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Lazer & Gastronomia

Inglaterra

British Pullman, A Belmond Train, Inglaterra, apresenta “Celia”, vagão exclusivo assinado por Baz Luhrmann e Catherine Martin

por Kleber Patrício

Novo vagão é dedicado a eventos e jantares privados; espaço foi idealizado e desenhado pelo cineasta Baz Luhrmann, diretor de filmes como Moulin Rouge!, The Great Gatsby e Elvis, e pela figurinista e designer de produção Catherine Martin, quatro vezes vencedora do Oscar por seu trabalho em Moulin Rouge! e The Great Gatsby

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Taxa de vacinação infantil tem tendência de queda em sete anos, sem atingir meta nacional, mostra estudo

Brasil, por Kleber Patricio

Bebês recebem as vacinas do calendário básico de vacinação do SUS na Unidade Básica de Saúde – UBS Brás (SP). Foto: Rovena Rosa/Agência Brasil.

Atingir uma taxa de vacinação em bebês acima da meta de cobertura dos imunizantes tem sido um dos desafios da saúde pública nos últimos anos. Um estudo de pesquisadores da Universidade Federal do Mato Grosso (UFMT) revela que a taxa média de cobertura vacinal de crianças menores de dois anos foi de 77%, com tendência de queda em sete anos, de 89%, em 2015, para 62%, em 2021. Os dados estão publicados na edição de sexta (31) da ‘Revista Paulista de Pediatria’.

Em 2021, todas as vacinas analisadas que estão incluídas no calendário vacinal do Sistema Único de Saúde (SUS) tiveram cobertura vacinal abaixo de 74% no país, sem atingir a meta nacional (que é de 90% ou 95%, dependendo do imunizante).

O trabalho examinou a tendência de cobertura e abandono vacinal em menores de dois anos, no período de 2015 a 2021, para oito imunizantes do calendário nacional recomendado para a faixa etária, a partir de dados do Sistema de Informação do Programa Nacional de Imunização (PNI). Informações sobre a taxa vacinal de cada imunizante por região e por ano foram analisadas.

Em sete anos, houve uma tendência de queda na cobertura vacinal para todas as vacinas em todas as regiões brasileiras, com exceção da febre amarela nas regiões Sul e Sudeste. Neste período, a taxa média de abandono vacinal de imunizantes com mais de uma dose se manteve em 10%. Em algumas regiões, houve um aumento da tendência da taxa de abandono para as vacinas BCG, no Norte, Nordeste e Centro-oeste, e Meningo-C, no Norte e Nordeste.

Os pesquisadores já esperavam a confirmação desta tendência decrescente na cobertura vacinal ao acompanhar atividades práticas dos alunos de enfermagem em serviços de saúde e perceber a dificuldade de equipes da atenção básica em manter a adesão às vacinas das crianças. Essa ideia foi corroborada pela percepção de um aumento dos movimentos antivacina e negacionista, impulsionado pelo contexto da pandemia de Covid-19. “O que surpreendeu foi ver que essa tendência decrescente se aplicou a todas as vacinas analisadas, mesmo aquelas incluídas no calendário vacinal do SUS”, explica o pesquisador Ronaldo Antonio da Silva, coautor do estudo e doutorando de enfermagem da UFMT.

Para os cientistas, os resultados mostram um cenário preocupante em relação à imunização das crianças menores de dois anos no país, com a necessidade de uma melhor compreensão dos fatores que influenciam as taxas de cobertura vacinal e de abandono. “A partir dessa identificação será possível propor estratégias para aumentar a confiança dos pais e familiares nas vacinas”, aponta Silva.

Dados recentes divulgados pelo Ministério da Saúde mostram uma reversão deste cenário: em 2023, oito vacinas recomendadas pelo calendário infantil apresentaram aumento de cobertura vacinal em comparação a 2022, entre elas os imunizantes contra a poliomielite e tríplice viral. Mesmo assim, os estudos sobre fatores que afetam a vacinação continuam. O Grupo de Estudos em Saúde da Criança e do Adolescente da UFMT quer investir em pesquisas sobre hesitação vacinal e sobre diferentes estratégias para melhorar a cobertura vacinal de crianças.

