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Arte & Cultura

Rio de Janeiro

Etc e Tal transforma “Dom Quixote” em uma experiência visual arrebatadora e reafirma a força da mímica brasileira no cenário contemporâneo

por Kleber Patrício

Uma das companhias mais importantes do teatro físico brasileiro, a carioca Etc e Tal apresenta Dom Quixote, espetáculo infanto-juvenil sem palavras que reinventa o clássico de Miguel de Cervantes por meio da mímica, da comicidade gestual e de uma sofisticada dramaturgia visual. A estreia acontece no dia 7 de março de 2026 no Teatro Glaucio […]

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Lazer & Gastronomia

Inglaterra

British Pullman, A Belmond Train, Inglaterra, apresenta “Celia”, vagão exclusivo assinado por Baz Luhrmann e Catherine Martin

por Kleber Patrício

Novo vagão é dedicado a eventos e jantares privados; espaço foi idealizado e desenhado pelo cineasta Baz Luhrmann, diretor de filmes como Moulin Rouge!, The Great Gatsby e Elvis, e pela figurinista e designer de produção Catherine Martin, quatro vezes vencedora do Oscar por seu trabalho em Moulin Rouge! e The Great Gatsby

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Best-seller do NY Times, ‘Todas as Cores da Escuridão’ chega ao Brasil pela editora nVersos

São Paulo, por Kleber Patricio

Capa do livro. Fotos: Divulgação.

Indicado ao Goodreads Choice Awards na categoria de Melhor Thriller ou Mistério de 2024, ‘Todas as Cores da Escuridão’ chega ao Brasil publicado pela Editora nVersos e promete prender a atenção de quem ousar encarar suas páginas – basta ver o sem fim de avaliações positivas e comentários elogiosos.

Todas as Cores da Escuridão se passa no verão de 1975, quando a cidade de Monta Clare, Missouri, mergulha numa tragédia: Joseph Macauley, conhecido como Patch, desaparece após salvar Misty Meyer de um ataque violento numa floresta. Aos treze anos, Patch é um garoto peculiar, obcecado por piratas e dono de uma coleção de tapa-olhos feitos pela mãe. Criado por Ivy, uma mulher exausta por tentar vencer a pobreza, ele sonha com mundos melhores enquanto enfrenta a dureza da vida com bravura e imaginação.

Na manhã do desaparecimento, Patch parte em direção à escola com seu figurino de pirata. Após enfrentar valentões da cidade, ele acaba testemunhando Misty sendo atacada. Ele intervém, armado com uma adaga cenográfica, e consegue fazer a garota fugir, mas acaba gravemente ferido. No dia seguinte, apenas seu tapa-olho roxo com uma estrela prateada é encontrado.

A cidade entra em estado de comoção. A polícia mobiliza buscas intensas, a mídia chega e moradores reagem com desespero, especulações e preconceito. Saint, melhor amiga de Patch e apaixonada por apicultura, torna-se o elo emocional da narrativa. Ela não desiste de procurar o amigo, desafiando adultos, policiais e a própria dor. Com inteligência, coragem e persistência, Saint tenta manter viva a história do garoto que enfrentou um monstro para proteger alguém.

Enquanto a cidade digere a tragédia, surgem pistas sobre outros desaparecimentos recentes na região. Misty, marcada pelo trauma, indica o nome de um possível envolvido: Dr. Tooms. As autoridades hesitam, e a comunidade lentamente começa a aceitar a perda. Para Saint, porém, não há descanso. Ela lidera campanhas, mobiliza vizinhos, desafia as limitações da infância e resiste à indiferença crescente.

Com linguagem poética e narrativa sensível, Chris Whitaker costura um romance sobre infância, violência, desigualdade e esperança. Todas as Cores da Escuridão transforma um caso de desaparecimento em um épico de amadurecimento precoce e memória coletiva. Patch desaparece, mas seu legado ecoa nas ações de quem o amava, como Saint, que mantém acesa a chama de justiça, empatia e luta por dignidade em um mundo desigual.

Trecho do livro:

Do terraço da cozinha, Patch olhava através das fileiras de carvalhos e pinheiros brancos até a silhueta imponente das Montanhas St. François, que cobria a pequena cidade de Monta Clare com sua sombra, independente da estação do ano.

Aos treze anos, ele acreditava piamente que havia ouro além do Planalto de Ozark. Que existia um mundo mais promissor à sua espera.

