Notícias sobre arte, cultura, turismo, gastronomia, lazer e sustentabilidade

Arte & Cultura

Rio de Janeiro

Etc e Tal transforma “Dom Quixote” em uma experiência visual arrebatadora e reafirma a força da mímica brasileira no cenário contemporâneo

por Kleber Patrício

Uma das companhias mais importantes do teatro físico brasileiro, a carioca Etc e Tal apresenta Dom Quixote, espetáculo infanto-juvenil sem palavras que reinventa o clássico de Miguel de Cervantes por meio da mímica, da comicidade gestual e de uma sofisticada dramaturgia visual. A estreia acontece no dia 7 de março de 2026 no Teatro Glaucio […]

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Lazer & Gastronomia

Inglaterra

British Pullman, A Belmond Train, Inglaterra, apresenta “Celia”, vagão exclusivo assinado por Baz Luhrmann e Catherine Martin

por Kleber Patrício

Novo vagão é dedicado a eventos e jantares privados; espaço foi idealizado e desenhado pelo cineasta Baz Luhrmann, diretor de filmes como Moulin Rouge!, The Great Gatsby e Elvis, e pela figurinista e designer de produção Catherine Martin, quatro vezes vencedora do Oscar por seu trabalho em Moulin Rouge! e The Great Gatsby

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Cinemateca Brasileira exibe títulos raríssimos da Vera Cruz nos dias 26 e 27 de julho

São Paulo, por Kleber Patricio

Frame de Santuário. Imagem: Acervo Cinemateca.

Há 75 anos, a Companhia Cinematográfica Vera Cruz, idealizada por Francisco Matarazzo Sobrinho e Franco Zampari, lançava no circuito nacional uma nova forma de pensar e fazer filmes. Com produções suntuosas, estrelas do calibre de Tônia Carrero, Ziembinski, Eliane Lage, Anselmo Duarte, entre outros, e técnicos internacionais recrutados por Alberto Cavalcanti, o projeto visava a fazer frente aos filmes carnavalescos cariocas que inundavam as salas do Brasil. Em pouco tempo, ficou claro que a megalomania das aspirações de Matarazzo e Zampari faria o enorme complexo de estúdios em São Bernardo do Campo fracassar. Os filmes eram emocionantes, vistosos, imponentes, mas internacionais demais. Não agradavam o público e muito menos a crítica.

Somente por volta de 1952 é que a empresa compreendeu que era preciso trabalhar com ideias menos europeias e mais populares ao gosto do brasileiro. Foi por essa época que surgiu o fenômeno “Mazzaropi e O Cangaceiro”, de Lima Barreto, ganhou o mundo. Porém já era tarde. Quatro anos apenas após seu nascimento, a Vera Cruz, como havia sido pensada originalmente, colapsou. Mas, para além das megaproduções e da relativa projeção internacional, a empresa também realizou filmes mais modestos, voltados exclusivamente ao mercado interno e à tentativa de um cinema de gênero, tendo o cosmopolitismo da classe média paulistana como foco.

Veneno. Imagem: Divulgação.

Esta breve retrospectiva apresenta alguns filmes muito menos lembrados da Vera Cruz, que oferecem um panorama da diversidade e do potencial que este grande momento do cinema brasileiro precisa reverenciar. A cada sessão será apresentado, como aperitivo ao programa principal, um curta-metragem documental de Lima Barreto, para que o espectador sinta um pouco do clima original daquelas sessões nos anos 1950.

DONNY CORREIA

Donny Correia é poeta, cineasta, escritor e pesquisador; mestre e doutor em Estética e História da Arte pela Universidade de São Paulo (USP), com pós-doutorado em videoarte brasileira pelo Museu de Arte Contemporânea da USP. É membro da Associação Brasileira dos Críticos de Cinema e da Associação Brasileira dos Críticos de Arte. Autor de cinco coletâneas de poemas, entre as quais Balletmanco ([e] editorial, 2009), Corpocárcere (Patuá, 2013) e Touro Medusa (Desconcertos, 2022).

