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Lazer & Gastronomia

Inglaterra

British Pullman, A Belmond Train, Inglaterra, apresenta “Celia”, vagão exclusivo assinado por Baz Luhrmann e Catherine Martin

por Kleber Patrício

Novo vagão é dedicado a eventos e jantares privados; espaço foi idealizado e desenhado pelo cineasta Baz Luhrmann, diretor de filmes como Moulin Rouge!, The Great Gatsby e Elvis, e pela figurinista e designer de produção Catherine Martin, quatro vezes vencedora do Oscar por seu trabalho em Moulin Rouge! e The Great Gatsby

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Janaína Torres Galeria apresenta ‘Arqueologias Migrantes’, da artista visual Liene Bosquê

São Paulo, por Kleber Patricio

Obra: Elevador Santa Justa. Foto: Massimo Failutti.

De 10 de agosto a 28 de setembro, a Galeria Janaina Torres, sediada em São Paulo, apresenta Arqueologias Migrantes, exposição individual inédita de Liene Bosquê, artista visual brasileira radicada nos EUA há 16 anos. A mostra celebra os 20 anos de carreira da artista com um panorama da produção de Bosquê, em um recorte de sua investigação sobre memórias, narrativas e pertencimento a partir do patrimônio arquitetônico das grandes cidades sob a perspectiva da condição de artista estrangeira.

Para a exposição, a curadora Cristiana Tejo, também brasileira e residente em Portugal, selecionou obras, produzidas de 2003 até este ano, que refletem memórias sobre metrópoles intimamente ligadas à história da artista. Fragmentos de cidades como São Paulo, Miami, Lisboa e Nova Iorque transmutam-se em 50 itens que compõem séries e obras, em uma ampla gama de suportes e materiais resultando em instalações têxteis, monotipias com ferrugem, cianotipias, gravuras em metal, peças em couro, cerâmicas, esculturas em tecido e papel, vídeo, além de site specific especialmente produzido para evidenciar o espaço fronteiriço entre a galeria e a rua. A pesquisa de Liene, que também é arquiteta, tem como pedra fundamental a busca por uma ancoragem territorial perpassada por sua vivência como artista migrante.

Foto: Philipp Muller.

Liene mudou-se para Portugal em 2005 e para os EUA em 2008, residindo em Chicago, Nova Iorque e estabelecendo-se, há seis anos, em Miami. Durante grande parte de sua carreira, voltou o olhar para extratos do patrimônio arquitetônico, localizando indícios de memórias em edifícios, construções, escombros, ruínas ou demolições. Sua investigação assemelha-se ao processo arqueológico quando busca desnudar camadas de significados em elementos que sintetizam a essência do lugar. O fazer de suas obras, ora de maneira individual (em ateliê ou fora dele), ora coletivamente (nas ruas de diferentes cidades conduzindo grupos em experiências artísticas participativas), busca captar o corpo em movimento refletido no patrimônio histórico urbano. Embora utilize formatos e materiais variados, o processo é quase sempre o mesmo: Liene utiliza o processo manual de impressão para gravar o volume, ornamentos de fachadas, fragmentos de grades ou portões, coleta de ferrugem das superfícies e outros elementos que apontem para a identidade do território. “A intenção é tangibilizar memórias individuais ou de grupos que habitaram ou habitam aquele ambiente, criando obras, a partir de detalhes negligenciados do cotidiano, transformando o mundano em monumental”, comenta Liene.

Na exposição é possível observar a recorrência de materiais que, por si, contam a história e espírito do tempo de uma época, como ferro, que forjou construções urbanas a partir do início do século XIX e ainda hoje dá o tom ao pensamento desenvolvimentista, sua velocidade, opulência e rigidez refletidas nas construções das grandes cidades. Em contraposição, Liene utiliza suportes delicados como tecido e papel, materiais que reafirmam a manualidade humana como protagonista da história. A artista também evidencia elementos naturais e suas fricções no contexto dos grandes aglomerados populacionais, quando, por exemplo, traz a argila para processos manuais de coleta de impressões pela cidade ou utiliza a luz do sol para revelar suas cianotipias ou, ainda, quando realiza a extração de ferrugem para séries de instalações têxteis. Liene instiga a reflexão sobre a correlação entre a cidade, a história, a memória, deslocamentos humanos e a conexão pessoal com os lugares. Seu trabalho reafirma a busca pelo pertencimento, inerente ao ser humano e agravada na condição de migrante que, muitas vezes, tende a vivenciar de maneira mais acentuada problemáticas das grandes cidades, como a especulação imobiliária, a gentrificação, o desemprego e a própria xenofobia.