Apesar disso, mais tarde naquela manhã, enquanto morria na floresta, ele se agarraria àquele alvorecer e o apertaria contra si até que as cores se esvaíssem, pois sabia que não poderia ter sido tão belo. Que nada jamais fora tão belo em sua vida.

Sobre o autor | Chris Whitaker é o multipremiado autor de Tall Oaks, All the Wicked Girls e We Begin at the End. Os seus três livros foram acolhidos pela crítica com elogios unânimes – Tall Oaks venceu o CWA New Blood Dagger Award, em 2017, e We Begin at the End (best-seller imediato do New York Times e do Washington Post), em 2021, venceu o CWA Gold Dagger – Melhor thriller do Ano, a mais alta distinção da Crime Writers Association. Foi também vencedor do Theakston Old Peculier Crime Novel of the Year 2021 e do Ned Kelly International Award, outros dos mais prestigiados prêmios deste gênero literário. Chris mora no Reino Unido.

Sobre a editora | A nVersos Editora tem como missão publicar obras que façam parte da busca por novos conhecimentos e que proporcionem o enriquecimento intelectual do nosso leitor, fazendo com que a publicação de livros sobre educação, saúde, bem-estar e comportamento se propague em várias esferas da sociedade.

Serviço:

Título: Todas as Cores da Escuridão

Autores: Chris Whitaker (@chriswhitakerauthor)

Editora: nVersos

Páginas: 570

Preço: R$ 75,00

Disponível para compra no link.

(Com Marcelo Boero/Aspas e Vírgulas)

Osesp interpreta a ‘Sinfonia Trágica’ de Mahler e Coro da Osesp presta homenagem a Naomi Munakata

São Paulo, por Kleber Patricio

Osesp. Foto: Alexandre Silva.

Osesp. Foto: Alexandre Silva.

A Fundação Osesp e o Governo do Estado de São Paulo, por meio da Secretaria da Cultura, Economia e Indústria Criativas, apresentam na Sala São Paulo a Temporada Osesp 2025. Nesta semana, de quinta-feira (22/mai) a sábado (24/mai), a Orquestra Sinfônica do Estado de São Paulo – Osesp interpreta a Sinfonia nº 6, de Gustav Mahler, mais conhecida como Trágica. Estruturada em quatro movimentos, a obra traz algumas das características mais marcantes do visionário compositor, como a ambição de abarcar em si um universo inteiro e a de provocar uma meditação sobre a experiência humana. Também estão presentes os grandes contrastes, com uma riqueza que oscila do absoluto êxtase ao desespero, culminando em um final sombrio e devastador. A regência deste programa ficará a cargo do Diretor Musical e Regente Titular da Orquestra, Thierry Fischer. Vale lembrar que o concerto da sexta-feira (23/mai), às 20h, será transmitido ao vivo no canal da Osesp no YouTube.

Coral Paulistano. Foto: Stig de Lavor.

E no domingo (25/mai), às 18h, o Coro da Osesp se une ao Coral Paulistano para um programa em homenagem a Naomi Munakata. Uma das mais importantes maestras brasileiras, ela foi regente titular do Coro da Osesp de 1995 a 2015 e, de 2016 até sua morte, em 2020, dirigiu o Coral Paulistano. Maíra Ferreira, que foi assistente de Naomi no Coral Paulistano e hoje é titular do grupo, dirige a apresentação, que terá peças de Kosaku Yamada, Olivier Messiaen, Francis Poulenc, Johannes Brahms – cujos Quatro quartetos a maestra apreciava especialmente – e autores brasileiros como Aylton Escobar, Dorival Caymmi e Osvaldo Lacerda. Os ingressos para ambos os programas podem ser adquiridos neste link.

Orquestra Sinfônica do Estado de São Paulo – Osesp

Desde seu primeiro concerto, em 1954, a Osesp tornou-se parte indissociável da cultura paulista e brasileira, promovendo transformações culturais e sociais profundas. A cada ano, a Osesp realiza em média 130 concertos para cerca de 150 mil pessoas. Thierry Fischer tornou-se diretor musical e regente titular em 2020, tendo sido precedido, de 2012 a 2019, por Marin Alsop. Seus antecessores foram Yan Pascal Tortelier, John Neschling, Eleazar de Carvalho, Bruno Roccella e Souza Lima. Além da Orquestra, há um coro profissional, grupos de câmara, uma editora de partituras e uma vibrante plataforma educacional. A Osesp já realizou turnês em diversos estados do Brasil e também pela América Latina, Estados Unidos, Europa e China, apresentando-se em alguns dos mais importantes festivais da música clássica, como o BBC Proms, e em salas de concerto como o Concertgebouw de Amsterdam, a Philharmonie de Berlim e o Carnegie Hall em Nova York. Mantém, desde 2008, o projeto “Osesp Itinerante”, promovendo concertos, oficinas e cursos de apreciação musical pelo interior do estado de São Paulo. É administrada pela Fundação Osesp desde 2005.

