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Arte & Cultura

Rio de Janeiro

Etc e Tal transforma “Dom Quixote” em uma experiência visual arrebatadora e reafirma a força da mímica brasileira no cenário contemporâneo

por Kleber Patrício

Uma das companhias mais importantes do teatro físico brasileiro, a carioca Etc e Tal apresenta Dom Quixote, espetáculo infanto-juvenil sem palavras que reinventa o clássico de Miguel de Cervantes por meio da mímica, da comicidade gestual e de uma sofisticada dramaturgia visual. A estreia acontece no dia 7 de março de 2026 no Teatro Glaucio […]

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Lazer & Gastronomia

Inglaterra

British Pullman, A Belmond Train, Inglaterra, apresenta “Celia”, vagão exclusivo assinado por Baz Luhrmann e Catherine Martin

por Kleber Patrício

Novo vagão é dedicado a eventos e jantares privados; espaço foi idealizado e desenhado pelo cineasta Baz Luhrmann, diretor de filmes como Moulin Rouge!, The Great Gatsby e Elvis, e pela figurinista e designer de produção Catherine Martin, quatro vezes vencedora do Oscar por seu trabalho em Moulin Rouge! e The Great Gatsby

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Coffee party do Museu do Café: evento une música, cultura e experiências ligadas ao café

Santos, por Kleber Patricio

Em ascensão no cenário brasileiro, esse formato de festa diurna tem o café como protagonista. Foto: André Souza/Divulgação Museu do Café.

No dia 5 de julho (sábado), das 15h às 19h, o Museu do Café será palco de um evento diferente: uma coffee party. Ainda em ascensão no cenário brasileiro, esse formato de festa diurna tem o café como protagonista, unindo música, cultura e experiências relacionadas ao universo do grão.

A Cafeteria do Museu ficará responsável pela parte gastronômica da coffee party, oferecendo um cardápio repleto de delícias. Entre as opções, comidinhas especiais, cafés clássicos e coquetéis exclusivos estarão disponíveis para aquisição durante o evento.

Realizada na varanda do Museu, a tarde especial contará com o som contagiante do DJ Lufer, que assume a curadoria musical com um set em vinil recheado de brasilidades, apresentando ritmos que traduzem a diversidade sonora nacional. Discotecando há vinte anos, o DJ é conhecido pelo trabalho no espaço cultural Sala Especial Discos, em Santos.

Quem participar da ação poderá ter contato com a cafeomancia, ritual para leitura do futuro por meio da borra de café que resta na xícara após degustar a bebida. Utilizada por muitas culturas ao longo da história, a técnica consiste na interpretação dos padrões deixados pelos resíduos de café para fornecer insights e orientações sobre o futuro.

Com foco no bem-estar, também será possível usufruir de sessões de quick massage. Direcionado para o alívio de tensões musculares nas regiões do pescoço, ombros e costas, o atendimento contará com a utilização de um creme à base de café. O objetivo é potencializar o momento de relaxamento e autocuidado ao agregar os benefícios sensoriais do café.

Completando a programação, degustações às cegas serão promovidas pelo Centro de Preparação de Café (CPC) do MC. Os baristas da equipe conduzirão a atividade sensorial que permite explorar diferentes aromas, sabores e características da bebida sem saber qual é o tipo de grão utilizado.

O Museu já planeja realizar outras edições do evento, atendendo ao desejo do público jovem que busca novas formas de socialização mais leves, acolhedoras e que fogem do consumo tradicional de bebidas alcoólicas. A ideia da instituição é fechar parceria com outras cafeterias da Baixada Santista e da capital, enriquecendo a experiência dos participantes.

Os ingressos para a coffee party do dia 5/7 custam R$20 e já incluem a participação nas experiências de cafeomancia, quick massage e degustação às cegas. As entradas podem ser adquiridas aqui.

