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Lazer & Gastronomia

São Paulo, SP

Quatro viagens no tempo, um só lugar: o Espaço Cultural CNP de Realidade Virtual

por Kleber Patrício

Devido ao sucesso das três expedições em realidade virtual iniciadas em setembro de 2025, o Espaço Cultural CNP de Realidade Virtual anuncia a prorrogação de suas atividades. Além da extensão do prazo, o centro cultural traz uma novidade de peso: a exibição simultânea de quatro roteiros distintos que transportam os visitantes por bilhões de anos de […]

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Renato Borghetti comemora 40 anos de carreira no Sesc Pinheiros

São Paulo, por Kleber Patricio

Foto Marcos Conde.

O primeiro (e único) disco de ouro da história da música instrumental brasileira foi do gaúcho Renato Borghetti para ‘Gaita Ponto’, seu álbum de estreia. E após 40 anos dessa conquista, o músico, que tem viajado pelo Brasil em uma turnê comemorativa, passa por São Paulo no dia 27 de julho, às 21 horas, no SESC Pinheiros.

Acompanhado pelo seu trio, o repertório apresenta músicas do Gaita-Ponto, além de outras obras autorais marcantes de sua carreira, como também de outros compositores, como ‘Milonga para as Missões’ (Gilberto Monteiro) e ‘Asa Branca’ (Luiz Gonzaga, Humberto Teixeira).

Renato Borghetti vai além de sua música. É uma figura emblemática de toda esta parte sulina do Brasil, contemporâneo e extremamente sensível, que leva e demonstra por meio de suas melodias a tradição autêntica do gaúcho, seus usos, costumes, posturas e posições. Vaneirões, xotes, milongas gaúchas se misturam com ritmos do Prata, Uruguai, Argentina e Paraguai, como o chamamé, polcas e candombes.

Sobre Renato Borghetti

Renato Borghetti, também conhecido como ‘Borghettinho’, é um renomado músico do sul do Brasil reconhecido por sua habilidade excepcional na gaita-ponto, um instrumento típico da região. Nascido em Porto Alegre, Rio Grande do Sul, Borghetti começou a tocar acordeão ainda criança e rapidamente se destacou no cenário musical pela sua técnica apurada e sensibilidade artística.

Em 1984, lançou seu álbum de estreia, ‘Gaita Ponto’, que se tornou um marco na música instrumental brasileira ao conquistar um disco de ouro – um feito inédito e ainda não superado. Desde então, Borghetti lançou diversos álbuns, explorando e mesclando a música tradicional gaúcha com influências de outros gêneros e culturas, sempre mantendo a autenticidade e o espírito da música sulina.

Borghetti é conhecido por sua capacidade de emocionar o público com suas performances enérgicas e apaixonadas, seja em grandes festivais internacionais ou em eventos mais intimistas. Ao longo de sua carreira, ele colaborou com diversos artistas renomados, expandindo ainda mais os horizontes de sua música.

Ficha Técnica

Renato Borghetti

Daniel Sá – Violão acústico

Pedro Figueiredo – flautista / saxofonista

Vitor Peixoto – piano.

Serviço:

40 anos de carreira de Renato Borghetti

Dia: 27 de julho, sábado, às 21h

Duração: 60 minutos

Local: Teatro Paulo Autran

Classificação: 12 anos

Ingressos: R$60 (inteira); R$30 (meia) e R$18 (credencial plena)

Sesc Pinheiros

Rua Paes Leme, 195

Estacionamento com manobrista: terça a sexta, das 7h às 21h; sábado, domingo e feriado, das 10h às 18h.

(Fonte: Assessoria de imprensa Sesc Pinheiros)

Cineastas amadores de Campinas e região já podem se inscrever no I Festival 2 Minutos Centro Cultural Special Dog

Santa Cruz do Rio Pardo, por Kleber Patricio

Equipe Centro Cultural Special Dog e alunos do projeto ‘Viva o presente da vida’. Foto: arquivo Special Dog.

O Centro Cultural Special Dog, localizado em Santa Cruz do Rio Pardo, no interior de São Paulo, receberá até o dia 31 de julho filmes de todo o Brasil com até 120 segundos. Com o tema ‘Viva o presente da vida’, o I Festival 2 Minutos Centro Cultural Special Dog selecionará 10 produções e contemplará os três primeiros colocados com prêmios de até R$5 mil.