Coro da Osesp

Coro da Osesp. Foto: Mario Daloia.

O Coro da Osesp, além de sua versátil atuação sinfônica, enfatiza o registro e a difusão da música dos séculos XX e XXI e de compositores brasileiros. Destacam-se em sua ampla discografia Canções do Brasil (Biscoito Fino, 2010), Aylton Escobar: Obras para coro (Selo Digital Osesp, 2013) e Heitor Villa-Lobos: Choral transcriptions (Naxos, 2019). Apresentou-se em 2006 para o rei da Espanha, Filipe VI, em Oviedo, no 25º Prêmio da Fundação Príncipe de Astúrias. Em 2020, cantou, sob a batuta de Marin Alsop, no Concerto de Abertura do Fórum Econômico Mundial, em Davos, Suíça, feito repetido em 2021, em filme virtual que trazia também Yo-Yo Ma e artistas de sete países. Junto à Osesp, estreou no Carnegie Hall, em Nova York, em 2022, se apresentando na série oficial de assinatura da casa no elogiado Floresta Villa-Lobos. Fundado em 1994 por Aylton Escobar, integra a Osesp desde 2000, completando 30 anos de atividade em 2024. Teve como regentes Naomi Munakata [1995-2015] e Valentina Peleggi [2017-2019]. Desde fevereiro de 2025, Thomas Blunt é seu regente titular.

Coral Paulistano

Com a proposta de levar a música brasileira ao Theatro Municipal de São Paulo, o Coral Paulistano foi criado, em 1936, por iniciativa de Mário de Andrade. Marco da história da música em São Paulo, o grupo foi um dos muitos desdobramentos da Semana de Arte Moderna de 1922. Ao longo de décadas, o coral esteve sob a orientação de alguns dos mais destacados músicos de nosso país, como Camargo Guarnieri, Miguel Arqueróns, Tullio Colacioppo, Henrique Gregori, Mara Campos, Tiago Pinheiro, Bruno Greco Facio, Martinho Lutero Galati e Naomi Munakata. Com uma extensa programação de apresentações de música brasileira erudita em diferentes espaços da cidade, renovou seu fôlego e reacendeu sua autenticidade. Atualmente tem como regente titular a maestra Maíra Ferreira.

Thierry Fischer regente

Thierry Fischer. Foto: Marco Borggreve.

Desde 2020, Thierry Fischer é diretor musical da Osesp, cargo que também assumiu em setembro de 2022 na Orquestra Sinfônica de Castilla y León, na Espanha. De 2009 a junho de 2023, atuou como diretor artístico da Sinfônica de Utah, da qual se tornou diretor artístico emérito. Foi principal regente convidado da Filarmônica de Seul [2017-20] e regente titular (agora convidado honorário) da Filarmônica de Nagoya [2008-11]. Já regeu orquestras como a Royal Philharmonic, a Filarmônica de Londres, as Sinfônicas da BBC, de Boston e Cincinnatti e a Orchestre de la Suisse Romande. Também esteve à frente de grupos como a Orquestra de Câmara da Europa, a London Sinfonietta e o Ensemble intercontemporain. Thierry Fischer iniciou a carreira como Primeira Flauta em Hamburgo e na Ópera de Zurique. Gravou com a Sinfônica de Utah, pelo selo Hyperion, Des Canyons aux Étoiles [Dos cânions às estrelas], de Olivier Messiaen, selecionado pelo prêmio Gramophone 2023, na categoria orquestral. Na Temporada 2024, embarcou junto à Osesp para a turnê internacional em comemoração aos 70 anos da Orquestra.

Maíra Ferreira regente

Maira Ferreira. Foto: Rafael Salvador.