Como pesquisador em arte e cinema, organizou a antologia Cinematographos: antologia da crítica cinematográfica, de Guilherme de Almeida (Editora Unesp, 2016), e reuniu críticas e ensaios autorais em Cinefilia crônica: comentários sobre o filme de invenção (Desconcertos, 2019). Sua obra mais recente é o estudo inédito O cinema de Walter Hugo Khouri (COSAC, 2005). Entre 2017 e 2024, publicou artigos sobre arte, literatura e cinema em periódicos como Folha de S.Paulo, O Estado de S. Paulo, revista Cult, e, em Portugal, ArteCapital e Cinema Sé7ima Arte. Como cineasta, realizou, entre outros, Braineraser (2008), Totem (2009, selecionado para a 34ª Mostra Internacional de Cinema de São Paulo), e Era o tempo sofrendo de amnésia (2025, em colaboração com Rafael Bagnara). É professor dos departamentos de Cinema e Artes Visuais do Centro Universitário Belas Artes, em São Paulo, e criador do canal “Uma teia de ideias”, no Youtube, no qual discute arte, filosofia e psicanálise.

Cinemateca Brasileira

Largo Senador Raul Cardoso, 207 – Vila Mariana

Horário de funcionamento:

Espaços públicos: de segunda a segunda, das 8 às 18h

Salas de cinema: conforme a grade de programação

Biblioteca: de segunda a sexta, das 10h às 17h, exceto feriados

Sala Grande Otelo (210 lugares + 4 assentos para cadeirantes)

Sala Oscarito (104 lugares)

Retirada de ingresso 1h antes do início da sessão.

Sábado, 26 de julho

15h às 16h30 – Masterclass: Vera Cruz, a epopeia de um cinema interrompido, por Donny Correia

17h00 Caiçara, de Adolfo Celi (1950, 92min)

19h00 Painel, de Lima Barreto (1951, 16min)

Ângela, de Tom Payne e Abílio Pereira de Almeida (1951, 95min)

Domingo, 27 de julho

15h00 Santuário, de Lima Barreto (1952, 19 min)

Appassionata, de Fernando de Barros (1952, 80min)

17h30 Santuário, de Lima Barreto (1952, 19 min)

Veneno, de Gianni Pons (1952, 80min)

20h00 Painel, de Lima Barreto (1951, 16 min.)

Floradas na Serra, de Luciano Salce (1954, 100min)

CINEMATECA BRASILEIRA

A Cinemateca Brasileira, maior acervo de filmes da América do Sul e membro pioneiro da Federação Internacional de Arquivo de Filmes – FIAF, foi inaugurada em 1949 como Filmoteca do Museu de Arte Moderna de São Paulo, tornando-se Cinemateca Brasileira em 1956, sob o comando do seu idealizador, conservador-chefe e diretor Paulo Emílio Sales Gomes. Compõem o cerne da sua missão a preservação das obras audiovisuais brasileiras e a difusão da cultura cinematográfica. Desde 2022, a instituição é gerida pela Sociedade Amigos da Cinemateca, entidade criada em 1962, e que recentemente foi qualificada como Organização Social.

O acervo da Cinemateca Brasileira compreende mais de 40 mil títulos e um vasto acervo documental (textuais, fotográficos e iconográficos) sobre a produção, difusão, exibição, crítica e preservação cinematográfica, além de um patrimônio informacional online dos 120 anos da produção nacional. Alguns recortes de suas coleções, como a Vera Cruz, a Atlântida, obras do período silencioso, além do acervo jornalístico e de telenovelas da TV Tupi de São Paulo, estão disponíveis no Banco de Conteúdos Culturais para acesso público.

(Com Margarida Oliveira/Trombone Comunicação)

Bruna Moraes (SP) e Elder Costa (MG) se apresentam no Sesc Belenzinho

São Paulo, por Kleber Patricio

Foto: Marcos Issa.

Bruna Moraes e Elder Costa se apresentam no Teatro do Sesc Belenzinho no dia 27 de julho, domingo, às 18h. Os ingressos estão disponíveis no portal sescsp.org.br e nas bilheterias físicas das unidades Sesc, a R$ 60,00 (inteira), R$ 30,00 (meia-entrada) e R$ 18 (Credencial Sesc).

Bruna Moraes e Elder Costa se encontram pela primeira vez para a produção do álbum intitulado “Entre o Mar e o Céu”, protagonizando composições de Elder como poeta Madhav Bechara.

