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Lazer & Gastronomia

Inglaterra

British Pullman, A Belmond Train, Inglaterra, apresenta “Celia”, vagão exclusivo assinado por Baz Luhrmann e Catherine Martin

por Kleber Patrício

Novo vagão é dedicado a eventos e jantares privados; espaço foi idealizado e desenhado pelo cineasta Baz Luhrmann, diretor de filmes como Moulin Rouge!, The Great Gatsby e Elvis, e pela figurinista e designer de produção Catherine Martin, quatro vezes vencedora do Oscar por seu trabalho em Moulin Rouge! e The Great Gatsby

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Roteiros turísticos são convites para experiências únicas no Pará

Pará, por Kleber Patricio

Ilha de Marajó. Foto: Carlos Borges/ASN.

Ver de perto os búfalos do maior arquipélago fluviomarítimo do mundo, conhecer e vivenciar as tradições da cultura japonesa na cidade com maior influência desses imigrantes na região amazônica, provar os chocolates artesanais com sabores da floresta ou aprender sobre a Guerrilha do Araguaia entre andorinhas e cachoeiras exuberantes – experiências únicas como essas fazem parte de roteiros turísticos impulsionados pelo Serviço de Apoio às Micro e Pequenas Empresas no Pará (Sebrae/PA) para atrair mais visitantes para um dos estados com maior biodiversidade do Brasil.

Junto com o trade turístico de alguns municípios do estado, o Sebrae/PA está ajudando a formatar roteiros que exploram as belezas naturais e a riqueza cultural e gastronômica da região, permitindo uma verdadeira imersão na Amazônia. Além disso, atua na capacitação dos empreendedores que vão receber os turistas, mirando o mercado nacional, mas também o internacional. Em 2025, o Pará será sede da COP 30 e espera receber mais de 50 mil visitantes, boa parte deles de outros países.

Quatro jornadas já estão prontas para divulgação. Elas são vendidas por operadores turísticos parceiros das regiões, que precisam se cadastrar junto ao Sebrae/PA e passar por uma formação sobre cada rota. “A lógica é divulgar os roteiros para promover os destinos”, explica o diretor-superintendente do Sebrae no Pará, Rubens Magno. “Queremos garantir que os turistas tenham a melhor experiência possível no estado, consolidando-o como um destino turístico internacional após a COP 30. É um legado que vamos deixar para a região, beneficiando os pequenos negócios, que são maioria”, completa.

Conheça os roteiros definidos:

Roteiro Búfalo Marajoara – O Rei da Ilha | Ilha do Marajó

Foto: Carlos Borges/ASN.

O roteiro parte da Baía do Guajará, próximo a Belém, em direção à Baía do Marajó, onde os visitantes desvendam os segredos da cadeia produtiva marajoara tendo o búfalo como referência, enquanto aprendem sobre as tradições da ilha, como o queijo de búfala e os bordados com grafismos, tradição secular herdada dos primeiros habitantes da ilha.

Roteiro das Andorinhas | São Geraldo do Araguaia

No Sudeste do estado, na região de São Geraldo do Araguaia — o aeroporto mais próximo é em Marabá, a cerca de 160 km de distância — fica a Serra das Andorinhas, um local com diversas aves, piscinas naturais e cachoeiras exuberantes. Neste ambiente, os visitantes da primeira rota turística da região também conhecem narrativas sobre a Guerrilha do Araguaia e vivem uma experiência gastronômica regional.

Roteiro do Chocolate da Amazônia – No Caminho das Ilhas | Belém

Foto: Julyana Tokuhashi.

O Pará tem 193 empresas dedicadas à produção artesanal de chocolate, sendo 30 delas situadas em Belém. No roteiro, que sai da capital paraense, os visitantes conhecem de perto essa cadeia produtiva, que se conecta diretamente com as ribeirinhas da Ilha do Combu, a 15 minutos de Belém. Além de degustação, o passeio inclui trilha por plantação de cacau e visita a uma fábrica de chocolate.

Rota da Imigração Japonesa: Experiências e Vivências |Tomé-Açu

Foto: Julyana Tokuhashi.

