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Lazer & Gastronomia

São Paulo, SP

Quatro viagens no tempo, um só lugar: o Espaço Cultural CNP de Realidade Virtual

por Kleber Patrício

Devido ao sucesso das três expedições em realidade virtual iniciadas em setembro de 2025, o Espaço Cultural CNP de Realidade Virtual anuncia a prorrogação de suas atividades. Além da extensão do prazo, o centro cultural traz uma novidade de peso: a exibição simultânea de quatro roteiros distintos que transportam os visitantes por bilhões de anos de […]

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“Barulhos”, do 28 Patas Furiosas, convida infâncias a sonhar a cidade

São Paulo, por Kleber Patricio

Voltada ao público infantil, peça transforma sonhos, ruídos urbanos e imaginação em uma experiência cênica sensível sobre memória, luto e reinvenção. Fotos: Helena Wolfenson.

O coletivo 28 Patas Furiosas estreia “Barulhos”, seu primeiro espetáculo criado especialmente para as infâncias, com direção de Valéria Rocha. As apresentações acontecem de 10 de janeiro a 1º de fevereiro, aos sábados e domingos, às 11h, no Sesc Avenida Paulista (Avenida Paulista, 119, Bela Vista, São Paulo).

Com doze anos de trajetória, o grupo se consolidou na cena teatral paulistana pela pesquisa que articula teatro, artes visuais e performance, investigando espaços inventivos e dramaturgias autorais.

Em sua nova criação, o coletivo apresenta às crianças uma experiência cênica que atravessa o território dos sonhos por meio da investigação de diferentes materialidades. Em um mundo cada vez mais mediado por telas e marcado por um pensamento excessivamente concreto, Barulhos propõe um encontro entre imaginação, artesania teatral e sensibilidade, reforçando a parceria contínua com o dramaturgo Tadeu Renato.

Desde 2020, o 28 Patas Furiosas desenvolve uma pesquisa artística sobre o que sonha a cidade de São Paulo, inspirando-se nos saberes de povos originários — especialmente Xavante, Yanomami e Guarani — para compreender o sonho como forma de existência, cura e reconstrução de mundo. A investigação também dialoga com os estudos do neurocientista Sidarta Ribeiro, que compreende os sonhos como ferramentas cognitivas e afetivas fundamentais para organizar experiências, lidar com perdas e criar possibilidades diante da vida.

A dramaturgia de Barulhos nasce do diálogo com crianças de quatro a doze anos de diferentes territórios da capital, cujos relatos oníricos revelaram sirenes, ruídos urbanos, personagens da cultura pop, medos, fugas, reinvenções e encontros mágicos. Em meio ao caos da metrópole, esses sonhos infantis formaram uma “cartografia poética”, capaz de desafiar o concreto da cidade e propor outros modos de sentir e narrar o mundo.

A história

A peça acompanha Rosa, uma menina que, enquanto vivencia com a mãe o luto pela morte da avó, passa a encontrar em seus sonhos uma garota misteriosa que procura sua casa perdida. Nesse universo onírico, em que um barulho estranho desloca o chão e arrasta todas as casas, Rosa e a menina percorrem uma jornada repleta de figuras fantásticas — como uma onça falante, uma cabeça sem corpo e uma guia cientista — em busca daquilo que não para de se mover. Ao final, Rosa descobre que a garota misteriosa é sua avó quando criança; e ao compartilhar esse sonho com a mãe, abre um espaço de escuta afetiva, revelando o sonho como ferramenta de elaboração e transformação. “O sonho e a memória, que por vezes insistem em trazer à tona angústias que preferiríamos esquecer, também se tornam espaços de entendimento e elaboração”, conta a diretora Valéria Rocha, que acrescenta: “é nesse sentido que, por meio da relação com os sonhos, Barulhos propõe outra forma de olhar para essas temáticas: como caminhos que acolhem, permitindo que crianças e adultos encontrem sentidos e elaborações possíveis para aquilo que é, ao mesmo tempo, inevitável e humano: a morte”.

