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Equipar UBS pode aumentar cobertura vacinal em até 86%, aponta estudo

Belo Horizonte, por Kleber Patricio

Municípios com UBS bem equipadas tiveram quase o dobro de chance de alcançar cobertura vacinal. Foto: FreePik.

Melhorias na estrutura das Unidades Básicas de Saúde (UBS) e na disponibilidade de imunobiológicos estão associadas a maiores coberturas vacinais nos municípios brasileiros. É o que indica estudo realizado pela UFMG publicado recentemente na Revista de Saúde Pública.

A pesquisa analisou dados de 3.977 municípios e as informações foram extraídas de duas bases públicas: o Sistema de Informação do Programa Nacional de Imunizações (SI-PNI) e o Programa Nacional de Melhoria do Acesso e da Qualidade da Atenção Básica (PMAQ).

Entre os itens avaliados na estrutura das UBS estavam: existência de sala de vacinação, geladeira exclusiva, caixas térmicas, cartão de vacinação e serviço de vacinação. Já a disponibilidade de imunobiológicos considerou a presença contínua de oito vacinas: BCG, hepatite B, meningocócica C, poliomielite, pneumocócica 10, tríplice viral, tetravalente/pentavalente e rotavírus oral.

A estrutura das UBS e a oferta de vacinas foram classificadas como “boas”, “regulares” ou “ruins” com base em critérios padronizados. Unidades com seis ou sete dos itens avaliados foram consideradas de boa estrutura. Já aquelas com sete ou oito vacinas sempre disponíveis foram classificadas com boa disponibilidade de imunobiológicos. A cobertura vacinal foi pontuada a partir do número de vacinas com metas atingidas em cada município.

Quando a disponibilidade de vacinas é boa, os municípios com UBS bem estruturadas têm 86% mais chance de alcançar cobertura vacinal adequada em relação aos que têm estrutura ruim. O contrário também se observa: com a estrutura considerada boa, a chance de cobertura adequada é 48% maior quando a oferta de vacinas também é satisfatória. “É indispensável que a rede de frio funcione bem e que as vacinas estejam disponíveis nas unidades”, afirma Guilherme de Andrade Ruela, autor do estudo. “Mas é igualmente essencial que as UBS contem com o espaço, os equipamentos e insumos necessários para garantir a conservação e a aplicação eficaz e segura dos imunizantes”, diz.

O estudo também apontou oscilações na cobertura vacinal ao longo do tempo. Entre 2011 e 2015, a proporção de municípios com cobertura adequada subiu de 32,5% para 55,1%, mas caiu para 42,1% entre 2016 e 2019. A disseminação de notícias falsas, o avanço do movimento antivacina, o enfraquecimento de políticas preventivas e fatores socioeconômicos podem estar entre os principais motivos. “Sugere-se que essa queda ocorra de forma ainda mais visível dependendo da gestão vigente, ou seja, quando não há ações que fortaleçam o Programa Nacional de Imunizações (PNI), por parte, sobretudo, do Governo Federal”, alerta Ruela.

Segundo o pesquisador, a queda na cobertura vacinal provavelmente se manteve mesmo após o período analisado, agravada pela desinformação, avanço dos movimentos antivacina e maior hesitação vacinal. Ele destaca ainda o impacto da pandemia de Covid-19. “A pandemia alterou todo o funcionamento dos serviços de saúde e é possível observar uma redução das coberturas vacinais também nesse período”, diz, recordando que a situação emergencial vivida entre 2020 e 2023 alterou o fluxo de atendimentos nas UBS e afetou a organização dos serviços de saúde.

A pesquisa reforça que unir melhorias na infraestrutura das UBS à oferta adequada de imunizantes é essencial para atingir as metas do PNI. “Houve uma preocupação recente por parte do Governo Federal; o Ministério da Saúde propôs ações para reverter o quadro de quedas e colocar o Brasil, novamente, como destaque no que diz respeito ao programa de imunização”, afirma o autor. Para ele, monitoramentos contínuos são fundamentais para embasar novas políticas e intervenções.

