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Osesp recebe violinista Guido Sant’anna em concertos sob regência de Simone Menezes

São Paulo, por Kleber Patricio

Guido Sant’Anna. Foto: Caue Diniz.

O ano de 2024 marca as celebrações dos 70 anos da Orquestra Sinfônica do Estado de São Paulo – Osesp, além dos 30 anos de atividades do Coro da Osesp e dos 25 anos da Sala São Paulo – a casa da Osesp, dos Coros e de seus Programas Educacionais, inaugurada em 1999 no edifício onde antes funcionava a Estrada de Ferro Sorocabana. Nesta semana, de quinta-feira (5/set) a sábado (7/set), a Osesp recebe na Sala São Paulo dois convidados brasileiros: a maestra brasiliense Simone Menezes, que tem feito destacada carreira no exterior e comanda pela primeira vez a Orquestra, e o jovem virtuose do violino Guido Sant’Anna – o paulista foi vencedor do Concurso Jovens Solistas em 2021 e se apresentou pela última vez com a Osesp no ano passado.

O programa contará com duas obras da compositora francesa Lili Boulanger (De uma manhã de primavera e De uma noite triste); com a sétima Bachianas brasileiras, do mestre Heitor Villa-Lobos e com a Sinfonia Espanhola do francês de ascendência hispânica Édouard Lalo. Parte da nova série Osesp duas e trinta, com concertos vespertinos a preço único de R$39,60, a performance de sexta-feira (6/set) terá transmissão ao vivo pelo canal oficial da Osesp no YouTube.

Sobre o programa

A Osesp na Sala São Paulo. Foto: Mario Daloia.

Nascida em uma família de músicos, a francesa Lili Boulanger (1893–1918) foi uma criança frágil, precoce e genial. Contando com o apoio da irmã, a professora e pianista Nadia Boulanger (1887–1979), ela dedicou os últimos anos de sua breve vida à composição. A primeira peça deste programa, De uma manhã de primavera, aborda de maneira alegre os momentos felizes de uma vida ainda cheia de promessas, em meio a um período de renascimento da natureza. Já De uma tarde triste, última obra composta antes de sua morte, evoca uma atmosfera melancólica e reflexiva, retratando uma tarde de outono que se aproxima do inevitável anoitecer.

Buscando incorporar elementos do barroco e do folclore brasileiro à música de Johann Sebastian Bach (1685–1750) e em consonância com as tendências modernistas, Heitor Villa-Lobos (1887–1959) compôs as Bachianas brasileiras, conjunto de nove obras para variados meios instrumentais, entre 1930 e 1945. A Sétima, composta em 1942, se afasta da atmosfera quase camerística, algo intimista e às vezes irônica, das obras anteriores, para adquirir um tom solene e monumental – refletindo a influência do nacionalismo e do contexto político do Estado Novo de Getúlio Vargas.

Sala São Paulo. Foto: Mariana Garcia.

Apesar de seu título, a Sinfonia Espanhola, do francês Édouard Lalo (1823–1892), não é propriamente uma sinfonia e nem pode ser considerada autenticamente espanhola. A obra é resultado de uma colaboração com o violinista espanhol Pablo de Sarasate (1844–1908). A colaboração entre Lalo e Sarasate rendeu diversos frutos, a começar por um virtuosístico Concerto para violino [1873], que estreou com grande sucesso em Paris, seguido por uma obra de maior fôlego, outro concerto para violino que, devido à sua peculiar extensão e seus cinco movimentos calcados em temas e formas populares sugeridos por Sarasate, acabou recebendo o título de Sinfonia Espanhola.

Orquestra Sinfônica do Estado de São Paulo – Osesp

Desde seu primeiro concerto, em 1954, a Osesp tornou-se parte indissociável da cultura paulista e brasileira promovendo transformações culturais e sociais profundas. A cada ano, a Osesp realiza em média 130 concertos para cerca de 150 mil pessoas. Thierry Fischer tornou-se diretor musical e regente titular em 2020, tendo sido precedido, de 2012 a 2019, por Marin Alsop. Seus antecessores foram Yan Pascal Tortelier, John Neschling, Eleazar de Carvalho, Bruno Roccella e Souza Lima. Além da Orquestra, há um coro profissional, grupos de câmara, uma editora de partituras e uma vibrante plataforma educacional. Possui quase 100 álbuns gravados (cerca de metade deles por seu próprio selo, com distribuição gratuita) e transmite ao vivo mais de 60 concertos por ano, além de conteúdos especiais sobre a música de concerto.

