Notícias sobre arte, cultura, turismo, gastronomia, lazer e sustentabilidade

Arte & Cultura

Rio de Janeiro

Etc e Tal transforma “Dom Quixote” em uma experiência visual arrebatadora e reafirma a força da mímica brasileira no cenário contemporâneo

por Kleber Patrício

Uma das companhias mais importantes do teatro físico brasileiro, a carioca Etc e Tal apresenta Dom Quixote, espetáculo infanto-juvenil sem palavras que reinventa o clássico de Miguel de Cervantes por meio da mímica, da comicidade gestual e de uma sofisticada dramaturgia visual. A estreia acontece no dia 7 de março de 2026 no Teatro Glaucio […]

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Lazer & Gastronomia

Inglaterra

British Pullman, A Belmond Train, Inglaterra, apresenta “Celia”, vagão exclusivo assinado por Baz Luhrmann e Catherine Martin

por Kleber Patrício

Novo vagão é dedicado a eventos e jantares privados; espaço foi idealizado e desenhado pelo cineasta Baz Luhrmann, diretor de filmes como Moulin Rouge!, The Great Gatsby e Elvis, e pela figurinista e designer de produção Catherine Martin, quatro vezes vencedora do Oscar por seu trabalho em Moulin Rouge! e The Great Gatsby

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Taças entre montanhas: enoturismo é destaque na região de Campos do Jordão

Campos do Jordão, por Kleber Patricio

Vinícola Raízes do Baú oferece uma bela visão da Pedra do Baú, que deu o nome do empreendimento. Foto: Divulgação/Raízes do Baú.

O clima ameno, as paisagens serranas e a tradição gastronômica sofisticada são algumas características que tornaram Campos do Jordão um dos destinos mais procurados do Brasil para o turismo. Mas, nos últimos anos, a cidade também tem se destacado como um pólo promissor para os amantes do vinho. O enoturismo na região vem ganhando força, impulsionado por vinícolas que aproveitam as condições diferenciadas de altitude para produzir rótulos notáveis e safras premiadas.

A degustação guiada, o passeio pelos vinhedos e a harmonização com uma gastronomia selecionada são algumas das experiências proporcionadas pelas vinícolas ao redor de Campos do Jordão, que levam a uma imersão no universo do vinho em meio à beleza da Serra da Mantiqueira. Para quem busca sabores memoráveis e cenários encantadores, o destino se firma como uma opção imperdível para explorar a qualidade da viticultura brasileira. Certamente, a viagem com uma programação repleta de brindes será ainda mais especial.

Um dos destaques do enoturismo regional é a premiada Vinícola Ferreira, fundada em 2010 em Campos do Jordão – o primeiro vinhedo da cidade. Com o crescimento das suas plantações, o fundador e proprietário Dormovil Ferreira precisou buscar nas proximidades um terreno mais adequado para o plantio das uvas, encontrando-o na divisa de São Paulo e Minas Gerais, no município de Piranguçu, a 27 km de distância do centro de Campos. Ali, conseguiu explorar plantações das uvas Merlot, Pinot Noir, Cabernet Sauvignon, Shiraz, Cabernet Franc, Petit Verdot e Sauvignon Blanc. Há até mesmo uma produção da uva Gewürztraminer, rara no Brasil e tradicional da região da Alsácia, na França. A previsão é que em 2025 a produção total da vinícola seja de, aproximadamente, 60 mil garrafas.

Vinícola Ferreira conta com rótulos premiados na sua produção. Foto: Divulgação/Vinícola Ferreira.

O produtor destaca que suas uvas não têm agrotóxico e que o cuidado na produção dos últimos anos trouxe reconhecimento para seus vinhos. “Conseguimos produzir uvas de excelente qualidade, tanto que uma das duas medalhas de ouro que o Brasil tem no prêmio Decanter é da vinícola Ferreira”, aponta. O Decanter World Wine Awards (DWWA), de Londres, é considerado o “Oscar dos vinhos” e existe há 22 anos. O rótulo premiado é o tinto Piquant Soléil Syrah 2023, um varietal 100% Syrah que não passa por envelhecimento.

É na área rural de Piranguçu que os visitantes podem conhecer os vinhedos da Vinícola Ferreira, fazer uma degustação de cinco rótulos (no valor de R$ 282 para duas pessoas) ou mesmo escolher um almoço de menu degustação de seis tempos, harmonizado com seis tipos de vinhos. O custo é de R$ 545 por pessoa. Quem preferir visitar somente a cidade de Campos do Jordão pode colocar no roteiro a loja Adega “Des Vins Primés”, no centro da cidade. O endereço oferece os principais rótulos da vinícola, o menu degustação e ainda a gastronomia do restaurante Ferreira’s Bistrô.

O potencial das colheitas de inverno

Em 2018 foi criada a Vinícola Villa Santa Maria, empreendimento que surgiu do sonho da família Carbonari de produzir vinhos como aqueles encontrados na terra dos avós, que deixaram a Itália para virem para o Brasil. Os rótulos da casa, que levam a marca Brandina, são uma homenagem à matriarca, a “nonna” Brandina. A vitivinícola fica localizada em São Bento do Sapucaí, a 28 km de Campos do Jordão.

Quem escolhe visitar o restaurante local para uma refeição harmonizada tem a opção de experimentar o menu degustação de cinco tempos (R$ 330 por pessoa) ou simplesmente pode ficar bebericando os vinhos selecionados acompanhados das bruschettas em uma área reservada para os petiscos. A sócia-proprietária da vinícola Célia Carbonari informa que é comum os visitantes chegarem antes da hora do almoço e ficarem até as 17h.

Vinícola Villa Santa Maria oferece um passeio nos parreirais, degustação e restaurante com almoço harmonizado para os visitantes. Foto: Divulgação/Vinícola Villa Santa Maria.

