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Lazer & Gastronomia

Inglaterra

British Pullman, A Belmond Train, Inglaterra, apresenta “Celia”, vagão exclusivo assinado por Baz Luhrmann e Catherine Martin

por Kleber Patrício

Novo vagão é dedicado a eventos e jantares privados; espaço foi idealizado e desenhado pelo cineasta Baz Luhrmann, diretor de filmes como Moulin Rouge!, The Great Gatsby e Elvis, e pela figurinista e designer de produção Catherine Martin, quatro vezes vencedora do Oscar por seu trabalho em Moulin Rouge! e The Great Gatsby

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Com Fischer de volta ao pódio, Osesp apresenta mais três concertos com violinista Daniel Lozakovich na Sala São Paulo

São Paulo, por Kleber Patricio

Osesp e Thierry Fischer. Foto: Laura Manfredini.

O ano de 2024 marca as celebrações dos 70 anos da Orquestra Sinfônica do Estado de São Paulo – Osesp, além dos 30 anos de atividades do Coro da Osesp e dos 25 anos da Sala São Paulo – a casa da Osesp, dos Coros e de seus Programas Educacionais, inaugurada em 1999 no edifício onde antes funcionava a Estrada de Ferro Sorocabana. Entre quarta (26/jun) e sexta-feira (28/jun), a Osesp toca mais uma obra do compositor Johannes Brahms (1833–1897) como parte do Ciclo Brahms, um dos eixos temáticos da Temporada 2024: a Sinfonia nº 4 em mi menor. Também serão apresentados, neste programa, as Bachianas Brasileiras nº 1, do mestre brasileiro Heitor Villa-Lobos, e o Concerto para violino nº 3 em si menor, do francês Camille Saint-Saëns – este com o jovem prodígio sueco Daniel Lozakovich. O diretor musical e regente titular da Osesp, Thierry Fischer, estará novamente no pódio. Originalmente escalada para essas datas, a violinista norte-americana Hilary Hahn não poderá estar na Temporada 2024 por motivos de saúde, lembrando que a performance de sexta (28/jun) será transmitida ao vivo no YouTube da Orquestra.

Ecoando essa tendência, mas sempre atento às tradições populares da música nacional, Heitor Villa-Lobos (1887–1959) criou as suas Bachianas Brasileiras no esforço de, em suas próprias palavras, extrair a música de Bach “do infinito astral para se infiltrar na terra como música folclórica”. A original mescla de formas barrocas e brasileiras acabou gerando nove obras para variados meios instrumentais compostas entre 1930 e 1945.

Osesp e Thierry Fischer. Foto: Beatriz de Paula.

A primeira Bachiana Brasileira, para um conjunto de oito violoncelos (instrumento tocado e amado pelo compositor), foi esboçada em 1930, estreou em 1932 e terminou ampliada em 1938 com a incorporação de uma dança folclórica, a embolada, como movimento inicial. A versão original da obra trazia apenas dois dos três movimentos que ouviremos neste concerto.

Compositor, pianista e organista, o francês Camille Saint-Saëns (1835–1921) deixou três concertos para violino e orquestra. O último deles, em si menor, é de 1880 e foi dedicado ao virtuoso (e também compositor) Pablo de Sarasate, espanhol de nascimento, mas francês por adoção, que o estreou em 2 de janeiro de 1881 sob regência de Édouard Colonne. Trata-se de mais um belo exemplo do concerto romântico para violino e orquestra, par a par com seus congêneres mais tocados, como os de Brahms e Tchaikovsky, ao alternar drama e lirismo, permitindo ao virtuoso que esbanje seu talento.

Escrita em Mürzzuschlag, onde passou os verões de 1884-1885, a Sinfonia nº 4 do alemão Johannes Brahms (1833–1897) foi recebida com ressalvas pelos amigos do compositor, para quem ele mandara a partitura em busca de aprovação. Alguns sugeriram cortar movimentos, outros, reescrever trechos inteiros. Muitos acreditavam que a música era intrincada demais, sutil demais, sofisticada demais, tecnicamente tão perfeita que a emoção se mostraria secundária e a plateia não conseguiria entender a música. Assim, não foi sem apreensão que Brahms a submeteu ao julgamento do público. Mas seus amigos estavam subestimando a força da música e o nível dos ouvintes. Desde o início, a sinfonia foi ovacionada e logo passou a ser considerada uma das maiores obras sinfônicas de todos os tempos.