Os vídeos podem ser feitos por qualquer dispositivo digital e devem ter uma duração máxima de 2 minutos, incluindo créditos. Serão aceitos trabalhos de diversos gêneros audiovisuais, como animação, documentário, ficção, videoclipes e videoartes. A divulgação dos selecionados ocorrerá no dia 10 de setembro nos canais oficiais do festival e a premiação será realizada no dia 20 de setembro no Cine Palácio da Cultura, em Santa Cruz do Rio Pardo.

‘Viva o presente da vida’ também é o tema da campanha comemorativa de 10 anos do Centro Cultural Special Dog, que oferece oficinas e cursos gratuitos de cinema e fotografia, entre outras atividades, e organiza a tradicional Cantata de Natal, evento que encerra as atividades educativas do espaço. Luciana Gonçalves, roteirista e uma das idealizadoras do festival, explica: “Nosso objetivo com o festival é chamar a atenção para os pequenos detalhes do cotidiano que podem melhorar a percepção de como a vida é bela. Como há muitos anos nos ensina a frase latina ‘carpe diem’, nosso propósito é incentivar as pessoas a cultivar e colher dias mais significativos para uma existência mais harmônica e saudável.”

Os filmes inscritos passarão por uma curadoria formada por professores e profissionais do audiovisual, que avaliarão a originalidade, criatividade e o senso estético. Apesar de o festival ser dedicado ao cinema amador, a produção deve obedecer aos critérios estabelecidos pela organização, ter classificação livre, ser agradável e atraente. “Os critérios que serão utilizados são aqueles que tornam um filme o mais próximo de uma obra que valha a pena ser assistida por todos”, reflete Luciana. “A expectativa é que os participantes usem seus próprios celulares para criar um filme simples que mostre como um dia comum pode ser gostoso quando usamos a nossa sensibilidade. Queremos ver como eles projetam essa ‘alegria de viver’ através da tecnologia que os acompanha 24 horas por dia”, conclui a gestora.

As inscrições para o I Festival 2 Minutos Centro Cultural Special Dog começaram no dia 1º de julho. Para participar e ter acesso completo ao regulamento, basta acessar o site https://festival2minutos.com.br/. Ao realizar a inscrição, o participante declara ser responsável por todos os direitos autorais da obra e autoriza, caso seja selecionado, a exibição do material durante a mostra e o upload do vídeo nas redes sociais do projeto.

Sobre o Centro Cultural Special Dog

O Centro Cultural Special Dog (CCSD) foi estabelecido pela Special Dog Company, empresa que firmou compromisso com o Pacto Global da ONU no Brasil, localizado na cidade de Santa Cruz do Rio Pardo (SP) em um prédio do século 19 totalmente reformado, onde foram mantidos todos os traços originais, incluindo a estrutura interna e fachada. Há 10 anos se destaca pelo seu compromisso com a formação cultural da sociedade e sua contribuição para o avanço da Agenda 2030 e seus Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS). Sua influência significativa na região se manifesta por meio de iniciativas que promovem a cultura e a educação, desempenhando um papel crucial no combate à pobreza, na preservação do meio ambiente e na promoção da paz e prosperidade tanto para as pessoas quanto para o planeta por meio de aulas de canto, instrumentos, culinária, corte e costura, artesanato, arte circense, bazares beneficentes e workshops.

Sobre a Special Dog Company | Fundada no ano de 2001 na cidade de Santa Cruz do Rio Pardo, interior de São Paulo, a Special Dog Company nasceu com o desejo de alimentar cães e gatos com a alta qualidade e o carinho que eles merecem. Atualmente, a marca atua em mais de 38 mil pontos de vendas em nove Estados brasileiros e no Distrito Federal, além de exportação para países da América do Sul, sendo uma das maiores indústrias do segmento no Brasil.

Serviço:

Endereço: R. Conselheiro Antônio Prado, 383 – Bairro São José, Santa Cruz do Rio Pardo – SP, Telefone: (14) 3372-1495

Inscrições: https://festival2minutos.com.br/.

(Fonte: Iara Filardi Assessoria de Comunicação)

Seis telas danificadas nos ataques 8 de janeiro são restauradas

Brasília, por Kleber Patricio

Foto: Divulgação/MinC.

Seis das 11 telas vandalizadas nos ataques de 8 de janeiro de 2023 ao Palácio do Planalto, em Brasília (DF), já passaram pelo processo de restauro e em breve poderão voltar a ficar expostas. O trabalho é fruto de um Termo de Execução Descentralizada (TED) entre o Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan) e a Universidade Federal de Pelotas (UFPel) no valor de R$2,2 milhões. A iniciativa conta ainda com o apoio da Diretoria Curatorial dos Palácios Presidenciais (DCPP) da Presidência da República.

