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Pirarucu, símbolo de um legado de conservação da Amazônia

Amazonas, por Kleber Patricio

Com a implementação do sistema do manejo sustentável, pirarucu voltou a ser abundante na região. Foto: Eduardo Anizelli.

Celebrado na culinária por seu sabor e versatilidade, o pirarucu (Arapaima gigas) não é apenas um dos maiores peixes de água doce do mundo, mas também o protagonista de uma das iniciativas mais bem-sucedidas de conservação e geração de renda na Amazônia: o manejo sustentável do pirarucu. Em 2024, essa iniciativa exemplar celebra 25 anos de implementação.

Em 1990, o Brasil começou a adotar medidas restritivas para a pesca do pirarucu que culminaram na proibição total em 1996. Na época, a pesca predatória quase levou à extinção da espécie e o pirarucu entrou para a lista da Convenção sobre Comércio Internacional das Espécies da Flora e Fauna Selvagens em Perigo de Extinção (Cites).

Povo Paumari do Tapauá realiza manejo do pirarucu há mais de dez anos e se tornou referência nacional na atividade pela excelência do trabalho. Foto: Marizilda Cruppe.

Com a implementação do sistema do manejo, o pirarucu voltou a ser abundante nos rios amazônicos, aumentando sua população em 99% entre 2012 e 2016, com um crescimento médio anual de 19%, segundo diagnóstico feito pelo Coletivo do Pirarucu em 31 áreas protegidas e de acordos de pesca do Amazonas. Além de conservar o pirarucu e a biodiversidade, o manejo sustentável trouxe benefícios como aumento da renda, fortalecimento da organização social, redução das desigualdades, maior segurança alimentar e significativa melhoria na qualidade de vida das comunidades indígenas e tradicionais.

O protagonismo indígena no manejo do pirarucu

O povo Paumari do Tapauá e os Deni do Xeruã também fazem parte dessa história de sucesso. Conhecido como ‘povo das águas’, os Paumari do Tapauá foram um dos pioneiros na implementação do manejo sustentável do pirarucu em terras indígenas. Em 2013, realizaram sua primeira pesca manejada e hoje são uma referência nacional na atividade conquistando, a partir da proteção dos lagos e da regulação da pesca, um aumento de mais de 600% da população de pirarucu em seu território desde a primeira contagem, em 2009. “Hoje a gente tem a nossa cozinha, o nosso flutuante de pré-beneficiamento do peixe, tem nossas bases de vigilância para proteção do nosso território. A gente tem nossa riqueza e podemos proteger isso”, explica Kamelice Paumari, indígena do povo Paumari e coordenadora temática do trabalho das mulheres na Associação Indígena do Povo das Águas (AIPA).

Cooperação entre povos Paumari e Deni acontece desde a primeira pesca de pirarucu feita pelos Deni, em 2016. Foto: Adriano Gambarini/OPAN.

Já o povo Deni do rio Xeruã contou com a experiência dos Paumari para realizar a implementação do manejo em seu território. Manejadores do povo Paumari estiveram presentes nas duas primeiras pescas manejadas realizadas pelos Deni, em 2016 e 2017, contribuindo com a experiência adquirida ao longo dos anos, inclusive na etapa de pré-beneficiamento do pescado, na qual os Paumari são conhecidos pela alta qualidade.

Em 2023, superando as adversidades da forte estiagem dos rios, o povo Deni do rio Xeruã não apenas conseguiu realizar a sua pesca anual de pirarucu, como alcançou a maior cota em seis anos de manejo sustentável: 150 pirarucus, totalizando cerca de 9,5 toneladas de pescado.

Homenagens foram entregues por Abimael Paumari, manejador e coordenador de contagem do povo Paumari, pela artista Lívia Rocha e pelo fotógrafo Adriano Gambarini. Foto: Talita Oliveira.

O manejo do pirarucu dos povos Paumari e Deni é apoiado há mais de uma década pelo projeto Raízes do Purus, realizado pela Operação Amazônia Nativa (OPAN) com patrocínio da Petrobras e do Governo Federal. Somente em 2023, as comunidades geraram uma receita bruta superior a R$300 mil com a atividade, que recuperou a população de pirarucu e fortaleceu a vigilância dos territórios, além de garantir a segurança alimentar e ajudar a conservar milhares de hectares de floresta.

25 anos de manejo do pirarucu

A primeira iniciativa de manejo de base comunitária foi implementada inicialmente na Reserva de Desenvolvimento Sustentável (RDS) Mamirauá, no Amazonas. A proposta desse modelo foi desenvolvida pelo Instituto de Desenvolvimento Sustentável Mamirauá com base em pesquisas realizadas junto aos pescadores da região e incorporada como política pública pelo Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) em 2 de junho de 1999.

