após seu pai adoecer e proíbe qualquer tipo de som, terá sessão exclusiva em Vinhedo (SP). O espetáculo acontece no Teatro Municipal no dia próximo dia 29, às 16h. Os ingressos gratuitos estão disponíveis.

Com direção de Douglas Novais, o espetáculo reúne 11 atores em cena e uma trilha sonora, executada ao vivo, baseada principalmente em ritmos brasileiros, como samba, maracatu e baião. A dramaturgia – de autoria original de Everton Gennari, com adaptação da atriz Julia Cavalcanti – conta a história de uma princesa que, ao assumir o reino de seu pai, que ficou doente, proíbe qualquer tipo de som, adoecendo ainda mais seu pai e todo o povo. Arrependida do que fez, ela vai a PararaTimBum e encontra o mundo colorido onde moram as Notas Musicais. Lá instrumentos tradicionais, como piano, acordeom e violoncelo, juntam-se a instrumentos inventados, como sacolas, bolas e baldes, para ensinar à princesa o poder transformador da música. “É um espetáculo muito alegre, que celebra a beleza e os ritmos da música brasileira”, declara o diretor.

Com música ao vivo, espetáculo acontece no Teatro Municipal com entrada gratuita.

O projeto PararaTimBum – Um Reino pela Música é viabilizado pelo Governo do Estado de São Paulo, por meio da Secretaria de Cultura, Economia e Indústria Criativas, com patrocínio da empresa Berna e produção cultural de Os Geraldos e D’color Produções Culturais, empresa que atua no mercado de produção cultural, assessorando, planejando e executando projetos culturais.

Sobre o diretor | Além de dirigir o espetáculo, Douglas Novais é ator, pesquisador e professor de teatro. Doutor em Artes Cênicas pela Unicamp, é ator e coordenador do grupo Os Geraldos. De 2013 a 2019, foi assistente de curadoria do Projeto Ademar Guerra, do Governo do Estado de São Paulo. Em 2021 foi consultor pela Organização dos Estados Ibero-Americanos (OEI) e, em 2022, foi assistente de direção de Gabriel Villela no espetáculo ‘Henrique IV’. Esta é a primeira vez que Douglas assina a direção de um espetáculo do Grupo.

O grupo | Com mais de uma década de história, Os Geraldos já se apresentou em mais de 90 cidades do Brasil, além de países como Marrocos, Argentina e Peru. Ao longo de sua trajetória recebeu 44 prêmios e transitou em mais de 40 festivais. Em paralelo com a criação de espetáculos, o Grupo atua na formação de profissionais da área do teatro e na gestão de espaços dedicados à arte e à cultura. Dentre suas várias iniciativas desenvolveu a Incubadora de Grupos Artísticos que, desde 2017, já atendeu mais de duas mil pessoas, impactando positivamente 83 grupos artísticos originários de 102 cidades brasileiras.

Ficha técnica

Direção figurino e cenografia: Douglas Novais | Direção musical e dramaturgia: Everton Gennari | Adaptação dramatúrgica: Julia Cavalcanti | Iluminação: Caetano Villela | Assistência de direção: Ciça de Carvalho e Julia Cavalcanti | Consultoria Dramatúrgica| Claudia Barral. Confecção de indumentárias e adereços cênicos: Gileade Renan Batista e Emme Toniolo | Consultoria de ateliê: José Rosa | Assistente de ateliê: Anna Helena | Visagismo e Assistência de figurino: Gileade Batista | Assistente de maquiagem: Emme Toniolo | Coordenação técnica: João Fernandes | Assistência técnica: Roberta Postale | | Produção e contrarregragem: Bruna Paifer, Gabriella Garzo e Nicole Mesquita | Comunicação: Nicole Mesquita e Vinícius Santino | Fotografia: Stephanie Lauria I Designer gráfico: Rita Davis I  Ilustração: Guilherme Crivelaro I Coordenador de Produção: Vinicius Santino I Gerência de Gestão e Produção: Tatiana Alves | Realização: Os Geraldos | Ficha Técnica da Temporada Produção: Os Geraldos e D’color Produções Culturais | Produção executiva: Marco Antonio Cruz Filho | Coordenadora de produção: Cristiane Cais | Assessoria de Imprensa: Samanta De Martino l Elenco: Alexandre Cremon ,Carolina Delduque, Everton Gennari, Gileade Batista, João Fernandes, Julia Cavalcante, Paula Mathenhauer Guerreiro, Patrícia Palaçon, Railan Andrade, Roberta Postale, Valéria Aguiar.

Serviço:

Data 29/6 | Horário: 16h

Local Teatro Municipal Sylvia de Alencar Matheus – Rua Monteiro de Barros, 101 – Centro, Vinhedo (SP) – mapa aqui

Classificação: Livre | Acessibilidade: Libras (Língua Brasileira de Sinais)

Ingresso: gratuito e disponível a partir das 7h da manhã do dia 21/6

Mais informações: (19) 3256-4500 | WhatsApp: (19) 99127-5480 | contato@dcolor.art.br

O projeto é viabilizado pelo Governo do Estado de São Paulo por meio da Secretaria de Cultura, Economia e Indústria Criativas, com patrocínio da empresa Berna e produção cultural da D’color Produções Culturais.

