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Lazer & Gastronomia

São Paulo, SP

Quatro viagens no tempo, um só lugar: o Espaço Cultural CNP de Realidade Virtual

por Kleber Patrício

Devido ao sucesso das três expedições em realidade virtual iniciadas em setembro de 2025, o Espaço Cultural CNP de Realidade Virtual anuncia a prorrogação de suas atividades. Além da extensão do prazo, o centro cultural traz uma novidade de peso: a exibição simultânea de quatro roteiros distintos que transportam os visitantes por bilhões de anos de […]

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Herman Melville retrata a Revolução Americana em romance histórico

São Paulo, por Kleber Patricio

Capa do livro.

Herman Melville, um dos grandes nomes da literatura norte-americana do século XIX, ganha nova edição com Israel Potter: seus cinquenta anos de exílio, lançamento da Editora Unesp. Publicado originalmente em 1855, este romance histórico oferece uma visão singular sobre a Revolução Americana, explorando a vida de Israel Potter, um personagem fictício cuja jornada se cruza com figuras icônicas e eventos decisivos da época.
Com uma narrativa que mescla ficção e fatos históricos, Melville conduz o leitor por um cenário repleto de intrigas políticas, batalhas e dilemas pessoais. Potter, um homem comum, interage com personalidades como Benjamin Franklin e Ethan Allen, participa de conflitos armados e enfrenta os desafios de uma nação em construção. Sua trajetória, marcada por exílio e busca por liberdade, reflete as complexidades de um período transformador.

Israel Potter é uma obra que, embora menos conhecida que Moby Dick, revela a maestria de Melville ao retratar nuances psicológicas e contextos históricos. A narrativa não apenas recria o cenário da Revolução Americana, mas também convida à reflexão sobre os indivíduos que viveram à sombra dos grandes eventos.

Herman Melville (1819–1891) é celebrado por obras como Moby Dick (1851) e Bartleby, o Escrivão (1853), que o consolidaram como um dos pilares da literatura ocidental. Nascido em Nova York, ele enfrentou dificuldades financeiras desde cedo, o que o levou a abandonar os estudos e buscar emprego aos 18 anos. Em sua juventude, Melville se alistou no exército francês durante o período napoleônico, tendo experiências que mais tarde se refletiram em muitas de suas obras. Sua experiência como marinheiro e suas viagens pelo Pacífico Sul e Ártico influenciaram profundamente sua escrita, conferindo-lhe um olhar único sobre a condição humana e os desafios de seu tempo.

Esta edição integra a coleção Clássicos da Literatura Unesp, que busca oferecer leituras acessíveis e prazerosas de obras fundamentais da literatura universal. Com uma seleção diversificada, a coleção convida o leitor a explorar diferentes épocas, estilos e autores, enriquecendo o repertório literário de forma despretensiosa. Conheça aqui as obras já publicadas.

Título: Israel Potter: seus cinquenta anos de exílio

Autor: Herman Melville

Tradução: Bruno Gambarotto

Número de páginas: 236

Formato: 13,5 x 20 cm

Preço: R$ 68

ISBN: 978-65-5711-210-6

Mais informações sobre a Editora Unesp estão disponíveis no site oficial.

(Com Diego Moura/Pluricom Comunicação Integrada®)

Dança é destaque na programação da semana de 19 a 25 de maio no Theatro Municipal de São Paulo

São Paulo, por Kleber Patricio

Ensaio de tão carne quanto pedra, coreografia inédita de Michelle Moura. Foto: Larissa Paz.

O Balé da Cidade de São Paulo apresenta duas novas criações, ambas de autoras brasileiras expoentes da dança internacional. A primeira é de Michelle Moura, sob o título de ‘tão carne quanto pedra’ e, a segunda, de Rafaela Sahyoun, intitulada ‘Boca Abissal’. As apresentações desta segunda temporada serão realizadas, em maio, nos dias 23, sexta-feira, às 20h, 24, sábado, e, 25, domingo, às 17h, 28, quarta-feira, às 20h, 31, sábado, e 1º de junho, domingo, às 17h. Os ingressos variam de R$11 a R$92 (inteira).

