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Arte & Cultura

Rio de Janeiro

Etc e Tal transforma “Dom Quixote” em uma experiência visual arrebatadora e reafirma a força da mímica brasileira no cenário contemporâneo

por Kleber Patrício

Uma das companhias mais importantes do teatro físico brasileiro, a carioca Etc e Tal apresenta Dom Quixote, espetáculo infanto-juvenil sem palavras que reinventa o clássico de Miguel de Cervantes por meio da mímica, da comicidade gestual e de uma sofisticada dramaturgia visual. A estreia acontece no dia 7 de março de 2026 no Teatro Glaucio […]

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Lazer & Gastronomia

Inglaterra

British Pullman, A Belmond Train, Inglaterra, apresenta “Celia”, vagão exclusivo assinado por Baz Luhrmann e Catherine Martin

por Kleber Patrício

Novo vagão é dedicado a eventos e jantares privados; espaço foi idealizado e desenhado pelo cineasta Baz Luhrmann, diretor de filmes como Moulin Rouge!, The Great Gatsby e Elvis, e pela figurinista e designer de produção Catherine Martin, quatro vezes vencedora do Oscar por seu trabalho em Moulin Rouge! e The Great Gatsby

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Osesp leva espetáculo multimídia “The silence of sound” à Sala São Paulo

São Paulo, por Kleber Patricio

Fotos: David Ruano.

A Fundação Osesp e o Governo do Estado de São Paulo, por meio da Secretaria da Cultura, Economia e Indústria Criativas, apresentam na Sala São Paulo a Temporada Osesp 2025. Entre os dias 21 e 24 de agosto, a Orquestra Sinfônica do Estado de São Paulo – Osesp trará à Sala São Paulo um espetáculo multimídia que desde 2022 vem encantando públicos mundo afora: “The silence of sound”, uma obra original da regente Alondra de la Parra com a artista Gabriela Muñoz, criadora da palhaça Chula – ambas mexicanas, elas estarão com nossa Orquestra nestes concertos, acompanhadas também dos solistas Yorrick Troman (spalla) e Rolando Fernández (violoncelo). Os ingressos para as quatro apresentações de The silence of sound têm preços a partir de R$ 42,00 (valor inteiro) e são vendidos neste link.

Alondra de la Parra já é conhecida por quem frequenta a Sala São Paulo. Um dos nomes de destaque da regência atual, ela já esteve várias vezes à frente da Osesp – a última delas aconteceu em 2023. Durante anos, a maestra amadureceu a ideia de um concerto no qual se dirigiria ao público de uma forma diferente, ainda que tendo a música e a orquestra como elementos principais. Este sonho começou a se tornar realidade quando conheceu a Gabriela Muñoz, que possui vasta experiência em teatro, circo e ópera.

The silence of sound conta a história de uma protagonista silenciosa que gradualmente descobre, explora e desenvolve seu próprio potencial criativo com a ajuda da música. Seus companheiros são os próprios instrumentos da orquestra: o fiel oboé, o dedicado violoncelo e o temerário e sedutor violino, que a acompanham até o final desta aventura.

Sobre o espetáculo The silence of sound

The silence of sound conta uma história tão antiga quanto o próprio amor e, portanto, uma história única e nova a cada vez que é contada. É uma história que transcende tempo e espaço, de amor e perda, de solidão e felicidade, de poder e fracasso, de impiedade e perdão, de guerra e paz.

Após passar muitos anos em silêncio e solidão, uma Palhaça desperta de um sonho eterno devido ao chamado transcendente da música. Ela é guiada por um oboé-pássaro fascinada pelo som dos instrumentos de sopro. Seu devaneio começa a escurecer quando ela descobre que está presa em uma grande gaiola da qual os pássaros conseguem escapar, deixando-a sozinha novamente. A partir desse despertar, a Palhaça embarcará em uma jornada conhecendo diferentes personagens, por vários universos, pelos quais viajará na companhia da música. Suas ações a levarão ao abuso de poder e ao controle excessivo, transformando um sonho em pesadelo. Sufocando os músicos e personagens que encontra pelo caminho e fazendo a música explodir com uma forte rejeição à sua passagem por aquele universo, ela descobre seu verdadeiro despertar.