Foto: Maritza Caneca.

Ainda no tocante à experiência migratória, o público poderá observar, na mostra, referências aos desafios impostos pelas fronteiras (territoriais ou não) refletidas nas estruturas limítrofes, como portões, grades ou janelas de edificações icônicas, que carregam significado histórico, de memória coletiva e de pertencimento (ou exclusão), como, por exemplo, o parapeito do elevador Santa Justa (Lisboa), as grades do presídio Carandiru (São Paulo) ou da 14th Street, em Manhattan. Por outro lado, poderá compartilhar de memórias individuais, pessoais e afetivas de cidadãos de diferentes origens nas peças expostas como resultado de proposições participativas, em formato de caminhadas coletivas realizadas por Liene em diversas cidades do mundo, incluindo as da performance Coletando Impressões, realizada no centro de São Paulo, em 2018.

Liene está, excepcionalmente, em residência artística na cidade de São Paulo para a produção das últimas peças da exposição, no Massapê Projetos (no bairro de Santa Cecília) – experiência viabilizada pelo prêmio Summer Artist Access Grant Award FUNDarte and Miami-Dade County Department of Cultural Affairs. As obras finais da exposição estão sendo produzidas a partir da vivência de Bosquê na região central da capital paulista e trazem agora a perspectiva do olhar quase que estrangeiro da artista sobre a cidade onde cresceu. A busca por indícios que devolvam a sensação de pertencimento a Liene estabelece um paralelo ao sentimento comum aos migrantes das diversas partes do mundo, que diariamente, desembarcam nas grandes metrópoles sendo obrigados a construir novas memórias, significados e a própria história.

Mais sobre Liene Bosquê

Convergindo artes visuais, performance e arquitetura, Liene Bosquê investiga a relação humana com as cidades a partir do contexto das migrações. Nas últimas duas décadas, desenvolveu uma sólida trajetória internacional com trabalhos apresentados em museus, galerias e espaços públicos dos EUA, como o MoMA, o Museum of Contemporary Photography in Chicago (2013), Museum of Contemporary Art of North Miami (2020), Frost Art Museum (2022), em Miami, New York Foundation for the Arts Gallery, em Nova York (2011), Socrates Sculpture Park (2017) e Museu de Arte Elmhurst em Illinois (2012), entre outros. A artista também circulou com suas instalações, esculturas e performances por diversos países, como Brasil, Itália, Portugal, Coréia do Sul e Turquia e, mais recentemente, representada pela galeria Janaina Torres, passou a marcar presença no circuito de arte de seu país de origem, com exposições de trabalhos na SP Arte, ArPa e outros espaços de prestígio. A artista é residente no Oolite Arts em Miami Beach 2023-24 e, recentemente, participou da residência no NowHere Lisboa. Em 2013, foi artista residente no Lower Manhattan Cultural Council, quando recebeu o prêmio Manhattan Community Arts. Bosquê fez parte do programa de mentoria para artistas imigrantes da New York Foundation for the Arts. Além disso, participou do Programa Lower East Side Studio 2012 e foi admitida no New York Art Residency and Studios Foundation (NARS) em 2011. No mesmo ano, conquistou o título de Mestre em Artes Visuais pelo School of the Art Institute of Chicago. Em 2003, concluiu o bacharelado em Artes pela Universidade Estadual Paulista (Unesp), e em Arquitetura e Urbanismo pela Universidade Mackenzie, em 2004, em São Paulo. Liene também é docente em universidades nos Estados Unidos desde 2016, ministrando aulas de escultura, materiais alternativos e têxteis. Atualmente leciona na University of Miami.

Janaina Torres Galeria

Foto: Bianca Reis Verderosi.

