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The Royal Experience: Palácio Tangará lança experiência de jantar privativo na suíte mais luxuosa do Brasil

São Paulo, por Kleber Patricio

Grupos de até 14 pessoas podem desfrutar de menu assinado por chef com estrela Michelin ao som de jazz ao vivo na Grand Suite São Paulo. Foto: Divulgação.

O Palácio Tangará, conhecido como um oásis cercado de natureza no centro urbano da cidade de São Paulo, anuncia uma nova possibilidade de experiência exclusiva: The Royal Experience. Combinando alta gastronomia e a sofisticação da acomodação, o pacote inclui jantar intimista inédito na majestosa suíte, que é a única da categoria no Brasil, proporcionando um momento inesquecível para celebrações.

The Royal Experience acontece na The Grand Suite São Paulo, a mais luxuosa do hotel, procurada para hospedagem de chefes de estado, grandes empresários, celebridades e hóspedes exigentes de todo o mundo. Com 279 m² e elegante decoração, a suíte oferece uma vivência exclusiva desde a sua entrada, complementada por um amplo terraço panorâmico de 250 m², perfeito para reuniões privadas com vistas deslumbrantes do Parque Burle Marx.

O ponto alto da experiência é um jantar para até 14 pessoas. O menu, elaborado em seis tempos e assinado pelo chef Filipe Rizzato, inclui iguarias como lagosta confit, bisque de capim de limão com caviar Siberian e foie gras grelhado com manga caramelizada e jus de Marsala. Cada prato é harmonizado com uma seleção de vinhos e champanhe da carta do Palácio Tangará, garantindo uma experiência gastronômica sem igual.

O pacote, disponível por R$85 mil para 14 pessoas, não se limita apenas ao jantar. Inclui hospedagem para sete casais em apartamentos deluxe, com a opção de café da manhã servido na suíte ou no premiado restaurante Tangará Jean-Georges. Para tornar a noite ainda mais especial, haverá uma apresentação de jazz ao vivo durante o jantar e decoração especial para ambientar a experiência. Como toque final de exclusividade, um dos casais tem a possibilidade de pernoitar na belíssima Suíte Royal, a acomodação mais desejada e luxuosa do país, que já recebeu nomes como Paul McCartney e Lewis Hamilton. Para reservas e mais informações, acesse o site.

Sobre o Palácio Tangará

Com sua excepcional localização na capital financeira do Brasil, São Paulo, o Palácio Tangará abriu suas portas em 2017. Cercado pelo Parque Burle Marx, cujos jardins foram projetados pelo mundialmente reconhecido paisagista homônimo, o hotel oferece 141 espaçosos apartamentos, sendo 59 suítes, todos com vistas para a vegetação exuberante do parque. Premiado como ‘O Melhor Hotel Para Ir a Dois’ pela revista Prazeres da Mesa e como o ‘Melhor Hotel do Brasil’, pela revista CondeNast Traveller, o hotel oferece também, dois restaurantes: Tangará Jean-Georges, reconhecido com uma estrela Michelin, e Pateo do Palácio. Já a área de lazer do hotel é composta por uma academia equipada com modernos aparelhos Technogym, o SPA Lancôme Absolue, primeiro spa da marca francesa na América Latina, além de piscinas interna e externa semiolímpicas, aquecidas, e Kids Club com programação especial de atividades e brincadeiras aos finais de semana e feriados.

Serviço:

Palácio Tangará

Endereço: R. Dep. Laércio Corte, 1501 – Panamby, São Paulo – SP

Reservas: (11) 4904-4001

Instagram | Site.

(Fonte: Index)

Brasil recicla o equivalente a 353 Torres Eiffel em latas de alumínio nos últimos 10 anos

São Paulo, por Kleber Patricio

Dados da Recicla Latas mostram que o país, nesse período, reaproveitou 97,9% das latinhas de alumínio fabricadas há mais de uma década. Foto: Divulgação/Recicla Latas.

O Brasil alcançou um marco impressionante, que comprova a eficiência do sistema de logística reversa de latas de alumínio para bebidas. Nos últimos 10 anos, o país reciclou uma quantidade de latinhas de alumínio equivalente a 353 Torres Eiffel, com um total de mais de 3.560.000 toneladas de alumínio reciclado. Este feito destaca o compromisso do Brasil com a preservação ambiental e a economia circular.

Ao longo dos últimos 10 anos, o índice de reciclagem de latas de alumínio do Brasil manteve-se consistentemente elevado, em torno de 97,9%. Este índice coloca o Brasil entre os líderes mundiais em reciclagem de alumínio, reafirmando o papel crucial da conscientização ambiental e do envolvimento da sociedade com o consumo da embalagem mais sustentável do planeta.