The silence of sound é uma performance multidisciplinar para os olhos, ouvidos e alma, criada para todas as faixas etárias. Não mais confinada à plateia, a orquestra se torna parte integrante da história, acompanhando e guiando uma palhaça em sua jornada rumo à verdadeira realização.

The silence of sound por Alondra de la Parra

“Esta performance nasceu do desejo de mostrar a música. A música sinfônica tem a capacidade de nos fazer imaginar e perceber inúmeras histórias nas quais o ouvinte participa com sua própria experiência e acaba se tornando também um narrador. O silêncio é representado pelo protagonista que habita o espaço imaginário da vida interior do diretor e atua em uma dimensão paralela. A dualidade é o aspecto central deste jogo. Luz e escuridão, som e silêncio, severidade e liberdade, dor e alegria.

O ecossistema é a orquestra, tanto na realidade quanto na fantasia. Os músicos a acompanham, mostram-lhe o caminho, confrontam-na consigo mesma e com o mundo.

As seções da orquestra são um guia sonoro: a personagem inicia sua história atraída pelas madeiras, instrumentos de sopro que voam como pássaros. Essa relação a conduz, por meio de emoções extremas, a outro momento de sua vida: as cordas, que se apresentam como um imenso mar. A maior seção da orquestra. Outras paixões surgem e surgem personagens que manifestam sua personalidade por meio dos sons. O violoncelo, com doçura, a conduz a um amor romântico, sereno e confiável. Um lar acolhedor. O violino, por outro lado, a convoca para o perigo, para o desconhecido, para a energia instável e voraz do desejo e da grandeza. Desperta nela o poder ilimitado, levando à opressão e ao abuso que, por fim, evocam solidão e desespero. Somente ela, confrontando a si mesma, pode encontrar redenção.

A seleção musical é composta por trechos de obras completas em um caleidoscópio; movimentos inteiros são dispostos lado a lado de forma não tradicional. O objetivo é gerar contrastes, sugerir texturas, cores e um novo personagem para sustentar a história.

Durante o processo criativo, que Gabriela Muñoz e eu desenvolvemos juntas, a história nos levou à música e, em alguns momentos, a música nos ajudou a narrar. Na seleção, há um fio condutor: solos recorrentes de violino e violoncelo, e o oboé se destaca como figura principal. Um amigo constante. Esses instrumentos se tornam personagens.

Tanto a seleção musical quanto a própria história são o resultado de um processo no qual investimos nossas histórias pessoais e nossa amizade. Muitas dessas músicas representam eventos reais da minha vida que eu queria incluir nesta jornada de autodescoberta. Uma forma de mostrar a vulnerabilidade com a qual aprendi tanto.

The silence of sound acontece em uma eternidade ou em um piscar de olhos.”

The silence of sound conta com o patrocínio master da GNP Seguros, copatrocínio do Bradesco e apoio de Fitch Ratings e Vivo, por meio da Lei Federal de Incentivo à Cultura. Apoio Cultural: Tivoli Mofarrej, Everymind e Kaspersky. Realização: Fundação Osesp, Governo do Estado de São Paulo, por meio da Secretaria da Cultura, Economia e Indústria Criativas, Ministério da Cultura e Governo Federal – União e Reconstrução.

Orquestra Sinfônica do Estado de São Paulo – Osesp

Desde seu primeiro concerto, em 1954, a Osesp tornou-se parte indissociável da cultura paulista e brasileira, promovendo transformações culturais e sociais profundas. A cada ano, a Osesp realiza em média 130 concertos para cerca de 150 mil pessoas. Thierry Fischer tornou-se diretor musical e regente titular em 2020, tendo sido precedido, de 2012 a 2019, por Marin Alsop. Seus antecessores foram Yan Pascal Tortelier, John Neschling, Eleazar de Carvalho, Bruno Roccella e Souza Lima. Além da Orquestra, há um coro profissional, grupos de câmara, uma editora de partituras e uma vibrante plataforma educacional. A Osesp já realizou turnês em diversos estados do Brasil e também pela América Latina, Estados Unidos, Europa e China, apresentando-se em alguns dos mais importantes festivais da música clássica, como o BBC Proms, e em salas de concerto como o Concertgebouw de Amsterdam, a Philharmonie de Berlim e o Carnegie Hall em Nova York. Mantém, desde 2008, o projeto “Osesp Itinerante”, promovendo concertos, oficinas e cursos de apreciação musical pelo interior do estado de São Paulo. É administrada pela Fundação Osesp desde 2005.