Orquestra Sinfônica do Estado de São Paulo – Osesp

Foto: Mario Daloia.

A Orquestra Sinfônica do Estado de São Paulo – Osesp é um dos grupos sinfônicos mais expressivos da América Latina. Com 13 turnês internacionais e quatro turnês nacionais realizadas, mais de uma centena de álbuns gravados e uma média de 120 apresentações por temporada, a Osesp vem alterando a paisagem musical do país e pavimentando uma sólida trajetória dentro e fora do Brasil, obtendo o reconhecimento de revistas especializadas como Gramophone e Diapason, e relevantes prêmios, como o Grammy Latino de Melhor Álbum de Música Clássica de 2007. A Orquestra se destacou ao participar de três dos mais importantes festivais de verão europeus, em 2016, ao se tornar a primeira orquestra profissional latino-americana a se apresentar em turnê pela China, em 2019, e ao estrear em 2022, no Carnegie Hall, em Nova York, apresentando um concerto na série oficial de assinatura da casa e o elogiado espetáculo ‘Floresta Villa-Lobos’. Desde 2020, Thierry Fischer ocupa os cargos de diretor musical e regente titular, antes ocupados por Marin Alsop (2012-19), Yan Pascal Tortelier (2010-11), John Neschling (1997-2009), Eleazar de Carvalho (1973-96), Bruno Roccella (1963-67) e Souza Lima (1953). Mais que uma orquestra, a Osesp é também uma iniciativa cultural original e tentacular que abrange diversos corpos artísticos e projetos sociais e de formação, como os Coros Sinfônico, Juvenil e Infantil, a Academia de Música, o Selo Digital, a Editora da Osesp e o Descubra a Orquestra. Fundada oficialmente em 1954, a Orquestra passou por radical reestruturação entre 1997 e 1999 e, desde 2005, é gerida pela Fundação Osesp.

Thierry Fischer

Desde 2020, Thierry Fischer é diretor musical da Osesp, cargo que também assumiu em setembro de 2022 na Orquestra Sinfônica de Castilla y León, na Espanha. De 2009 a junho de 2023, atuou como diretor artístico da Sinfônica de Utah, da qual se tornou diretor artístico emérito. Foi principal regente convidado da Filarmônica de Seul [2017-20] e regente titular (agora convidado honorário) da Filarmônica de Nagoya [2008-11]. Já regeu orquestras como a Royal Philharmonic, a Filarmônica de Londres, as Sinfônicas da BBC, de Boston e Cincinnatti e a Orchestre de la Suisse Romande. Também esteve à frente de grupos como a Orquestra de Câmara da Europa, a London Sinfonietta e o Ensemble Intercontemporain. Thierry Fischer iniciou a carreira como Primeira Flauta em Hamburgo e na Ópera de Zurique. Gravou com a Sinfônica de Utah, pelo selo Hyperion, ‘Des Canyons aux Étoiles’ [Dos cânions às estrelas], de Olivier Messiaen, selecionado pelo prêmio Gramophone 2023, na categoria orquestral. Na Temporada 2024, embarca junto à Osesp para uma turnê internacional em comemoração aos 70 anos da Orquestra.

Daniel Lozakovich

Daniel Lozakovich. Foto: Johan Sandberg.

Nascido em Estocolmo, Lozakovich fez sua estreia solo aos oito anos com a Orquestra de Câmara Virtuosi de Moscou. Desde então, apresenta-se regularmente com importantes grupos, como as Sinfônicas de Chicago, Cleveland, Pittsburgh e Singapura, as Filarmônicas della Scala, de Luxemburgo, de Seul, de Los Angeles e de Oslo e a Orquestra da Suíça Romanda. Como recitalista, tem se apresentado em salas históricas, como Carnegie Hall, Théâtre des Champs-Élysées, Tonhalle Zurique, Concertgebouw de Amsterdam e Konzerthaus de Viena. Abriu a temporada atual com sua estreia no festival BBC Proms e como Artista em Residência da Filarmônica de Monte-Carlo. Aos 15 anos, assinou contrato de exclusividade com a Deutsche Grammophon – o álbum de 2019 foi eleito pela revista Gramophone como ‘Escolha principal’ dentre as melhores gravações do Concerto para violino de Tchaikovsky nos últimos 70 anos. Lozakovich recebeu muitos prêmios, incluindo o 1º lugar no Concurso Internacional de Violino Vladimir Spivakov [2016] e o prêmio Artista Jovem do Ano 2017 no Festival das Nações. Toca um Stradivarius de 1713, gentilmente emprestado pela LVMH Moët Hennessy Louis Vuitton.