Dessa parceria resultou uma obra intimista de imensa riqueza interpretativa, num diálogo ao mesmo tempo expressivo e delicado entre a voz única de Bruna e o violão mineiro de Elder.

Tendo João Bosco e Aldir Blanc como referências maiores de sua arte, a paulistana Bruna (que acaba de lançar um single com Bosco) se lança na obra de Elder e Madhav com maestria de quem muito conhece os caminhos harmônicos de Minas Gerais onde Elder vem trilhando por muitos anos, apadrinhado por Milton Nascimento, que declarou que Elder Costa é um dos maiores compositores de sua geração.

Bruna Moraes, nascida em São Paulo, cresceu em um ambiente familiar musical. Suas interpretações intensas chamaram a atenção do cantor Zé Luiz Mazziotti, com a sua Orquestra Jovem Tom Jobim. Aos 18 anos, Bruna lançou o seu primeiro disco autoral, Olho de Dentro. Participou do programa The Voice Brasil e diversos festivais de música nos anos seguintes, do musical Gonzaguinha – O Eterno Aprendiz, Rio de Janeiro e gravou Nua, seu segundo disco autoral, com a participação dos violonistas Romero Lubambo e André Fernandes.

Em 2023, lançou seu terceiro álbum autoral, com direção artística de Zeca Baleiro, também seu parceiro de composições, numa nova abordagem sonora, contemporânea e profunda, sendo sua marca registrada.

Ainda neste ano, lançou um single com João Bosco, seu maior influenciador musical, da canção Das Dores de Oratórios.

Serviço:

Show Bruna Moraes e Elder Costa

Dia 27 de julho de 2025, domingo, às 18h

Valores: R$ 60 (inteira), R$ 30 (meia-entrada), R$ 18 (Credencial Sesc).

Ingressos à venda no portal sescsp.org.br e nas bilheterias das unidades Sesc.

Limite de 2 ingressos por pessoa.

Local: Teatro (374 lugares). Classificação: 12 anos. Duração: 90 min.

Sesc Belenzinho

Endereço: Rua Padre Adelino, 1000 – Belenzinho – São Paulo (SP)

Telefone: (11) 2076-9700

sescsp.org.br/Belenzinho

Estacionamento

De terça a sábado, das 9h às 21h. Domingos e feriados, das 9h às 18h.

Valores: Credenciados plenos do Sesc: R$ 8,00 a primeira hora e R$ 3,00 por hora adicional. Não credenciados no Sesc: R$ 17,00 a primeira hora e R$ 4,00 por hora adicional.

Transporte público: Metrô Belém (550m) | Estação Tatuapé (1400m).

Sesc Belenzinho nas redes: Facebook | Instagram @sescbelenzinho.

(Com Priscila Dias/Assessoria de Imprensa Sesc Belenzinho)

São Paulo Escola de Dança oferece R$11 mil para Residência Artística

São Paulo, por Kleber Patricio

Atividades da Residência Artística ocorrem em agosto. Foto: Welington Severiano/Acervo SPED.

A São Paulo Escola de Dança abre processo seletivo para selecionar um grupo ou companhia de dança para uma Residência Artística de três semanas na SPED. O selecionado deverá compartilhar seu método de criação com os estudantes dos Cursos Regulares e receberá uma bolsa-artística de R$11 mil. As inscrições são direcionadas apenas para artistas ou companhias com Pessoa Jurídica e são feitas pelo site da instituição até 31 de julho.

Com atividades de 11 a 29 de agosto, essa será a 3ª Residência Artística de 2025 na São Paulo Escola de Dança. O último dia da Residência, 29 de agosto, será reservado para duas apresentações abertas ao público. O projeto visa mostrar aos estudantes em processo de profissionalização novas perspectivas do fazer dança. Ao mesmo tempo, a escola também dá a oportunidade da companhia ou artista se aprofundarem em sua pesquisa em um local equipado e preparado para recebê-lo.

A seleção é realizada por avaliação da proposta, do histórico do proponente e da viabilidade do plano. “Esta é uma maneira de fomentar trabalhos que dialogam com o presente, mostrando a potência da arte para refletir nosso mundo. Não só queremos aproximar os estudantes dessas criações, como também incentivar artistas e mostrar nossa escola como espaço de compartilhamento de saberes”, ressalta Inês Bogéa, diretora artística e educacional da São Paulo Escola de Dança.