Na propriedade é possível fazer o tour pelo parreiral, visitar a cave, realizar um piquenique com itens fornecidos pelo local, degustar os vinhos (a degustação de quatro rótulos e do hidromel da casa custa R$ 150) e apreciar uma refeição com uma bela vista da região do Vale do Baú na Serra da Mantiqueira. Célia acredita que o vinho é uma bebida democrática e defende que a melhor maneira de o degustar é aquela que a pessoa prefere. Na casa, portanto, apreciar uma boa garrafa é uma experiência leve. “Nós sugerimos harmonizações para os clientes, mas o importante é o que cada um gosta de beber”, completa.

A Villa Santa Maria se destaca por suas colheitas de inverno e foi premiada com medalha de prata no prêmio Decanter pelo rótulo Brandina Assemblage 2020, feito das uvas Syrah e Cabernet Franc sem maturação em barrica. “Quando começamos a plantar não se falava tanto na qualidade dos vinhos brasileiros, ainda mais da nossa região da Serra da Mantiqueira, mas aqui conseguimos produzir rótulos excelentes”, explica a proprietária. As uvas produzidas na vinícola são provenientes de mudas encontradas na região de Bordeaux, na França, como as tintas Cabernet Franc, Cabernet Sauvignon, Merlot e Syrah, e as brancas Sauvignon Blanc, Chardonnay e Viognier.

O charme das vinícolas boutique

Vinícolas boutique são aquelas que produzem seus rótulos em uma escala menor e existem algumas na região. A Raízes do Baú, por exemplo, localizada em São Bento do Sapucaí (cerca de 30 quilômetros do centro de Campos do Jordão) disponibiliza aproximadamente 8 mil garrafas por ano. Com uma produção mais enxuta, o foco da vinícola é aproveitar a colheita de inverno e a técnica da poda dupla para dar origem à rótulos de aromas e notas diferenciadas. “Temos vinhos mais potentes no teor alcóolico e também mais aromáticos. Nosso terroir nos permite ter produtos bem diferentes em aromas e sabores do que as mesmas cepas plantadas em outros lugares. São vinhos bem equilibrados e surpreendem o paladar”, detalha Marcelo Habice da Motta, proprietário da vinícola.

Espaço Essenza Vinícola Boutique oferece degustação harmonizada com produtos artesanais, como azeites, pães e charcutaria. Foto: Divulgação/Espaço Essenza.

A Raízes do Baú produz rótulos das uvas Syrah, Viognier, Cabernet Sauvignon, Malbec, Petit Verdot, Pinot Noir, Pinot Meunier (usada na produção do Champagne francês), Chardonnay e Pinot Grigio. Quem visita o espaço pode fazer um tour guiado de duas horas para descobrir os parreirais, conhecer o preparo dos vinhos e ter uma vista impressionante da Pedra do Baú, que nomeia o lugar. O passeio termina com a degustação de três a cinco vinhos (cujo valor é R$ 190 por pessoa), dependendo da produção da vinícola, que é harmonizada com guloseimas artesanais da casa e de outros pequenos produtores da região, incluindo frutas, pães, queijos, embutidos, geleias, torradas, patês e chutneys. O visitante ainda pode levar para casa uma cerveja de castanha fabricada no local. É importante fazer reserva com antecedência.

Localizada também a 30 quilômetros do centro de Campos do Jordão, a Essenza Vinícola Boutique está em uma propriedade a 1.200 metros de altitude cercada pela Mata Atlântica. A vinícola produz rótulos com as uvas Shiraz (um rosé laureado com três prêmios Decanter), Sauvignon Blanc, Alvarinho, Cabernet Franc e Merlot.

Quem visita a vinícola pode fazer o tour “Sabores da Mantiqueira”. “O passeio inclui explicações sobre o cultivo das uvas e das oliveiras, além de uma degustação harmonizada com produtos artesanais, como azeites, pães e charcutaria. Cada detalhe é pensado para conectar o visitante ao terroir da Mantiqueira e proporcionar um entendimento mais profundo da nossa produção”, diz Herbert Sales, produtor e proprietário da Essenza Vinícola Boutique. O valor da experiência é R$ 280 por pessoa. A vinícola ainda oferece menus degustação no restaurante Mantikir de três, cinco ou sete passos, elaborados por chefs que utilizam ingredientes sazonais e frescos, muitos deles produzidos no próprio local. No local, há mais um produto premiado: o azeite Mantikir foi eleito duas vezes o melhor do hemisfério sul pelo prêmio CA Ovibeja, de Portugal.

Vinícola Bela Vista é a mais alta do país e oferece uma vista impressionante da Serra da Mantiqueira. Foto: Divulgação/Vinícola Bela Vista.

A vinícola mais alta do país também fica na região. A Bela Vista, em São Bento do Sapucaí, faz jus ao nome, pois fica a 1.785 mil metros de altitude e oferece uma vista impressionante da Serra da Mantiqueira. Jovem e ainda bem pequena, a vinícola que surgiu em 2019 ainda tem uma produção diminuta. A safra de 2025 produziu cerca de 600 garrafas. As visitas começam na temporada de inverno, a partir da segunda quinzena de maio e costumam se estender até agosto.

Os visitantes são levados da propriedade onde podem apreciar a paisagem com um piquenique que inclui uma tábua de frios e frutas, e mais duas taças de vinhos locais – para este ano serão um rosé de Cabernet Franc e um tinto de corte das uvas Syrah e Marselan (no valor de R$ 220). Além dessas, há também no local a uva Chardonnay. “Os nossos vinhos são bastante frutados, uma característica da região. Por conta da altitude e das condições climáticas, há uma grande amplitude térmica, muito frio e muito calor”, explica Marcos Marcos Vinícius Cardoso da Silva, um dos sócios-proprietários da Bela Vista.

Novidade e diferencial do enoturismo nas montanhas

Os amantes de vinhos, portanto, têm boas opções de passeio ao se hospedarem em Campos do Jordão e em breve terão mais uma: a Vinícola Triú, que está em desenvolvimento há quatro anos, terá a sua primeira colheita em agosto de 2025. Ela faz parte de uma iniciativa do grupo RPE de hospitalidade com o objetivo de expandir sua atuação na Serra da Mantiqueira. Um dos objetivos do empreendimento é competir com grandes nomes da viticultura brasileira e oferecer uma experiência completa para seus visitantes de hotelaria, gastronomia e enoturismo.