A cerca de três horas de carro de Belém, a cidade de Tomé-Açu oferece uma experiência histórico-cultural da imigração japonesa para a região amazônica, com visita a um templo, museu, exposições, fábrica de sucos tropicais e ao Sistema Agroflorestal de Tomé-Açu (Safta), que é referência mundial em manejo que alia produção à preservação ambiental.

Sobre a COP 30 | Promovida pela Organização das Nações Unidas (ONU), a Conferência das Partes (COP) é o maior e mais importante evento sobre clima e meio ambiente do mundo. A expectativa do Sebrae/PA é que toda a mobilização gerada para a preparação da COP 30, em Belém, deixe um legado importante para a capital paraense, consolidando-a como um novo polo receptivo turístico brasileiro.

Sobre o Sebrae | O Sebrae é uma entidade privada sem fins lucrativos. Em nível nacional, a instituição existe desde 1972. No Pará, foi criada dois anos depois, em 10 de maio de 1974. Atualmente, o Sebrae/PA está presente em todos os municípios paraenses, por meio de 13 agências regionais sediadas em municípios polo e por meio de pontos de atendimento e das Salas do Empreendedor em parceria com entidades de classe e prefeituras municipais, respectivamente.

(Fonte: AViV Comunicação)

Anoitecer Inhotim implementa ações socioambientais para promover um evento sustentável

Brumadinho, por Kleber Patricio

Vista áerea da Galeria Cosmococa, no Instituto Inhotim. Foto: Brendon Campos.

A terceira edição do Anoitecer Inhotim, festa de arrecadação de fundos do Instituto Inhotim que ocorre em 31 de agosto em Brumadinho, Minas Gerais, contará com uma programação repleta de atrações musicais, gastronomia, exposição de artes visuais e ações socioambientais. Em parceria com a greentech Eccaplan, toda a emissão de CO2 durante o evento será contabilizada e compensada na mesma proporção, além disso, haverá ação de coleta e destinação final de resíduos recicláveis e compostagem dos orgânicos. “Grandes eventos geram uma quantidade significativa de resíduos, consomem muita energia e, consequentemente, emitem gases do efeito estufa. Por isso, a adoção de práticas sustentáveis fará com que o Anoitecer Inhotim mitigue impactos ambientais e, de certa forma, eduque e sensibilize o público sobre a importância da sustentabilidade”, afirma Fernando Beltrame, CEO da Eccaplan.

Com o propósito de gerar efeitos sociais, econômicos positivos e o mínimo impacto ao meio ambiente, com a atuação da Eccaplan, o Instituto Inhotim usou como base a norma NBR ISO 20121 para gerenciar as ações do evento Anoitecer Inhotim nos eixos A (ambiental) S (social) G (governança). A descarbonização será realizada por meio da calculadora da Eccaplan, que permitirá gerar um inventário das emissões e análise dos resultados de todas as pessoas envolvidas no evento, como participantes da festa e organização. “A calculadora desempenha um papel fundamental na luta contra as mudanças climáticas, fornecendo uma maneira eficaz de contribuir para a redução do aquecimento global”, explica o CEO da greentech.

Elevazione Giuseppe Penone. Foto: Ricardo Lopes.

O Anoitecer Inhotim é realizado como uma experiência voltada ao tempo e à natureza, garantindo a perenidade e sustentabilidade financeira do museu, bem como a democratização do acesso e ampliação da programação de arte e de educação.

Acesso ampliado | Seguindo a ideia de ampliação do acesso ao museu, o público visitante do dia 1º de setembro, domingo, poderá participar de uma programação gratuita com apresentações de Titãs, DJ Ademar Britto, Amaro Freitas e Zé Manoel, que ocorrem em frente à obra de Hélio Oiticica, Invenção da cor, penetrável Magic Square #5, De Luxe (1977).

Para conferir a programação completa e adquirir o ingresso, basta clicar aqui.

Serviço:

Anoitecer Inhotim

Quando: 31 de agosto

Horário: a partir das 18h

Endereço: Rua B, 20 – Brumadinho – Minas Gerais

Sobre a Eccaplan | A Eccaplan Consultoria em Sustentabilidade, startup fundada em 2008 com o apoio do Ministério da Ciência & Tecnologia e da USP, tem desenvolvido programas de ação e educação contra as mudanças climáticas, projetos socioambientais, estratégias, produtos e serviços para empresas, instituições de ensino, promotores e organizadores de eventos.