Museu do Café

Rua XV de Novembro, 95 – Centro Histórico – Santos/SP

Telefone: (13) 3213-1750

Funcionamento: de terça a sábado, das 9h às 18h, e domingo, das 10h às 18h (fechamento da bilheteria às 17h)

R$ 16 e meia-entrada para estudantes e pessoas acima de 60 anos | Grátis aos sábados e, todos os dias, para as crianças até 7 anos

Acessibilidade no local – Não possui estacionamento.

www.museudocafe.org.br

(Com Larissa Fonseca/Assessoria de Comunicação Museu do Café)

Volume final da trilogia Formação do Brasil, de Thales Guaracy, reconstitui a história para entender os atrasos brasileiros

São Paulo, por Kleber Patricio

Capa do livro.

“Com esse clima de terror que tem como objetivo manter o controle de uma colônia muito mais vasta que a própria Metrópole, a Coroa portuguesa sustenta seu poder e o fausto da Corte num tempo de catástrofes naturais e econômicas, retardando o fim do absolutismo monárquico que vai falindo na Europa” – Thales Guaracy

Iniciada com “A conquista do Brasil (1500-1600)” e seguida por “A criação do Brasil (1600-1700)”, a trilogia Formação do Brasil, escrita pelo jornalista e cientista social Thales Guaracy, encerra com a obra “A exploração do Brasil (1700-1800)”, lançada recentemente pela Editora Planeta. No último século pesquisado, Thales busca reconstituir a história nacional para entender os atrasos que impactaram toda a nação e que, segundo o autor, refletem a fonte dos maiores males, assim como, as incontáveis virtudes do povo brasileiro.

O volume final da trilogia enfoca o conflito pela posse e o controle das riquezas da colônia, em um embate travado entre portugueses e portugueses, como se consideravam os luso-brasileiros. A partir da descoberta do ouro na região das Minas e para conter os impulsos de liberdade, a Coroa portuguesa radicaliza o chamado Pacto Colonial, que prolonga a dependência da Metrópole, além de dividir, enfraquecer, controlar e punir a elite colonial do Brasil, fortalecida ao se impor e colaborar para a restauração do próprio império português, após o fim da União Ibérica.

Dessa forma, a Coroa empenha esforços em assegurar a exploração das riquezas, especialmente o ouro das minas, e a própria monarquia absolutista, que entra no seu apogeu. Enquanto isso, a Revolução Industrial e o Iluminismo promovem um novo tipo de riqueza e possibilitam mudanças na sociedade e nas formas de governo que lançam outras nações para o futuro. Assim, mesmo em meio à abundância da riqueza natural brasileira, o absolutismo português, paradoxalmente, pereniza a pobreza – iniciando um atraso político, econômico e histórico tanto para o Brasil quanto para Portugal.

Em A exploração do Brasil (1700 – 1800), Thales Guaracy oferece um retrato do fim da era dourada do império português, que esteve no auge durante os Descobrimentos, e um recorte clarividente do início do anacronismo histórico do Brasil e de Portugal. Com a pesquisa do terceiro século da colonização portuguesa, Thales completa a narrativa da origem do atraso crônico do Brasil, como uma investigação do DNA nacional, onde estão, segundo ele, os maiores males – e também grandes virtudes – dos brasileiros.

FICHA TÉCNICA

Título: A exploração do Brasil

Autor: Thales Guaracy
ISBN: 978-85-422-3169-4

Páginas: 368 p.

Preço livro físico: R$89,90

Editora Planeta.

Sobre o autor | Nascido em São Paulo, em 1964, Thales Guaracy é jornalista, cientista social e escritor. Autor de obras de reportagem, romances, contos e poesia, publicou pela Editora Planeta os livros A criação do Brasil (1600-1700) e A exploração do Brasil (1700-1800), que completam a sua trilogia Formação do Brasil.

Sobre a editora | A Editora Planeta Brasil, criada em 2003, é o braço brasileiro do Grupo Planeta. Com mais de 1.500 livros publicados, a Planeta Brasil conta com nove selos editoriais, que englobam o melhor dos gêneros ficção e não ficção: Academia, Crítica, Essência, Outro Planeta, Paidós, Planeta, Planeta Estratégia, Planeta Minotauro e Tusquets. A Planeta Brasil lança cerca de 150 livros todos os anos. Em faturamento, está entre as cinco maiores editoras do Brasil.