(Fonte: Agência Bori)

Férias de Inverno em Bariloche: guia do que fazer com crianças

Bariloche, por Kleber Patricio

Patinação no gelo, esqui noturno e Museu do Chocolate são algumas das atividades com crianças para as férias de inverno na cidade argentina. Foto: Divulgação.

Com a chegada do inverno e o desejo — quase universal — de ver e sentir a neve, Bariloche se consolida como o destino ideal para as férias em família, principalmente para entreter as crianças. De atividades ao ar livre, como patinação no gelo e esqui, a roteiros culturais e gastronômicos, Bariloche encanta visitantes de todas as idades, em qualquer estação. Segundo dados recentes divulgados pela Emprotur, mais de 50% dos turistas internacionais que visitaram a cidade argentina em 2024 foram brasileiros.

Parada obrigatória em Bariloche nesta época do ano, os centros de esqui do destino — como Cerro Catedral, Cerro Otto e o Parque Piedras Blancas — possuem atividades próprias para crianças. A partir dos três anos, é possível praticar patinação em pistas de gelo, por exemplo. A atração conta com instrutores e equipamentos adequados, que podem ser alugados nos próprios centros. Também é possível fazer aulas de esqui em pistas com diferentes níveis de dificuldade, inclusive para iniciantes.

Outra atração muito procurada pelas crianças é o culipatin, o famoso “esquibunda”, atividade que consiste em deslizar por pistas de neve preparadas, utilizando trenós, proporcionando diversão para todas as idades. Além disso, há o snow tubing, que são descidas com boias infláveis em pistas de até mil metros de comprimento.

Também existem passeios em motos de neve e triciclos. São percursos guiados, com duração de cerca de 30 minutos, pelos bosques cobertos de neve, com paradas em mirantes para apreciar a vista da cidade e do Lago Nahuel Huapi. Essa atração requer o acompanhamento de pais ou responsáveis.

Outra experiência que combina esporte e diversão é o Winter Night, que consiste na prática de esqui durante a noite. No passeio, os turistas percorrem pistas iluminadas ou caminham com raquetes de neve pela floresta de lengas e ciprestes, árvores típicas da região.

Diversão além da neve

Em Bariloche também há opções de diversão para crianças além da neve. Uma delas é o Museu do Chocolate, uma atração com tour guiado e exposições que contam a história do doce. E, falando nele, Bariloche é muito conhecida por suas famosas chocolaterias, consideradas as melhores da Argentina.

Ainda no tema das atrações gastronômicas, a Confeitaria Giratória chama a atenção. Localizado a 1.405 metros de altitude, o estabelecimento gira 360º em uma velocidade quase imperceptível, mas que encanta os turistas com a vista panorâmica para o Parque Nacional Nahuel Huapi.

Outro ponto que agrada muito as crianças é o Museu da Patagônia. O local impressiona pela construção imponente e, claro, pelas exposições de história natural e antropologia cultural da região. Para quem gosta de aventura ao ar livre, tirolesa e arborismo estão disponíveis em diversos pontos da cidade, como no Cerro Otto e no Parque Piedras Blancas.

Para mais informações de Bariloche:

Site em português: Bariloche – Sitio Web Oficial de Turismo

Instagram em português: @barilochebrasil

Facebook em português: @BarilochePatagoniaBR

Site em espanhol: barilocheturismo.gob.ar

Instagram em espanhol: @barilochear.

Sobre a Emprotur Bariloche

A Emprotur é uma entidade mista responsável pelo fomento e promoção turística de Bariloche, um dos destinos mais requisitados da Argentina. A cidade abriga o centro de esqui mais desenvolvido da América do Sul, o Cerro Catedral, além do Cerro Campanário, considerado o oitavo lugar na lista das melhores vistas do mundo, segundo a National Geographic, e outros pontos turísticos ideais para a contemplação, como o Cerro Otto e o lago Nahuel Huapi. Bariloche é a capital nacional do turismo de aventuras, possuindo opções para a prática dos esportes de neve e de outras modalidades, como mountain bike, rafting, navegação e trekking. Localizada na região da Patagônia argentina, também é internacionalmente reconhecida pela produção de chocolates e cervejas artesanais.

