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Grupo Caleidoscópio estreia ‘O Pescador e a Mulher-Esqueleto’ nos teatros públicos em SP

São Paulo, por Kleber Patricio

Grupo Caleidoscópio utiliza a técnica japonesa de manipulação de bonecos Bunraku em montagem sem palavras para tratar de bullying, preconceito e padrões de beleza. Fotos: Arô Ribeiro.

A dificuldade em aceitar o que é ‘diferente’ é o ponto de partida do novo espetáculo infanto-juvenil do Grupo Caleidoscópio, O Pescador e a Mulher-Esqueleto, com dramaturgia e direção artística de João Bresser e elenco formado pelos atores-manipuladores Anderson Gangla, Cássia Carvalho, Juliana Fegoci e Liz Mantovani. O trabalho estreia em uma temporada gratuita por diversos teatros públicos na Grande São Paulo entre os dias 4 de agosto e 22 de setembro.

O espetáculo explora a linguagem do teatro de bonecos a partir da técnica japonesa milenar Bunraku, quando até três atores-manipuladores, com movimentos sincronizados, manuseiam bonecos construídos com articulações baseadas no corpo humano.

A turnê começa no dia 4 de agosto, domingo, às 16h, no Teatro Elis Regina (São Bernardo do Campo). Depois, segue no dia 10 de agosto, sábado, às 16h, no Espaço de Eventos Batuíra (Poá) e no dia 11 de agosto, domingo, às 16h, no Teatro Municipal de Mauá. No dia 13 de agosto, terça-feira, às 14h, a apresentação acontece na sede da Secretaria de Cultura de Itaquaquecetuba.

Na quarta-feira, dia 14 de agosto, às 14h, o espetáculo é exibido no Teatro Municipal Dr. Armando de Ré (Suzano). No dia 15 de agosto, quinta-feira, às 14h, é a vez do Centro Cultural Serraria (Diadema) ganhar uma apresentação. No dia 17 de agosto, sábado, às 16h, a peça ocupa o Centro Cultural Mestre Assis (Embu das Artes).

A temporada continua no dia 18 de agosto, domingo, às 16h, no Teatro Municipal de Itapevi. No dia 20 de agosto, às 14h, é o Centro de Exposições Maestro Sebastião de Mello Faria (Salesópolis) quem recebe o espetáculo.

Setembro

Após uma breve pausa, O Pescador e a Mulher Esqueleto volta em cartaz no dia 15 de setembro, domingo, às 16h, na Estação Cidadania e Cultura (Ferraz de Vasconcelos). No dia 17 de setembro, terça-feira, às 14h, o trabalho é exibido na Arena de Eventos (Santana de Parnaíba).

No dia 18 de setembro, quarta-feira, às 14h, a apresentação é na Praça dos Esportes e da Cultura Nelly Fadlo Daher (Itapecerica da Serra). Por fim, no dia 22 de setembro, domingo, às 16h, a peça ocupa o Teatro Padre Bento (Guarulhos).

Oficinas

A experiência fica ainda mais completa com as oficinas de Teatro de Bonecos Bunraku, que acontecem sempre nos dias das sessões em cada uma das cidades. Nos dias de semana, as atividades vão das 9h às 11h e, aos sábados e domingos, das 13h30 às 15h30. A única exceção é em Diadema: a oficina ocorre no dia 15 de agosto, das 19h às 21h. As inscrições são abertas para todos os públicos e devem ser feitas direto nos espaços culturais. Além disso, após as apresentações, o Grupo Caleidoscópio realiza bate-papos com elenco e direção do espetáculo.

Sobre a encenação

O Pescador e a Mulher-Esqueleto é baseado no conto milenar homônimo do povo Inuit, uma nação indígena esquimó que habita as regiões árticas do Canadá, do Alasca e da Groenlândia. A história está presente no livro Mulheres que correm com os lobos: Mitos e histórias do arquétipo da Mulher Selvagem, da psicóloga Junguiana norte-americana Clarissa Pinkola Estés.

Na trama, um pescador pesca acidentalmente do fundo do mar uma mulher-esqueleto e, após terem dificuldade para se aceitar, a dupla acaba enredada em uma história de amor. “No conto original, a mulher-esqueleto adquire carne e, em uma metáfora, arranca o coração do pescador, mas não era esse o ponto que me interessava. Eu tive a intuição de mantê-la como esqueleto para justamente unir dois seres completamente diferentes e fomentar uma discussão sobre preconceito, bullying e aceitação. Assim, o amor, que é o pilar da peça, transformará os dois personagens, mas somente em seus corações e não em suas aparências”, comenta João Bresser.

