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Lazer & Gastronomia

São Paulo, SP

Quatro viagens no tempo, um só lugar: o Espaço Cultural CNP de Realidade Virtual

por Kleber Patrício

Devido ao sucesso das três expedições em realidade virtual iniciadas em setembro de 2025, o Espaço Cultural CNP de Realidade Virtual anuncia a prorrogação de suas atividades. Além da extensão do prazo, o centro cultural traz uma novidade de peso: a exibição simultânea de quatro roteiros distintos que transportam os visitantes por bilhões de anos de […]

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Casa Perini lança espumante exclusivo com chef Érick Jacquin

Indaiatuba, por Kleber Patricio

Fotos: Divulgação.

A Casa Perini, vinícola casa do 5º melhor vinho do mundo, anunciou o lançamento de um espumante exclusivo em parceria com o chef Érick Jacquin.  Este lançamento representa o primeiro rótulo brasileiro desenvolvido com a colaboração do chef, trazendo uma nova e sofisticada experiência para os apreciadores de espumantes.

O novo produto, intitulado Espumante Erick Jacquin por Casa Perini, é um espumante natural Branco Brut. Franco Perini, presidente do Conselho Administrativo da vinícola, revelou que serão produzidas 12 mil garrafas desta edição limitada. Para o chef Jacquin, a escolha da Casa Perini foi uma decisão natural. “Escolhi a Casa Perini por sua tradição e excelência na produção de vinhos. É o primeiro espumante brasileiro que assino e tenho a certeza de que conseguimos criar um vinho que reflete minha paixão pela alta gastronomia e o compromisso da vinícola com a qualidade”, afirmou o chef.

O presidente do Conselho Administrativo da Casa Perini contou que a parceria é inédita no país. “Estamos proporcionando uma nova experiência ao consumidor. O primeiro espumante produzido em parceria com o chef estará nos principais restaurantes do Brasil e temos a projeção de comercializar mais de 12 mil unidades nos primeiros seis meses”, afirmou.

Pablo Perini, diretor de marketing e sommelier da Casa Perini, revelou que a bebida possui coloração amarelo palha com reflexos esverdeados. “Selecionamos manualmente e prensamos diretamente os cachos inteiros. O vinho base é composto 100% pela variedade Chardonnay e a tomada de espuma é realizada pelo método Charmat”, contou.

Jacquin destacou a harmonização ideal do Espumante Erick Jacquin por Casa Perini. “É perfeito para oleaginosas, frutos secos, queijos e fiambres de cura média. Também combina maravilhosamente com peixes e carnes brancas com temperos à base de ervas ou molhos de intensidade moderada, como bechamel, ou de azeite de oliva com vinho branco. Em boca, é agradavelmente marcante, com boa acidez, volume e cremosidade. Possui um aroma intenso e rico, com notas de frutas como abacaxi, ameixa amarela, peras e maçãs secas, além de nuances de macadâmia e amêndoas”, descreve.

Sobre a Casa Perini

Com quase 100 anos de história, a Casa Perini está entre as maiores vinícolas do Brasil. Localizada no Vale Trentino, em Farroupilha, na Serra Gaúcha, a vinícola conquistou mais de 300 medalhas nacionais e internacionais. Um dos seus destaques é o Casa Perini Moscatel, eleito o 5º melhor vinho do mundo em 2017 pela WAWWJ (World Association of Writers & Journalists of Wine & Spirits).

Fundada por Benildo Perini e com os primeiros vinhos familiares elaborados em 1929, a Casa Perini conta com a participação da sócia Maria do Carmo Onzi Perini e a liderança dos filhos Franco Perini, presidente do conselho administrativo e Pablo Perini, diretor de Marcas e P&D. A vinícola se destaca pela combinação de tecnologia de ponta com uma equipe altamente profissional, produzindo vinhos com criatividade e talento excepcionais.

(Fonte: Camejo Comunicação)

Associação Caatinga lança documentário sobre desenvolvimento sustentável no semiárido

Ceará, por Kleber Patricio

Foto: Divulgação.

A Associação Caatinga lançou em julho o documentário ‘NCC: Histórias de Mudança’. A trama, que está disponível gratuitamente no YouTube, conta a história do projeto ‘No Clima da Caatinga (NCC)’, uma iniciativa que realiza ações no semiárido nordestino para desenvolver comunidades rurais por meio da conservação do meio ambiente.