(Fonte: Editora Planeta)

Vencedora do Fórum Brasileiro de Ópera, Theatro Municipal apresenta Ópera Fora da Caixa – “O Afiador de Facas” na Central Técnica de Produções

São Paulo, por Kleber Patricio

Imagem: Divulgação.

Com direção cênica de Fernanda Vianna, a nova edição do projeto Ópera Fora da Caixa apresenta “O Afiador de Facas”, uma obra composta por Piero Schlochauer, que também é co-diretor cênico e assina o libreto com Beatriz Porto. As apresentações acontecem na Central Técnica de Produções Chico Giacchieri, localizada na Rua Pascoal Ranieri, 75, no bairro do Canindé, na sexta-feira, 27/6, às 17h, sábado, 28/6, às 17h, domingo, 29/6, às 19h, quinta-feira, 3/7, às 19h, sexta-feira, 4/7, às 17h, e sábado, 5/7, às 17h. Os ingressos custam R$30, a classificação é livre e a duração de 60 minutos, sem intervalo.

Realizada em parceria com a Cia Ópera São Paulo, a obra apresenta uma história original com quatro personagens: A Filha, interpretada por Cecília Massa, A Mãe, que será feita por Edneia Oliveira, O Filho, papel de Julián Lisnichuk, e O Afiador de Facas, interpretado por Flávio Borges.

O ponto de partida é o personagem homônimo, que anuncia sua passagem pela rua e oferece seus serviços. Em uma narrativa apresentada de maneira não linear, o enredo acompanha o cotidiano de uma família composta onde as memórias de vida e a realidade se emaranham durante o processo de luto. A figura dos afiadores de facas costuram a obra como metáfora, sendo uma profissão de séculos, mas que a cada ano desaparecem mais.

Vencedora do concurso do Fórum Brasileiro de Ópera, Dança e Música de Concerto (FB-ODM), teve estreia em Ribeirão Preto, em 2024. A montagem atual tem direção musical de Leonardo Labrada, que regerá a Orquestra Experimental de Repertório, cenografia Renato Bolelli Rebouças, design de luz de Aline Santini, e figurino de Olintho Malaquias.

No aspecto musical, a obra se inspira em um material harmônico baseado no apito utilizado pelos afiadores de facas. Existe um jogo na orquestração entre as memórias que se repetem e instrumentos que desaparecem aos poucos, tornando o som cada vez menos denso e orquestrado com o andamento da ópera.

O autor Piero Schlochauer conta que através da experiência com o alzheimer de seu avô surgiu a inspiração de montar uma ópera original com o tema da memória. “É um enredo inspirado pelo processo de luto. Tenho uma sensação muito particular de ver uma história tão pessoal e complicada ser erguida a tantas mãos na montagem”, explica o compositor.

Incorporando o tema da memória na linguagem da criação, ele explica que a própria cenografia da montagem acompanha a ideia do esquecimento por meio de elementos cênicos que vão sumindo, e de um palco que ficará cada vez mais vazio. “Toda memória tem esse outro lado da moeda, que é a sua vida útil. A lembrança existe até a última pessoa que lembrar, quando ela vai embora sobram apenas os ecos”, pontua.

A apresentação ganha outro sentido por ser especialmente representada na Central Técnica, onde está localizado o acervo dos figurinos das produções líricas e de dança do Theatro, formando uma relação do público entre a peça artística e o uso do local. “Está sendo muito bonito ver a ideia da construção deste espetáculo na Central Técnica, dentro desse santuário de memórias do Theatro”, explica Fernanda Vianna, diretora cênica. “Vamos montar um cenário que é como se fosse um cérebro cheio de memórias. Assim que o público entrar, poderá ver um lugar que já imprime muita história guardada”, finaliza.