O cenário fica em cima de uma bancada de três metros de comprimento e reproduz uma casa com todos os móveis e utensílios de um pescador simples. Os espectadores veem uma cozinha com um forno à lenha, pia, mesa de madeira com duas cadeiras e alguns objetos. No quarto, há uma cama antiga de madeira, com um travesseiro e uma coberta. Ao lado da residência fica um quintal com plantas, uma árvore e um lago.

A vibrante trilha sonora de Ivan Garro contribui para a imersão da plateia. A peça também incorpora a linguagem audiovisual para garantir que o público acompanhe a história nos mínimos detalhes.

Todas as cenas no interior da casa são projetadas no varal localizado no quintal do pescador. Já as cenas no lago e no quintal são vistas sem a necessidade desse recurso. Dessa forma, os dramas dos personagens ganham mais profundidade. “Nós criamos uma sincronia tão perfeita entre os atores-manipuladores, as luzes e as cenas gravadas, que o público sempre fica em dúvida se as projeções são ao vivo. Acho isso bastante enriquecedor”, fala Bresser.

Confeccionados por Anderson Gangla e Thais Larizzatti, os dois bonecos em cena medem entre 50 e 60 centímetros e, para o Grupo Caleidoscópio, é um grande desafio dar movimentos realistas a eles. “Precisamos pensar muito bem em como o nosso corpo se comporta quando fazemos ações simples, como o levantar de uma cama. Ao utilizarmos a técnica Bunrako, temos que tornar os movimentos verossímeis como se fosse mesmo um ser humano. Inclusive, os atores-manipuladores vestem-se de preto para não terem nenhum destaque no espetáculo”, comenta o encenador.

Sobre o Grupo Caleidoscópio

O grupo paulistano dedica-se à pesquisa do Teatro de Animação desde 2003, quando começou o processo de sua primeira criação. O espetáculo O Fantástico Laboratório do Professor Percival estreou em 2004 e utiliza a técnica do Teatro de Objetos. Num segundo momento, inicia-se uma nova pesquisa, tendo como inspiração e ponto de partida a vida do curioso bicho-da-seda. Utilizando a técnica do Teatro de Bonecos com música ao vivo, nasce em 2006, o espetáculo A vida mudada de um bicho mutante. Já em 2011, estreia o terceiro espetáculo, Andersen sem Palavras, inspirado em cinco contos de Hans Christian Andersen, que são representados através do Teatro de Sombras, sem palavras, como um cinema mudo, onde imagens, figuras, silhuetas, luzes, sombras e músicas se unem para entreter e emocionar a plateia. A mais recente produção do Grupo é o espetáculo adulto Do Jeito Certo – Um ato sobre o amor, que aborda de uma maneira irreverente o machismo nas relações amorosas, utilizando a técnica do Teatro de Objetos. A montagem foi selecionada no Edital ProAC Expresso Lab 36/2020 – Produção de Teatro, com temporada online em abril de 2021.

Ficha técnica

Dramaturgia e Direção Artística: João Bresser

Elenco: Anderson Gangla, Cássia Carvalho, Juliana Fegoci, Liz Mantovani

Cenário e adereços: Valter Valverde e Lourenço Amaral

Confecção dos bonecos: Anderson Gangla e Thais Larizzatti

Trilha Sonora: Ivan Garro

Iluminação: Thatiana Moraes

Imagens: Capote Filmes

Assistente de iluminação: Danilo Mora e Marcelo Pessoa

Operação de som e imagens: Gylez Batista e Paulo Higa

Fotografia: Arô Ribeiro

Figurino: Rogério Romualdo

Assessoria de Imprensa: Canal Aberto

Programação Visual: Walmick de Holanda

Projeto audiodescrição: Gangorra

Oficina de Teatro de Bonecos: Grupo Caleidoscópio

Produção: Cássia Carvalho e Lucas Gonçalves

Administração: JB Produções

Coordenação: Grupo Caleidoscópio

Instagram: @opescadoreamulheresqueleto.