(Fonte: Armazém da Notícia)

MASP exibe vídeos inéditos da artista Ventura Profana

São Paulo, por Kleber Patricio

Ventura Profana, ‘Procure vir antes do inverno’, 2021 (frame do vídeo).

Narrativas e imaginários sobre religião, fé e ancestralidade compõem a exposição ‘Sala de vídeo: Ventura Profana’, em cartaz no MASP – Museu de Arte de São Paulo Assis Chateaubriand, a partir de 5 de julho. Em cada uma das obras, sejam colagens, performances ou músicas, a artista visual, pastora, cantora evangelista e escritora Ventura Profana (Salvador, Bahia, 1993) escolhe dar vazão e semear as infinitas possibilidades de sua identidade.

Como em um trabalho missionário, a artista tem o compromisso de ressignificar os símbolos e valores da doutrina cristã. A partir de uma ‘malandragem teológica’, como ela mesma nomeia, Ventura busca gerar perspectivas de plenitude e abundância para combater a visão opressora e fetichista que reproduz a exploração de corpos negros e travestis. “Se nos dão o esquecimento hediondo, a morte, a dor e o desprezo, com intensidade equivalente faremos brotar videiras”, afirma Ventura.

Com curadoria de David Ribeiro, supervisor, MASP, a mostra apresenta quatro trabalhos inéditos que combatem a colonização, o racismo e a transfobia. Por vezes fazem críticas diretas, em outros momentos anunciam poeticamente aquilo que é negado às travestis – família, afeto, fé, religiosidade e espiritualidade. A obra de Ventura Profana não pretende pregar uma teoria ateísta, mas oferecer seu ponto de vista para que templos, famílias e estruturas sociais possam acolher todas as diversidades. “A pesquisa de Ventura está muito relacionada à construção de uma outra reflexão a partir da experiência espiritual, religiosa e evangélica. Ela busca nos escritos e experiências sagrados uma palavra de acolhimento, em especial, para as travestis”, afirma o curador David Ribeiro.

Em ‘A maior obra de saneamento’ (2024), a artista provoca reflexões sobre a colonialidade e padrões da branquitude a partir de símbolos religiosos cristãos, como o Cristo Redentor. Além da fé, Ventura traz camadas de mistério no vídeo ‘O poder da trava que ora’ (2021).

‘Procure vir antes do inverno’ (2021) é um diálogo entre a artista e sua avó. O vídeo traz a narrativa na voz da própria anciã, que conta suas vivências com a Congregação Batista – doutrina que é ao mesmo tempo objeto de estudo e de ressignificação para a artista. Simultaneamente à fala da avó, o trabalho apresenta Ventura Profana e suas amigas construindo o próprio templo como forma de expressar o acolhimento às múltiplas formas de existência.

A importância estruturante de uma comunidade de mulheres negras e travestis também permeia a produção da artista. Nesse contexto, encontra-se a obra ‘Para ver as meninas e nada mais nos braços’ (2024). Sem esquecer as tortuosidades, a tradição e a ancestralidade, a obra desabrocha em uma carta de amor às vidas, às histórias e às memórias das mulheres presentes no vídeo.

É a segunda vez que o trabalho da artista é exibido no MASP. Ventura Profana participou da mostra Histórias brasileiras, em 2022, ano do bicentenário da Independência do Brasil e do centenário da Semana de Arte Moderna. Em 2024, a programação da Sala de vídeo integra o ciclo de Histórias da diversidade LGBTQIA+ no MASP, que já apresentou as mostras de Masi Mamani/Bartolina Xixa e Tourmaline e ainda trará a produção audiovisual de Kang Seung Lee e Manauara Clandestina.

Sobre Ventura Profana

Ventura Profana (Salvador, Bahia, 1993) é pastora missionária, cantora evangelista, escritora, compositora e artista visual. Sua prática está enraizada na pesquisa sobre as implicações e metodologias do deuteronomismo, uma tradição interpretativa das escrituras sagradas do cristianismo relacionada à difusão das igrejas neopentecostais.

Seus trabalhos já foram expostos no MASP, na mostra Histórias brasileiras (2022), na 35ª Bienal de São Paulo (2023) e em diversas outras instituições no Brasil e no exterior, como o Werkstatt Der Kulturen Berlin (Alemanha), o Museu Nacional da República (Brasília, DF), o Dragão do Mar – Museu de Arte Contemporânea do Ceará (Fortaleza, CE), o Centre d’Art Contemporain Genève (Suíça) e o MAR – Museu de Arte do Rio (Rio de Janeiro, RJ).

A artista também publicou o livro ‘A cor de Catu’ e participa da Antologia Jovem Afro, fez shows em La Mutinerie (Paris), em eventos como a Virada Cultural de São Paulo e a 22ª Parada LGBT de Belo Horizonte, e em espaços como o Circo Voador (RJ). A performance Cântico dos Cânticos foi premiada na categoria Melhor Performance no Prêmio de Artes Cênicas Negras Leda Maria Martins, em 2019. Ventura Profana foi indicada ao Prêmio PIPA em 2020 e em 2021, tendo sido selecionada neste último.

