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Lazer & Gastronomia

São Paulo, SP

Quatro viagens no tempo, um só lugar: o Espaço Cultural CNP de Realidade Virtual

por Kleber Patrício

Devido ao sucesso das três expedições em realidade virtual iniciadas em setembro de 2025, o Espaço Cultural CNP de Realidade Virtual anuncia a prorrogação de suas atividades. Além da extensão do prazo, o centro cultural traz uma novidade de peso: a exibição simultânea de quatro roteiros distintos que transportam os visitantes por bilhões de anos de […]

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Matu Miranda lança novo single ‘Lunar’

Rio de Janeiro, por Kleber Patricio

Matu Miranda, músico, compositor e intérprete da nova geração, lança nas plataformas musicais no dia 16 de agosto a canção ‘Lunar’. O artista, natural de Mato Grosso do Sul, semifinalista da última edição do programa The Voice Brasil (TV Globo), conta na composição a história de um apaixonado pela lua, suas fases e sua influência sobre o mundo e as pessoas. A música faz parte de um novo álbum a ser lançado em setembro. “A canção explora a visão de possibilidades lúdicas sob a natureza, como o simples ato de observar a lua e sentir uma possibilidade de interação física”, explica.

Nesta faixa, Matu convida o acordeonista Bebê Kramer e o saxofonista Tunico, mais a performance dos músicos Giordano Gasperin no baixo e Adriel Santos na bateria, para celebrar a lua e suas fases. “A canção explora a visão de possibilidades lúdicas sob a natureza, como o simples ato de observar a lua e sentir uma possibilidade de interação física”, explica.

Ficha técnica

Vozes, violão: Matu Miranda

Saxofone: Tunico

Acordeom: Bebê Kramer

Baixo: Giordano Gasperin

Bateria: Adriel Santos

Mixagem e Masterização: Adriel Santos

Arte da capa: Pamela Dantas

Produção Executiva: Giovanna Bertolini, Naima Produções

Matu Miranda. Foto: Isabella Horta Moriconi.

Sobre Matu Mirandalinktr.ee/matumiranda | Cantor, compositor e violonista. Nasceu em Campo Grande – MS, atualmente mora no Rio de Janeiro – RJ. O trabalho artístico agrega influências da música instrumental brasileira, música nordestina, jazz, soul, MPB, pop, resultando em uma sonoridade singular. Em 2023, foi semifinalista da última edição do programa The Voice Brasil, pelo time de Carlinhos Brown. Com criatividade musical e poética, canto potente, sensível, jazzístico e de afinação precisa, vem conquistando um público cada vez maior. Com forte presença nas mídias, Matu possui mais de 135 mil seguidores nas redes sociais, acumulando fãs de sua música pelo Brasil inteiro. Com um EP e um single lançados, soma milhares de ouvintes mensais nas plataformas de áudio e participações em discos de artistas como Michael Pipoquinha, Arismar do Espírito Santo e Josiel Konrad, entre outros. O artista tem vivido uma experiência nômade, circulando com shows em diversos formatos. Nas apresentações, Matu Miranda traz composições autorais, além de releituras de obras que fazem parte de sua trajetória musical.

(Fonte: Com Claudia Tisato e Alexandre Aquino)

Estudante de Itajaí desenvolve projeto que utiliza fibra do coco para tratamento de água

Itajaí, por Kleber Patricio

A estudante do Ensino Fundamental Rafaela Chassot de Almeida. Fotos: Divulgação.

A estudante do Ensino Fundamental Rafaela Chassot de Almeida está pesquisando a capacidade de as fibras do coco participarem como agentes no tratamento de água. A ideia foi concebida nas aulas de Iniciação Científica do Colégio Bom Jesus Itajaí (SC) no ano de 2023, quando foi feita a primeira parte do projeto com testes no laboratório da escola. A aluna usou agentes e corantes em três frascos com água poluída e concluiu que as fibras de coco têm o poder de remover determinados contaminantes da água.