Sinopse | Barulhos acompanha Rosa, uma menina que, enquanto enfrenta junto à sua mãe o luto pela morte da avó, passa a encontrar nos sonhos uma garota misteriosa que está em busca de sua casa perdida. Nesse mundo onírico, onde um barulho estranho faz o chão se mover e arrastar todas as casas, as duas meninas atravessam uma jornada repleta de encontros com figuras fantásticas — uma onça falante, uma cabeça sem corpo, uma guia cientista — na tentativa de recuperar aquilo que se desloca sem parar.

Oficina

Além da peça, o coletivo ainda propõe a oficina: Arte, brincadeira e imaginação, com Isabel Wolfenson, Sofia Botelho e Valéria Rocha (artistas do 28 Patas Furiosas). São encontros livres, com duração de aproximadamente 2 horas cada. A pessoa participante pode acompanhar todos os encontros ou apenas um.

Inspirada nas pesquisas estéticas do grupo, esta oficina promove o encontro entre arte, brincadeira e imaginação. De maneira lúdica e integrada, serão experimentadas diferentes linguagens artísticas por meio de jogos, brincadeiras e invenções coletivas. A cada encontro, as crianças serão convidadas a explorar materiais diversos, como papéis, madeiras, tecidos, vasos, palavras, sons e imagens.

Sobre o 28 Patas Furiosas

Criado em 2013, em São Paulo, o 28 Patas Furiosas dedica-se à experimentação teatral e à criação de obras com dramaturgias autorais. O grupo mantém uma sede no bairro do Bom Retiro — o Espaço 28 — onde realiza apresentações, festivais, oficinas e outras atividades culturais.

Entre seus trabalhos estão Um Jaguar por Noite (Prêmio Shell Melhor Iluminação – 2025), a performance-instalação Parabólica dos Sonhos (2022) e a Trilogia da Instabilidade, formada pelos espetáculos PAREDE (2019), A Macieira (2016) e lenz, um outro (2014).

Ficha Técnica

Idealização e concepção: 28 Patas Furiosas

Direção: Valéria Rocha

Texto: Tadeu Renato

Elenco: Gabriel Bodstein, Isabel Wolfenson, Jennifer Souza, Joy Catharina e Sofia Botelho

Luz: Dimitri Luppi e Wagner Antônio

Cenário: Wagner Antônio

Direção musical: Júlia Ávila

Figurino: Valentina Soares

Operação de som: Gylez Batista e Júlia Ávila

Assistência de iluminação e Operação de luz: Leo Souza

Colaboração no processo criativo: Felipe Gomes e Pedro Stempniewski

Fotos: Helena Wolfenson

Mídias Sociais: Jorge Ferreira e Hayla Cavalcanti

Assessoria de Imprensa: Canal Aberto: Márcia Marques e Daniele Valério

Orientação da Oficina: Arte, brincadeira e imaginação: Isabel Wolfenson, Sofia Botelho e Valéria Rocha

Produção: Corpo Rastreado – Lud Picosque e Gabs Ambròzia.

Serviço:

teatro | Barulhos

com 28 Patas Furiosas

Data: de 10 de janeiro a 1º de fevereiro de 2026 | sábados e domingos, às 11h

Onde: Arte II (13º andar)

Duração: 60 minutos Classificação indicativa: Livre

Ingressos: R$ 40 (inteira), R$ 20 (Meia) e R$ 12 (Credencial plena:). Venda de ingressos online a partir de 16/12, às 17h, e nas bilheterias das unidades a partir de 17/12, às 17h. Gratuidade para crianças até 12 anos.

oficina | Arte, brincadeira e imaginação

com 28 Patas Furiosas

Data: de 10 de janeiro a 1º de fevereiro de 2026. Sábados e domingos, às 15h.

Onde: Lab 2 (4º andar)

Duração: 60 minutos

Classificação indicativa: 6 a 12 anos. Crianças menores também são bem-vindas, desde que acompanhadas por um(a) adulto(a) responsável.

Grátis | Ingressos com 30min de antecedência

SESC AVENIDA PAULISTA

Avenida Paulista, 119, Bela Vista, São Paulo, SP

Fone: (11) 3170-0800

Transporte Público: Estação Brigadeiro do Metrô – 350m

Horário de funcionamento da unidade:

Terça a sexta, das 10h às 21h30. Sábados, das 10h às 19h30; domingos e feriados, das 10h às 18h30.