(Com Patrícia Trindade/MAPA360)

Pesquisador Nicolai N. Petro propõe novo olhar sobre o conflito na Ucrânia

São Paulo, por Kleber Patricio

Capa do livro.

É possível enxergar os conflitos modernos com os olhos do teatro antigo? A tragédia grega pode oferecer respostas à crise que divide a Ucrânia? Pode uma forma artística milenar iluminar as raízes emocionais de guerras contemporâneas? São essas as perguntas que guiam A tragédia da Ucrânia, lançamento da Editora Unesp que propõe um olhar original sobre as causas e soluções possíveis para o conflito ucraniano ao recuperar a função restauradora da tragédia clássica na Atenas do século V a.C.

Escrito pelo professor e pesquisador norte-americano Nicolai N. Petro, o livro parte da convivência do autor com a sociedade ucraniana desde 2008 para explorar o ciclo trágico que aprisiona o país: uma tensão persistente entre identidade cultural russa e identidade cívica ucraniana, que não tem sido devidamente reconhecida pelas instituições nem pelas elites políticas. Inspirado por pensadores como Richard Ned Lebow e pelas obras de Sófocles, Eurípides e Ésquilo, o autor identifica mecanismos emocionais que perpetuam a polarização – como o nacionalismo extremo, a demonização de oponentes e a recusa ao diálogo – e propõe que a superação dessa tragédia exige, antes de tudo, uma mudança de atitude: olhar para dentro.

“A invasão da Rússia em 2022 começou quando eu estava dando os últimos retoques no capítulo final. Ela confirmou algumas partes de minha análise e me forçou a reavaliar outras. Ainda mais importante, ela confirmou a minha visão da política como um ciclo trágico impulsionado pelo medo mútuo e pela perda da capacidade de comunicação. Isso me sugere que não importa como o conflito militar seja resolvido, ele não porá fim ao ciclo trágico da Ucrânia, a menos que as elites do país também reconheçam como suas próprias ações estão contribuindo para a perpetuação desse ciclo”. 

A obra percorre eventos históricos marcantes, da anexação da Crimeia à ascensão da extrema-direita após 2014, passando pelas falhas dos Acordos de Minsk e outras tentativas frustradas de paz. Petro analisa como a insistência em narrativas unilaterais e o desprezo pela chamada “Outra Ucrânia” – composta por cidadãos que se reconhecem como culturalmente russos e civicamente ucranianos – alimenta um ciclo de medo mútuo e ressentimento. Em sua conclusão, sugere a criação de uma Comissão de Verdade e Reconciliação, moldada pelos valores do patriotismo republicano, como um caminho possível para a restauração do tecido social.

Sobre o autor | Nicolai N. Petro é professor de ciência política na Universidade de Rhode Island, especializado em Rússia e Ucrânia. Seu foco profissional está no papel que a religião, a história e os símbolos culturais podem desempenhar no desenvolvimento democrático.

Título: A tragédia da Ucrânia: o que a tragédia grega pode nos ensinar sobre a solução de conflitos

Tradução: Rachel Meneguello

Número de páginas: 405

Formato: 16 x 23 cm

Preço: R$ 110

ISBN: 978-65-5711-273-1

Mais informações sobre a Editora Unesp estão disponíveis no site oficial.

(Com Diego Moura/Pluricom Comunicação Integrada®)

MASP exibe principais obras do projeto Vídeo nas Aldeias

São Paulo, por Kleber Patricio

Vincent Carelli e Rita Carelli (Vídeo nas Aldeias), Yaõkwa – Imagem e Memória, 2020 (frame do vídeo).

O MASP – Museu de Arte de São Paulo Assis Chateaubriand apresenta de 13 de junho a 10 de agosto a Sala de Vídeo: Vídeo nas Aldeias. Parte da programação do museu dedicada ao tema Histórias da ecologia, a exposição retrata a diversidade dos povos indígenas em seus modos de ver, habitar e se relacionar com o mundo e com o meio ambiente. A mostra reúne os filmes Amne Adji Papere Mba – Carta Kisêdjê para o RIO+20 (2012), de Kamikia Kisêdjê; Bicicletas de Nhanderú (2011), de Ariel Duarte Ortega Kuaray Poty e Patrícia Ferreira Pará Yxapy; e Yaõkwa – Imagem e Memória (2020), de Vincent e Rita Carelli.

