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Cineclube Terracota completa oito anos de magia e cinema de graça no coração de Barão Geraldo

Campinas, por Kleber Patricio

Sessão no quintal do Goma. Fotos: Samuel Lorenzetti.

Imagine uma sessão de cinema entre amigos, num quintal aconchegante, com comidinhas e bebidas da sua preferência, filmes aclamados disponíveis semanalmente, com a participação de debates com quem entende do assunto – tudo isso em plena quarta-feira e de graça. Essa é a graça e o charme do Cineclube Terracota, que enche as noites do Goma, em Barão Geraldo, Campinas, de cultura e reúne dezenas de aficionados pela sétima arte a cada sessão.

Nos oito anos de existência, o cineclube já exibiu filmes de mais de 30 nacionalidades diferentes ao longo das quase 270 sessões de história e mantém a média de 50 espectadores por noite. Para 2025 o coletivo, responsável pela curadoria, se prepara para atingir a marca histórica de 300 sessões.

Delfin, um dos fundadores, destaca entre os momentos mais marcantes, a primeira exibição de Koyaanisqatsi, de Godfrey Reggio, no primeiro ano, com uma Sessão Secreta, com maior público, até então (30 pessoas), que ficaram magnetizadas por um filme que não contém um diálogo, apenas uma sequência vertiginosa de imagens.

A segunda maior ‘bilheteria’ aconteceu no segundo aniversário do coletivo, com a exibição da produção soviética Kin-Dza-Dza (Georgiy Daneliya), que marcou por ser certamente o filme mais diferente passado até a ocasião, misturando ficção científica, crítica social e humor nonsense.

Com o passar dos anos, o coletivo aumentou e alcança cada vez mais pessoas, de fãs do cinema a estudiosos do assunto, que têm nos encontros a oportunidade de apreciar um bom filme e serem surpreendidos por títulos escolhidos a dedo pela curadoria experiente e composta por diversas óticas.

Sempre buscando entregar provocação, consciência política, arte, cultura e abrir os olhos ao novo, resgatando clássicos e produções pop, a curadoria se esforça garimpando títulos dificilmente vistos em cartaz em outro lugar e geralmente seguem uma temática. “Neste ano, por exemplo, buscamos uma seleção de filmes com equiparação identitária, com ao menos 50% das sessões produzidas por diretores que pertençam ao que se convencionou chamar de minorias, termo de que não gostamos, mas que usamos apenas para uma explicação menos complicada: mulheres, pretos e pardos, indígenas, pessoas pertencentes ao grupo LGBTQIAPN+”, explica Delfin.

Em 2024, pelo menos uma sessão por mês, que acontece aos sábados, é dedicada à programação infantil, com sessões ainda a serem definidas.

História

O cineclube nasceu em 2017, com Delfin como um dos fundadores, ao lado do empresário Eduardo Belluzzo, sócio do Coworking Terracota, que também fica em Barão Geraldo. Hoje o coletivo é composto por oito pessoas, que definem as pautas e a agenda de forma horizontal e democrática. Ao lado de Delfin e Belluzzo, juntam-se Luciana Falasca, Ana Júlia Pereira Campos, Rodolfo Valentim, Francisco Flores e, fora de Campinas nesta temporada 2024, Maria Clara Gonçalves e Ariston Sócrates.

“Uma noite no Cineclube Terracota nunca é apenas uma noite de cinema. Aqui as pessoas se encontram, fazem amizade, mantêm um ciclo de amizade, pensam e se divertem com gostos em comum a cada encontro. Os debates que acontecem também são inspiradores e dão a oportunidade de ouvir e entender como a outra pessoa sentiu aquele filme ou perceber um detalhe que não tinha visto antes. É transformador sob vários aspectos. Basta vir de coração e olhos abertos”, convida Belluzzo.

Parceria | A estrutura é montada no quintal do Goma, que se descreve no Instagram como único bar e espaço de eventos vegano/vegetariano da RMC (Região Metropolitana de Campinas). A entrada é grátis e os frequentadores podem pedir comida e bebida do cardápio, vendidos à parte, e degustar enquanto assistem aos filmes. Há promoções especiais e combos montados exclusivamente para acompanhar os eventos. Para este semestre os Cine Combos foram renovados (consulte).

Confira a próxima sessão:

28 de agosto às 20 horas – Sessões Cult: A Roda da Fortuna – (Vincent Minelli, 1953)

Siga no Instagram @cineclubeterracota e @colaemgoma para saber das próximas exibições.