Fundada em 2016, a Janaina Torres Galeria aposta em um programa curatorial que reflete um contexto cultural amplo, em que a experiência estética se alinha a questões geográficas, políticas e sociais. A galeria difunde seus artistas com responsabilidade e comprometimento para que eles tenham seu legado reconhecido e respaldado pelas mais respeitadas instituições. A partir de sua missão de educar, aproximar e conectar artistas, curadores, colecionadores e amantes da arte, busca garantir um acesso verdadeiro dos mais diversos públicos a uma produção artística brasileira contundente e vibrante. São representados pela Galeria os artistas Andrey Guaianá Zignnatto, Antonio Oloxedê, Daniel Jablonski, Feco Hamburger, Guilherme Santos da Silva, Helena Martins-Costa, Heleno Bernardi, Jeane Terra, Kika Levy, Kitty Paranaguá, Laíza Ferreira, Liene Bosquê, Luciana Magno, Marga Ledora, Marina Caverzan, Osvaldo Carvalho, Paula Juchem, Pedro David, Pedro Moraleida e Sandra Mazzini.

Serviço:

Exposição individual Arqueologias Migrantes, de Liene Bosquê

Vernissage: 10 de agosto, das 12 às 16h

Período de visitação: de 10 de agosto a 28 de setembro

Dias e horários de visitação: terça a sexta, das 10h às 18h e sábados, das 10h às 16h

Local: Janaina Torres Galeria

Endereço: R. Vitorino Carmilo, 427 – Barra Funda, São Paulo – SP

Grátis

Faixa etária: livre

Possui acessibilidade para cadeirantes.

(Fonte: Locomotiva Cultural)

Paraibuna recebe temporada de 10 anos da Cia de Achadouros com apresentação de ‘Os Lavadores de Histórias’

Paraibuna, por Kleber Patricio

Fotos: Giuliana Cerchiari.

Celebrando os dez anos de trajetória, a Cia de Achadouros (@ciadeachadouros) está realizando uma temporada do espetáculo infantil ‘Os Lavadores de Histórias’, com apresentações gratuitas em diversas cidades da Região Metropolitana do Vale do Paraíba e Litoral Norte de São Paulo. No dia 27 de julho de 2024 (sábado), às 16h, com entrada gratuita e tradução em Libras, o grupo apresenta ‘Os Lavadores de Histórias’ no Teatro Oficina Ana Zito, que fica na Rua Dr. João Fonseca, 61, em Paraibuna (SP).

O espetáculo tem direção de Tereza Gontijo e apresenta Urucum, Tomtom e Jatobá, os lavadores de histórias. Eles carregam consigo o ‘rio da memória’, no qual vão lavando objetos esquecidos que encontram em quintais abandonados, revelando assim memórias de outros tempos, histórias divertidas e momentos emocionantes vividos em cada um desses lugares.

Por meio de cenas cômicas, circenses, teatro de sombras e objetos, o espetáculo faz uma sensível reflexão sobre a relação da criança com o mundo real e da imaginação, e lança sobre a infância o olhar lúdico contido na poesia.

O trabalho, assim como a poesia de Manoel de Barros, trata da importância de se valorizar pequenas coisas na vida, a beleza escondida nas sutilezas, a graça da imaginação, a importância das relações, as brincadeiras espontâneas e colaborativas e o contato com a natureza. Entre os poemas que representam a peça, está ‘Desobjeto’, no qual o poeta fala sobre como a imaginação é capaz de ressignificar objetos.

A partir de uma imersão na obra do poeta, a Cia de Achadouros realizou um processo de pesquisa por ruas do bairro de São Mateus, na Zona Leste de São Paulo (SP), em busca de histórias reais da memória afetiva de pessoas comuns (moradores antigos do bairro e crianças) que foram abordadas em cenas da peça.

O espetáculo estreou em 2018 e, desde então, realizou dezenas de apresentações por todo o estado de São Paulo, sendo indicado ao Prêmio São Paulo de Incentivo ao Teatro Infantil e Jovem (antigo Prêmio FEMSA e um dos principais prêmios de teatro infantil e jovem da América Latina) nas categorias Direção Revelação e Trilha Musical Adaptada, além de receber 4 estrelas pela revista Veja São Paulo e ótima avaliação pela crítica especializada, como Dib Carneiro Neto, do site Pecinha é a Vovozinha.