(Fonte: Agência Bori)

Desastres no RS: adaptação a mudanças climáticas precisa entrar na pauta das eleições municipais

São Paulo, por Kleber Patricio

Menos de 15% dos municípios brasileiros têm planos de mitigação e adaptação às mudanças climáticas. Foto: Gilvan Rocha/Agência Brasil.

Por André Luiz Cotting e Victor Marchezini — O ano de 2024 é ano de eleições municipais no Brasil. E os desastres são um problema que tem afetado os municípios e suas populações em todas as regiões do país. Desde as últimas eleições, presenciamos inundações nos estados da Bahia em 2021 e no Rio Grande do Sul em 2024, deslizamentos de terra nas cidades de Petrópolis (RJ) em 2022 e de São Sebastião (SP) em 2023, além da seca nos municípios do Amazonas no ano passado.

As perdas de vidas e econômicas em desastres só aumentam, mas menos de 15% dos municípios brasileiros têm planos de mitigação e adaptação às mudanças climáticas. No Rio Grande do Sul, essa porcentagem cai para menos de 5% dos municípios. As enchentes que estão atingindo as cidades gaúchas de forma desproporcional agora em maio mostram a necessidade de incluir a gestão de riscos de desastres nos programas de governo para prefeito(a) e nos planos de legislatura para vereador(a) nos municípios brasileiros.

O governo municipal tem uma série de responsabilidades nesse tema, conforme a Lei 12.608/2012, como garantir o pleno funcionamento das defesas civis municipais, que devem atuar em contextos de desastre, fazer o mapeamento das áreas de risco de inundação e deslizamentos para implantar medidas estruturais, como muros de contenção de encostas, e não estruturais, como sistemas de alerta e realizar o zoneamento municipal, que prevê melhorias na infraestrutura urbanas para as áreas de risco, como a drenagem da água das chuvas. Também cabe ao poder público municipal definir onde podem ser construídas moradias para pessoas desabrigadas por desastres.

Essas iniciativas são importantes para a adaptação às mudanças do clima, pois eventos extremos como chuvas intensas e ondas de calor serão cada vez mais frequentes e intensos. Mas outra frente de ação tão importante quanto a adaptação é a mitigação das mudanças do clima. A diminuição das emissões de gases de efeito estufa, responsáveis pelo aquecimento global, pode reduzir o aumento da temperatura média da Terra a níveis mais seguros para a adaptação.

Municípios podem ter soluções para essa agenda. Algumas sugestões: incentivar o uso do transporte público coletivo por meio de tarifas mais baixas (ou mesmo da gratuidade), criar condições seguras para pedestres e ciclistas para incentivar esse tipo de deslocamento e aproximar áreas de produção de alimentos aos locais de consumo, o que tem potencial de reduzir as emissões de gases de efeito estufa no transporte. O governo municipal também pode investir na ampliação de áreas verdes, como parques, para aumentar a absorção dos gases pela vegetação, o que ajuda também a reduzir os efeitos das ondas de calor, e na promoção da coleta seletiva de resíduos sólidos, diminuindo o volume destinado a aterros sanitários e lixões, que emitem gases de efeito estufa.

A conscientização de eleitores sobre a necessidade e a possibilidade de medidas como essas pode mobilizar candidatas e candidatos às prefeituras e às câmaras municipais a apresentarem propostas para o problema. Afinal, apesar de as mudanças do clima serem um fenômeno global, seus efeitos se manifestam localmente. Portanto, o enfrentamento também deve partir do nível local.

Sobre os autores:

André Luiz Cotting é planejador territorial e pós-graduando em Desastres pela Universidade Estadual Paulista (Unesp), com bolsa de apoio da Fapesp.

Victor Marchezini é sociólogo e pesquisador do Centro Nacional de Monitoramento e Alertas de Desastres Naturais (Cemaden/MCTI).

(Fonte: Agência Bori)

Quarteto apresenta standards do jazz norte-americano na Casa Museu Ema Klabin

São Paulo, por Kleber Patricio

Quarteto All Jazz se apresenta na Casa Museu Ema Klabin. Foto: Heloisa Bortz.