Neste ano o Cineclube Terracota conta com apoio da Lei Paulo Gustavo, com recursos do Ministério da Cultura, via Secretaria de Cultura e Turismo de Campinas. O Espaço Goma fica na Avenida Santa Isabel, 518, Barão Geraldo, Campinas/SP.

(Fonte: Com Silvânia Silva)

Artista paulistano Vinícius Caps apresenta exposição inédita na galeria Portal 19 Arte

São Paulo, por Kleber Patricio

Depois de receber os artistas Alexandre Orion, Ivan Shupikov e Anuk, a galeria Portal 19 Arte, localizada nos Jardins, em São Paulo, recebe o artista paulistano Vinicius Caps.

A exposição ‘In Quadro’ apresenta um conjunto de pinturas que desafiam as convenções tradicionais do uso da cor. Neste ambiente, o artista opta por uma paleta restrita de preto, branco e cinza, explorando as profundezas do cubismo através da simplicidade e do contraste. Essas obras monocromáticas revelam a complexidade das formas e das perspectivas, mostrando como a ausência de cor vibrante pode, paradoxalmente, intensificar a expressividade e a profundidade das composições – é uma série de retratos cubistas que utilizam a paleta monocromática para explorar a psicologia humana. As faces são desconstruídas e rearranjadas em uma multiplicidade de ângulos, onde os olhos, bocas e outros traços faciais se dispersam e se recombinam de maneiras inesperadas. A interação entre luz e sombra nessas pinturas cria uma sensação de profundidade e volume que é ao mesmo tempo enigmática e reveladora. A exposição ‘In Quadro’ é uma celebração da simplicidade e da complexidade.

Vinícius Caps desenvolve atividades ligadas ao universo da street art com uma trajetória no graffiti iniciada na capital paulista. Artista visual, produtor cultural e curador, atua na produção de murais, intervenções urbanas, produção de murais internos, exposições e projetos de impacto sociocultural e também ministra oficinas para crianças e adolescentes. Pertencente à atual geração de artistas urbanos da cidade de São Paulo, Vinicius Batista Lima, mais conhecido pelo pseudônimo de CAPS, alcançou reconhecimento por realizar seus trabalhos em locais inusitados da cidade. Desenvolveu um trabalho plástico carregado de expressão unindo sua vivência urbana e erudição na linguagem contemporânea. Seus personagens remetem a figuras do cotidiano e seus sentimentos, mas trazem também à tona seu olhar lírico sobre este tema, compondo obras metafóricas ricas em interpretações no que Humberto Eco chama de ‘obra aberta’. Na técnica de sua pintura, também prova de suas experiências com o graffiti e a pixação e usa principalmente o rolo de espuma, realizando um trabalho cheio de camadas sobrepostas e texturas.

Já expôs em diversas mostras e galerias no Brasil e no exterior, como Art Avenue (Munique, Alemanha, 2016), Strasse Art (Munique, Alemanha, 2015), Stroke Art (Berlim, Alemanha, 2015), 2×45 (embaixada da Áustria, Galeria a7ma, Instituto Goethe, 2014), Exposição Oswald de Andrade no Museu da língua Portuguesa, 2010,  Exposição de Arte Urbana no Museu da Imagem e do Som (São Paulo, 2012), Paper Sunglasses, Absurda (Cartel 011, 2009), Teto e Tinta (Matilha Cultural, São Paulo, 2008), Expo Illegaal (WTC Bruxelas, Bélgica, 2018), Expo coletiva de abertura da Impermanece Gallery (Rennes, França, 2018),  Expo Equidade (Galeria Monica Martins Arts, 2020) e Festival Internacional de Arte Urbana Da Lata 2020 (produção).

Serviço:

Exposição In Quadro, de Vinícius Caps

Local: Portal 19 Arte

Temporada: até 15 de setembro | Horário: a partir das 18h

Endereço: Rua Haddock Lobo 1307, loja 18, Cerqueira César, São Paulo (SP)

Informações adicionais:

Segunda a sexta, das 10h às 18h; sábado, fechado; domingo, das 14h às 18h

Email: portal19arte@gmail.com

Telefone: (11) 96193-6273.

(Fonte: Com Lu Stabile)

Galeria Marilia Razuk apresenta coletiva ‘A confissão, o diário e o retrato’

São Paulo, por Kleber Patricio

Obra de José Leonilson. Fotos: Ana Pigosso.

