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Arte & Cultura

Rio de Janeiro

Etc e Tal transforma “Dom Quixote” em uma experiência visual arrebatadora e reafirma a força da mímica brasileira no cenário contemporâneo

por Kleber Patrício

Uma das companhias mais importantes do teatro físico brasileiro, a carioca Etc e Tal apresenta Dom Quixote, espetáculo infanto-juvenil sem palavras que reinventa o clássico de Miguel de Cervantes por meio da mímica, da comicidade gestual e de uma sofisticada dramaturgia visual. A estreia acontece no dia 7 de março de 2026 no Teatro Glaucio […]

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Lazer & Gastronomia

Inglaterra

British Pullman, A Belmond Train, Inglaterra, apresenta “Celia”, vagão exclusivo assinado por Baz Luhrmann e Catherine Martin

por Kleber Patrício

Novo vagão é dedicado a eventos e jantares privados; espaço foi idealizado e desenhado pelo cineasta Baz Luhrmann, diretor de filmes como Moulin Rouge!, The Great Gatsby e Elvis, e pela figurinista e designer de produção Catherine Martin, quatro vezes vencedora do Oscar por seu trabalho em Moulin Rouge! e The Great Gatsby

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Habermas explora tensão entre naturalismo e religião

São Paulo, por Kleber Patricio

Capa do livro.

A oposição entre naturalismo e religião tem sido um tema central nas discussões filosóficas e sociais. Em Entre naturalismo e religião, lançamento pela Editora Unesp, o filósofo alemão Jürgen Habermas oferece uma análise profunda das implicações epistemológicas e políticas desse confronto, examinando modernidade, pluralismo e as exigências das sociedades pós-seculares. A tradução é de Antonio Segatto e Rúrion Melo.

No primeiro eixo, Habermas explora as condições pós-metafísicas de uma razão destranscendentalizada, discutindo como a filosofia contemporânea deve abordar a normatividade intrínseca às formas de vida socioculturais. Ele conecta o desenvolvimento histórico-natural da humanidade com as demandas práticas da razão, destacando a importância da comunicação na formação do conhecimento por meio da relação entre linguagem, objetividade e intersubjetividade.

O segundo eixo examina os desafios que as teorias normativas do Estado de direito enfrentam diante do pluralismo religioso e ideológico. Habermas analisa como manter a solidariedade cívica em sociedades contemporâneas, preservando os valores constitutivos de suas visões de mundo. Ele enfatiza a necessidade de uma esfera pública onde crentes e não crentes interajam de forma igualitária, contribuindo para a formação democrática da vontade coletiva.

No terceiro eixo, o foco está no pensamento pós-metafísico em relação ao naturalismo e à religião, abordando as dicotomias entre liberdade e determinismo, fé e saber, razão e natureza. Habermas defende que a filosofia pode mediar um diálogo produtivo entre religião e racionalidade, especialmente em sociedades pós-seculares, e critica o naturalismo forte por suas visões reducionistas, sugerindo que ele deve ser repensado.

O quarto eixo conecta o controle estatal do pluralismo à ambiguidade da tolerância religiosa, refletindo sobre as condições para uma convivência pacífica em uma sociedade globalizada. Habermas argumenta que a secularização parcial pode ser reformulada por uma teoria que respeite tanto os limites filosóficos quanto as exigências políticas contemporâneas.

Habermas observa que a oposição entre naturalismo e religião esconde uma “cumplicidade secreta” em que ambas as partes, sem autorreflexão, podem ameaçar a coesão política por conta da polarização. Ele ressalta que a cidadania liberal exige uma reflexão sobre os limites tanto da fé quanto do saber, essencial para manter o common sense mesmo nas democracias mais antigas.

Sobre o autor | Um dos mais importantes filósofos da atualidade, Jürgen Habermas, nascido na Alemanha em 1929, criou uma nova visão sobre as relações entre linguagem e sociedade. Foi professor de Filosofia da Universidade de Heidelberg e da New York School for Social Research, além de codiretor do Instituto Max Plank para a Investigação das Condições de Vida do Mundo Técnico-Científico, em Starnberg. A Editora Unesp tem diversas obras de sua autoria publicadas na Coleção Habermas.

Título: Entre naturalismo e religião: Ensaios filosóficos

Autor: Jürgen Habermas

Tradução: Antonio Ianni Segatto, Rúrion Melo

Número de páginas: 551

Formato: 13,7x 21 cm

Preço: R$ 138

ISBN: 978-65-5711-225-0

Mais informações sobre a Editora Unesp estão disponíveis no site oficial.

