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Lazer & Gastronomia

São Paulo, SP

Quatro viagens no tempo, um só lugar: o Espaço Cultural CNP de Realidade Virtual

por Kleber Patrício

Devido ao sucesso das três expedições em realidade virtual iniciadas em setembro de 2025, o Espaço Cultural CNP de Realidade Virtual anuncia a prorrogação de suas atividades. Além da extensão do prazo, o centro cultural traz uma novidade de peso: a exibição simultânea de quatro roteiros distintos que transportam os visitantes por bilhões de anos de […]

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Paula Toller apresenta tour ‘Amorosa’ em Campinas

Campinas, por Kleber Patricio

Fotos: Divulgação.

Paula Toller segue nas estradas com a tournée ‘Amorosa 2025’. A artista traz para a cidade de Campinas, no dia 28 de junho, um repertório composto por grandes sucessos, canções recentes e algumas surpresas. A apresentação vai acontecer no Royal Palm Hall. Os portões abrem às 19h. A realização é da Oceania Eventos.

Estarão disponíveis para o público quatro tipos de ingressos: Cadeira Mesa Diamante, Cadeira Mesa Ouro, Cadeira Mesa Prata e Cadeira Mesa Bronze. Os ingressos podem ser adquiridos pelo site da Ícones https://www.icones.com.br/evento/048006-paula-toller-tour-amorosa-2025 ou na Livraria Leitura do Parque Dom Pedro Shopping.

O espetáculo celebra quatro décadas de poder feminino na música brasileira, levados ao palco por uma das precursoras. “Amorosa é uma celebração de toda minha carreira, um aniversário de casamento com o público. O show reúne muitos sucessos tanto da época do Kid quanto da carreira solo. A banda é um espetáculo à parte. Mais de meio milhão de pessoas já assistiram, venha também”, convida a artista.

Paula Toller construiu trajetória de 10 milhões de discos, CDs e DVDs nas casas dos fãs do Kid Abelha e de seu trabalho solo, junto a seis discos de ouro, um de platina e um de diamante. O repertório é uma antologia de toda sua carreira. Os incontáveis hits são apresentados agora com direção musical e arranjos do lendário produtor Liminha.

A direção de arte e cenários são do consagrado arquiteto e designer Gringo Cardia com imagens do pintor e tapeceiro modernista Genaro de Carvalho. Grandes clássicos de 40 anos de carreira compõem o setlist, como ‘Nada sei’, ‘Lágrimas e chuva’, ‘Amanhã é 23’ e ‘Como eu quero’, entre outras, celebrando a especial conexão da artista com seu público. A fabulosa banda tem Liminha com seu violão envenenado, mais Gustavo Camardella (violão e vocal), Pedro Dias (baixo e vocal), Gê Fonseca (teclados e vocal) e Adal Fonseca (bateria).

AMOROSA

O audiovisual do show Amorosa foi gravado em 26 e 27 de janeiro de 2024 no Vivo Rio, com ingressos esgotados. O emocionante espetáculo contou com participações de Luísa Sonza em ‘Nada Sei’, Fernanda Abreu em ‘Na rua, na chuva, na fazenda’ e Roberto Menescal, precursor da Bossa Nova, em ‘Nada por mim’. Paula leva essa mesma energia para as estradas do país, recebendo o público com o elogiado concerto.

PAULA TOLLER

Paula Toller é cantora e compositora brasileira, considerada uma das melhores vozes soprano lírico da música popular brasileira. A carreira de Paula Toller se funde com a da banda Kid Abelha, um dos maiores fenômenos da música nacional, com mais de 10 milhões de discos vendidos, uma imensa coleção de hits e discos de ouro, platina e diamante. A banda encerrou suas atividades em pleno sucesso, e Paula segue seduzindo os fãs brasileiros com sua voz inconfundível e uma bem-sucedida carreira solo, com shows de alto nível e ótimas letras, além de muitos prêmios. Nos últimos anos, o público vem se renovando através das redes sociais, com milhares de jovens interpretando seus hits em diversos estilos.