A Osesp já realizou turnês em diversos estados do Brasil e também pela América Latina, Estados Unidos, Europa e China, apresentando-se em alguns dos mais importantes festivais da música clássica, como o BBC Proms, e em salas de concerto como o Concertgebouw de Amsterdam, a Philharmonie de Berlim e o Carnegie Hall. Mantém, desde 2008, o projeto Osesp Itinerante, promovendo concertos, oficinas e cursos de apreciação musical pelo interior do estado de São Paulo. É administrada pela Fundação Osesp desde 2005.

Simone Menezes, regente

Simone Menezes. Foto: Daniela Cerasoli.

Simone Menezes tem ganhado a cena internacional por meio de projetos premiados que combinam excelência e tradição com criatividade. Pupila de Paavo Järvi, estudou na École Normale de Paris e, antes disso, na Unicamp. Foi regente titular da Orquestra da Unicamp e trabalhou com a Orquestra Jovem do Estado de São Paulo e Cláudio Cruz. Desde 2016 estabelecida na França, tem dirigido algumas das principais orquestras europeias, tais como a Sinfônica da Rádio de Berlim, as Filarmônicas de Munich e Rotterdam, a Philharmonie de Paris, a Britten Sinfonia, as Orquestras Nacionais d’Île de France e da Ópera de Lorraine; no Japão, a Sinfônica de Osaka e, em seu país natal, a Sinfônica Brasileira e a própria Osesp. Compromissos recentes e futuros incluem concertos com as Filarmônicas de Los Angeles e de Brussels, a Sinfônica da BBC Escocesa, a Orquestra Nacional Bordeaux Aquitaine, a Sinfônica Nacional da Estônia e a Orquestra de Câmara de Paris. Com o K Ensemble, Simone tem concertos em Paris, Veneza, Londres e Lille.

Guido Sant’anna, violino | Natural de São Paulo, o violinista fez sua primeira apresentação solo com orquestra aos sete anos de idade e no ano seguinte foi finalista do Concurso Prelúdio (TV Cultura). Em 2018, então com 12 anos, tornou-se o primeiro sul-americano a ser selecionado para a Menuhin Competition, em Genebra (Suíça), recebendo o Prêmio Música de Câmara e de Público, além do apoio da Caris Foundation, com o empréstimo de um violino de Vicenzo Iorio de 1833. Integrou o Perlman Music Program (EUA) de 2019 a 2021, ano em que venceu o Concurso Jovens Solistas da Osesp. Venceu, em 2022, o 10º Concurso Internacional de Violino Fritz Kreisler (Viena), feito inédito para um brasileiro. Em 2023, iniciou contrato com a agência KD Schmid e recebeu bolsa integral para estudar na prestigiada Kronberg Academy, na Alemanha. Atualmente é bolsista do Cultura Artística e toca em um violino Jean Baptiste Vuillaume [1798-1875], gentilmente cedido pelo Luthier Marcel Richters, de Viena.

PROGRAMA

OSESP

SIMONE MENEZES regente

GUIDO SANT’ANNA violino

Lili BOULANGER

D’un matin de Printemps [De uma manhã de primavera] 

D’un soir triste [De uma tarde triste]

Heitor VILLA-LOBOS | Bachianas brasileiras nº 7

Édouard LALO | Sinfonia espanhola, Op. 21.