(Com Diego Moura/Pluricom Comunicação Integrada)

IMS lança curta-metragem sobre arquivo de Dalton Trevisan (1925-2024), com registro raro do escritor

São Paulo, por Kleber Patricio

Frame do curta-metragem sobre o arquivo de Dalton Trevisan. Crédito: Instituto Moreira Salles.

No dia 13 de junho (sexta-feira), o Instituto Moreira Salles lança um curta-metragem sobre o escritor Dalton Trevisan (1925–2024), em celebração ao centenário do autor paranaense, completado no dia seguinte (14/6). O curta-metragem, que estará disponível no canal de YouTube do IMS, gira em torno do arquivo de Trevisan, doado ao IMS em 2024. Filmado na residência do autor em Curitiba, o filme traz uma raridade: um breve registro de Trevisan, conhecido pelas poucas aparições públicas, trabalhando em frente ao seu computador, aos 99 anos.

Com cerca de 10 minutos, o curta é narrado por sua agente literária e amiga Fabiana Faversani, que mostra materiais do arquivo do escritor, naquele momento armazenados no apartamento onde ele morava. São livros, fotografias, correspondências, recortes de jornais e diários, entre outros itens. Segundo Faversani, Trevisan doou seu arquivo ao IMS “por ter plena ciência da importância de o material estar disponível para pesquisa e provocar uma série de novas discussões sobre a obra”. 

O filme dialoga com uma série de iniciativas realizadas em celebração ao centenário do escritor. A editora Todavia, por exemplo, que representa o autor desde 2024, publicará os primeiros seis de um conjunto de 37 livros de Trevisan, mais uma antologia inédita organizada por Caetano W. Galindo e Felipe Hirsch. As demais obras ganharão novas edições ao longo dos anos.

Sobre o arquivo

Doado pelo escritor ao IMS em 2024, o arquivo de Dalton Trevisan inclui cadernetas, diários, fotografias, cartas, recortes de jornais e livros. A doação concluiu um ato iniciado em outubro de 2020, quando o IMS recebeu do autor a extensa correspondência trocada com Otto Lara Resende (1922–1992).

Entre os destaques, estão pastas com recortes de jornais e revistas, incluindo desde crônicas suas publicadas na imprensa, grande quantidade de resenhas e reportagens sobre seus livros, como também material reunido por temas específicos: crimes, cinema, Star Trek, saga da qual era fã, e escândalos políticos, entre outros. O arquivo traz ainda dezenas de gravuras e ilustrações de Poty Lazzarotto (1924–1998), amigo desde a juventude e ilustrador de suas obras, e correspondências trocadas com nomes como Manuel Bandeira, Carlos Drummond de Andrade e Pedro Nava.

Com a chegada ao IMS, o arquivo de Trevisan passará por etapas de conservação, catalogação e digitalização, para então começar a ser disponibilizado para pesquisas, de modo que o público tenha acesso ao material.

Sobre o autor

Dalton Trevisan nasceu em Curitiba em 14 de junho de 1925 e faleceu no dia 9 de dezembro de 2024, aos 99 anos. Formou-se em direito pela Universidade Federal do Paraná e chegou a exercer a advocacia durante alguns anos, tendo atuado também como crítico de cinema e repórter policial. Em 1946, aos 21 anos, com amigos como Erasmo Pilotto e Poty Lazzarotto, criou a revista literária Joaquim, da qual era editor e onde publicou seus primeiros contos.

Seu primeiro livro, Novelas nada exemplares, o tornou nacionalmente conhecido – a reunião de contos ganhou o Prêmio Jabuti, primeiro dos quatro que colecionou ao longo da carreira, consagrada ainda com os prêmios Ministério da Cultura de Literatura (1996), Portugal Telecom de Literatura Brasileira, atual Oceanos, dividido com Bernardo Carvalho (2003), Camões (2012) e Machado de Assis, da ABL (2012).

Entre seus livros, destacam-se ainda Cemitério de elefantes (1964), O vampiro de Curitiba (1965), do qual herdou a alcunha Vampiro de Curitiba, Contos eróticos (1984), A guerra conjugal (1975), Macho não ganha flor (2006) e o único romance, A polaquinha (2013). A partir deste ano, sua obra completa será relançada pela editora Todavia.