(Com Daniele Valério/Canal Aberto Assessoria de Imprensa)

Marcos Damigo retrata as origens de São Paulo em seu quinto espetáculo sobre a história do Brasil

São Paulo, por Kleber Patricio

Fotos: Heloisa Bortz.

Com a proposta de fomentar novos imaginários, provocando outras percepções sobre o nosso passado, Marcos Damigo tem se dedicado a pesquisar e encenar peças sobre a história do Brasil. Seu novo espetáculo, Entre a Cruz e os Canibais”, lança luz sobre a construção do mito bandeirante e, consequentemente, de São Paulo. O trabalho faz sua temporada de estreia no Teatro Arthur Azevedo (Av. Paes de Barros, 955 – Alto da Mooca, São Paulo, SP), entre os dias 22 de janeiro e 15 de fevereiro, de quinta a sábado, às 20h, e, aos domingos, às 19h.

Em tom de comédia farsesca, a peça, que estreia na semana do aniversário de São Paulo, revisita essa narrativa histórica e sonda o desencontro entre o projeto colonial e a realidade da Vila de São Paulo de Piratininga. Damigo lembra que, por muito tempo, os bandeirantes não foram considerados heróis. Mas, atendendo a interesses de uma nova elite econômica que surgiu com o ciclo do café no século XIX, essa noção se modificou, culminando na criação de uma identidade para São Paulo atrelada à ideia de trabalho e desenvolvimento.

Entre a Cruz e os Canibais é ambientada em 1599 e conta com quatro personagens em cena: o Juiz, o Governador-geral, o Vereador e o Procurador. A trama se inicia com a chegada do Governador-geral do Brasil Dom Francisco de Souza à pequena Vila de São Paulo de Piratininga, única aglomeração de europeus fora da costa, isolada pela íngreme Serra do Mar. Os moradores estão revoltados com os mandos e desmandos do Juiz. Mas ele está apavorado com a iminência de um ataque indígena, pois o Vereador sequestrou tupis aliados. Já o Procurador, um degredado que foi salvo pelos tupis e tem portanto uma relação de proximidade com eles, espera que a vinda do Governador-geral faça valer a lei que proíbe a escravização de indígenas.

No entanto, Dom Francisco de Souza, ou “das Manhas” como indicava seu apelido, quer resolver os conflitos de maneira a atender melhor seus interesses.

Descortina-se, assim, o maior paradigma do projeto nacional: justamente quando São Paulo tem seu primeiro impulso de progresso econômico, com o avanço dos bandeirantes pelo interior, é que seus moradores começam a explorar a mão de obra indígena em larga escala.

Encenação

“Encontramos no humor a melhor estratégia para questionar essa ideia de que os bandeirantes foram heróis. Por isso, criamos o que eu chamo de comédia de escárnio, que dialoga com uma tradição de comédias populares desde a Antiguidade, passando por grandes autores brasileiros também, como Arthur Azevedo e Martins Pena. Assim, conseguimos colocar em destaque o grotesco escondido sob o verniz de modernidade que mascara até hoje interesses abjetos”, comenta Damigo.

A primeira inspiração de Marcos, diretor e autor da montagem, foi há mais de 30 anos, quando leu o livro São Paulo Nos Primeiros Anos. 1554-1601 São Paulo No Século XVI, de Afonso D’Escragnolle Taunay. A obra clássica descreve as dificuldades enfrentadas pelos fundadores daquela que se tornaria a maior cidade das américas. “Ao ler os relatos, logo pensei que aquelas histórias renderiam uma boa comédia. A tentativa de fundar uma civilização europeia em um lugar tão distante – e distinto – revela muitas das contradições do projeto colonial que estão presentes até hoje. Explorar isso pelo viés do humor é uma maneira de revelar os absurdos que foram sendo normalizados simplesmente porque nos acostumamos a eles”, afirma o diretor.

Para escrever Entre a Cruz e os Canibais, Damigo contou com as consultorias do premiado dramaturgo e roteirista Luís Alberto de Abreu e do historiador Paulo Rezzutti. Para a montagem, o artista também contou com o apoio do historiador Rodrigo Bonciani.