Serviço:

5 de setembro, quinta-feira, 20h30

6 de setembro, sexta-feira, 14h30 [Osesp duas e trinta] — Concerto Digital

7 de setembro, sábado, 16h30

Endereço: Sala São Paulo | Praça Júlio Prestes, 16

Taxa de ocupação limite: 1.484 lugares

Recomendação etária: 7 anos

Ingressos: Entre R$39,60 e R$271 [Osesp]; R$39,60 [Osesp duas e trinta] (valores inteiros)

Bilheteria (INTI)

(11) 3777-9721, de segunda a sexta, das 12h às 18h

Cartões de crédito: Visa, Mastercard, American Express e Diners

Estacionamento: R$35,00 (noturno e sábado à tarde) e R$20,00 (sábado e domingo de manhã) | 600 vagas; 20 para pessoas com deficiência; 33 para idosos

*Estudantes, pessoas acima dos 60 anos, jovens pertencentes a famílias de baixa renda com idade de 15 a 29 anos, pessoas com deficiências e um acompanhante e servidores da educação (servidores do quadro de apoio – funcionários da secretaria e operacionais – e especialistas da Educação – coordenadores pedagógicos, diretores e supervisores – da rede pública, estadual e municipal) têm desconto de 50% nos ingressos para os concertos da Temporada Osesp na Sala São Paulo mediante comprovação

A Osesp e a Sala São Paulo são equipamentos do Governo do Estado de São Paulo, por intermédio da Secretaria da Cultura, Economia e Indústria Criativas do Estado de São Paulo, gerenciadas pela Fundação Osesp, Organização Social da Cultura.

Acompanhe a Osesp: Site | Instagram | YouTube | Facebook | TikTok | LinkedIn.

(Fonte: Com Fabio Rigobelo/Fundação Osesp)

Theatro São Pedro apresenta ‘Pierrot Lunaire’ com coreografia

São Paulo, por Kleber Patricio

Theatro São Pedro. Foto: Íris Zanetti.

No mês de setembro, a temporada de música de câmara do Theatro São Pedro traz um programa especial que celebra os 150 anos de nascimento do compositor Arnold Schönberg (1874–1951): o espetáculo ‘Pierrot Lunaire’ será promovido nos dias 14 (sábado, 20h) e 15 (domingo, 17h), sob regência de Ricardo Bologna, tendo a presença da solista Laiana Oliveira e dos bailarinos da Studio3 Cia de Dança, com coreografia de Anselmo Zolla. Caetano Vilela assina a encenação e a iluminação.

O programa visa destacar a importância e a inventividade da escrita de Schönberg, que serviu de base e inspiração para inúmeras composições no século 20 e segue influenciando a música do século 21. Por isso, a abertura do espetáculo será com a obra ‘A Palavra’, invocação para uma língua que revive, da compositora brasileira Michelle Agnes (1979-), que também traz experimentos com a linguagem musical e apresenta texto da escritora brasileira Micheliny Verunshk (1972-).

Composta por Schönberg em 1912, ‘Pierrot Lunaire’ é uma peça baseada em 21 poemas do ciclo ‘Pierrot Lunaire: Rondels Bergamasques’, de Albert Giraud. A obra foi escrita para soprano e um pequeno conjunto de câmara com flauta, clarinete, violino, violoncelo e piano, sendo um marco na história da música, especialmente pela sua técnica vocal inovadora, como explica o regente Ricardo Bologna. “É uma obra magnífica, referência na história da música ocidental. Primeiramente, Schönberg se vale de um grupo de câmara menor, uma mudança radical em relação às grandes formações orquestrais da época, e utiliza a voz de forma mais declamatória, com a técnica que ele desenvolveu chamada sprechgesang, ou canto falado, em que a cantora mescla declamação e canto, o que foi algo muito inovador. A composição de Michelle Agnes também é bastante inovadora, com um pequeno grupo de música de câmara, mas uma formação ainda mais diferenciada por usar guitarra elétrica”, explica.

Responsável pela encenação e a iluminação, Caetano Vilela destaca que as obras possuem mais diferenças do que semelhanças, apesar do experimento da linguagem musical. “Cenicamente optei pela participação de bailarinos em Pierrot Lunaire, com coreografia de Anselmo Zola, para expandir no corpo dos bailarinos os sentimentos de amor e morte da personagem. Nisso, a luz é determinante nas atmosferas lunares e terrestres que acompanham a narrativa seca. Já em A Palavra, invocação para uma língua que revive, deixei o experimento musical falar mais alto devido à própria concepção musical e dificuldade vocal, motivo pelo qual a cantora seguirá um caminho onde as partituras musicais estarão espalhadas pelo palco”, diz ele, salientando que o que une cenograficamente os números é um imenso pano de fundo com transparência e efeitos espelhados, que tanto pode representar o espaço sideral de Pierrot Lunaire quanto a paisagem concreta evocada no poema de Micheliny Verunschk para A Palavra, invocação para uma língua que revive.