Além disso, Paula Toller tem um prestigiado espumante com sua marca La Toller Brut e se tornou coprodutora de filmes, sendo o mais recente ‘Minha fama de mau’, que foi lançado em fevereiro de 2019.

Serviço:

Show Paula Toller

Data: 28 de junho

Horário de abertura: 19h

Local: Royal Palm Hall – Rua Monsenhor Luís Fernandes de Abreu, 311 – Jardim do Lago Continuação – Campinas/SP.

Mais informações: https://www.icones.com.br/evento/048006-paula-toller-tour-amorosa-2025.

(Com Diego Vivan/Estrategic Assessoria e Comunicação)

‘Nas Ondas do Rádio’ celebra o Teatro de Revista com 25 artistas em cena e chega à Galeria Olido

São Paulo, por Kleber Patricio

Fotos: Cleo Martins.

Inspirado na história de sucesso da Rádio Nacional, considerada a maior emissora brasileira na década de 1950, o autor mineiro Pádua Teixeira desenvolveu a dramaturgia de ‘Nas Ondas do Rádio’. O texto tem grande repercussão desde os anos 2000 e agora ganha uma nova montagem, dirigida por Sebastião Apolonio e Roberto Taty. A temporada gratuita envolve 20 apresentações. Depois de passar pelo Teatro Cacilda Becker, a peça entra em cartaz na Galeria Olido, com apresentações nos dias 29, 30 e 31 de maio, às 20h, e 1º de junho, às 19h. Por fim, é possível conferir o trabalho entre os dias 26 de junho e 6 de julho no Teatro Arthur Azevedo, de quinta a sábado, às 20h30, e, aos domingos, às 19h. Basta retirar o ingresso nas bilheterias de cada teatro com 1 hora de antecedência.

“Como os anos 50 também representam o auge do Teatro de Revista no Brasil, achei interessante explorar essa linguagem em ‘Nas Ondas do Rádio’. Infelizmente, nos anos 70, parou de se fazer teatro desta forma, principalmente por conta dos custos. Era uma produção muito grandiosa, porque envolvia um elenco numeroso, com coristas, bailarinos, números musicais e números de comédia”, conta Apolonio.

Para reviver com maestria a experiência do Teatro de Revista, a peça conta com 25 artistas em cena, entre atores, atrizes e músicos. A maioria deles mora no Palacete dos Artistas, um prédio residencial mantido pela Cohab-SP destinado a acolher profissionais das artes aposentados que passam por dificuldades financeiras ou não possuem moradias.

Sobre a encenação

Mais do que uma grande homenagem aos anos de ouro do rádio no Brasil, o texto celebra a Atlântida Cinematográfica e os artistas de teatro dos anos 50. É possível ver referências às vedetes Virgínia Lane, Salomé Parísio e Mara Rúbia; às cantoras Emilinha Borba, Carmen Miranda e Ângela Maria e até aos atores Oscarito e Grande Otelo. “Além dos números musicais divertidíssimos, nós encenamos as propagandas icônicas daquele período, como as da Varig, do creme Rugol e da Palmolive. É uma verdadeira viagem no tempo que com certeza vai emocionar os espectadores”, comenta Apolonio.

Ao enaltecer o passado e optar por um elenco de veteranos, ‘Nas Ondas do Rádio’ agrega valor histórico e artístico a esse conjunto de atores e atrizes idosos que, embora não estejam mais inseridos no mercado de trabalho, possuem pesquisa e proposições estéticas inigualáveis. “Nos unimos para resgatar memórias e trajetórias de um tempo que era maravilhoso de se viver. O Brasil estava indo para a frente e tínhamos muita esperança. Eu era adolescente e tudo era muito bonito. Mas veio o golpe militar em 1964, o que acabou com tudo”, completa o diretor.

Inclusive, essa dimensão trágica também está presente no trabalho. De acordo com Apolonio, há uma espécie de crítica social na encenação, percebida pela ironia contida no texto.

Este projeto foi contemplado pela 19ª edição do Prêmio Zé Renato para a cidade de São Paulo.