Abrindo o espetáculo, nova coreografia de Rafaela Sahyoun, que recentemente apresentou Fôlego no Theatro Municipal, explorará um campo relacional sustentado nas potencialidades emergentes das relações estabelecidas entre os corpos com e no espaço. A coreografia busca explorar como os sentidos operam de forma constante, transformando questões abstratas em experiências sensoriais tangíveis.

Na segunda metade, a estreia deu uma nova obra de Michelle Moura. As criações de Michelle são construídas a partir da manipulação de expressividades e intensidades, com um acúmulo visceral-minimalista de gestos, sons e significados. A proposta é produzir fantasmagorias psicofísicas que revelam aspectos energéticos e emocionais do corpo, enquanto se buscam fricções/ficções entre as categorias de ‘natural’ e ‘artificial’.

(Com Letícia Santos/Assessoria de Imprensa Theatro Municipal)

Do Samba a Bach: Com 30 anos de carreira, Felipe Prazeres, o maestro que une tradição e ousadia, leva orquestra brasileira à Europa

Rio de Janeiro, por Kleber Patricio

Felipe Prazeres é maestro associado da Petrobras Sinfônica (OPES). Foto: Luciano Viana.

Ele é carioca, e tem um sobrenome de causar inveja: Fortuna Prazeres. Além do nome de sorte, nasceu em berço de ouro artístico. É filho de Armando Prazeres, maestro fundador da Orquestra Petrobras Sinfônica que completa, em 2025, cinquenta anos de trajetória. O talento nato ajudou, mas o que realmente abriu os caminhos de Felipe Prazeres foi o empenho, horas de estudo e muita dedicação. Desde cedo, recebeu a influência dos pais em casa (a mãe, Manuela Prazeres era cantora no coro de Armando). Assim, na casa do filho de portugueses, a música era assunto predileto. Uniu a família e hoje, tanto Felipe quanto Carlos Prazeres, irmão de sangue, têm a mesma profissão: a de maestro.

“Meu interesse pela música surgiu desde muito cedo, pois fui criado num ambiente musical. Tudo aconteceu de uma forma natural e orgânica. Primeiro a escolha pelo violino aos 11 anos e aos 17 comecei a trabalhar profissionalmente. Com 20 anos assumi o posto de spalla da Petrobras Sinfônica, há 15 anos começou meu interesse pela arte da regência, que é um caminho sem fim”, ressalta o maestro titular da Orquestra Sinfônica do Theatro Municipal do Rio de Janeiro (OSTM) e maestro associado da Petrobras Sinfônica (OPES).

Foto: Daniel Ebendinger.

E mesmo com essa rotina de muito trabalho, Felipe Prazeres, que completa 30 anos de carreira este ano, está de malas prontas para uma turnê pela Europa nos meses de maio e junho. A proposta é comemorar uma década de vida da Johann Sebastian Rio, onde é o diretor artístico, violinista e regente. A carioquíssima orquestra de câmara vai apresentar o aclamado espetáculo Sambach, uma mistura de Samba com Bach, em uma série de oito concertos na Alemanha, Suíça e Polônia, que contará com a participação especial do premiado violinista alemão Linus Roth. Com arranjos exclusivos e muito bem recebidos pela crítica especializada, escritos por Ivan Zandonade, o projeto fundado ainda pela escritora e produtora Vanessa Rocha e pelo violista Eduardo Pereira, aborda um repertório que, além de Johann Sebastian Bach, apresenta também Villa-Lobos, Tom Jobim, Noel Rosa, Ary Barroso, Jacob do Bandolim, Jorge Ben Jor, entre outros grandes nomes da música brasileira. Interessante é que o nome da Orquestra homenageia o compositor alemão e a cidade do Rio de Janeiro, com um toque de brasilidade: ‘Sebastian’ remete a São Sebastião, padroeiro da cidade e ‘Bach’, em alemão significa ‘riacho’, ecoando as belezas naturais cariocas.

