Notícias sobre arte, cultura, turismo, gastronomia, lazer e sustentabilidade

Lazer & Gastronomia

São Paulo, SP

Quatro viagens no tempo, um só lugar: o Espaço Cultural CNP de Realidade Virtual

por Kleber Patrício

Devido ao sucesso das três expedições em realidade virtual iniciadas em setembro de 2025, o Espaço Cultural CNP de Realidade Virtual anuncia a prorrogação de suas atividades. Além da extensão do prazo, o centro cultural traz uma novidade de peso: a exibição simultânea de quatro roteiros distintos que transportam os visitantes por bilhões de anos de […]

Continuar lendo...

Inscreva seu e-mail e participe de nossa Newsletter para receber todas as novidades

Um conto fantástico sobre os ciclos femininos

São Paulo, por Kleber Patricio

Capa do livro. Fotos: Divulgação.

Adelaine cresceu em um reino cinzento e enfeitiçado onde os homens eram os únicos moradores e vários saberes milenares foram proibidos. Mas quando a menina passa pela primeira menstruação, o rei percebe sua verdadeira identidade e a expulsa para uma misteriosa floresta. Perdida na natureza e com medo do futuro, ela encontra um grupo de mulheres que a acolhe. Neste novo lugar, a protagonista inicia a verdadeira jornada do livro infanto-juvenil ‘O Diário de Adelaine’, ao descobrir todas as nuances sobre o universo feminino que, por muitos anos, foram banidas.

Escrita pela fisioterapeuta pélvica e especialista em saúde da mulher Berenice V.S. Meurer, a obra dialoga com jovens sobre a menarca, a saúde menstrual e a sexualidade com objetivo de romper padrões geracionais de silêncio acerca do corpo feminino. Em uma jornada fantástica até um mundo semelhante aos de contos de fadas, as leitoras entram em contato com o poder da irmandade, da ancestralidade e do autoconhecimento.

Com ilustrações da artista plástica Tatti Simões, a autora atravessa temas informativos por meio de uma narrativa leve e repleta de aventuras. Entre os assuntos, aborda as diferenças entre as quatro fases do ciclo – menstrual, folicular, ovulação e lútea -, os sintomas mais comuns da TPM, os sinais que precisam de um acompanhamento especializado e as responsabilidades de uma relação íntima.

“Nós, mulheres, passamos por essas mudanças, por altos e baixos hormonais que geram alterações de humor, de alegria e tristeza, raiva, medo e algum desconforto físico em alguns ciclos. Assim como a natureza, também estamos em movimento interno constante. Podemos ter dias que nosso temperamento está como o ar em brisa suave ou dias de ventania.” (O Diário de Adelaine, p. 54)

Além de conteúdos educacionais, a publicação retrata a importância dos laços formados pela protagonista. Ao chegar na floresta, Adelaine faz amizade com duas garotas que se tornam suas confidentes, além de reencontrar a mãe. Entre períodos repletos de desafios emocionais e situações que demandam força interna, ela conta com o apoio das mulheres ao seu redor para confiar mais em si e respeitar os próprios limites.

Nas páginas finais, O Diário de Adelaine convida as leitoras a escreverem sobre seus sentimentos e as mudanças do corpo durante o processo de amadurecimento, no intuito de ajudar na percepção das transformações e no entendimento sobre a saúde. Assim como a protagonista fez em um diário, as jovens podem discorrer de forma livre sobre as emoções e os sintomas físicos para, anualmente, observarem as ondulações do ciclo. “O livro contribui para que as meninas iniciem seus ciclos menstruais com mais amor-próprio, consciência e conhecimento sobre o corpo, além de ser uma ferramenta para abrir conversas na família e na escola. Muitos pais e mães não sabem por onde começar a conversar com as filhas, então esta é uma forma de se aproximar do universo feminino e melhorar as relações familiares”, afirma a autora.

FICHA TÉCNICA

Título: O Diário de Adelaine

Autora: Berenice V.S. Meurer

ISBN: 978-65-5872-757-6

Páginas: 100

Preço: R$ 69,90

Onde comprar: Amazon | Site do livro.