Alondra de la Parra regente

Alondra de la Parra regeu mais de cem das orquestras mais prestigiadas do mundo, incluindo a Orquestra de Paris, a Orquestra Filarmônica de Londres, a Orquestra Tonhalle-Orchester Zürich, a Sinfônica de Bamberg, a Orquestra Sinfônica da Rádio Sueca, a Orquestra Sinfônica do Estado de São Paulo, a Orquestra Sinfônica da Rádio de Berlim e a Orquestra da Academia Nacional de Santa Cecília. De 2017 a 2019, foi Diretora Musical da Orquestra Sinfônica de Queensland, tornando-se a primeira Diretora Musical de uma orquestra australiana. É Embaixadora Cultural Oficial do México, onde alcançou o nível de platina nas vendas de seu primeiro álbum, Mi Alma Mexicana, e, em 2017, foi nomeada Embaixadora Internacional da Marca Mercedes-Benz. Os destaques das temporadas anteriores incluem a aclamada produção encenada de Carlos Padrissa de Mozart Thamos, Rei no Egito, com a Camerata Salzburg e o coletivo teatral La Fura dels Baus, no Salzburg Mozartwoche de 2019 (repetido no Festival de Pâques em Aixen-Provence), concertos com a Orquestra de Paris (transmitida ao vivo pela ARTE), a Orquestra do Festival de Verbier, a Filarmônica da BBC, a Orquestra Nacional da BBC de Gales e uma apresentação orquestral ao vivo do filme West Side Story para um público de dez mil pessoas no Auditório Nacional do México. Também regeu a estreia mundial de Como água para chocolate, de Joby Talbot, para o Royal Ballet no Covent Garden, que também foi apresentado no Metropolitan Opera de Nova York em 2023, trabalhando ao lado do coreógrafo Christopher Wheeldon. Ela ainda regeu a produção de Kenneth Macmillan de Romeu e Julieta (também para o Royal Ballet) e O lago dos cisnes para o Staatsballett Berlin.

Gabriela Muñoz Chula, a Palhaça

Gabriela Muñoz possui vasta experiência em teatro, circo e ópera. Concluiu seus estudos na London International School of Performing Arts (LISPA), com base na pedagogia de Jacques Lecoq, após um curso de pós-graduação de dois anos e um curso de um ano na School of Physical Theatre, em Londres. Em 2009, cofundou a companhia CLOWN ME IN com a colega Sabine Choucair (Líbano), e trabalha como voluntária na organização Clowns Without Borders USA desde 2011. Em 2010, criou Perhaps Maybe Quizás, seu primeiro espetáculo de palhaço. …Quizás estreou em Nova York em 2010 e, desde então, tem sido apresentado em diversos festivais de palhaço e teatro nos Estados Unidos, Austrália, América do Sul, Europa e Ásia. Em fevereiro de 2015, com o apoio do EFI TEATRO, INBA e Co Productions, estreou sua segunda criação, Limbo, na Cidade do México. Limbo foi apresentado no Teatro de Milão e no Teatro de la Ciudad Esperanza Iris em colaboração com os vencedores do Grammy Latino Natalia Lafourcade e Ernesto García. Limbo foi revisitado em 2016 com o apoio da Fundação Kone na Finlândia e estreou no Thêatre du Passage em Avignon, França. Trabalhou com a companhia de dança finlandesa Hurjaruuth na nova criação de Pinokkio, dirigida por Sanna Silvennoin (Circo Aéreo). Em 2019, criou DIRT!, que foi indicado ao City Award de melhor espetáculo e, em 2020, em comemoração aos seus 10 anos como palhaça, publicou um livro (CHULA THE CLOWN), editado pela Sicomoro Ediciones. Nesse mesmo ano, recebeu uma medalha por mérito internacional do Congresso da Cidade do México na área de promoção cultural.

Yorrick Troman spalla

Nascido em Paris, em uma família de músicos especializados em barroco, Yorrick Troman começou a tocar violino aos quatro anos de idade. Estudou no Conservatório Nacional Superior de Música de Lyon, onde se formou em 2002 e recebeu o primeiro prêmio com honras. Continuou seus estudos em Oslo e, em 2004, começou como solista dos segundos violinos na Orquestra Filarmônica de Copenhague. Desde então, também foi spalla assistente na Orquestra Sinfônica de Århus, concertino da Orquestra de Câmara de Randers, solista dos segundos violinos na Orquestra Filarmônica Real de Flandres, spalla da Orquestra da Cidade de Granada e, desde 2015, é spalla da Orquestra Sinfônica de Navarra.