A ação faz parte do projeto ‘Cia de Achadouros faz Dez Anos’, contemplado no Programa Funarte de Apoio a Ações Continuadas 2023 de Grupos e Coletivos Artísticos, realizado em parceria com a Leneus Produtora de Arte. A Cia de Achadouros surgiu em 2014, tendo como base de sua pesquisa a linguagem da palhaçaria, das máscaras e da comicidade popular. O grupo possui um repertório que já foi visto por mais de 15 mil pessoas, que transita pelo teatro para as infâncias e o teatro adulto, além de um projeto de contação de histórias que aborda a diversidade dos causos e contos da cultura popular brasileira herdada dos nossos antepassados e investiga a participação do público com deslocamento pelos espaços cênicos.

Ficha Técnica: Dramaturgia: Silvia Camossa. Direção: Tereza Gontijo. Elenco: Emiliano Favacho, Felipe Michelini e Mariá Guedes. Cenografia: Alício Silva e Bira Nogueira. Figurino: Cleuber Gonçalves. Iluminação: Giuliana Cerchiari. Adereços: Clau Carmo e Cia. de Achadouros. Pesquisa Musical: Emiliano B. Favacho e Tereza Gontijo. Músicas: Kevin Macleod. Edição de som: Emiliano Favacho e Rodrigo Régis. Voz em off: Evandro Favacho. Grafite/painel: Celso Albino. Operação de som: José Olegário Neto. Operação de luz: Francisco Renner. Preparação corporal: Ana Maíra Favacho e Erickson Almeida. Assessoria de imprensa: Luciana Gandelini. Gestão de mídias sociais: Rúbia Galera. Assistente de Produção: Samuel Paixão. Coordenação de Produção: Fabiano Lodi. Produção Geral: Leneus Produtora de Arte.

Informações: www.instagram.com/ciadeachadouros e www.facebook.com/ciadeachadouros.

Teaser do espetáculo ‘Os Lavadores de Histórias’: https://www.youtube.com/watch?v=6KRIa-Y-YKg.

Serviço:

Espetáculo ‘Os Lavadores de Histórias’, com Cia de Achadouros

Sinopse: Urucum, Tom Tom e Jatobá são lavadores de histórias que, todas as noites, visitam quintais da infância para lavar o que ali fora esquecido e revelar memórias. Eles ficam tocados e se divertem com as personagens e segredos de cada história revelada. Combinando o encanto do teatro de sombras, do circo e do teatro narrativo, o espetáculo convida o público a reviver as próprias memórias e relembrar a infância, com o intuito de que não se perca o que foi vivido em cada lugar.

Duração: 50 minutos

Grátis – Classificação Livre

Acessibilidade: Tradução em Libras

Quando: 27 de julho de 2024 (sábado) | Horário: 16h

Onde: Teatro Oficina Ana Zito – Endereço: R. Dr. João Fonseca, 61, Paraibuna – SP.

(Fonte: Luciana Gandelini Assessoria de Imprensa)

Cinco motivos para visitar a praia de Torres no inverno

Torres, por Kleber Patricio

O Morro das Furnas – Torres, Rio Grande do Sul. Foto: Divulgação.

Dentre as praias preferidas dos gaúchos durante a alta temporada de verão, Torres também possui diversos atrativos para quem viaja durante o outono e o inverno. Além de delícias gastronômicas, os pontos turísticos do município do Litoral Norte são um convite para se conectar com a natureza em meio a belas paisagens. No ramo de acomodações, os turistas podem contar com a excelência e a confiabilidade do Hotel Sesc Torres, localizado próximo à Praia dos Molhes e ao Rio Mampituba. Recentemente premiado com o Travellers Choice 2024, do TripAdvisor, o local oferece pensão completa, com café da manhã, almoço e jantar incluídos aos hóspedes, além de ampla estrutura com piscina térmica, sauna, quadra poliesportiva e outros destaques que podem ser conferidos no site www.sesc.com.br/unidade/hotel-sesc-torres/. Abaixo, elencamos alguns dos principais motivos para escolher Torres como destino de viagem nestes próximos meses.

1 – Trilhas e áreas de preservação

Torres, o nome do município, tem origem nas formações rochosas, a maioria delas protegidas pelo Parque Estadual da Guarita. Trata-se de um importante sítio geológico que integra o Projeto Geoparque Caminhos dos Cânions do Sul, com grande valor ecológico e com uma paisagem de tirar o fôlego. O parque não tem grades ou cercas e há diversas formas de acessá-lo. De carro, moto ou van, é preciso pagar uma taxa para o estacionamento. Porém, é possível utilizar as trilhas da Praia do Cal ou de Itapeva, essa também considerada uma unidade de preservação. O Parque Estadual de Itapeva é menos conhecido e possui uma biodiversidade conservada que serve como campo de pesquisa, com um ecossistema que abrange a Mata Atlântica, onde encontra-se um mar de dunas, mata restinga, áreas alagáveis e a Mata Paludosa.