Serviço:

3ª Residência Artística 2025

Inscrições: até 31 de julho, pelo site da SPED

Período: 11 a 29 de agosto, duas apresentações abertas ao público no último dia.

SÃO PAULO ESCOLA DE DANÇA

Criada por meio do Decreto Estadual nº 66.412/2021, a São Paulo Escola de Dança é uma instituição da Secretaria de Cultura e Economia Criativa do Governo do Estado de São Paulo, gerida pela Associação Pró-Dança e dirigida por Inês Bogéa, doutora em artes, bailarina, documentarista, escritora e professora. A SPED é uma instituição comprometida em dar voz e espaço consistente para a reflexão, o aprendizado e a troca de saberes a partir da especificidade da dança interligada com todas as linguagens artísticas com foco na valorização da pluralidade. Seu objetivo é o de proporcionar a construção do conhecimento no campo da dança, entendendo a diversidade de corpos e estéticas como premissas da formação e profissionalização dos estudantes a fim de ampliar a possibilidade de sua inserção no mercado de trabalho. A estrutura pedagógica tem 4 eixos de atuação: Cursos Regulares, que têm como objetivo oferecer formação em caráter técnico; Cursos Livres, que promovem o acesso à linguagem da dança para a população em geral; Cursos de Extensão Cultural, que contribuem para a criação, produção e discussão da dança; Oportunidades e Projetos Especiais, que possibilitam ações afirmativas e de permanência a estudantes de baixa renda e/ou em vulnerabilidade social.

(Com Brenda Anjos/Associação Pró-Dança)

Museu Forte Defensor Perpétuo recebe exposição “Território do zumbido”, de João Machado

Paraty, por Kleber Patricio

Na mostra, arte e ciência se entrelaçam para apresentar a riqueza sonora das abelhas nativas do Brasil. Foto: João Machado.

O Instituto Brasileiro de Museus (Ibram) inaugura, a partir de 26/7, durante a FLIP 2025, a mostra “Territórios do Zumbido”, sobre a bioacústica das abelhas nativas, do artista e meliponicultor João Machado, em que arte e ciência se entrelaçam para apresentar a riqueza sonora das abelhas nativas do Brasil. A mostra apresenta a pesquisa do artista, com curadoria de Arasy Benítez, e ocupa o interior do museu com obras sonoras e audiovisuais centradas na biofonia das abelhas sem ferrão — um patrimônio natural que compõe a paisagem sonora dos ecossistemas brasileiros. No jardim, duas obras ampliam a experiência de arte e ecologia: entre elas, a escultura viva “Arquitetura para Abelha Jataí III” que abriga uma colmeia de abelha jataí e que será incorporada ao acervo permanente do museu.

A abertura da exposição, no dia 26 de julho de 2025 (sábado), a partir das 11h, contará com a apresentação da performance sonora “Zumbido”, idealizada por João Machado em colaboração com os músicos Daniel Magnani e Rodrigo Netto. A obra transforma os sons dos enxames em música experimental ao vivo, por meio de improvisações com mesa de mixagem e manipulação eletrônica. Em seguida, acontece uma roda de conversa entre público, artistas e a curadora.

Foto: João Machado.

Como parte da programação pública, o artista também conduz as “Derivas de mapeamento de abelhas nativas” nos arredores do museu — caminhadas coletivas voltadas à localização, identificação e observação sensível dessas espécies no espaço urbano. Já no dia 01 de agosto de 2025 (sexta-feira), a partir das 10h, será realizada uma intervenção de arte e meliponicultura, com a transferência de um enxame de abelha jataí de uma caixa racional para uma escultura cerâmica — gesto que reafirma o vínculo entre prática artística e cuidado com a biodiversidade, afinal, cuidar de abelhas nativas representa o cuidado coletivo do meio ambiente.