O manejo sustentável do pirarucu reúne um conjunto de diretrizes para a conservação da biodiversidade e a preservação dos estoques de peixe. É somente com a implementação dessas diretrizes, restrita a áreas pertencentes a Unidades de Conservação, Terras Indígenas e Áreas de Acordos de Pesca, que a pesca do pirarucu é permitida.

Homenagens foram entregues por Abimael Paumari, manejador e coordenador de contagem do povo Paumari, pela artista Lívia Rocha e pelo fotógrafo Adriano Gambarini. Foto: Talita Oliveira.

Em reconhecimento ao papel essencial do Ibama e do Instituto Mamirauá na implementação do manejo sustentável do pirarucu, a OPAN, por meio do projeto Raízes do Purus, homenageou as duas instituições durante as celebrações dos 25 anos da atividade. A artista amazonense Lívia Rocha, a convite do projeto, produziu duas obras exclusivas para presentear as instituições, feitas com base em fotografias feitas pelo fotógrafo Adriano Gambarini durante as atividades de manejo do pirarucu dos povos Deni e Paumari.

As homenagens foram entregues em junho, durante o encerramento do encontro de manejadores do pirarucu promovido pelo Ibama. “Hoje, 25 anos depois, celebramos não apenas o sucesso ecológico, mas também o fortalecimento das comunidades, a valorização do conhecimento ancestral e a união para construção coletiva de um presente e um futuro sustentável. As duas instituições, Ibama e Instituto Mamirauá, estão intrinsecamente ligadas à história do manejo do pirarucu. O Mamirauá, com seu trabalho incansável e pioneiro de pesquisa e formulação da proposta. O Ibama, com sua missão institucional, sensibilidade e poder de transformar uma ideia em política pública”, diz trecho da nota em homenagem.

(Fonte: Com Jéssica Amaral/DePropósito Comunicação de Causas)

Projeto da Unifesp leva atendimento oftalmológico a população ribeirinha da Amazônia

Barcelos, AM, por Kleber Patricio

Projeto da Unifesp leva atendimento oftalmológico à população em áreas vulneráveis da Amazônia. Foto: Divulgação.

O Departamento de Oftalmologia da Escola Paulista de Medicina (EPM/Unifesp) – Campus São Paulo, em colaboração com a Fapesp, está à frente de um projeto pioneiro que oferece atendimento oftalmológico a populações ribeirinhas e comunidades remotas da Amazônia. Com mais de 30 anos de atuação, o projeto intitulado Avaliação Estrutural Oftalmológica de Populações Residentes em Áreas Remotas da Amazônia e Avaliação de Doenças com Ênfase em Glaucoma e Doenças da Retina, liderado pelo professor Rubens Belfort Junior, se destaca pela realização de pesquisa inovadora e utilização de técnicas modernas e acessíveis para levar cuidados oftalmológicos a regiões que, historicamente, enfrentam dificuldades de acesso a esses serviços.

Iniciado após um extenso inquérito epidemiológico conduzido pela EPM/Unifesp, o projeto identificou a prevalência de doenças oculares negligenciadas, como o pterígio, na região Amazônica. Essa condição, que envolve o crescimento anormal da conjuntiva sobre a córnea, foi reconhecida como um dos principais problemas de saúde ocular na Amazônia, até então subestimado pelos(as) especialistas.

Ao longo das duas últimas décadas, a iniciativa cresceu e se consolidou, tornando-se uma referência no atendimento oftalmológico para populações ribeirinhas. Além da liderança do professor Rubens Belfort Junior, o projeto conta com a participação dos(as) professores(as) da Escola Paulista de Medicina, Solange Salomão, Walton Nosé e Adriana Borowski, além do apoio do Hospital São Paulo e da Universidade Federal do Amazonas (UFAM), por iniciativa do professor Jacob Cohen. “Desde o início do projeto, mais de 100 mil óculos foram distribuídos gratuitamente e cerca de 10 mil cirurgias de catarata foram realizadas, trazendo alívio e melhorando a qualidade de vida de milhares de pessoas que antes não tinham acesso a esses tratamentos”, ressalta o professor Rubens. A empresa Lupas Leitor, parceira do projeto há 20 anos, é a responsável pela doação dos óculos, enquanto o Laboratório Alcon fornece os equipamentos e o suporte técnico necessário para as cirurgias de catarata.