Sobre a autora | Berenice Vieira da Silva Meurer é fisioterapeuta pélvica e professora de yoga desde 2006. Especializada em fisioterapia uroginecológica e sexualidade humana, tem foco no atendimento de mulheres em diferentes fases da vida. É idealizadora do programa Gestar Íntegro, voltado à preparação física e emocional para o parto, a amamentação e a maternidade. A partir do compromisso em promover uma relação saudável das mulheres com seus corpos e com o intuito de romper ciclos de silêncio sobre a saúde feminina, publicou o livro O Diário de Adelaine. Como escritora, ocupa a cadeira de nº4 na Academia Brasileira de Letras de Santa Catarina – seccional de Águas Mornas (ALBSC-AM) e já vendeu mais de 10 mil exemplares da obra.

Redes sociais da autora:

Instagram: @odiariodeadelainelivro | @berenice.shakti

Facebook: /berenice.meurer

Site: https://odiariodeadelaine.com/ | https://vivazsaudefeminina.com/.

(Com Maria Clara Menezes/LC Agência de Comunicação)

Após sete anos, Renata Sorrah retorna a Porto Alegre com espetáculo inédito

Porto Alegre, por Kleber Patricio

Fotos: Nana Moraes.

Um dos mais renomados nomes das artes cênicas do país, Renata Sorrah está de volta a Porto Alegre, após sete anos. A atriz se apresenta nos dias 04 e 05 de junho, às 20h, no Teatro Simões Lopes Neto, como parte da programação do 19º Festival Palco Giratório Sesc. Com direção e dramaturgia de Marcio Abreu, o espetáculo ‘Ao Vivo [Dentro da Cabeça de Alguém]’ é uma criação da Companhia Brasileira de Teatro e propõe um mergulho sensível e poético na memória, no tempo e na potência da arte.

A última vez que Sorrah esteve na capital gaúcha com um espetáculo foi em setembro de 2018, no 25º Porto Alegre em Cena, quando integrou o elenco da peça ‘Preto’. Desta vez, ela retorna como protagonista de uma montagem inédita no Estado, que estreou em 2024 em São Paulo, inspirada livremente no clássico ‘A Gaivota’, de Anton Tchekhov. Em ‘Ao Vivo [Dentro da Cabeça de Alguém]’, a atriz que deu vida à icônica Heleninha Roitman de ‘Vale Tudo’ revisita sua própria história, fazendo alusão a uma montagem do clássico russo da qual participou na década de 1970. A partir dessa memória, o espetáculo constrói uma experiência, ao mesmo tempo, íntima e universal, em que teatro, vídeo, som e movimento se entrelaçam.

Em Porto Alegre, ‘Ao Vivo [Dentro da Cabeça de Alguém]’ contará com recursos de acessibilidade. No dia 4, terá tradução para Linguagem Brasileira de Sinais (Libras), e, no dia 5, contará com recursos de audiodescrição. A última apresentação contará, ainda, com um recurso inédito na programação do festival: a visita tátil. A proposta é que pessoas cegas, com baixa visão ou surdocegas possam explorar cenários e figurinos por meio do tato, com a orientação de profissionais especializados. Os ingressos para a peça podem ser adquiridos pelo site do evento, em qualquer Unidade do Sesc/RS ou 1h antes na bilheteria do Teatro conforme a disponibilidade do local.

Festival Palco Giratório Sesc

Após 18 edições em Porto Alegre, o Festival Palco Giratório Sesc movimenta e incentiva as artes cênicas com uma programação intensa, tradicionalmente no mês de maio. O Festival integra o Circuito Nacional, realizado pelo Sesc em diferentes estados para promover a difusão e o intercâmbio cultural, consolidando a iniciativa como a maior ação do gênero no Brasil. Ao longo de cada ano, traz uma programação caracterizada pela diversidade de expressões e temáticas, qualidade de espetáculos e ações formativas com grupos de todas as regiões do País. A proposta é destacar questões presentes na contemporaneidade por meio da arte. A 19ª edição, em 2025, ocorre entre os dias 20 de maio e 8 de junho. Serão 64 sessões de espetáculos apresentados por 52 grupos artísticos – sendo 24 do Rio Grande do Sul – que tomam conta de 22 espaços culturais da Capital Gaúcha.