Situada a cerca de 1,8km, a Reserva Ecológica Ilha dos Lobos é a única ilha marítima do litoral gaúcho. É um refúgio de lobos e leões marinhos, que utilizam o lugar como descanso em suas rotas migratórias. As belezas da ilha e da fauna marinha que vive nela podem ser vistas com passeios de barco, porém a aproximação é limitada a uma distância de 500m, afinal, a pesca e o desembarque na ilha são proibidos.

2 – Tranquilidade

A conexão com a natureza e as belezas de Torres por meio de caminhadas, pedaladas ou de um tempo sentado na companhia da família e de um bom chimarrão, também é encontrada em outros pontos do município. A orla do Rio Mampituba que, assim como o calçadão e a região central, conta com diversas opções gastronômicas, é uma ótima opção para relaxar. Lá fica a icônica Ponte Pênsil, que permite passar a pé para o município de Passo de Torres, na prática, cruzando o limite entre o Rio Grande do Sul e Santa Catarina. Outras opções são visitar os molhes, passarela mar adentro que passou por uma recente revitalização, ou a Lagoa do Violão. No interior da cidade, um dos destaques é a Praça Borges de Medeiros, onde está o mais antigo monumento de Torres, erguido em 1940.

3 – Morro do Farol

Também chamado de Torre Norte, o Morro do Farol é um local muito apreciado pelos turistas devido à paisagem, com a imensidão do mar e a vista de todas as praias do município. Entre os morros à beira-mar, é o único que tem acesso de carro e é também um local muito usado para voos de paraglider e parapente. Ao todo, três faróis já foram construídos no local, o primeiro foi inaugurado em 1912. O Morro do Farol é um observatório perfeito das baleias francas que fazem seu trajeto no período de agosto a novembro, em busca de águas mais quentes para procriar e ter filhotes.

4 – Religiosidade

Alguns pontos da cidade também são procurados por fieis. É o caso do Oratório Nossa Senhora dos Navegantes, mais conhecido como Santinha, localizado entre a Prainha e a Praia da Cal. No local, há uma vertente de água cristalina, que sai da rocha do Morro do Farol, e a imagem de uma santa, onde são feitos agradecimentos e preces dos devotos. O caminho até lá é pelo calçadão da beira mar, aos pés do Morro do Farol. Próximo dali, está a Igreja Matriz de São Domingos, inaugurada em 1824. Um dos marcos da povoação local e que foi expandindo gradualmente junto com o crescimento da cidade.

5 – Balonismo

Conhecida como a Capital Nacional do Balonismo, Torres tem como particularidade as cores enfeitando seu céu. É comum ver balões entre dezembro e janeiro, geralmente no início da manhã e no final da tarde. É possível sobrevoar a região em passeios pagos para apreciar a paisagem e a diversidade natural. Anualmente acontece na cidade o Festival Internacional de Balonismo de Torres, que une praticantes de diversas partes do mundo em um grande evento. A edição de 2024 precisou ser cancelada em razão da recente tragédia climática, mas os adeptos da prática ainda podem ser avistados na cidade.

Turismo Sesc | Para proporcionar descanso, lazer e estimular o conhecimento histórico, cultural e social, o Sesc/RS conta com três hotéis – Gramado, Torres e Porto Alegre – com ampla infraestrutura, além de diversos conveniados em todo o Estado e no Brasil, para os viajantes curtirem a família, os amigos e aproveitarem a vida. Também oferece pacotes turísticos com saídas de diferentes regiões do Estado, com destinos variados e condições de pagamento facilitadas.

(Fonte: Moglia Comunicação Empresarial)

Pinacoteca de São Paulo realiza primeira edição do Festival Pina Praça

São Paulo, por Kleber Patricio

Programação híbrida e gratuita com sessão de cinema ao ar livre, feira, música e oficinas de arte acontece na praça da Pina Contemporânea de 26 a 28 de julho. Fotos: Divulgação.