Início das atividades em Barcelos/AM

No último dia 25 de julho, o projeto iniciou uma nova fase de atividades na cidade de Barcelos, situada na região Amazônica. “O objetivo desta etapa é desenvolver e validar um modelo de auxílio remoto no diagnóstico e tratamento de oftalmo-helioses, como pterígio, catarata e deficiência na visão de perto corrigível opticamente, em uma população exposta a altos níveis de radiação ultravioleta (UV)”, explica o docente. Barcelos foi escolhida por sua localização estratégica e pela alta incidência dessas condições na região.

A iniciativa em Barcelos busca oferecer atendimento oftalmológico, capacitar profissionais locais e implementar soluções tecnológicas que possam ser replicadas em outras regiões remotas. A equipe da Unifesp está utilizando dispositivos modernos de diagnóstico e tratamento, incluindo telemedicina, para superar as barreiras geográficas e garantir que o cuidado oftalmológico de qualidade chegue aos lugares mais distantes.

Desafios e perspectivas futuras

Apesar dos avanços e do sucesso do projeto, a equipe enfrenta desafios como a logística complexa para chegar a comunidades isoladas e a necessidade contínua de recursos para manter e expandir as atividades. O professor Rubens destaca a importância do apoio institucional e da parceria com empresas privadas para a sustentabilidade do projeto, que é fundamental para a saúde visual de milhares de pessoas.

O projeto continua a evoluir, com planos para expandir o modelo de atendimento remoto para outras áreas da Amazônia e, eventualmente, para outras regiões do Brasil que enfrentam desafios semelhantes no acesso a cuidados oftalmológicos. A Unifesp e a Escola Paulista de Medicina reafirmam seu compromisso com a democratização do atendimento à saúde e a busca por soluções inovadoras que possam ser replicadas em diferentes contextos.

(Fonte: AIS Comunicação)

12ª edição do Festival da Linguiça de Bragança Paulista celebra 150 anos da Imigração Italiana no Brasil em setembro com entrada franca

Bragança Paulista, por Kleber Patricio

Guioza de linguiça, uma das novidades desta edição. Foto: Renato Teixeira.

O Brasil é conhecido por acolher pessoas de todo o mundo e com os italianos não foi diferente. Atualmente, vivem por aqui 30 milhões de imigrantes italianos, sendo que aproximadamente 20 milhões estão somente no Estado de São Paulo (Dados do Consulado-Geral da Itália). Em 21 de fevereiro último foram celebrados os 150 anos da Imigração Italiana no Brasil, o que será motivo de homenagem na 12ª edição do Festival da Linguiça de Bragança Paulista, no interior de São Paulo, nos dois primeiros finais de semana de setembro. Com entrada gratuita, o evento gastronômico, que tem como protagonista a tradicional linguiça bragantina, recebe, anualmente, cerca de 80 mil pessoas, e para 2024, promete unir a gastronomia brasileira e italiana.

O Festival será realizado em meio ao feriado de 7 de setembro, Independência do Brasil, o que permite a muitas famílias conhecerem a ‘Capital Nacional da Linguiça Artesanal’. A cidade ganhou esse título pela Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania da Câmara dos Deputados.

O tradicional Lanche de Linguiça. Foto: Rubens Scheid.

O evento será nos dias 6, 7, 8, 13, 14 e 15 de setembro, das 18h às 22h às sextas-feiras e das 10h às 22h aos sábados e domingos, no Posto de Monta de Bragança. O local fica pertinho de São Paulo, Campinas, São José dos Campos e Extrema, em Minas Gerais, colocando Bragança entre os roteiros de ‘bate e volta’ com aproximadamente 1 hora de viagem.

Para a organização do evento, a Associação dos Produtores de Linguiça de Bragança Paulista – Albrag, este ano a festa será especial por unir duas culturas que são muito parecidas. “Itália e Brasil têm, em comum, a alegria de viver e a tradição em culinárias muito saborosas e de fartura. Criamos receitas que unem as duas cozinhas e esperamos que o público goste”, revela Lucas Guimarães Bento, produtor de linguiça e membro da organização do evento.

Mangia che ti fa bene – Come que te faz bem! é o que diz a famosa frase italiana que chegou até os lares brasileiros. E se tem algo que se faz bem no Brasil, é comer. Os visitantes do Festival da Linguiça vão se deparar com mais de 40 pratos à base de linguiça Bragantina; dentre eles, pizzas tradicionais e no cone, parmegiana, massas e outras estrelas da culinária italiana, além dos já conhecidos lanches e porções de linguiça, pastéis, bolinho de linguiça recheado com provolone, batata rosti com recheio de linguiça – e por aí vai. Como de costume, os produtores de linguiça da cidade também surpreendem com pratos inusitados que viajam por outras culinárias. Este ano, são os famosos pastéis orientais que prometem se destacar: Guioza de Linguiça e Harumaki de Linguiça com Queijo.