(Com Denis Machado/Moglia Comunicação)

Lenda da música brasileira, Rosa Passos será homenageada com o “Troféu Tradições” pela UBC Cantora, compositora e violonista baiana será a homenageada da quinta edição do prêmio, em cerimônia na Casa UBC, no Rio de Janeiro, no dia 9 de junho

Rio de Janeiro, por Kleber Patricio

Rosa Passos. Foto: Thamires Santiago.

Com sua voz acolhedora, seu violão refinado e uma trajetória que atravessa fronteiras sem perder as raízes, Rosa Passos será a grande homenageada da quinta edição do Troféu Tradições. A cerimônia, realizada pela União Brasileira de Compositores (UBC), acontece no dia 9 de junho, às 19h, na Casa UBC, no Rio de Janeiro, e celebra a artista que se tornou uma das maiores embaixadoras da música brasileira no mundo. Dona de um repertório que combina sofisticação e simplicidade, Rosa receberá a honraria das mãos da cantora, compositora e presidenta da UBC, Paula Lima, em uma noite especial de celebração à sua arte e legado.

Rosa Passos interpretará canções que marcaram sua carreira em uma noite especial. Aos 73 anos, a artista baiana tem 24 álbuns em sua discografia, incluindo muitos com composições autorais, como Recriação (1979), Curare (1991), Pano pra Manga (1996), Dunas (2001), Amanhã vai ser verão (2018), From Paulelli to Rosa Passos (2020) e É Luxo Só (2011). Fortemente influenciada pela maneira de cantar e tocar violão de João Gilberto, Rosa se destacou interpretando clássicos da Bossa Nova e obras de grandes compositores brasileiros como Ary Barroso, Dorival Caymmi, Djavan, João Bosco e Gilberto Gil.

Foto: Divulgação.

Sobre ser homenageada, Rosa Passos declarou: “Ao ser homenageada pela UBC, recebo essa distinção com grande alegria. Vindo de uma casa que congrega aqueles que se dedicam ao sagrado ofício da música, tem um brilho e significado especial para mim. Cantar, tocar e compor canções representam a tradução da essência mais pura do que sou.”

Ao longo de sua carreira, Rosa Passos conquistou reconhecimento em mercados importantes como Japão, Europa e Estados Unidos, e foi agraciada com o título de doutora honoris causa pela Berklee College of Music, uma das mais prestigiadas instituições de ensino musical do mundo.

Segundo Paula Lima, a escolha de Rosa para a homenagem simboliza perfeitamente a proposta do ‘Troféu Tradições’. “É uma grande honra para nós homenagearmos a embaixadora da música brasileira Rosa Passos na nossa nova Casa UBC, na quinta edição do Troféu Tradições. Esse prêmio que reconhece e homenageia grandes mulheres. A sua contribuição para a nossa música é gigantesca. Com sua voz brilhante, interpretações únicas, uma habilidade especial como violonista, Rosa tem uma sensibilidade rara, e une técnica e emoção. É referência, é ícone e é inspiração. A nossa dama tem legado e história. Será uma noite das mais bonitas, memoráveis e inesquecíveis”, celebra a presidenta da UBC.

O diretor-executivo da UBC, Marcelo Castello Branco, também destacou a importância da artista: “Rosa Passos, cantora, compositora e violonista, tem uma trajetória digna de grandes estrelas e é um dos talentos brasileiros mais reconhecidos no exterior, com seu estilo único e sua voz encantadora. Para a UBC é uma honra ter Rosa como uma de nossas titulares mais ilustres e reverenciar seu talento com o Prêmio Tradições 2025.” 