Serviço:

O Pescador e a Mulher-Esqueleto

Duração: 50 minutos

Classificação: livre (recomendado a partir de 7 anos)

Acessibilidade: haverá audiodescrição e intérpretes de Libras em todas as apresentações (para pessoas cegas ou deficientes visuais, a reserva de equipamento é feita pelo telefone (11) 99737-8785.

Teatro Elis Regina

Data: 4 de agosto, domingo, às 16h

Endereço: Av. João Firmino, 900 – Assunção – São Bernardo do Campo

Ingresso: gratuito – retirada de ingressos na bilheteria com uma hora de antecedência

*Haverá bate-papo após o espetáculo | *Oficina de Teatro de Bonecos Bunkaru das 13h30 às 15h30

Espaço de Eventos Batuíra

Data: 10 de agosto, sábado, às 16h

Endereço: Rua Porto Ferreira, 89 – Centro – Poá

Ingresso: gratuito – retirada de ingressos na bilheteria com uma hora de antecedência

*Haverá bate-papo após o espetáculo | *Oficina de Teatro de Bonecos Bunkaru das 13h30 às 15h30

Teatro Municipal de Mauá

Data: 11 de agosto, domingo, às 16h

Endereço: R. Gabriel Marques, nº 353 – Vila Noêmia – Mauá

Ingresso: gratuito – retirada de ingressos na bilheteria com uma hora de antecedência

*Haverá bate-papo após o espetáculo | *Oficina de Teatro de Bonecos Bunkaru das 13h30 às 15h30

Sede da Secretaria de Cultura de Itaquaquecetuba

Data: 13 de agosto, terça-feira, às 14h

Endereço: Av. Ver. João Fernandes da Silva, 53 – Vila Virgínia – Itaquaquecetuba

Ingresso: gratuito – retirada de ingressos na bilheteria com uma hora de antecedência

*Haverá bate-papo após o espetáculo | *Oficina de Teatro de Bonecos Bunkaru das 9h às 11h

Teatro Municipal Dr. Armando De Ré

Data: 14 de agosto, quarta-feira, às 14h

Endereço: R. General Francisco Glicério, 1354 – Centro, Suzano

Ingresso: gratuito – retirada de ingressos na bilheteria com uma hora de antecedência

*Haverá bate-papo após o espetáculo | *Oficina de Teatro de Bonecos Bunkaru das 9h às 11h

Centro Cultural Serraria

Data: 15 de agosto, quinta-feira, às 14h

Endereço: R. Guarani, 790 – Vila Conceição – Diadema

Ingresso: gratuito – retirada de ingressos na bilheteria com uma hora de antecedência

*Haverá bate-papo após o espetáculo | *Oficina de Teatro de Bonecos Bunkaru das 19h às 21h

Centro Cultural Mestre Assis

Data: 17 de agosto, sábado, às 16h

Endereço: Largo 21 de abril, 29 – Centro – Centro – Embu das Artes

Ingresso: gratuito – retirada de ingressos na bilheteria com uma hora de antecedência

*Haverá bate-papo após o espetáculo | *Oficina de Teatro de Bonecos Bunkaru das 13h30 às 15h30

Teatro Municipal de Itapevi

Data: 18 de agosto, domingo, às 16h

Endereço: R. Professor Irineu Chaluppe, 65 – Jardim Itapevi – Itapevi

Ingresso: gratuito – retirada de ingressos na bilheteria com uma hora de antecedência

*Haverá bate-papo após o espetáculo | *Oficina de Teatro de Bonecos Bunkaru das 13h30 às 15h30

Centro de Exposições Maestro Sebastião de Mello Faria

Data: 20 de agosto, terça-feira, às 14h

Endereço: R. Prefeito Antônio Camargo Primo, 150 – Salesópolis

Ingresso: gratuito – retirada de ingressos na bilheteria com uma hora de antecedência

*Haverá bate-papo após o espetáculo | *Oficina de Teatro de Bonecos Bunkaru das 9h às 11h

SETEMBRO

Estação Cidadania e Cultura

Data: 15 de setembro, domingo, às 16h

Endereço: Rua Francisco Sperandio, 200 – Cidade Kemel – Ferraz de Vasconcelos

Ingresso: gratuito – retirada de ingressos na bilheteria com uma hora de antecedência

*Haverá bate-papo após o espetáculo | *Oficina de Teatro de Bonecos Bunkaru das 13h30 às 15h30

