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Primeiro mapa genético do gavião-real indica vulnerabilidade da espécie a ações humanas como a caça

América do Sul, por Kleber Patricio

Pesquisa trouxe mudanças no conhecimento sobre a evolução do gavião-real e de espécies próximas e pode apoiar ações de conservação. Foto: Wikimedia Commons.

O gavião-real, uma das maiores aves carnívoras no território brasileiro, teve um rápido declínio populacional nos últimos 20 mil anos, algo que pode estar relacionado com o início da ocupação humana na América do Sul. É o que indica um artigo publicado na revista científica Scientific Reports nesta quinta (12). O trabalho traz o primeiro mapa completo da genética dessa espécie, hoje classificada como vulnerável por ocorrer em regiões suscetíveis a impactos humanos como queimadas e caça ilegal, principalmente na Amazônia e em áreas do Cerrado e do Pantanal.

O resultado acende um alerta para fatores que podem representar risco de extinção para o gavião-real ou harpia (Harpia harpyja), como a diminuição do habitat e a redução de suas fontes de alimento. O estudo é assinado por pesquisadores de instituições brasileiras como o Instituto Tecnológico Vale (ITV) e a Universidade Federal do Amazonas (Ufam), em parceria com instituições dos Estados Unidos e Qatar.

As conclusões foram obtidas pelo sequenciamento do genoma do gavião-real. Essa técnica permite ler o DNA de uma espécie como se fosse um livro que conta a história de sua evolução e as formas de adaptação a diferentes habitats no passado, por exemplo. Esse sequenciamento foi realizado em uma amostra de sangue de uma fêmea resgatada pelo Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis, o Ibama, após ter sido baleada por caçadores ilegais em uma floresta do Amazonas.

Segundo Alexandre Aleixo, pesquisador titular do ITV e líder do estudo e do grupo de genômica ambiental da instituição, os resultados podem servir como base para um Plano de Ação Nacional voltado à recuperação do gavião-real. “Até então, esses documentos trabalhavam com abundância ou número de indivíduos estimados. Agora, pela primeira vez, um mapa completo da genética apoiará um desses planos”, explica.

Segundo a literatura, o gavião-real é uma das únicas espécies de aves de rapina abatidas por caça ilegal. Conforme estimativa da União Internacional para a Conservação da Natureza (IUCN), a espécie conta com cerca de 100 a 250 mil indivíduos maduros em toda a área de ocorrência, que inclui América do Sul e América Central, com tendência de declínio.

Aleixo também destaca a importância da técnica de mapeamento genético para viabilizar mais descobertas científicas. “Para se ter uma ideia, só 4,5% das espécies de vertebrados brasileiras têm o genoma de referência. Estamos contribuindo para aumentar essa proporção”, conta. A técnica usada pelos pesquisadores também permite estimar a saúde da espécie e a probabilidade de ela se extinguir nos próximos anos.

Sibelle Vilaça, pesquisadora do ITV e também autora do estudo, diz que a pesquisa trouxe mudanças no conhecimento sobre a evolução do gavião-real e de espécies próximas. “Estudos prévios mostraram que as aves em geral tinham cromossomos muitos parecidos em termos de tamanho e ordem de genes e nosso estudo mostra que essa generalização talvez não se aplique ao grupo das águias e gaviões”, comenta.

Futuramente, a pesquisa será expandida em duas frentes. A primeira envolve sequenciar o genoma de um número maior de gaviões-real para entender quais são as populações mais diversas geneticamente e quais enfrentam mais perigo. Já a outra condiz com o mapeamento da diversidade genômica no Brasil com outros 80 genomas de referência, como parte da iniciativa Genômica da Biodiversidade Brasileira. Lucas Canesin, pesquisador do ITV e primeiro autor do estudo, completa: “A biodiversidade é um ativo estratégico para a bioeconomia e a soberania nacional. O domínio da ciência genômica relacionada à biodiversidade brasileira fortalece o país nesse cenário”.

(Fonte: Agência Bori)

Desconhecimento e burocracia são barreiras para acesso a crédito para produção de orgânicos nos país

Brasil, por Kleber Patricio

Linhas de crédito para produção orgânica têm baixa adesão de agricultores; burocracia e falta de informação são alguns dos principais entraves. Foto: Rovena Rosa/Agência Brasil.