O acervo vandalizado conta com 20 obras de arte. A previsão é de que todas tenham o restauro concluído até dezembro deste ano. Para recuperar as peças, 22 profissionais da UFPel – entre professores do curso de Conservação e Restauração, técnicos e estudantes – têm se revezado no laboratório de conservação e restauração instalado nas dependências do Palácio da Alvorada.

As demais obras de arte (um total de nove) produzidas em outro tipo de material, como madeira, ferro e até mesmo papel, estão em fase final do processo de restauração e registro. “Em cada uma delas faltam detalhes, como o verniz final, por exemplo, mas em todas ainda falta concluirmos a documentação científica, que é uma etapa que nos fornece muitas informações importantes sobre cada peça”, explica Andrea Bachettini, coordenadora do laboratório montado na residência oficial do presidente da República.

Educação patrimonial

A equipe, atualmente, está concentrando esforços na tela ‘As Mulatas’, de Di Cavalcanti. “Fizemos a limpeza da cola do reentelamento da peça e devemos concluir a restauração da obra até setembro”, continua Andrea. Ela ressalta, ainda, que o trabalho abrangido pelo TED entre Iphan e UFPel não se restringe apenas à restauração das obras. Ele inclui também a difusão do conhecimento produzido ao longo dos meses de trabalho por meio de um seminário técnico, uma exposição fotográfica, o lançamento de um livro-arte e um documentário, além de outras ações de educação patrimonial nas escolas do Distrito Federal.

O compartilhamento dessas informações é feito de forma paralela ao trabalho de restauro. Exemplo disso foi a palestra apresentada pelas profissionais da equipe na Fundação Athos Bulcão, no dia 20 de junho. Para o encontro, foram convidados integrantes da fundação e diversos artistas do Distrito Federal. Eles puderam conhecer mais detalhadamente o trabalho desenvolvido pela equipe da UFPel para recuperar as peças do Palácio do Planalto. Além de Andrea, participaram da apresentação a conservadora-restauradora Keli Scolari, que está permanentemente em Brasília no laboratório de restauro, e Karen Velleda Caldas, coordenadora-adjunta do projeto. “Ações de educação patrimonial como essa, uma exposição e o lançamento de um livro-arte e documentário serão os desdobramentos de todo o trabalho executado no laboratório de restauro, são importantes para que possamos sensibilizar o público para a preservação do patrimônio brasileiro”, finaliza Andrea.

(Fonte: Ministério da Cultura – Governo do Brasil)

Uma viagem pelos sabores da Espanha sem sair de São Paulo

São Paulo, por Kleber Patricio

Menu Festival de Inverno. Fotos: Divulgação.

A cidade de São Paulo é reconhecida mundialmente como um dos principais polos gastronômicos do Brasil. Além de explorar a versatilidade da culinária nacional, na região também é possível encontrar grandes clássicos da gastronomia mundial: localizado no bairro do Ipiranga, o restaurante Paellas Pepe é uma representação dessa imersão cultural por oferecer uma experiência que é uma verdadeira viagem à Espanha.

A gastronomia espanhola é um verdadeiro tesouro culinário e é reconhecida mundialmente por sua diversidade de sabores, ingredientes frescos e receitas únicas. Essas tradições vieram na mala de José Gutierrez, conhecido como Pepe, quando imigrou de Madrid para o Brasil em 1953. Com o passar dos anos inspiraram sua família a fundar o Paellas Pepe.

“Nosso objetivo é oferecer uma verdadeira imersão nas tradições espanholas. Aqui no restaurante essa experiência vai desde a música ambiente e apresentações de flamenco, até o preparo ao vivo da nossa tradicional paella, que é um verdadeiro show”, conta Fabio Benedetti, sócio e chef do Paellas Pepe.

Bocadillo de Langosta.

O carro chefe do restaurante é a icônica paella valenciana, que é preparada com feita com carne de frango, arroz, legumes, açafrão importado e generosas quantidades de frutos do mar – um verdadeiro festival de sabores. Também é possível aproveitar a versão vegetariana do prato, a paella de la huerta.

Para quem procura opções para variar, os bocadillos estão entre os grandes clássicos da culinária espanhola, são sanduíches com ingredientes selecionados que proporcionam uma explosão de sabor. No Paellas Pepe, eles podem ser saboreados em seis opções de recheios, que estão disponíveis no salão e no delivery.