A Pinacoteca de São Paulo realiza a primeira edição do Festival Pina Praça, no edifício Pinacoteca Contemporânea. Em parceria com a feira de empreendedorismo criativo Cultura Circular, de 26 a 28 de julho a praça do museu recebe uma programação para adultos e crianças que reúne culinária, música, produtos de design e moda, além de oficinas de arte. A partir da temática da Terra, presente nas exposições do ano, o museu realiza também sua primeira sessão de filmes ao ar livre em parceria com a Coleção Kadist e coleções particulares.

O festival começa com atividades dedicadas ao público infantil, na sexta-feira (26). Das 14h às 15h, o educativo do museu promove o Experimenta, com atividades de experimentação artística para grupos familiares. A partir das 15h, são exibidos os curtas infantis ‘A festa dos encantados’ 13min (2015), de Masanori Ohashy, ‘Maré Braba’ 7min (2024), de Pâmela Peregrino, ‘Aurora, a rua que queria virar um Rio’ 10min (2021), de Radhi Meron, ‘Jussara’ 9min (2023), de Camila Ribeiro, ‘Konãgxeka: O diluvio maxacali’, 12:30min (2016) e ‘Jurema e a peleja do carcará e a suçuarana’, 2:05min (2023), de Bako Machado.

Alessandra Leão. Foto: José de Holanda.

No fim de semana, o Experimenta! acontece às 13h30. Às 14h30, dois shows acontecem no museu: no sábado (27), a cantora e compositora Alessandra Leão faz apresentação com repertório do seu último disco MPB, ‘ACESA’. Domingo (28), a cantora Preta Archanjo traz samba para a praça da Pinacoteca com o show ‘Encantos de mulheres’, em que faz a interpretação de canções de diferentes artistas brasileiras como Beth Carvalho e Maria Rita.

Sessões de cinema ao ar livre acontecem em dois programas, a partir das 15h30. Confira a programação completa dos filmes abaixo:

PROGRAMA I – sábado, 27/7:

Coleção Kadist

Piedras Blancas | 4:53min (2014), Miguel Angel Rios (Argentina)

Há Terra | 12:37min (2014), Ana Vaz (Brasil)

Lightning Dance | 6:03min (2018), Cecília Bengolea (Argentina)

La Memoria Verde | 13min (2019), Enrique Ramirez (Chile)

Coleções particulares

A gente rio | 29:29min (2016), Carolina Caycedo (Colombia)

Flexa 2 – O Sol e a Flor | 11:46min (2021), Ailton Krenak e Anna Dantas (Brasil)

Moving Toward Us | 11:06min (2022), Jonas Van (Brasil)

Minha bateria está fraca e está ficando tarde | 27:29min (2020), Rubiane Maia e Tom Nobrega (Brasil)

PROGRAMA II – domingo, 28/7:

Coleção Kadist

Xar – Sueño de obsidiana | 13:06min (2020), Édgar Calell (Guatemala)

Resiliencia Tlacuache | 16:01min (2019), Naomi Ricón Gallardo (México)

Petrogenesis | Petra, Genetrix, 6:50min (2019), Ayoung Kim (Coréia do Sul)

El Salto (The Jump/The Waterfall) | 12:35min (2021), Juan Covelli (Colombia)

Coleção Particular

Journey to a Land Otherwise Unknown | 23min (2011), Laura Huertas (Colômbia)

Curupira e a Máquina do Destino | 25min (2021), Janaina Wagner (Brasil)

Coleção Pinacoteca

Kaapora: o chamado das matas | 20min (2020), Olinda Tupinambá (Brasil)

9493 | 11:05min (2011), Marcelvs L (Brasil)

Shows:

Alessandra Leão – Data: 27/7 – 14h30

Preta Archanjo – Data: 28/7 – 14h30.

Sobre a Pinacoteca de São Paulo 

A Pinacoteca de São Paulo é um museu de artes visuais com ênfase na produção brasileira do século XIX até a contemporaneidade e em diálogo com as culturas do mundo. Museu de arte mais antigo da cidade, fundado em 1905 pelo Governo do Estado de São Paulo, vem realizando mostras de sua renomada coleção de arte brasileira e exposições temporárias de artistas nacionais e internacionais. A Pina também elabora e apresenta projetos públicos multidisciplinares, além de abrigar um programa educativo abrangente e inclusivo.