Serviço:

O Afiador de Facas

Ópera de Piero Schlochauer com libreto de Piero Schlochauer e Beatriz Porto

Sexta-feira, 27/6, às 17h

Sábado, 28/6, às 17h

Domingo, 29/6, às 19h

Quinta-feira, 3/7, às 19h

Sexta-feira, 4/7, às 17h

Sábado, 5/7, às 17h

Direção musical: Leonardo Labrada

Direção cênica: Fernanda Vianna

Co-direção cênica: Piero Schlochauer

Cenografia: Renato Bolelli Rebouças

Design de luz: Aline Santini

Figurino: Olintho Malaquias

Elenco:

Cecília Massa — A Filha

Edineia Oliveira — A Mãe

Julián Lisnichuk — O Filho

Flávio Borges — O Afiador de Facas

Espaço Central Técnica Chico Giacchieri

Classificação etária livre para todos os públicos

Duração aproximada de 60 minutos

Ingressos a partir de R$30,00 (inteira).

(Com Letícia Santos/Assessoria de imprensa Theatro Municipal)

Artestil abre “Desvazio”, mostra de Désirée Sessegolo

São Paulo, por Kleber Patricio

Reconhecida internacionalmente por sua abordagem poética e experimental ao vidro, Désirée apresenta obras que parecem conter o silêncio, ou o instante anterior ao sopro. Fotos: Divulgação.

Neste sábado, 14 de junho, a Artestil Galeria de Arte recebe a exposição “Desvazio”, da artista e designer curitibana Désirée Sessegolo. Reconhecida internacionalmente por sua abordagem poética e experimental ao vidro, Désirée apresenta obras que parecem conter o silêncio, ou o instante anterior ao sopro.

Na série que dá nome à mostra, o vidro parece ser um gesto suspenso, é o tempo tornado forma. A técnica desenvolvida pela própria artista, chamada “Vidro Celular”, transforma partículas fundidas em uma espécie de caramelo incandescente que se move, flui e se acomoda, esculpido por suas próprias leis físicas. Nesse processo, a artista não busca dominar o material, mas escutá-lo, permitindo que os vazios e texturas surjam espontaneamente, como se brotassem do invisível.

“É um trabalho de escuta e confiança”, explica Désirée. “Cada peça carrega dentro de si uma pausa, como se fosse algo entre o gesto e o silêncio. O vidro se move até encontrar seu próprio repouso”, diz.

A artista, que começou sua trajetória em 2008 nas oficinas do Museu Alfredo Andersen, já expôs em mais de 50 mostras ao redor do mundo, incluindo passagens pela Argentina, Colômbia, Costa Rica, Itália, Bulgária e Reino Unido. Sua obra já esteve em importantes mostras como a Bienal da Bulgária e de Veneza, onde expôs na Venice Glass Week e no Museo del Vidrio de Bogotá.

Desvazio é uma continuação natural de uma pesquisa que transcende a técnica. Cada escultura é um campo de silêncio, onde o sopro, o calor e a gravidade compõem a instalação. As formas orgânicas e suspensas refletem a própria natureza.

Além de sua relevância artística, Désirée Sessegolo se destaca por seu compromisso com a sustentabilidade e o uso consciente dos materiais, temas que atravessam sua trajetória com delicadeza e responsabilidade. A artista foi homenageada na campanha Bicho do Paraná, promovida pela RPC e Rede Globo, como uma das vozes mais singulares da arte paranaense contemporânea.

Serviço:

Exposição Desvazio – Désirée Sessegolo

Artestil Galeria de Arte – Alameda Dr. Carlos de Carvalho, 1663

Abertura: Sábado, 14 de junho de 2025

Horário: 11h às 13h30

Período expositivo: 14 de junho a 30 de julho

De segunda a sexta-feira, das 9h30 às 18h30, e aos sábados, das 9h30 às 13h30.

(Com Emelin Leszc/Isabela França Comunicação)

Referência para jovens estudantes de música de concerto do Brasil e do mundo, Festival de Campos do Jordão chega à 55ª edição em 2025

Campos do Jordão, por Kleber Patricio

Orquestra do Festival com maestro Marcelo Lehninger na 54ª edição do evento, em julho/2024. Foto: Íris Zanetti.