Sambach, álbum lançado em 2023, é uma ode à liberdade, à amizade e, principalmente, ao diálogo intercultural entre pessoas de diferentes nações e entre o erudito e o popular. É uma mistura rara entre a tradição musical alemã e o suingue da bossa nova e do samba. Eu digo que é a ‘orquestra de câmara com DNA brasileiro’. O grupo formado por feras da música de concerto e grandes amigos em comum, participou no ano passado do prestigiado Rheingau Musik Festival, na Alemanha. E agora, estamos bem animados de voltar à Europa com a nossa música”, celebra Felipe Prazeres.

Sobre a Johann Sebastian Rio

Felipe Prazeres no concerto da Johann Sebastian Rio no TMRJ. Foto: Daniel Ebendinger.

A história que une Linus Roth e a Orquestra Johann Sebastian Rio começa em 2017 num tradicional Festival de música em Belém, no Pará, região norte do Brasil. Como orquestra residente do XXX Festival Internacional de Música do Pará, a Johann Sebastian Rio e o violinista alemão Linus Roth se encontraram pela primeira vez e provaram, como diria Vinícius de Moraes, que a vida é a arte do encontro. Ali, estabeleceriam uma forte relação de amizade e reconheceriam a afinidade artística, tomando a decisão de unir os talentos e trocar experiências musicais. Com grande sucesso de público e crítica, apresentaram, no Theatro da Paz, em Belém, As quatro estações, de Vivaldi. Em janeiro de 2018, voltaram a se encontrar no Rio de Janeiro para a gravação em vídeo, na Cidade das Artes, do Allegro do Concerto em Mi maior de Johann Sebastian Bach, homenageando o padrinho da orquestra, compositor revolucionário e mais expressivo da terra natal de Linus. Ao final do vídeo, que foi publicado nas redes sociais e conta com grande circulação mundial, é apresentada uma versão de Santa Morena, de Jacob do Bandolim. Essa foi a semente do projeto de apresentações musicais da orquestra com o violinista, em uma homenagem às músicas brasileira e alemã, indo de Bach até o samba. Linus é apaixonado pelo Brasil e pela música brasileira, assim como a Johann, brasileiríssima orquestra carioca, difunde com paixão o repertório clássico de todos os tempos. Unir as duas paixões foi tarefa fácil. A Johann Sebastian Rio é conhecida por sua inovação, aliada à excelência musical de seus integrantes. Neste ano de 2025 completa dez anos de existência como a única orquestra de câmara do Rio de Janeiro com atividades permanentes, inúmeros vídeos on-line e capaz de lotar seus concertos com fãs de todas as idades.

Sobre Linus Roth

Linus Roth é um dos grandes violinistas de sua geração, nascido em Munique, na Alemanha. Vencedor do prêmio Echo Klassik 2017, toca no violino Stradivarius ‘Dancla’ de 1703 e já gravou com orquestras de peso como a London Symphony Orchestra. Juntos, a Johann Sebastian Rio e Linus Roth apresentam um repertório que não poderia ser mais sedutor e atrativo. No programa, obras que promovem o intercâmbio entre Bach e a música brasileira, começando com o Concerto para violino em Mi maior, de Bach, na íntegra. Em seguida, é apresentada a Cantilena das Bachianas nº 5 de Villa-Lobos, que serve de mediadora entre Bach e o repertório brasileiro que segue, quando a orquestra e o solista apresentam arranjos únicos do músico e arranjador Ivan Zandonade para os mais expressivos clássicos do choro, samba e bossa nova: Desafinado, Garota de Ipanema, Samba de uma nota só, Conversa de Botequim e Tico-tico no Fubá, culminando nos samba-exaltação Brasil Pandeiro, Brasileirinho e Aquarela do Brasil. Em agosto de 2024, o programa Sambach, exclusividade da Johann Sebastian Rio e Linus Roth, foi apresentado com grande sucesso no famoso Rheingau Musik Festival, lotando o tradicional Kloster Eberbach, próximo à localidade de Wiesbaden, na Alemanha. E agora, em 2025, a Orquestra volta à Europa.