Ficha técnica do curta-metragem

Direção e montagem: Matheus Balbino

Assistente de direção: Matheus Nogueira

Operação de câmera: Matheus Balbino, Matheus Nogueira

Color grading: João Felipe Moreira

Pesquisa literária e roteiro e narração: Fabiana Faversani

Acessibilidade: AHU – Acessibilidade Humanista Ltda.

(Com Mariana Tessitore/Assessoria de imprensa IMS)

Em comemoração aos seus 35 anos, Orquestra Experimental de Repertório realiza concerto especial de aniversário

São Paulo, por Kleber Patricio

Fotos: Rafael Salvador.

Em comemoração de seu 35º aniversário, dia 15, domingo, às 11h, a Orquestra Experimental de Repertório apresenta um concerto especial na Sala de Espetáculos do Theatro Municipal de São Paulo. Com regência de Wagner Polistchuk, o repertório terá abertura Experimental, de Nelson Ayres, e Sinfonia nº 5, de Gustav Mahler. Os ingressos custam de R$35, a classificação é livre e a duração de 70 minutos, sem intervalo.

Fundada em 1990, a partir de uma proposta apresentada pelo maestro Jamil Maluf, a Orquestra Experimental de Repertório (OER) foi inspirada pelo projeto da Chicago Civic Orchestra adaptado às realidades brasileiras. Com foco na última etapa da profissionalização dos instrumentistas, o propósito é que, com essa vivência, os integrantes sigam para grandes orquestras e abra portas para experiências internacionais.

Em três décadas muitas coisas mudaram, segundo o coordenador artístico, Pedro Pernambuco, não apenas na jovem orquestra, como no mundo, e as adaptações foram necessárias para acolher e se adaptar às realidades dos músicos. “O mundo mudou, e na OER não é diferente, ela teve que se adaptar aos novos tempos: mudar dia e horário de ensaios para atender melhor aos bolsistas que fazem faculdade. As oportunidades hoje são maiores do que há 35 anos, hoje está mais fácil se comunicar com outras instituições, prestar provas para estudar em outros países e buscar outras orquestras.” 

“Os objetivos da OER se mantêm, como a formação de profissionais, a difusão da música sinfônica através de um repertório variado e a formação de público para música de concerto. Sem dúvida a vida de cada músico que passou pela orquestra mudou, muitos seguiram seu caminho em grandes orquestras no Brasil e fora dele e em conservatórios renomados”, acrescenta Pernambuco.

Em seus anos de trajetória, diversos nomes já estiveram à frente da orquestra, como Carlos Eduardo Moreno, em 2014, Jamil Maluf em 2017, e Guilherme Rocha em 2023, como maestro e diretor musical. Os principais objetivos da OER são a formação de profissionais e a difusão de um repertório abrangente, diversificado e capaz de mostrar o extenso alcance da arte sinfônica, além de estimular a formação de novas plateias. A Orquestra Experimental é reconhecida por diversos prêmios, entre eles, o Prêmio Carlos Gomes, na categoria Destaque de Música Erudita.

Três décadas de história em concerto

Atualmente a OER está sob regência de Wagner Polistchuk. O trombonista iniciou seus estudos musicais na Banda Municipal Infanto-Juvenil de Rudge Ramos, em São Bernardo do Campo, sob orientação de Romilson Curvelo. Para celebrar essa ocasião especial, o maestro Wagner Polistchuk, que é titular desde abril de 2024, explica como ocorreu a seleção de repertório: “Para este concerto de 35 anos decidimos consultar os próprios músicos da orquestra para definirmos um programa. A pergunta foi: Qual sinfonia de Mahler os músicos gostariam de tocar? E a dramática e ousada 5ª Sinfonia de Mahler foi massivamente escolhida.”  

E baseado em um dos pilares da orquestra de valorizar composições nacionais e sua raiz experimental, o programa trará também uma obra de Nelson Ayres, produtor musical, arranjador e instrumentista brasileiro. O maestro da jovem orquestra reforça a importância de “ensinar que o repertório vai além do clássico europeu e apresentar músicas contemporâneas de diversas origens e nacionalidades. Então para este programa não poderíamos deixar faltar alguma obra brasileira, que tivesse uma relação ainda mais direta com a OER, e a abertura Experimental do paulista Nelson Ayres.” 