A Galeria Marilia Razuk apresenta uma exposição coletiva com José Leonilson, Débora Bolzsoni, Guerreiro do Divino Amor, Johanna Calle, Maria Laet, Panmela Castro, Rafael Alonso, Seba Calfuqueo, Sergio Romagnolo e Vinicius Gerheim e curadoria de Ademar Britto. Partindo da característica autobiográfica, traço marcante na obra do artista José Leonilson, a exposição coletiva ‘A confissão, o diário e o retrato’ tem como objetivo investigar como outros artistas contemporâneos utilizam o confessional, o diário e o autorretrato para revelar aspectos íntimos de suas vidas e psiques.

“A ideia surgiu com a proposta de fazer a mostra sobre (e não do) Leonilson. Todos leem a sua obra ao contrário, como se ele tivesse começado a fazer os diários e apontamentos sobre o cotidiano depois de se descobrir HIV positivo. Ele já operava nessa chave”, afirma o curador, que pensou no título quando estava selecionando os núcleos da mostra.

Obra de Johana Calle.

A exposição convida o público a mergulhar na intimidade dos artistas, proporcionando uma experiência reflexiva e pessoal sobre as muitas maneiras como a arte pode espelhar e moldar nossa compreensão de nós mesmos e do mundo ao nosso redor.

Serão apresentados uma escultura de Débora Bolzsoni, fotografia de Maria Laet, desenhos e pintura de Panmela Castro, mixed meia de Guerreiro do Divino Amor, pintura de Sérgio Romagnolo e Vinicius Gerheim, vídeo e fotografia de Seba Calfuqueo, trabalho em tecido de Johanna Calle e um Políptico de Rafael Alonso.

“Seu legado é importantíssimo, pois seu trabalho é sobretudo muito político e levantou questões como saúde, escolhas de vida/sexualidade e por ter se dedicado totalmente à arte, sem fazer concessões”, diz o curador, que é membro do Conselho Curatorial do Solar dos Abacaxis, no Rio de Janeiro.

Obra de Maria Laet.

Ademar Britto é curador com formação em Estudos Curatoriais pela Escola de Artes Visuais do Parque Lage, além de ter frequentado como aluno especial o Programa de Pós-Graduação em Artes Visuais da UFRJ. Tem realizado textos críticos e exposições tanto de artistas emergentes quanto de artistas históricos. É curador do programa SOLO da Feira de Arte do Rio de Janeiro – ArtRIO desde 2022. Membro do Conselho da Plataforma Internacional Contemporary.

Também é médico com formação sanduíche na Universidade do Estado do Amazonas e Université René Descartes-Sorbonne Paris V, especializado em Cardiologia e Mestre em Ciências Cardiovasculares pelo Instituto Nacional de Cardiologia do Rio de Janeiro.

Serviço:

A confissão, o diário e o retrato (coletiva)

Artistas: José Leonilson, Débora Bolzsoni, Guerreiro do Divino Amor, Johanna Calle, Maria Laet, Panmela Castro, Rafael Alonso, Seba Calfuqueo, Sergio Romagnolo e Vinicius Gerheim

Curadoria: Ademar Britto

Exposição: 17/ago – 5/out/2024 | segunda a sexta, 10h30–19h;  sábado, 11h–16h

Local: Galeria Marilia Razuk – Sala 1

Rua Jerônimo da Veiga, 131 – Itaim Bibi, São Paulo, SP

Entrada gratuita

https://www.galeriamariliarazuk.com.br | www.instagram.com/galeriamariliarazuk/.

(Fonte: Com Erico Marmiroli/Marmiroli Comunicação)

 

Memorial da Resistência coloca ditaduras brasileira e argentina em diálogo com abertura de duas exposições

São Paulo, por Kleber Patricio

Brasil: Nunca Mais/Arquivo Edgard Leuenroth – AEL/Unicamp.

O Memorial da Resistência de São Paulo apresentano dia 7 de setembro de 2024, às 11h, a abertura de duas exposições concomitantes: Uma Vertigem Visionária – Brasil: Nunca Mais e Memória argentina para o mundo: o Centro Clandestino ESMA.

A mostra argentina é uma itinerância realizada pelo Museu Sítio de Memória ESMA – Ex-Centro Clandestino de Detenção, Tortura e Extermínio, em Buenos Aires e explora a história do edifício desde a ocupação pelas Forças Armadas durante a última ditadura argentina (1976–1983) até seu reconhecimento como Patrimônio Imaterial da Unesco, em 2023. As violações de direitos humanos cometidas contra mulheres no período também são revisitadas a partir dos testemunhos das sobreviventes.