A obra é protagonizada por duas mulheres sertanejas: Elisabete Soares e Antonia Gomes. Ambas são participantes do projeto No Clima da Caatinga, que é realizado pela Associação Caatinga e patrocinado pela Petrobras por meio do Programa Petrobras Socioambiental. Ao longo do tempo, por meio do projeto, elas foram apoiadas com a instalação em suas residências de tecnologias sociais de convivência com o semiárido, como as cisternas de placa, fogões ecoeficientes e sistema bioágua, equipamento que reutiliza a ‘água cinza’ que vem da pia, máquina de lavar e chuveiro para irrigar hortaliças, frutas e jardins. Além disso, participaram ativamente de outras iniciativas, como o programa de educação ambiental, que envolve um conjunto de ações que buscam, em sincronia com as outras linhas de atuação do projeto, contribuir para a criação de oportunidades socioeconômicas, além de promover a resiliência climática e o bem-estar dessas famílias.

Para o coordenador geral da Associação Caatinga, Daniel Fernandes, o documentário é uma ferramenta útil para mostrar ao público como os povos da Caatinga podem se desenvolver sem degradar o bioma. “O documentário traz um apanhado sobre como o projeto atua na conservação da Caatinga ao mesmo tempo em que promove o desenvolvimento local sustentável de famílias do semiárido, o que fica ainda mais especial, visto que a obra é apresentada por duas sertanejas incríveis”, afirma.

Dona Elisabete e Dona Antonia, como são mais conhecidas na região, moram em Jatobá Medonho, uma comunidade rural situada nos arredores da Reserva Natural Serra das Almas, unidade de conservação localizada entre os municípios de Crateús (CE) e Buriti dos Montes (PI). Essa área protegida tem 6.285 hectares de extensão e é gerenciada pela Associação Caatinga.

Dessa forma, tanto Dona Elizabeth quanto Dona Antonia estão no raio de atuação do No Clima da Caatinga, uma vez que as ações do projeto alcançam as 40 comunidades rurais que estão ao redor da Serra das Almas. A iniciativa é executada por meio de 7 linhas de atuação: criação e gestão de áreas protegidas, restauração florestal, fomento a políticas públicas, distribuição de tecnologias sustentáveis, educação ambiental, comunicação e pesquisa científica.

Projeto No Clima da Caatinga

Realizado pela Associação Caatinga e patrocinado pela Petrobras por meio do Programa Petrobras Socioambiental, o projeto No Clima da Caatinga tem o objetivo de diminuir os efeitos potencializadores do aquecimento global por meio da conservação do semiárido, a partir do desenvolvimento de um modelo integrado de conservação da Caatinga.

O projeto vem sendo realizado desde 2011. O documentário, contudo, homenageia o encerramento da quarta fase do No Clima da Caatinga, que durou três anos, de 2021 a 2024. Durante esse período, a iniciativa alcançou diversos marcos para a região semiárida. Ao total, o projeto alcançou diretamente 33.309 pessoas por meio de ações socioambientais, criou duas unidades de conservação, realizou o plantio de 10.100 mudas, contribuiu para a proteção de espécies ameaçadas de extinção, como o tatu-bola (Tolypeutes tricinctus), a guariba-da-caatinga (Alouatta ululata) e a onça-parda (Puma concolor), bem como proporcionou, por meio da preservação da Reserva Natural Serra das Almas, 1.647.245 toneladas de carbono estocado e o escoamento evitado de 4.8 bilhões de litros de água por ano – o que equivale ao abastecimento de 300 mil cisternas de placa com capacidade de armazenamento de 16 mil litros cada uma.

Além disso, o projeto distribuiu tecnologias sociais como cisternas de placas, canteiros biosépticos e meliponários para os moradores das comunidades do entorno da Serra das Almas. “As tecnologias disseminadas não só contribuem para a conservação ambiental, como também trazem geração de renda e segurança hídrica e resiliência à crise climática para as famílias”, explica Daniel Fernandes. O projeto também realizou ações de educação ambiental, como exposições, sessões de cinema e teatros de fantoches, nas comunidades. Um dos destaques foram os Encontros de Suporte à Primeira Infância para pais e responsáveis, com o objetivo de auxiliá-los no desenvolvimento infantil de crianças e adolescentes. Os encontros foram conduzidos por uma psicóloga, que apresentou novas formas de lidar com questões familiares. Outro destaque foi o Curso de Empreendedorismo Feminino. A atividade teve como objetivo promover o empreendedorismo feminino e incentivar o debate sobre a equidade de gênero.