PROGRAMA

LOZAKOVICH E O LIRISMO DE SAINT-SAËNS

ORQUESTRA SINFÔNICA DO ESTADO DE SÃO PAULO – OSESP

THIERRY FISCHER regente

DANIEL LOZAKOVICH violino

Heitor VILLA-LOBOS | Bachianas brasileiras nº 1

Camille SAINT-SAËNS | Concerto para violino nº 3 em si menor, Op. 61

Johannes BRAHMS | Sinfonia nº 4 em mi menor, Op. 98.

Serviço:

26 de junho, quarta-feira, às 20h30

27 de junho, quinta-feira, às 20h30

28 de junho, sexta-feira, às 20h30 – Concerto Digital

Endereço: Sala São Paulo | Praça Júlio Prestes, 16

Taxa de ocupação limite: 1.484 lugares

Recomendação etária: 07 anos

Ingressos: Entre R$39,60 e R$271,00 [Osesp, valores inteiros] e gratuito [54º FICJ]

Bilheteria (INTI)

(11) 3777-9721, de segunda a sexta, das 12h às 18h

Cartões de crédito: Visa, Mastercard, American Express e Diners

Estacionamento: R$28,00 (noturno e sábado à tarde) e R$16,00 (sábado e domingo de manhã) | 600 vagas; 20 para pessoas com deficiência; 33 para idosos

*Estudantes, pessoas acima dos 60 anos, jovens pertencentes a famílias de baixa renda com idade de 15 a 29 anos, pessoas com deficiências e um acompanhante e servidores da educação (servidores do quadro de apoio – funcionários da secretaria e operacionais – e especialistas da Educação – coordenadores pedagógicos, diretores e supervisores – da rede pública, estadual e municipal) têm desconto de 50% nos ingressos para os concertos da Temporada Osesp na Sala São Paulo, mediante comprovação.

A Osesp e a Sala São Paulo são equipamentos do Governo do Estado de São Paulo, por intermédio da Secretaria da Cultura, Economia e Indústria Criativas do Estado de São Paulo, gerenciadas pela Fundação Osesp, Organização Social da Cultura.

(Fonte: Fundação Osesp)

53ª Festa da Cerejeira em Flor de Campos do Jordão já tem data marcada

Campos do Jordão, por Kleber Patricio

Fotos: Divulgação.

Um dos espetáculos mais lindos da natureza está de volta a Campos do Jordão: a 53ª edição da Festa da Cerejeira em Flor promete um grande evento durante o inverno nas montanhas, quando a florada do Parque da Cerejeira está no auge. Anote as datas: nos finais de semana de julho (20, 21, 27 e 28) e agosto (3,4, 10 e 11), das 9h às 16h.

A florada da sakura (cerejeira), árvore símbolo do Japão, é amplamente celebrada por lá. No Brasil, os visitantes poderão vivenciar um pouco dessa linda cultura típica com o cenário deslumbrante que toma conta do Jardim Oriental do Parque nesta época do ano.

Parque da Cerejeira fica ainda mais lindo durante a Festa.

E não para por aí: a programação inclui apresentações de artes marciais, música e dança, como os tradicionais odôri (dança típica) e taikô (tambor japonês) – com apresentações de manhã e à tarde.

Não é raro encontrar pessoas com roupas tradicionais nipônicas circulando pelo local, o que traz ainda mais charme à festa. Sem esquecer do 2º Sakura Anime Show, com direito à premiação (dia 27 de julho). O evento conta ainda com Bazar com mais de 30 expositores – desde artesanato, malhas, calçados e muito mais.

Comida típica

Quem gosta da culinária japonesa poderá saborear delícias como sushi, tempurá e yakisoba, mas também pratos menos conhecidos, como udon (tipo macarrão). E claro, a dica para sobremesa: o mochi (bolinho japonês feito de arroz e recheado com doce de feijão). A praça de alimentação também terá comidas típicas da Serra da Mantiqueira, como truta grelhada, doces e os deliciosos chocolates caseiros de Campos do Jordão. Destaque para o chope artesanal. E ainda: pastel, lanche, hambúrguer, espetinho, churros e salgados.