Transmissão ao vivo | O concerto do dia 14 de setembro, sábado, às 20h, será também transmitido ao vivo gratuitamente pelo canal de YouTube do Theatro São Pedro.

Serviço:

Pierrot Lunaire

Músicos da Orquestra do Theatro São Pedro

Studio 3 Cia de Dança

Ricardo Bologna, regência

Caetano Vilela, encenação e iluminação

Anselmo Zolla, coreografia

Laiana Oliveira, solista

PROGRAMA

MICHELLE AGNES (1979-)

A Palavra, invocação para uma língua que revive 

[Texto de Micheliny Verunshk]

[INTERVALO]

ARNOLD SCHÖNBERG (1874–1951)

Pierrot Lunaire, Op. 21 

Ensaio geral aberto e gratuito: 13 de setembro, sexta-feira, 19h

Concertos: 14 de setembro, sábado, 20h | 15 de setembro, domingo, 17h

Ingressos: R$35 (meia) e R$70 (inteira)

Classificação etária: Livre

Duração: 71 minutos (com intervalo)

Local: Theatro São Pedro (Rua Barra Funda, 171, São Paulo – SP)

THEATRO SÃO PEDRO

Com mais de 100 anos, o Theatro São Pedro tem uma das histórias mais ricas e surpreendentes da música nacional. Inaugurado em uma época de florescimento cultural, o teatro se insere tanto na tradição dos teatros de ópera criados na virada do século XIX para o XX quanto na proliferação de casas de espetáculo por bairros de São Paulo. Ele é o único remanescente dessa época em que a cultura estava espalhada pelas ruas da cidade, promovendo concertos, galas, vesperais, óperas e operetas. Nesses mais de 100 anos, o Theatro São Pedro passou por diversas fases e reinvenções. Já foi cinema, teatro e, sem corpos estáveis, recebia companhias itinerantes que montavam óperas e operetas. Entre idas e vindas, o teatro foi palco de resistência política e cultural e recebeu grandes nomes da nossa música, como Eleazar de Carvalho, Isaac Karabtchevsky, Caio Pagano e Gilberto Tinetti, além de ter abrigado concertos da Osesp. Após passar por uma restauração, foi reaberto em 1998 com a montagem de La Cenerentola, de Gioacchino Rossini. Gradativamente, a ópera passou a ocupar lugar de destaque na programação do São Pedro, e em 2010, com a criação da Orquestra do Theatro São Pedro, essa vocação foi reafirmada. Ao longo dos anos, suas temporadas líricas apostaram na diversidade, com títulos conhecidos do repertório tradicional, obras pouco executadas, além de óperas de compositores brasileiros, tornando o Theatro São Pedro uma referência na cena lírica do país. Agora o Theatro São Pedro inicia uma nova fase, respeitando sua própria história e atento aos novos desafios da arte, da cultura e da sociedade.

STUDIO3 CIA DE DANÇA 

A Studio3 Cia De Dança representa a consolidação do trabalho do coreógrafo e diretor Anselmo Zolla. Com direção geral de Evelyn Baruque desde a sua criação em 2005 e tendo a excelência no olhar, a companhia é responsável por grandes espetáculos que marcam a cena da dança contemporânea de hoje. Em 2008 é convidada por Olaf Schmidt para participar da Aids-Tanz-Gala, em Regensburg (Alemanha). A partir de 2010, com a direção teatral de José Possi Neto, criam as obras Martha Graham Memórias (2010) e Samba Suor Brasileiro (2011), ambas apresentadas em Paris (França) no Théâtre de La Porte Saint- Martin e no Casino de Paris respectivamente. Em 2012 estreia Teu Corpo é Meu Texto obra coreografada por Anselmo Zolla e dirigida por José Possi Neto com a participação especial de Christiane Torloni. Hoje conta com 18 intérpretes em seu elenco, provenientes de diversas formações e origens profissionais.

(Fonte: Com Julian Schumacher/Santa Marcelina Cultura)

Blue Note São Paulo recebe Xantoné Blacq, músico que tocou com Amy Winehouse, nesta quinta-feira

São Paulo, por Kleber Patricio

Xantoné Blacq. Fotos: Divulgação.