A incidência em políticas públicas também é destaque no projeto. Nesta fase, foi realizado a segunda edição do seminário Incentivos Econômicos para Conservação da Natureza, culminando na promulgação da Lei Estadual de Pagamentos por Serviços Ambientais no estado do Ceará.

Resultados do projeto

– 33.309 pessoas alcançadas diretamente pelas ações do projeto;

– 2 Reservas Particulares do Patrimônio Natural (RPPN) criadas;

– 4 RPPNs apoiadas com a implementação dos planos de manejo;

– 6.347,08 hectares protegidos;

– 1.647.245 toneladas de carbono estocado na Reserva Natural Serra das Almas (RNSA);

– 1 trilha acessível construída na RNSA;

– Proteção de espécies da fauna e da flora da Caatinga, como o tatu-bola, a guariba-da-caatinga e a onça-parda;

– 7 microbacias hidrográficas abrangidas;

– 11,7 hectares restaurados e enriquecidos;

– 10.100 mudas de espécies nativas plantadas;

– 118 tecnologias sociais implementadas (11 meliponários, 20 cisternas de placas, 75 canteiros biosépticos e 12 banheiros);

– 4,8 bilhões de litros d’água de escoamento evitado por ano na RNSA;

– 744.000 litros de água reutilizada por meio de sistema bioágua;

– 1.868.000 litros de água captados em cisternas de placa;

– 356 horas de formações diversas.

– 75 famílias envolvidas nos encontros de suporte à primeira infância;

– 36 mulheres capacitadas em gênero, meio ambiente e empreendedorismo, entre outros.

Sobre a Associação Caatinga | A Associação Caatinga (AC) foi fundada no Ceará em 1998 com o apoio do Fundo Samuel Johnson para a Conservação da Caatinga, tendo a missão de conservar a Caatinga, difundir suas riquezas e inspirar as pessoas a cuidar da natureza. É uma entidade não governamental, sem fins lucrativos, que atua há 25 anos na conservação e valorização da única floresta exclusivamente brasileira, ameaçada e que concentra a maior biodiversidade entre as regiões semiáridas do planeta.

(Fonte: AD2M Comunicação)

Mostra imersiva explora o mundo de crianças com Síndrome de Down

Curitiba, por Kleber Patricio

Fotos: Divulgação/Eu Vejo Assim.

Uma exposição imersiva de artes visuais sobre o universo imaginativo de crianças com Síndrome de Down. Essa é a proposta do Eu Vejo Assim, projeto cultural apresentado pelo Ministério da Cultura e pela Montenegro Produções por meio de Lei de Incentivo à Cultura que vai iniciar, em breve, sua segunda edição com possibilidade de uma turnê nacional. A exposição, que busca aproximar as pessoas e o universo dos portadores da rara condição, será construída a partir de vivências entre artistas e crianças com Síndrome de Down que se expressaram por meio de ilustrações e fotografias.

A primeira fase do projeto, que foi realizada em junho de 2024 na cidade de Curitiba, contou com oficinas de observação e o registro do dia a dia de 50 crianças, acompanhando seus sonhos e aventuras. Por meio da ilustração, da dança e da contação de histórias as crianças, elas mostraram como percebem o mundo a sua volta por meio de estímulos lúdicos, apresentando ao público visões particulares do seu mundo ideal.

Já na segunda fase, os desenhos que melhor traduzem o conceito da iniciativa serão escolhidos para intervenções artísticas nas imagens. “A mostra Eu Vejo Assim irá apresentar um recorte da imensidão de ideias, imagens, encantamentos e sorrisos que pudemos vivenciar nas oficinas criativas. O universo que eles nos mostraram é lindo, alegre e puro”, comenta Camila Guanabara, produtora executiva. “O projeto traz um recorte simbólico do imaginário infantil, trazendo em suas composições os sonhos, as alegrias, os medos e as grandes inspirações dessas mentes tão genuínas. Fazer parte desse processo criativo é um grande privilégio”, explica Carolina Montenegro, coordenadora geral do projeto.