A Casa Museu Ema Klabin recebe no dia 8 de junho (sábado), às 17h, o quarteto All Jazz para uma apresentação de jazz standards, relembrando compositores e instrumentistas norte-americanos. No repertório, ‘Milestones old’ (Charlie Parker/Miles Davis), ‘I Can’t get started (Vernon Duke/Ira Gershwin), ‘UMMG’ (Billy Strayhorn), ‘Blue in green’ (Bill Evans/Miles Davis, arr. Renan Saldanha), ‘Up jumped spring’ (Freedie Hubbard), ‘Tenderly (Walter Gross/Jack Lawrence), ‘All of you’ (Cole Porter) e ‘Yes or no’ (Wayne Shorter).

O quarteto All Jazz é formado pelos músicos Andrew Caetano (contrabaixo acústico), Caio Reigadas (guitarra), Ezequiel Costa (trompete) e Bruno Tonini (bateria), alunos da Emesp Tom Jobim. O espetáculo é apresentado em parceria com o Núcleo de Desenvolvimento de Carreira da Emesp Tom Jobim.

Serviço:

Quarteto All Jazz apresenta standards do jazz norte-americano

sábado, 8 junho | 17h

Gratuito, com sugestão de contribuição voluntária

100 lugares, por ordem de chegada

Rua Portugal, 43, Jardim Europa, São Paulo, SP

Sobre a Emesp Tom Jobim

A Emesp Tom Jobim é a Escola de Música do Estado de São Paulo, instituição do Governo do Estado de São Paulo e da Secretaria de Cultura, Economia e Indústrias Criativas do Estado, gerida pela organização social Santa Marcelina Cultura. A escola oferece formação em educação musical para crianças e jovens, assim como aprofundamento musical para músicos já formados.

O Núcleo de Desenvolvimento de Carreira da Emesp Tom Jobim foi criado com o objetivo de preparar jovens músicos para o mercado de trabalho. Por meio de um programa de capacitação e desenvolvimento de carreira, o Núcleo apresenta novas perspectivas de atuação e incentiva o aperfeiçoamento e o empreendedorismo musical.

Sobre a Casa Museu Ema Klabin

A residência onde viveu Ema Klabin de 1961 a 1994 é uma das poucas casas museus de colecionador no Brasil com ambientes preservados. A Coleção Ema Klabin inclui pinturas do russo Marc Chagall e do holandês Frans Post, obras do modernismo brasileiro, como de Tarsila do Amaral e Candido Portinari, além de artes decorativas, peças arqueológicas e livros raros, reunindo variadas culturas em um arco temporal de 35 séculos.

A Casa Museu Ema Klabin é uma fundação cultural sem fins lucrativos, de utilidade pública, criada para salvaguardar, estudar e divulgar a coleção, a residência e a memória de Ema Klabin, visando à promoção de atividades de caráter cultural, educacional e social, inspiradas pela sua atuação em vida, de forma a construir, em conjunto com o público mais amplo possível, um ambiente de fruição, diálogo e reflexão.

A programação cultural da casa museu decorre da coleção e da personalidade da empresária Ema Klabin, que teve uma significativa atuação nas manifestações e instituições culturais da cidade de São Paulo, especialmente nas áreas de música e arte. Além de receber a visitação do público, a Casa Museu Ema Klabin realiza exposições temporárias, séries de arte contemporânea, cursos, palestras e oficinas, bem como apresentações de música, dança e teatro.

O jardim da casa museu foi projetado por Roberto Burle Marx e a decoração foi criada por Terri Della Stufa.

Acesse o site e redes sociais:

Site: https://emaklabin.org.br

Instagram: @emaklabin

YouTube: https://www.youtube.com/c/CasaMuseuEmaKlabin

Google Arts & Culture: https://artsandculture.google.com/partner/fundacao-ema-klabin

Facebook: https://www.facebook.com/fundacaoemaklabin

Linkedin: https://www.linkedin.com/company/emaklabin/?originalSubdomain=br

Vídeo institucional: https://www.youtube.com/watch?v=ssdKzor32fQ

Vídeo de realidade virtual: https://www.youtube.com/watch?v=kwXmssppqUU

*Como em todos os eventos gratuitos, a Casa Museu Ema Klabin convida quem aprecia e pode contribuir para a manutenção das suas atividades a apoiar com uma doação voluntária via pix: 51204196000177.

(Fonte: Mídia Brazil Comunicação Integrada)

Tangará Jean-Georges é novamente reconhecido pelo Guia Michelin

São Paulo, por Kleber Patricio

Foto: website Tangará Jean Georges.