Fernanda Takai, cantora, compositora, multi-instrumentista e diretora da UBC, reforça a admiração por Rosa: “Rosa Passos tem o aconchego na voz. Ela é a cantora de afinação impecável que escolhe seu repertório com sabedoria. Sofisticação e simplicidade. Se não bastasse tudo isso, ainda compõe e toca um violão magistral. Ah, Rosinha, somos todos apaixonados por você! Não é à toa que seu canto tem representado o Brasil pelos palcos mais importantes do mundo. Acho que tenho sorte de poder te abraçar a cada show seu que vejo. Obrigada, querida Rosa.” 

Esta será a quinta edição do Troféu Tradições, criado pela UBC para reconhecer a contribuição de mulheres fundamentais para a história da música brasileira. Anastácia, Dona Onete, Lia de Itamaracá e Alaíde Costa foram as artistas homenageadas nas edições anteriores.

Sobre a UBC | A União Brasileira de Compositores – UBC é uma associação sem fins lucrativos, dirigida por autores, que tem como objetivo principal a defesa e a promoção dos interesses dos titulares de direitos autorais de músicas e a distribuição dos rendimentos gerados pela utilização das mesmas, bem como o desenvolvimento cultural. A UBC foi fundada em 1942 por autores e atua até hoje com dinamismo, excelência em tecnologia da informação e transparência, representando mais de 70 mil associados, entre autores, intérpretes, músicos, editoras e gravadoras.

(Fonte: Lupa Comunicação)

Brasil ganha Centro de Documentação de Línguas e Culturas Indígenas

São Paulo, por Kleber Patricio

Na foto, Marilia Marton, Renata Motta, Sonia Guajajara, Marco Antonio Zago, Altaci Kokama, Eduardo Neves e Carlos Gilberto Carlotti Junior. Fotos: Ana Laura.

O Brasil é habitado por mais de 305 povos indígenas e é um dos países mais multilíngues do mundo. Embora a maior parte da população desconheça, além do português, são faladas no território nacional mais de 175 línguas indígenas – muitas delas ameaçadas de desaparecer. O Museu da Língua Portuguesa (MLP) e o Museu de Arqueologia e Etnologia da USP (MAE-USP) se uniram para a criação do Centro de Documentação de Línguas e Culturas Indígenas, iniciativa que pretende contribuir, com comunidades indígenas e instituições parceiras, para a pesquisa, documentação e difusão da diversidade linguística e cultural dos povos indígenas no país.

Com financiamento de R$ 14,5 milhões da Fapesp, o Centro surge com o objetivo de desenvolver pesquisas inéditas e se tornar referência nacional e internacional para constituição de coleções digitais de conhecimentos intangíveis e práticas indígenas a partir de relações de confiança e respeito para com as comunidades e especialistas indígenas envolvidos. Línguas e culturas indígenas têm forte ligação com a história do Estado de São Paulo que, com a sua rede acadêmica e museológica, além de sua importante capacidade tecnológica, coloca-se em situação privilegiada para promover essa iniciativa.

Renata Motta, do Museu da Língua Portuguesa, e Eduardo Neves, do MAE-USP.

O Museu da Língua Portuguesa, o MAE-USP e a FAPESP são instituições do Governo do Estado de São Paulo. O lançamento desta iniciativa aconteceu no dia 20 de maio no auditório do Museu da Língua Portuguesa, em São Paulo, com a presença da ministra dos Povos Indígenas, Sonia Guajajara. O evento marcou o início dos trabalhos de implementação do Centro e das ações que irão se desenvolver ao longo de cinco anos. Todas as informações do Centro estarão concentradas no link https://linguaseculturasindigenas.org.br/. “A ciência e a tecnologia têm um papel estratégico na preservação e difusão de línguas indígenas. A Antropologia e a Linguística, entre outras áreas do conhecimento, associadas às tecnologias digitais e de comunicação, possibilitarão que a sociedade conheça e valorize as línguas e os conhecimentos tradicionais, blindando as culturas originárias do risco do esquecimento”, diz Marco Antonio Zago, presidente da Fapesp.