“A reciclagem é um trabalho conjunto. Fazer a gestão adequada dos resíduos sólidos faz toda a diferença no resultado final, foi por isso que a Recicla Latas nasceu. Estamos constantemente dialogando com as cooperativas parceiras, centros de coleta, recicladoras e fábricas para que desempenhem suas funções da melhor maneira possível. A colaboração entre todos os stakeholders da cadeia é crucial para que a reciclagem de latas de alumínio ajude a diminuir os impactos ambientais no Brasil”, explica Renato Paquet, secretário executivo da Recicla Latas.

A reciclagem de latinhas de alumínio não apenas contribui para a redução do impacto ambiental, como também é uma atividade de cunho social muito importante e economicamente vantajosa que gera empregos e promove a inclusão social de milhares de catadores. Daí a preocupação da entidade em continuar investindo em tecnologias e programas que incentivem a reciclagem. “Os dados mostram que o Brasil não só aumentou a produção e venda de latas de alumínio, como também melhorou significativamente a coleta e reciclagem. Estamos orgulhosos dos resultados alcançados até agora, mas sabemos que há muito mais a ser feito para avançar com a sustentabilidade no país”, conta Paquet.

Sobre a Recicla Latas

Instituída em julho de 2021, a entidade gestora responsável pelo aperfeiçoamento do sistema de logística reversa das latas de alumínio para bebidas possui os seguintes compromissos-chaves:

– Garantir a manutenção do percentual histórico médio nacional de reciclagem de latas de alumínio para bebidas em patamar de 95%;

– Otimizar as operações e a infraestrutura recicladora da cadeia de latas de alumínio;

– Investir na capacitação de gestores públicos, das cooperativas de catadores de materiais recicláveis e de pequenos e médios recicladores;

– Fomentar a educação ambiental da população para o consumo consciente e a destinação adequada das embalagens pós-consumo.

Para mais informações, acesse: https://www.reciclalatas.com.br/.

(Fonte: Bendita Imagem)

Médicos Sem Fronteiras desembarca em Recife com o evento Transformações: série de atividades gratuitas para a população

Recife, por Kleber Patricio

Foto da exposição Pergunte ao Tempo: a organização atende pacientes com sarampo na República Democrática do Congo, em 2019, durante a maior epidemia da doença registrada no mundo até aquele momento. Fotos: Divulgação/MSF.

Recife, em Pernambuco, será palco da edição de 2024 do Transformações, evento realizado pela organização humanitária internacional Médicos Sem Fronteiras (MSF) que leva atividades culturais, lazer, debates e palestras de graça para o público. A programação começa no dia 30/7 e vai até 3/8 ocupando diversos espaços da cidade.

Nesses cinco dias, o público vai conferir a exposição fotográfica Pergunte ao Tempo, assistir a dois documentários e participar de debates, além de conhecer o trabalho de ajuda humanitária desenvolvido pela organização médica em mais de 70 países. A diversidade de vozes e de atividades do evento tem como objetivo unir pessoas com os mais variados interesses para que sejam parte das transformações propostas em nossas ações.

Foto da exposição Pergunte ao Tempo: Médicos Sem Fronteiras oferece assistência médica no maior campo de refugiados do mundo, em Bangladesh, onde mais de 800 mil refugiados Rohingyas vivem.

A programação oficial será aberta com a inauguração da exposição fotográfica Pergunte ao Tempo, no dia 30/7, no Shopping Recife. Até o dia 25/8, o público poderá conferir 12 registros marcantes da história da organização, que oferece cuidados de saúde a pessoas em situação de vulnerabilidade há mais de 50 anos. As imagens são uma provocação para o público, que é levado a refletir sobre as constantes guerras, conflitos, epidemias e catástrofes que afetam de maneira recorrente populações ao redor do mundo.

No dia 31/7, às 19h, MSF realizará uma palestra diferente: Trabalhe com MSF. Se você tem interesse em trabalhar com Médicos Sem Fronteiras, mas não sabe como ou quer descobrir como é o dia a dia nos projetos no Brasil e ao redor do mundo com quem viveu essa experiência, esse é o espaço certo. Profissionais e recrutadores vão contar como é atuar em MSF e como as pessoas podem se candidatar a uma vaga. Spoiler: o trabalho é remunerado e também há oportunidades para quem não é da área médica. O evento acontece no Cinema da Fundação, Derby, na sala Aloísio Magalhães.

Foto da exposição Pergunte ao Tempo: homens armados atacaram a maternidade de Médicos Sem Fronteiras, no Afeganistão, mataram 24 pessoas e deixaram 20 feridas.