Sobre o maestro Felipe Prazeres

Foto: Daniel Ebendinger.

Um dos mais conceituados músicos de sua geração, Felipe Prazeres é maestro titular da Orquestra Sinfônica do Theatro Municipal do Rio de Janeiro e maestro associado da Orquestra Petrobras Sinfônica. Na Petrobras Sinfônica ingressou em 1994. Em 2000 assumiu o cargo de Spalla até 2024. E depois de ter regido inúmeros concertos, em 2025 tornou-se maestro associado da OPES. É um dos fundadores da Academia Juvenil, projeto socioeducativo que oferece formação gratuita para jovens entre 15 e 20 anos, oriundos de escolas de música e orquestras comunitárias. No Theatro Municipal do Rio de Janeiro, onde é titular desde 2022, participou como regente e diretor musical das óperas O Barbeiro de Sevilha, de Rossini, Carmen, de Bizet, O Elixir do Amor, de Donizetti, Le Villi, de Puccini e A Viúva Alegre, de Franz Lehár, além de ter atuado como regente nas três últimas Aberturas de Temporada. Em 2023 regeu a Sinfônica do Theatro Municipal e OSB juntas em um concerto dedicado a Berlioz e Wagner. É diretor artístico e fundador da orquestra Johann Sebastian Rio, uma das mais importantes orquestras de câmara do país. Neste grupo de câmara dirige concertos com repertório de todas as épocas, mas com especial atenção à música barroca e à música brasileira. Com a Johann Sebastian Rio gravou em 2023 o álbum Sambach com o premiado violinista alemão Linus Roth e se apresentou em agosto de 2024 no renomado Rheingau Musik Festival, na Alemanha. Em maio de 2025 fará uma turnê pela Europa passando pela Alemanha, Suíça e Polônia.

Cronograma da turnê europeia de Concertos da Johann Sebastian Rio:

Concerto no Festival Schwäbischen Frühling | Data: 31/5/2025 | Local: Ochsenhausen, Alemanha

Concerto no Festival Schwäbischen Frühling | Data: 1/6/2025 | Local: Ochsenhausen, Alemanha

Concerto na Universidade de Augsburg | Data: 2/6/2025 | Local: Augsburg, Alemanha

Concerto na Liederhalle Beethoven-Saal | Data: 4/6/2025 | Local: Stuttgart, Alemanha

Concerto na Argovia Philharmonic | Data: 5/6/2025 | Local: Aarau, Suíça

Concerto no Festival Brandenburgische Sommerkonzerte | Data: 7/6/2025 | Local: Potsdam, Alemanha

Concerto no Festival Łańcut Music Festival | Data: 8/6/2025 | Local: Łańcut, Polônia

Concerto no Festival All’Improvviso | Data: 9/6/2025 | Local: Gliwice, Polônia.

(Com Alexandre Aquino Assessoria de imprensa)

Em comunidade ribeirinha da Amazônia, projeto trabalha alternativa de mitigação e adaptação às mudanças climáticas

Manicoré, AM, por Kleber Patricio

Fundação Amazônia Sustentável, Dell Technologies, Intel e Computer Aid vão lançar os ‘Quintais de Floresta’ dentro da comunidade Boa Esperança, em Manicoré (AM). Fotos: Rodolfo Pongelupe.

As mudanças climáticas já são uma realidade no mundo. Entre agosto de 2023 a julho do ano passado, o desmatamento na Amazônia teve uma queda de 30,63% em relação ao período anterior (2022/2023), o que representa a maior em 15 anos, segundo monitoramento do Programa de Cálculo do Desflorestamento da Amazônia (PRODES), projeto do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE) que fiscaliza os noves estados amazônicos. Porém, mesmo com a queda, 6.288 km² foram afetados. A preocupação aumenta ainda mais com os focos de calor (queimadas) no bioma.