A iniciativa contará com duas pesquisadoras responsáveis nas áreas de Antropologia e Linguística: respectivamente, Maria Luisa Lucas e Luciana Storto. O Centro também abrirá processo seletivo para 14 bolsistas de graduação e pós-graduação e ainda para 5 bolsistas técnicos, com especial atenção às candidaturas indígenas.

Com um plano de trabalho de cinco anos iniciais, as atividades começam com as reuniões do Conselho Consultivo e Comitê de Ética, a formalização das parcerias institucionais, o desenvolvimento técnico do repositório digital, a seleção dos bolsistas e a estruturação das pesquisas, a realização de encontros temáticos e a realização de um seminário internacional em novembro, que fará parte da programação da Temporada França-Brasil 2025.

Ministra dos Povos Indígenas, Sonia Guajajara.

A necessidade de promoção e fortalecimento das línguas e conhecimentos de povos indígenas é um tópico de preocupação internacional. O tema ganhou relevância na última década especialmente a partir do protagonismo de lideranças indígenas oriundas de países marcados pelos processos de colonização. Por essa razão, a Assembleia Geral das Nações Unidas declarou o período entre 2022 e 2032 como a Década Internacional das Línguas Indígenas (DILI), com uma série de ações encabeçadas pela Unesco em todo o mundo. O Centro integra-se a esse esforço das Nações Unidas e ao plano global da DILI.

No Brasil, cerca de 20% das línguas presentes no território nunca foram estudadas e muitas delas correm o risco de desaparecer ante a interrupção da sua transmissão entre as gerações. Tal situação tem levado a que muitas comunidades indígenas lutem pelo registro de conhecimentos e práticas diretamente relacionadas à manutenção de suas línguas. Documentá-las em texto, áudio e vídeo é uma forma de valorizar e apoiar o fortalecimento não apenas das línguas, mas de sistemas de conhecimento que abrangem as artes verbais indígenas, os processos de fabricação de objetos, as práticas de ocupação territorial, manejo agroflorestal e de produção de alimentos.

Por isso, a implantação do Centro de Documentação de Línguas e Culturas Indígenas será realizada a partir de parcerias sólidas com comunidades indígenas. O Centro atuará em três linhas principais de ação: pesquisa e documentação; construção do repositório digital de acesso gratuito no qual estarão armazenadas as coleções; e comunicação cultural que se concentrará em ações de mediação intercultural e de difusão. O objetivo é dar visibilidade a esta diversidade e contribuir para que a sociedade brasileira reconheça e valorize as línguas indígenas e os complexos sistemas de conhecimento desses povos.

Sonia Guajajara.

As coleções digitais serão constituídas a partir da pesquisa e documentação linguística com foco nos territórios indígenas em Rondônia e na Região das Guianas, importantes áreas multilíngues do país; e de projetos de documentação antropológica voltados ao registro abrangente de práticas e conhecimentos indígenas, sob demanda e interesse das comunidades envolvidas. As ações de difusão serão realizadas em colaboração com instituições parceiras e comunidades indígenas por meio de seminários, oficinas, exposições, programação cultural, ações educativas e produtos editoriais, tendo como públicos-alvo as comunidades indígenas, pesquisadores, estudantes, professores, profissionais de museus e pessoas interessadas em geral.

Para o Museu da Língua Portuguesa, a iniciativa do Centro significa a continuidade e aprofundamento de um processo iniciado em 2022: “Foi quando realizamos a exposição Nhe’ẽ Porã: Memória e Transformação, com curadoria da Daiara Tukano, que marcou o lançamento da Década Internacional das Língua Indígenas no Brasil. Desde então, o Museu tem atuado em diferentes iniciativas voltadas à promoção e valorização das línguas indígenas, culminando agora na criação do Centro de Documentação. As línguas são veículos de sistemas de conhecimento e formas de expressão essenciais para a vida dos povos e o uso livre das línguas é central para o desenvolvimento sustentável das sociedades”, diz Renata Motta, diretora executiva do Museu da Língua Portuguesa.