Sinopse | Nas Ondas do Rádio é o novo espetáculo dos moradores do Palacete dos Artistas, uma homenagem aos anos dourados da rádio no Brasil, destacando a programação da icônica Rádio Nacional e o Teatro de Revista.

Ficha Técnica

Direção: Sebastião Apolonio e Roberto Taty Dramaturgia Original: Pádua Teixeira Dramaturgismo e Adaptações Cênicas: Gabi Costa Direção Musical: Gilda Vandenbrande Elenco: Anna Rodrigues Carvalho, Bernardete Vicente de Souza, Divina Valéria, Eliná Coronado, Hilton Have, João Ribeiro, Katia Estevam, Larissa Leão, Miguel Bretas, Paola Romero, Raimundo José, Robert Kennedy,  Roberto Taty, Sabinna di Colluccy, Sergio Buck, Sylvia Malena, Victor Wagner, Walter Carvalho Músicos: Artur do Cavaco, Dorival do Pandeiro e Fabinho 7 Cordas Coreografias: André Gama Cenografia e Objetos de Cena: Nilton Araujo Execução do Cenário: Galatha Decô Serralheria: Maurício Batista da Silva Cenotécnico Assistente: Henrique Orquiza Contrarregra: Paulo A. Santos Criação de Luz: Jota Michilis Operação e Assistência de Iluminação: Claudio Brandão e Silvestre Garcia Produção de Trilha e Efeitos Sonoros: Eduardo Gabriel Alves Técnica e Operação de Som e Microfones: Eduardo Gabriel Alves e Tiago Silva Camareira: Maria Leal Apoio Técnico: Mariana Ruiz Maquiagem: Renatto Valentte Figurino e adereços:  F.E.Kokocht Execução de Figurinos, Adereços e Máscaras: F. E. Kokocht, Tereza Dione e Olívia Valente Assistentes na execução de Figurinos e Adereços: Rose Saturno, Lucas Gomes e Maria Ada Produção Executiva de Figurinos e Adereços: Rose Saturno/Alcilene Evangelista Coordenação do projeto: Miguel Bretas Voz OFF (Abertura): Rebeka Teixeira Fotos: Cléo Martins Designer Gráfico: Nathalia Ernesto Produção: Corpo Rastreado Assessoria de Imprensa: Canal Aberto

Serviço:

Nas Ondas do Rádio

Duração: 90 min | Classificação:  12 anos | Ingresso: Gratuito, na bilheteria, 1 hora antes

Galeria Olido

Data: 29 de maio a 1º de junho, de quinta a sábado, às 20h, e, no domingo, às 19h

Endereço: Av. São João, 473 – Centro Histórico de São Paulo

Telefone: (11) 2899-7370

Teatro Arthur Azevedo

Data: 26 de junho a 6 de julho, de quinta a sábado, às 20h30, e, no domingo, às 19h

Endereço: Av. Paes de Barros, 955 – Alto da Mooca

Telefone: (11) 2604-5558.

(Com Daniele Valério/Canal Aberto Assessoria de Imprensa)

Expedição inédita de barcos a remo vai refazer viagem histórica de Hans Staden Jornada entre os litorais de São Paulo e Rio de Janeiro celebrará os 500 anos do nascimento do aventureiro alemão, que ficou célebre após escapar do cativeiro dos tupinambás

Bertioga, por Kleber Patricio

Jornada entre os litorais de São Paulo e Rio de Janeiro celebrará os 500 anos do nascimento do aventureiro alemão, que ficou célebre após escapar do cativeiro dos tupinambás. Foto: Thais Luz.

O aventureiro alemão Hans Staden foi capturado pelos tupinambás no ano de 1554 na região de Bertioga, em São Paulo, e levado até a aldeia deles nos arredores de Mangaratiba, no Rio de Janeiro. Na volta a Europa, depois de escapar de ser devorado por esses índios, praticantes do canibalismo, teve uma história e tanto para contar. Seu famoso livro publicado em 1557 a respeito de sua jornada nos trópicos foi o primeiro grande registro a respeito da fauna e flora do país e dos hábitos dos povos originários da terra recém-descoberta.