Sobre o artista

João Machado é artista visual, cineasta e meliponicultor, nascido no Rio de Janeiro em 1977. Formado em Belas Artes em Cinema pela Art Center College of Design (EUA), vive desde 2013 em Bocaina de Minas, onde iniciou uma intensa pesquisa com abelhas nativas sem ferrão. Seu projeto Geoprópolis reúne instalações, vídeos, oficinas e ações educativas que conectam arte, ciência e ecologia. Suas obras já foram apresentadas em espaços como o Complexo Cultural Funarte (SP), Casa de Cultura do Parque, Instituto Plantarum e Sesc Bom Retiro. É cofundador do espaço cultural Mandaçaia Projetos, onde desenvolve atividades gratuitas voltadas para arte, meio ambiente e formação de público em âmbito rural.

Sua prática rejeita a dicotomia entre natureza e cultura, propondo vínculos sensíveis entre humanos e não humanos. https://www.joaomachado.art

Serviço:

Exposição Territórios do Zumbido

Artista: João Machado

Curadoria: Arasy Benítez

Local: Museu Forte Defensor Perpétuo de Paraty – Paraty, RJ. Endereço:

Av. Orlando Carpinelli, 440 – Pontal, Paraty – RJ, 23970-000

Telefone: (24) 98142-0081

Site: https://www.gov.br/museus/pt-br/museus-ibram/museu-forte-defensor-perpetuo

Período de visitação: 26 de julho a 8 de dezembro de 2025

Visitação: Quarta a sexta, das 10h às 17h; sábado e domingo, das 10h às 14h

Entrada gratuita – Classificação Livre

Programação:

Performance sonora Zumbido – Abertura

26/7 (sábado), de 11h às 11h30

Abertura da exposição com apresentação da performance Zumbido, idealizada por João Machado em colaboração com os músicos Daniel Magnani e Rodrigo Netto. A obra transforma os sons captados de colmeias de abelhas nativas em música experimental ao vivo, por meio de improvisações com mesa de mixagem.

Roda de conversa com os artistas e a curadora

26/7 (sábado), de 11h30 às 13h

Após a performance, o público é convidado a participar de uma conversa com o artista João Machado, os músicos envolvidos na criação de Zumbido e a curadora Arasy Benítez. Um momento de troca sobre arte, natureza e escuta como prática estética e política.

Derivas de mapeamento de abelhas nativas

27/7 (domingo), de 10h às 11h30 | 30/7 (quarta-feira), de 10h às 11h30

31/7 (quinta-feira), de 10h às 11h30 | 2/8 (sábado), de 10h às 11h30 Caminhadas coletivas conduzidas por João Machado nos arredores do Museu do Forte. A atividade propõe a localização e identificação das abelhas nativas urbanas, estimulando a observação atenta, o reconhecimento das espécies e o cuidado com a biodiversidade.

Intervenção arte e meliponicultura – Transferência do enxame de abelhas à escultura

1/8 (sexta-feira), de 10h às 11h30

Ação pública em que o artista transfere um enxame de abelha jataí, desde uma caixa racional até uma escultura cerâmica no jardim do museu. Um gesto simbólico e ecológico que une prática artística e cuidado interespécies, transformando a escultura em morada viva.

Redes sociais

João Machado @joaomachadoarte

Arasy Benítez @_arasybenitez

Daniel Magnani @daniel.audio

Rodrigo Netto @r.netto_

Museu Forte Defensor Perpétuo de Paraty @fortedefensorperpetuo.

(Com Erico Marmiroli/Marmiroli Comunicação)

Baleia-jubarte é resgatada pela segunda vez em Ubatuba após novo enredamento em rede de pesca

Ubatuba, por Kleber Patricio

Baleia salta após se desvencilhar de rede. Fotos: Instituto Argonauta. Fotos: Instituto Argonauta.

Uma baleia-jubarte (Megaptera novaeangliae) foi resgatada na manhã de quarta-feira (17), após ficar presa em uma rede de pesca nas proximidades da Praia de Itamambuca, em Ubatuba (SP).

A equipe de desemalhe do Instituto Argonauta recebeu o alerta por volta das 9h40 e logo em seguida já estava no local iniciando os procedimentos de abordagem. Ao chegar ao local, a equipe – composta pelos biólogos Beto Chagas, Danilo Camba, Carlos Vinicius Sarde e Felipe Domingos – percebeu que se tratava do mesmo indivíduo que já havia sido libertado em uma operação anterior, realizada em 30 de junho.