Maestra titular do Coral Paulistano do Theatro Municipal de São Paulo, desenvolve ainda importante trabalho de formação musical, como regente do Coro Adulto da Escola Municipal de Música de São Paulo. Maíra é bacharel em regência e em piano pela Universidade Estadual de Campinas e mestre em regência pela Butler University, nos Estados Unidos. Tem se apresentado como regente convidada de importantes conjuntos brasileiros, como o Coro da Osesp e a Orquestra Experimental de Repertório. Esteve à frente de produções do Theatro São Pedro, como La clemenza di Tito [2019], O Machete [2023] e estreias do Atelier Contemporâneo [2024]. Em março de 2025, o Coral Paulistano e a Sinfônica Municipal de São Paulo, sob sua regência, realizaram a estreia brasileira do Réquiem, de György Ligeti, em colaboração com o Balé da Cidade de São Paulo.

PROGRAMA

ORQUESTRA SINFÔNICA DO ESTADO DE SÃO PAULO – OSESP

THIERRY FISCHER regente

Gustav MAHLER | Sinfonia nº 6 em lá menor – Trágica

CORO DA OSESP

CORAL PAULISTANO

MAÍRA FERREIRA regente

Kosaku YAMADA | Akatonbo [Libélula vermelha] [Arranjo de Makoto Shinohara]

Franz BIEBL | Ave Maria

Olivier MESSIAEN | O Sacrum Convivium

Francis POULENC | Quatro motetos para um tempo de penitência

Johannes BRAHMS | Quatro quartetos, Op. 92

Juliana RIPKE | Carrega-me contigo no amanhã [Sobre poema de Hilda Hilst]

Aylton ESCOBAR | Flora: Cinco canções de amor

Antonio RIBEIRO | A umas saudades [Sobre poema de Gregório de Matos]

Osvaldo LACERDA | Ofulú Lorerê

Dorival CAYMMI | Suíte dos pescadores [Arranjo de Damiano Cozzella].

SERVIÇO:

22 de maio, quinta-feira, 20h00

23 de maio, sexta-feira, 20h00 [Concerto Digital]

24 de maio, sábado, 16h30

25 de maio, domingo, 18h00 [Coro da Osesp]

Endereço: Praça Júlio Prestes, 16, Luz, São Paulo, SP

Capacidade: 1.388 lugares

Recomendação etária: 07 anos

Ingressos: De R$ 42,00 a R$ 295,00 (valores inteiros*)

Bilheteria (INTI): osesp.byinti.com

Telefone: (11) 3777-9721, de segunda a sexta, das 12h às 18h.

Estacionamento: Rua Mauá, 51 | R$ 39,00 (noturno, sábado e domingo após às 12h30) | 600 vagas; 20 para pessoas com deficiência; 33 para idosos.

Mais informações nos sites oficiais da Osesp e da Sala São Paulo.

*Estudantes, pessoas acima dos 60 anos, jovens pertencentes a famílias de baixa renda com idade de 15 a 29 anos, pessoas com deficiências e um acompanhante e servidores da educação da rede pública estadual e municipal têm desconto de 50% nos ingressos para os concertos da Temporada Osesp na Sala São Paulo, mediante comprovação.

A Sala São Paulo Digital conta com recursos da Lei Federal de Incentivo à Cultura. Realização: Fundação Osesp, Governo do Estado de São Paulo, por meio da Secretaria da Cultura, Economia e Indústria Criativas, Ministério da Cultura e Governo Federal.

A Osesp e a Sala São Paulo são equipamentos do Governo do Estado de São Paulo, por intermédio da Secretaria da Cultura, Economia e Indústria Criativas do Estado de São Paulo, gerenciadas pela Fundação Osesp, Organização Social da Cultura.

Acompanhe a Osesp: Site | Instagram | YouTube | Facebook | TikTok | LinkedIn.

(Com Fabio Rigobelo/Fundação Osesp)

Morretes vai receber mais uma edição do festival multicultural LENDAA

Morretes, por Kleber Patricio

Evento chega à quarta edição com proposta imersiva na Mata Atlântica, de 6 a 8 de junho, celebrando a natureza, sustentabilidade e música eletrônica no litoral do Paraná. Foto: Divulgação.