Damigo lembra que a transformação do bandeirante em herói nacional é relativamente recente. “Com a Proclamação da República, em 1889, e o poder econômico conquistado por São Paulo por conta do café, eles passaram a ser cultuados na forma de estátuas, nomes de ruas, estradas e até o palácio do governo”, acrescenta. “E cada vez mais estamos olhando criticamente para essa ideia de desenvolvimento a qualquer custo”. Nesse sentido, o espetáculo não pretende fazer uma reconstituição histórica, os personagens são tratados como tipos, e a trilha sonora, originalmente composta por Adriano Salhab, estabelece mais explicitamente essa relação entre passado e presente.

Tudo isso exige atores experientes: José Rubens Chachá (o Juiz), integrante do antológico grupo Ornitorrinco; Fábio Espósito (o Vereador), ator e palhaço com experiência internacional, incluindo trabalhos no Cirque du Soleil; Daniel Costa (o Procurador), indicado ao Prêmio Shell de Melhor Ator por Urinal, o Musical; e Thiago Claro França (o Governador-geral), artista presente em diversas criações da Cia. do Tijolo. “Eu disse aos atores, no primeiro dia de ensaio, que eles precisavam destruir o meu texto, no sentido de transformar a pesquisa histórica em jogo de cena e comédia. E nisso eles foram excepcionais”, ri Damigo.

O figurino desenvolvido por Marichilene Artisevskis incorpora elementos visuais do modernismo e da tropicália, movimentos que propuseram uma releitura da nossa história na busca por uma identidade nacional. O cenário é composto de lonas pintadas à mão pelos artistas e grafiteiros Jonato e Ever. Além deles, o cineasta guarani Richard Wera Mirim, morador da Terra Indígena Jaraguá, é responsável pela criação de um vídeo para o espetáculo.

O espetáculo tem patrocínio da Google Cloud através da lei municipal de incentivo, ProMAC.

Sobre Marcos Damigo
Marcos Damigo tem uma longa trajetória no teatro e na pesquisa com a história do Brasil: “Cabra”, seu primeiro texto, escrito em 1997, ganhou o prêmio Nascente da USP. Seus dois últimos espetáculos foram “Leopoldina, Independência e Morte”, que estreou em 2017 no Museu do Ipiranga em parceria com o SESC e realizou, só em São Paulo, três temporadas de sucesso, e “Babilônia Tropical”, que estreou em 2023 e circulou pelas unidades do CCBB – Centro Cultural Banco do Brasil, em vários estados do país, além de se apresentar em Recife em 2024 com apoio da Embaixada dos Países Baixos.

Sinopse | Um Juiz autoritário, que ninguém obedece, encontra o Vereador que estava desaparecido há meses e descobre que ele sequestrou ilegalmente tupis aliados, o que pode desencadear um ataque contra a pequena vila de 300 habitantes isolada do mundo europeu pela íngreme Serra do Mar. Quando o Procurador chega informando que o Governador-geral do Brasil está a caminho, tudo vira de pernas pro ar. Como receber um nobre português em condições tão precárias? Mesmo assim, esta que viria a ser, mais de 400 anos depois, a maior cidade das Américas, tem seu primeiro ímpeto de progresso econômico com a exploração da mão de obra indígena em larga escala.

Ficha Técnica

Dramaturgia, Direção artística, Desenho do cenário e Idealização: Marcos Damigo

Direção de Produção: Vi Silva

Direção musical: Adriano Salhab

Atores: José Rubens Chachá, Fabio Esposito, Daniel Costa e Thiago Claro França

Música ao vivo: Adriano Salhab e Thiago Claro França

Assistente de direção e Contrarregra: Warner Borges

Figurinista e Visagista: Marichilene Artisevskis

Iluminador: Ney Bonfante

Assistente de iluminação: Matheus Bonfante

Mobiliário cênico e Pintura do cenário: Jonato e Ever

Cenotecnia: Wanderley Wagner e Fernando Zimolo

Vídeos: Richard Wera Mirim e Santo Bezerra

Identidade visual: Santo Bezerra

Gestão de redes sociais: Flávia Moreira e Micaeli Alves (AuttivaLab)

Fotógrafa: Heloisa Bortz

Historiadores (consultoria histórica e palestrante): Paulo Rezzutti e Rodrigo Bonciani

Consultoria dramatúrgica: Luís Alberto de Abreu

Produção executiva: Carolina Henriques (Rodri Produções)

Assistente de produção: Sofia Augusto

Administração financeira: Gustavo Sanna

Assessoria de imprensa: Canal Aberto – Márcia Marques, Daniele Valério e Flávia Fontes de Oliveira.