No último dia 20 de maio, aconteceu no Rio de Janeiro a cerimônia de apresentação do Guia Michelin Rio de Janeiro & São Paulo 2024, marcando o retorno do Guia ao Brasil. Na ocasião, o restaurante Tangará Jean-Georges, mais uma vez, foi selecionado como um dos melhores restaurantes da capital paulista, reconhecido com uma estrela Michelin. Localizado no prestigiado hotel Palácio Tangará, o restaurante é uma extensão da visão culinária do aclamado chef franco-americano Jean-Georges Vongerichten, um dos nomes mais influentes no cenário gastronômico mundial.

Inaugurado em 2017, o Tangará Jean-Georges rapidamente se destacou por sua sofisticação e excelência. Desde então, oferece uma experiência gastronômica que combina técnicas francesas refinadas, com influências asiáticas e ingredientes brasileiros. Sob o comando do chef Filipe Rizzato, o restaurante encanta os paladares mais exigentes, se consolidando como um destino obrigatório para os amantes da alta gastronomia na cidade.

A estrela Michelin, distinção mais prestigiosa no mundo da gastronomia, é um reconhecimento do compromisso do Tangará Jean-Georges com a qualidade, criatividade e a perfeição nos serviços a cada prato servido. A equipe do restaurante se dedica, incansavelmente, à busca de uma experiência única e memorável, desde a seleção rigorosa de ingredientes de alta qualidade, até a seleção dos melhores profissionais do mercado.

Pedro Villalobos, diretor de Alimentos e Bebidas, e Filipe Rizzato, chef Executivo do Jean-Georges. Foto: Divulgação.

Dentre tantos destaques do menu, os clientes podem desfrutar de pratos como a entrada Foie Gras Selado com Caqui Pocheado, Limão Tahiti e Folhas de Shissô e o principal Magret de Pato Grelhado com Especiarias, Infusão de Coco e Capim Limão, Pimenta Dedo-de-Moça e Repolho Verde. O restaurante ainda oferece um incrível menu degustação que exemplifica o característico conceito de alta gastronomia contemporânea do Palácio Tangará.

O ambiente do Tangará Jean-Georges contribui para a experiência incomparável, com um design elegante que incorpora elementos naturais e vistas deslumbrantes para o Parque Burle Marx. A combinação de um serviço impecável, uma carta de vinhos cuidadosamente selecionada e a atmosfera acolhedora fazem do restaurante um verdadeiro oásis gastronômico no coração de São Paulo. Para mais informações e reservas, basta acessar o site.

Sobre o Palácio Tangará | Com sua excepcional localização na capital financeira do Brasil, São Paulo, o Palácio Tangará abriu suas portas em 2017. Cercado pelo Parque Burle Marx, cujos jardins foram projetados pelo mundialmente reconhecido paisagista homônimo, o hotel oferece 141 espaçosos apartamentos, sendo 59 suítes, todos com vistas para a vegetação exuberante do parque. Premiado como ‘O Melhor Hotel Para Ir a Dois’ pela revista Prazeres da Mesa, e como o ‘Melhor Hotel do Brasil’, pela revista Condenast Traveller, o hotel oferece também, dois restaurantes: Tangará Jean-Georges e Pateo do Palácio. Já a área de lazer do hotel é composta por uma academia equipada com modernos aparelhos Technogym, o SPA Lancôme Absolue, primeiro spa da marca francesa na América Latina, além de piscinas interna e externa semiolímpicas, aquecidas, e Kids Club com programação especial de atividades e brincadeiras aos finais de semana e feriados.

Sobre a Oetker Collection

A Oetker Collection é um portfólio excepcional de Masterpiece Hotels e Villas na Europa, Brasil e Caribe. Localizadas nos destinos mais cobiçados do mundo, cada uma das 12 propriedades é um ícone de elegância, combinando a hospitalidade lendária europeia, com o genuíno espírito familiar exclusivo da Oetker Collection. Sua missão é perpetuar a alta qualidade gastronômica e de hospedagem em suas propriedades.