A Triú, novidade na região, está situada na cidade de Campos do Jordão e vai ser opção para os amantes de vinho que visitarem a cidade. Foto: Divulgação/Vinícola Triú.

“O enoturismo em Campos do Jordão e na Serra da Mantiqueira é um convite para vivenciar experiências autênticas e sofisticadas. A combinação de terroir diferenciado, altitude elevada e clima frio proporciona vinhos de alta qualidade que conquistam cada vez mais apreciadores”, explica Rafael Marcandali, membro do Consórcio Aproveite Campos do Jordão e presidente da Associação Brasileira de Sommeliers (ABS-SP – Vale e Litoral Norte). Segundo Rafael, a excelência da região na vinicultura evidencia o potencial crescente dos produtores locais e fortalece a identidade da Serra da Mantiqueira como um importante destino enoturístico.

“Promover o enoturismo na região é valorizar nossa cultura e oferecer experiências que vão além da degustação, abraçando a beleza natural e a sofisticação da nossa gastronomia. A Serra da Mantiqueira se consolida como um destino relevante e diferenciado, e é essencial fortalecer essa identidade, promovendo nossos produtores e seus rótulos premiados. O enoturismo é um pilar estratégico para o desenvolvimento do turismo em Campos do Jordão e na Mantiqueira, e merece todo o nosso apoio e divulgação”, completa Rafael.

Serviço:

Vinícola Ferreira

Endereço: Bairro Vila Maria Estrada Campos do Jordão/Piranguçú, BR-383 – ao lado da Represa São Bernardo – Piranguçú, MG

Telefone: (11) 95027-3808

Dias e horários de funcionamento: quinta a domingo, das 10h às 16h (indicado fazer reserva)

Instagram: @vinicola.ferreira

Vinícola Villa Santa Maria

Endereço: Estrada Municipal José Theotônio da Silva, s/n, Bairro do Baú, São Bento do Sapucaí (SP), a 10 km do Auditório Cláudio Santoro em Campos do Jordão

Telefone: (12) 99633-0222

Dias e horários de funcionamento: de quarta a domingo, das 11h às 17h (somente com reserva)

Instagram: @vinicola_villasantamaria_

Vinícola Raízes do Baú

Endereço: Estrada Municipal José Theotonio Silva, 9400, São Bento do Sapucaí

Telefone: (12) 99600-7711

Dias e horários de funcionamento: sexta a domingo e feriados, das 10h às 17h (tours das das 9h às 16h)

Instagram: @vinicolaraizesdobau

Espaço Essenza Vinícola Boutique

Endereço: Santo Antônio do Pinhal – SP, 12450-000

Telefone: (12) 99687-3643

Dias e horários de funcionamento: sexta a domingo e feriados, das 10h30 às 16h

Instagram: @espacoessenza.oficial

Vinícola Bela Vista

Endereço: Estr. Maj. Pereira, km 6,7 – Campo do Serrano, São Bento do Sapucaí, SP

Dias e horários de funcionamento: sábados, das 10h às 20h (reservas pelo Instagram)

Instagram: @vinicolabelavista

Vinícola Triú

Instagram: @triuvinicola

(Com Aline Guevara/Business Factory)

Livro infantil inspira proteção das florestas com lição de vida

São Paulo, por Kleber Patricio

Capa do livro.

No dia 17 de julho, celebra-se o Dia da Proteção das Florestas, data que alerta para a importância de preservar os ecossistemas naturais e manter vivo o equilíbrio ambiental. Neste contexto, o livro “O Vaga-lume Pirilampo”, da autora Isa Colli, publicado pela Colli Books, ganha destaque por unir educação ambiental e uma comovente história de superação e solidariedade.

Na obra, o protagonista Pirilampo, um vaga-lume adolescente, vive com sua família na Floresta Negra, um povoado sereno e harmonioso. Tudo muda quando seu pai adoece e ele precisa assumir responsabilidades para ajudar em casa. Com sensibilidade, a narrativa aborda o amadurecimento do jovem inseto diante dos desafios, sem deixar de lado o pano de fundo: a floresta como espaço de vida, resistência e equilíbrio. “O Pirilampo representa muitos jovens que descobrem sua força em tempos difíceis. Ambientar essa história em uma floresta é meu modo de lembrar às crianças que preservar a natureza também é cuidar da nossa própria história”, afirma a autora Isa Colli.

A literatura como guardiã das florestas

Livros têm o poder de formar leitores mais conscientes. Obras como a de Isa Colli promovem não apenas o gosto pela leitura, mas também valores ambientais essenciais, como o respeito à natureza, o cuidado com os recursos naturais e a empatia com todos os seres vivos. “A literatura infantil pode tocar profundamente os pequenos leitores. Meu objetivo é que cada criança que leia o Pirilampo sinta-se parte da floresta e queira protegê-la”, destaca a escritora.

Em O Vaga-lume Pirilampo, o leitor é conduzido a refletir sobre a preservação da floresta como um bem coletivo e urgente. Com narrativa envolvente, a obra mostra que ações individuais — mesmo de um pequeno vaga-lume — podem fazer a diferença.

A Colli Books, com forte atuação no segmento infantojuvenil, reforça seu compromisso com a educação sustentável, oferecendo obras que dialogam com temas atuais e relevantes. O livro é ideal para uso em escolas, clubes de leitura e projetos educativos.

Neste Dia da Proteção das Florestas, a mensagem do jovem Pirilampo ecoa como um convite: construir um futuro mais verde começa com a formação de leitores mais conscientes.

Para mais informações, acesse www.collibooks.com.

(Fonte: Ferraz Comunicação)

Renata Tassinari celebra 40 anos de trajetória com a exposição “Frestas” no CCBB RJ

Rio de Janeiro, por Kleber Patricio

Renata Tassinari. Fotos: Romulo Fialdini

O Centro Cultural Banco do Brasil Rio de Janeiro inaugura na quarta-feira, dia 16 de julho, a exposição “Frestas”, que celebra os 40 anos de trajetória da artista Renata Tassinari.  Com curadoria de Felipe Scovino, será apresentado um recorte da mais recente produção da artista, em trabalhos que exploram a cor e a geometria, em diálogo com o espaço arquitetônico.