Durante o inverno, o restaurante também conta com um cardápio exclusivo, especialmente pensado para aquecer e trazer conforto para os clientes com grandes clássicos da culinária espanhola. O investimento para aproveitar o Festival de Inverno é de R$99 por pessoa, em um menu com entradas, prato principal e sobremesa.

Paella del Pepe.

Nas entradas, as opções ficam para a bisque de camarão, um caldo fino que passa por um longo período de cozimento, combinando a leveza do camarão com a picância das especiarias; o Mejillones Y Papas fritas, uma saborosa sopa de mexilhões servida com batatas fritas, ou a clássica Tortilla Espanhola, preparada com batatas cozidas, cebola e ovos.

Para os pratos principais, as famosas paellas não podem ficar de fora, mas o menu especial conta também com o Puchero de la abuela, que é outro clássico da culinária espanhola. O prato é um encorpado cozido tradicional da região de Madrid, ele é preparado com carnes, embutidos espanhóis, legumes e grão de bico.

O Festival de Inverno acontece até 31 de julho no jantar de terça a domingo. Para mais informações, entre em contato no telefone (11) 3798-7616 ou pelo WhatsApp (11) 95219-0265.

Serviço:

Festival de Inverno Paellas Pepe

Quando: até 31 de julho

Horário: a partir das 19h

Endereço: Rua Bom Pastor, 1660 – Ipiranga, São Paulo – SP

Contato:  Site Oficial Paellas Pepe, no telefone (11) 3798-7616 ou pelo WhatsApp no (11) 95219-0265.

(Fonte: Máxima Assessoria de Imprensa)

Mamíferos de 70% do Cerrado ainda são pouco estudados pela ciência, o que prejudica políticas de conservação

Brasil, por Kleber Patricio

Segundo levantamento, cachorro-do-mato é o mamífero da Mata Atlântica e do Cerrado mais citado pela literatura acadêmica. Foto: Inaturalist.

Conhecer as espécies de animais que habitam determinada área é um passo importante para planejar políticas de conservação da fauna – e, no Cerrado, isso parece ser um problema. Um levantamento inédito revela a escassez de evidências científicas sobre mamíferos de médio e grande porte em, pelo menos, 70% da área do bioma. O achado é de pesquisadores da Universidade Federal de Lavras (UFLA), Museu Paraense Emílio Goeldi e Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia (INPA) e está descrito em artigo científico publicado nesta sexta (19) na revista ‘Biota Neotropica’.

A área com poucas informações sobre esses animais se estende pelos estados do Maranhão, Bahia, Piauí, Tocantins, uma parte central de Goiás e as fronteiras entre o Mato Grosso e Rondônia e tem apenas 25% dos pontos de amostragem de espécies do Cerrado. A maioria dos estudos focados nestes animais, neste bioma, estão próximos da divisa com a Mata Atlântica e inexistem estudos publicados sobre mamíferos do norte desse território.

O trabalho sintetiza o conhecimento sobre espécies de mamíferos médios e grandes no Cerrado e na Mata Atlântica a partir de revisão de artigos científicos publicados sobre o assunto ao longo das décadas nas bases de dados científicas Scopus, Web of Science e Google Acadêmico. Ao todo, foram identificadas 116 espécies, descritas em 84 publicações científicas, das quais nove estão em perigo ou perigo crítico de extinção.

O animal mais citado pela literatura científica é o cachorro-do-mato (Cerdocyon thous) e a maior parte dos mamíferos (57%) foi identificada na Mata Atlântica. Apesar de apresentar uma distribuição de estudos mais uniforme, o levantamento mostra que algumas regiões deste bioma também não possuem estudos sobre mamíferos – caso do litoral de Alagoas, interior do Paraná e norte da Bahia.

O trabalho destaca a importância da pesquisa científica ao apontar a escassez de informação sobre mamíferos em determinados pontos do Cerrado e da Mata Atlântica. Esses biomas correspondem a 40% do território brasileiro, segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), e são considerados pelos especialistas como lugares-chave para a conservação da biodiversidade. Como aponta o estudo, diversas espécies do Cerrado podem estar em risco de extinção por causa do desmatamento provocado pela expansão agrícola, nas últimas décadas, no seu território. “Existe uma ideia estabelecida de que já conhecemos a diversidade brasileira e que podemos diminuir os esforços de pesquisa de base”, comenta Luciano Querido, do INPA, um dos cientistas envolvidos no estudo. “Porém, nossos resultados mostram que é preciso investir em ciência, mesmo em biomas tão bem estudados”. O próximo passo do grupo de pesquisa é expandir o levantamento para outros biomas brasileiros.

(Fonte: Agência Bori)