Já para o Museu de Arqueologia e Etnologia da USP, o projeto permite ampliar o trabalho para outras frentes: “O MAE é hoje um dos mais importantes museus antropológicos do mundo. Os mais de 150.000 objetos indígenas que guardamos são registros únicos de formas de conhecimento de povos que muitas vezes tiveram suas histórias apagadas. Além da pesquisa e ensino, parte da nossa missão é promover o acesso a esses objetos e desenvolver formas de curadoria compartilhada que permitam a expansão de nosso acervo. O Centro de Documentação Indígena permitirá a formação de novas coleções em formato digital, formadas em parceria com pesquisadores indígenas, em um trabalho pioneiro de registro e comunicação de patrimônios ameaçados”, diz Eduardo Góes Neves, diretor do MAE-USP.

Sobre o Museu da Língua Portuguesa | Localizado na Estação da Luz, o Museu da Língua Portuguesa tem como tema o patrimônio imaterial que é a língua portuguesa e faz uso da tecnologia e de suportes interativos para construir e apresentar seu acervo. O público é convidado para uma viagem sensorial e subjetiva, apresentando a língua como uma manifestação cultural viva, rica, diversa e em constante construção. O Museu da Língua Portuguesa é uma instituição da Secretaria da Cultura, Economia e Indústria Criativas do Governo do Estado de São Paulo, concebido e implantado em parceria com a Fundação Roberto Marinho. O IDBrasil Cultura, Educação e Esporte é a Organização Social de Cultura responsável pela sua gestão.

Sobre o MAE-USP | O Museu de Arqueologia e Etnologia da USP, criado em 1989, possui um dos mais importantes acervos arqueológicos e etnográficos do Brasil. Na condição de museu universitário, dedica-se aos pilares da vida acadêmica (pesquisa, ensino e extensão) e conta com dois programas de pós-graduação (Arqueologia e Museologia), além de oferecer cursos de graduação regulares à comunidade USP. Herdeiro de coleções etnográficas de instituições como o Museu Paulista e o Acervo Plinio Ayrosa, o MAE-USP abriga hoje importantes coleções como aquelas de Harald Schultz, Herbert Baldus, Curt Nimuendajú, Dina e Claude Lévi-Strauss e Vera Penteado Coelho. Nas últimas décadas, somaram-se ao acervo outras coleções, como as do Banco Santos, de Lux Vidal e de Regina Muller. Destacam-se, ainda, as coleções com peças arqueológicas (em especial aquelas com cerâmicas marajoaras e tapajônicas), africanas, afro-brasileiras e mediterrâneas. Juntas, tais coleções têm fomentado um grande número de projetos de pesquisa dentro e fora do MAE-USP, de pedidos de empréstimo para exposições dentro e fora do país e, de maneira cada vez mais exponencial, demandas de acesso e de estabelecimento de parcerias e projetos colaborativos com as comunidades implicadas nestas coleções.

Sobre a Fapesp | A Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo é uma das principais agências de fomento à pesquisa científica e tecnológica do país. Com um orçamento anual correspondente a 1% do total da receita tributária do Estado, a Fapesp está ligada à Secretaria de Ciência, Tecnologia e Inovação do Estado de São Paulo e apoia a pesquisa científica e tecnológica, além da formação de recursos humanos para a CT&I no Brasil e no Exterior.

(Com Alan de Faria/IDBR)

Musical ‘Pimentinha – Elis Regina para Crianças’ chega dia 31/5 à EcoVilla Ri Happy

Rio de Janeiro, por Kleber Patricio

Fotos: Junior Mandriola.

‘Pimentinha – Elis Regina para Crianças’ conta a história de Lilica, uma menina apaixonada por música e por suas grandes cantoras que faz de tudo para sua mãe levá-la a um concurso de jovens talentos no rádio. Chegando lá, a menina de óculos e cabelo desgrenhado se sente intimidada pelo visual que a impõem. Em busca de sua própria essência, Lilica vai desafiar os padrões de beleza e mostrar que toda pessoa é linda quando dá espaço para sua real personalidade. O musical entra em cartaz dia 31 de maio na EcoVilla Ri Happy.