Festa da Cerejeira acontece entre julho e agosto em Campos do Jordão.

O evento terá a cada dia uma atração diferente. Confira a programação completa pelo site.

Festa beneficente | A Festa da Cerejeira é realizada pelo Recanto de Repouso Sakura-Home, uma das unidades de longa permanência (ILPI) da Associação Nipo-Brasileira de Assistência Social – Enkyo. Toda renda arrecadada durante a festa tem contribuído durante todos estes anos na manutenção da instituição e no adequado tratamento dos internos. Saiba mais sobre a instituição pelo site.

Ingressos| O valor da entrada é de R$50 (inteira) e R$25 (meia para jordanenses e idosos). Crianças até seis anos e idosos acima de 80 anos não pagam. Para excursões, acima de 15 pessoas o valor é de meia entrada. A compra deve ser realizada por uma pessoa representante da mesma.

Valores para estacionamento: R$30 para carros e R$ 60 para vans.  Os ingressos estão disponíveis pelo Sympla.

Serviço:

O Parque da Cerejeira de Campos do Jordão está localizado à Avenida Tassaburo Yamaguchi, número 2173, na Vila Albertina. Abre todos os dias para visitação das 9h às 16h – exceto às terças (manutenção). Informações pelo telefone (12) 99711-0904 e @parque.da.cerejeira (Insta).

(Fonte: Texteria Imprensa)

Pesquisa da PUC-Campinas propõe ações mais sustentáveis para Bacias PCJ

Campinas, por Kleber Patricio

Fotos: Divulgação/PCJ.

O pesquisador da PUC-Campinas, Nilton Lucio Julião, entregou ao Comitê que administra as Bacias PCJ (dos rios Piracicaba, Capivari e Jundiaí) um estudo que visa a reduzir os impactos e garantir a sustentabilidade hídrica das regiões abastecidas por esses rios. O objetivo é fornecer aos gestores públicos dados importantes para auxiliá-los na tomada de decisão sobre o plano 2020/2035 das Bacias PCJ. Julião é mestrando do Programa de Pós-Graduação em Sustentabilidade da PUC-Campinas sob a orientação do professor Dr. Duarcides Ferreira Mariosa.

A proposta se resume na aplicação de uma metodologia (Robert Gibson) para identificar possíveis impactos ambientais, sociais e econômicos ao sistema hídrico da região e avaliar os impactos das ações propostas no plano de Bacias para garantir o abastecimento das regiões dos municípios. O Plano das Bacias PCJ em vigor, já pensado para ser revisto em 2026, possui um texto com foco na sustentabilidade dos recursos hídricos e econômicos, mas não contempla a questão social. Tanto que o resultado final apresentou uma baixa eficiência em alguns pontos, seja no planejamento, na execução, na identificação dos riscos ou nas medidas de controle e no plano de emergência para possíveis cenários adversos.

Intitulado ‘A busca da sustentabilidade hídrica e o Plano de Bacias dos rios Piracicaba, Capivari e Jundiaí 2020/2035’, o estudo é assinado pelo mestrando Nilton Lucio Julião, pelo professor-orientador Dr. Duarcides Ferreira Mariosa, pelo docente do programa de Pós-Graduação em Sustentabilidade da universidade Dr. Orandi Mina Falsarella e pelo pesquisador no Instituto de Zootecnia do Estado de São Paulo e coordenador da Câmara Técnica de Conservação e Proteção de Recursos Naturais (CT-RN) dos Comitês das  Bacias PCJ João José  Assumpção de Abreu Demarchi.

Proposta

Em síntese, considerando as perspectivas atuais e futuras do Plano de Bacias, o estudo recomenda que os programas previstos sejam submetidos a análises de impacto social, ambiental e econômico, tanto na discussão dos projetos quanto durante o processo de implementação, utilizando-se a metodologia proposta. Também sugere que sejam pré-definidas datas para avaliações periódicas a fim de garantir a identificação dos possíveis impactos para, quando necessário, reestruturar os programas.