Criado em 1970 e reconhecido como o maior e mais tradicional evento de música clássica da América Latina, o Festival de Inverno de Campos do Jordão chega à sua 55ª edição em 2025. A programação artística acontece de 5 de julho a 3 de agosto e estará distribuída entre quatro palcos em Campos do Jordão e quatro na capital paulista, com eventos na Sala São Paulo e no Instituto Mackenzie. O Festival de Campos do Jordão é uma realização do Governo do Estado de São Paulo, por meio da Secretaria da Cultura, Economia e Indústria Criativas, da Fundação Osesp, do Ministério da Cultura e do Governo Federal, via Lei Federal de Incentivo à Cultura – Lei Rouanet.

Serão 76 apresentações neste ano, entre música e dança, todas elas com entrada gratuita e programadas em quatro locais da cidade da Serra da Mantiqueira: o tradicional Auditório Claudio Santoro (apresentações de sexta a domingo); o popular Parque Capivari (todo sábado e domingo, e também no dia 9/jul); a impactante Capela São Pedro Apóstolo, localizada no Palácio Boa Vista (sábados e domingos, e também em 31/jul); e o histórico Espaço Cultural Dr. Além, que volta a integrar a programação do Festival depois de seis anos, com agenda distribuída nos dias de semana.

A capital paulista também terá um calendário de performances diverso: na Sala São Paulo, elas acontecem aos sábados e domingos na Sala de Concertos; nos dias 8, 9 e 11/jul na Sala do Coro; e estão distribuídas ao longo de todo o evento na nova Estação Motiva Cultural. Repetiremos nesta edição a parceria iniciada em 2024 com o Instituto Mackenzie, que receberá três recitais de professores e bolsistas, entre os dias 23 e 25/jul, dentro da programação da 18ª International Conference on Music Perception and Cognition (ICMPC) – que pela primeira vez será organizada em um país do Sul Global.

Considerado a “espinha dorsal” do Festival, seu Módulo Pedagógico oferece nesta edição 141 bolsas de estudo a jovens músicos: são 123 bolsas para instrumentistas, seis para regentes, seis para piano e seis para violão. Durante um mês, os alunos terão atividades de Orquestra, Música de Câmara (Instrumento), Núcleo de Música Antiga (dividido em Grupo Instrumental e Madrigal), Camerata, Regência, Piano e Violão, além de integrarem a Orquestra do Festival, a Orquestra Bach do Festival (de Música Antiga) e a Camerata do Festival, com diversos concertos agendados em Campos do Jordão e em São Paulo. “O conceito pedagógico do Festival cresce ano após ano, já que os professores convidados não participam ‘apenas’ dando aulas. Buscamos o aprendizado lado a lado, no qual estes músicos-professores, do Brasil e de fora, chegam preparados não somente para ensinar mas também para tocar junto de nossos bolsistas, e, dessa maneira, intensificar o aprendizado de cada um”, explica o coordenador artístico-pedagógico do evento, Fabio Zanon.

DESTAQUES DA PROGRAMAÇÃO

Destacam-se, na Programação Artística em Campos do Jordão, a Orquestra Sinfônica do Estado de São Paulo – Osesp com o maestro alemão Marc Albrecht, interpretando a Sinfonia doméstica, de Strauss, no concerto de abertura (5/jul); o Coro da Osesp na companhia de seu novo regente residente, Kaique Stumpf (11/jul); e apresentações de quatro grupos sinfônicos de fora do Estado de São Paulo: a Orquestra Filarmônica de Goiás, com o regente Neil Thomson no pódio e a pianista Sonia Rubinsky como convidada (19/jul); a Orquestra Sinfônica de Pernambuco, tendo à frente o maestro Nilson Galvão Jr. (20/jul); a Orquestra Sinfônica do Paraná, com Roberto Tibiriçá na batuta e peças de Wagner e Tchaikovsky no programa (26/jul); e a Orquestra Filarmônica Catarinense, regida por Roberto Minczuk e com Pablo Rossi no piano solo (1/ago). Receberemos novamente grupos parceiros como a Orquestra Jovem do Estado – Ojesp com seu regente titular, Cláudio Cruz, interpretando a Sinfonia nº 3 de Rachmaninov (06/jul); a Sinfônica Municipal de Santos dirigida por Luís Gustavo Petri (6/jul); a Orquestra Sinfônica da USP – Osusp com Tobias Volkmann no pódio e o talentoso violinista Guido Sant’Anna como convidado (11/jul); a Orquestra Experimental de Repertório – OER conduzida por Wagner Polistchuk (20/jul) e com o flautista João Vitor Mendes; e a Sinfônica Municipal de Campinas com Carlos Prazeres à frente e, novamente, o violinista Guido Sant’Anna como solista (27/jul).