Inspirado em passagens da infância de Elis Regina, que foi uma menina tímida que se escondia atrás dos óculos fundo de garrafa, mas sempre buscou se sentir representada na sociedade e através do seu visual. Na trilha sonora, estão grandes clássicos da MPB imortalizados por Elis Regina, como ‘Fascinação’, ‘O Bêbado e a Equilibrista’, ‘Madalena’ e ‘Como nossos pais’, em arranjos pensados para as novas gerações.

Nome: Pimentinha – Elis Regina para crianças

Data: 31 de maio a 29 de junho, aos sábados e domingos

Horário: 16h

Valor do ingresso: R$40 (meia)
Classificação: LIVRE

Duração: 60 min

Sobre a Ecovilla Ri Happy

O espaço integra a Sala de Espetáculos Tom Jobim, que estava fechada desde 2017, localizado dentro do bicentenário Jardim Botânico do Rio de Janeiro. A EcoVilla Ri Happy apresenta às crianças e famílias a integração do entretenimento com a busca pelo conhecimento e pela responsabilidade socioambiental, através de uma programação lúdica e inclusiva.

Acessibilidade

Além de espetáculos e atividades voltadas para inclusão dos pequenos, a acessibilidade é compromisso dos realizadores da EcoVilla Ri Happy, que tem como um dos pilares principais ser o primeiro espaço infantil do Rio de Janeiro desenvolvido para todos os perfis de público. O espaço conta com tradução em LIBRAS e legendas em português para pessoas surdas e com deficiência auditiva, audiodescrição para o público com deficiência visual e baixa visão, além de fones abafadores de ruídos para crianças com hipersensibilidade auditiva. Com uma equipe preparada para o receptivo de todos os públicos, o teatro possui rampas e cadeiras de rodas, assentos reservados para pessoas em cadeira de rodas ou pessoas com pouca mobilidade, sinalização em braille, banheiros PCD, e, mediante agendamento, oferecemos visita tátil ao cenário. Os recursos estão disponíveis em todas as sessões do Teatro EcoVilla Ri Happy.

A EcoVilla chegou ao mercado com o naming rights da Ri Happy, que surfa sua primeira experiência neste formato. Além do próprio nome assinando o espaço, a maior rede de lojas de brinquedos do país tem na EcoVilla, uma loja foyer/conceito pensada exclusivamente para o local. Esse formato garante a integração do clássico ambiente de compra de brinquedos, com espetáculos, atividades lúdicas e muita diversão para toda a família. O espaço fica aberto de domingo a domingo das 9 às 17h.

Com cerca de 300 lojas no país, próprias e franquias, e presente em mais de 80 cidades, a Ri Happy está construindo sua loja conceito na EcoVilla com cerca de 277 metros quadrados. Um espaço todo pensado para alcançar a psiquê lúdica, dos sonhos das crianças e dos adultos. Já imaginou poder fazer compras, testar brinquedos, acessar um espaço repleto de programação cultural, tudo em um só lugar? Essa já é uma realidade.

A EcoVilla Ri Happy é uma iniciativa da Aventurinha, marca dedicada ao público infanto-juvenil da empresa Aventura, comandada por Aniela Jordan e Luiz Calainho, referência absoluta de produção teatral no país e que também lançou os já tradicionais Teatro Riachuelo e Teatro Prudential. Os ingressos para os espetáculos e atrações podem ser garantidos no site Eventim.

Serviço:

Local: EcoVilla Ri Happy

Endereço: dentro do Parque Jardim Botânico, Rua Jardim Botânico, 1008

Loja Conceito Ri Happy: aberta todos os dias de 9h às 17h

Funcionamento Bilheteria da Casa: Terça a domingo, 9h às 18h

Contato: (21) 97281-1987

E-mail: casa@ecovilla.art.br

Site: Casa EcoVilla Ri Happy.

(Com Flávia Motta/Lupa Comunicação)