O regente reforça a importância da Experimental na formação de novos talentos: “São centenas de instrumentistas espalhados pelo Brasil que passaram pelas estantes da Orquestra Experimental de Repertório. E todos eles, com certeza, incorporaram ensinamentos que definiram suas carreiras”, finaliza Polistchuk.

Serviço:

15 jun, domingo, 11h

Sala de Espetáculos – Theatro Municipal de São Paulo

Orquestra Experimental de Repertório

Programa

NELSON AYRES

Abertura “Experimental” (7’35)

GUSTAV MAHLER

Sinfonia nº 5 (68’)*

*Editor original Edition Peters, Leipzig.

Representante exclusivo Barry Editorial

Ingressos R$35,00 (inteira)

Classificação livre para todos os públicos – Sem conteúdos potencialmente prejudiciais para qualquer faixa etária.

Duração aproximadamente 70 minutos (sem intervalo)

Mais informações disponíveis no site.

(Com Letícia Santos/Assessoria de imprensa do Theatro Municipal)

Anna Maria Maiolino apresenta exposição no Museu Picasso, em Paris

Paris, França, por Kleber Patricio

Anna Maria Maiolino, obras e detalhes – 179, atelier, 02.2025 ©Everton Ballardin.

A artista ítalo-brasileira Anna Maria Maiolino apresenta, aos 83 anos, sua primeira exposição individual em uma instituição francesa. Em cartaz a partir de 14 de junho no Musée Picasso-Paris, um dos mais prestigiados centros de arte moderna da Europa e do mundo, Je suis là. Estou aqui reúne mais de 100 obras, entre pinturas, esculturas, vídeos, fotografias e desenhos inéditos, e percorre seis décadas de uma produção marcada por exílio, linguagem, corpo e resistência.

Maiolino, premiada recentemente com o Leão de Ouro da Bienal de Veneza, reforça sua atividade no circuito internacional. O título da exposição funciona como um gesto de resposta, uma convocação simbólica à continuidade do fazer artístico. Segundo a artista, “o título afirma que ainda estou aqui, ainda produzindo, ainda engajada em um diálogo vital. As obras em exibição não são objetos passivos, mas presenças ativas que continuam a gerar conversas.”

Anna Maria Maiolino, desenhos – 084, estúdio, 11.2024.

Com curadoria de Sébastien Delot, diretor do Musée Picasso, e da curadora brasileira Fernanda Brenner, fundadora do Pivô, a exposição está organizada em seis núcleos temáticos: Introdução, Entre Significados, Tempestade de Ideias, Em Princípio, Novas Paisagens e Ricochetes, que abordam a multiplicidade de meios, técnicas e reflexões presentes na obra da artista.

Ao receber a mostra, o Musée Picasso-Paris insere Maiolino em uma linha curatorial que, nos últimos anos, tem destacado mulheres artistas com abordagens singulares. Segundo a instituição, os “fios invisíveis” que ligam Maiolino a Picasso estão na relação de ambos com a matéria e com o naturalismo orgânico, ainda que por caminhos distintos. A exposição propõe, no entanto, uma convivência entre presenças ativas, entre obras que seguem gerando diálogo.

A mostra integra a programação oficial da Temporada Brasil-França 2025 e celebra os 200 anos de relações diplomáticas entre os dois países. O projeto tem patrocínio do BNDES, que reafirma seu compromisso com o fomento à cultura e à economia criativa brasileira.

Anna Maria Maiolino, desenhos – 037, estúdio, 11.2024.

“O apoio do BNDES à Exposição de Anna Maria Maiolino, no âmbito da Temporada Brasil-França 2025, que ocorrerá no Musée Picasso, que por si só é uma potência turística, alinha-se ao objetivo prioritário do Banco de contribuir para a promoção da cultura e da cadeia da economia criativa, reforçando a dimensão de desenvolvimento inerente à atuação do BNDES”, afirma Marina Moreira, superintendente de Relacionamento, Marketing e Cultura do BNDES.

Representada no Brasil pela Luisa Strina, Maiolino tem uma trajetória reconhecida internacionalmente por sua contribuição singular à arte contemporânea latino-americana, com obras que integram acervos de instituições como o MoMA, Tate Modern, Centre Pompidou e Reina Sofía.

Ao ocupar um dos museus mais emblemáticos da arte moderna mundial, Je suis là. Estou aqui estabelece um diálogo inédito entre a obra de Maiolino e o contexto cultural francês, reafirmando a força simbólica, política e poética de uma artista que permanece em plena ação no corpo, na memória e na linguagem.