Arena de Eventos

Data: 17 de setembro, terça-feira, às 14h

Endereço: Av. Esperança, 450 – Campo da Vila – Santana de Parnaíba

Ingresso: gratuito – retirada de ingressos na bilheteria com uma hora de antecedência

*Haverá bate-papo após o espetáculo | *Oficina de Teatro de Bonecos Bunkaru das 9h às 11h

PEC – Praça dos Esportes e da Cultura Nelly Fadlo Daher

Data: 18 de setembro, quarta-feira, às 14h

Endereço: Rua Álvaro de Almeida Leme, 499 – Itapecerica da Serra

Ingresso: gratuito – retirada de ingressos na bilheteria com uma hora de antecedência

*Haverá bate-papo após o espetáculo | *Oficina de Teatro de Bonecos Bunkaru das 9h às 11h

Teatro Padre Bento

Data: 22 de setembro, domingo, às 16h

Endereço: Rua Francisco Foot, 3 – Jardim Tranquilidade – Guarulhos

Ingresso: gratuito – retirada de ingressos na bilheteria com uma hora de antecedência

*Haverá bate-papo após o espetáculo | *Oficina de Teatro de Bonecos Bunkaru das 13h30 às 15h30.

(Fonte: Canal Aberto Assessoria de Imprensa)

Simões de Assis apresenta exposição individual do artista venezuelano Carlos Cruz-Diez

São Paulo, por Kleber Patricio

 

Carlos Cruz-Diez. Foto: Atelier Cruz-Diez Paris/©Carlos Cruz-Diez.

Entre os dias 24 de agosto e 5 de outubro, a Simões de Assis – que completa 40 anos em 2024 – apresentará, em seu espaço na capital paulista, uma individual inédita que celebra o centenário de Carlos Cruz-Diez (1923–2019), marcado neste último ano. Considerado um dos principais precursores da arte contemporânea, principalmente da arte cinética, Cruz-Diez realizou sua pesquisa junto ao movimento cinético desde as décadas de 50 e 60 estudando a relação entre a cor, as formas geométricas e o observador no espaço – que criam ilusões de ótica e movimento em pinturas, fotografias, esculturas e instalações.

Com texto de Mariane Beline, a exposição reúne trabalhos do artista, focados na série Physiocromias, com destaque para a obra Laberinto de Transcromía (1965-2017), uma instalação em grande porte com estruturas coloridas e translúcidas presas ao teto que formam novas cores e efeitos conforme o visitante caminha entre elas.

Carlos Cruz-Diez, Physichromie No 338, 1967. Foto: Atelier Cruz-Diez Paris/©Carlos Cruz-Diez

Nascido em Caracas, na Venezuela, Cruz-Diez começou a se interessar pela cor ainda na infância ao admirar o jogo de luz e cores das garrafas que seu pai produzia artesanalmente. Iniciou seus estudos na Escuela de Bellas Artes de Caracas, na década de 1940, onde se formou professor. Também atuou como ilustrador de publicações e diretor artístico de publicidade, mas foi na década de 50 que Cruz-Diez começou suas experimentações com a cor, o movimento e a luz.

Em 1955, com 32 anos, viajou pela primeira vez para Paris e reencontrou Jesús Rafael Soto (1923–2005), além de ter visitado a mostra Le Mouvement – histórica exposição de um grupo de artistas que consagrou a expressão da arte cinética mundialmente. Dali em diante, Carlos Cruz-Diez produziu incessantemente até seu falecimento, em 2019, na Cidade Luz.

Carlos Cruz-Diez, Physichromie Panam 90, 2012. Foto: Atelier Cruz-Diez Paris/©Carlos Cruz-Diez.

Carlos Cruz-Diez foi um dos expoentes da arte cinética, mas seu trabalho foi além desse movimento. Ele tinha como centro de sua pesquisa o comportamento da cor ao lado da percepção visual do espectador e da linha como elemento essencial de composição. Em suas pinturas, o artista dizia que era a cor que estruturava o espaço – o que ele denominou posteriormente de cromoestruturas. Passou a materializar suas investigações e classificá-las de acordo com o tipo de fenômeno, dando origem à oito séries, dentre elas Physiocromias, cujos desdobramentos poderão ser vistos na primeira individual do artista na Simões de Assis.

Sobre a Simões de Assis

Desde a sua abertura, em 1984, a Simões de Assis dirige o seu olhar para a arte moderna e contemporânea, especialmente para a produção latino-americana. Ao longo de décadas de trabalho, a galeria se especializou na preservação e na difusão do espólio de importantes artistas como Emanoel Araújo, Ione Saldanha, Carmelo Arden Quin, Cícero Dias e Miguel Bakin, contando com a parceria de famílias e fundações responsáveis.