Rolando Fernández violoncelo

Criado em uma família de músicos cubanos e mexicanos, Rolando Fernández Lara estreou como solista com a Orquestra Filarmônica de Querétaro aos 10 anos de idade, e, desde então, foi premiado em inúmeros concursos internacionais (Prêmio Especial no Concurso Internacional de Violoncelo “Carlos Prieto”, menção honrosa no Concurso Internacional de Violoncelo “Leos Janacek” na República Tcheca, terceiro prêmio no concurso “Bienal de Violoncelo de Amsterdã” e primeiro prêmio da Academia Kronberg, entre outros). Em 2019, foi selecionado para participar do prestigiado Concurso Internacional Tchaikovsky em São Petersburgo, na Rússia.

PROGRAMA

ORQUESTRA SINFÔNICA DO ESTADO DE SÃO PAULO – OSESP

ALONDRA DE LA PARRA regente

GABRIELA MUÑOZ Chula, a Palhaça

YORRICK TROMAN spalla

ROLANDO FERNANDES violoncelo

Claude DEBUSSY | Children’s Corner: The little shepherd [O cantinho das crianças: O pequeno pastor]

Béla BARTÓK | Concerto para orquestra

Igor STRAVINSKY | O Pássaro de Fogo: A dança do Pássaro de Fogo

Claude DEBUSSY | La Mer: De l’Aube à Midi sur la Mer [O Mar: Da Alvorada ao meio-dia no Mar]

Children’s Corner: Jimbo’s Lullaby [O cantinho das crianças: Canção de ninar do Jimbo]

Carl Maria VON WEBER | Invitation to the dance [Convite à dança]: Excertos

Jules MASSENET | Taís: Meditação versus JEAN SIBELIUS Concerto para violino: Excertos

Sergei PROKOFIEV

Sinfonia nº 1 em Ré maior, Op. 25 – Sinfonia Clássica: Allegro

Sinfonia nº 5 em Si bemol maior, Op. 100: Allegro marcato

Federico IBARRA | Sinfonia nº 2 – Las antesalas del sueño

Johannes BRAHMS | Sinfonia nº 3 em Fá maior, Op. 90: Andante.

Serviço:

Osesp e Alondra de la Parra: The silence of sound

21 de agosto, quinta-feira, 20h00

22 de agosto, sexta-feira, 20h00

23 de agosto, sábado, 16h30

24 de agosto, domingo, 18h00

Endereço: Praça Júlio Prestes, 16, Luz, São Paulo, SP

Capacidade: 1.388 lugares

Recomendação etária: 7 anos

Ingressos: De R$ 42,00 a R$ 295,00 (valores inteiros*)

Bilheteria (INTI): https://osesp.byinti.com/#/event/osesp-e-alondra

Telefone: (11) 3777-9721, de segunda a sexta, das 12h às 18h.

Estacionamento: Rua Mauá, 51 | R$ 39,00 (noturno, sábado e domingo após às 12h30) | 600 vagas; 20 para pessoas com deficiência; 33 para idosos.

Mais informações nos sites oficiais da Osesp e da Sala São Paulo.

*Estudantes, pessoas acima dos 60 anos, jovens pertencentes a famílias de baixa renda com idade de 15 a 29 anos, pessoas com deficiências e um acompanhante e servidores da educação da rede pública estadual e municipal têm desconto de 50% nos ingressos para os concertos da Temporada Osesp na Sala São Paulo, mediante comprovação.

A Osesp e a Sala São Paulo são equipamentos do Governo do Estado de São Paulo, por intermédio da Secretaria da Cultura, Economia e Indústria Criativas do Estado de São Paulo, gerenciadas pela Fundação Osesp, Organização Social da Cultura.

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(Com Fabio Rigobelo/Fundação Osesp)

Espetáculo em Campinas celebra 40 anos de carreira de Ariane Porto

Campinas, por Kleber Patricio

Fotos: Lyvia Garmec.