Sobre Ana Maria Maiolino

Anna Maria Maiolino, obras e detalhes – 272, atelier, 02.2025.

A obra de Anna Maria Maiolino, uma das principais artistas contemporâneas em atividade, se caracteriza pela experimentação contínua em múltiplas linguagens — da escultura à instalação, do desenho à performance — para abordar temas como identidade, linguagem, corpo e exílio. Sua produção articula o íntimo e o político, revelando uma poética densa e sensível, aberta à interpretação e impregnada de experiência.

Nascida na Itália em 1942, Maiolino viveu na Venezuela antes de se radicar no Brasil, onde integrou movimentos cruciais da arte brasileira, como a Nova Figuração e a Nova Objetividade. Estudou gravura no Rio de Janeiro e, entre 1968 e 1971, aprofundou sua pesquisa em técnicas gráficas no Pratt Graphic Center, em Nova York. A partir dos anos 1980, desenvolve uma linguagem própria por meio do gesto e da matéria — em especial o barro — em obras que reafirmam a presença como resistência.

Reconhecida internacionalmente, Maiolino recebeu em 2024 o Leão de Ouro pelo conjunto da obra na 60ª Bienal de Veneza. Já apresentou exposições individuais em instituições como MoCA (Los Angeles), Whitechapel Gallery (Londres), PAC (Milão), Fundação Antoni Tàpies (Barcelona), Kunsthaus Baselland (Suíça), Instituto Tomie Ohtake (São Paulo), MALBA (Buenos Aires), SCAD Museum (EUA) e Hauser & Wirth (Nova York).

Também integrou mostras coletivas de grande relevância, como documenta 13 (Kassel), Radical Women (Hammer Museum, Brooklyn Museum, Pinacoteca), The EY Exhibition (Tate Modern), Guggenheim Bilbao, Bienal de São Paulo, Bienal de Lyon, Bienal de Gwangju, entre outras.

Em 2022, recebeu o título de Honorary Doctor pela University of the Arts London. Sua obra faz parte de acervos como MoMA (Nova York), Tate Modern (Londres), Centre Pompidou (Paris), Reina Sofía (Madri), MASP, Pinacoteca de São Paulo, MALBA (Buenos Aires) e Galleria Nazionale di Roma.

Sobre o Musée Picasso-Paris

Instalado no Hôtel Salé, no coração do Marais, o Musée National Picasso-Paris abriga o maior acervo público do mundo dedicado a Pablo Picasso. Com um programa curatorial que destaca diálogos entre a obra do artista e a arte contemporânea internacional, é hoje uma das instituições mais relevantes da arte moderna na Europa e no mundo.

Sobre a Temporada Brasil-França 2025

A Temporada Brasil-França 2025 celebra os 200 anos de relações diplomáticas entre os dois países com uma programação cultural diversa, realizada em ambos os territórios. A iniciativa é promovida pelos governos do Brasil e da França, com coordenação do Institut Français e do Instituto Guimarães Rosa, e inclui artes visuais, música, literatura, audiovisual, performance e intercâmbio acadêmico.

Serviço:

Anna Maria Maiolino: Je suis là. Estou aqui

Abertura: 14 de junho de 2025 | Visitação: até 21 de setembro de 2025

Local: Musée national Picasso-Paris – Hôtel Salé Endereço: 5 rue de Thorigny, 75003 Paris, França

Horários: terça a domingo, das 9h30 às 18h (fechado às segundas-feiras e nos dias 1º de janeiro, 1º de maio e 25 de dezembro)

Ingressos: €16 (inteira) / €12 (meia)

Audioguia disponível em francês, inglês, alemão, espanhol, italiano e chinês Mais informações e venda de ingressos: www.museepicassoparis.fr Instagram: @museepicassoparis.

(Com Ana Lima/A4&Holofote Comunicação)

Instituto Tomie Ohtake apresenta Manfredo de Souzanetto – As montanhas

São Paulo, por Kleber Patricio

Manfredo de Souzanetto, Série Olhe bem as montanhas, 1973-1974, Ecoline, aquarela, lápis de cor e nanquim sobre papel, 4 peças 62 x 79, 62 x 82, 62 x 88, 62 x 88 cm. Fotos: Estúdio em Obra.