Após o lançamento da primeira plataforma de registro e negociação de créditos de carbono do país, a startup oferece soluções sustentáveis ao mercado por meio da criação dos programas Sou Resíduo Zero, Evento Neutro, Frete Neutro e a certificação selo CO2 Neutro, que garante que a compensação de carbono para empresas atingirem suas metas e compromissos ambientais. Saiba mais sobre os projetos clicando aqui.

(Fonte: Instituto Inhotim)

Mauricio de Sousa Produções e Unicef promovem leilão beneficente do famoso coelho Sansão

São Paulo, por Kleber Patricio

Trinta e uma releituras do fiel escudeiro da personagem Mônica, criadas por renomados estilistas brasileiros, serão leiloadas em prol da educação e dos direitos de meninas e meninos com deficiência. Imagem: Mauricio de Sousa Produções.

Em uma iniciativa para levar mais cor para a vida de crianças e adolescentes, a Mauricio de Sousa Produções e o Unicef, em parceria com Blue Note São Paulo, ColorPlus, marca de papéis especiais da Blendpaper e Shopping SP Market, realizarão um leilão de trinta e uma versões do Sansão, do fiel escudeiro da personagem Mônica, cada uma delas estilizada e assinada por um diferente estilista brasileiro. A ação será em prol dos direitos de meninas e meninos com deficiência no Brasil e toda renda arrecadada destinada a iniciativas do Unicef, voltadas à garantia de uma educação inclusiva de qualidade nas escolas públicas, em parceria com o Instituto Rodrigo Mendes (IRM), contribuindo para um presente e um futuro melhor para cada criança e adolescente.

O leilão já está aberto oficialmente de maneira online, por meio desta plataforma. Com lance inicial estipulado em R$10 mil, a oportunidade de adquirir um dos coelhos está aberta a qualquer pessoa do Brasil. A data limite para participar é 12 de agosto, quando um evento exclusivo para convidados marcará o encerramento do leilão. A boa notícia é que, mesmo à distância, todos poderão acompanhar a transmissão ao vivo e pela internet.

A menina do vestido vermelho mais famoso do país foi nomeada Embaixadora do Unicef no Brasil em 2007, contribuindo para transmitir valores como amizade, justiça, respeito à diversidade, entre outros, falando diretamente com as crianças brasileiras sobre a importância da educação e de outros direitos. No último ano, em comemoração ao seu sexagésimo aniversário, a personagem viu seu famoso coelho ganhar trinta e uma novas versões, criadas por renomados estilistas brasileiros que rodaram várias cidades do Brasil em uma exposição temática itinerante. E agora, eles vão ajudar crianças e adolescentes com deficiência de todo o País. “É com enorme alegria que unimos forças com o UNICEF em uma iniciativa tão impactante. Acreditamos que todas as crianças merecem um futuro melhor e repleto de oportunidades. A Mauricio de Sousa Produções tem um compromisso firmado com a inclusão e a acessibilidade, e por isso, destinar a renda do leilão dessas trinta e uma versões do Sansão para este projeto que beneficia crianças e adolescentes com deficiência, é motivo de grande orgulho. Por meio da arte e da solidariedade, podemos construir um mundo mais justo e inclusivo para todos”, explica Mônica Sousa, diretora executiva do Departamento Comercial da MSP.

“O Brasil vem avançando na inclusão de meninas e meninos com deficiência nas escolas públicas, mas ainda é preciso quebrar barreiras e investir no acesso de todos à escola, na formação de professores e gestores e no desenvolvimento de projetos pedagógicos e práticas que estejam de fato alinhados à perspectiva inclusiva. Com os recursos arrecadados no leilão, conseguiremos contribuir com essa mudança”, explica Mônica Dias Pinto, chefe de Educação do Unicef no Brasil.