Entre os impactos para a população estão a possível falta de recursos hídricos na região, inclusive para a produção agrícola, e a necessidade de deslocamento de pessoas para a implementação de projetos de ampliação de estações de tratamento de esgoto, plantio de árvores e até a limitação do uso de águas subterrâneas. “Trata-se de uma contribuição que traz fundamentos técnicos para os gestores a fim de auxiliá-los na tomada de decisão. Este é um projeto importante para o futuro da humanidade, não apenas quanto à disponibilidade hídrica, mas, também, por ser um plano de longo prazo e com altos valores financeiros investidos”, explica o pesquisador Nilton Lucio Julião.

Investimentos

O Plano das Bacias PCJ tem investimento total de R$7,6 bilhões até 2035. Pelo alto valor de investimentos, a proposta é que os impactos sejam avaliados detalhadamente e periodicamente nos seis programas submetidos à análise para assegurar o bom emprego dos recursos e o sucesso das ações. Entre as ações selecionadas e classificadas no Plano de Bacias 2020-2035 como prioridade muito alta, hipoteticamente capazes de causar maior impacto para a sustentabilidade hídrica, estão os programas de ‘Enquadramento dos Corpos Hídricos (ECA); ‘Garantia de Suprimento Hídrico e Drenagem (GSH)’, ‘Conservação e Uso do Solo e da Água no Meio Rural e Recomposição Florestal (CRF)’, ‘Águas Subterrâneas’, ‘Educação Ambiental, Integração e Difusão de Pesquisas e Tecnologia (EA)’ e  ‘Gestão de Recursos Hídricos (GRH)’.

O programa ‘Conservação e Uso do Solo e da Água no Meio Rural e Recomposição Florestal (CRF)’, por exemplo, não atendeu nenhum dos oito critérios (0%) de Gibson. O projeto define estudos detalhados do programa, mas com o objetivo de alcançar baixo investimento financeiro e de recuperação no menor tempo possível. No entanto, não se discutem os possíveis impactos sociais, ambientais e financeiros do projeto, que pode ser comprometido parcialmente ou em sua totalidade, não atingindo o seu objetivo principal, que é a sustentabilidade hídrica.

No programa ‘Águas Subterrâneas’, o projeto atende apenas 25% do total de oito itens avaliados. Por se tratar de uma ação de identificação e controle do uso das águas subterrâneas, pode haver a necessidade de limitar ou proibir o seu uso em determinadas regiões, gerando impacto social e econômico para a população, comprometendo a sustentabilidade do programa e evidenciando a necessidade de planos de controle para eliminar os possíveis impactos.

Apenas o programa ‘Gestão de Recursos Hídricos (GRH)’ atendeu 87,5% dos oito critérios de Gibson avaliados. Trata-se de um programa com baixo risco para a sustentabilidade hídrica. Mesmo assim, requer atenção para os itens não atendidos, como a compra de novas estações pela Cetesb. Caso essa compra não ocorra conforme o estabelecido no projeto, é preciso que haja um plano para gerir os possíveis impactos e, dessa forma, garantir a sua sustentabilidade. Também não existe uma análise crítica periódica sobre o andamento das ações.

Histórico

O crescimento populacional, a urbanização e a industrialização geraram grande impacto no sistema hídrico das Bacias PCJ. Em busca da disponibilidade hídrica, foi elaborado um plano estratégico denominado Plano de Bacias PCJ 2020 a 2035. Foi nesse relatório que a equipe da PUC-Campinas se baseou ao selecionar uma ação de cada eixo temático para ser submetida a uma avaliação de impacto nas áreas ambientais, sociais e econômicas.

Para essa avaliação, foi utilizado o modelo de Robert Gibson, ferramenta capaz de analisar os pilares econômico, social e ambiental da sustentabilidade, e por apresentar baixa possibilidade de falhas. De acordo com Nilton Lucio Julião, foram analisados fatores que comprometem o uso da água, como o aumento da ocupação territorial global, o crescimento da migração de pessoas para áreas urbanas e a industrialização. “São exemplos de fatores que têm causado o aumento desordenado do consumo de água, comprometendo o abastecimento hídrico atual e que, certamente, afetará a população futura”, diz.

O professor e orientador Dr. Duarcides Ferreira Mariosa explica que os governantes, com base nessas informações sobre a disponibilidade hídrica de cada região, podem adotar as medidas necessárias para garantir água para a população, para as indústrias, para a agricultura etc. As três bacias – Piracicaba, Capivari e Jundiaí (PCJ) – estão situadas 92,45% no estado de São Paulo e 7,55% em Minas Gerais. Com extensão de 300 km no sentido Leste-Oeste e 100 km no sentido Norte-Sul, essas bacias atendem 76 municípios, dos quais 71 em São Paulo e cinco em Minas Gerais.