“A exposição apresenta um recorte da produção da artista com foco na geometria e nas situações intervalares que sua pintura objetual apresenta. A pesquisa em torno de uma forma que tende à não fixação, move suas obras para um lugar onde a cor e a forma tendem a idealizar uma ideia ou imagem da natureza”, afirma o curador Felipe Scovino.

Renata Tassinari_Lanterninhas Narciso II_2025_óleo sobre moldura acrílica espelhada_Foto Romulo Fialdini

Renata Tassinari – Lanterninhas Narciso II – 2025 – óleo sobre moldura acrílica espelhada.

A exposição, que será apresentada na Sala A, no segundo andar do CCBB RJ, terá cerca de doze trabalhos, recentes e inéditos, feitos sobre caixas de acrílico, que são pintadas por fora e por dentro, em cores diversas. As obras possuem formatos variados, sendo alguns em grandes dimensões, com tamanhos que chegam a 2,70m X 3,50m. Apesar de não serem feitas no suporte tradicional da tela, a artista chama as obras de pinturas. “Os trabalhos tem uma relação muito forte com a forma e com a cor, uma pesquisa que venho desenvolvendo há muitos anos. São pinturas, mas tem um caráter muito de objeto porque saem da parede e conversam com o espaço”, afirma Renata Tassinari.

Mesmo já trabalhando há bastante tempo com as caixas de acrílico, ao longo dos anos a artista foi criando novos formatos e trazendo novos elementos para as obras, como a madeira e, mais recentemente, o acrílico espelhado, que poderá ser visto em muitas obras da exposição. “Chamei alguns trabalhos de ‘Narciso’ por causa do espelho. O acrílico espelhado não é como um espelho no qual você vê exatamente a sua imagem, é uma imagem distorcida. A cor entra como um elemento fixo e mais rígido e o acrílico espelhado com esse movimento, com essa estranheza, trazendo uma imagem que não é exatamente clara”, ressalta a artista.

A imagem refletida pelo acrílico espelhado é distorcida, tem movimento, como o fluxo de água de um rio. “A cor nas obras de Tassinari corre. Mesmo concentrada, adquirindo um certo grau de espessura, a cor deseja o movimento. A estrutura de acrílico, preenchida de cor, longilínea e quebradiça condiciona um deslocamento. Há decididamente a imagem metafórica de um rio e não é à toa, portanto, que alguns títulos, mais uma vez, evoquem esse universo das águas”, diz o curador, referindo-se aos nomes de obras como “Marola” e “Ultramar”.

Renata Tassinari – Narciso II – 2023 – óleo sobre moldura acrílica espelhada.

A artista começou a trabalhar com as caixas de acrílico – que inicialmente eram usadas como moldura para seus desenhos – em 2002, com o intuito de ampliar a relação arquitetônica das obras com o espaço. No início, ela pintava apenas por cima das caixas, mas, com o tempo, começou a pintar também internamente. “Faço uma relação entre a cor e o brilho; a tinta acrílica vai por dentro e tinta a óleo vai por fora. Venho de uma tradição de pintura na tela de muitos anos e gosto de usar o óleo, pois acho que as cores são mais interessantes, gosto da textura, ela tem mais corpo, acho que funciona melhor”, conta a artista.

As obras possuem diversos formatos, sejam horizontais, verticais, em L ou em cruz. Em algumas obras, como “Ultramar” e “Copacabana”, por exemplo, o acrílico espelhado entra como um elemento entre duas barras verticais, criando um espaço, um intervalo entre elas. Em outras, como “Marola”, o acrílico espelhado é completado por cores variadas. Já as obras em formato de L parecem ser parte de uma estrutura geométrica a ser completada. Desta forma, o nome da exposição – “Frestas” – tem a ver com essas questões, com o intervalo, com os espaços vazados. “Há esta ideia de fratura, da espera de uma espécie de complemento, sejam nas ‘Beiras’, seja na ‘Marola’ ou em ‘Narciso’. No caso de ‘Narciso’, esse complemento vem muito do espelhamento que o trabalho produz e, portanto, da relação do espectador que se vê dentro daquele trabalho. A geometria, de alguma forma, se alimenta daquele espectador, há um certo grau cinético”, ressalta o curador.

Para criar os trabalhos, a artista faz um desenho prévio, com as cores e formatos que deseja utilizar. “É um trabalho muito mental. Primeiro faço um desenho e depois mando executar no acrílico os formatos que quero. São feitos por parte, pinto todos por dentro e por fora e, quando estão prontos, monto diretamente na parede”, conta a artista.

SOBRE A ARTISTA

Renata Tassinari – Vermelho Dois L – 2022 – tinta acrílica e óleo sobre moldura acrílica.

Renata Tassinari (São Paulo, 1958) formou-se em Artes Plásticas na Fundação Armando Álvares Penteado, FAAP, em 1980. Dentre suas últimas exposições individuais estão: Reflexos (2024), na Galeria Marilia Razuk, São Paulo; “Construções Planares” (2023), na Maneco Muller: Multiplo, Rio de Janeiro; “Beiras” (2019), na Galeria Marília Razuk, São Paulo; “A Espessura da Cor” (2018), na Lurixs Arte Contemporânea, Rio de Janeiro; “Renata Tassianari” (2015), no Paço Imperial, Rio de Janeiro; “Cor e Estrutura – Pinturas, Desenhos e Colagens” (2015), no Instituto Tomie Ohtake, São Paulo, entre outras. Dentre suas principais exposições coletivas estão: “A Tela Insurgente” (2025), no Instituto Figueiredo Ferraz, Ribeirão Preto; “Mulheres na Coleção MAR” (2018), no Museu de Arte do Rio, Rio de Janeiro; “Brazilianart” (2006), no Pavilhão da Bienal, São Paulo; “Arquivo Geral” (2006), no Centro Hélio Oiticica, Rio de Janeiro; “1ª Mostra do Programa de Exposições” (1999), no Centro Cultural São Paulo; mostra no Museu de Arte de Ribeirão Preto (MARP), SP, em 1998, entre outras.  