No Brasil, ainda há muitas crianças, adolescentes e jovens com deficiência fora da escola e muitos desafios para a permanência delas na escola aprendendo. Estima-se que 8,4% da população tem ao menos uma deficiência (IBGE, 2019). Entretanto, estudantes com deficiência, transtornos globais do desenvolvimento/transtornos do espectro autista e altas habilidades/superdotação representam apenas 3,3% das matrículas no ensino fundamental, 1,7% no ensino médio e 0,5% no ensino superior, segundo dados do Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais (INEP, 2019). A distância entre esses percentuais revela parte do desafio. Dentro da escola, crianças e adolescentes com deficiência são ainda os que apresentam a maior taxa de distorção idade-série, com os maiores desafios para se manter na escola avançando e aprendendo. Reverter esse cenário e contribuir para a promover uma educação inclusiva de qualidade, por meio do desenvolvimento de capacidades de gestores e professores, é o objetivo do UNICEF, juntamente com o Instituto Rodrigo Mendes (IRM) e outros parceiros, e será o foco dos recursos arrecadados no leilão.

Sobre o leilão

Para participar do leilão, os interessados devem fazer cadastro no site leilaosansao.sodresantoro.com.br. “Esta é uma oportunidade única que reúne a possibilidade de contribuir com programas do Unicef para inclusão de crianças com deficiência nas escolas e arrematar o coelho mais amado do Brasil. É uma grande honra poder conduzir este leilão”, afirma Carolina Sodré Santoro, leiloeira oficial. Ela e a irmã Mariana Sodré Santoro Batochio, são conhecidas como As Leiloeiras da Sodré Santoro e estarão à frente deste leilão tão importante. No mercado desde 1979, a Sodré Santoro é considerada referência em leilões e conta com tecnologia de ponta para proporcionar ao cliente a melhor experiência de compra em leilões do Brasil, garantindo credibilidade e segurança.

A Coleção do Sansão – Estilistas Brasileiros | No sexagésimo aniversário da personagem Mônica, foram convidados estilistas brasileiros para uma intervenção artística no famoso coelho da Dona da Rua, o Sansão, que ganhou outros materiais além tradicional pelúcia e outras cores no lugar do azul. Reconhecidos por sua arte, inovação e trabalho na área da moda, os selecionados abriram novos caminhos e lançaram tendências. Entre eles, estão nomes como Priscilla e Camilla Macedo, Carol Barreto, Dani, Gabriel, Isa – Isaac Silva Brands, Luiza Mallmann, Meninos Reis, Olé Rendeiras, Priscilla, Ronaldo Fraga e Walério Araújo. O processo criativo foi livre, dando a possibilidade de os profissionais fazerem uma releitura original do coelhinho mais famoso do País. As peças customizadas puderam ser conferidas pelo público em geral durante uma exposição itinerante que percorreu algumas cidades do País. A ação contou com o apoio da Panini, líder mundial no setor de colecionáveis e publicações, e a GOL, transportadora aérea oficial da campanha Mônica 60 anos.

Sobre o Unicef

O Fundo das Nações Unidas para a Infância (Unicef) trabalha em alguns dos lugares mais difíceis do planeta, para alcançar as crianças mais desfavorecidas do mundo. Em 190 países e territórios, o Unicef trabalha para cada criança, em todos os lugares, para construir um mundo melhor para todos. Saiba mais em www.Unicef.org.br. Acompanhe as ações no Facebook, Instagram, YouTube e LinkedIn. Você também pode ajudar o Unicef em suas ações. Faça uma doação agora.

(Fonte: Máquina Cohn & Wolfe)

Repatriação de Manto Tupinambá reforça importância da preservação e a valorização da cultura indígena

Rio de Janeiro, por Kleber Patricio

Foto: Museu Nacional da Dinamarca/Divulgação.

Com o propósito de preservar e valorizar a cultura indígena, o governo brasileiro intensificou as ações para repatriação de artefatos indígenas. Um dos primeiros objetos a integrar a lista foi um manto Tupinambá com mais de 350 anos. Doado pelo Museu Nacional da Dinamarca, o item simboliza a importância cultural e histórica dos povos originários. “A possibilidade de o manto ser levado ao Museu surgiu em 2022, quando o embaixador do Brasil estava na Dinamarca e perguntou se teríamos interesse em receber o manto Tupinambá. A partir desse momento, começamos a trabalhar juntamente com a embaixada brasileira na Dinamarca para que pudéssemos chegar ao dia de hoje”, afirma Alexander Kellner, diretor do Museu Nacional, no Rio de Janeiro, ao explicar o processo de repatriação da peça.