Problemas detectados

As bacias PCJ sofrem com a falta de reservatório, sendo que o seu abastecimento é totalmente dependente das vazões fluviais. Os reservatórios existentes para suportar o acondicionamento de água fazem parte do sistema Cantareira. Desta forma, decidiu-se sobre a necessidade de construção de outros reservatórios, o que levou ao projeto, na década de 1980, de construção de um deles na cidade de Pedreira e, outro, na cidade de Duas Pontes. Outro agravante para a gestão dos recursos hídricos das bacias PCJ é o baixo nível de qualidade da água, devido ao pequeno volume de esgoto tratado.

Nilton Lucio Julião. Foto: Arquivo pessoal.

“Quando analisamos a integração entre a situação atual e o cenário de longo prazo, em todos os programas foram identificados riscos que podem comprometer, de forma negativa, o resultado final do projeto. Na parte social observamos risco de conflito, desabastecimento hídrico e impacto na saúde, na educação e nos aspectos financeiros. A falta de detalhamento sobre o emprego dos valores, de um plano de contingência e de análise de eficácia poderá comprometer o sucesso do programa e aumentar os problemas hídricos da região atendida por essas bacias”, diz Julião.

O Plano de Bacias PCJ  2020/2035 é complexo, de alto investimento e com longo prazo de conclusão. Nos estudos foram detectados problemas como a ausência de análise de impacto das ações em todos os programas. Isso pode provocar sérios prejuízos ao projeto, já que os resultados negativos, pela falta de análise de impacto, podem aparecer somente ao fim do Plano de Bacias PCJ, comprometendo a sustentabilidade hídrica da região.

Os programas também apresentaram problemas com os investimentos financeiros. Na questão da ‘Educação Ambiental’, por exemplo, não há detalhes sobre quem será responsável pelo treinamento, quais regiões apresentam maior prioridade em recebê-lo, como será aplicado ao longo do projeto e como será avaliada a eficácia do programa. O mesmo acontece com os recursos direcionados para a ampliação das estações de tratamento de esgoto, que não apresentam detalhes da aplicação da verba em relação às regiões com maior necessidade, os recursos necessários por região e os impactos financeiros que venham a ser causados pelas mudanças climáticas, provocando a alteração das datas de conclusão das ações.

(Fonte: Ateliê da Notícia)

Fotógrafo idealiza ONG que ajuda pessoas e pets em situação de rua

São Paulo, por Kleber Patricio

Foto: Eduardo Leporo.

O fotógrafo Eduardo Leporo, de São Paulo, ficou conhecido por registrar gatos de estimação e cachorros de estimação para pet book e publicidade. No entanto, sua inquietude o fez buscar narrativas mais profundas e ele as encontrou nas ruas. Ao observar os cachorros encontrados nas comunidades locais, não apenas se aproximou dos animais, mas também de seus donos. Essas interações deram origem ao livro ‘Moradores de Rua e Seus Cães’, documentando as histórias e fotografias que capturam a relação entre esses fiéis companheiros.

O que começou como um projeto fotográfico rapidamente se transformou em um gesto de solidariedade quando Leporo decidiu criar a ONG MRSC (Moradores de Ruas e Seus Cães), hoje certificada pela Phomenta. Segundo Edu, é muito comum ver os tutores ficarem sem comer para não faltar comida para os cães. “Meu objetivo é fazer com que essas pessoas e pets sejam olhados e ajudados e assim nasceu a MRSC”, resume.

Desde sua criação em 2015, a ONG expandiu suas atividades para mais de 7 estados brasileiros, partindo da capital paulista e chegando a Campinas, Osasco, Baixada Santista, Rio de Janeiro, Belo Horizonte, Recife, Fortaleza, Florianópolis e Porto Alegre e já beneficiou mais de 12 mil pessoas e seus animais.