Na agenda dedicada à música de câmara, receberemos uma atração internacional: os norte-americanos do Quarteto Ulysses, que apresentam obras para este formato escritas por Beethoven e Mendelssohn-Bartholdy, além de uma seleção de músicas folclóricas dinamarquesas (18/jul); e diversas formações brasileiras, como o Quinteto Villa-Lobos (9/jul), o Quarteto Zahir (12/jul), o Quarteto Camargo Guarnieri (13/jul), a Camerata Grecco (26/jul) e o Brazilian Winds Ensemble (2/ago).

Uma das novidades desta edição do Festival de Inverno são os espetáculos da Jornada Paulista de Dança que poderão ser apreciados no palco da Estação Motiva Cultural, localizada ao lado da Sala São Paulo. Ao longo de uma semana, os grupos e companhias paulistas que participam da Jornada vivenciarão atividades intensivas em dança e artes do corpo que culminarão em três apresentações abertas ao público, nos dias 10, 11 e 12/jul, sempre às 19h.

A agenda artística completa pode ser acessada no site oficial do Festival de Campos do Jordão.

MÓDULO PEDAGÓGICO

O Festival receberá, ao todo, 141 alunos e 82 professores. Novamente, os bolsistas terão duas semanas de prática orquestral e duas semanas de música de câmara, música antiga e camerata, totalizando aproximadamente 1.200 horas-aula. Entre os maestros convidados, dois são brasileiros: Luis Otávio Santos (que estará com a Orquestra Bach do Festival em repertório dedicado a Vivaldi, Leclair e Bach) e Claudia Feres (regendo a Camerata do Festival em programa com Mozart e Chopin). E três deles são de fora do Brasil: a francesa Stéphanie-Marie Degand (dirigindo a Camerata do Festival em obras de Grétry e Schubert, dia 19/jul) e, à frente da Orquestra do Festival, o russo Mikhail Agrest (26/jul) e o espanhol Josep Caballé Domenech (3/ago).

Com a Orquestra do Festival, os bolsistas farão um programa que inclui o emocionante Concerto para piano, de Ravel (26/jul); e repertório com a participação do violoncelista solista Kim Bak Dinitzen, a ser anunciado (2/ago). Já os alunos de regência farão um concerto no Parque Capivari à frente da GRU Sinfônica (2/ago). A agenda programada para a Sala São Paulo terá, entre outras, apresentações da Orquestra Bach do Festival (12/jul); da Filarmônica de Goiás (20/jul); da Camerata do Festival (21/jul); da Sinfônica do Paraná (26/jul); e da Orquestra do Festival (27/jul e 3/ago) – três concertos do Festival na Sala São Paulo serão transmitidos ao vivo no canal do evento no YouTube, em datas a serem divulgadas.

Como também é tradição, ao final do evento haverá a entrega do Prêmio Eleazar de Carvalho, cujo nome homenageia o maestro criador do Festival de Campos do Jordão e celebra o músico-bolsista de maior destaque do evento. Outra novidade nesta edição é o Prêmio Anna Laura de Música Antiga – PALMA, uma correalização da Associação Anna Laura, da Fundação Osesp e do Governo do Estado de São Paulo, por meio da Secretaria da Cultura, Economia e Indústria Criativas. Esta premiação busca reconhecer e promover performances de jovens músicos brasileiros dedicados ao repertório que compreende o período que vai da Idade Média até meados do século XVIII, usando técnicas de execução e convenções estilísticas historicamente informadas. Após a avaliação de uma comissão julgadora, os três primeiros colocados inscritos no PALMA serão premiados com valores entre R$ 3.000 e R$ 10.000, e terão a oportunidade de realizar um recital, cada, nesta edição do Festival (todos serão no dia 20/jul).