O portfólio atual inclui Le Bristol Paris, Brenners Park-Hotel & Spa em Baden-Baden, Hôtel du Cap-Eden-Roc em Antibes, Château Saint-Martin & Spa em Vence, The Lanesborough em Londres, L’Apogée Courchevel, Eden Rock – St Barths, Jumby Bay Island em Antígua, Palácio Tangará em São Paulo, The Woodward em Genebra e Hotel La Palma em Capri. No final de 2024, a Oetker Collection abrirá sua 12ª Masterpiece, o primeiro hotel da coleção nos EUA, o Hotel Vineta – Palm Beach.

Serviço:

Palácio Tangará

Endereço: R. Dep. Laércio Corte, 1501 – Panamby, São Paulo – SP

Telefone: (11) 4904-4040

Reservas: (11) 4904-4001

Instagram: @palaciotangara

Site.

(Fonte: Index)

Panorama do Cinema Suíço Contemporâneo celebra 10ª edição com homenagem à diretora Ursula Meier

São Paulo, por Kleber Patricio

Blackbird Blackbird Blackberry. Fotos: Alva Films, Takes Film.

Com 15 anos de existência, o Panorama do Cinema Suíço Contemporâneo celebra sua 10ª edição, com uma seleção de 12 filmes e uma homenagem à consagrada diretora suíça Ursula Meier – que estará presente no evento e ganhará uma retrospectiva de sua obra. Entre documentários e ficções, o evento, que acontece em São Paulo de 5 a 12 de junho 2024 no CineSesc, apresenta produções recentes premiadas e selecionadas durante o Festival Jornadas de Soleure 2024. A programação reflete a diversidade linguística e cultural da Suíça, abordando temas relevantes para o mundo contemporâneo. Paralelamente, será apresentado no CCBB Brasília um programa especial com 3 filmes de 7 a 9 de junho.

A cerimônia de abertura acontece no dia 5 de junho, às 20h, no CineSesc, com a exibição do premiado ‘Blackbird, Blackbird, Blackberry’ (2023), filme da diretora Elene Naveriani. A obra levou o prêmio de Melhor Filme Suíço de Ficção, além de Melhor Roteiro e Edição no Swiss Film Award 2024. O longa-metragem narra a história de uma mulher de 48 anos que vive solteira em uma vila na Geórgia e se vê envolvida em fofocas locais enquanto enfrenta o dilema, ao se apaixonar, de manter um relacionamento ou buscar a independência.

O Embaixador da Suíça no Brasil, Pietro Lazzeri, que também estará presente no evento, destaca que “o sucesso do Panorama do Cinema Suíço Contemporâneo, que comemora em 2024, sua 10ª edição e 15 anos de existência, é fruto das sólidas parcerias entre a Suíça e o Brasil. Consideramos o 10º Panorama uma ocasião para celebrar o apoio do Sesc São Paulo, desde sua 1ª edição, em 2009, fundamental para sua longevidade e uma referência para projetos culturais suíço-brasileiros. Este ano, também contamos com o apoio do CCBB Brasilia, que apresenta um programa especial do 10º Panorama na capital federal. Graças ao Centro Cultural do Banco do Brasil, tivemos a oportunidade em edições passadas de levar esta mostra a outras capitais brasileiras”. 

Blackbird Blackbird Blackberry.

Para o diretor do Sesc São Paulo, Luiz Deoclecio Massaro Galina, “as cooperações internacionais na produção cinematográfica são estratégias consolidadas para o desenvolvimento de projetos, em diferentes etapas, inclusive na distribuição. Neste cenário, a realização do 10º Panorama do Cinema Suíço Contemporâneo, parceria do Sesc São Paulo e Consulado Geral da Suíça em São Paulo, oportuniza ao público brasileiro visitar uma seleção de filmes suíços, constituída por uma curadoria com representação dos dois países, ambos reconhecidos pela multiculturalidade”.

O Panorama do Cinema Suíço Contemporâneo tem estabelecido importantes imersões no mundo cinematográfico suíço por meio de colaborações com festivais como Journées de Soleure, Festival de Locarno, Festival Visions du Réel, Festival Filmar en América Latina. Seu principal parceiro na Suíça é a Swiss Films, Agência Pública de Cinema Suíço, de quem recebe a chancela e o apoio para sua realização.