Com base em preocupações ambientais e na necessidade de adaptação às mudanças climáticas, será realizada, por meio do Projeto Solar Community Hub (SCH), a iniciativa ‘Quintais de Floresta: uma alternativa para adaptação e mitigação às mudanças climáticas’ pela Fundação Amazônia Sustentável (FAS), Dell Technologies, Intel e Computer Aid, que será implementada na comunidade Boa Esperança, situada no município de Manicoré (a 332 quilômetros de Manaus) ao entorno da Reserva de Desenvolvimento Sustentável (RDS) do Rio Amapá.

Os ‘Quintais de Floresta’ são nomes populares para os sistemas agroflorestais (SAFs), áreas estabelecidas nas comunidades para garantir a segurança alimentar, mas que integram o contexto de bioeconomia local. Além disso, os quintais estão ligados diretamente ao processo de mitigação e adaptação às mudanças climáticas, pois garantem a conservação da biodiversidade, o armazenamento de carbono, melhoria na qualidade do solo e regulação do ciclo hídrico.

De acordo com Fabiana Cunha, gerente do Programa Educação para a Sustentabilidade da FAS, trabalhar o tema de mudanças climáticas entre os comunitários é uma iniciativa que parte do princípio de que o desenvolvimento de práticas ambientalmente responsáveis fortalece a sensibilização ambiental e promove qualidade de vida para as pessoas do campo, da floresta e das águas. “É um trabalho que destaca a importância da biodiversidade na conservação da Amazônia e na sustentação das comunidades locais, possibilitando assegurar um futuro mais sustentável para as atuais e futuras gerações”, explica Fabiana.

Como vai funcionar

O projeto Solar Community Hub, situado na comunidade Boa Esperança, atua em quatro eixos desde 2022: monitoramento socioambiental, educação, infraestrutura e saúde. O espaço é movido totalmente por meio de energia solar, fornecendo acesso à internet e tecnologia. O projeto beneficia não só a comunidade de Boa Esperança (AM), como também outras dez comunidades ribeirinhas, incluindo uma comunidade indígena formada pelos povos Mura, Tenharim e Apurinã.

O SCH oferece acesso a conectividade, educação digital e cursos de formação complementar voltados à profissionalização para as comunidades ribeirinhas e indígenas locais; atividades de sensibilização ambiental voltadas ao público infantil, a partir de materiais pedagógicos sobre a conservação da biodiversidade; atenção à saúde por meio de telemedicina e formação de agentes comunitários de saúde; e sistema de coleta e filtragem de água da chuva para fornecer acesso à água potável para a comunidade.

Neste novo ciclo dentro da proposta ‘Quintais de Floresta’, na área de educação, o projeto vai atuar na capacitação de professores para a temática de mudanças climáticas, incluindo ensino sobre suas causas, consequências e possíveis soluções. A partir disso, espera-se que os educadores consigam informar e motivar os estudantes a se tornarem agentes de mudança. “Durante a formação de professores, será discutida a conexão entre tecnologia e educação ambiental, enfatizando a relevância de metodologias que promovam a reflexão e a autonomia dos alunos. O objetivo é capacitar os educadores a desenvolver projetos que envolvam a participação ativa dos alunos, levando em conta, por exemplo, a implementação de Sistemas Agroflorestais (SAF) coletivos na comunidade”, explica Iarima Lopes, educadora ambiental da FAS.

Em relação à saúde, serão realizadas várias atividades, como o mapeamento sobre hábitos alimentares e socioambientais da comunidade, webpalestras e teleorientações aos profissionais de saúde, bem como atendimentos psicológicos aos comunitários.

No eixo de infraestrutura, será instalado um sistema que envolve a adoção do processo de captação, armazenamento e reutilização da água da chuva, utilizando calhas e filtros. Esta proposta será direcionada para o ambiente escolar, pois já possui uma estrutura adequada para ser implementada. A partir disso, será possível o acesso à água potável, não apenas para uso comunitário, mas também para garantir a irrigação de espécies que serão introduzidas nos quintais.