Hans Staden nasceu em 1525 na cidade de Homberg, na Alemanha central. De forma a celebrar os 500 anos dessa data, uma expedição inédita de barcos a remo Coastal, dentro do projeto Hans Staden 500, irá refazer a viagem histórica. Durante três dias no próximo mês de julho, os atletas do Clube de Regatas Bandeirante, tradicional agremiação da Raia Olímpica da USP, irão percorrer mais de 200 quilômetros entre os litorais de São Paulo e do Rio de Janeiro passando por pontos e paisagens descritos pelo livro. A iniciativa merecerá cobertura online pelas redes sociais do Clube de Regatas Bandeirante e, ao final da viagem, a expedição vai ser tema de um minidocumentário (com pré-estreia gratuita em Bertioga), de um minilivro fotográfico digital, de uma exposição itinerante de fotos e de palestras sobre o assunto.

O ponto de partida será o Forte São João, em Bertioga, na mesma região em que Staden trabalhava como artilheiro para os portugueses, que viviam em guerra contra os tupinambás. O alemão foi aprisionado pelos indígenas nas redondezas dali e depois levado para a aldeia deles nas imediações de Mangaratiba, no Rio. Ele ficou no cativeiro durante nove meses, até ser libertado por franceses que negociaram a soltura com os tupinambás.

Além de relembrar a famosa jornada, o projeto Hans Staden 500 vai explorar as grandes mudanças ocorridas naquele trecho do litoral da época da viagem do alemão até os dias de hoje. O objetivo é chamar atenção para os impactos socioambientais provocados pela ocupação humana daquela área. Serão abordados ainda os esforços mais recentes realizados para a recuperação da fauna e flora do local, assim como a atual situação dos povos originários que vivem na região e o histórico da presença das pessoas negras naquela área desde o período do descobrimento até os dias atuais.

A parte esportiva do projeto é outro destaque da expedição. Enquanto a viagem de Hans Staden de Bertioga até Mangaratiba ocorreu a bordo de canoas tupinambás, os remadores do Clube de Regatas Bandeirante irão refazer o trajeto dentro de guarnições de Coastal, que são modernos barcos a remo olímpicos adaptados para travessias em mar aberto. A modalidade vem se popularizando rapidamente e foi incluída como esporte competitivo nas Olimpíadas de Los Angeles em 2028.

O projeto Hans Staden 500 é patrocinado pela Autoridade Portuária de Santos, com apoio do Ministério dos Portos e Aeroportos e do Governo Federal. A Marinha do Brasil é consultora técnica da expedição e a iniciativa envolve também a participação das empresas Lamp (responsável pelo conteúdo de fotos e vídeos) e da Barra Pro Mar Turismo e Serviços (logística e segurança).
(Com Gabriel Santos da Silva/Target Comunicação)

Democratização do colo: o desafio da educação antirracista na primeira infância

São Paulo, por Kleber Patricio

Capa do livro.

Na sala da educação infantil, bebês começam a chorar. Para acalmá-los, a professora senta-se, coloca um deles no colo, abraça, acaricia e profere palavras de carinho. O outro é deixado no chão, encostado na perna da figura mais próxima à materna no ambiente, permanecendo ali até que o choro cessa. Qual dessas crianças é negra?

Essa distinção entre brancos e negros, prática comum no ambiente escolar, levou a educadora, pesquisadora e doutora em Educação e relações étnico-raciais Jussara Santos a reunir vivências, pesquisas e relatos no livro ‘Democratização do colo: Educação antirracista para e com bebês e crianças pequenas’, publicação da Papirus Editora.

Com o intuito de convidar a sociedade a refletir sobre infância e racismo com coragem, compromisso e honestidade, a autora apresenta subsídios para que o preconceito na rotina infantil não passe despercebido. A pesquisadora abre possibilidades à identificação e ao manejo das situações de discriminação.

Jussara analisa a seletividade de quais corpos ganharão ou não o colo desejado em diferentes momentos. Aborda, ainda, os conceitos de raça, racismo, branquitude e como esses se apresentam nas relações entre bebês, crianças e adultos envolvidos nos processos de educação e cuidados.