Reconhecido por unir arte, ecologia e experiências transformadoras em um dos cenários naturais mais belos do litoral paranaense, o LENDAA Weekend chega à sua quarta edição com fôlego renovado e cada vez mais consolidado como um dos principais festivais de música eletrônica imersiva do país. Realizado entre os dias 6 e 8 de junho de 2025, o evento volta a ocupar o paradisíaco Santuário Nhundiaquara, em Morretes (PR), com uma proposta que vai além dos palcos: celebrar a natureza com responsabilidade e criar conexões significativas entre pessoas, territórios e cultura.

Mais do que um festival de música, o LENDAA se firma como um espaço de encontro e pertencimento, com programação que une trilhas ecológicas, passeios em cachoeiras, canoagem, rodas de conversa e ações educativas em meio à Mata Atlântica. A proposta é proporcionar um mergulho sensorial em uma das regiões mais preservadas do estado, valorizando o turismo consciente, a ocupação leve do território e o protagonismo local. “O LENDAA nasceu com o desejo de ocupar espaços naturais de forma respeitosa, profunda e transformadora. Morretes é um município com valor ambiental e cultural inestimável, e nosso compromisso é mostrar que é possível viver experiências intensas sem deixar marcas. A música é o fio condutor de algo maior: uma relação mais ética e emocional com o mundo à nossa volta”, destaca Malu Cornelsen, sócia idealizadora do evento.

Foto: Libélula Fotografia.

Em uma área de mais de 400 hectares de Mata Atlântica preservada, o LENDAA vem se consolidando como um dos eventos mais inovadores do circuito eletrônico, posicionando o litoral do Paraná como referência em eventos culturais sustentáveis e experiências imersivas com propósito. Com estrutura pensada para preservar a área verde e gerar impacto positivo, o festival mantém sua parceria com a Heineken e segue com ações como neutralização de carbono, coleta seletiva, compostagem de resíduos orgânicos, plantio de árvores nativas e incentivo à economia circular por meio de fornecedores locais.

Além do cuidado com o ambiente, o LENDAA também atua como plataforma de valorização da cena eletrônica nacional, reunindo artistas que refletem a diversidade estética da música contemporânea. O line-up da edição 2025 inclui nomes como Bhaskar, Sean Doron, Tim Engelhardt, Badaro, Curol, Mary Jane, Bertoldi, Rafael, Ray, Scure, Hoo, Malive, Brunno, Gutto Serta, Luna Radio e M. Petrelli — artistas que transitam por diferentes vertentes da música eletrônica, combinando sonoridades pulsantes com paisagens imersivas, em mais de 12 horas ininterruptas de música. “Nossa curadoria é construída com atenção ao que pulsa no Brasil e no mundo, sempre buscando conexões verdadeiras entre os artistas e o público. É um festival onde a identidade sonora importa tanto quanto a integridade do espaço”, completa Richard Rüppel, sócio idealizador do projeto.

PROGRAMAÇÃO

Foto: Divulgação.

O LENDAA começa no dia 6 de junho, das 20h às 2h, com a abertura oficial em uma pré-festa com ritual de boas-vindas, open bar e open food, line-up especial e experiências imersivas. Já nos dias 7 e 8, o ‘grande dia’, com 16 horas de muita música em meio à Mata Atlântica, das 14h de sábado até 6h de domingo, com artistas nacionais e internacionais, vivências exclusivas e ritual de encerramento.

O LENDAA Weekend acontece entre os dias 6 e 8 de junho, no Santuário Nhundiaquara, em Morretes (PR). Os ingressos estão disponíveis na plataforma Cheers, com valores a partir de R$ 280,00 na modalidade meia-entrada social. Para mais informações, acesse o site www.planetabrasil.art.br/lendaa ou acompanhe o perfil oficial do festival no Instagram: @seja.lendaa.

(Fonte: P+G Comunicação)

Jazz das Minas celebra a força feminina negra com show autoral no Sesc 24 de Maio

São Paulo, por Kleber Patricio

Fotos: Fernanda Assis Cico.

No dia 31 de maio, sábado, às 20h, o Sesc 24 de Maio recebe o Jazz das Minas, banda pop brasileira jazzística de terreiro, liderada pela pianista, cantora e compositora Maíra Freitas. O grupo, que estreou em Luanda (Angola) em 2019, vem desde então ocupando palcos e reverenciando a música negra brasileira e mundial. Nesta apresentação, o grupo mostra ao público o repertório do álbum ‘Ayé Òrun’, um trabalho totalmente autoral criado e realizado exclusivamente por mulheres.