Serviço:

Entre a Cruz e os Canibais

Duração: 85 minutos

Classificação indicativa: 12 anos

Gênero: comédia musical

Data: 22 de janeiro a 15 de fevereiro de 2026

Temporada: Quinta a sábado, às 20h, e, aos domingos, às 19h

Acessibilidade: 23 de janeiro – Libras e audiodescrição

Local: Teatro Arthur Azevedo – Av. Paes de Barros, 955 – Alto da Mooca, São Paulo, SP
Estacionamento: gratuito (vagas limitadas)

Telefone: (11) 2604-5558

Ingresso: R$20,00 (inteira)/R$10,00 (meia entrada) | Bilheteria presencial aberta uma hora antes de cada sessão | Ingressos online: www.sympla.com

Link direto da Sympla: AQUI

Atenção: *Dias 22, 23, 24 e 25/01, em comemoração ao aniversário da cidade de São Paulo, o espetáculo será gratuito.

(Com Daniele Valério/Canal Aberto Assessoria de Imprensa)

Trem da República é opção educativa nas férias de janeiro, com ingresso infantil a R$ 1

Itu, por Kleber Patricio

Passeio tem duração média de uma hora e inclui ida e volta, com embarques nas estações restauradas dos dois municípios, que hoje funcionam como espaços culturais e turísticos. Foto: Adonai Arruda Filho.

O Trem da República inicia 2026 com uma ação promocional voltada às famílias. Durante todo o mês de janeiro, crianças de até 12 anos pagam apenas R$ 1 no Pacote Ida e Volta. A promoção é válida desde que a criança esteja acompanhada de um adulto pagante. “Janeiro é um mês tradicionalmente ligado ao lazer em família. A proposta é incentivar pais e responsáveis a incluírem o Trem da República no roteiro de férias, oferecendo uma experiência educativa e acessível para as crianças”, destaca Lilian Sanches, gerente do Trem da República.

Operado pela Serra Verde Express, o Trem da República liga as cidades históricas de Itu e Salto, no interior paulista, com um trajeto ferroviário de cerca de 7 quilômetros que resgata a importância da ferrovia na Proclamação da República e no desenvolvimento econômico da região. O passeio tem duração média de uma hora e inclui ida e volta, com embarques nas estações restauradas dos dois municípios, que hoje funcionam como espaços culturais e turísticos.

Durante o percurso, os passageiros acompanham uma narrativa histórica que contextualiza o papel de Itu como berço da República e a relevância de Salto no ciclo industrial paulista, além de apreciar paisagens urbanas e trechos às margens do Rio Tietê. O passeio também inclui interação com personagens históricos, o que torna a experiência especialmente atrativa para o público infantil e para famílias que buscam atividades culturais durante as férias.

O valor do bilhete do Pacote Ida e Volta parte de R$ 90 por adulto, podendo variar conforme a categoria do vagão. A promoção do ingresso infantil não é cumulativa com outros descontos e é válida exclusivamente para o pacote completo de ida e volta, até 31 de janeiro.

O Trem da República opera regularmente de quinta-feira a domingo, com horários programados ao longo do dia. “Uma opção de passeio acessível e diferenciada para começar o ano com experiências fora do roteiro convencional”, completa Lilian.

Serviço:

Promoção de Ano Novo – Trem da República

Trajeto: Itu – Salto – Itu

Funcionamento: de quinta a domingo

Período da promoção: até 31 de janeiro

Valor: crianças até 12 anos pagam R$ 1 (com adulto pagante); bilhete adulto a partir de R$ 90 (ida e volta, conforme categoria do vagão)

Ingressos e informações: www.tremdarepublica.com.br.