O Ministério da Cultura, via Lei Federal de Incentivo à Cultura, e o Instituto Tomie Ohtake apresentam Manfredo de Souzanetto – As montanhas, exposição com patrocínio do Nubank, mantenedor do Instituto Tomie Ohtake, e com apoio da galeria Simões de Assis. Sob curadoria de Paulo Miyada, diretor artístico do Instituto Tomie Ohtake, a mostra ficará em cartaz de 13 de junho a 3 de agosto de 2025, paralelamente às exposições Teatro Experimental do Negro nas fotografias de José Medeiros, Manuel Messias – Sem limites e Casa Sueli Carneiro em residência no Instituto Tomie Ohtake.

Propondo um mergulho na formação poética e crítica de um dos nomes mais singulares da arte contemporânea brasileira, a mostra reúne cerca de 50 obras produzidas entre as décadas de 1970 e 1990. São sobretudo desenhos, fotografias e pinturas — a grande maioria advindas do acervo de Souzanetto, que as guardou por décadas, como se antevisse a importância desses trabalhos na constituição da sua trajetória.

Manfredo de Souzanetto, 17.1993, 1993, pigmentos naturais e resina acrílica sobre tela colada em madeira, 175 x65x2 cm.

Nascido em 1947 no norte do Vale do Jequitinhonha, Manfredo teve uma infância marcada pelas paisagens montanhosas e pelas riquezas naturais da região, especialmente as pedras, cerâmicas e pigmentos terrosos — elementos que mais tarde se tornariam centrais em sua produção artística. As obras selecionadas revelam o processo de amadurecimento do artista, acompanhando a sua produção artística durante o percurso que o levou de Minas Gerais ao Rio de Janeiro, passando por Belo Horizonte, Paris e Juiz de Fora.

Ainda que tenha se deslocado por diferentes centros urbanos e circuitos artísticos, Souzanetto manteve uma profunda conexão com sua terra natal. Em sua obra as montanhas mineiras não são apenas formas geográficas, mas entidades afetivas e políticas, evocadas em cores, volumes e superfícies que desafiam fronteiras entre escultura, pintura e intervenção paisagística. Como Miyada afirma no texto curatorial, “As montanhas, aqui, são muitas e nenhuma. Elas são memória atávica e pensamento junto da paisagem, articuladas de modo visual, material, cromático. Elas, as montanhas, são parte do que constitui este mundo, essas obras e esse artista”, conclui.

Mais do que um panorama histórico, a exposição convida o público a revisitar o gesto de olhar para a paisagem — como já propunha o artista em sua juventude com o emblemático adesivo “Olhe bem as montanhas”. Em um momento em que os territórios naturais enfrentam ameaças crescentes, as obras de Manfredo oferecem uma reflexão sobre permanência, destruição e pertencimento. É um chamado para ver, com outros olhos, aquilo que insiste em permanecer: a paisagem como memória viva e a arte como forma de resistência.

Programa Público

Manfredo de Souzanetto, Sem título, 1976, Guache e grafite sobre papel, 76 x 56cm.

A esta exposição soma-se um programa público de encontros, oficinas e vivências, com programação atualizada pelo site e redes sociais do Instituto ao longo do período expositivo. No dia 13 de junho, sexta-feira, haverá uma programação concebida especialmente para professores das redes pública e privada, com visita à exposição e prática no ateliê acompanhadas pela equipe de educadores da instituição. A participação no evento acontece mediante inscrição prévia e está sujeita a lotação.

Amigo Tomie

O Programa de Amigos do Instituto Tomie Ohtake quer aproximar o público de um dos espaços de arte mais emblemáticos da cidade de São Paulo. Além de apoiar, o Amigo Tomie fará parte de uma comunidade conectada à arte, contará com benefícios especiais e experiências únicas. São três categorias de apoio, contribuindo com novas exposições, programas educativos, orçamento anual e manutenção do Instituto.

Serviço:

Manfredo de Souzanetto – As montanhas

Abertura: 12 de junho, às 19h

Em cartaz de 13 de junho a 3 de agosto de 2025

De terça a domingo, das 11h às 19h – entrada franca

Instituto Tomie Ohtake

Av. Faria Lima 201 (Entrada pela Rua Coropé, 88) – Pinheiros SP

Metrô mais próximo – Estação Faria Lima/Linha 4 – Amarela

Fone: (11) 2245 1900.

(Com Martim Pelisson/Instituto Tomie Ohtake)