Turnê nacional

A estreia da segunda edição do projeto Eu Vejo Assim, que conta com patrocínio da Coca-Cola, acontece entre os dias 5 de setembro e 5 de outubro no Shopping Mueller, em Curitiba (PR), com visitação gratuita. O público terá acesso a recursos de videoarte e animações. Existe a possibilidade de expansão do projeto para as cidades de Belo Horizonte (MG) e Salvador (BA), que receberiam todas as etapas de produção e execução da mostra, mediante a viabilização financeira. “Estamos em busca de parcerias que nos permitam levar o Eu Vejo Assim para novas cidades nos próximos meses”, destaca Camila Guanabara.

Para mais informações sobre o projeto Eu Vejo Assim, acesse o site ou o perfil oficial da produtora nas redes sociais: @montenegroproduções. O projeto conta com produção e idealização da Montenegro Produções Culturais por meio de Lei de Incentivo à Cultura, com patrocínio master Coca-Cola.

(Fonte: Com Jéssica Mattia/P+G Trendmakers)

Conheça sete ilhas e arquipélagos na costa brasileira

Brasil, por Kleber Patricio

Praias de Ilha Grande estão entre as mais belas do país. Fotos: Divulgação/Civitatis.

No território brasileiro, é possível encontrar diversas categorias de ilhas e arquipélagos. Dada a extensão do nosso litoral, o Brasil tem majoritariamente ilhas continentais, que são uma espécie de extensão do continente, e ilhas oceânicas, que estão localizadas a mais de 250 km da costa. Além disso, contamos também com as ilhas fluviais, formadas em áreas cercadas por rios.

Apesar das diferentes categorias e nomenclaturas, no Brasil não faltam opções de ilhas e arquipélagos para os viajantes que buscam se aventurar em meio à natureza exuberante. Estes destinos são verdadeiros tesouros e estão prontos para serem descobertos. De praias de areias brancas e águas cristalinas a trilhas deslumbrantes e ecossistemas únicos, cada uma dessas ilhas promete uma viagem repleta de paisagens incríveis, cultura local e momentos memoráveis.

A Civitatis, plataforma líder em passeios e atividades, fez uma seleção especial de experiências em sete ilhas e arquipélagos paradisíacos no Brasil. Embarque nesta jornada e veja a lista completa:

1 – Fernando de Noronha

Queridinho dos brasileiros e de estrangeiros que visitam o país, Fernando de Noronha é um dos destinos mais fascinantes do Brasil. Situado a cerca de 350 km da costa, o arquipélago tem praias espetaculares e natureza abundante. Na Civitatis, é possível encontrar mais de 20 opções de atividades e excursões em Noronha.

2 – Ilha de Boipeba

Localizada no litoral da Bahia, a Ilha de Boipeba é parte do Arquipélago de Cairu. Para chegar à ilha, é possível sair de diversas cidades como Salvador, Valença, Torrinha e Morro de São Paulo. É o lugar ideal para quem procura tranquilidade, contato com a natureza e belíssimas praias. A Civitatis tem 9 opções de atividades e excursões em Boipeba.

3 – Ilha dos Frades e Itaparica

As embarcações em direção à Ilha dos Frades e à Ilha de Itaparica saem do Terminal Marítimo de Salvador. Para quem tem menos tempo, é possível fazer uma travessia pela Baía de Todos os Santos e conhecer as duas em um mesmo passeio. Durante o dia, os viajantes têm direito a uma pausa para o almoço e algumas paradas para nadar em águas cristalinas. As reservas podem ser realizadas neste link.

4 – Ilha de Anchieta

Quem visita Ubatuba pode fazer um passeio de escuna para conhecer dois lugares impressionantes da costa de São Paulo. A ilha de Anchieta conquista os visitantes pela beleza de suas praias e pelo mistério das ruínas de um antigo presídio. E a praia das Sete Fontes, por sua vez, é uma das mais bonitas do litoral paulista e só pode ser acessada por mar ou trilha. As reservas podem ser realizadas neste link.

5 – Ilhas de Paraty

A baía de Paraty conta com cerca de 65 ilhas e algumas delas podem ser visitadas de barco. Durante a Excursão às ilhas de Paraty, são feitas quatro paradas: Praia Vermelha, Lagoa Azul, Saco da Velha e ilha do Algodão. É um passeio ideal para quem aprecia um banho de mar e gosta de fazer snorkel.