Como não poderia faltar, MSF trará um debate sobre os impactos da emergência climática nas populações vulnerabilizadas. Para discutir sobre o tema, vão estar reunidos na mesma mesa a responsável médica pelas operações na América do Sul de Médicos Sem Fronteiras, Lucia Brum, a cofundadora e atual presidente da Associação Gris Espaço Solidário, Joice Paixão, e o vice-reitor da Universidade Federal de Pernambuco (UFPE) e coordenador da Rede Brasileira de Pesquisas sobre Mudanças Climáticas Globais (Rede Clima), Moacyr Araújo. O evento será no dia 1º/8, às 9h, no auditório da Fiocruz dentro da Universidade Federal de Pernambuco, na Avenida Prof. Moraes Rego, s/n – Cidade Universitária, Recife.

O público ainda poderá assistir, no dia 2/8, às 19h, uma sessão de cinema com a apresentação de dois documentários, que será seguida de debate. O primeiro, Gaza: juventude sob ocupação, de 2022, retrata a vida de adolescentes na Faixa de Gaza que nasceram durante o período de bloqueios, conflitos e escassez de itens essenciais. Em Gaza antes de 7 de outubro (2024), o público assiste ao curta-metragem, filmado em maio de 2023, que mostra alguns dos muitos desafios para viver na região. Após a exibição, haverá um debate sobre os filmes e sobre a atual escalada da guerra em Gaza com Rafael Baltar, professor de direito internacional público na Unicap e mestre em direito internacional pela UERJ, e Renata Santos, psicóloga e presidente do Conselho Administrativo de Médicos Sem Fronteiras-Brasil. O jornalista Emannuel Bento, repórter de cultura do Jornal do Commércio e colaborador do Jornal Digital, será o mediador. A sessão será no Cinema da Fundação – Derby.

O Transformações encerra sua temporada em Recife com atividades ao longo da tarde de sábado (3/8) para todos os gostos e idades. A organização estará na Feira da Aurora com um stand cheio de atividades. Usando óculos de realidade virtual, o público poderá fazer uma viagem imersiva nos projetos ao redor do mundo sem sair da cidade. Também haverá distribuição de brindes e contação de histórias para crianças. A feira fica aberta ao público das 15h às 18h, na Rua da Aurora em frente à SEPLAG, 1377, Recife.

Foto da exposição Pergunte ao Tempo: equipes de Médicos Sem Fronteiras atendem famílias que moram em Tefé, no Amazonas, durante a pandemia da Covid-19.

Quem tem um perfil mais atlético encontrará a organização no Circuito SESC de Corrida. Celebrando a atividade física e a saúde, MSF marcará presença com um stand cheio de novidades e informações para o público presente. A corrida acontece entre 17h30 e 20h e sai da Avenida Rio Branco, s/nº, Recife Antigo.

Agenda completa das atividades:

Exposição | Pergunte ao Tempo

Pergunte ao Tempo é uma exposição fotográfica que traz registros marcantes dos 50 anos de Médicos Sem Fronteiras. As imagens, recentes e antigas, misturam o passado e o presente, deixando evidente que muitas crises humanitárias se repetem ao longo dos anos. Em mais de cinco décadas desde que a organização foi criada, o que mudou? Essa exposição tem muito a dizer.

De: 30/7 a 25/8

Local: Shopping Recife, térreo – próximo ao Medical Center

Horário: 9h às 22h de segunda a sábado | 12h às 21h aos domingos

Endereço: R. Padre Carapuceiro, 777 – Boa Viagem, Recife

Gratuito.

Palestra | Trabalhe com MSF

Tem interesse em trabalhar com Médicos Sem Fronteiras, mas não sabe como? Quer descobrir como é o dia a dia nos projetos no Brasil e ao redor do mundo com quem viveu essa experiência? Esse encontro é para você. Profissionais e recrutadores vão contar como é atuar em MSF e como você pode se candidatar a uma vaga.

Data: 31/7

Horário: 19h

Local: Cinema da Fundação – Derby/Sala Aloísio Magalhães

Grátis

Para participar, inscreva-se aqui. Vagas sujeitas à lotação do espaço.

Debate | Os impactos da emergência climática nas populações vulnerabilizadas 

À medida que o Brasil e o mundo enfrentam desafios cada vez mais urgentes relacionados às emergências climáticas, é essencial compreender como a saúde pública e as diferentes populações estão sendo impactadas. Esse debate traz especialistas, médicos e acadêmicos para discutir quais são os impactos das emergências climáticas na saúde e quais são as soluções sustentáveis para enfrentar o problema.

Data: 1/8/24

Horário: 9h

Local: Auditório da Fiocruz PE (Universidade Federal de Pernambuco – Campus da UFPE, Av. Prof. Moraes Rego, s/n – Cidade Universitária, Recife – PE)

Grátis

Para participar, inscreva-se aqui. Vagas sujeitas a lotação do espaço.