Em 2024, ela pretende dar continuidade ao projeto com novos testes na água para, em breve, viabilizar a criação de um filtro para água com o material. O projeto, intitulado Utilização de resíduos da fibra do coco para tratamento de água: uma abordagem sustentável na remoção de poluentes, foi premiado na Feira de Iniciação Científica do Colégio no ano de 2023 com o certificado Renault de Inovação, na categoria Terra.

Para fazer o teste inicial, Rafaela retirou as camadas do coco (mesocarpo seco), secou suas fibras em um forno e no sol, desfiou-as e só depois inseriu tudo nos três tubos de água. “O coco tem uma estrutura porosa capaz de reter os sedimentos. Então, por causa dessa característica, ela já tem o poder de absorver nutrientes. E com os agentes e o corante foi possível verificar isso melhor ainda”, analisa a estudante e pesquisadora. O professor e orientador da Rafaela, Rafael Faria Giovanella, diz que a experiência realizada com a água nos recipientes, até o momento, já apontou que a fibra tem essa capacidade. “Agora, queremos potencializar o experimento com a agitação da água e o controle de temperatura, o que vai nos mostrar novos resultados”, explica o professor.

A agitação e o controle de temperatura farão parte da segunda etapa da pesquisa da Rafaela, que deve ser desenvolvida este ano com a ajuda de um agitador magnético, equipamento que estão procurando. Dessa forma, Rafaela pretende aperfeiçoar ainda mais o mecanismo. “Queremos criar um filtro de água com a fibra do coco”, diz.

A aluna conta que começou a estudar o coco porque sempre teve a intenção de trabalhar com algo relacionado ao meio ambiente. E, como em Itajaí esse material é abundante, seria interessante utilizá-lo ‒ até para colaborar com o descarte correto do coco, que na maioria das vezes fica jogado na praia. “Como moro no litoral, é sempre visível que as pessoas jogam fora uma parte do coco que poderia ser bem utilizada”, comenta Rafaela.

Cascas de frutas e vegetais (como arroz, banana etc.) já vêm sendo utilizadas como mecanismo de eliminação de resíduos. O trabalho da Rafaela, por sua vez, utiliza-se do mesocarpo da casca do coco, o que ainda não tinha sido testado e pode ser uma grande promessa na preservação das águas.

Iniciação Científica

Com base em propostas diferenciadas, combinando formação pedagógica e estímulo ao potencial criativo, o Colégio Bom Jesus incentiva a pesquisa científica desde as séries iniciais até o Ensino Médio, quando envolve seus alunos no Programa de Iniciação Científica, preparando-os para a pesquisa, a experimentação, a tabulação de dados, a participação em feiras nacionais e no exterior, entre outros. “Com esse trabalho, aprendi muitas coisas de que eu não tinha conhecimento ainda, como conceitos de Química e Física, por exemplo, as estruturas das fibras e a longa pesquisa, pois iniciei investigando outros materiais, como manga e pêssego”, conta a estudante.

Por meio do programa de Iniciação Científica, o Colégio estabelece um caminho para ampliar as perspectivas de um ensino interdisciplinar, trazendo para a Educação Básica o ambiente acadêmico. O coordenador do projeto no Colégio Bom Jesus, Adalberto Scortegagna, destaca que o papel das escolas é proporcionar que os estudantes sejam protagonistas em todas as suas atividades e a pesquisa é uma delas.

(Fonte: Com Mara Andrich/Literal Link Comunicação Integrada)

Mortalidade de idosos por desnutrição diminui em duas décadas no Brasil, mas taxas permanecem elevadas

Brasil, por Kleber Patricio

Taxa de mortalidade de idosos por desnutrição teve tendência geral de queda entre 2000 e 2021, mas redução não foi observada entre aqueles com mais de 80 anos. Foto: Rafa Neddermeyer/Agência Brasil.