Os filmes foram realizados a partir de processos coletivos e oficinas promovidas pelo projeto Vídeo nas Aldeias, idealizado em 1986 pelo antropólogo e documentarista franco-brasileiro Vincent Carelli (Paris, França, 1953). O projeto surgiu com a iniciativa de registrar comunidades indígenas e exibir essas imagens para os próprios povos filmados. Com o tempo, consolidou-se como um programa de formação de cineastas indígenas no Brasil, oferecendo oficinas, apoio técnico e doação de equipamentos audiovisuais.

Com curadoria de Isabela Ferreira Loures, assistente curatorial, MASP, a mostra aborda uma concepção de ecologia baseada em cosmologias indígenas, na qual o meio ambiente não é visto como recurso ou paisagem, mas como campo de relações que compreende a espiritualidade e a própria existência. “Esses filmes revelam uma maneira diferente de se relacionar com o mundo e de existir no mundo. Uma forma de compreender o meio ambiente como algo expandido, que vai além da ideia de preservação pela preservação. O meio ambiente, para essas comunidades, é o próprio meio de vida”, diz a curadora.

Vincent Carelli e Rita Carelli (Vídeo nas Aldeias), Yaõkwa – Imagem e Memória, 2020. (frame do vídeo).

Na mostra, os filmes são exibidos em sequência, em projeções contínuas. Amne Adji Papere Mba – Carta Kisêdjê para o RIO+20 (2012), de Kamikia Kisêdjê, é um vídeo manifesto das mulheres Kisêdjê contra o desmatamento das florestas e a poluição dos rios decorrentes da construção da usina de Belo Monte, no Xingu. O filme foi produzido pela cineasta e pelo Coletivo Kisêdjê de Cinema como uma mensagem do seu povo para a RIO+20. Nesse contexto, as mulheres tomaram a frente dos depoimentos, expressando com contundência sua apreensão diante da devastação da Amazônia e do futuro de seus netos.

Bicicletas de Nhanderú (2011), de Ariel Duarte Ortega Kuaray Poty e Patrícia Ferreira Pará Yxapy, cineastas Guarani Mbya, oferece uma imersão na espiritualidade presente no cotidiano dos Mbya-Guarani da aldeia Koenju, evidenciando uma relação simbiótica do povo com a floresta.

Yaõkwa – Imagem e Memória (2020), de Vincent e Rita Carelli, acompanha o retorno à comunidade Enawenê Nawê, no Mato Grosso, para devolver imagens filmadas ao longo de quinze anos pelo Vídeo nas Aldeias. Esses registros documentam o Yaõkwa, o ritual mais longo da comunidade, em que os mestres de cerimônia entoam, por sete meses, diversos cantos para manter o equilíbrio entre o mundo terreno e o espiritual. Quinze anos depois, os Enawenê Nawê reverenciam essas imagens, reencontrando parentes falecidos, costumes esquecidos e cantos rituais preciosos.

Sala de Vídeo: Vídeo nas Aldeias integra a programação anual do MASP dedicada às Histórias da ecologia. A programação do ano também inclui mostras audiovisuais de Emilija Škarnulytè, Inuk Silis Høegh, Janaina Wagner, Maya Watanabe e Tania Ximena.

Sobre Vídeo nas Aldeias

O Vídeo nas Aldeias é um projeto audiovisual criado em 1986 com o propósito de fortalecer o cinema indígena brasileiro. Idealizado por Vincent Carelli, o Vídeo nas Aldeias se dedicou, inicialmente, a registrar a cultura de diferentes povos indígenas brasileiros, apresentando as filmagens para as próprias comunidades. A partir de 1997, o projeto expandiu suas atividades para incluir oficinas audiovisuais realizadas junto a esses povos e passou a distribuir equipamentos de filmagem para que os participantes tivessem autonomia na representação de sua própria cultura. Desde então, a formação de cineastas indígenas e o suporte técnico para a produção de filmes se tornaram pilares da atuação do projeto.