Harumaki de Linguiça e Queijo, uma das novidades desta edição. Foto: Renato Teixeira.

Calma que tem mais: Hot Dog – outro clássico com origem cheia de histórias e versões, coloca Alemanha e Estados Unidos no páreo para disputar onde esse lanche tão querido nasceu. Mas, no Festival de Bragança, surge uma nova versão: o Hot Brag – Hot Dog de Linguiça. Os preços dos pratos variam de R$25,00 a R$70,00.

Carreta da linguiça, celeiro do terror, música clássica, espaço kids e muito mais

O Festival terá opções de entretenimento gratuitas e pagas para toda a família. A Carreta da linguiça será um divertido passeio em que o visitante sai do Festival em uma carreta superanimada em direção ao Lago do Taboão. A bordo, os personagens infantis mais divertidos fazem acrobacias, dançam e divertem toda família em um percurso de 20 minutos.

E o Celeiro do terror é para os corajosos, que vão enfrentar um labirinto com os personagens mais apavorantes de todos os tempos para reviver seus maiores medos de forma lúdica, em um único lugar.

Pizza de Linguiça. Foto: lvaro Lima.

Do entretenimento gratuito, as famílias poderão participar de uma divertida gincana com monitores e caça aos QR Codes. Já as brincadeiras pagas contemplam: Área Kids (infláveis) = R$50,00 a pulseira individual para todo o dia. Oficina de escultura de massinha = R$25,00 individual. Pintura infantil facial = R$15,00 individual ou as duas atividades por R$35,00. Carreta da Linguiça: R$25,00 por pessoa (20 minutos de duração). Celeiro do Terror: R$25,00 por pessoa (a partir de 12 anos).

A Orquestra e Luthieria Morungaba – SP fará apresentação gratuita – Com seus 13 anos de sucesso como projeto social da Prefeitura de Morungaba, o grupo inspira e leva a magia da música clássica para a comunidade morungabense. A convite do Festival, a orquestra deve apresentar repertório italiano ao público do evento. Ao longo dos dias de festa, outros artistas e bandas regionais se apresentarão com diferentes estilos musicais, tudo gratuitamente.

Serviço:

12° Festival da Linguiça de Bragança Paulista – Comemoração aos 150 anos da imigração italiana no brasil

Quando: 6, 7, 8, 13, 14 e 15 de setembro (sexta-feira, sábado e domingo)

Horário: às sextas-feiras, das 18h às 22h e, aos sábados e domingos, das 10h às 22h

Local: Posto de Monta – Alameda Quinze de Dezembro, n° 2 – Vila Municipal, Bragança Paulista – SP

Entrada franca

Atrações gratuitas: Apresentação da Orquestra de Morungaba, gincana em família com monitores e caça aos QR Codes

Atrações pagas: Área Kids (brinquedos infláveis) = R$50,00 a pulseira individual para todo o dia. Oficina de escultura de massinha = R$25,00 individual. Pintura infantil facial = R$15,00 individual ou as duas atividades por R$35,00. Carreta da Linguiça: R$25,00 por pessoa (20 minutos de duração). Celeiro do Terror: R$25,00 por pessoa (a partir de 12 anos)

Faixa etária: Evento para todas as idades/toda a família

Pet Friendly (espaço para pets): Sim/gratuito

Estacionamento: No local, com seguro, preço único de R$30,00

Acessibilidade: desde a entrada até os banheiros, praça de alimentação e local dos expositores

Organização: Associação dos Produtores de Linguiça de Bragança Paulista – Albrag

Apoio: Prefeitura Municipal de Bragança Paulista

Mais informações: contato.albrag@gmail.com, www.festivallinguicabraganca.com.br, Facebook: www.facebook.com/festivaldalinguicadebragancapaulista e Instagram: @festivaldalinguicadebraganca

Sobre a Associação dos Produtores de Linguiças e Embutidos de Bragança Paulista (Albrag): Constituída em 2016, a Albrag conta com sete produtores locais e tem por objetivo fomentar os negócios locais e expandir o mercado nacional.

(Fonte: Com Cristiane Sampaio/ACTA Comunicação)

Teatro Castro Mendes recebe ópera ‘Gianni Schicchi’ dia 5/9

Campinas, por Kleber Patricio

Performance faz parte da programação do I Festival Unicamp de Ópera Ciddic/GGBS, evento que celebra a arte lírica com atividades gratuitas e abertas ao público, além de integrar o Mês Carlos Gomes.