Carlos Cruz-Diez, Physichromie Panam 247, 2015. Foto: Atelier Cruz-Diez Paris/©Carlos Cruz-Diez.

A partir do contato estreito com pesquisadores e curadores, a Simões de Assis conseguiu a articulação necessária para difundir e representar seus artistas no Brasil e no exterior. Ampliando o alcance no mercado de arte do Brasil, atualmente, a Simões de Assis conta com três espaços: em São Paulo (SP), Curitiba (PR) e Balneário Camboriú (SC), estimulando trocas e debates, além de fomentar o talento e a carreira de seus artistas.

Serviço:

Individual de Carlos Cruz-Diez

Abertura: 24 de agosto de 2024

Período expositivo: 24 de agosto a 5 de outubro de 2024

Horário de Funcionamento: segunda a sexta, das 10h às 19h | sábados, das 10h às 15h

Local: Simões de Assis | Alameda Lorena, 2050 – Jardins – São Paulo/SP

Entrada gratuita

@simoesdeassis_ | simoesdeassis.com.

(Fonte: Marrese Assessoria)

Unicamp recebe I Festival de Ópera CIDDIC/GGBS com palestras, workshop e 2 récita

Campinas, por Kleber Patricio

Entre os dias 1º de agosto e 13 de setembro acontece o I Festival Unicamp de Ópera, evento gratuito que oferece 10 atividades sobre o universo da ópera. O Festival, que nasce da parceria entre o CIDDIC (Centro de Integração, Documentação e Difusão Cultural) e o GGBS (Grupo Gestor de Benefícios Sociais), visa aproximar o tema junto a servidores da Universidade e comunidade externa, trazendo as complexas nuances dessas apresentações. Entre as atividades, destacam-se palestras, ensaios didáticos com a Orquestra Sinfônica da Unicamp (OSU), um workshop sobre classificação vocal e duas récitas distintas: ‘Gianni Schicchi’, de Giacomo Puccini, e ‘Dido e Enéas’, de Henry Purcell.

A abertura do Festival, que acontece dia 1º de agosto às 12h no Espaço Cultural Casa do Lago, traz um pequeno recital de árias de canto com solistas do Coro Contemporâneo de Campinas (CCC), com acompanhamento ao piano com o Professor Dr. Angelo J. Fernandes, diretor-geral do Festival.

As duas primeiras palestras, 16 e 23 de agosto, visam tratar do universo da ópera por meio de informações sobre a sua concepção, os recursos dramáticos e musicais e as diferentes interpretações na história de sua execução. A primeira, dia 16, o Prof. Dr. Paulo Kühl irá abordar a obra ‘Gianni Schicchi’, de Giacomo Puccini. A segunda, dia 23, será a vez da ópera ‘Dido e Enéas’, de Henry Purcell, ser discutida pelo Prof. Dr. Marcus Held.

A palestra do dia 2 de setembro será ministrada pela Professora Drª Lenia Waldige Mendes Nogueira e traz como tema principal ‘A noite do castelo’, primeira ópera do compositor Carlos Gomes. A palestra traz, ainda, um curto recital com árias do compositor. Todas as palestras acontecem no Auditório do GGBS, sempre às 12h30.

Já os ensaios didáticos com a Orquestra Sinfônica da Unicamp, que acontecem nos dias 2 e 30 de agosto na Sala Almeida Prado, sede da Sinfônica, a OSU abre suas portas para demonstrar como funcionam os instrumentos da Sinfônica a partir de exemplos dos números instrumentais de aberturas e óperas.

Fechando o rol de atividades do I Festival Unicamp de Ópera, o Prof. Dr. Angelo J. Fernandes coordena o Workshop sobre classificação vocal na ópera, atividade que tem como objetivo demonstrar como as vozes são classificadas nas óperas conforme o papel e as características vocais da pessoa.

Há, também, uma oficina didática para apresentação de instrumentos musicais destinada ao público infantil. A oficina, coordenada pelo violinista e luthier Acauan Normaton, terá como enfoque a apresentação das características físicas e sonoras de instrumentos musicais.

Todas as palestras, ensaios didáticos e o workshop oferecem certificado de participação mediante inscrição via formulário disponibilizado na grade de programação a seguir.