Serviço:

Sala de Vídeo: Vídeo nas Aldeias

Curadoria: Isabela Ferreira Loures, assistente curatorial, MASP

2º subsolo, Edifício Lina Bo Bardi

Visitação: 13/6/2025 a 10/8/2025

MASP — Museu de Arte de São Paulo Assis Chateaubriand

Avenida Paulista, 1578 – Bela Vista, São Paulo, SP 01310-200

Telefone: (11) 3149-5959

Horários: terças grátis, das 10h às 22h (entrada até as 21h); quarta e quinta das 10h às 18h (entrada até as 17h); sexta das 10h às 22h (entrada gratuita das 18h às 21h); sábado das 10h às 22h (entrada até as 21h); domingo, das 10h às 18h (entrada até as 17h); fechado às segundas.

Agendamento on-line obrigatório pelo link masp.org.br/ingressos

Ingressos: R$ 75 (entrada); R$ 37 (meia-entrada).

Site oficial | Facebook | Instagram.

(Fonte: Assessoria de imprensa MASP)

Balé Folclórico da Bahia anuncia turnê nacional

Brasil, por Kleber Patricio

Coreografia Okan. Fotos: Célia Santos.

O internacionalmente aclamado Balé Folclórico da Bahia (BFB) anuncia turnê nacional, a primeira da companhia via lei de incentivo. Para comemorar seus 37 anos de existência, a jornada levará a arte do grupo pelas regiões Sudeste, Sul e Centro-Oeste do país, por meio do espetáculo “O Balé Que Você Não Vê”. A série de apresentações começa no dia 22 de agosto, com a participação do BFB no MoviRio Festival (Rio de Janeiro), e prosseguirá até outubro, passando por São Paulo, Campinas, Franca, Goiânia, Florianópolis, Porto Alegre e Novo Hamburgo. A realização desta turnê conta com o patrocínio master do will bank por meio do estímulo da Lei Federal de Incentivo à Cultura – Lei Rouanet e Ministério da Cultura.

Criada em 2022, a montagem desta apresentação cravou o retorno do Balé Folclórico da Bahia aos palcos após o período da pandemia. O espetáculo é inspirado na luta diária de uma companhia profissional para se manter ativa, tanto financeiramente quanto tecnicamente. Walson (Vavá) Botelho, diretor-geral e fundador da companhia, afirma que “O espetáculo O Balé Que Você Não Vê reflete a nossa resistência. Ele foi montado e teve sua estreia mundial depois de mais de dois anos sem a companhia se apresentar. Foi um enorme desafio, mas também uma grande celebração”. No palco, o conjunto de dança afro-baiana apresentará três coreografias concebidas especialmente para esta produção: Bolero, de Carlos Durval; Okan, de Nildinha Fonseca; e 2-3-8, de Slim Mello, além de exibir o repertório clássico do grupo com Afixirê, uma coreografia de Rosângela Silvestre reconhecida internacionalmente.

Coreografia Bolero.

A manutenção da qualidade artística do Balé demanda um esforço contínuo. Vavá conta que “A realidade da companhia envolve muita preparação e disciplina, um trabalho exaustivo e diário”. Ele também pondera que “Poucas companhias de dança privadas sem patrocinador regular conseguem existir por tanto tempo, mantendo um nível de excelência técnica tão elevado e respeito do público e da crítica”. Além da imersão na dança, música, capoeira, canto e teatro, os bailarinos do BFB recebem preparação em dança clássica, moderna e contemporânea, evidenciando a amplitude de sua formação.

Este projeto de circulação nacional foi originalmente concebido para festejar os 30 anos da companhia. Vavá Botelho destaca que “O projeto dessa turnê nacional foi concebido para celebrar os 30 anos do Balé Folclórico da Bahia, mas só agora, sete anos depois, vamos realizar a turnê graças ao patrocínio do will bank, que abraçou nosso projeto e vai levar a companhia para três regiões do país”. 