A cineasta, atriz, escritora e produtora Ariane Porto convida o público para uma mostra comemorativa de seus 40 anos de carreira, com a apresentação do espetáculo “Amanhã é um lugar que pode não existir”, no dia 17 de junho,  às 20h, no Teatro de Arte e Ofício (TAO). Antes, às 19h, haverá lançamentos literários de obras de Ariane Porto. O evento faz parte da programação da 9ª Mostra Geral do Teatro, realização do grupo Os Geraldos, de 14 a 19 de junho, no TAO.

Tendo como base de sua produção a cidade de Campinas, Ariane vem desenvolvendo uma intensa atividade artística que se espalhou pelo Estado e País, se iniciando nos anos 80 com sua entrada no Grupo Rotunda, fundado em 1967 pela diretora Teresa Aguiar, seguido da abertura do Teatro de Arte e Ofício (1984) e, posteriormente, da TAO Produções (2002), focada no cinema. Ariane vem se dedicando a todos os elos da cadeia produtiva das Artes, desenvolvendo projetos que se tornaram referência internacional, como o Bem-te-vi, um projeto socio-ambiental que vem produzindo filmes com crianças e jovens dos cinco continentes, desde 2005.

Amanhã é um lugar que pode não existiré um work in progress teatral com Ariane Porto, Delma Medeiros, Hélcio Henriques, Joel Barbosa, Ramiro Lopes e Valéria Monteiro. Texto e direção de Ariane Porto. Concebido em forma de uma master class, é um espetáculo celebração de vidas – a do ser humano e a do artista – que se encontram, se potencializam e tornam a existência possível. A partir deste texto/pretexto, a autora convida o público a um passeio pelos processos de criação dos atores, em trabalho conjunto com a direção. Se alternando entre a direção e a atuação, Ariane busca revelar, com a participação do público – também convidado a integrar a cena – as possíveis formas de trazer à tona as emoções provocadas por um texto na construção do espetáculo teatral. Com a participação de atores com diferentes caraterísticas, a alquimia da arte pode ser – se não entendida – ao menos sentida. “Este ‘espetáculo celebração’ é um manifesto de empoderamento, da mulher artista, da mulher ativista, da mulher que na arte encontra a vida – e que luta pela vida através da arte”, resume Ariane.

A Mostra Geral do Teatro, de Os Geraldos, de 14 a 19 de junho, recebe espetáculos e shows de grande importância nacional no TAO, com programação gratuita. Abriu a programação, no dia 14 e 15/6, a montagem de Os Geraldos “Cordel do Amor sem Fim ou A Flor do Chico”, direção de Gabriel Vilella. A programação segue dia 16/6, às 19h, com “Cais ou a Indiferença das Embarcações”, de Kiko Marques. Dia 17/6, às 19h, lançamentos dos livros “O Banho de Cleópatra”, “O Pesadelo de Morfeu” e o infantil “Olhos de Estrela”, de Ariane Porto; seguido, às 20h, do espetáculo “Amanhã é um lugar que pode não existir”. Dia 18/6, às 20h, “O Sonho voou”, adaptação e atuação de Celso Frateschi; e dia 19/6, às 20h, show “WD Canta Vozes Eternas”, com WD e Os Geraldos.

Serviço:

Amanhã é um lugar que pode não existir

Dia 17/6, às 20h | Antecedem, às 19h, lançamentos literários

Teatro de Arte e Ofício – TAO (Rua Conselheiro Antonio Prado, 529, Vila Nova, Campinas)

Entrada gratuita.

(Com Delma Medeiros)

Países-ilha pedem ‘mutirão’ para salvar o oceano

Nice, França, por Kleber Patricio

Atol Alif Alif, Maldivas. Para nações insulares, o oceano é mais do que fonte de alimento e renda — é também paisagem sagrada, identidade cultural e beleza natural que atrai visitantes de todo o mundo. Foto: Secret Travel Guide/Unsplash.

Com praias de areias brancas, recifes coloridos e culturas profundamente conectadas ao mar, os pequenos Estados insulares não são apenas destinos paradisíacos. Eles estão na linha de frente da crise climática — e pedem que o mundo retribua sua beleza com solidariedade. Por isso, a Aliança dos Pequenos Estados Insulares (AOSIS), invoca o conceito brasileiro de mutirão, adotado pela presidência da COP30, para cobrar ações climáticas que priorizem a proteção dos oceanos.