As linhas de crédito voltadas à produção orgânica de alimentos apresentam uma adesão extremamente baixa entre produtores familiares, evidenciando uma inadequação das políticas às necessidades reais dos agricultores. A falta de financiamento foi citada por 29% dos produtores como principal obstáculo para a adoção do sistema orgânico de produção. No entanto, 42% não tentou obter créditos rurais e 50% apontou para o alto grau de esforço que envolve a contratação de operação de crédito rural. As conclusões são de pesquisa da Universidade de Brasília (UnB) e da Embrapa Cerrados, publicada na sexta (23), na Revista Desenvolvimento e Meio Ambiente.

O objetivo foi compreender os motivos do baixo acesso de produtores familiares a linhas de crédito do Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar (Pronaf) — as chamadas Linhas Verdes, específicas para a produção orgânica. Por meio de um questionário eletrônico veiculado via WhatsApp a 2.325 produtores do Cadastro Nacional de Produtores Orgânicos do Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa), o estudo revelou a existência de uma lacuna significativa entre as políticas de crédito disponíveis e a realidade dos pequenos produtores.

Os entrevistados correspondem a 8,6% do universo total de produtores de orgânicos registrados. A maioria (76%) se enquadra como produtores familiares e 65% desenvolvem suas atividades com recursos próprios. Dentre os que conseguiram crédito rural em diferentes instâncias, como bancos privados, cooperativas de crédito ou bancos públicos, 26% deles afirmam ter contratado operações rurais nas linhas para orgânicos e 74%, em operações em outras linhas. Destes, apenas um relatou utilizar recursos do Pronaf.

Entre os participantes que optaram por linhas de crédito rural não específicas para a produção orgânica, os motivos foram o desconhecimento da opção de crédito (36%), a percepção de maior burocracia (18%) ou a ausência de assistência técnica para fazer a proposta (16%).

A percepção de que as linhas de crédito não estão servindo aos produtores de orgânicos é corroborada pelo baixo número de contratações de operações de crédito em unidades federativas com alto volume de produtores orgânicos, levantada também pelo trabalho. Segundo dados do Banco Central, Distrito Federal e Roraima não têm nenhuma operação contratada, apesar de possuírem 261 e 41 produtores orgânicos registrados no Cadastro Nacional de Produtores Orgânicos. Dos que disseram não buscar o crédito, metade citou as dificuldades inerentes ao processo como o principal motivo, e 38% deles apontaram para as características das linhas disponíveis como o maior entrave. “É crucial que haja uma simplificação no processo, assistência técnica especializada e maior divulgação dos programas disponíveis”, diz Ariel Luiz de Sales Gomes, coautor do estudo. Para Gomes, os resultados da pesquisa desafiam a noção de que a disponibilidade de crédito é suficiente para promover o desenvolvimento da agricultura orgânica familiar. “Mostramos que é necessário um enfoque mais integrado, que considere também o apoio técnico e a disseminação de informações”.

Como próximos passos, os pesquisadores pretendem realizar estudos de caso em diferentes regiões do Brasil para analisar a aplicação prática das políticas de crédito, além da elaboração de propostas para otimizar os programas. A ideia é que seja adotada uma abordagem holística, que leve em conta não apenas os aspectos econômicos, mas também as particularidades sociais e culturais dos produtores familiares. “Só assim conseguiremos promover um desenvolvimento rural mais justo e sustentável”, conclui Gomes.

(Fonte: Agência Bori)

Brasil lidera ranking de patrimônios da Unesco na América do Sul

Brasil, por Kleber Patricio

Lençóis Maranhenses receberam título de Patrimônio Natural da Humanidade em julho deste ano. Foto: gabriel xu/Unsplash.

O Brasil está no topo da lista de países da América do Sul quando se trata de locais reconhecidos pela Unesco. São patrimônios qualificados com valor universal tão excepcional, pela importância cultural ou natural, que merecem ser protegidos e preservados para as gerações futuras. São 24 lugares em todo o território brasileiro que se destacam pela sua vasta riqueza cultural e natural, reforçando o potencial do Brasil como destino de turismo sustentável na América Latina.