A falta de brinquedos, livros e narrativas literárias que valorizassem a presença de bebês/crianças negros, indígenas, bolivianos e de outras nacionalidades, presentes nas instituições por onde passei, além de mediações tantas vezes excludentes e racistas, contribuía para um silenciamento por parte dessas crianças, o que comumente era intitulado timidez. Não raras foram as vezes que as professoras titulares das turmas diziam: “Nem fique perto desse bebê, ele não gosta de colo, de proximidade”. (Democratização do colo: Educação antirracista para e com bebês e crianças pequenas, p. 24)

Fruto de 20 anos de atuação de Jussara Santos na educação básica, a obra evidencia que a implementação de uma educação antirracista requer compromisso institucional e pedagógico que vá além de políticas superficiais.

A ideia é promover uma transformação estrutural e cultural nas instituições educativas. Para isso, é essencial potencializar o sentimento de pertença e segurança nas relações estabelecidas entre adultos, bebês e crianças pequenas.

Em Democratização do colo, a autora propõe a construção de uma sociedade mais justa, inclusiva e equitativa. Isso implica que a educação antirracista se constitua elemento basilar para as práticas pedagógicas nas instituições de educação infantil.

A obra é um manifesto para que bebês e crianças negros, indígenas e todos aqueles que são racializados existam no planejamento, na organização dos espaços, nos brinquedos, nas fantasias, nas obras literárias e, sobretudo, nos braços que acolhem, protegem e acariciam.

Ficha técnica

Título: Democratização do colo: Educação antirracista para e com bebês e crianças pequenas

Autora: Jussara Santos

ISBN: 978-65-5650-197-0

Formato: 14 x 21 cm

Páginas: 144

Preço: R$ 64,90

Preço e-book: R$ 44,90

Onde encontrar: Amazon 

Sobre a autora

Foto: Lucas Souza.

Jussara Santos é educadora das infâncias há 20 anos, atuando com bebês e crianças entre 0 e 6 anos. Compõe a dupla autoria do documento Currículo da cidade: Educação antirracista (São Paulo, 2022). É mestre em Educação pela Pontifícia Universidade Católica de São Paulo (PUC-SP) e doutora em Educação e relações étnico-raciais pela Universidade Federal de São Carlos (UFSCar). Pesquisa infâncias, antirracismo e educação infantil. Ganhou prêmios como Mulheres Negras na Ciência (2019) e Paulo Freire (2019), na cidade de São Paulo. Integra comissões de heteroidentificação em concursos públicos no Brasil. Atua no Centro de Estudos das Relações de Trabalho e Desigualdades (CEERT), nas áreas de educação e trabalho. Presta assessoria para instituições públicas e privadas no país. Toca tambor no bloco afro Ilú Obá De Min. Instagram: @profajussarasantos.  

Sobre a Papirus 

A Papirus Editora se destaca pela publicação de obras nas áreas de educação, filosofia e psicologia, além de temas relacionados a desenvolvimento pessoal e profissional. Com um catálogo diversificado e autoral, busca promover o conhecimento e o debate sobre questões relevantes para a sociedade contemporânea. Instagram: @papiruseditora.

(Com Luisa Lacombe/LC Agência de Comunicação)

Garibaldi: um pedacinho da Itália em solo gaúcho

Garibaldi, por Kleber Patricio

Em 2025, o Rio Grande do Sul celebra os 150 anos da imigração italiana — um marco histórico que moldou a cultura, a arquitetura, a gastronomia e o jeito de ser de tantas cidades da Serra. Em meio a esse legado, Garibaldi se destaca como um dos destinos mais autênticos para quem deseja vivenciar um pedaço da Itália sem sair do Brasil.