Com mais de 106 edições das ações realizadas no centro de São Paulo, atendendo em média cerca de 600 pessoas e 300 animais por edição, o projeto oferece para os tutores café da manhã completo, banho de Amor e kits com itens de higiene pessoal como toalhas, chinelos e roupas. Já os cães ganham um banho quentinho no Pet Móvel, cuidados veterinários, como vacinas e vermifugação, além de roupinhas, caminhas, brinquedos, guias e coleiras, antipulgas, carrapaticidas e castrações. Só de castrações, já foram promovidas mais de 4 mil em suas ações solidarias e gratuitas. “Não podemos simplesmente ignorar alguém na rua quando vemos que têm um pet ao seu lado. Esses animais se tornam os únicos companheiros para essas pessoas. Nosso maior objetivo é proporcionar dignidade tanto para essas pessoas quanto para seus cães”, explica Leporo, que complementa: “Aliás, nosso grande lema é: Nem só de ração vive o cão. O nosso projeto tem um olhar sobre o bem-estar e a saúde animal, abrindo olhos, corações e mentes”.

Edu ainda reforça que a maior parte dos recursos para financiar as ações da MRSC provém de doações de pessoas físicas, além de parcerias estabelecidas com marcas fornecedoras de ração, medicamentos, vacinas e produtos de higiene. Essas parcerias garantem o fornecimento regular dos itens essenciais, que são distribuídos às comunidades atendidas. Assim, todos os meses, no último sábado e domingo, voluntários se reúnem para levar conforto e esperança às ruas de cada cidade, selecionando uma praça central como ponto de distribuição. Hoje, 90% do tempo de trabalho do fotógrafo é dedicado ao projeto, e ele sonha em ajudar muito mais pessoas e pets. “Comecei sem pretensão alguma, mas o próximo passo é oferecer cursos profissionalizantes de banho, tosa e adestramento aos moradores de rua, claro, e levar o projeto para todo o país, semeando mais respeito e incentivando o voluntariado”, conclui.

Sobre MRSC | A ONG MRSC (Moradores de Ruas e Seus Cães), fundada pelo fotógrafo paulistano Eduardo Leporo, surge da sensibilidade de observar as histórias por trás dos cães encontrados nas ruas. Documentando essas narrativas em seu livro ‘Moradores de Rua e Seus Cães’, Leporo transformou seu projeto fotográfico em um gesto de solidariedade. Desde 2015, a MRSC proporciona assistência abrangente a animais de estimação de pessoas em situação de rua em 7 estados brasileiros e já beneficiou mais de 12 mil indivíduos. Com o lema ‘Nem só de ração vive o cão. E nem o gato’, a ONG oferece alimentação, cuidados veterinários, esterilização e mais, financiados por doações e parcerias com grandes marcas.

(Fonte: Publika. aí Comunicação)

Com duas centrais de triagem de resíduos e 150 catadores beneficiados, São João de Caruaru dá show de sustentabilidade

Caruaru, por Kleber Patricio

Fotos: Verdear.

Conhecida como uma das maiores e melhores festas juninas do Brasil, o São João de Caruaru (PE) tem dado show de público, de cultura e de fomento à economia, durante seus mais de 70 dias de festejos. Para além das 1.200 atrações nos polos juninos espalhados pela cidade do agreste pernambucano, outro destaque tem sido o cuidado com a sustentabilidade que a festa vem demonstrando. Em 2024, a capital do forró recebe apoio para ampliar suas iniciativas de impulsionamento da economia circular, adotando duas centrais de triagem de resíduos e beneficiando 150 catadores de material reciclável da região. O suporte acontece por meio do projeto Recicla Solar, promovido pela Solar Coca-Cola, fabricante do Sistema Coca-Cola com atuação em 70% do território nacional.

Além da Central de Triagem no Pátio de Eventos, palco principal dos festejos este ano, quando a expectativa de público é de 3 milhões de pessoas, a gestão de resíduos ganha reforço com mais uma central instalada no tradicional Alto do Moura. Até o momento, mais de 56 toneladas foram recolhidas pelas três associações de catadores que estão envolvidas na força-tarefa de protagonizar o ‘São João Sustentável’: Associação de Catadores de Resíduos de Caruaru (ACRSC), Instituto do Meio Ambiente de Pernambuco (IMOA) e o Instituto Mãos Amigas (IMA).