O álbum nasce do desejo de construir uma obra coletiva e feminina em todas as suas etapas: da composição aos arranjos, da arte da capa à produção musical, da mixagem ao som final. Ayé Òrun conta com participações femininas em diversas faixas, como Mart’nália e Anastácia na música Água de Sal, Josyara (Okê Arô), Marina Iris (Meu Quintal), a violoncelista Flávia Chagas, e as poetisas Elisa Lucinda (Ausência do Encontro), Lis MC (Ateando Fogo), Gênesis (Nascimento do Amor) e Carol Dall Farra (Você Me Faz Muito Mal (Dia Feliz)).

No palco do Sesc 24 de Maio, Jazz das Minas compartilha sua sonoridade ancestral em um espetáculo que celebra o axé, a força feminina e a diversidade das expressões da música negra.

Ouça: Spotify / DEEZER / Apple Music / YouTube Music

Veja: You Tube.

Serviço:

Jazz das Minas | Show Ayé Òrun

Data: 31/5, sábado, às 20h

Local: Sesc 24 de Maio – Rua 24 de Maio, 109, São Paulo, SP – a 350 metros da estação República do metrô

Classificação: 12 anos

Ingressos: sescsp.org.br/24demaio ou pelo aplicativo Credencial Sesc SP e nas bilheterias das unidades Sesc SP – R$60 (inteira), R$30 (meia) e R$18 (Credencial Sesc)

Duração do show: 90 min

Serviço de Van: Transporte gratuito até as estações de metrô República e Anhangabaú. Saídas da portaria a cada 30 minutos, de terça a sábado, das 20h às 23h, e aos domingos e feriados, das 18h às 21h.

Acompanhe nas redes:

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sescsp.org.br/24demaio

Sesc 24 de Maio

Rua 24 de Maio, 109, Centro, São Paulo, SP

350 metros do metrô República

Fone: (11) 3350-6300.

(Com Meyre Vitorino/Sesc 24 de Maio)

Sesc RJ amplia fronteiras da cena artística com protagonismo indígena inédito no projeto ‘O Corpo Negro-Indígena’

Rio de Janeiro, por Kleber Patricio

Espetáculo ‘Baculejo’ reflete sobre ancestralidade e identidade por meio da dança. Fotos: Divulgação.

Com uma programação que ultrapassa 200 atividades em 13 unidades do Sesc RJ, o projeto ‘O Corpo Negro-Indígena’ chega à sua quinta edição. Pela primeira vez, o festival integra com centralidade a produção artística indígena contemporânea na linguagem da dança, ampliando o seu escopo original — antes focado exclusivamente no protagonismo negro — e afirmando-se como uma iniciativa única nas artes da cena no país. A edição de 2025 acontece de 20 de maio a 15 de junho em 11 municípios do estado do Rio de Janeiro.

Com a curadoria convidada de Ágatha Oliveira, Barbara Matias Kariri, Betânia Avelar, Jandé Potyguara e Tieta Macau, a programação apresenta obras que vão da dança à performance, passando por audiovisual, música e debates. O Corpo Negro-Indígena afirma as múltiplas existências e resistências de artistas que forjam um Brasil que dança para contar a própria história, inclusive aquela que foi silenciada, colocando em cena corpos negros e indígenas que criam a partir de seus territórios, memórias e desejos. Territórios representados neste ano com grande abrangência. Alagoas, Amazonas, Bahia, Ceará, Espírito Santo, Pará, Paraná, Piauí, Goiás, Minas Gerais, Rio de Janeiro, Rio Grande do Norte, Rondônia e São Paulo formam um mosaico diversificado e plural de gêneros, temas, estéticas e modos de criar.

A programação apresenta 25 trabalhos de dança, sendo 11 estreias nacionais nos palcos do Sesc RJ, possibilitando um importante fomento para os criadores da dança e oferecendo obras inéditas para os moradores do estado. Entre os destaques da programação está o espetáculo Andará das Encantarias, de Karu Kariri, artista indígena criada na periferia da zona sul de São Paulo. Karu funde a cultura ballroom à ancestralidade de seu povo, criando uma obra que transborda encantaria, identidade e luta. Em cena, a celebração dos corpos LGBTQIAPN+ negros e indígenas reverbera como um ritual contemporâneo de resiliência. Como ela mesma define, “Pode-se até aterrar um rio tentando apagar a história que vive lá, porém debaixo da terra a água continuará a circular, até o dia em que, à superfície, ela retornará.” 