(Com Francielli Xavier/Serra Verde Express)

“Um Amigo Não Imaginário” estreia no Sesc Pinheiros

São Paulo, por Kleber Patricio

Fotos: Rodrigo Régis.

Um espetáculo inédito abre a programação 2026 de teatro infantil no Sesc PinheirosUm amigo não imaginário, da Cia Navega Jangada de Teatro – uma história sobre a imaginação, amizade e laços invisíveis – fica em cartaz no Auditório, de 11 de janeiro a 22 de fevereiro de 2026 – domingos, às 15h e às 17h. Informações aqui.

A trama acompanha a jornada de três personagens bem diferentes uns dos outros: Alberto, um jovem senhor de mais ou menos 50 anos que trabalha afundado na burocracia de uma repartição pública; Nico, um amigo imaginário que nunca foi imaginado por ninguém e vive a angústia de querer ganhar vida; e Lua que, ao contrário de Nico, é uma amiga imaginária muito popular entre crianças que sempre a imaginam de diferentes formas. Do encontro desses três é que a ação se desenvolve. E um confronto divertido e poético acontece, revelando a fragilidade e a força da imaginação e como ela pode conectar mundos.

Elementos cênicos dão um colorido especial à encenação e ajudam a contar a jornada dos personagens. As composições são originais de Rodrigo Régis – uma das características da Cia Navega Jangada é usar a música como parte da narrativa, salientando e trazendo mais clima para cada cena do espetáculo.

Os figurinos são de Talita Cabral ─ que também assina a dramaturgia, a direção e o cenário, criado em parceria com Palhassada Ateliê. Enquanto o personagem principal, que trabalha em um escritório, usa roupa social, Nico e Lua usam roupas mais coloridas e assimétricas. O cenário vai nessa mesma toada. Ao longo do espetáculo ilustrações da artista Mariana Sibinel ajudam a compor o cenário, a partir de desenhos feitos por crianças, adolescentes e até adultos que vão surgindo no decorrer do espetáculo.

“O Alberto, que é esse senhor, vamos dizer assim, um pouco mais sério, que de repente se encontra com um menino, um amigo imaginário. Mas ele não imaginou esse menino, ele não sabe o que ele está fazendo dentro do quarto dele. Esse é o grande enredo da peça”, adianta Talita. “Em todos os nossos espetáculos, sem exceção, a gente pensa também no adulto, para criar identificação e fazer com que ele não seja aquele que leva a criança ao teatro e não se envolve com a história. Em Um Amigo Não Imaginário o Alberto, que trabalha ali, segunda a sexta-feira, num ambiente cinza traz o questionamento de que em qual momento ele passou a ser um pouco mais burocrático? E o porquê que ele não pode abrir as asas da imaginação dele de novo?”, completa Talita.

A Cia Navega Jangada de Teatro, fundada em 2008 em Santo André/SP, surgiu de pesquisas em teatro de animação, circo e música. Criada por Talita Cabral e Rodrigo Régis, destaca-se pelo uso da música como narrativa. Seu repertório mistura bonecos, objetos, circo, música ao vivo e linguagem não verbal.

Sinopse | Acompanhamos a jornada de um amigo invisível que observa o desejo de ser imaginado por uma criança. Sem ter sido criado por nenhuma mente infantil, ele passa a viver a angústia de ser uma figura solitária no mundo da imaginação. Ao entrar em contato com um adulto, por acaso, um confronto divertido ocorre, revelando a importância de se conectar com aquilo que não se vê.

Ficha Técnica:

Dramaturgia e direção: Talita Cabral

Composições: Rodrigo Régis

Elenco: Taynã Marquezone, Lucas Vedovoto e Thiago Ubaldo

Figurinos: Talita Cabral

Cenário: Palhassada Ateliê e Talita Cabral

Maquiagem: A Cia

Concepção e operação de luz: Junior Docini

Técnico de som: Rodrigo Rossi

Contrarregra: Lui

Ilustrações: Mariana Sibinel.