As taxas de mortalidade por desnutrição em idosos brasileiros tiveram tendência geral de queda nas últimas duas décadas. Porém, os números ainda são preocupantes, já que foram registrados mais de 93 mil óbitos no período de 2000 a 2021 e não houve redução da mortalidade por essa causa entre a população de 80 anos ou mais. As conclusões são de pesquisadores da Universidade Federal do Amazonas (UFAM) e da Universidade Federal dos Vales do Jequitinhonha e Mucuri (UFVJM), publicadas em artigo na Revista Brasileira de Geriatria e Gerontologia nesta segunda (12).

A condição vitimou especialmente pessoas com 80 anos ou mais (63% do total) e analfabetas (33%). Entre toda a população acima de 60 anos, a maior taxa de mortalidade foi observada em 2006 – quase 29 mortes por desnutrição a cada 100 mil habitantes – e a menor, em 2021 – cerca de dez mortes por essa causa para cada 100 mil habitantes.

O estudo analisou a tendência de mortalidade de idosos por desnutrição proteico-calórica, caracterizada como uma deficiência grave de proteínas e calorias devido ao consumo insuficiente por um longo período. Os autores reuniram dados de 2000 a 2021 do Sistema de Informação sobre Mortalidade (SIM), vinculado ao Departamento de Informática do SUS (DataSUS), e observaram as características da população afetada. “São achados que, de um modo geral, nos surpreendem, visto que a desnutrição proteico-calórica é uma causa comum de óbito, sobretudo em idosos, mas que pode ser evitada”, explica Ronilson Ferreira Freitas, pesquisador da UFAM e um dos autores do artigo. As taxas são maiores entre indivíduos do sexo masculino, o que indica possível negligência em relação a um estilo de vida saudável e a práticas de cuidado com a saúde. Para Freitas, os resultados evidenciam a necessidade de fortalecer uma abordagem de prevenção nos serviços de saúde.

O autor destaca a necessidade de mais estudos sobre o tema avaliando as taxas por regiões e unidades da federação, assim como em estudos longitudinais. “É preciso entender melhor quem são e onde estão os idosos expostos a maior risco de desnutrição proteico-calórica e identificar, no contexto atual, quais são as condições que aumentam o risco de tal evento”.

No contexto da formalização de uma aliança global contra a fome e a pobreza anunciada em 24 de julho em reunião de países do G20 no Brasil, a pesquisa pode contribuir na proposição de políticas públicas específicas para garantir uma alimentação adequada à população idosa. Segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), vivem no Brasil cerca de 32 milhões de pessoas com mais de 60 anos, o que equivale a 15% da população.

Freitas ressalta a importância de que a sociedade e o Estado brasileiro se preparem para o aumento da parcela idosa da população. O autor cita o número crescente de pessoas idosas em instituições de longa permanência, que sobrevivem com poucas verbas públicas e dependem, muitas vezes, de doações da comunidade. “As características próprias do envelhecimento expõem a população mais longeva a um risco maior de desnutrição. É importante que as políticas públicas já existentes sejam discutidas e aprimoradas”, conclui o pesquisador.

(Fonte: Agência Bori)

Campinas Restaurant Week comemora 10 anos com o lançamento da 20ª edição em mais de 40 restaurantes

Campinas, por Kleber Patricio

O risoto de cogumelos do Bistrô Chez Amis – estreante no festival – é um dos pratos da 20ª edição. Crédito: Campinas Restaurant Week.

10 anos se passaram desde a 1ª Campinas Restaurant Week, lá em 2014. Com duas edições anuais, o festival chega a sua 20ª edição – de 15 de agosto a 15 de setembro – consolidando a Região Metropolitana de Campinas como um importante polo turístico, empresarial e gastronômico do país. Com menus completos – ou seja, com entrada, prato principal e sobremesa – a preços fixos em três categorias (tradicional, plus e premium) com valores que variam de R$54,90 a R$109,00 no almoço e/ou no jantar, a 20ª edição da Campinas Restaurant Week acontece em mais de 40 restaurantes de Campinas, Indaiatuba e Jundiaí.