Documentários com Debate | Gaza: juventude sob ocupação (2022) / Gaza antes de 7 de outubro (2024) 

Sessão de cinema com apresentação de dois documentários seguida de debate. O primeiro, Gaza: juventude sob ocupação, de 2022, retrata a vida dos adolescentes na Faixa de Gaza que nasceram durante o período de bloqueios, conflitos e escassez de itens essenciais. Em Gaza antes de 7 de outubro, o público assiste ao curta-metragem filmado em maio de 2023 que mostra alguns dos muitos desafios para se viver na região sitiada por Israel antes dos ataques de 7 de outubro. Após a exibição, haverá um debate sobre os filmes e sobre a atual escalada da guerra em Gaza.

Data: 2/8/24

Horário: 19h

Local: Cinema da Fundação – Derby

Endereço: Rua Henrique Dias, 609 – Derby, Recife

Grátis

Para participar, inscreva-se aqui. Sujeito à lotação do espaço.

Feira da Aurora 

MSF estará presente na feira com stand cheio de atividades. O público poderá fazer uma viagem imersiva nos projetos de MSF ao redor do mundo sem sair de Recife, através dos óculos de realidade virtual. Também haverá distribuição de brindes e contação de histórias para crianças.

Data: 3/8

Horário: de 15h às 18h

Local: Rua da Aurora em frente à SEPLAG, 1377, Recife

Atividade gratuita e aberta ao público.

Circuito SESC de Corrida 

Celebrando a atividade física e a saúde, MSF marcará presença com um stand cheio de novidades e informações para o público presente. Faça uma visita após a corrida.

Data: 3/8

Horário: de 17h30 às 20h

Local: Av. Rio Branco, s/nº, Recife Antigo

Atividade gratuita e aberta ao público presente, tanto inscritos na corrida quanto público passante.

(Fonte: Assessoria de imprensa/Médicos Sem Fronteiras)

O universo particular do Bourbon

Curitiba, por Kleber Patricio

Foto: FreePik.

Para os entusiastas de charutos, a escolha da bebida perfeita para harmonizar é tão essencial quanto a seleção do próprio puro. O bourbon é uma bebida única e frequentemente confundida com outros tipos de whiskies. Carolina Macedo, cigar sommelière e sócia da da Bulldog Tabacaria, sediada de Curitiba (PR), explica que para ser considerado bourbon, é preciso atender a certas exigências legais.

“Primeiro, ele deve ser produzido nos Estados Unidos. Diferente dos single malts, os bourbons podem ser produzidos com diversos cereais, como milho, cevada, centeio e trigo, desde que pelo menos 51% da composição seja de milho”, explica ela. O mesmo princípio se aplica ao Rye Whiskey, predominantemente feito de centeio, e ao Wheat Whiskey, feito de trigo. Já o Corn Whiskey deve conter mais de 79% de milho.

Carolina lembra que para receber o título de bourbon, a bebida deve seguir normas específicas de volume alcoólico durante todo o processo de produção, ser envelhecida em barris virgens de carvalho tostado e ser engarrafada com no mínimo 40% de graduação alcoólica.

O processo de produção é muito parecido com a de charutos, não pela linha que se segue, mas pela tradição, zelo e busca da perfeição, ele começa com a seleção e cozimento separado dos ingredientes, que são depois misturados, resfriados e fermentados antes de serem destilados.

Na destilação, a graduação alcoólica máxima é de 80%. O resultado é uma bebida transparente e adocicada conhecida como White Dog. Embora essa versão não esteja disponível no Brasil, ela é comum nos EUA, especialmente durante a era da Lei Seca.

Carolina Macedo. Foto: Valterci Santos.

Após o White Dog estar pronto, ele é colocado em barris de carvalho americano virgens e tostados para maturação. “Esse processo de envelhecimento é essencial, pois o contato com a madeira proporciona ao bourbon suas notas defumadas e de caramelo”, conta a cigar sommelière.

Os barris são movimentados periodicamente para garantir um envelhecimento uniforme, semelhante ao processo das folhas dos charutos. Para ser classificado como Straight Bourbon, a bebida deve envelhecer por pelo menos dois anos, como o famoso Maker’s Mark.

Ela frisa que nenhum bourbon pode conter corantes ou saborizantes adicionados. Uma vez pronto, o bourbon está pronto para ser apreciado. Existem diversos rótulos disponíveis, cada um com características únicas. “Aqui na Bulldog, destacamos o Woodford, um straight bourbon. Produzido artesanalmente em pequenos lotes e triplamente destilado, o resultado é uma bebida intensa e única, com aromas complexos de frutas, baunilha e tabaco. Uma harmonização perfeita com puros de maior fortaleza, como o cubano Partagas D4.”