De acordo com a proposta, dessa forma, será garantida a sustentabilidade do projeto, possibilitando o alcance de uma consciência ambiental por meio da experiência e incentivando a prática da agricultura sustentável.

Inteligência Artificial na conservação da biodiversidade

No eixo de monitoramento socioambiental, a proposta é capacitar jovens da comunidade para coletar dados locais usando tecnologia. O monitoramento visa validar dados de satélite sobre uso do solo, incentivar a participação ativa com treinamentos em gestão territorial e uso de drones, e implementar medidas para entender os impactos do desmatamento e focos de calor.

Como produto, será elaborado um painel Power Bi para demonstração e acompanhamento dos resultados e disseminação da informação. O painel permitirá uma análise mais aprofundada dos dados coletados, possibilitando uma melhor tomada de decisão por parte da equipe técnica.

Um importante aliado ao projeto, dentro do eixo de monitoramento, será o projeto ‘Curupira’, inovação de cientistas do Laboratório de Sistemas Embarcados (LSE), da Universidade do Estado do Amazonas (UEA). Criada em 2023, a tecnologia usa Inteligência Artificial (IA) para fazer um monitoramento ambiental mais preciso. Com o intuito de transversalizar a tecnologia para o eixo de educação, o sistema será nomeado como ‘Uirapuru’’.

A FAS irá utilizar informações captadas pelo sensor, que deverá identificar as espécies da fauna presentes nessa área. A identificação das espécies será essencial para compreender a biodiversidade local, bem como, sensibilizar os comunitários a respeito da importância dessas espécies para a manutenção e equilíbrio do ecossistema ali presente.

Sobre a FAS

A Fundação Amazônia Sustentável (FAS) é uma organização da sociedade civil sem fins lucrativos que atua pelo desenvolvimento sustentável da Amazônia. Sua missão é contribuir para a conservação do bioma, para a melhoria da qualidade de vida das populações da Amazônia e valorização da floresta em pé e de sua biodiversidade. Com 17 anos de atuação, a instituição tem números de destaque, como o aumento de 202% na renda média de milhares famílias beneficiadas e a queda de 39% no desmatamento em áreas atendidas.

Sobre a Dell Technologies

A Dell Technologies (NYSE: DELL) ajuda organizações e indivíduos a construir o próprio futuro digital e a transformar a maneira como trabalham, vivem e se divertem. A empresa oferece aos clientes o portfólio de tecnologia e serviços mais amplo e inovador do setor para a era da IA.

Sobre a Intel

A Intel (Nasdaq: INTC) é líder da indústria e cria tecnologias que mudam o mundo, possibilitando o progresso global e tornando a vida mais rica. Inspirados pela Lei de Moore, trabalhamos continuamente no aprimoramento do design e da fabricação de nossos semicondutores para ajudar os clientes a enfrentarem seus maiores desafios. Ao incorporar inteligência na nuvem, rede, borda e todo tipo de dispositivo de computação, liberamos o potencial dos dados para transformar os negócios e a sociedade para melhor. Para saber mais sobre as inovações da Intel, acesse newsroom.intel.com.br e intel.com.br. © Intel Corporation. Intel, o logo da Intel e outras marcas Intel são marcas registradas da Intel Corporation ou de suas subsidiárias. Outros nomes e marcas são de propriedade de seus respectivos donos.

Sobre a Computer Aid

A Computer Aid International é uma organização sem fins lucrativos com 25 anos de experiência no apoio ao eLearning e na promoção do acesso à tecnologia em áreas remotas e em desenvolvimento em todo o mundo. Eles também são pioneiros em sua abordagem de economia circular, oferecendo eliminação de ativos de TI e limpeza de dados para empresas e organizações em todo o mundo.

(Com Emanuelle Araújo Melo de Campos/Press Manager)