“Costumo dizer que considero a Orquestra do Festival de Campos do Jordão a sua principal atração, já que ela é a aposta que estamos fazendo no futuro, por meio da formação e do aperfeiçoamento dos jovens músicos. O núcleo educativo é o cerne deste evento, e, quando colocamos todos esses músicos juntos, de diversas partes do Brasil e também do exterior, para formar uma orquestra sem que nunca antes tenham tocado juntos, já temos aí um dos melhores grupos sinfônicos em atividade no país, antes de tocarem uma só nota”, completa Fabio Zanon.

“A Fundação Osesp tem realizado este grande Festival desde 2012, mas a Osesp tem uma ligação histórica com esse programa de formação de tanto sucesso no Brasil, já que a maior parte dos músicos brasileiros da Osesp foi bolsista, e o Auditório Cláudio Santoro, em Campos do Jordão, foi a casa da Orquestra por décadas durante o inverno”, diz o diretor executivo da Fundação Osesp, Marcelo Lopes. “O Festival movimenta a economia na região da Serra da Mantiqueira, leva ao público uma programação diversa, gratuita e de altíssima qualidade. Ao longo de mais de cinquenta anos, vem enriquecendo enormemente o cenário brasileiro da música clássica, além de promover oportunidades de intercâmbio de nível internacional entre alunos e professores”, finaliza.

PRÊMIOS E BOLSAS

O Prêmio Eleazar de Carvalho contemplará o/a bolsista que mais se destacar nessa edição, concedendo a ele/a uma bolsa de US$ 1.400 mil (um mil e quatrocentos dólares) mensais para estudar por um período de até nove meses em uma instituição estrangeira de sua escolha, além de ter cobertas as despesas de traslado entre o Brasil e o exterior. A Fundação Osesp poderá, ainda, premiar outros bolsistas que se destacarem durante as atividades do Festival com bolsas na Academia de Música da Osesp.

ACESSIBILIDADE

A programação do 55º Festival de Inverno de Campos do Jordão oferecerá seis concertos com recursos de acessibilidade: audiodescrição (todos os concertos) e interpretação em Libras (apresentação de 6/jul no Auditório Claudio Santoro), realizadas sob demanda do público, pela empresa parceira Ver com Palavras. Nestas apresentações, é necessário confirmar presença até três dias antes do evento, pelo e-mail: contato@vercompalavras.com.br.

SOBRE O FESTIVAL DE INVERNO DE CAMPOS DO JORDÃO

Criado em 1970 pelos maestros Eleazar de Carvalho, Camargo Guarnieri e Souza Lima, o Festival de Campos do Jordão combina, com excelência, uma programação de música de concerto a um trabalho pedagógico amplo e qualificado. Ao longo de suas 54 edições, o evento se consolidou como o maior e mais importante festival de música clássica da América Latina, oferecendo aos bolsistas a vivência com importantes nomes da música nacional e internacional e, paralelamente, uma programação cultural de qualidade, que beneficia não somente a cidade de Campos do Jordão (SP) como todo o seu entorno, ampliando as oportunidades de acesso à música erudita.

REALIZAÇÃO

A 55ª edição do Festival de Inverno de Campos do Jordão tem o patrocínio de Sabesp, Itaú, Yelum Seguradora e Toyota, e apoio de UNISA, Minalba e CAS Tecnologia, por meio da Lei Federal de Incentivo à Cultura e da Lei Paulo Gustavo. Parceiro de Mídia: Folha de S.Paulo. Apoio institucional: Emesp Tom Jobim e Prefeitura Municipal de Campos do Jordão. Realização: Fundação Osesp, Governo do Estado de São Paulo, por meio da Secretaria da Cultura, Economia e Indústria Criativas, Ministério da Cultura e Governo Federal – União e Reconstrução. O evento tem direção geral de Marcelo Lopes, coordenação artístico-pedagógica de Fabio Zanon, direção pedagógica de Rogério Zaghi e coordenação de planejamento artístico de Gabriela de Souza. A coordenação de produção executiva e técnica é de Alessandra Cimino.