Em paralelo, com curadoria do pesquisador e professor Diego Matos, a exposição Uma Vertigem Visionária – Brasil: Nunca Mais é dedicada à memória do projeto homônimo, responsável pela mais ampla pesquisa já realizada pela sociedade civil sobre a tortura no Brasil durante a Ditadura Civil-Militar (1964–1985).

Com as duas mostras, o Memorial explora as últimas ditaduras brasileira e argentina ao apresentar diferentes processos de luta e resistência protagonizados em ambos os países latino-americanos. A partir da história oral, coloca ambas as exposições em diálogo para a construção de uma memória coletiva sobre os períodos de repressão.

A abertura contará com a presença de Mayki Gorosito, diretora técnica do Museu Sítio de Memória ESMA, e do curador Diego Matos.

Uma Vertigem Visionária – Brasil: Nunca Mais

Em 400m², a mostra resgata a memória do projeto Brasil: Nunca Mais, empreendida entre 1979 e 1985. A iniciativa foi responsável por sistematizar e produzir cópias, clandestinamente, de mais de 1 milhão de páginas contidas em 707 processos do Superior Tribunal Militar (STM), revelando a extensão da repressão política do Brasil no período.

A história do projeto e seus desdobramentos é apresentada junto a testemunhos de advogados, jornalistas e defensores de direitos humanos envolvidos no projeto, que, por anos, tiveram seus nomes mantidos no anonimato: Paulo Vannuchi, Anivaldo Padilha, Ricardo Kotscho, Frei Betto, Carlos Lichtsztejn, Leda Corazza, Petrônio Pereira de Souza e Luiz Eduardo Greenhalgh.

O arquivo de 707 processos judiciais expõe os depoimentos de presos políticos sobre as ações de repressão, vigilância, perseguição e tortura do aparato estatal. As cópias desse conteúdo, que por anos foram mantidas em segurança em acervos preservados na Suíça e nos EUA, tiveram repatriamento e retornaram ao Brasil em 2011, onde atualmente encontram-se sob salvaguarda do Arquivo Edgard Leuenroth/Unicamp, em Campinas.

O projeto teve apoio do Conselho Mundial de Igrejas e da Arquidiocese de São Paulo, com participação de Dom Paulo Evaristo Arns (1921–2016), arcebispo de São Paulo, e do Rev. James Wright (1927–1999), da Missão Presbiteriana do Brasil Central.

Além dos arquivos do projeto Brasil: Nunca Mais, a exposição apresenta obras da Coleção Alípio Freire, sob salvaguarda do Memorial da Resistência, realizadas por ex-presos políticos como Artur Scavone, Ângela Rocha, Rita Sipahi, Manoel Cyrillo, Sérgio Ferro, Sérgio Sister e o próprio Alípio Freire durante a permanência em presídios de São Paulo na Ditadura.

Também compõem a mostra obras de arte de artistas como Carmela Gross, Regina Silveira, Artur Barrio, Antonio Manuel, Rubens Gerchman, Claudio Tozzi e Carlos Zílio, do Acervo da Pinacoteca de São Paulo, e obras externas de Rivane Neuenschwander, Claudio Tozzi, Carlos Zilio. Rafael Pagatini apresentará uma obra comissionada para a exposição ocupando um mural de 100m² na área externa do museu.

A exposição também lança luz sobre o tempo presente, oferecendo indícios da importância desse debate hoje na perpetuação das permanentes violências do Estado contra suas minorias e populações vulneráveis.

Memória argentina para o mundo: o Centro Clandestino ESMA

Mãe deposita uma flor em um dos túmulos sinalizados como “NN” (nome desconhecido), no Cemitério Parque de Grand Bourg. Buenos Aires, 31 de outubro de 1982. Foto: Autor desconhecido/Acervo Memoria Abierta.

O lugar de memória, antiga sede da Escola Superior de Mecânica da Armada (ESMA), foi o maior centro clandestino da última ditadura civil-militar argentina (1976–1983), onde foram detidas ou desaparecidas cerca de 5 mil pessoas, entre militantes políticos, estudantes e artistas.

Com dois eixos principais divididos em 210m², a exposição apresenta a história do edifício junto a depoimentos com diferentes histórias de luta, lançando um olhar sobre o passado e conectando-o ao tempo presente e as reinvindicações por justiça, verdade e reparação.