O Recicla Solar, que ano passado comprou mais de 40 toneladas de PET e vidro advindos das coletas do São João de Caruaru, reutiliza esse material na produção de novas embalagens, quebrando com a tradicional da economia linear. Para esse ano, o projeto da Solar Coca-Cola, além de apoiar a montagem das centrais de triagem, está beneficiando os catadores com mais de 6 mil litros de bebidas, 300 cestas básicas e mais de mil itens de equipamentos de proteção individual, entre luvas, coletes e bolsas de coleta.

“Nosso objetivo é ser referência na gestão de resíduos e estamos muito felizes em trazer o Recicla Solar pelo segundo ano consecutivo ao maior e melhor São João do Mundo, que é o de Caruaru. Para a Solar, Caruaru é um símbolo no Nordeste das ações de impacto socioeconômico e de fomento à reciclagem que a empresa vem desenvolvendo em todo seu território. Sabemos da importância do São João para movimentar a economia da região e queremos contribuir com essa injeção de empregabilidade onde estamos inseridos. Com o Recicla, contribuímos com o viés da economia circular aumentando a reciclabilidade dos resíduos gerados pelo evento e apoiando os profissionais da reciclagem com melhores condições de trabalho, renda mais justa e digna, valorizando esses agentes fundamentais para a sustentabilidade”, explica Flávio Scalco, diretor regional da Solar Coca-Cola.

As organizações Verdear Eventos + Sustentáveis, a Secretaria de Meio Ambiente de Caruaru e o Instituto Transforma Caruaru também estão envolvidos com a operacionalidade da iniciativa. “O intuito do São João Sustentável é trabalhar o tripé da sustentabilidade, ambiental, social e econômico impactando de forma positiva na vida de pessoas em situação de vulnerabilidade social e que estão à margem da sociedade, promovendo junto a grandes marcas, tais como a Coca-Cola, a oportunidade de um trabalho digno e honesto. Essas associações de catadores de recicláveis unidas somam 150 agentes ambientais que fazem a diferença no meio ambiente”, destaca Chris Magalhães, coordenadora do Transforma Caruaru.

Impacto econômico e sustentável

Com expectativa de que 3 milhões de pessoas circulem nas festas da cidade durante o período, a prefeitura de Caruaru estima um retorno econômico para os municípios de R$650 milhões e 15 mil postos de trabalho gerados. Para colaborar com esse impacto econômico, a Solar também vem ativando os Pontos de Venda parceiros por meio de enxovais com temática junina, trazendo sua maior ativação de live marketing do Nordeste para o Pátio do Forró com o patrocínio da marca Kuat, além da praça de alimentação ativada por Coca-Cola. A consequência é visual, estética e financeira, vestindo toda Caruaru de São João.

Ainda do que diz respeito à sustentabilidade, ao longo do ano, os investimentos da companhia no Recicla Solar somam R$2,6 milhões. A iniciativa fomenta a cadeia de reciclagem por meio de agregadoras, na qual a empresa incentiva a compra do PET e, com esse suporte, paga um preço mais justo pelo material. Dessa maneira, as cooperativas são incentivadas a fazer o recolhimento do PET, dando uma destinação correta a estes resíduos.

Até 2025, a Solar tem como objetivo ter 50% de material reciclado compondo as embalagens produzidas pela companhia e, até 2030, dar destinação adequada a 100% das embalagens que são colocadas no mercado mundialmente. Atualmente, o projeto desponta como um case para a The Coca-Cola Company, atingindo a coleta de mais de 20.000 toneladas de resíduos PET nos últimos três anos. Somente em grandes eventos como o São João de Caruaru, mais de 80 toneladas de resíduos foram corretamente destinadas com participação do Recicla Solar, além de 37 mil kg de CO2 neutralizados.

Sobre a Solar Coca-Cola | Entre os 20 maiores fabricantes do mundo do Sistema Coca-Cola, a Solar Coca-Cola conta atualmente com 13 fábricas e atua em uma área que representa cerca de 70% do território brasileiro, operando na totalidade das regiões Norte, Nordeste, Estado do Mato Grosso e parte de Goiás e Tocantins. Destaque no cenário nacional como uma das maiores empresas de bens de consumo do país, a companhia conta com mais de 18 mil colaboradores (as) e é responsável pela produção e distribuição de mais de 220 produtos do portfólio da Coca-Cola e de parceiros para cerca de 400 mil pontos de venda. Com faturamento anual de cerca de R$9,6 bilhões, a companhia alcança mais de 80 milhões de brasileiros.

(Fonte: Capuchino)