Sobre a Coleção Kadist | A Coleção Kadist é uma organização de arte contemporânea sem fins lucrativos que acredita que artistas fazem uma importante contribuição para uma sociedade progressista por meio do seu trabalho, abordando questões-chave muito relevantes para os dias atuais. Dedicada a exibir o trabalho de artistas – de mais de cem países – representados na coleção, a Kadist afirma o papel da arte contemporânea com um discurso social e facilita novas conexões entre culturas.

Sobre a Feira Cultura Circular | Visando ocupar e movimentar a Luz, bairro tão importante da cidade de São Paulo, a Feira Circular traz produtores autorais de moda, design, acessórios e bem-estar. O evento tem como intenção apoiar a economia criativa e o pequeno empreendedor, além de propiciar um espaço de convivência e troca com arte, música e gastronomia.

Sobre Alessandra Leão | Alessandra Leão é cantora, compositora, percussionista e produtora nascida em Pernambuco, Nordeste do Brasil. Tem 25 anos de carreira, lançou 9 discos – o último, ACESA, foi produzido e arranjado por ela e pelo produtor musical Caê Rolfsen, com quem também produziu ‘Macumbas e Catimbós’, indicado ao Grammy Latino 2019.

Sobre Preta Archanjo | Fabiola Cristina da Silva Archanjo é Paulista, cantora e compositora. Apresenta-se em bares, casas noturnas e rodas de samba. Atualmente está trabalhando na produção do seu primeiro EP. Nascida e criada no Bixiga, berço do samba paulista e filha do Vela Preta, que foi sambista, intérprete e compositor da Escola de Samba Vai-Vai.

Serviço:

Pina Praça – Pina Contemporânea

Período: 26 a 28/7/2024

Curadoria: Clarissa Ximenes

Evento gratuito

Local: Edifício Pinacoteca Contemporânea – Praça do museu

De quarta a segunda, das 10h às 18h (entrada até 17h)

Gratuitos aos sábados – R$30,00 (inteira) e R$15,00 (meia-entrada), ingresso único com acesso aos três edifícios – válido somente para o dia marcado no ingresso

Quintas-feiras com horário estendido B3 na Pina Luz, das 10h às 20h (gratuito a partir das 18h)

Gratuitos aos sábados – R$30,00 (inteira) e R$15,00 (meia-entrada), ingresso único com acesso aos três edifícios – válido somente para o dia marcado no ingresso Quintas-feiras com horário estendido B3 na Pina Luz, das 10h às 20h (gratuito a partir das 18h).

(Fonte: Pinacoteca de SP)

ONG impacta mais de 150 mil vidas e alcança avanços na proteção infantil no Brasil

Belo Horizonte, por Kleber Patricio

Thiago e David foram alcançados pelas ações do ChildFund Brasil. Fotos: Marcelo Martins/Divulgação.

Em 2023, o ChildFund Brasil celebrou 57 anos de história no país, consolidando quase seis décadas de contribuição à transformação de vidas de milhares de crianças, jovens e suas famílias. Um marco importante para a organização foi a incidência política e a sanção da Lei 14.826, em março de 2024, que institui a parentalidade positiva e o direito ao brincar como estratégias prioritárias para a prevenção da violência contra crianças, inspirada no projeto Brinca e Aprende Comigo, apoiado pela organização em parceria com a The LEGO Foundation.

Impactando positivamente a vida de mais de 150 mil pessoas, incluindo mais de 73 mil crianças e adolescentes, o ChildFund Brasil atua em mais de 800 comunidades distribuídas por 60 municípios, com a colaboração de 22 organizações parceiras. Com mais de 1.300 voluntários, as ações beneficiam mais de 29 mil famílias em sete estados brasileiros (Bahia, Ceará, Goiás, Minas Gerais, Paraíba, Piauí e São Paulo). Globalmente, a organização está presente em 23 países, impactando mais de 21 milhões de crianças e suas famílias.

Lançamento da pesquisa Violência Doméstica contra Crianças.

“No último ano, avançamos na mobilização por direitos das crianças, fortalecemos nossa governança e ampliamos projetos socioambientais sustentáveis, como o Água é Vida. Destacamos campanhas como o Maio Laranja e apoiamos iniciativas legislativas. Em 2024, continuamos comprometidos em tornar o Brasil um país melhor para as crianças”, afirma Maurício Cunha, diretor do país do ChildFund Brasil.