O núcleo Patrimonio do Nunca Mais contém um vídeo institucional sobre a ESMA e seis painéis com textos e imagens que abordam a história do edifício. Já Ser mulheres na ESMA aborda as violências específicas a quais mulheres sofreram durante seus sequestros e detenções, como a maternidade durante a prisão, a solidariedade entre as presas e os caminhos adotados para a recuperação física e psicológica das vítimas.

Ex-Centro Clandestino de Detenção, Tortura e Extermínio. Foto: Divulgação/Museu Sítio de Memória ESMA.

Também compõe o espaço expositivo uma ocupação com fotografias documentais do acervo Memoria Abierta, aliança de organizações argentinas de direitos humanos que promove a memória sobre as violações de direitos no passado recente, ações de resistência e lutas pela verdade e justiça, para refletir sobre o presente e fortalecer a democracia. A fim de apresentar ao público brasileiro a memória visual do período, a ocupação traz registros dos fotógrafos Daniel García, Eduardo Longoni e duas imagens sem autoria definida. Além de reforçar a importância da história oral, a mostra busca valorizar a preservação e a musealização de lugares de memória difícil – em estreito diálogo com a exposição temporária dedicada ao projeto Brasil: Nunca Mais.

Sobre o museu

O Memorial da Resistência de São Paulo é o principal museu de história dedicado à memória política das resistências e da luta pela democracia no Brasil e tem como missão a valorização da cidadania, da pesquisa e da educação a partir de uma perspectiva plural e diversa sobre o passado, o presente e o futuro.

Aberto ao público em 2009, o museu é um lugar de memória dedicado a preserva a história do prédio onde operou entre 1940 e 1983 o Departamento Estadual de Ordem Política e Social (Deops/SP), uma das polícias políticas mais truculentas da história do país.

Por meio de exposições temáticas de grande impacto social, ações educativas, atividades para pessoas com deficiência e programações culturais gratuitas, o museu se consolidou como referência em Educação em Direitos Humanos, promovendo o pensamento crítico e desenvolvendo atividades sobre Direitos Humanos, Repressão, Resistência e Patrimônio.

Serviço:

Abertura: 7 de setembro de 2024

Memorial da Resistência: Largo General Osório, 66 Santa Ifigênia, São Paulo, SP

Telefone: 55 (11) 3335-5910

Entrada gratuita

Aberto de quarta a segunda (fechado às terças), das 10h às 18h.

(Fonte: Com Juliana Victorino/Agência Jacarandá)

ADM e Parque Vida Cerrado apresentam guia de fauna com espécies identificadas no Oeste da Bahia

Bahia, por Kleber Patricio

Tatu-bola está entre as espécies identificadas pelo monitoramento. Foto: Parque Vida Cerrado.

A ADM, líder global de originação, insumos, nutrição humana e animal, e o Parque Vida Cerrado, centro referência na conservação da biodiversidade, pesquisa e educação socioambiental do Oeste baiano, apresentam a primeira edição do Guia de Fauna, resultado do projeto Investigando o Cerrado, que tem o objetivo de monitorar espécies no bioma. Entre 2020 e 2023, o estudo identificou 35 mamíferos em mais de 200 mil horas de acompanhamento, bem como 11.643 registros de imagens.

O projeto consistiu na instalação de 25 câmeras fotográficas equipadas com sensores de movimento e infravermelho para captura remota em seis propriedades rurais localizadas nos municípios de Barreiras e Luís Eduardo Magalhães, território onde também fica o Parque Vida Cerrado. Dentre as espécies de mamíferos selvagens identificadas, estão o Bugio-preto, a Capivara, Cotia, Paca, Tamanduá-bandeira, Tatu-bola e Quati, animais importantes para dispersão de sementes, identificação de doenças e para a regeneração florestal. O Javali (Sus Scrofa), considerado um animal exótico, também marcou presença na região.

Além disso, os registros encontraram 11 animais ameaçados de extinção no Oeste Bahiano. São importantes achados para os esforços de preservação da fauna, pois permite que pesquisadores entendam melhor a rotina das espécies e façam um acompanhamento próximo.

“Os resultados do estudo nos auxiliam a encontrar caminhos para potencializar a conexão entre o ecossistema agrícola e a conservação ambiental. O contato próximo entre a ADM e produtores rurais é importante para a conscientização e para que juntos possamos colocar em prática políticas de desenvolvimento sustentável e proteção da biodiversidade”, explica Diego Di Martino, diretor de Sustentabilidade da ADM para a América Latina.