O Blue Note São Paulo vai receber o aclamado compositor e artista nigeriano-britânico Xantoné Blacq nesta quinta-feira, dia 5, às 22h30. Blacq traz uma experiência musical curiosa, acumulando na carreira destaques como os dois anos que se apresentou como pianista de Amy Winehouse. A apresentação em São Paulo celebrará sua conexão pessoal e profunda entre a cultura brasileira e soul, jazz e funk music. Ao longo da noite, ele vai receber convidados como o percussionista Marco Bosco, Patricia Marx, Flavia K e Bruno E. O público pode esperar música de qualidade e diversão e deve estar preparado para cantar e dançar.

Já no domingo (8), às 19h, Andru Donalds, um dos grandes talentos que a Jamaica exportou para o mundo, volta ao Brasil e se apresenta no Blue Note São Paulo. No repertório, grandes sucessos do artista da década de 90, versões de hits mundiais e a inédita ‘Seeds Of Despair’. ‘Save Me Now’, ‘Mishale’, ‘Lovin You’, ‘All Out of Love’ são algumas das músicas que chegaram ao topo das paradas brasileiras e estão garantidas no show. Os ingressos estão à venda via Eventim.

Mar Aberto.

A casa paulista, referência em música, vai celebrar as carreiras de dois grandes nomes da música brasileira. Na sexta-feira (6) às 20h, a banda Mar Aberto se apresenta em comemoração aos oito anos de de trajetória. No repertório, hits como ‘Se Fosse Tão Fácil’, ‘Logo Agora’, e ‘De Repente É’, algumas faixas que são pedidos frequentes dos fãs como ‘Nossas Estações’ e ‘Califórnia’ e também os mais recentes lançamentos como ‘Com Vida’. Entre as músicas, Thi e Gabi contam histórias que revelam de onde surgiram as inspirações para muitas de suas canções.

Na terça-feira, (10), às 20h, é a vez de Monique Kessous celebrar os 15 anos de carreira autoral com o show da turnê ‘O meu som é seu de perto’. O show, cujo título foi retirado de um dos versos de ‘Coração’, uma de suas canções mais reverberadas, traz sua obra em formato acústico, acompanhada pelo irmão, violonista e principal parceiro musical, Denny Kessous. No repertório, estão canções dos dois em parceria, como a recém lançada ‘Caminho de quem passa’ e as aclamadas ‘Aonde eu for’, ‘Noites sem Luar’ e ‘Viada’, além de outros sucessos de Monique, como ‘Eu sem você’ e ‘Pitangueira’ e ‘Meu papo é Reto’ (parceria com Chico César, gravado com Ney Matogrosso).

Os tributos, uma das marcas registradas da casa, também estão na programação desta semana. Na quinta-feira (5), às 20h, é a vez da banda Pat Metheny Project, um tributo emocionante ao lendário Pat Metheny Group. Com uma formação completa que inclui percussão, voz, teclado, baixo e bateria, a banda trará à vida clássicos como ‘James,’ ‘Minuano,’ e ‘Third Wind.’

Diamond Dogs.

Já no sábado, (7), às 22h30, a banda Diamond Dogs apresenta o seu tributo a David Bowie. O público poderá ver performances memoráveis incluindo ‘Rebel Rebel’ e ‘The Man Who Sold the World’, inspiradas no show ao vivo na BBC Radio Theatre em 2000; ‘Fame’ e ‘Absolute Beginners’ – extraídas da apresentação marcante no Glastonbury, em 2000; ‘Stay’, uma homenagem ao concerto no Nassau Coliseum, em 1976; e ‘Let’s Dance’, uma interpretação do filme Moonage Daydream, de 2023.

E na quarta-feira, dia 11, Mateus Sartori apresenta Vozes do Sertão: De Gonzagão a Dominguinhos, fazendo uma homenagem e revisitando a obra de Luiz Gonzaga, Dominguinhos, seus parceiros, intérpretes e amigos musicais. Acompanhado de Guilherme Ribeiro (piano e acordeon) e Fernando Baeta (violão e guitarra), Mateus Sartori convida a plateia a soltar a voz cantando sucessos como ‘Asa Branca’, ‘Qui Nem Jiló’, ‘O Xote das Meninas’, ‘Sabiá’, ‘De Volta pro Aconchego’, ‘Eu Só Quero Um Xodó’ e muitas outras conhecidas do grande público.