6 – Ilha Grande

A Ilha Grande é uma das ilhas mais conhecidas do Brasil e é parte do estado do Rio de Janeiro. Com natureza preservada, pousadas e restaurantes, este destino tem opções para todos os gostos e bolsos. Entre trilhas e passeios de barco, oportunidades de passear não faltarão. Na Civitatis, é possível encontrar mais de 25 opções de atividades na Ilha Grande.

7 – Ilhas do norte de Ubatuba

O Passeio de lancha pelas ilhas do lado norte de Ubatuba começa na famosa Ilha das Couves, onde é realizado um tour panorâmico com mergulho. Os viajantes também conhecem a Caverna da Bruxa e a Ilha dos Porcos. Para o almoço, é feita uma parada na Praia da Almada. A última Ilha do passeio é a Ilha do Prumirim.

Sobre a Civitatis | A Civitatis é a principal plataforma online de visitas guiadas, excursões e atividades em português nos principais destinos do mundo, com mais de 89.100 atividades em 3.800 destinos de 160 países.

(Fonte: Com Ananda Saori/Civitatis)

Peça ‘A Última Raposa do Mundo’ traz personagem solitária que coleciona celulares sem bateria na esperança que toquem

São Paulo, por Kleber Patricio

Fotos: Edu Figueiredo.

Uma raposa solitária sobrevivente ao apocalipse é a protagonista de ‘A Última Raposa do Mundo’, uma fábula contemporânea voltada para o público jovem que marca o primeiro trabalho do Grupo Fumaça. A peça estreia no dia 8 de agosto de 2024 na sala Ademar Guerra, no porão do Centro Cultural São Paulo (Rua Vergueiro, 1000, Vergueiro, SP), onde segue em cartaz até 25 de agosto, com apresentações de quarta a domingo, às 20h.

A montagem adapta a fábula juvenil escrita em 2021 por Moisés Baião – que também está à frente da dramaturgia e direção – vencedora do Prêmio Cepe de Literatura Juvenil em 2022 e do Concurso Nascente USP em 2021. A obra também foi publicada em livro pela Cepe Editora em 2023. A estreia no palco é possível graças ao 18º Prêmio Zé Renato de Teatro, da Secretaria Municipal de Cultura de São Paulo. No elenco estão Jhennifer Peguim, Nuno José e Patrick Moreira Lima.

Esta é a segunda obra premiada do autor. Em 2020, ele venceu o Concurso Nacional Jovens Dramaturgos do Sesc com a peça Peixe Vivo. Além disso, Baião conquistou, em 2023, o segundo lugar no prêmio OffFlip de Literatura com o conto Luiza Capote, publicado e lançado na programação da Festa Literária de Paraty daquele ano.

Sobre o texto

A Última Raposa do Mundo acompanha os solitários dias de uma raposinha-do-campo (Lycalopex vetulus). Essa sobrevivente vive no topo de um edifício alto e todos os dias desce até a rua para procurar livros e juntar smartphones que encontra pelo caminho na esperança de que um deles toque e ela não se sinta mais tão sozinha. Quase sem esperança, depois de mil dias vivendo nessa situação, ela finalmente recebe uma ligação.

A dramaturgia evoca o gênero da fábula – uma tradição milenar de contar histórias com personagens animais antropomorfizados que tem sua origem na Grécia Antiga – para discutir questões extremamente atuais e universais. Entre esses grandes temas trazidos pela obra estão a solidão contemporânea, a atmosfera de luto e incerteza em situações extremas (como aquelas vividas na pandemia de Covid-19), o valor da amizade, a importância do contato físico em um mundo cada vez mais virtual e os livros como portais para imaginarmos novos mundos.

“Somos uma companhia que pesquisa a fábula para diferentes idades. Acho que só de ter uma raposa no título, já carregamos muitos estigmas sobre que tipo de história é essa, mas a fábula é uma coisa ancestral. A nossa peça fala de temas de jovens e adultos e é legal que a obra tenha sido enquadrada como infanto-juvenil quando foi publicada, porque fala com um público em formação como leitor”, revela autor e diretor Moisés Baião. E, para atrair ainda mais a juventude, o grupo tem pesquisado sobre teatro contemporâneo e experimental.

Outra questão interessante é que o texto coloca em destaque um animal encontrado apenas no cerrado brasileiro, a raposinha-do-campo, que atualmente está ameaçada de extinção no mundo real. E a própria fumaça tóxica que ameaça a vida nesse ambiente apocalíptico é uma referência às queimadas que colocam a biodiversidade brasileira em xeque. Além disso, ao trazer esse animal para o centro da história, o grupo presta uma homenagem à presença recorrente de raposas em fábulas clássicas de diferentes tradições literárias ao redor do mundo.