SERVIÇO:

55º Festival de Inverno de Campos do Jordão

Data: 5 de julho a 3 de agosto de 2025

Ingressos: entrada gratuita.

Auditório Claudio Santoro, Sala São Paulo, Sala do Coro e Estação Motiva Cultural: ingressos neste link cinco dias antes de cada apresentação, ao meio-dia (limitada a quatro por pessoa). Observação: há uma cota de 100 ingressos para serem retirados no dia de cada apresentação na Sala São Paulo e no Auditório Claudio Santoro, e de 50 ingressos na Estação Motiva Cultural. Eles estarão disponíveis 1h antes dos concertos.

Capela São Pedro Apóstolo e Espaço Cultural Dr. Além: distribuição de ingressos presencial, 1h antes, na entrada dos locais (limitada a dois por pessoa).

Parque Capivari: entrada livre.

LOCAIS (Campos do Jordão e São Paulo):

Auditório Claudio Santoro – Av. Dr. Luís Arrobas Martins, 1.880, Alto da Boa Vista, Campos do Jordão, SP. Tel. (12) 3662-2334. 814 lugares. Gratuito. Horário de funcionamento: somente em dias de concerto, a partir de 2h30 antes do início das apresentações. Concerto acessível – recursos de acessibilidade: audiodescrição e interpretação em Libras no dia 6/jul; e audiodescrição no dia 12/jul. É necessário confirmar presença até três dias antes do evento pelo e-mail contato@vercompalavras.com.br.

Parque Capivari – R. Eng. Diogo José de Carvalho, 1.291, Capivari, Campos do Jordão, SP. Gratuito (entrada livre, sem necessidade de retirada de ingressos). Horário de funcionamento: diariamente, das 9h às 20h.

Espaço Cultural Dr. Além – Avenida Dr. Januário Miraglia, 1.582, Abernéssia, Campos do Jordão, SP. Tel. (12) 3664-2300. 186 lugares. Gratuito. Horário de funcionamento: de segunda a sexta, das 8h às 17h30.

Palácio Boa Vista – Capela São Pedro Apóstolo – Av. Adhemar Pereira de Barros, 3.001, Jardim Dirce, Campos do Jordão, SP. 90 lugares. Gratuito. Horário de funcionamento: de quarta a domingo, das 10h às 12h e das 14h às 17h.

Sala São Paulo – Sala de Concertos – Praça Júlio Prestes, 16, Térreo, Campos Elíseos, São Paulo, SP. Tel. (11) 3367-9500. 1.388 lugares. Gratuito. Horário de funcionamento: de segunda a sexta, das 9h às 18h. Concerto acessível – recurso de acessibilidade: audiodescrição nos dias 27/jul e 3/ago. É necessário confirmar presença até três dias antes do evento pelo e-mail: contato@vercompalavras.com.br.

Sala São Paulo – Sala do Coro – Praça Júlio Prestes, 16, 2º andar, Campos Elíseos, São Paulo, SP. Tel. (11) 3367-9500. 150 lugares. Gratuito. Horário de funcionamento: de segunda a sexta, das 9h às 18h.

Estação Motiva Cultural – Praça Júlio Prestes, 16, Térreo, Campos Elíseos, São Paulo, SP. Tel. (11) 3367-9500. 543 lugares. Gratuito. Horário de funcionamento: de segunda a sexta, das 9h às 18h. Concerto acessível – recurso de acessibilidade: audiodescrição nos dias 13 e 18/jul. É necessário confirmar presença até três dias antes do evento pelo e-mail: contato@vercompalavras.com.br.

Instituto Mackenzie – Auditório Escola Americana – Rua Piauí, 130, Higienópolis, São Paulo, SP. Tel. (11) 2114-8000. 250 lugares. Gratuito.

Mais informações e conteúdos:

Site oficial | YouTube oficial | Instagram oficial | Facebook oficial.

(Com Fabio Rigobelo/Fundação Osesp)