PROGRAMAÇÃO

5/9

20h: Pat Metheny Project

22h30: Xantoné Blacq – My Brazilian Soul Xantoné Blacq – My Brazilian Soul (live from London)

6/9

20h: Mar Aberto 8 Anos de Amor e Música

22h30: Banda Black Rio – Clássicos BBR

7/9

20h: Nduduzo Makhathini – Afrojazz in Town

22h30: Diamond Dogs – Tributo a David Bowie

8/9

19h: Andru Donalds

10/9

20h: Monique Kessous – O Meu Som É Seu de Perto

22h30: Bruna Moraes e Elder Costa – Entre o Mar e o Céu

11/9

20h: Mateus Sartori – Vozes do Sertão: De Gonzagão a Dominguinhos.

Sobre o Blue Note SP

Uma das marcas de música mais valiosas do mundo e love brand para os amantes da boa música, a franquia Blue Note encontrou em São Paulo nova morada a partir da visão de um dos sócios, Luiz Calainho, frequentador assíduo da matriz nova iorquina e que sempre nutriu o sonho de trazer a marca para o Brasil.

Desde a abertura, o espaço, eleito como a melhor casa com música ao vivo pelo júri do guia O Melhor de São Paulo, com atendimento 5 estrelas, recebeu estrelas consagradas como Macy Gray, Stanley Jordan, Paulinho da Viola, Maria Rita, Elba Ramalho, Azymuth, Ed Motta e João Bosco. A casa também abre as portas para novos talentos e revelações da música brasileira como Xênia França, Ana Cañas, Rael, Agnes Nunes e Tim Bernardes, entre tantos outros.

Serviço:

Blue Note São Paulo

Endereço: Conjunto Nacional – Avenida Paulista 2073 – 2º Andar – Consolação – São Paulo/SP

Shows: 20h | 22h30 (abertura da casa às 19h)

Classificação etária: 18 anos | menores, apenas acompanhados dos pais ou tutores legais, conforme Lei 8.069/90 e Portaria 502 de 2021 do Ministério da Justiça e Segurança Pública

Clientes Porto Bank tem 30% de desconto nos ingressos e 15% de desconto na consumação pagando com cartão de crédito Porto Bank

A Eventim e o Blue Note não se responsabilizam por compras efetuadas em canais não oficiais.

(Fonte: Com Gabriella Murad Rume/Lupa Comunicação)

Coletivo Pedra Rubra reestreia ‘Engolindo mágoas em doses homeopáticas’ no Centro Cultural da Diversidade

São Paulo, por Kleber Patricio

Fotos: Gunnar Vargas.

Nos dias 7, 11, 18 e 25 de setembro de 2024 (sábado e quartas-feiras), sempre às 20h30, com entrada gratuita, o Coletivo Pedra Rubra (@coletivopedrarubra) inicia a temporada de reestreia do espetáculo teatral ‘Engolindo Mágoas em Doses Homeopáticas’, com apresentações no Centro Cultural da Diversidade, que fica na Rua Lopes Neto, 206, Itaim Bibi, na Zona Oeste de São Paulo (SP).

O espetáculo narra as histórias de vida de três mulheres que vivem em décadas distintas, demarcando as nuances do tempo e da época em que cada uma delas está inserida. Até que um dia, ao quebrar as barreiras do tempo cronológico, elas se cruzam e acabam percebendo que, independentemente do tempo em que se vive, todas as mulheres ainda caminham sob ‘olhos sociais’ que ditam seus corpos, suas escolhas e suas atitudes. E seguem engolindo, em doses homeopáticas, toda a dor que carrega uma mulher.

‘Engolindo Mágoas em Doses Homeopáticas’ retrata as opressões, abusos e violências que as mulheres sofrem no seu dia-a-dia por meio de uma linha do tempo traçada entre os anos de 1949, 1989 e 2024. As dores e sofrimentos dessas mulheres são representadas também por pequenas doses que, poeticamente, gotejam no palco ao longo de todo o espetáculo, até o momento em que essas doses aumentam gradativamente.