Entre as combinações recomendadas, estão os nacionais Dona Flor Seleção e Rosalones, ideais para iniciantes, assim como os clássicos Romeo y Julieta Wide Churchill e Montecristo Edmundo. “Encontre o bourbon perfeito para complementar seu charuto favorito e desfrute de uma experiência única de sabor e aroma”, convida Carolina Macedo, sócia da Bulldog Tabacaria, sediada em Curitiba (PR), à Rua General Aristides Athayde Jr., 254, no bairro Bigorrilho. Mais informações são fornecidas pelo telefone (41) 3029-1299 e o WhatsApp (41) 98736-3251.

(Fonte: Agência Souk)

Osesp lança novo álbum da série ‘A Música do Brasil’

São Paulo, por Kleber Patricio

Capa do álbum Concertos and Concertinos. Foto: Isabella Matheus.

Está disponível em todas as plataformas digitais o novo lançamento da Orquestra Sinfônica do Estado de São Paulo – Osesp pela série A Música do Brasil, que faz parte do projeto Brasil em Concerto, uma parceria do Instituto Guimarães Rosa, órgão de cultura do Ministério das Relações Exteriores, com três orquestras brasileiras — além da Osesp, fazem parte as Filarmônicas de Minas Gerais e de Goiás —, com a Academia Brasileira de Música e com o selo Naxos.

Gravado na Sala São Paulo entre 2021 e 2022 e com produção, engenharia e edição de Ulrich Schneider, este é o vigésimo terceiro título da série A Música do Brasil. O álbum traz quatro obras emocionantes do compositor paulista Francisco Mignone, um dos maiores nomes da música sinfônica brasileira, interpretadas pela Osesp e pelos solistas Fabio Zanon (violão), Emmanuele Baldini (violino), Ovanir Buosi (clarinete) e Alexandre Silvério (fagote), sob regência dos maestros Giancarlo Guerrero e Neil Thomson: são elas o Concerto para violão, o Concertino para clarinete, o Concertino para fagote e o Concerto para violino e orquestra.

Sentimental, telúrico, exuberante, polivalente e extremamente eclético, Francisco Mignone (1897–1986) foi uma das principais figuras da música brasileira no século XX. Com extrema inteligência e inabalável bom humor, Mignone percorreu inúmeros estilos e gêneros composicionais, do serialismo ao politonalismo, do nacionalismo arraigado à música de sabor europeu. Seu catálogo de obras é extenso, incluindo todos os gêneros de música vocal e instrumental. Desse gigantesco painel criativo, é possível destacar obras de imagens fortes e orquestração brilhante, como a ópera O Chalaça e o balé Quincas Berro d’Água, além de Festa das Igrejas e o celebrado Maracatu de Chico-Rei, gravados e lançados em CD pela Osesp. É também possível apontar delicadas miniaturas, como os 12 Estudos para violão ou as inesquecíveis Valsas de esquina, para piano, reflexos de seu relacionamento intelectual com Mário de Andrade, que o influenciou definitivamente a abraçar, em perspectiva estética, a causa da música brasileira. Em sua juventude, Mignone estudou em São Paulo, no Conservatório Dramático e Musical, aperfeiçoando-se mais tarde em Milão, na Itália, com Vincenzo Ferroni. A partir de 1933, passou a residir no Rio de Janeiro, onde se tornou — em 1939 — professor de regência do Instituto Nacional de Música, hoje Escola de Música da Universidade Federal do Rio de Janeiro.

Contracapa do álbum Concertos and Concertinos. Foto: Isabella Matheus.

O álbum Concertos and Concertinos pode ser encontrado em edição física na Loja Clássicos, que está localizada dentro da Sala São Paulo (piso térreo), e em edição digital disponível nas mais diversas plataformas de streaming. [Capa: ‘Paisagem nº 94’ (acrílica e óleo sobre tela) de Lucia Laguna (1941), Coleção da Pinacoteca do Estado de São Paulo. Doação dos Patronos de Arte Contemporânea da Pinacoteca de São Paulo, por meio da Associação Pinacoteca Arte e Cultura – APAC, 2017. Fotografia de Isabella Matheus].