A parceria com o will bank mostra a ligação do banco digital com a valorização da cultura brasileira, segundo Felipe Félix, CEO do will bank. “Nós acreditamos na força da nossa cultura e fazemos questão de celebrar o que o Brasil tem de melhor. Apoiar o Balé Folclórico da Bahia, em sua primeira grande turnê pelo país, é a nossa forma de reconhecer e mostrar para todo mundo a potência que esse grupo construiu em 37 anos de muita história e talento”, comenta.

Para anunciar a turnê, o Balé promoverá no próximo dia 10 um evento fechado de lançamento no Palacete Tira-Chapéu, em Salvador, Bahia. Ao lado do will, a companhia de dança anunciará os teatros e as datas oficiais das apresentações, assim como algumas curiosidades sobre o espetáculo e seus bastidores.

A única companhia de dança folclórica brasileira

Coreografia 2-3-8.

O Balé coleciona importantes prêmios e reconhecimentos. Recentemente, em 20 de maio, foi homenageado com a Ordem do Mérito Cultural, concedida pela Presidência da República e Ministério da Cultura. Em 2013, a prefeitura de Atlanta (EUA) declarou o dia 1º de novembro como o Dia do Balé Folclórico da Bahia, e no mesmo ano, o grupo teve uma rua nomeada em sua homenagem na cidade de Aného, no Togo. A crítica de dança do The New York Times, Anna Kisselgoff, uma voz poderosa no cenário mundial, escreveu que “O prazer dos dançarinos, músicos e cantoras em fazer o que eles fazem sobre o palco é tão obviamente parte da vida deles que contagia todo o teatro”. A jornalista também declarou em uma de suas críticas para o jornal norte-americano que “Eu já assisti seus maravilhosos bailarinos em diferentes países, sempre se comunicando com o público. Crianças e adultos são tomados de imediato pelos ritmos e encantos de sua arte”. Em 1994, a Associação Mundial de Críticos reconheceu o BFB como a melhor companhia de dança folclórica do mundo.

Desde 1993, sob a direção artística de José Carlos Arandiba (Zebrinha), o corpo de baile atingiu um notável nível de aprimoramento técnico-interpretativo. A Bahia, com sua efervescência de manifestações populares, é a principal fonte de inspiração para as pesquisas do grupo, que legitima o folclore baiano em suas coreografias. O diretor artístico afirma que “O nosso grande objetivo é a educação. Meu princípio é que cada pessoa faz seu caminho. No Balé, há pessoas de todas as faixas etárias e de todas as classes sociais. A partir do momento que alguém entra por nossa porta, deixa fora um monte de estigma”. 

Sobre o Balé Folclórico da Bahia

O premiado Balé, que completa 37 anos em agosto, já se apresentou em mais de trezentas cidades e trinta países, incluindo Estados Unidos, Itália, Inglaterra, Bélgica, Canadá, Dinamarca, Nova Zelândia, Austrália, Alemanha, França, Holanda, Suíça, México, Chile, Colômbia, Finlândia, Suécia e África do Sul, Benin, dentre outros. “Seguramente, somos um dos principais embaixadores da cultura popular brasileira e afro-baiana para o mundo”, destaca Vavá. Com sede no Pelourinho, em Salvador, o BFB é a única companhia de dança folclórica profissional do país. Os integrantes da companhia – dançarinos, músicos e cantores – recebem preparação técnica para dança, música, capoeira, canto e teatro. Para preservar e divulgar as principais manifestações folclóricas da Bahia, o Balé desenvolveu uma linguagem cênica que parte dos aspectos populares e atinge questões contemporâneas. O Balé também realiza apresentações às segundas, quartas e sextas-feiras, no Teatro Miguel Santana, no Pelourinho, tendo como público, principalmente, turistas estrangeiros e de outros estados do Brasil.

Oi, eu sou um banco digital, mas pode me chamar de will

Com mais de 9 milhões de clientes no país, o will bank chegou em 2017 com um objetivo: tornar a relação dos brasileiros com o dinheiro mais excitante. Seus clientes não pagam anuidade pelos serviços, como conta digital com cartão de crédito e débito, cartão virtual, investimentos e PIX. Para saber mais, acesse o site.

(Com Larissa Picolli/Giusti Comunicação)