O festival envolve todas as especialidades, desde a tradicional comida brasileira, passando pela italiana, argentina, mexicana e japonesa, até os pratos autorais. Com o tema Diversidade Culinária Regional, esta edição convida os chefs a buscarem inspiração nas raízes históricas e nas tradições culinárias locais, trazendo para o Menu Week pratos com profunda conexão com a história e a identidade da região. “Os restaurantes participantes têm a liberdade de inovar e reinterpretar pratos tradicionais, criando releituras que trazem novas perspectivas sem perder o vínculo com a origem. Essa abordagem permite que o público experimente sabores familiares de maneira inédita enquanto descobre a criatividade e a originalidade dos chefs”, explica o idealizador da Brasil Restaurant Week Fernando Reis.

Em breve a lista com todos os restaurantes participantes será divulgada no site restaurantweek.com.br, mas a organização já adiantou alguns restaurantes estreantes no festival, como Bistrô Chez Amis, Casquinha Bar, Cenário, Cervejaria Holy Water (Jundiaí), Di Paolo, Empório Alme, Maria Antonieta, Oguru Sushi Bar, Quintal da Giffa (Jundiaí), Rudras Kafe e Vino! (Indaiatuba e Jundiaí). “Esta é uma oportunidade aos apreciadores da boa gastronomia de apreciar pratos autênticos e culturais a partir de uma experiência única e um valor fixo. E para o restaurante é uma ótima oportunidade de divulgar o seu estabelecimento”, finaliza Fernando.

Confira os valores dos Menus Week (com entrada, prato principal e sobremesa):

Tradicional: Almoço R$54,90 | Jantar R$69,90

Plus: Almoço R$68,90 | Jantar R$89,90

Premium: Almoço R$89,00 | Jantar R$109,00

Ação social

Durante o festival, os apreciadores da boa gastronomia são incentivados pelos restaurantes a doarem o valor de R$2,00 por menu para a organização sem fins lucrativos Amigos do Bem. A doação pode ser feita diretamente para a instituição através da chave pix apresentada no cardápio em QR Code disponibilizado nas mesas das casas participantes.

O Amigos do Bem é um dos maiores projetos sociais do país, atendendo, regularmente, mais de 150 mil pessoas no sertão de Alagoas, Pernambuco e Ceará. Promove a transformação social a partir de projetos contínuos de educação, geração de renda e acesso à água, moradia e saúde. Tem como missão transformar vidas com iniciativa autossustentáveis e capazes de promover desenvolvimento local e inclusão social, erradicando a fome e a miséria. Saiba mais em: www.amigosdobem.org e @amigosdobem.

Sobre a Restaurant Week | Presente em mais de 20 cidades brasileiras, a Brasil Restaurant Week é, há 17 anos, um dos maiores e mais esperados festivais gastronômicos do mundo. Com o objetivo de criar oportunidades e acesso à boa gastronomia, o festival movimenta e aquece o mercado gastronômico em períodos de baixa sazonalidade. Assim, durante o evento, os principais restaurantes preparam um menu especial, temático, com harmonizações diferenciadas e valor fixo para levar aos clientes experiências prazerosas. Fique ligado em todas as novidades: @restaurantweekbrasil.

(Fonte: Com Fábio Malvezzi/Fibra Comunicação)

Museu da Imigração celebra os 150 anos da imigração italiana

São Paulo, por Kleber Patricio

VIVA!I Itália 2019. Créditos: Antônio Siqueira e Daniela Castro.

O Museu da Imigração, com o apoio institucional do Consulado-Geral da Itália, realiza, em 17 e 18 de agosto, das 11h às 18h, a edição especial do festival VIVA! Itália. O evento, que reverencia os 150 anos da imigração italiana no Brasil e também os 468 anos do bairro da Mooca, terá 14h de programações relacionadas à cultura ítalo-brasileira. Aberto ao público e gratuito, os ingressos estarão disponíveis apenas nos dias do evento (sujeito à lotação), na bilheteria do Museu, durante o funcionamento. A expectativa de público é de 7.000 pessoas ao todo.