O chamado foi feito durante a Terceira Conferência das Nações Unidas sobre os Oceanos (UNOC3), que está sendo realizada esta semana em Nice, na França. “O oceano sustenta nossas economias, molda nossas culturas e alimenta nossas comunidades. Como guardiões de quase 30% de sua vasta extensão, abraçamos tanto um profundo privilégio quanto uma responsabilidade solene — um dever compartilhado por todas as nações que veem o mar como parte de sua herança e de seu futuro”, afirmou o presidente Surangel Whipps Jr., de Palau, atual presidente da Aliança dos Pequenos Estados Insulares (AOSIS). “No espírito do mutirão, estamos comprometidos a fazer nossa parte. Mas os outros estão igualmente comprometidos a fazer a deles?”, acrescentou.

Em coletiva realizada nesta terça (10) em Nice, a presidenta das Ilhas Marshall, Hilda Heine, enfatizou que a mudança climática é a maior ameaça à segurança nacional dos países-ilha. “Devemos lembrar: não há ação climática sem ação oceânica. O oceano está arcando com as maiores consequências do nosso fracasso em enfrentar a mudança do clima e em abandonar os combustíveis fósseis. Não podemos correr o risco de comprometer a capacidade do oceano de absorver carbono”, afirmou Heine.

A presidenta das Ilhas Marshall cobrou a França a impulsionar os demais países ricos: “Pedi ao presidente Macron que leve a União Europeia a adotar uma meta de 95% [de redução de gases] em sua Contribuição Nacionalmente Determinada (NDC). Isso é fundamental para garantir um futuro seguro. As NDCs precisam focar não em compensações, mas em reduções domésticas. Também solicitamos que Macron seja um defensor das Ilhas do Pacífico na UE, no G20 e no G7. Espero que ele conduza esses grupos rumo a uma maior ambição climática.”

O apelo dos países-ilha chega em um momento crucial. Dez anos após a assinatura do Acordo de Paris, as nações insulares continuam a arcar com as consequências da lentidão global em agir. À medida que os países preparam sua próxima rodada de compromissos climáticos (as Contribuições Nacionalmente Determinadas, ou NDCs), a AOSIS está pedindo à comunidade internacional que coloque o oceano no centro desta década decisiva para o clima.

“Instamos todas as nações — especialmente as grandes economias — a se alinharem à meta de 1,5°C por meio da submissão de planos climáticos nacionais reforçados e baseados na ciência no caminho para a COP30. Esses planos são essenciais para proteger a saúde dos oceanos, fortalecer a resiliência e investir em tecnologias limpas que possam impulsionar a economia oceânica.”

A ameaça do plástico

A mobilização também ecoou entre defensores do turismo sustentável e da economia azul reunidos em Nice, que veem nas águas cristalinas dessas ilhas não só um atrativo natural, mas um ativo ameaçado pela poluição plástica. E a mobilização deu resultado – mais de 90 países já assinaram na tarde desta terça (10) a “Declaração de Nice por um Tratado Ambicioso sobre Poluição Plástica”, que terá uma rodada final de negociações em Genebra, de 5 a 14 de agosto de 2025.

Derivados de combustíveis fósseis, os plásticos são difíceis de reciclar e se converteram em uma das principais fontes de poluição marinha em todo o mundo. A Declaração de Nice apresenta os elementos essenciais de um acordo à altura da crise da poluição plástica. Ela destaca a necessidade de enfrentar o problema ao longo de todo o ciclo de vida do plástico, incluindo limites à produção e proibições de substâncias químicas perigosas. Esses pontos centrais foram justamente o foco do impasse em Busan, na Coréia do Sul, em dezembro passado, quando países petroleiros bloquearam avanços ao tentar restringir o alcance do tratado.

Sobre a UNOC3

A Terceira Conferência das Nações Unidas sobre os Oceanos (UNOC3), coorganizada por França e Costa Rica, ocorre de 9 a 13 de junho de 2025 e tem como objetivo acelerar a ação global em torno do Objetivo de Desenvolvimento Sustentável 14 (ODS14): conservar e usar de forma sustentável o oceano, os mares e os recursos marinhos. Realizada às vésperas da COP30, a UNOC3 acontece em um momento decisivo, à medida que os países preparam sua próxima rodada de compromissos climáticos (NDCs), com crescente impulso para integrar soluções baseadas no oceano à ação climática global.