Para facilitar a chegada do artefato, foi criado um Grupo de Trabalho de acolhimento formado por estudiosos e pesquisadores. “O Manto estava sob condições ambientais muito diferentes das nossas. Então, essa foi a primeira solicitação: que ele viesse bem do ponto de vista técnico”, complementa o diretor.

Segundo Alexander, a doação foi comunicada, primeiramente, às lideranças indígenas do povo Tupinambá. Era fundamental, ele explica, que a chegada do item fosse celebrada de acordo com os desejos deles. “Recebemos, inclusive, uma mensagem muito carinhosa por parte de uma das pessoas do povo Tupinambá. O manto só vai chegar para valer depois que os indígenas puderem fazer os seus rituais”, conta.

O diretor destaca ainda que entre os cuidados do Museu Nacional estão a segurança do manto e o respeito às necessidades do povo Tupinambá. Por essas razões, a expectativa é de que o item seja exibido ao público em 2026. “Até lá, ele ficará em proteção e só será aberto em momentos especiais do povo Tupinambá, respeitando a cultura e os rituais dos povos indígenas”, pontua.

A repatriação do Manto representa não apenas a recuperação de uma peça histórica, mas, também, o fortalecimento cultural e espiritual dos povos originários do Brasil. “O manto, para o nosso povo e para a nação Tupi, representa um ancestral e uma linguagem de comunicação; por meio dele, recebemos prosperidade, paz e uma boa mensagem. Ele vem para dar forças e ressaltar a importância do território para o nosso povo, para manter nossa cultura e nossos rituais vivos”, destaca a liderança indígena Glicéria Tupinambá, que participou desde o início do processo de repatriação. Glicéria completa: “[O Manto] mostra também que é um lugar de resistência e de garantia dos direitos, na luta contra os desmanches dos nossos direitos e contra o Marco Temporal. A importância do manto é imensurável”.

Para a secretária de Cidadania e Diversidade Cultural do MinC, Márcia Rollemberg, é um momento histórico para o Brasil. “Sua devolução significa efetivar um direito cultural deste povo, o direito de preservar sua história, exercer sua cosmovisão, fortalecer sua identidade, de serem respeitados, e, principalmente, reconhecidos na contribuição vital à cultura nacional e a preservação de nossos biomas”, avalia.

Ela acrescenta que a repatriação do Manto Tupinambá reforça o compromisso na promoção das culturas indígenas, sendo um marco na valorização do patrimônio cultural brasileiro, ao reafirmar que os bens culturais não são meros objetos musealizados, mas elementos vivos da cultura. “Ao recebermos o Manto de volta, celebramos a relevância das culturas indígenas, inspirando inclusive futuras ações de repatriação, que ao final nos devolve a dignidade de sermos e termos essa imensa riqueza, nossa diversidade cultural brasileira”, finaliza.

O manto | A vestimenta sagrada foi produzida com penas de ave guará e fibras vegetais. Mede cerca de 1,80 metros e, tradicionalmente, era empregada em cerimônias e rituais. De acordo com os historiadores, o exemplar doado ao Museu tenha sido confeccionado no século 16.

Outros artefatos

Após duas décadas no Museu de História Natural de Lille (MHN), na França, 585 artefatos indígenas estão de volta ao Brasil. O conjunto de objetos, que representa mais de 40 povos diferentes, é formado por itens etnográficos que demonstram a variedade de manifestações culturais dessas populações. Entre eles, encontram-se diversos adornos Kayapó e Enawenê-Nawê, considerados raros ou inexistentes nas coleções brasileiras. Também há objetos Araweté, como chocalhos, arcos e raros brincos emplumados produzidos a partir das penas do anambé azul e da arara vermelha.

A ação foi resultado de uma complexa negociação entre o museu francês e a Fundação Nacional dos Povos Indígenas (Funai), o Ministério das Relações Exteriores (MRE) e o Ministério Público Federal (MPF).

(Fonte: Ministério da Cultura – Governo Federal)

Peça ‘Por entre espaços’ estreia em São Paulo

São Paulo, por Kleber Patricio

Fotos: Paulo César Lima.