Dentre tantos sofrimentos e dores, as personagens cometem ações extremas consideradas imorais e/ou ilegais. Em razão disso, durante todo o espetáculo, essas mulheres são julgadas, seja pelo seu comportamento ou por suas atitudes, e o público oscila no exercício dos papéis de júri e espectador.

As ações fazem parte do projeto ‘Mulheres do Corre – Das Lutas Inglórias Nasce o Sol de Todo Dia’ do Coletivo Pedra Rubra, contemplado na 42ª edição do Programa Municipal de Fomento ao Teatro para a cidade de São Paulo – Secretaria Municipal de Cultura, com o qual o grupo celebra dez anos.

O objetivo do projeto é pesquisar e criar sobre essas ‘mulheres do corre’*, partindo da pergunta “O que é ser uma mulher periferia na sociedade atual?”, sendo este também o ponto de partida para o processo de criação e pesquisa do experimento cênico. “Compreendemos que as mulheres do corre são aquelas que vivem na margem, longe das regiões centrais e que trabalham, pagam conta, cuidam de filhos, da casa. Mulheres que têm seus próprios corpos e histórias como exemplos de resistência; a sua vida é uma luta diária, uma busca constante de se manter viva mesmo com tantos desafios e discriminações”, comenta o coletivo.

Buscando evidenciar os caminhos que essas mulheres percorrem, aquilo que atravessa seus corpos, suas vozes e pensamentos, o grupo optou por se afastar de referências eurocêntricas e de mulheres burguesas, para aprofundar o olhar para a verdadeira realidade das mulheres da periferia.

Informações: www.instagram.com/coletivopedrarubra/ e www.facebook.com/coletivopedrarubra

Teaser: https://www.youtube.com/watch?v=peRDPEptEuc

Ficha Técnica – Criação, encenação, direção e dramaturgia: Beliza Trindade, Juliana Aguiar e Lilian Menezes. Elenco: Beliza Trindade, Juliana Aguiar e Lilian Menezes. Voz em off: Bruno Trindade. Criação de Trilha Sonora: Yuri Christoforo. Arranjo Tranças Trançados: Welligton Benardo e Jéssica Evangelista. Figurinista: Laura Alves. Designer de Luz: Rodrigo Pivetti. Cenário: Juliana Aguiar. Produção: Coletivo Pedra Rubra. Produtoras: Beliza Trindade e Priscila Lopes. Assistente de produção: Juliana Aguiar. Assessoria de imprensa: Luciana Gandelini. Fotos: Gunnar Vargas. Identidade visual: Bartira Trindade.

Serviço:

Reestreia do Espetáculo Engolindo Mágoas em Doses Homeopáticas com Coletivo Pedra Rubra

Sinopse: O espetáculo conta a história de três mulheres que vivem em décadas distintas – 1949, 1989 e 2024. Diante de um tribunal, as personagens vão vivendo suas histórias ao mesmo tempo que respondem a um julgamento, traçando questionamentos e reflexões acerca da posição da mulher na sociedade.

Duração: 50 minutos

Grátis

Classificação: acima de 14 anos

Quando: 7, 11, 18 e 25 de setembro de 2024 (sábado e quartas-feiras) | Horário: 20h30

Onde: Centro Cultural da Diversidade – Endereço: Rua Lopes Neto, 206 – Itaim Bibi – Zona Oeste – São Paulo (SP)

Capacidade: 186 lugares

Acessibilidade: não

Não possui estacionamento.

(Fonte: Com Luciana Gandelini Assessoria de Imprensa)

‘Atípico’, de Maurício Kaschel, em exposição no MACC

Caraguatatuba, por Kleber Patricio

Patinho Feio – obra de Maurício Kaschel.

Mauricio Kaschel apresenta a exposição ‘Atípico’ no Museu de Arte e Cultura de Caraguatatuba (MACC), sob curadoria de Claudia Lopes, onde apresenta uma proposta sobre a reflexão dos padrões sociais estabelecidos, celebrando a singularidade de cada indivíduo e questionando conceitos de normalidade e anormalidade.