A Unesco atualiza a lista periodicamente, incorporando novos sítios que atendem aos critérios rigorosos de seleção. A mais recente atualização ocorreu em julho de 2024, quando foram adicionados 24 novos locais, elevando o total para 1.223 Patrimônios Mundiais, espalhados por 168 países diferentes. Esse momento reconheceu os Lençóis Maranhenses com o título de Patrimônio Natural da Humanidade.

Dentro os 24 Patrimônios brasileiros reconhecidos pelo organismo internacional, 15 são culturais, como o icônico Centro Histórico de Salvador, o conjunto arquitetônico da Pampulha em Belo Horizonte e a cidade histórica de Ouro Preto. Eles se somam aos sete considerados naturais, como o exuberante Parque Nacional do Iguaçu, que conta com uma das maiores e mais impressionantes cachoeiras do mundo, e o Parque Nacional de Fernando de Noronha, famoso por suas praias paradisíacas e biodiversidade marinha, além de dois patrimônios mistos, que são os que combinam significância cultural e natural, como o Sítio Roberto Burle Marx, no Rio de Janeiro.

O reconhecimento da Unesco não só celebra a diversidade e o valor histórico e natural brasileiro, mas também impulsiona a atividade turística nacional, posicionando o Brasil como um destino ideal para aqueles que buscam imersão cultural, aventura na natureza e um contato genuíno com a história e a biodiversidade. A valorização desses locais abre caminho para o desenvolvimento de iniciativas de turismo sustentável, promovendo o crescimento econômico e a conscientização ambiental.

Preservação – A crescente visibilidade internacional dos patrimônios brasileiros da Unesco tem implicações significativas para o setor de turismo do país. As cidades históricas, parques nacionais e outros sítios reconhecidos atraem milhões de visitantes todos os anos, contribuindo para o desenvolvimento local, geração de empregos e renda e investimentos em infraestrutura.

Pelourinho, Salvador. Foto: Marianna Smiley/Unsplash.

O turismo nesses locais auxilia ainda na preservação de sítios culturais e naturais – o que é essencial não apenas para o turismo, mas também para a identidade e memória coletiva do Brasil. O trabalho conjunto entre o governo, comunidades locais, organizações não governamentais e o setor privado é fundamental para implementar práticas de gestão sustentável que mantenham o equilíbrio entre visitação e conservação, fazendo do turismo de base comunitária um grande aliado da preservação desses patrimônios.

Incentivo – O Ministério do Turismo desenvolve várias ações para estimular os brasileiros a viajarem mais pelo país. Uma delas é o ‘Conheça o Brasil: Voando’, uma parceria com o Ministério de Portos e Aeroportos e empresas aéreas. O programa envolve, por exemplo, o aumento da oferta de voos e a opção de ‘stopover’, já disponível em cidades como São Paulo (SP), Brasília (DF), Fortaleza (CE), Curitiba (PR), Recife (PE), Manaus (AM) e Belém (PA). Na modalidade, com uma mesma passagem área, o turista pode visitar um local intermediário antes de seguir ao destino final.

Já o ‘Conheça o Brasil: Realiza’ permite que correntistas do Banco do Brasil tenham acesso a uma linha de crédito voltada à aquisição de serviços turísticos com condições diferenciadas. O trabalho do MTur também abrange o ‘Conheça o Brasil: Cívico’. A iniciativa visa incentivar estudantes, professores e pesquisadores a visitarem destinos conectados à história nacional com um projeto-piloto desenvolvido em Brasília (DF) e cidades do entorno da capital.

(Fonte: Ministério do Turismo/Governo Federal)

Espetáculo ‘Carlota – Focus Dança Piazzolla’ será apresentado em Itapetininga nos dias 13, 14 e 15 de setembro

Itapetininga, por Kleber Patricio

Foto: Cristina Granato.

O espetáculo Carlota – Focus Dança Piazzolla, da premiada Focus Cia de Dança, depois de ser aclamado pela crítica e pelo público no Rio de Janeiro, São Paulo e outras cidades do Brasil, chega a Itapetininga com apresentações gratuitas, entre os dias 13 e 15 de setembro de 2024, com patrocínio da Petrobras. O projeto também foi contemplado no edital Sesi Viagem Teatral.