A retrospectiva com a diretora suíça Ursula Meier traduz a importância de sua obra para o cinema suíço contemporâneo, assim como para a história do Panorama, que ao longo de suas edições, exibiu a maioria dos seus filmes e acompanha sua trajetória. A seleção traz o último filme da cineasta ‘A linha/La ligne’ (2022), Prêmio de Melhor Direção, Melhor Atriz Coadjuvante e Melhor Roteiro, no Swiss Film Award 2023, ‘Diário da minha cabeça/Journal de ma tête’ (2018), com Fanny Ardant, ‘Minha irmã/L’enfant d’en haut’ (2012), com Léa Seydoux, Urso de Prata na Berlinale 2012 e o longa-metragem de estreia da diretora, ‘Home’ (2008), com Isabelle Huppert, exibido na Semana da Crítica do Festival de Cinema de Cannes de 2008 e indicado em 3 categorias no Césars (Melhor Primeiro Filme, Melhor Fotografia, Melhor Roteiro) e Prêmio de Melhor Roteiro e Melhor Ator no Swiss Film Prize 2029.

Blackbird Blackbird Blackberry.

Complementando esta retrospectiva, o panorama exibe o curta ‘Kacey Mottet Klein, Nascimento de um Ator’ (2015) protagonizado pelo ator Kacey Mottet Klein, que atuou nos filmes ‘Home’, ‘Sister’, e ‘Journal de ma tête’.  A diretora estará presente em todas as sessões para apresentar seus filmes e participará de bate-papo com o público, na quinta-feira, dia 6/6, no CineSesc.

A equipe de curadoria do Panorama é composta por representantes do Sesc São Paulo, dos Consulados Gerais da Suíça em São Paulo e no Rio de Janeiro e conta com o apoio da Embaixada da Suíça no Brasil.

On-line para todo Brasil (de 5 a 12/6/2024)

Na plataforma Sesc Digital estarão disponíveis gratuitamente para todo o país os filmes ‘Bom dia Ticino/Bon Schuur Ticino’ (2023), ‘Eu Sou Pretas/Je Suis Noires’ (2022) e ‘Manga da Terra/Manga D’Terra’ (2023).

Serviço:   

10º Panorama do Cinema Suíço Contemporâneo São Paulo 

5 a 12 de junho de 2024

Informações em sescsp.org.br/panoramasuico

Local: CineSesc – Rua Augusta, 2075, Cerqueira César

Ingressos: R$24,00 (inteira) R$12,00 (meia) e R$8,00 (trabalhadores do comércio)

Realização:

10º Panorama do Cinema Suíço Contemporâneo Brasília 

7 a 9 de junho de 2024

Local: CCBB Brasília às 19h (a confirmar sessões e horários)

Endereço: Asa Sul Trecho 2, Brasília – DF

Entrada franca

Conheça os filmes do 10º Panorama do Cinema Suíço Contemporâneo

sescsp.org.br/panoramasuico

A Escuta – Die Anhörung

Dir.: Lisa Gerig | Suíça | 2023 | 81 min | Documentário | 16 anos

Quatro requerentes de pedido de asilo rejeitados revivem a audiência sobre as razões que os levaram a fugir de seus países de origem, revelando o cerne do procedimento de concessão de asilo. Os entrevistados serão capazes de descrever suas experiências traumáticas de uma forma que satisfaça os critérios oficiais? Pela primeira vez, o filme proporciona uma visão desta escuta sensível, questionando assim o próprio procedimento de concessão de asilo.

Blackbird Blackbird Blackberry

Dir.: Elene Naveriani | Suíça Geórgia | 2023 | 110 min | Ficção | 16 anos

Etero, uma mulher de 48 anos que vive em uma pequena aldeia na Geórgia, nunca quis um marido. Ela valoriza sua liberdade tanto quanto seus bolos. Mas sua escolha de morar sozinha é motivo de muita fofoca entre as pessoas da vila. Inesperadamente, ela acaba se apaixonando por um homem e de repente se depara com a decisão de seguir com o relacionamento ou continuar com sua vida independente. Etero deve lidar com seus sentimentos e decidir como encontrar seu próprio caminho para a felicidade.