No dia 5 de setembro, às 20h, o Teatro Municipal Castro Mendes recebe a ópera ‘Gianni Schicchi’, encenada pela Orquestra Sinfônica da Unicamp, o Ópera Estúdio Unicamp e solistas do Coro Contemporâneo de Campinas. A performance faz parte da programação do I Festival Unicamp de Ópera Ciddic/GGBS, evento que celebra a arte lírica com atividades gratuitas e abertas ao público, além de integrar o Mês Carlos Gomes.

‘Gianni Schicchi’ é uma ópera cômica de um ato composta por Giacomo Puccini com libreto de Giovacchino Forzano. Baseada em um episódio da Divina Comédia de Dante Alighieri, a história se passa em Florença no século XIII e gira em torno de uma família de aristocratas que, após a morte de um parente rico, busca o auxílio de Gianni Schicchi para falsificar um testamento. Com humor afiado e uma trama engenhosa, a obra cativa o público com reviravoltas e a famosa ária ‘O mio babbino caro’.

Os ingressos para a apresentação serão distribuídos gratuitamente na bilheteria do teatro a partir das 19h por ordem de chegada. Chegue cedo para garantir seu lugar e não perder essa oportunidade. Prepare-se para uma noite inesquecível com ‘Gianni Schicchi’ e aproveite para se envolver com uma das formas de arte mais completas e emocionantes do mundo.

O I Festival Unicamp de Ópera começou dia 1º de agosto e vai até 13 de setembro oferecendo uma série de 10 atividades voltadas ao universo operístico. Organizado pelo Ciddic (Centro de Integração, Documentação e Difusão Cultural) em parceria com o GGBS (Grupo Gestor de Benefícios Sociais), o festival busca aproximar o fascinante mundo da ópera de servidores da universidade e da comunidade em geral, explorando as complexas nuances desse gênero artístico.

Serviço:

Ópera Gianni Schicchi

5 de setembro de 2024, às 20h

Teatro Municipal Castro Mendes – Rua Conselheiro Gomide, 62 – Vila Industrial, Campinas (SP)

Entrada gratuita: retirada de ingressos a partir das 19h na bilheteria do Teatro.

(Fonte: Centro de Integração, Documentação e Difusão Cultural/Unicamp)

Centro Cultural Sesc Quitandinha: Lago Quitandinha ganhará nome de ‘petropolitano’ ilustre; homenagem marca primeira etapa da ampliação do CCSQ

Petrópolis, por Kleber Patricio

Novo deck no entorno do Lago Quitandinha. Foto: Divulgação.

O Centro Cultural Sesc Quitandinha (CCSQ) deu início a um processo de ampliação dos seus espaços e serviços, começando pela revitalização do entorno do Lago Quitandinha, um dos principais cartões-postais do interior do estado. Para marcar esse novo capítulo na história do complexo, a instituição realizou, na sexta-feira (30/8), para convidados e imprensa, uma cerimônia de descerramento de placa que rebatiza o espaço do lago em homenagem a um ilustre profissional nascido em Petrópolis: Peter Brian Medawar (1915–1987).

Nascido em 28 de fevereiro de 1915 em Petrópolis, o filho de pai libanês e mãe britânica emigrou do Brasil ainda criança. Naturalizado britânico, foi estudar no Marlborough College e, posteriormente, no Magdalen College, da Universidade de Oxford. Seguiu uma vida acadêmica exitosa que lhe rendeu, em 1960, o Prêmio Nobel de Fisiologia ou Medicina por estabelecer as bases da tolerância imunológica (criação do soro antilinfocitário). O estudo contribuiu no combate aos efeitos da rejeição em transplantes de órgãos. Em 1965, foi agraciado com o título de Sir pela Rainha Elizabeth II e um dos edifícios da universidade foi batizado com seu nome.

A homenagem a Peter Brian Medawar é o marco inicial de uma série de melhorias na área externa e interna do Centro Cultural Sesc Quitandinha. Até o fim do ano, a área do entorno do lago ganhará pista de caminhada, iluminação, decks para contemplação, bancos, câmeras de segurança e internet wi-fi. As novas estruturas permitirão a realização de exposições a céu aberto e mais conforto para atividades físicas, piqueniques e apreciação da natureza. Algumas melhorias já estão concluídas, como o deck próximo à churrascaria e a recuperação do pergolado e do farol.

Além da revitalização do lago, o projeto prevê também a criação e revitalização de serviços internos, como boliche, cinema, espaço games, praça de alimentação e mercado gastronômico. As entregas estão previstas para ocorrerem gradualmente até 2026.

(Fonte: Com Wandro Soares/Assessoria de Imprensa Sesc Quitandinha)