Essas e todas as iniciativas realizadas no último ano pela organização estão no recém-lançado documento, que destaca conquistas e avanços em sua missão de proteger e promover os direitos das crianças e adolescentes. Cada um dos assuntos abordados no documento está alinhado com um ou mais Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) da ONU, que compõem a Agenda 2030, totalizando 11 ODS atendidos com os programas e projetos desenvolvidos pelo ChildFund Brasil, promovendo impacto positivo na sociedade.

Principais destaques

Uma das campanhas mais importantes em 2023 para o ChildFund Brasil foi o Maio Laranja, realizado durante todo o mês de maio, que mobilizou a sociedade para combater o abuso sexual contra crianças e adolescentes no ambiente virtual. Além disso, no mesmo período, a ONG lançou, em parceria com a The LEGO Foundation, a Pesquisa Nacional de Violência Doméstica contra Crianças, destacando a necessidade urgente de combater a violência doméstica. “O estudo revelou que mais de 70% dos casos de violência ocorreram na residência compartilhada pela vítima e pelo suspeito, enquanto 16% ocorreram exclusivamente na casa da vítima. Esses dados são importantes para mapear o início da violência contra crianças em nosso país e para desenvolver estratégias eficazes de proteção”, complementa Cunha.

Lançamento publicação 33 anos do ECA.

Outro grande destaque foi promover a responsabilidade social empresarial por meio de parcerias estratégicas. Essa abordagem não apenas fortalece o pilar de sustentabilidade das organizações colaboradoras, mas também acelera o impacto positivo nas comunidades atendidas. “O foco em ESG é central no mundo corporativo e também em nossas iniciativas. Estamos desenvolvendo novas estratégias adaptadas à realidade do país e das empresas”, comenta o diretor de país do ChildFund Brasil.

Fruto dessa frente de desenvolvimento de novos negócios aliada à responsabilidade social das empresas está o projeto Água é Vida, implementado em agosto de 2023 em parceria com a Cargill e a Global Water Challenge (GWC). A iniciativa visa oferecer acesso à água potável e promover ações educativas sobre saúde e higiene em comunidades rurais de Luís Eduardo Magalhães (BA), São Desidério (BA) e Rio Verde (GO). Com a instalação de Sistemas de Tratamento de Água e formação socioambiental nas comunidades, aproximadamente 20 mil pessoas foram beneficiadas, contribuindo para a redução de doenças transmitidas pela água, melhorando a qualidade de vida e a relação da comunidade com o meio ambiente.

O ChildFund Brasil também lançou, na capital federal, com apoio da Câmara dos Deputados, da Ordem dos Advogados de Brasília (OAB/DF), do Conselho Nacional de Justiça (CNJ) e da Frente Parlamentar Mista pela Primeira Infância a publicação 33 anos do ECA: uma análise dos avanços, conquistas e desafios para a infância brasileira, documento elaborado para contribuir com a área de direitos humanos da criança e do adolescente. Ademais, a organização aderiu ao Pacto Nacional pela Primeira Infância, promovido pelo Conselho Nacional de Justiça (CNJ), reafirmando seu compromisso com a promoção e defesa dos direitos das crianças até seis anos de idade.

Acesse o Relato de Sustentabilidade | A publicação do Relato de Sustentabilidade 2023 segue a metodologia Global Reporting Initiative (GRI), referência mundial para relatórios de desempenho corporativo, e está disponível para consulta. Para mais informações ou para acessar o Relato completo, clique aqui.

Sobre o ChildFund Brasil | O ChildFund Brasil é uma organização que atua na promoção e defesa dos direitos da criança e do adolescente, para que tenham seus direitos respeitados e alcancem o seu potencial. A fundação no Brasil foi em 1966, e sua sede nacional se localiza em Belo Horizonte (MG). A organização faz parte de uma rede internacional associada ao ChildFund International, presente em 23 países e que gera impacto positivo em mais de 21 milhões de crianças e suas famílias e foi eleita a melhor ONG de assistência social em 2022 e a melhor para Crianças e Adolescentes do Brasil, por três anos (2018, 2019 e 2021), além de estar presente, também, entre as 100 melhores por seis anos consecutivos pelo Prêmio Melhores ONGs. www.childfundbrasil.org.br

(Fonte: DePropósito Comunicação de Causas)