Sobre a AOSIS

Desde 1990, a Aliança dos Pequenos Estados Insulares (AOSIS) representa os interesses de 39 pequenos Estados insulares e países em desenvolvimento com zonas costeiras baixas nas negociações internacionais sobre mudança do clima, desenvolvimento sustentável e oceanos. Como voz dos mais vulneráveis, a AOSIS é essencial para garantir que o mandato das Nações Unidas de “não deixar ninguém para trás” seja cumprido. No cenário internacional, a AOSIS costuma ter uma atuação muito além de seu tamanho, negociando compromissos globais históricos para a redução de emissões de gases de efeito estufa, entre outras conquistas.

(Com Marie-France Watson/Aosis)

Orquestra Rock apresenta tributo ao Queen em Campinas em prol do Centro Boldrini

Campinas, por Kleber Patricio

Fotos: Andrea de Lima.

Esse show promete ser histórico para quem gosta do bom e velho rock ‘n’ roll. No próximo dia 5 de julho, a partir das 20h, Campinas recebe a Orquestra Rock tocando os grandes clássicos de Fred Mercury e companhia em um imperdível Tributo ao Queen com vocal e todo carisma do cantor Guga Costa. Uma noite para relembrar os grandes sucessos como “Bohemian Rhapsody”, “We Will Rock You”, “Under Pressure”, “Radio Ga Ga”, “We are the Champions”, “Love of my Life”, “Crazy Litlle Thing Called Love”, “I Want to Break Free” e muito mais.

O evento será realizado na Expo Dom Pedro e terá toda renda revertida para o Centro Infantil Boldrini, referência mundial no tratamento de câncer infantil e doenças do sangue. Os ingressos custam a partir de R$ 35,00 e a apresentação contará com intérprete de libras. Menores de 18 anos entram somente acompanhados de responsáveis.

A iniciativa do evento é da produtora Articular de projetos culturais, por meio do Programa de Ação Cultural – ProAC/ICMS e do Selo Arte do Bem, projeto sociocultural que procura popularizar a música instrumental e, ao mesmo tempo, ajudar instituições sólidas que atuam no terceiro setor. Patrocínio da empresa DHL.

Orquestra Rock

A pergunta que sempre aparece quando é anunciado um show da Orquestra Rock é: mas é rock ou música clássica? E a resposta é simples, os dois. Um espetáculo vibrante que junta o bom e velho rock n’ roll, com releituras de clássicos em versões instrumentais de bandas como Led Zeppelin, Pink Floyd, Nirvana, Iron Maiden, Queen e AC/DC, além de grandes nomes da música brasileira como Titãs, Paralamas do Sucesso, Lulu Santos, Skank e Jota Quest.

Há mais de uma década na estrada, a Orquestra Rock é formada por 36 músicos de formação clássica e regidos pelo irreverente maestro búlgaro Martin Lazarov.  Mas essa história começou em 2013, em Campinas, interior do Estado de São Paulo, como parte do projeto Arte do Bem. Uma iniciativa que nasceu com o objetivo de democratizar o acesso à música instrumental de qualidade e ampliar o alcance da cultura por meio de apresentações impactantes e ações sociais.

Ernesto Brisolla Manzur, diretor da produtora Articular, que agencia a Orquestra Rock e também é um dos criadores do projeto Arte do Bem, lembra que a maioria das apresentações durante essa trajetória arrecadou fundos significativos para dezenas de instituições beneficentes. “Foram shows emocionantes, muitas vezes acompanhados de um grande nome da música brasileira como Frejat, Titãs, Os Paralamas do Sucesso, CPM 22, Dinho Ouro Preto e muitos outros artistas, que também se encantaram em dividir o palco com a orquestra”, afirma.

Além das apresentações em grandes casas de shows, a Orquestra Rock realiza concertos gratuitos em espaços públicos, além de eventos em cidades do interior paulista, sempre com foco em ações sociais, arrecadando alimentos, promovendo inclusão cultural e conectando novas plateias à música instrumental.

Serviço:

Orquestra Rock Tributo ao Queen

Local: Expo Dom Pedro – avenida Guilherme Campos, 500, Bloco II, Jardim Santa Genebra, Campinas.

Data: 5/7 – sábado

Horário: a partir das 20h

Ingressos: a partir de R$ 35,00 (meia-entrada) + taxas. Para comprar, acesse www.ingressosdobem.com.br.

(Com Mayra Barreto/Dora Press)