Programação das atividades (sujeita a alteração)

1/8 – 12h | Abertura oficial e Recital | Casa do Lago

A cerimônia de abertura contará com a apresentação oficial da programação do festival seguida de um concerto especial e um coquetel de boas-vindas.

2/8 – 14h e 15h | Ensaio Didático sobre os Instrumentos da Orquestra | Sala Almeida Prado

A Orquestra abre suas portas para demonstrar aos servidores o funcionamento dos instrumentos, com exemplos práticos de números instrumentais de concertos e óperas. Faça sua inscrição para esta atividade aqui.

9/8 – 9h e 15h | Oficina com Crianças | Auditório do GGBS

Uma atividade lúdica para apresentar às crianças as características físicas e sonoras dos instrumentos musicais. Faça sua inscrição para esta atividade aqui.

16/8 – 12h30 | Palestra sobre a Ópera Gianni Schicchi | Auditório do GGBS

Uma palestra detalhada sobre a concepção, recursos dramáticos e musicais, e as diferentes interpretações da ópera Gianni Schicchi. Faça sua inscrição para esta atividade aqui.

23/8 – 12h30 | Palestra sobre a Ópera Dido e Enéas | Auditório do GGBS

Exploração do universo da ópera Dido e Enéas, abordando sua concepção, recursos dramáticos e musicais e suas interpretações históricas. Faça sua inscrição para esta atividade aqui.

30/8 – 14h e 15h | Ensaio Didático sobre a Ópera para Servidores e Aposentados | Sala Almeida Prado

A Orquestra apresenta uma introdução à ópera Gianni Schicchi com uma conversa e performance de músicas selecionadas especialmente para funcionários e aposentados. Faça sua inscrição para esta atividade aqui.

2/9 – 12h30 | Palestra sobre Carlos Gomes e Mostra Musical | Auditório do GGBS

Uma palestra sobre A Noite do Castelo, a primeira ópera de Carlos Gomes, seguida de um recital com árias do compositor. Faça sua inscrição para esta atividade aqui.

9/9 – 12h30 | Workshop sobre Classificação Vocal na Ópera

Um workshop que demonstrará como as vozes são classificadas nas óperas, de acordo com o papel e as características vocais. Faça sua inscrição para esta atividade aqui.

Programação das récitas

5/9 – 20h | Apresentação da Ópera Gianni Schicchi | Teatro Municipal Castro Mendes

Uma performance musical e encenada da ópera Gianni Schicchi realizada pela Orquestra Sinfônica da Unicamp, o Coral Unicamp Zíper na Boca, o Coro Contemporâneo de Campinas e o Ópera Estúdio Unicamp.

13/9 – 20h | Apresentação da Ópera Dido e Enéas | Auditório da FCM

Encenação musical da ópera Dido e Enéas, com a participação da Orquestra Sinfônica da Unicamp, Coro Contemporâneo de Campinas e o Ópera Estúdio Unicamp.

(Fonte: Ciddic/Unicamp)

Organizações pedem criação de parque para valorizar e proteger árvores gigantes da Amazônia

Pará, por Kleber Patricio

Foto: Havita Rigamonti/Imazon/Ideflor.

A Floresta Estadual (Flota) do Paru, no norte do Pará, abriga um patrimônio natural: árvores gigantes, com mais de 70 metros de altura. Mesmo sendo uma das áreas mais ricas em biodiversidade do Brasil e apesar do difícil acesso, esta região enfrenta desafios como desmatamento e garimpo. Nesse contexto, durante o movimento Um Dia no Parque, a maior ação de mobilização pelas áreas protegidas do país, que aconteceu no dia 21/7, mais de 20 organizações lançaram uma campanha que pede pela criação do Parque Estadual das Árvores Gigantes.

É na Flota do Paru que está a maior árvore da América Latina e a quarta maior do mundo, um angelim-vermelho (Dinizia excelsa) com 88,5 metros de altura – o equivalente ao dobro do tamanho do Cristo Redentor, que tem 38 metros e idade estimada entre 400 e 600 anos. Próximas a ela, outras árvores gigantes com quase 80 metros de altura formam um santuário de biodiversidade revelado durante expedições científicas.