Sobre a Orquestra Sinfônica do Estado de São Paulo – Osesp

A Orquestra Sinfônica do Estado de São Paulo – Osesp é um dos grupos sinfônicos mais expressivos da América Latina. Com 13 turnês internacionais e quatro turnês nacionais realizadas, mais de uma centena de álbuns gravados e uma média de 120 apresentações por temporada, a Osesp vem alterando a paisagem musical do país e pavimentando uma sólida trajetória dentro e fora do Brasil, obtendo o reconhecimento de revistas especializadas como Gramophone e Diapason e relevantes prêmios, como o Grammy Latino de Melhor Álbum de Música Clássica de 2007. A Orquestra se destacou ao participar de três dos mais importantes festivais de verão europeus, em 2016, ao se tornar a primeira orquestra profissional latino-americana a se apresentar em turnê pela China, em 2019, e ao estrear em 2022, no Carnegie Hall, em Nova York, apresentando um concerto na série oficial de assinatura da casa e o elogiado espetáculo Floresta Villa-Lobos. Desde 2020, Thierry Fischer ocupa os cargos de Diretor Musical e Regente Titular, antes ocupados por Marin Alsop (2012-19), Yan Pascal Tortelier (2010-11), John Neschling (1997-2009), Eleazar de Carvalho (1973-96), Bruno Roccella (1963-67) e Souza Lima (1953). Mais que uma orquestra, a Osesp é também uma iniciativa cultural original e tentacular que abrange diversos corpos artísticos e projetos sociais e de formação, como os Coros Sinfônico, Juvenil e Infantil, a Academia de Música, o Selo Digital, a Editora da Osesp e o Descubra a Orquestra. Fundada oficialmente em 1954, a Orquestra passou por radical reestruturação entre 1997 e 1999 e, desde 2005, é gerida pela Fundação Osesp.

Sobre Giancarlo Guerrero – regente

Seis vezes vencedor do Grammy e Diretor Musical da Sinfônica de Nashville e da Filarmônica de Wrocław (Polônia), Guerrero nasceu na Nicarágua, imigrando ainda na infância para a Costa Rica. Posteriormente, estudou Percussão e Regência na Baylor University e obteve seu mestrado em Regência na Northwestern, ambas nos Estados Unidos. Ao longo de sua carreira, apresentou-se junto a importantes orquestras norte-americanas, como as de Baltimore, Dallas, Los Angeles, Filadélfia, Seattle e a Sinfônica Nacional (Washington), além de atuar com diversos grupos europeus, como a Sinfônica da Rádio de Frankfurt e as Filarmônicas de Londres, da Rádio França e da Holanda. Em 2019, recebeu a honraria de ser orador na Conferência da Liga de Orquestras Americanas. Na temporada 2023-2024, Guerrero retorna à Sinfônica de Chicago, em concerto conjunto com Wynton Marsalis e The Jazz at Lincoln Center, às Sinfônicas da Nova Zelândia e de Bilbao, à Filarmônica de Bruxelas, à Orquestra Gulbenkian, à Orquestra Cívica de Chicago e à própria Osesp, da qual é convidado frequente.

Sobre Neil Thomson – regente

Diretor artístico e regente titular da Orquestra Filarmônica de Goiás desde 2014, o maestro inglês foi regente titular do Royal College of Music de 1992 a 2006, do qual é membro honorário. Já gravou com a Orquestra Sinfônica de Londres e regeu concertos com as Filarmônicas de Londres, de Tóquio, Nacional Russa, Sinfônicas da BBC e Yomiuri Nippon, além da Osesp. Lecionou no Mozarteum em Salzburgo, na Academia de Música de Cracóvia e em diversos festivais, incluindo o Festival de Inverno de Campos do Jordão.

Sobre Emmanuele Baldini – violino

Spalla da Osesp desde 2005 e primeiro violino do Quarteto Osesp desde 2008, o italiano Emmanuele Baldini se formou no Conservatório de Genebra, aperfeiçoando-se em Berlim e Salzburgo. Como solista, apresentou-se com diversos grupos, como a Orquestra Sinfônica da Rádio de Berlim, a Orchestre de la Suisse Romande, a Orquestra de Câmara de Viena e a própria Osesp, em diversas ocasiões. Paralelamente à sua carreira de violinista, Baldini atua como maestro. De 2017 a 2019, foi Diretor Musical da Orquestra de Câmara de Valdivia, no Chile, e atualmente é Regente Titular da Orquestra Sinfônica do Conservatório de Tatuí e Diretor Musical da Orquesta Sinfónica de Ñuble (Chile).

Sobre Alexandre Silvério – fagote

Alexandre Silvério é um dos únicos fagotistas no mundo que se dedicam ao jazz e à música clássica. Natural de Osasco (SP), começou a estudar música através do piano, aos sete anos de idade e incentivado por seu pai. Em 1990 começou a estudar fagote na Escola Municipal de Música de São Paulo, onde recebeu orientações de Gustav Busch e posteriormente de Francisco Formiga. Estudou Jazz e Improvisação com Roberto Sion e Hudson Nogueira. Venceu por quatro vezes consecutivas o Concurso Jovens Solistas da OER e uma vez o da Osesp, onde interpretou com a Orquestra o Concerto para fagote de C. M. von Weber, transmitido pela Rádio e TV Cultura. Em 1997 passou a integrar a Osesp e, dois anos mais tarde, recebeu bolsa de estudos da Fundação Vitae para estudar na Alemanha com o lendário fagotista Klaus Thunemann, na Hochschule für Musik Hanns Eisler, em Berlim. Após obter seu diploma com nota máxima, entrou novamente com o apoio da Fundação Vitae para a Academia da Filarmônica de Berlim (Karajan Akademie). Durante esse período na Alemanha, atuou com os mais destacados nomes da música erudita internacional, entre eles, a Orquestra Filarmônica de Berlim, Orquestra de Câmara Alemã e Orquestra Sinfônica de Berlim. Desde 2004 ocupa a cadeira de Primeiro Fagote Solista da Osesp. Além da atividade sinfônica, é professor da Academia de Música da Osesp e desenvolve intenso trabalho com seu grupo de jazz.