Após a publicação do Guia de Fauna, ADM e Parque Vida Cerrado têm como objetivo continuar o monitoramento para que seja possível contribuir ainda mais para a conservação da biodiversidade e da fauna local, bem como propor iniciativas de conscientização para a comunidade. Como parte do projeto, são oferecidas ações de educação ambiental e workshops para alunos e professores das escolas locais Maria Otília (LEM/Estadual) e Santa Luzia (Barreiras/Municipal) de forma a aumentar sua conscientização e envolvê-los em questões ambientais. A iniciativa, bem como o Parque Vida Cerrado, conta ainda com o apoio do Grupo Galvani e do Instituto Lina Galvani.

Para o Parque Vida Cerrado, a parceria com a ADM tem sido fundamental para fortalecer os laços com as propriedades locais e estabelecer bases para a conservação na região oeste da Bahia. “Esta colaboração permitiu a coleta de dados essenciais, que são cruciais para a elaboração de projetos específicos para a conservação da biodiversidade em uma das áreas produtivas mais importantes do país. Com essas informações, podemos implementar ações concretas que beneficiem tanto o meio ambiente quanto as comunidades locais, promovendo um desenvolvimento sustentável e harmonioso”, reforça Gabrielle Rosa, coordenadora do Parque Vida Cerrado.

O impacto para os produtores locais

Por meio do projeto, a ADM e o Parque Vida Cerrado também estão se conectando com os produtores locais para divulgar os resultados do projeto e aumentar a sensibilização de todos em relação à presença das espécies silvestres na área e fornecer orientações para proteger a fauna do bioma.

Escolhido para participar do projeto, o produtor local Jarbas Bergamaschi está orgulhoso dos resultados obtidos em sua fazenda. “Estamos satisfeitos com a escolha. Isso demonstra a responsabilidade que assumimos de cuidar do meio ambiente. Estamos preservando a reserva legal e o Rio Borá por meio do plantio direto, da coleta seletiva, da reciclagem de materiais descartados na fazenda e conscientizando sobre a importância dessas ações entre nossos funcionários. Todas essas ações possibilitam uma convivência saudável da fauna com a área preservada e as áreas de produção da fazenda. Existe um equilíbrio.”

Agricultura sustentável e a biodiversidade

Como um dos principais processadores agrícolas e fornecedores de ingredientes alimentícios do mundo, a ADM se compromete a construir cadeias de suprimentos agrícolas rastreáveis e transparentes que protejam florestas, biodiversidade e comunidades em todo o mundo. A ADM foi a primeira e única empresa do comércio de commodities agrícolas a mobilizar parcerias com produtores rurais e especialistas em biodiversidade em prol de projetos voltados à restauração de vegetação nativa. A aplicação de práticas de preservação pelos agricultores auxilia toda a cadeia produtiva e promove o desenvolvimento socioeconômico. “Entendemos a conexão com os produtores rurais como essencial em nossa atuação. Nossa parceria em ações de preservação do bioma é vital e nos ajuda a avaliar de forma assertiva iniciativas que levem em conta a interdependência entre a fauna e os ecossistemas agrícolas”, finaliza Di Martino.

Acesse o Guia de Fauna completo e as imagens. Para saber mais sobre o compromisso da ADM em proteger a biodiversidade e as comunidades em todo o mundo, visite www.adm.com/en-us/sustainability/.

Sobre o Parque Vida Cerrado | Fundado em 2006 pelo Grupo Galvani e mantido pelo Instituto Lina Galvani, o Parque Vida Cerrado é o primeiro e único centro de conservação da biodiversidade, pesquisa e educação socioambiental do Oeste baiano. Localizado entre os municípios de Barreiras e Luís Eduardo Magalhães, mantém um criadouro científico para fins de conservação de animais silvestres, um Centro de Excelência em Restauração com ampla expertise no bioma Cerrado e um núcleo para realização de projetos e atividades socioambientais. Em 18 anos de atuação, envolveu mais de 30 mil pessoas em suas ações, distribuiu milhares de mudas para reflorestamento urbano e rural, capacitou centenas de coletores de sementes nos assentamentos e reproduziu, com sucesso, mais de 40 animais silvestres.

(Fonte: Com Gustavo Neubauer/Edelman)