Apesar da grandiosidade e importância ecológica, as árvores gigantes enfrentam ameaças. Dados do Sistema de Alerta de Desmatamento (SAD), do Instituto do Homem e Meio Ambiente da Amazônia (Imazon), apontam que a Floresta Estadual do Paru foi a 9ª unidade de conservação da Amazônia Legal mais desmatada em maio de 2024. No acumulado de janeiro a maio deste ano, o Pará ficou em terceiro lugar no ranking de desmatamento. Além disso, o número de garimpeiros na área protegida aumentou 628 em 2009 para mais de 2 mil em 2023.

Compromissos e ações | Em setembro de 2023, o governador do Pará, Helder Barbalho, anunciou durante o Global Citizen Festival em Nova York o compromisso de expandir as áreas protegidas do Estado em 1 milhão de hectares até a COP-30. Uma das ações previstas é a transformação de parte da Flota do Paru, elevando seu status de conservação para um parque, o Parque Estadual das Árvores Gigantes.

Campanha #ProtejaAsÁrvoresGigantes

Diante dessa oportunidade única e também como forma de colaborar para a diminuição às ameaças enfrentadas pelas árvores gigantes, entidades do terceiro setor e setor privado voltaram a se unir na campanha #ProtejaAsÁrvoresGigantes, que desde 2022 vem chamando a atenção para a região. O objetivo é apoiar a criação do Parque Estadual das Árvores Gigantes, garantindo a proteção do angelim-vermelho e de todo o ecossistema ao seu redor. “A criação do Parque Estadual das Árvores Gigantes é uma ação fundamental e necessária para proteger uma das áreas mais valiosas da Amazônia. Com a implementação de medidas adequadas, elaboração de plano de manejo, desenvolvimento de programas de turismo e atuação rigorosa do poder público contra os crimes ambientais na região, será possível garantir a preservação do angelim-vermelho, de outras árvores gigantes e do futuro da biodiversidade da Amazônia”, afirma Alexandre Mansur, diretor de projetos do Instituto O Mundo Que Queremos, organização que coordena a campanha.

Diversas iniciativas já apoiam a campanha, incluindo Amigos do Parque Nacional e Histórico do Monte Pascoal, Brazilian Luxury Travel Association (BLTA), Caiman Pantanal, Engajamundo, FSC® – Forest Stewardship Council® (Conselho de Manejo Florestal, em português), Fundação Ecológica Cristalino (FEC), GreenBond, Imazon, Instituto Centro de Vida (ICV), Instituto de Pesquisa e Formação Indígena (Iepé), Instituto Neo Mondo, Observatório de Justiça e Conservação (OJC), Onçafari, Operação Primatas, Rede Pró-Unidades de Conservação (Rede Pró UC), Saúde e Alegria, Seja Legal com a Amazônia, World Heritage Watch e o Canal Zoomundo.

Por que transformar parte da área em um Parque?

O Sistema Nacional de Unidades de Conservação do Brasil possui 12 categorias de proteção divididas entre Uso Sustentável e Proteção Integral. As Florestas Estaduais estão no primeiro grupo, permitindo o uso de recursos naturais e a retirada de madeira sob regras de manejo. “A categoria parque, que faz parte das Unidades de Conservação de Proteção Integral, permite o uso indireto dos recursos, sendo o turismo de natureza uma das principais atividades econômicas. Elevar parte da Floresta Estadual do Paru à categoria parque dará maior proteção à região e ao angelim-vermelho, além de benefícios econômicos para as comunidades locais. Por isso, #EuApoioACriaçãoDoParqueEstadualDasÁrvoresGigantes”, diz Angela Kuczach, diretora executiva da Rede Pró UC e idealizadora do Um Dia no Parque.

O lançamento da Campanha aconteceu no último dia 21, junto com a edição 2024 do Um Dia No Parque, que esse ano reuniu cerca de 400 Unidades de Conservação de todo o país. “Ter a campanha em apoio à criação do Parque Estadual das Árvores Gigantes sendo lançada junto com o Um Dia No Parque 2024 foi também um posicionamento claro do que defendemos: conservação da biodiversidade tendo o turismo como um mecanismo forte de desenvolvimento econômico e social, que dá oportunidade a todos: visitantes de conhecerem esse patrimônio mundial, que são as árvores gigantes; comunidades locais de terem emprego e renda gerados a partir da criação e implementação de um Parque, e a sociedade brasileira, que passa a conhecer e se orgulhar desse tesouro”, ressalta a ambientalista.

(Fonte: O mundo que queremos)