A bordo do bote de ataque, fizeram as imagens necessárias para avaliar o grau de enredamento. A rede, ancorada por poitas, envolvia a cabeça da baleia, com extremidades estendidas para ambos os lados. Apesar de conseguir mergulhar e retornar à superfície para respirar, o animal permanecia preso na mesma área.

Com a boa visibilidade da água, foi possível localizar a rede a cerca de 7 metros de profundidade. Com os procedimentos precisos conseguiram efetuar os cortes que permitiram que a baleia se movimentasse e se desvencilhasse da rede, encerrando mais uma operação de resgate bem-sucedida. “Essa ação não é apenas sobre salvar um indivíduo, mas também sobre alertar para que tenhamos uma convivência mais saudável com o oceano. Que este resgate inspire mais pessoas a cuidar de nossos mares e da vida marinha”, ressalta Danilo Camba, da equipe do Instituto Argonauta.

A ação seguiu protocolos internacionais de segurança e desenredamento, desenvolvidos pelo Center for Coastal Studies (EUA) e adaptados ao contexto brasileiro por meio de treinamentos promovidos pelo Centro Nacional de Pesquisa e Conservação da Biodiversidade Marinha do Sudeste e Sul (CMA/ICMBio) e pelo Ibama.

Baleia-jubarte é resgatada pela segunda vez em Ubatuba após novo enredamento em rede de pesca.

A equipe do Instituto Argonauta é composta por profissionais capacitados de acordo com a Portaria Conjunta MMA/Ibama/ICMBio nº 3, de 8 de janeiro de 2024, que regulamenta oficialmente as ações de desenredamento de grandes cetáceos no Brasil. As operações são realizadas por duplas operacionais, com apoio logístico em terra e em embarcações de suporte. O Instituto Argonauta, responsável por essas ações de resgate e conservação marinha, é uma organização fundada pelo Aquário de Ubatuba, referência em educação ambiental e preservação da vida marinha no litoral norte paulista, e desenvolvem em parceria, entre outras ações, o Projeto de Avistagem e Monitoramento de Mamíferos Marinhos Argonauta.

Importante: em casos de baleias enredadas ou em situação de risco, a recomendação é não intervir. Mantenha distância, evite cercar o animal com embarcações e acione imediatamente as autoridades ambientais ou o Instituto Argonauta.

Canais de contato do Instituto Argonauta: (12) 3833-4863 | (12) 3834-1382 | (12) 99785-3615.

Sobre o Instituto Argonauta

O @institutoargonauta foi criado em 1998 pela Diretoria do Aquário de Ubatuba (@aquariodeubatubaoficial) e, em 2024, foi reconhecido como entidade de Utilidade Pública Municipal. Com a missão de promover a conservação do meio ambiente, com foco nos ecossistemas costeiros e marinhos, o Instituto atua no desenvolvimento e apoio a projetos de pesquisa, resgate e reabilitação de fauna marinha, educação ambiental e gestão de resíduos sólidos no ambiente marinho, entre outras iniciativas. Essas ações reforçam o compromisso do Instituto em preservar a biodiversidade e sensibilizar a sociedade para a importância da proteção dos oceanos.

Seja um Argonauta

Venha conhecer o Museu da Vida Marinha @museudavidamarinha, na Avenida Governador Abreu Sodré, 1067, Perequê-Açu, Ubatuba/SP, aberto diariamente. Para acionar o serviço de resgate de mamíferos, tartarugas e aves marinhas, vivos debilitados ou mortos, entre em contato pelos telefones 0800-642-3341 ou diretamente para o Instituto Argonauta: (12) 3833-4863 ou 3833-5789/ (12) 3834-1382 (Aquário de Ubatuba) e (12) 99785-3615 – WhatsApp. Também é possível baixar gratuitamente o Aplicativo Argonauta, disponível para os sistemas operacionais iOS (APP Store) e Android (Play Store). No aplicativo, o internauta pode informar ocorrências de animais marinhos debilitados ou mortos em sua região, bem como informar ainda problemas ambientais nas praias, para que a equipe do Argonauta encaminhe a denúncia para os órgãos competentes. A base do Instituto está situada na Tv. Baitacas, nº 20, bairro Perequê-Açu, Ubatuba/SP – CEP 11680-000.

(ComLuanna Chaves/Assessoria de Imprensa Instituto Argonauta)