As histórias da imigração italiana no Brasil e da antiga Hospedaria de Imigrantes do Brás – hoje sede do Museu da Imigração – estão intrinsecamente ligadas. O espaço, fundado em 1887, fez parte da política migratória do fim do século XIX e início do século XX recebendo, acolhendo e encaminhando imigrantes para postos de trabalho nas lavouras e na indústria paulista. A nacionalidade mais expressiva numericamente foi a italiana, com mais de 800 mil registros de ingressos no Brasil, vindos de todas as 20 regiões da Itália. A intensa presença dessa nacionalidade no dia a dia da antiga Hospedaria se traduz até hoje, por exemplo, nos avisos da época, com orientações aos imigrantes, que remanescem grafados em língua italiana em paredes do prédio ou nos documentos e registros, como passaportes, jornais, cartas de chamada e fotografia, objetos que integram atualmente o acervo do Museu da Imigração.

A programação do VIVA! Itália será composta de música, dança, gastronomia, vivências culturais, contação de histórias e exposição automobilística, entre outras atrações. As atividades resgatam a importância da comunidade italiana no Brasil e sua história, assim como propõem vivências de aspectos contemporâneos da cultura, fugindo, assim, de estereótipos.

Imagem de Pexels por Pixabay.

A área gastronômica, um dos grandes destaques do evento, tem a curadoria da FIC (Federazione Italiana Cuochi) Brasile, organização que reúne mais de 20 mil chefs ao redor do mundo. Da entrada à sobremesa, a proposta é trazer especialidades das principais regiões da Itália e sabores que extrapolam os do dia a dia. Nas 12 tendas estarão restaurantes como o Bella Porchetta (chef Adan Garcia), que trará a porchetta di ariccia e salsiccia romana; o Trulli Pasta (chefs Pedro Catalano e Jéssica Peixoto), com especialidade como o panino (mortadella, pistacchio e crema di grana padano); o Palazzo di Zucca, com o tradicional ravióli de abóbora (chef João Netto) e outros. Será possível degustar vinhos sicilianos frescos da Vinícola Casa Scalecci, chope e cervejas artesanais da Birrificio Artigianale Birra del Capo, entre outros drinks, como negroni, Bellini, Aperol e Martini. Nas diversas opções de sobremesa, estarão os cannoli, a panna cotta e a crostata. A área de empório trará produtos selecionados, como o pão de uva feito com a espécie Niágara (da cidade de Jundiaí), cafés, gelatos e molhos. Por fim, o Arsenal da Esperança, instituição assistencial situada no espaço do antigo refeitório da Hospedaria, comercializará seus tradicionais produtos, como a polenta de gorgonzola, a de calabresa e o sonho.

Situado no jardim do Museu, o palco abrigará atrações musicais e de expressão corporal. Quem abre a programação é o Grupo Folklorístico Stella Bianca, com a tradicional pisa da uva (pigiatura dell’uva) e um repertório musical que convida o público a dançar e cantar, abrangendo diferentes regiões da Itália, desde o Vêneto até a Sicília. Outro destaque do palco é a soprano Jayana Paiva, integrante do Opera Studio do Theatro Municipal, que fará uma apresentação de voz e piano com performances de árias e canções italianas. O público ainda poderá conferir outras apresentações de prestígio entre a comunidade de descendentes italianos no Brasil, como é o caso da Orquestra Sanfônica de São Paulo, que foi fundada em 1950 por imigrantes calabreses da família Sbrighi e é hoje administrada pela acordeonista Renata Sbrighi, levando à frente a tradição musical que veio na bagagem de seus ascendentes e misturou-se com a cultura musical brasileira. A orquestra traz ao festival músicas italianas, inclusive composições de Mario Zan, renomado acordeonista italiano radicado no Brasil.