SERVIÇO

Um Amigo não Imaginário

Com Cia Navega Jangada de Teatro

Local: Sesc Pinheiros – Auditório – 3° Andar

Dias: de 11 de janeiro a 22 de fevereiro – domingos, às 15h e às 17h

Classificação indicativa: Livre

Duração: 50 minutos

Preços:  R$ 12,00 (credencial plena), R$ 20,00 (meia) e R$ 40,00 (inteira). Grátis para crianças de até 12 anos.

Sesc Pinheiros

Rua Paes Leme, 195, Pinheiros – São Paulo (SP)

Horário de funcionamento: Terça a sexta: 10h às 22h. Sábados: 10h às 21h. Domingos e feriados: 10h às 18h30

Estacionamento com manobrista

Como chegar de Transporte Público: 350m a pé da Estação Faria Lima (metrô | linha amarela), 350m a pé da Estação Pinheiros (CPTM | Linha Esmeralda) e do Terminal Municipal Pinheiros (ônibus).

Acessibilidade: A unidade possui rampas de acesso e elevadores, além de banheiros e vestiários adaptados para pessoas com mobilidade reduzida. Também conta com espaços reservados para cadeirantes.

(Com Gleice Nascimento/Assessoria de Imprensa Sesc Pinheiros)

Ilha do Bororé, localizada no extremo sul de São Paulo, é cenário de nova exposição fotográfica no MIS

São Paulo, por Kleber Patricio

Fotos: Divulgação.

No dia 16 de dezembro, o MIS, instituição da Secretaria da Cultura, Economia e Indústria Criativas do Estado de São Paulo, inaugura a última exposição do edital Nova Fotografia 2025 com a série “Bororé”, do fotógrafo Kaio Quinto. O projeto anual do Museu seleciona, através de convocatória aberta ao público, seis novos fotógrafos para uma exposição individual no Museu. A seleção fica a cargo do Núcleo de Programação, com supervisão e coordenação da curadoria geral do MIS. São selecionadas séries fotográficas inéditas, de profissionais que se destacam por sua originalidade técnica e estética. Após o período em exposição, as séries escolhidas passam a integrar o acervo do MIS.

O trabalho de Kaio Quinta retrata a ilha do Bororé, localizada no extremo sul de São Paulo e que concentra muita riqueza e história para a cidade. Pouco conhecida pela maioria da população paulistana, este bairro acaba sendo um contraponto diante da agitada metrópole. Hoje a ilha oferece infraestrutura para lazer, esporte e cultura.  O nome Bororé vem da língua tupi, que significa “mato fechado” ou “floresta densa”. O local era habitado pela tribo Guarulhos e Guaianás.

Sobre o artista

Kaio Quinto (São Paulo, 1992) tem formação em fotografia pelo Senac. Com uma abordagem documental, seu trabalho se debruça sobre a vida da população periférica de São Paulo, recuperando elementos do passado por meio de imagens, narrativas e personagens que contribuem para o fortalecimento e a divulgação da historiografia brasileira. Com este primeiro grande trabalho intitulado “Bororé”, consolida-se como um artista de uma nova geração que reivindica protagonismo ao retratar e documentar locais pouco vistos pelos olhos da sociedade.

Serviço:

Período expositivo: 16/12/2025 a 1/2/2026

Horários: terças a sextas, das 10h às 19h; sábados, das 10h às 20h; domingos e feriados, das 10h às 18h.

Ingresso: gratuito

Classificação indicativa: livre

A programação é uma realização do Ministério da Cultura, Governo do Estado de São Paulo, por meio da Secretaria da Cultura, Economia e Indústria Criativas de São Paulo, e Museu da Imagem e do Som, por meio da Lei Federal de Incentivo à Cultura, ProAC e Promac. O MIS tem patrocínio institucional da B3, Vivo, Valid, Kapitalo Investimentos, Goldman Sachs, Goodstorage, Sabesp e TozziniFreire Advogados e apoio institucional das empresas Unisys, Unipar, Volkswagen, EAÍ?! Marketing, Grupo Comolatti, Colégio Albert Sabin, PWC, TCL SEMP, Telium e Kaspersky.

(Fonte: Museu da Imagem e do Som)