O artista desenvolveu uma produção que desafia as convenções estéticas e narrativas tradicionais. Utilizando uma paleta monocromática e o papelão como suporte, suas obras dialogam com a solitude e a introspecção, convidando o público a refletir sobre a inclusão e a diversidade. Suas figuras solitárias, em poses meditativas, expressam a complexidade de sua experiência como indivíduo. A curadora Claudia Lopes destaca que a exposição é um manifesto visual que questiona as normas sociais e celebra a diferença. Segundo ela, “ao desvendar os mistérios do papelão e da cor, o artista nos convida a olhar além das aparências e a reconhecer a beleza na diversidade humana”. Essa abordagem introspectiva é fundamental para a compreensão do trabalho de Kaschel, que utiliza sua arte como uma ferramenta para explorar sua identidade e o lugar do indivíduo na sociedade.

Sua produção é marcada por uma técnica autodidata que alia experimentação a uma meticulosa atenção aos detalhes. Sua escolha pelo suporte rústico e imperfeito reflete seu desejo de criar uma conexão direta com a realidade material e as deficiências existentes na vida cotidiana. Cada corte no papelão simboliza as cicatrizes da existência humana, refletindo sua jornada pessoal e artística.

Fractal.

‘Atípico’ também integra a condição neuro divergente de Kaschel em sua prática artística. Diagnosticado no Espectro Autista nível 1 aos 35 anos, encontrou na arte um meio de expressão que transcende as limitações impostas pelas normas sociais. ‘Atípico’ é, portanto, uma afirmação de sua identidade e não uma celebração da neurodiversidade, abordando temas como autenticidade, autorreflexão e alerta social. A mostra propõe uma reflexão sobre as relações humanas no contexto da arte contemporânea. O trabalho de Kaschel valoriza a autoaceitação, desafiando as normas e expectativas da sociedade.

Claudia Lopes observa que, em um mundo que frequentemente busca conformidade, ‘Atípico’, um grito de liberdade e aceitação, celebrando a pluralidade humana em todas as suas formas, convida o público a um diálogo introspectivo. Nas profundezas do azul, por exemplo, o artista encontra os segredos antigos, os mistérios do universo ecoando nas dobras do material. Cada obra é uma dança entre luz e sombra, um eco das palavras não ditas que reverberam na memória do observador.

Andar com Fé.

‘Atípico’ se posiciona como uma reflexão profunda sobre a arte e a condição humana, explorando suas complexidades e o fazer artístico como meio de expressão individual e coletiva. A exposição oferece ao público uma oportunidade única de se engajar com questões fundamentais sobre a identidade, a diferença e a inclusão por meio do olhar sensível e da técnica apurada de Mauricio Kaschel.

Sobre o artista | Maurício Kaschel (Campinas, SP) iniciou sua trajetória artística aos 12 anos, com uma exposição no Hospital de Câncer Infantil Boldrini, onde foi tratado de uma grave condição de saúde. Graduado em Cinema pela Faculdade de Cinema e Mídias Digitais (Brasília, DF), dedicou uma década ao audiovisual atuando como roteirista e colorista. Publicou livros infantis e infantojuvenis e exerceu diversas funções além de professor de artes e storyteller. Em 2022, redirecionou seu foco para as artes visuais, sendo reconhecido em 2023 com o prêmio do 45° Salão de Artes Plásticas Waldemar Belisário, em Ilhabela, SP. Participou de residência artística no Ateliê Ziriguidum, em Poços de Caldas, MG, e já expôs suas obras em diversas mostras, individuais e coletivas, incluindo ‘Caminho’ (2023), Salão de Arte Univap (2024) e a XX Mostra de Arte do Vale do Paraíba (2024).

Serviço:

Exposição Atípico, de Maurício Kaschel 

Curadoria: Claudia Lopes

Abertura: 6 de setembro de 2024, sexta-feira, às 18h

Período: 7 de setembro a 26 de outubro de 2024 | Horários: segunda a sábado, das 10h às 18h

Local: MACC – Museu de Arte e Cultura de Caraguatatuba

Endereço: Praça Dr. Cândido Motta, 72 – Centro, Caraguatatuba – SP

Telefone: (12) 3883-9980.

(Fonte: Com Silvia Balady/Balady Comunicação)