Bom Dia, Ticino – Bon Schuur Ticino

Dir.: Peter Luisi | Suíça Itália | 2023 | 88 min | Ficção | 14 anos

Um referendo maluco coloca a Suíça em estado de emergência. No país, até então com 4 línguas nacionais e cuja maioria da população é pelo menos bilíngue, com a aprovação da iniciativa “No Bilingue” (Não ao Bilinguismo), deverá existir apenas uma língua nacional: o francês. Portanto, muitos suíços que falam alemão entram em crise. Incluindo Walter Egli, de 56 anos, que trabalha na Polícia Federal e deve garantir que a transição para o monolinguismo seja feita de maneira adequada. Embora ele próprio quase não fale francês, é enviado ao Ticino com um parceiro que fala francês para identificar um grupo de resistência que está combatendo a nova lei usando todos os meios necessários.

Eu Sou Pretas – Je Suis Noires

Dir.: Rachel M’Bon, Juliana Fanjul | Suíça | 2022 | 52 min | Documentário | 16 anos

Na Suíça, uma terra de consenso e neutralidade, mulheres levantam suas vozes na luta pelo reconhecimento do racismo estrutural, desconstruindo estereótipos e reivindicando a sua dupla identidade suíça e negra. Neste contexto, Rachel Barbezat M’Bon, uma jornalista suíço-congolesa, inicia a sua própria busca pela identidade. Em seu caminho para a emancipação, ela questiona o seu passado, o seu presente e ergue um espelho para o seu país e seus pares.

Manga da Terra – Manga D’terra

Dir.: Basil Da Cunha | Suíça | 2023 | 96 min | Ficção | 16 anos

Rosa, de 20 anos, deixa os dois filhos em Cabo Verde e muda-se para Lisboa na esperança de lhes proporcionar uma vida melhor. Presa entre o assédio dos chefes gângsteres e a violência policial diária, Rosa tenta encontrar conforto nas mulheres da comunidade. Mas a sua verdadeira fuga é a música.

O Amor do Mundo – L’amour du Monde

Dir.: Jenna Hasse | Suíça | 2023 | 76 min | Ficção | 14 anos

Às margens do Lago Genebra, Margaux, de 14 anos, conhece Juliette, uma criança de sete anos que está sob seus cuidados, e Joël, um pescador que voltou recentemente da Indonésia. Unidos na recusa silenciosa de enfrentar a vida, os três ficam divididos entre a atração, a decepção e a saudade de lugares distantes.

O Desaparecimento de Bruno Bréguet – La Scomparsa di Bruno Bréguet

Dir.: Olmo Cerri | Suíça | 2024 | 97 min | Documentário | 14 anos

Em junho de 1970, Bruno Bréguet, um estudante do ensino secundário de apenas 20 anos, é preso em Israel enquanto tentava contrabandear explosivos para a resistência palestina. Ele é condenado a sete anos de prisão. Em 1995, ele desaparece misteriosamente de uma balsa que viajava da Itália para a Grécia. Retrato de uma geração que tentou tudo o que estava ao seu alcance para tornar o mundo um lugar mais justo. Um exame crítico do significado da desobediência civil e da resistência militante.

RETROSPECTIVA URSULA MEIER

A Linha – La Ligne

Dir.: Ursula Meier | Suíça França Bélgica | 2022 | 102 min | Ficção | 16 anos

Depois de uma violenta discussão com a mãe, Margaret, de 35 anos, com um longo histórico de infligir e sofrer violência, é sujeita a uma ordem de restrição rigorosa antes do julgamento: ela não tem mais permissão de fazer contato com a mãe ou se aproximar a menos de 100 metros da casa da família durante três meses. Mas esta separação apenas aumenta o seu desejo de ficar mais perto da família, levando-a a retornar todos os dias a esta fronteira invisível e intransponível.

Diário da Minha Cabeça – Journal de Ma Tête

Dir.: Ursula Meier | Suíça | 2018 | 70 min | Ficção | 16 anos

Poucos minutos antes de matar o pai e a mãe a sangue-frio, Benjamin Feller – um jovem de 18 anos – envia pelo correio seu diário pessoal, no qual confessa e explica o duplo homicídio, à sua professora de francês. A escolha de vincular esta mulher ao seu ato e arrastá-la consigo, ocorre vários meses depois de uma relação pedagógica em que os alunos foram incentivados a escrever diários pessoais.

(Fonte: Atti Comunicação)