Uma atração à parte que promete encantar todos os apaixonados por carros, em especial os amantes da marca Alfa Romeo, é a exposição de carros promovida pelo Club Alfisti Itália do Brasil e pelo Alfa. Entre os exemplares, estarão ícones da indústria automobilística italiana, como os modelos Alfa Romeo 166, Alfa Romeo 156 e Alfa Romeo Ti4, além do modelo conversível Alfa Romeo Spider.

Imagem do documentário Memórias Vivas: Imigração italiana em Valinhos. Crédito: Divulgação/Museu da Imigração.

Ademais, o evento trará uma diversificada gama de vivências culturais. A restauradora e conservadora da arte Flávia Siqueira também realizará uma oficina sobre arte sacra e douramento com técnicas italianas. Ainda na linha das experiências gastronômicas, haverá harmonização de cafés com os baristas do Museu do Café e harmonização de vinhos com o enólogo Luca Mesiano, da Casa Scalecci.

Para as crianças, o espaço de leitura do MI preparou uma programação baseada no folclore e na cultura da península itálica, que serão tema de contação de histórias e oficina de musicalização. Quanto a essa oficina, o professor Darius Emrani, doutor em Língua, Literatura e Cultura Italianas (USP) e idealizador do projeto Italica, proporcionará aos pequenos uma aproximação da língua e cultura italianas por meio de canções. As crianças ainda poderão realizar um mini passeio de Vespa, charmosa moto – querida pelos italianos – criada no período do pós-guerra que se tornou ícone da cultura urbana do país ao ser repetidamente utilizada em obras clássicas do cinema.

O Núcleo Educativo, em parceria com o Arsenal da Esperança, realizará visitas especiais temáticas aos espaços da antiga Hospedaria, como os dormitórios e o refeitório. Além disso, o Centro de Preservação, Pesquisa e Referência (CPPR) promoverá ações como rodas de conversa e origem dos sobrenomes italianos.

Haverá ainda palestra com a professora doutora Fabiane Savino (Arquitetura e Urbanismo – FAU USP) sobre o tema A Mooca dos Operários, em homenagem aos 468 anos do bairro. A palestra, que também terá transmissão on-line no YouTube do Museu, será seguida de visita especial à Reserva Técnica do MI. A estação, que abriga a maria-fumaça no Museu da Imigração, terá decoração especial para celebrar o Brasil e a Itália. O passeio no tradicional veículo, que remete aos tempos de chegada dos primeiros imigrantes italianos no País, poderá ser experienciado pelo público do evento.

O Festival VIVA! é promovido pelo Museu da Imigração desde 2017, sempre em celebração da cultura de um país ou região específica. Já foram homenageados, por exemplo, Irlanda, Coreia do Sul, Leste Europeu, Japão, África, Itália e Índia, entre outros. Para proporcionar uma experiência imersiva na cultura local, a programação contempla gastronomia, música, dança, artesanato, palestras, oficinas, exposições e outros aspectos ligados ao país em questão. Os festivais VIVA! contam com a parceria e chancela das comunidades de imigrantes, câmaras setoriais, embaixadas e consulados.

Serviço:

VIVA! Itália

Datas: 17 e 18 de agosto (sábado e domingo) | Horário: das 11h às 18h (bilheteria até as 18h)

Entrada: grátis

Ingressos: retirada exclusiva pessoalmente na bilheteria do Museu nas datas do evento

Local: Museu da Imigração

Evento sujeito a lotação

A programação está sujeita a alterações sem aviso prévio

Museu da Imigração

Rua Visconde de Parnaíba, 1.316 – Mooca – São Paulo/SP

Tel.: (11) 2692-1866

Funcionamento: de terça a sábado, das 9h às 17h, e aos domingos, das 10h às 17h

Acessibilidade no local – Bicicletário na calçada da instituição | Metrô Bresser-Mooca.

(Fonte: Com Gabriela Moraes e Thâmara Malfatti/Assessoria de Comunicação/Museu da Imigração)