A curadoria do projeto é atravessada por essa escuta da terra e do corpo como territórios de saber. Bárbara Matias Kariri, uma das curadoras, resume: “Corpos que dançam interligados com a terra. Fazer curadoria como quem olha para o chão onde pisa, como quem exercita a escuta para saber quais sementes plantar. Dançar Pindorama para dizer da resistência e fé presentes nesses corpos antigos e futuros.”

Essa perspectiva ecoa em toda a programação. Na performance Espiral da Morte, a artista Uýra Sodoma expõe a diáspora indígena como ferida aberta e campo de reinvenção. Vencedora do prêmio PIPA em 2022, Uýra é uma das jovens artistas indígenas e expoente da cena das artes na atualidade, e tem ocupado importantes espaços culturais no Brasil e em diversos países do mundo, em eventos de grande relevância. Uýra une-se a Lian Gaia e Rosângela Collares em um ciclo de performances e debates mediados por Samara Potyguara e Jorge Vasconcellos, que ocorre entre os dias 29, 30 e 31 de maio, no Sesc Copacabana.

Já em Ané das Pedras, Bárbara Kariri promove um ritual performático que convoca a escuta ancestral das pedras Kariri e a relação com o sonho. Obras como essas expandem o conceito de dança, ao reinscrevê-lo em práticas de cura, memória e território.

Foto: Divulgação.

A abertura oficial aconteceu no dia 20 de maio, no Sesc Tijuca, em uma noite especial para convidados. A programação incluiu apresentações de trechos das obras de João Petronílio e do grupo Artefatos Sagrados — marcando simbolicamente o início desta nova fase do projeto.

Mulheres negras têm destaque em três criações originais. Inaê Moreira apresenta Ecos da Separação, que propõe uma imersão sensorial com sonoridades e gestos ancestrais ao lado da DJ Marta Supernova, compartilhando seus diálogos artísticos com o seu trânsito e formação em África. Herdei meu corpo, de Valéria Monã, atravessa teatro e dança em uma potente reflexão sobre identidade e resistência. Por fim, as três marias, da Cia Líquida, presta tributo a sambistas negras idosas com força e brilho, buscando afirmar as contribuições das baianas das escolas de samba e seus saberes.

O projeto também oferece uma programação para o público infantil e famílias, com Xirê de Erê: Crianças Flutuantes, da Ouvindo Passos Cia de Dança, celebra a infância negra com dança e ludicidade. O espetáculo Traços, do Coletivo Riddims, constrói um jogo de cena baseado nas brincadeiras infantis indígenas, pouco conhecidas das populações do Rio de Janeiro.

Complementando as atividades ligadas ao corpo, a programação musical promove show como Derê – Concerto Solo sobre o Pagode, de Muato, e Orutuna, da cantora indígena Eloá Puri, que funde cantos tradicionais e sonoridades contemporâneas em um show imersivo. A linguagem audiovisual também apresenta trabalhos de realizadores relevantes como Alberto Alvares, com exibições como o documentário Guardiões da Memória, filmado em aldeias Guarani no RJ, Clementino Jr, com Trem do Soul, ambos contando histórias do estado do Rio de Janeiro em seus aspectos culturais. Parte da historiografia pouco conhecida da dança brasileira também pode ser conhecida com Ijó Dudu – Memórias da Dança Negra na Bahia, de Zebrinha, que apresenta uma linha do tempo viva da dança negra no país.

Ao reunir expressões artísticas de pessoas negras e indígenas, o Sesc RJ acompanha e fortalece o movimento cultural que transforma o terreno da possibilidade em terreiro de criações, abrindo caminhos estético-políticos na cena brasileira. Como destaca a curadora Ágatha Oliveira, trata-se de garantir “a oportunidade, a possibilidade, a realização; o fazer a dança que se deseja — e como se deseja”. A cada edição, consolida-se um espaço de investigação, descobertas e permanência para corpos que insistem, criam e movem as estruturas.

Serviço:

O Corpo Negro-Indígena – 5ª edição

De 20 de maio a 15 de junho de 2025

Unidades Sesc: Arte Sesc, Copacabana, Tijuca, Niterói, São Gonçalo, Ramos, Duque de Caxias, Nova Iguaçu, São João de Meriti, Teresópolis, Quitandinha, Nova Friburgo e Barra Mansa

Programação completa em breve no site.
(Fonte: Sesc RJ)