Sobre Ovanir Buosi – clarinete

Ovanir Buosi nasceu em Americana (SP) em 1975. Graduou-se pela Unesp na classe de Sérgio Burgani e continuou sua formação no Royal College of Music de Londres. Foi premiado nos concursos Jovens Solistas da Osesp e no X Prêmio Eldorado de Música. Como solista, atuou frente às orquestras Southbank Sinfonia, Filarmônica de Belo Horizonte e Osesp. Foi professor do Festival Internacional de Música de Santa Catarina, do XXI Seminário Internacional de Música de Salvador e do VII Curso de Férias de Tatuí. Desde 1997, é Primeiro Clarinete Solista da Osesp. É docente da Academia de Música da Osesp, do Instituto Bacarelli e do Conservatório de Tatuí.

Sobre a série A Música do Brasil

A série A Música do Brasil faz parte do projeto Brasil em Concerto, desenvolvido pelo Instituto Guimarães Rosa, órgão de cultura do Ministério das Relações Exteriores, com o intuito de promover a música de compositores brasileiros criada a partir do século XVIII. Cerca de 100 trabalhos orquestrais dos séculos XIX e XX serão gravados pela Orquestra Sinfônica do Estado de São Paulo – Osesp e as Filarmônicas de Minas Gerais e de Goiás. Álbuns de música coral e de câmara serão gradualmente adicionados à coleção. Os trabalhos foram selecionados de acordo com sua importância histórica para a música brasileira e a pré-existência de gravações. A maior parte das obras registradas para a série nunca esteve disponível em fonogramas fora do Brasil; muitas outras terão sua estreia mundial em álbuns. Uma parte importante do projeto é a preparação de novas ou primeiras edições dos trabalhos que serão gravados, muitos dos quais, apesar de sua relevância, só estavam disponíveis no manuscrito do compositor. Este trabalho é feito pela Academia Brasileira de Música e por musicólogos trabalhando em parceria com as orquestras.

FRANCISCO MIGNONE

Concertos and Concertinos (2024)

Concerto para violão (1975)

1 – Allegro moderato 12:39

2 – Lento e molto romântico 5:12

3 – III Allegro non tropo 4:31

Concertino para clarinete (1957)

4 – Lento – Moderato mosso 4:23

5 – Toada: Andantino non tropo 2:40

6 – Final: Allegro 3:07

Concertino para fagote (1957)

7 – Assai moderato 4:18

8 – Allegro 4:40

Concerto para violino (1960)

9 – Allegro moderato 9:55

10 – Lento 12:09

11 – Allegro com brio 7:45

[Textos de Ronaldo Miranda e João Vidal sobre o álbum]

Francisco Mignone (1897–1986)

Concerto para violão • Concertino para clarinete • Concertino para fagote • Concerto para violino e orquestra

Apreciar a música de Francisco Mignone requer compreender alguns fatos básicos – embora não de todo óbvios – acerca de sua origem, formação e trajetória artística. Esses esclarecem, com efeito, aspectos que permeiam toda a sua obra, como a sua relação com as tradições musicais europeias com o modernismo musical brasileiro, com tendências vanguardistas internacionais e, de maneira mais ampla, com o vasto panorama musical do país, com o qual colaborou ao longo de quase sete décadas como intérprete e compositor. Nascido em São Paulo em 3 de setembro de 1897, filho do flautista Alferio Mignone, imigrante italiano que chegara ao Brasil no ano anterior, Francisco Paulo Mignone desenvolveu seu talento musical em ambiente que pouco se distanciava da origem paterna. Ao contrário do Rio de Janeiro, dominado então pela influência francesa, em São Paulo prevalecia a estética italiana. Muito coerentemente, Mignone buscaria aperfeiçoamento como compositor no Conservatório de Milão, estudando por nove anos com Vincenzo Ferroni, antigo professor de Alexandre Levy e colega de Francisco Braga, em Paris.