Coreógrafo e diretor, Alex Neoral toma como matriz 11 composições do bandoneonista e compositor argentino Astor Piazzolla para a criação do espetáculo, que celebra o corpo como obra de arte suprema. Por conceito, no conjunto de nove bailarinos, homens e mulheres são indistintos por figurinos. Funcionam como extensão uns dos outros, condutores da energia de movimentos arrojados e poéticos, sempre com excelência técnica, marca da Focus Cia de Dança. O tango, criado há quase 150 anos na Argentina, vai e vem em referências nos passos que exploram solos e aéreos, engates e até momentos de contornos acrobáticos entram em cena.

Foto: Cristina Granato.

A obra Carlota – Focus Dança Piazzolla é dedicada às mestras que compõem os 30 anos de trajetória profissional de Alex Neoral – além de Carlota Portella, fundadora da Cia Vacilou, Dançou, também são celebradas Regina Sauer, da Cia Nós da Dança, Giselle Tapias e Deborah Colker.

Aos 24 anos, a premiada Focus Cia de Dança é expoente da renovação da dança contemporânea dentro e fora do Brasil. O resultado de tanto reconhecimento é alicerçado pelo elo entre Alex Neoral e Tati Garcias, diretora de produção e gestora da companhia.

Os elementos do tango também servem de livre inspiração para os movimentos da coreografia, considerada uma das mais vigorosas da história da Focus Cia de Dança, que tem patrocínio oficial da Petrobras há uma década. “Ao mesmo tempo em que faço alusão à minha trajetória formativa, sou extremamente sensível à obra de Astor Piazzolla, sempre quis criar uma obra para suas composições. Outro aspecto interessante é que venho de uma jornada de obras imagéticas, criando roteiros ou partindo de obras de compositores, escritores e pintores. Agora, volto a trabalhar o corpo como folha em branco para escrever gestos a partir da obra de Piazzolla”.

Foto: Elenize Dezgeniski.

No repertório da companhia, por exemplo, Vinte é sobre Clarice Lispector, o infantil Bichos Dançantes é uma fábula infantil que até se transformou em um livro escrito por Neoral, As canções que você dançou pra mim é inspirada nas letras do ‘rei’ Roberto Carlos e Saudade de Mim, a partir dos quadros de Candido Portinari e canções de Chico Buarque. “Trata-se de um exercício único compor uma coreografia a partir da canção instrumental, se fosse comparar como Still Reich, dedicado às composições de Steve Reich”, destaca o diretor e coreógrafo.

Carlota – Focus Dança Piazzolla apresentou algumas cenas, ainda sem forma final, no Festival Quartiers Danses, em Montreal, no Canadá, em 2022, arrebatando a plateia. Carlota se apropria da melancolia e rigidez do tango em cada momento da coreografia. Fala muito de abandono, seja pela atmosfera do gênero, seja por momentos que vivenciei ao longo da minha vida profissional, que faz parte também da vida de todos nós”, reflete.

Músicas

Foto: Elenize Dezgeniski.

Em cena, os bailarinos dançam ao som das obras do compositor argentino Astor Piazzolla. ‘Oblivion’ (1982) é uma das peças mais populares, no estilo milonga, para oboé e orquestra. ‘As Quatro Estações Portenhas’ (1965-1970) foram criadas para violino, guitarra elétrica, piano, baixo e bandoneón, divididas em ‘Verão Portenho’ (1964), ‘Outono Portenho’ (1969), ‘Primavera Portenha’ e ‘Inverno Portenho’ (1970).

‘Years of Solitude’ foi gravada no álbum ‘Summit’ em 1974, resultado do encontro entre Piazzolla e o saxofonista Gerry Mulligan. ‘Fugata’ e ‘Soledad’ fazem parte do álbum ‘La Camorra: The Solitude Of Passionate’ (1988), gravado com o New Tango Quintet. ‘Patchouli’ e ‘Celos’ também estão na trilha desta obra da companhia.

Sobre a companhia

Foto: Elenize Dezgeniski.

Com 26 obras e 16 espetáculos em seu repertório, a Focus Cia de Dança se consagrou através da crítica especializada e sucesso de público. Apresentou-se em mais de 100 cidades brasileiras e levou sua arte para países como Colômbia, Bolívia, México, Costa Rica, Canadá, Estados Unidos, Itália, França, Alemanha, Portugal, Espanha e Panamá.

No intervalo de um ano (2023-2024), foram lançadas duas grandes produções: ‘Carlota – Focus Dança Piazzolla’ e o recente ‘Entre a Pele e a Alma’, com canções originais interpretadas por Ney Matogrosso.