SOBRE O CURADOR

Felipe Scovino é professor associado do Departamento de História e Teoria da Arte da UFRJ, crítico de arte e curador. Organizou exposições como: Cao Guimarães: estética da gambiarra (Parque Lage, 2012), Marcelo Silveira: O guardião de coisas inúteis (MAMAM, 2014), Diálogos com Palatnik (MAM-SP, 2014), Barrão: fora daqui (Casa França-Brasil, 2015), Narrativas em processo: livros de artista na coleção Itaú Cultural (Itaú Cultural, 2017; MON, 2018; MAR, 2023, Franz Weissmann: o vazio como forma (Itaú Cultural, 2019) que recebeu o prêmio APCA de melhor retrospectiva, Grid: Ascânio MMM (MON, 2022), Edu Coimbra: terraço (Sesc Santo Amaro, Um olhar afetivo para a arte brasileira: Luiz Buarque de Hollanda (Flexa, Rio de Janeiro, 2024). Juntamente com Paulo Sergio Duarte, foi curador de Lygia Clark: uma retrospectiva (Itaú Cultural, São Paulo, 2012), que recebeu o prêmio de Melhor Retrospectiva 2012 pela APCA. Foi curador de Abraham Palatnik: a reinvenção da pintura (CCBB, Brasília, 2013; MON, 2014; MAM-SP, 2014; Fundação Iberê Camargo, 2015; CCBB-RJ, 2017; CCBB-BH, 2021) que recebeu o prêmio de melhor exposição pela APCA em 2014 e Elisa Martins da Silveira (MAR, 2024). Foi curador-adjunto de Diálogo concreto: design e construtivismo no Brasil (Caixa Cultural, RJ, 2008 e Caixa Cultural, SP, 2009). 

SOBRE O CCBB RJ

Inaugurado em 12 de outubro de 1989, o Centro Cultural Banco do Brasil Rio de Janeiro marca o início do investimento do Banco do Brasil em cultura. Instalado em um edifício histórico, projetado pelo arquiteto do Império, Francisco Joaquim Bethencourt da Silva, é um marco da revitalização do centro histórico da cidade do Rio de Janeiro. São 35 anos ampliando a conexão dos brasileiros com a cultura com uma programação relevante, diversa e regular nas áreas de artes visuais, artes cênicas, cinema, música e ideias. Quando a cultura gera conexão ela inspira, sensibiliza, gera repertório, promove o pensamento crítico e tem o poder de impactar vidas. A cultura transforma o Brasil e os brasileiros e o CCBB promove o acesso às produções culturais nacionais e internacionais de maneira simples, inclusiva, com identificação e representatividade que celebram a pluralidade das manifestações culturais e a inovação que a sociedade manifesta. Acessível, contemporâneo, acolhedor, surpreendente: pra tudo que você imaginar.    

Serviço:

Renata Tassinari – Frestas

16 de julho a 22 de setembro de 2025

Centro Cultural Banco do Brasil Rio de Janeiro (Sala A)

Endereço: Rua Primeiro de Março, 66 – 1º andar – Centro – Rio de Janeiro – RJ

Informações: (21) 3808-2020 | ccbbrio@bb.com.br

Funcionamento: De quarta a segunda, das 9h às 20h. Fechado às terças-feiras.

Classificação indicativa: livre

Entrada gratuita

Ingressos disponíveis na bilheteria física ou pelo site do CCBB – bb.com.br/cultura.

Curadoria: Felipe Scovino

Produção: Tisara Arte Produções

Realização: Centro Cultural Banco do Brasil.

(Com Beatriz Caillaux/ Midiarte Comunicação)

Osesp recebe Simon Trpceski como solista no Concerto Para Piano Nº 1 de Tchaikovsky

São Paulo, por Kleber Patricio

Osesp na Sala São Paulo. Foto: Alexandre Silva.

A Fundação Osesp, o Governo do Estado de São Paulo, por meio da Secretaria da Cultura, Economia e Indústria Criativas, e o Ministério da Cultura apresentam na Sala São Paulo a Temporada Osesp 2025.

No programa desta semana, de quinta-feira (17/jul) a sábado (19/jul), a Orquestra Sinfônica do Estado de São Paulo – Osesp segue sob a batuta do regente russo Vasily Petrenko. A abertura fica por conta de uma obra incontornável do repertório: o Concerto para piano nº 1, de Pyotr Ilyich Tchaikovsky (1840-1893). Trompas e cordas fazem uma breve e solene introdução para a entrada do piano e do célebre tema do Concerto, que será interpretado pelo pianista macedônio Simon Trpceski.

Após o intervalo, Petrenko retorna a seu compatriota Dmitri Shostakovich (1906-1975), regendo a pungente e sombria Sinfonia nº 14 em sol menor, concluída em 1969. Escrita para uma pequena orquestra de cordas com percussão, a obra segue a tradição mahleriana (iniciada por Beethoven) ao incorporar vozes solistas — aqui serão a soprano Julia Korpacheva e o baixo Gleb Peryazev. Dividida em 11 movimentos interligados, a sinfonia é baseada em poemas de autores como Federico García Lorca e Guillaume Apollinaire, refletindo temas recorrentes de morte e sofrimento.

Os ingressos estão à venda no site da Osesp, com preços a partir de R$ 42,00. Vale lembrar que a apresentação de sexta-feira (18/jul), às 20h, terá transmissão ao vivo pelo YouTube da Osesp.

Orquestra Sinfônica do Estado de São Paulo – Osesp

Desde seu primeiro concerto, em 1954, a Osesp tornou-se parte indissociável da cultura paulista e brasileira, promovendo transformações culturais e sociais profundas. A cada ano, a Osesp realiza em média 130 concertos para cerca de 150 mil pessoas. Thierry Fischer tornou-se diretor musical e regente titular em 2020, tendo sido precedido, de 2012 a 2019, por Marin Alsop. Seus antecessores foram Yan Pascal Tortelier, John Neschling, Eleazar de Carvalho, Bruno Roccella e Souza Lima. Além da Orquestra, há um coro profissional, grupos de câmara, uma editora de partituras e uma vibrante plataforma educacional. A Osesp já realizou turnês em diversos estados do Brasil e também pela América Latina, Estados Unidos, Europa e China, apresentando-se em alguns dos mais importantes festivais da música clássica, como o BBC Proms, e em salas de concerto como o Concertgebouw de Amsterdam, a Philharmonie de Berlim e o Carnegie Hall em Nova York. Mantém, desde 2008, o projeto “Osesp Itinerante”, promovendo concertos, oficinas e cursos de apreciação musical pelo interior do estado de São Paulo. É administrada pela Fundação Osesp desde 2005.