Conhecida como a Capital Nacional do Espumante, Garibaldi é mais do que um polo vitivinícola: é um lugar onde as tradições dos imigrantes seguem vivas, celebradas com orgulho em cada canto. Dos casarios centenários às festas comunitárias, o visitante é acolhido com memória, sabor e hospitalidade. “Em um ano tão simbólico para a história dos descendentes italianos no Brasil, visitar Garibaldi é mais do que uma viagem turística: é uma forma de celebrar a identidade e os valores deixados por quem ajudou a construir essa terra com tanto trabalho e afeto”, destaca o prefeito de Garibaldi, Sérgio Chesini.

A seguir, confira algumas experiências imperdíveis para quem deseja mergulhar nesse legado.

Degustar espumantes premiados no berço da bebida no Brasil

Foto: FM Criação.

Garibaldi abriga vinícolas icônicas como Peterlongo, Chandon e Cooperativa Garibaldi, além de pequenas vinícolas familiares que oferecem experiências intimistas. É possível degustar rótulos premiados internacionalmente e aprender sobre o método champenoise, tudo em meio a vinhedos que parecem saídos de um cenário europeu.

Passear no Tim-Tim pelo Centro Histórico

Foto: Vicente Silveira.

O passeio de Tim-Tim – um legítimo caminhão do Exército dos anos 40 transformado em um elegante ônibus de turismo — percorre os principais pontos do centro histórico com narração e trilha sonora típica. É uma forma leve e divertida de conhecer a cidade e aprender sobre sua história, arquitetura e personagens.

Caminhar pelo Centro Histórico e se hospedar em casarões centenários

Fotos: Samuel Cereja.

O centro da cidade é um verdadeiro cartão-postal: ruas arborizadas, arquitetura típica dos imigrantes e um clima de vila italiana. Entre lojas, cafés e opções gastronômicas, o visitante desfruta de uma verdadeira viagem no tempo e de um clima acolhedor.

Visitar a Igreja Matriz São Pedro

Foto: Divulgação/Prefeitura de Garibaldi

Localizada no coração da cidade, a imponente Igreja Matriz encanta pela arquitetura e pelo simbolismo. Sua escadaria oferece uma vista privilegiada do centro histórico, sendo ponto de encontro de moradores e turistas. Além disso, ao lado, o visitante pode desfrutar do conforto de uma praça com infraestrutura inspirada em jardins franceses e paisagismo verde aconchegante.

Conhecer o Museu Municipal de Garibaldi

Foto: Alexandra Ungaratto.

O museu preserva a memória da imigração com acervo rico em fotografias, objetos, mobiliário e documentos. Uma visita que emociona e conecta o visitante à trajetória das famílias que moldaram a cidade.

Participar de festas que celebram a cultura italiana

Foto: Divulgação.

Garibaldi tem um calendário recheado de eventos que exaltam suas raízes. A Fenachamp é a grande celebração do espumante e ocorre a cada dois anos. Em 2025, a festa será realizada de 2 a 26 de outubro. O Festival do Grostoli (abril) valoriza a doçura da cozinha das nonnas. E o Festival Colonial Italiano, que reúne música, oficinas e danças que recontam o cotidiano dos imigrantes, está marcado para os próximos dias 24 e 25 de maio.

Saborear uma verdadeira sequência italiana feita pelas nonnas

Massas artesanais, galeto, polenta, radicci com bacon e vinho da casa: a tradicional sequência italiana é uma celebração do sabor e da memória. Restaurantes e cantinas rurais mantêm viva essa tradição em ambientes repletos de afeto.

Embarcar na Maria Fumaça com música e emoção

Foto: Vicente Silveira.

A clássica viagem de Maria Fumaça leva os visitantes de Garibaldi até Bento Gonçalves, com apresentações culturais a bordo, degustações e paisagens encantadoras. Uma experiência inesquecível que celebra a imigração italiana com todos os sentidos.

Viver o turismo rural com sabor e autenticidade

Foto: Alexandra Ungaratto.

Nas áreas mais afastadas do centro, o turista encontra propriedades rurais onde se pode provar queijos, grostoli, salames, sucos e vinhos direto do produtor. Cada visita é uma oportunidade de ouvir boas histórias, conhecer processos artesanais e contemplar paisagens deslumbrantes.

(Com Laura Kirchhof/Critério Comunicação)