Logo quando a pandemia aquiesceu, em 2021, estreou o espetáculo Vinte e o seu primeiro infantil Bichos Dançantes. Em 2020, lançou Corações em espera, criação do grupo que foi exibida ao vivo pelo YouTube. A obra foi indicada ao prêmio APCA na categoria criação, ficando em cartaz por 17 semanas.

Foto: Elenize Dezgeniski.

Em 2019, a Focus ganhou o 1º Prêmio Cesgranrio de Dança com a coreografia Keta, parte integrante do espetáculo Still Reich e teve seu elenco indicado ao prêmio APCA durante a temporada na capital paulista; ainda no mesmo ano, recebeu a indicação de melhor coreografia para Focus Dança Bach, além de indicações ao 2º Prêmio Cesgranrio de Dança.

Em 2017 se apresentou no Rock In Rio ao lado de Fernanda Abreu. Em 2016 recebeu a Comenda da Ordem do Mérito Cultural do Ministério da Cultura, maior condecoração da cultura brasileira.

Selecionada por meio do Programa Petrobras Cultural, ela foi agraciada com um patrocínio de três anos para impulsionar suas atividades, marcando o início de uma parceria duradoura que já completa uma década.

Mais de 1 milhão de espectadores já se encantaram com a poesia e a capacidade técnica lapidadas nas coreografias inovadoras de Alex Neoral traduzidas no corpo de baile da companhia que é formada por bailarinos de todo o país.

Ficha Técnica

Direção artística e coreografia: Alex Neoral

Direção de produção e gestão: Tatiana Garcias

Assistente de Direção e Ensaiadora: Luisa Vilar

Produção Executiva: Giselli Ribeiro e Náshara Silveira

Coordenação de Projeto: Taísa Diniz

Cenógrafa: Natália Lana

Figurinos: Maria Osório

Confecção de Figurinos: Jacira Garcias e Lucas Pereira

Iluminação: Anderson Ratto

Direção de Palco: Pedro Junior

Técnico de Palco: Paulo Barbeto

Programação Visual: Bárbara Lana

Fotos: Leo Aversa, Cristina Granato e Elenize Dezgeniski

Assessoria de Imprensa: Marina Franco

Assessoria de Redes Sociais | Gestão de Tráfego: GuiiuG Comunicação

Dançado com: Bianca Lopes, Carolina de Sá, Cosme Gregory, Letícia Tavares, Lindemberg Mallí, Iure de Castro, Paloma Tauffer, Wesley Tavares e Yasmin Almeida

Realização: Neoral Garcias Produções Artísticas.

Serviço:

Espetáculo Carlota – Focus Dança Piazzolla

Link de vídeo:  https://vimeo.com/focusciadedanca/carlota

Direção artística: e coreografia Alex Neoral

Dias 13, 14 e 15 de setembro de 2024 | sexta e sábado, às 20h; domingo às 18h

Classificação: 12 anos – Duração: 65 minutos

Sessão com audiodescrição: domingo, 15 de setembro

Local: Teatro do Sesi-SP Itapetininga

Endereço: Av. Padre Antônio Brunetti, 1360 – Vila Rio Branco, Itapetininga – SP

Os ingressos, gratuitos, são liberados às segundas-feiras que antecedem o evento, a partir das 8h. Podem ser reservados no site www.sesisp.org.br/eventos.

(Fonte: Com Marina Franco/Mafranco Assessoria de Imprensa)

Galeria Lume apresenta exposição individual ‘Ágora’, de Claudio Alvarez

São Paulo, por Kleber Patricio

Obra de Claudio Alvarez. Fotos: Divulgação/Galeria Lume.

No sábado, 14 de setembro, a Galeria Lume inaugura a exposição individual ‘Ágora’, do artista plástico Claudio Alvarez, com curadoria de Paulo Kassab Jr. A mostra apresenta 10 obras em aço inoxidável, acetato, tecido e espelhos, além de estudos destacando o interesse de Alvarez pela interação entre movimento e percepção visual por meio de esculturas que provocam e envolvem o espectador na dúvida. “Persegui a ideia de criar no trabalho uma ponte ou passagem que conectasse o real ao ilusório de maneira que estes mundos fossem percebidos de forma contínua, sem divisão entre real e fictício”, relata. E há distinção?