Vasily Petrenko regente

Vasily Petrenko. Foto: Mark McNulty.

Diretor musical da Filarmônica Real de Londres, regente emérito da Filarmônica Real de Liverpool e regente associado da Sinfônica de Castilla y León. Foi regente titular da Orquestra Jovem da União Europeia, da Filarmônica de Oslo e da Orquestra Jovem Nacional da Grã-Bretanha, além de ter sido diretor artístico da Orquestra Acadêmica Estatal da Rússia. Petrenko colabora com algumas das orquestras mais prestigiadas do mundo, como as Filarmônicas Tcheca, de Berlim, de São Petersburgo e de Los Angeles, a Sinfônica da Rádio Bávara, a Orquestra do Gewandhaus de Leipzig, as Sinfônicas de Londres, de São Francisco, de Boston e de Chicago, a Orquestra Nacional de França e a Philharmonia Orchestra. Participou de festivais como o de Edimburgo e o de Grafenegg, além de apresentar-se com frequência nos BBC Proms. Sua ampla discografia inclui ciclos sinfônicos de Shostakovich, Rachmaninov, Elgar, Scriabin e R. Strauss. Recebeu o prêmio de Artista do Ano no Gramophone Awards [2017] e de Artista Masculino do Ano de 2010 no Classical BRIT Awards. Em 2024, lançou uma academia para jovens regentes junto à Filarmônica Nacional Armeniana.

Simon Trpceski piano

Simon Trpceski. Foto: B Ealovega.

Simon Trpceski já subiu ao palco de importantes orquestras como Sinfônica de Londres, Philharmonia Orchestra, Orquestra da Cidade de Birmingham, Orquestra Nacional da França, Orquestra Real do Concertgebouw, Sinfônica Alemã de Berlim e Filarmônica de Dresden. Na América do Norte, é solista frequente das orquestras de Cleveland e da Philadelphia, das Filarmônicas de Los Angeles e de Nova York, e das Sinfônicas de Chicago, San Francisco, St. Louis, Seattle e Baltimore. Fora do eixo ocidental, apresentou-se com as Filarmônicas do Japão, de Seul e de Hong Kong, além das Sinfônicas de Sydney, de Adelaide, de Melbourne e da Nova Zelândia. Desde sua estreia no Wigmore Hall, em 2001, mantém presença regular nesse palco, incluindo uma residência da qual resultaram dois discos pelo selo Wigmore Live. Sua longa parceria com a Filarmônica Real de Liverpool, especialmente durante a gestão de Vasily Petrenko, resultou em uma relevante discografia do repertório pianístico russo para os selos Avie e Onyx Classics. Nas temporadas recentes, é artista residente tanto da Orquestra Nacional Real Escocesa quanto da Filarmônica de Monte Carlo. Trpceski também se dedica a fortalecer a imagem cultural de seu país natal, a Macedônia, com seu projeto camerístico Makedonissimo.

Julia Korpacheva soprano

Julia Korpacheva. Foto: Divulgação.

Formada em canto pelo Conservatório de Moscou, Julia Korpacheva integrou o elenco da Helikon Opera entre 2000 e 2007, período em que participou de produções como Eugene Onegin, O Don Silencioso, O Amor das Três Laranjas e Diálogos das Carmelitas. Foi a intérprete da personagem Mrs. P. na estreia russa da ópera The Man Who Mistook His Wife for a Hat, de Michael Nyman, em montagem do A Little Theatre of the World. Desde então, tem participado de importantes festivais internacionais, como December Nights de Sviatoslav Richter, The Return e Crescendo (Moscou), além dos festivais de Montpellier (França), Ilha de Elba (Itália), Bad Kissingen (Alemanha), Salzburg e Lockenhaus (Áustria) e Verbier (Suíça). Atuou com a KREMERata Baltica, a Orquestra Nacional da Rússia, a Sinfônica de Berna, a Rádio Sinfônica de Stuttgart e a Musica Viva, sob a direção de nomes como Yuri Bashmet, Gidon Kremer, Alexander Rudin, Andrey Boreyko, Dmitry Kitayenko, Simon Rattle e Peter Schreier. Apresentou-se em turnês pela Europa, Estados Unidos e Japão, com destaque para recitais no Carnegie Hall (Nova York) e no Musikverein (Viena). É laureada do concurso Bella Voce.

Gleb Peryazev baixo

Gleb Peryazev. Foto: Daniil Rabovsky.

Gleb Peryazev atuou como assistente no Conservatório Estatal de São Petersburgo e como solista da Academia Internacional de Música Elena Obraztsova, além de ter integrado o Young Singers Project do Festival de Salzburgo. Integrou o elenco da companhia de ópera do Teatro Mariinsky e, desde 2024, é presença regular no palco do Teatro Bolshoi da Rússia. Tem se apresentado nos principais palcos de ópera do mundo, como a Ópera Estatal de Hamburgo, a Ópera Nacional da Grécia, o Teatro Nacional de São Carlos de Lisboa, o Teatro Amintore Galli, o Centro Nacional de Artes Performáticas de Pequim, o Grande Teatro de Jiangsu, em Nanjing, a Filarmônica de Paris, o Teatro Juárez, no México, o Grande Teatro de Xangai e a Royal Opera House Muscat em Omã. Dentre as distinções recebidas por ele estão o Concurso Internacional de Cantores e Pianistas Acompanhadores Hibla Gerzmava (Moscou, 2023) e a XVII Competição Internacional Tchaikovsky (São Petersburgo, 2023).