Como então, nas palavras de Vasco Mariz, “um filho de italianos, de formação nitidamente italiana, de preparo técnico ítalo-francês, de um melodismo essencialmente mediterrâneo”, teria sido capaz de “captar tão eficazmente as constâncias folclóricas negras, aculturadas no Brasil”? Claramente, está em jogo nesse ponto a conversão de Mignone ao nacionalismo musical, relacionada por Mariz à influência de Mário de Andrade (1893–1945), que teria exigido deste, em comparação com o caso de Camargo Guarnieri, “um approach intelectual muito mais sofisticado e trabalhoso”. Entre os primeiros resultados deste frutífero intercâmbio contam-se as rapsódicas Fantasias Brasileiras para piano e orquestra compostas por Mignone entre 1929 e 1936, para Andrade, representativas de uma “orientação conceptiva em que a nacionalidade não se desvirtua pela preocupação do universal”, pela qual “Francisco Mignone poderá nos dar obras valiosas e fecundadas com a sua personalidade”. Podemos crer que a profecia de Mário de Andrade se concretizaria com especial nitidez no período de 1956 a 1960, quando Mignone volta-se novamente à composição para instrumentos solistas e orquestra. De fato, o que vemos nesta sua fase de criação — em obras como a Burlesca e Toccata para piano e orquestra, os concertinos para clarineta e para fagote e os concertos para piano e para violino — é uma ‘orientação conceptiva’ muito próxima àquela percebida décadas antes por Andrade.

[João Vidal, pianista e musicólogo]

Concerto para violão

Mignone compôs seu Concerto para violão em 1975, dedicando-o a Antônio Carlos Barbosa-Lima, que o estreou dois anos mais tarde, em Washington, D.C., nos Estados Unidos. Construída delicadamente em três movimentos, a peça tem instrumentação pequena, com orquestração cuidadosamente planejada para fazer brilhar o violão solista. O ‘Allegro Moderato’ inicial alterna baixos dramáticos com melancolia seresteira, estabelecendo vigorosos contrastes entre as massas sonoras. O segundo movimento — ‘Lento e Molto Romantico’ — flutua num Sol Maior sertanejo, estabelecendo um painel sonoro de variadas reminiscências, de George Gershwin a Béla Bartók. Vigorosamente rítmico, o terceiro tempo — ‘Allegro Non Troppo’ — caracteriza-se por sua contemporânea brasilidade, numa criativa mistura de choro, baião, xaxado e embolada que aparece revitalizada por um hábil manejo dos blocos sonoros.

[Ronaldo Miranda, compositor e professor da Escola de Comunicações e Artes da Universidade de São Paulo]

Concertino para clarinete • Concertino para fagote • Concerto para violino e orquestra

Estreados em São Paulo e no Rio de Janeiro em junho e julho de 1957, sempre sob regência do próprio compositor, o Concertino para clarinete e o Concertino para fagote têm em comum a linguagem nacionalista, uma orquestração reduzida (cordas e sopros apenas — estes limitados às madeiras, no segundo) e sua origem na relação direta do compositor com seus primeiros intérpretes, o clarinetista José Botelho e o fagotista Noel Devos. Outros paralelos revelam-se no tratamento do material musical em si: se no primeiro movimento do Concertino para fagote, ‘Assai moderato’, descrito à época da sua estreia como um “chorinho dolente e nostálgico”, encontramos um constante diálogo entre solista e orquestra, o mesmo princípio pode ser observado no segundo movimento do Concertino para clarinete, ‘Toada’, aplicado porém na forma de longas passagens em que a clarineta solista se lança em expressivo dueto com flauta e, depois, com o fagote. De forma semelhante, Mignone explora também um mesmo princípio tanto o ‘Final’ do Concertino para clarinete, quanto o segundo movimento do Concertino para fagote, ‘Allegro’, princípio derivado desta feita da “embolada” tal como descrita por Mário de Andrade em seu Dicionário Musical Brasileiro: “linha de andamento rápido, onde abundam as notas rebatidas, e construída num ‘perpetuum mobile’ […] em semicolcheias. O compasso no 2/4 usual”. O resultado é intensificado, nos dois casos, pelas possibilidades contrapontísticas encontradas pelo compositor, com abundante uso de cromatismo e constante diálogo dos naipes.

Já o Concerto para violino e orquestra, composto em 1960 como a última dessa série de composições, ilustra também um outro desenvolvimento na trajetória criativa de Mignone, marcado por uma preocupação menor com fontes nacionais em favor de um ecletismo estético que o aproximou de uma linguagem moderna internacional. Reorientação que ocorre, não raro, em negação daquilo que o próprio compositor definira, no final da década de 1940, como sendo sua ambição estética central: uma música “tecnicamente mais refinada, mas clara, honesta e facilmente compreensível para a maioria”. A tradicional cadência do solista, aqui, localiza-se não ao final do ‘Allegro Moderato’ inicial, como seria de se esperar, mas no segundo movimento, ‘Lento’. Um ‘Allegro con Brio’ encerra este que seria definido pelo crítico José da Veiga Oliveira, em 1982, como “o maior concerto na música brasileira nesse difícil gênero concertante”.

[João Vidal, pianista e musicólogo]

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(Fonte: Fundação Osesp)