Para o curador, Claudio Alvarez é um disseminador de incertezas. Sua obra sugere uma perspectiva de mundo indefinida em que a consciência está em constante interação com uma realidade fluida, como se a dúvida fosse inseparável da experiência humana – lugar da perplexidade que nos arrasta ao abismo da existência.

Em suas obras, a interação com o visitante é essencial; ora desafiam os sentidos com jogos de espelhos e ilusões ópticas, ora encantam pela leveza e fluidez dos materiais. Ao confrontar estes espelhos, não encontramos nosso reflexo; somos fragmentados em outras verdades que nos desorientam e fascinam.

Em ‘Ágora’, Claudio continua a desafiar a percepção tradicional. Ao propor dispositivos que colocam em conflito os dados da sensibilidade com a apreensão racional da realidade – seja ela o que for, – Alvarez cria uma metáfora poderosa de como vemos a realidade social. “A sua Ágora também é uma gaiola, sugerindo que, por mais que busquemos fugir de certos aspectos da realidade, todos estamos presos a uma realidade social e política, mesmo no simples ato de olhar para um espelho dentro de uma caixa”, conclui o professor Fabrício Vaz Nunes.

Sobre o artista:

Claudio Alvarez (Rosario, Argentina, 1955. Vive e trabalha em Curitiba, Brasil)

Pesquisador do movimento e da percepção, Claudio Alvarez propõe desafios ao olhar, construídos como mecanismos em que aquilo que vemos entra em contradição com aquilo que sabemos. Ilusões de ótica, jogos de espelho e iluminação, objetos móveis e formas dinâmicas são elementos que formam seu amplo repertório de jogos visuais. Alvarez desenvolve construções que ativam uma percepção que alia análise e fascínio, raciocínio e ilusão – dois modos fundamentais da relação humana com o mundo. Em suas obras, estruturas geométricas são relativizadas, colocadas em movimento através de situações de equilíbrio oscilante e dinâmico. A ilusão de ótica, presente em outras, provoca questionamentos sobre nossa própria percepção, o mundo real e o mundo das aparências. Unindo fluidez, ilusão e materialidade, as obras de Alvarez estabelecem uma racionalidade em que a sensação também é pensamento.

Sobre a Galeria Lume

A Galeria Lume foi fundada em 2011 com a proposta de fomentar o desenvolvimento de processos criativos contemporâneos ao lado de seus artistas e curadores convidados. Dirigida por Paulo Kassab Jr. e Victoria Zuffo, a Lume se dedica a romper fronteiras entre diferentes disciplinas e linguagens, através de um modelo único e audacioso que reforça o papel de São Paulo como um hub cultural e cidade em franca efervescência criativa. A galeria representa um seleto grupo de artistas estabelecidos e emergentes, dedicada à introdução da arte em todas as suas mídias, voltados para a audiência nacional e internacional, por meio de um programa de exposições plural e associado a ideias que inspiram e impulsionam a discussão do espírito de época. Foca-se também no diálogo entre a produção de seus artistas e instituições, museus e coleções de relevância.

A presença ativa e orgânica da galeria no circuito resulta na difusão de suas propostas entre as mais importantes feiras de arte da atualidade, além de integrar e acompanhar também feiras alternativas. A galeria aposta na produção de publicações de seus artistas e realização de material para pesquisa e registro. Da mesma forma, a Lume se disponibiliza como espaço de reflexão e discussão. Recebe palestras, performances, seminários e apresentações artísticas de natureza diversa.

Serviço:

Ágora, de Claudio Alvarez

Curadoria: Paulo Kassab Jr.

Local: Galeria Lume

Abertura: 14 de setembro, sábado, das 11h às 17h

Período expositivo: 14 de setembro de 2024 a 19 de outubro de 2024

Horário de visitação: segunda a sexta, das 10h às 19h; sábados, das 11h às 15h

Endereço: Rua Gumercindo Saraiva, 54 – Jardim Europa, São Paulo – SP

Entrada gratuita

Informações para o público: tel.: 55 (11) 4883-0351

WhatsApp: (11) 93281-3346

e-mail: contato@galerialume.com

www.instagram.com/galerialume/

www.facebook.com/GaleriaLume

www.galerialume.com/.

(Fonte: Com Isabella Boyadjian/Galeria Lume)