PROGRAMA

OSESP

VASILY PETRENKO regente

SIMON TRPCESKI piano

JULIA KORPACHEVA soprano

GLEB PERYAZEV baixo

Pyotr Ilyich TCHAIKOVSKY | Concerto para piano nº 1 em si bemol menor, Op. 23

Dmitri SHOSTAKOVICH | Sinfonia nº 14 em sol menor, Op. 135

SERVIÇO:

17 de julho, quinta-feira, 20h00

18 de julho, sexta-feira, 20h00 [Concerto Digital]

19 de julho, sábado, 16h30

Endereço: Praça Júlio Prestes, 16, Campos Elíseos, São Paulo, SP

Capacidade: 1.388 lugares (Sala São Paulo)

Recomendação etária: 07 anos

Ingressos: De R$ 42,00 a R$ 295,00 (valores inteiros*)

Bilheteria (INTI): neste link

Telefone: (11) 3777-9721, de segunda a sexta, das 12h às 18h.

Estacionamento: Rua Mauá, 51 | R$ 39,00 | 600 vagas; 20 para pessoas com deficiência; 33 para idosos.

Mais informações nos sites oficiais da Osesp e da Sala São Paulo.

*Estudantes, pessoas acima dos 60 anos, jovens de baixa renda com idade de 15 a 29 anos, pessoas com deficiências e um acompanhante e servidores da educação da rede pública estadual e municipal têm desconto de 50% nos ingressos para os concertos da Temporada Osesp na Sala São Paulo, mediante comprovação.

A Sala São Paulo Digital conta com recursos da Lei Federal de Incentivo à Cultura. Realização: Fundação Osesp, Governo do Estado de São Paulo, por meio da Secretaria da Cultura, Economia e Indústria Criativas, Ministério da Cultura e Governo Federal.

A Osesp e a Sala São Paulo são equipamentos do Governo do Estado de São Paulo, por intermédio da Secretaria da Cultura, Economia e Indústria Criativas do Estado de São Paulo, gerenciadas pela Fundação Osesp, Organização Social da Cultura.

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(Com Fabio Rigobelo/Fundação Osesp)

Em agosto, Balé da Cidade de São Paulo remonta coreografias “Bioglomerata” e “Fôlego” no Municipal

São Paulo, por Kleber Patricio

Cena da coreografia “Bioglomerata”, de Cristian Duarte. Foto: Larissa Paz/Divulgação.

A programação do mês de agosto conta com espetáculo de comédia Céu da Língua, de Gregório Duvivier, a FLIPEI, festa literária na Praça das Artes, e o Balé da Cidade de São Paulo com remontagens de Bioglomerata, de Cristian Duarte, e Fôlego, de Rafaela Sahyoun. Além disso, o mês segue com muita música a partir das apresentações do Coral Paulistano, Orquestra Sinfônica Municipal, Quarteto de Cordas da Cidade, entre outros corpos artísticos do Municipal.

A abertura das atividades do mês de agosto fica com Gregório Duvivier, no dia 2, com duas sessões de Céu da Língua, às 17h e 20h, na Sala de Espetáculos do Theatro Municipal. O espetáculo já foi assistido por mais de 70 mil pessoas e estreou em Lisboa no contexto das celebrações de aniversário do poeta Luís de Camões. Gregório Duvivier, que não estreava uma nova criação para teatro há cinco anos, fez essa peça para homenagear sua língua-mãe. A direção é da atriz Luciana Paes, que já foi parceira de Duvivier no espetáculo de improvisação Portátil e nos vídeos do canal Porta dos Fundos. Os ingressos variam de R$30 a R$180, a classificação é de 12 anos e a duração de 80 minutos.

Sob regência de Wagner Polistchuk, a Orquestra Experimental de Repertório, no dia 3, às 11h, apresenta Rapsódia Boêmia. O espetáculo será realizado na Sala de Espetáculos, e contará com a participação do Check Accordion Trio, composto por três músicos tchecos, Markéta Laštovičková, Marie Čejnová e Michal Karban. Com o acordeão, o trio apresenta o universo da música clássica e moderna, música dos balcãs, tango argentino e música experimental minimalista.

O repertório terá Contos de Fadas para três acordeões e orquestra, de Václav Trojan; Chamamé, versão para três acordeões e orquestra, de Catarina Domenici; e Sinfonia nº 9 em mi menor, Novo Mundo, op. 95, de Antonín Dvorák. Os ingressos custam de R$11 a R$35, a classificação é livre e duração de 75 minutos, sem intervalo.

Coral Paulistano em concerto na Sala do Conservatório.

No dia 5, terça-feira, às 20h, o Coral Paulistano apresenta Spirituals com regência especial do convidado Rollo Dilworth. Nascido em St. Louis, nos Estados Unidos, Dilworth é regente coral, compositor, arranjador e educador, que busca evidenciar sua ancestralidade africana em suas composições. Para isso, incorpora em sua obra elementos da música folclórica afro-estadunidense e da música gospel.

O repertório terá um programa dedicado a spirituals tradicionais com arranjos e composições do próprio Dilworth, como My Lord, what a morning, arranjo de Harry T. Burleigh, Way over in Beulah Land, arranjo de Stacey Gibbs, Fix me, Jesus, arranjo de Augustus Hill, entre outras. Os ingressos custam de R$11 a R$70, a classificação é livre e a duração de 60 minutos.

Já entre os dias 6 e 10, no Vão da Praça das Artes, será realizada a FLIPEI: Festa Literária Pirata das Editoras Independentes, um evento anual que celebra a literatura independente, promovendo o acesso democrático à cultura e desafiando as estruturas tradicionais do mercado editorial. Em sua sétima edição, a feira estará com sua programação no dia 06, às 16h, e nos demais dias, às 10h. A entrada é gratuita.

O Quarteto de Cordas da Cidade apresenta o concerto Identidade Brasileira, no dia 07, quinta-feira, às 20h, na Sala do Conservatório, com Betina Stegmann e Nelson Rios, violinos, Marcelo Jaffé, viola e Rafael Cesario, violoncelo. O repertório terá Quarteto nº 2, de Francisco Mignone, e Quarteto de Cordas, de Clorinda Rosato. Os ingressos custam R$35, a classificação é livre e a duração de 60 minutos, sem intervalo.