Sobre a encenação

Para contar essa fábula, o grupo aposta em uma cenografia com alguns objetos envelhecidos, mostrando que a trama acontece em um cenário pós-apocalíptico. E o público está posicionado em um espaço não-convencional – no caso, o porão do CCSP – em um espaço sem coxias, onde tudo está exposto – quase como o deserto urbano onde a história se passa.

Já a trilha sonora é executada em sua maior parte ao vivo pelo clarinetista Patrick Moreira Lima e reflete uma pesquisa sobre gêneros musicais tipicamente brasileiros, como samba, choro, seresta e bossa nova. Elas são usadas para marcar os diferentes estados emocionais presentes no espetáculo.

Sobre essa investigação musical, Baião explica: “a maior parte das músicas que o Patrick toca no clarinete são de repertório em domínio público. Fizemos questão, eu e ele, de fazer uma pesquisa musical destas obras. Tem coisas muito antigas, melodias clássicas que as pessoas vão reconhecer. Só que com arranjos que modificam essa estrutura. Então, até nisso tem uma experimentação”.

Sobre a Fumaça

A Fumaça é composta pelos artistas Jhennifer Peguim, Moisés Baião, Nuno José e Patrick Moreira Lima, cujas trajetórias artísticas passeiam por teatro, literatura, dança, música, design gráfico e produção cultural. O grupo investiga dramaturgia autoral, humor e interação de diferentes linguagens artísticas. Em seu primeiro trabalho, A Última Raposa do Mundo, o coletivo pesquisa a criação de uma fábula contemporânea para o público jovem e adulto, subvertendo a associação comum desse gênero narrativo apenas ao universo infantil.

Sobre Moisés Baião

Artista de teatro, escritor, violinista e designer gráfico. Como escritor, produz dramaturgia teatral, roteiro de cinema e conto. Formado em Letras na USP, integrou o curso de atuação da SP Escola de Teatro e o Núcleo de Iniciação Teatral da Escola Livre de Teatro de Santo André. Foi ator, dramaturgo e designer gráfico da Cia Clandestina, coletivo cênico paulistano com pesquisa voltada para poéticas de gênero e sexualidade, atuando nos espetáculos Sujeito Clandestino e Lampião. Participou de inúmeros conjuntos musicais no interior do estado; entre eles, a Orquestra Sinfônica de Limeira, a Orquestra Sinfônica Jovem de Paulínia e a Camerata Mahle. Atuou como músico no espetáculo Estudo Para o Encontro, com direção de Key Sawao.

Sinopse | Uma raposinha-do-campo sobreviveu a um apocalipse. Sozinha há mil dias e sem esperança de encontrar outro ser vivo, ela coleciona os smartphones sem bateria que encontra pelo caminho. Um dia, um smartphone toca.

Ficha Técnica

A Última Raposa do Mundo

Fumaça

Elenco: Jhennifer Peguim, Nuno José e Patrick Moreira Lima

Direção e dramaturgia: Moisés Baião

Pesquisa musical: Patrick Moreira Lima e Moisés Baião

Treinamento de humor: Thais Melo

Cenografia: Julio Vida

Luz: Dida Genofre

Figurino: Acacio Mendes

Design de objetos: Leon Henrico Geraldi

Concepção de maquiagem: Thais Valentin

Arranjo musical de ʽPeixe Vivoʼ: Bruno Avoglia

Operação de luz: Dida Genofre

Operação de som: Moisés Baião

Design gráfico, ilustração e mídias sociais: Larissa da Cruz e Moisés Baião

Fotos digitais: Edu Figueiredo

Fotos analógicas: Larissa da Cruz

Assessoria de imprensa: Canal Aberto

Produção: Lud Picosque — Corpo Rastreado.

Serviço:

A Última Raposa do Mundo

Data: de 8 a 25 de agosto de 2024 | quarta a domingo, às 20h

Local: Centro Cultural São Paulo – Sala Ademar Guerra – Rua Vergueiro, 1.000, Liberdade, São Paulo, SP

Ingresso: Entrada gratuita

Classificação: 12 anos | Duração: 75 minutos.

(Fonte: Canal Aberto Assessoria de Imprensa)