Serviço:

Sala de Vídeo: Ventura Profana

Curadoria David Ribeiro, supervisor, MASP

2º subsolo

Visitação: 5/7/2024 a 18/8/24

MASP – Museu de Arte de São Paulo Assis Chateaubriand

Avenida Paulista, 1578 – Bela Vista – São Paulo, SP

Telefone: (11) 3149-5959

Horários: terças grátis e primeira quinta-feira do mês grátis; terças, das 10h às 20h (entrada até as 19h); quarta a domingo, das 10h às 18h (entrada até as 17h); fechado às segundas

Agendamento on-line obrigatório pelo link masp.org.br/ingressos

Ingressos: R$70 (entrada); R$35 (meia-entrada)

Site oficial | Facebook | Instagram.

(Fonte: Museu de Arte de São Paulo Assis Chateaubriand)

Inhotim apresenta Múltiplos da artista Mônica Ventura na ArPa

Indaiatuba, por Kleber Patricio

4ª edição do programa Múltiplos apresenta três modelos de obras da artista Mônica Ventura.
Foto: Divulgação/Instituto Inhotim.

Participando da ArPa – Feira de Arte Contemporânea pela segunda vez, o Instituto Inhotim apresenta a 4ª edição do Programa Múltiplos Inhotim, com obras da artista Mônica Ventura, que desenvolveu a série ‘O Despertar Para o Anoitecer’. A ação é consonante ao desejo da instituição em fomentar o colecionismo, incentivar a produção artística e apoiar as atividades do Instituto. A feira acontece de 27 a 30 de junho (quinta-feira a domingo), em São Paulo.

Com tiragem limitada de obras, Mônica Ventura criou as peças, feitas de taipa e latão, em três cores – azul, marrom e preto – e três símbolos diferentes: Profusão, Atalaia e Enlace. Valores: Sim, cada múltiplo individual custa R$7.500,00 e o trio, com desconto, R$18.000,00.

Outro destaque que o Inhotim leva para a feira é a sua Linha Botânica, materializada em produtos exclusivos toda a beleza da natureza do Instituto Inhotim. Os jardins do parque foram inspiração para a criação de ilustrações com traços orgânicos e cores exuberantes. Em uma seleção de utilitários e papelaria, o conjunto de estampas é composto por espécies icônicas do parque, como a Banana-rosa, a Helicônia, a Strelitzia e o Inhame-roxo. A linha desdobra-se ainda em coleções especiais como a Nolina, que contém peças de vestuário, e a Palmeiras, com os tradicionais copos americanos.

No sábado, 29 de junho, será realizada a conversa ‘A continuidade da vida’, com Bu’u Kennedy, Lia Chaia e Mônica Ventura, com mediação de Lucas Menezes, curador assistente do Inhotim. O bate-papo acontece no Setor Base das 18h às 19h.

Em sua prática artística, Mônica Ventura elegeu como central a questão da presença de corpos dissidentes e racializados em ambientes interditados a eles socialmente. Nesse processo, destacam-se dois exercícios contínuos: um que se dá a partir de uma apurada articulação entre objeto e espaço; outro, que envolve o interesse por cosmovisões e cosmogonias anteriores à violenta experiência colonial, mediante a relação que elas estabelecem com os elementos da natureza e a leitura que promovem dos mundos físico e espiritual, além das materialidades que produzem para evocar, induzir e provocar conexões entre eles.

A artista inaugurou em maio de 2023 a obra comissionada ‘A noite suspensa ou o que posso aprender com o silêncio’ (2023), no vão da Galeria Praça, no Instituto Inhotim, um dos espaços mais visitados no museu. Neste trabalho, Mônica Ventura faz alusão a diferentes práticas religiosas de matrizes ancestrais e o público é convidado a desvendar as camadas da instalação. Compõem a obra, ainda, telas em grande escala feitas de taipa, também com símbolos da ancestralidade.

No estande no Inhotim, localizado no Setor Base, subsolo do Pacaembu (entrada pela Rua Capivari, portão 23), é apresentado também o projeto técnico original da artista Mônica Ventura, que contém informações, imagens e plantas da montagem da obra ‘A noite suspensa ou o que posso aprender com o silêncio’ (2023).

O Programa Múltiplos Inhotim contribui diretamente para a sustentabilidade da instituição incentivando a produção artística contemporânea, já que os recursos arrecadados são destinados para a programação e manutenção do museu e jardim botânico. Os Múltiplos podem ser adquiridos também pelo telefone (31) 97115-2751.

Serviço:

ArPa

Data: 27 a 30 de junho

Localização: Mercado Livre Arena Pacaembu

Horários abertos ao público geral: 27 a 29 de junho, quinta-feira a sábado, das 13h às 21h

30 de junho, domingo, das 11h às 19h

(Fonte: Instituto Inhotim)