Francisco Mignone e Clorinda Rosato foram ambos alunos do Conservatório Dramático e Musical de São Paulo. No período, apresentaram-se ao piano na mesma Sala do Conservatório que hoje abriga o Quarteto de Cordas da Cidade de São Paulo. Compuseram pouco para quarteto de cordas: ele, apenas duas obras; ela, somente uma, que poderemos ouvir neste programa.

Em sua terceira temporada, o Balé da Cidade de São Paulo retorna com duas remontagens marcantes: Bioglomerata, de Cristian Duarte, e Fôlego, de Rafaela Sahyoun, com participação da Orquestra Sinfônica Municipal. As apresentações acontecem nos dias 14 e 15, às 20h, 16 e 17, às 17h, na Sala de Espetáculos. Os ingressos variam de R$11 a R$92, a classificação livre e a duração aproximada de 110 minutos, com intervalo.

Em Bioglomerata, Cristian Duarte ressignifica e adapta o conceito original de Biomashup, que estreou em 2014 durante sua residência no Lote, na Casa do Povo. Esta recriação para o Balé da Cidade, cuja estreia ocorreu em 2024, oferece uma nova perspectiva ao repertório da companhia. Nessa versão, o elenco utiliza memórias de danças, gestos e referências para interagir com a música e com um ambiente em constante transformação, ampliando a compreensão dos tempos históricos. Os corpos dos bailarinos funcionam como forças dinâmicas, criando configurações transitórias que envolvem a percepção contínua do público.

Após o intervalo será apresentado Fôlego, criação de Rafaela Sahyoun. A obra foi indicada ao Prêmio APCA Dança 2022 na categoria Espetáculo – Estreia. A proposta dramatúrgica de Fôlego incentiva a exploração da condição dos indivíduos como sujeitos sociais. Fôlego oferece uma experiência relacional que alterna entre proximidade e distância, ressoando, transformando-se, falhando, desintegrando-se e renovando-se. Configura-se, assim, como um processo de contágio, caracterizado por um intercâmbio contínuo de desejos e assimilação.

Como parte da programação da 11ª Jornada do Patrimônio, com o tema Tempo em Sentidos, o Complexo Theatro Municipal de São Paulo promove uma série de visitas temáticas que articulam história, memória, arte e patrimônio. No sábado, 16, às 10h e às 14h, visitas à Praça das Artes e à Central Técnica de Produções Artísticas, já no domingo, 17, às 10h, uma visita ao Theatro Municipal de São Paulo. Os ingressos são gratuitos, a classificação livre e a duração aproximada de 60 minutos.

Orquestra Sinfônica Municipal e o Coro Lírico Municipal apresentam um dos concertos mais aguardados do ano, sob o título de “Alexander Nevsky”.

Ao lado de Ricardo Herz, artista convidado, o Quarteto de Cordas da Cidade se apresenta no dia 21, quinta-feira, às 20h, na Sala do Conservatório. O repertório terá composições autorais de Ricardo Herz, como Mourinho e Minhoca, além de canções do Folclore Brasileiro, como Boi da Cara Preta, O Cravo brigou com a Rosa e Marcha Soldado. Os ingressos custam R$35, a classificação é livre e a duração de 60 minutos, sem intervalo.

Nos dias 22, sexta-feira, às 20h, e 23, sábado, às 17h, a Orquestra Sinfônica Municipal e o Coro Lírico Municipal apresentam um dos concertos mais aguardados do ano, sob o título de Alexander Nevsky. Com regência de Roberto Minczuk, concepção e direção de Carla Camurati e participação da mezzo-soprano Sarah Migliori. A composição nasceu como uma trilha sonora feita por Sergei Prokofiev para o filme homônimo de Sergei Eisenstein, de 1938. Os ingressos custam de R$11 a R$70, a classificação é de 14 anos e a duração de 110 minutos, sem intervalo.

O longa-metragem de Eisenstein narra um acontecimento histórico: a incursão da Liga dos Cavaleiros Teutônicos para conquistar a Rússia, no século XIII. Quem liderou a resistência e defesa foi o príncipe Alexander Nevsky, atraindo os guerreiros para o combate sobre a superfície de um lago gelado, ele os levou para o ponto onde a camada de gelo era mais fina e, não resistindo ao peso de suas armaduras e seus cavalos, rompeu se, afogando-os em suas águas congelantes.

Sob regência de Leonardo Labrada, no dia 24 de agosto, domingo, às 11h, a Orquestra Experimental de Repertório apresenta Narrativas Sonoras na Sala de Espetáculos, com participação de Gabriele Leite no violão. No repertório estão 5 Bagatelles: I. Allegro assai, Varii Capricci, ambas de William Walton, e Concerto para Violão e pequena Orquestra, de Heitor Villa-Lobos, entre outras. Os ingressos variam de R$11 a R$35, a classificação livre e a duração de 80 minutos, sem intervalo.

Por fim, com regência de Maíra Ferreira e Isabela Siscari, o Coral Paulistano encerra o mês com o concerto Cantos Franceses, 28, quinta-feira, às 20h, no Salão Nobre. Para além de celebrar os 200 anos de relações entre Brasil e França, este programa oferece um panorama da música coral francesa ao longo de pouco mais de cem anos. Os ingressos custam de R$35, a classificação é livre e a duração de 50 minutos.

Do ocaso do Romantismo à chegada do Modernismo, e da esperança no século XX, passando pelas incertezas e destruição das Grandes Guerras, as ilusões, tensões, frustrações e tentativas de ressignificação do mundo se refletem na produção musical desse período. O repertório terá grandes nomes e composições da França, como O sacrum convivium, de Olivier Messiaen, Sous Bois, de Lili Boulanger, Trois poèmes de Paul Valéry, de Jean Françaix, Choeur des Elfes, de Pauline Viardot, entre outros. Mais informações disponíveis no site.

(Com André Santa Rosa/Assessoria de imprensa do Theatro Municipal)