‘Por entre espaços’, trabalho que resulta da dramaturgia experimentada durante as vivências cênicas e pesquisas corporais entre Marcos Sobrinho e as performers Jussara Miller, Luciana Hoppe e Simone Mello, dentro do projeto Dramaturgias Paralelas, estreia no primeiro fim de semana de agosto (dias 2, 3 e 4/8) no Teatro Alfredo Mesquita, em Santana, zona Norte da capital. Durante todo o mês, o espetáculo seguirá em circulação por outros três teatros da cidade: Arthur Azevedo, na Mooca, Zona Leste (de 9 a 11/8); Paulo Eiró, em Santo Amaro, Zona Sul (de 23 a 25/8) e encerra temporada no Kasulo Espaço de Arte, na Barra Funda, região central (de 30/8 a 1/9). As apresentações em todos os espaços têm entrada gratuita.

Com pensamentos diversos sobre o corpo e a cena, mas tendo em comum transitarem num território estético onde as artes visuais se instauram como gesto criativo predominante e as complexidades do ato da criação acontecem na solidão de um artista-solista, os quatro experienciaram um intenso processo de compartilhamento de suas práticas, que se deu num largo período nos laboratórios de investigação, nos vários workshops e na mostra Arrastão dos Solos, realizada na Oficina Cultural Oswald de Andrade e indicada ao prêmio APCA na categoria Programa/Memória.

A estrutura da performance teve a improvisação como base para a coleta de novos vocabulários corporais e se chegar à questão do exílio e seus desdobramentos – tema bastante discutido durante o processo, não limitado às conotações existenciais e religiosas do termo, mas como um desafio à criatividade, trazendo rastros do que pode ser o exílio pra cada um a partir de suas experiências pessoais e da relação com seu fazer artístico.

Como inspiração natural, surgiu a obra do filósofo tcheco-brasileiro Vilem Flusser, que tem o exílio como um marco importante em sua vida. Nascido em 1920 na cidade de Praga, Flusser teve que deixar sua terra natal em função da Segunda Guerra Mundial e do avanço do regime nazista. Após passar por países da Europa, se estabeleceu no Brasil em 1941, onde encontrou um ambiente intelectualmente estimulante influenciado pela cultura brasileira e latino-americana. “No território de experimentações cênicas, temos a percepção de que o exílio é uma condição humana que traz consigo desafios, questionamentos e provocações. Portanto, trazer essas experiências de exílio, vividas em contextos e condições de existência diversas, nos serve para criarmos um campo de diálogo cênico onde se faz ecoar e reverberar tanto os desconfortos e incômodos, quanto os arrebatamentos e fascínios dentro e fora do processo de criação artística”, pondera Marcos Sobrinho, diretor do núcleo artístico que concebeu o projeto.

Para a criação de Por entre espaços, Ana Cristina Colla atuou como provocadora; Talita Vinagre responde pelas intervenções dramatúrgicas e Valquíria Rosa, pelas intervenções sonoras. A sonorização e a vídeo instalação são de Téo Ponciano, o desenho de luz é de Décio Filho e Warner Júnior assina o figurino.

As apresentações integram projeto realizado com apoio da 34ª Edição do Programa Municipal de Fomento à Dança para a Cidade de São Paulo – Secretaria Municipal de Cultura.

Para saber mais: www.marcossobrinho.com.br | @dramaturgiasparalelas | @dionisioproducao.

Serviço:

Estreia Por entre espaços – Núcleo Marcos Sobrinho, com Marcos Sobrinho, Jussara Miller, Luciana Hoppe e Simone Mello

2 a 4/8 (sexta e sábado, às 21h, domingo, às 19h)

Teatro Alfredo Mesquita

Av. Santos Dumont, 1770 – Santana, São Paulo – SP

Ingresso:  Gratuito – Presencial

Acessibilidade: sim

9 a 11/8 (sexta e sábado, às 21h, domingo, às 19h)

Teatro Arthur Azevedo

Av. Paes de Barros, 955 – Alto da Mooca, São Paulo – SP

Ingresso:  Gratuito – Presencial

Acessibilidade: sim

23 a 25/8 (sexta e sábado, às 21h, domingo, às 19h)

Teatro Paulo Eiró

Av. Adolfo Pinheiro, 765 – Santo Amaro, São Paulo – SP

Ingresso:  Gratuito – Presencial

Acessibilidade: sim

30 e 31/8 e 1/9  (sexta e sábado, às 20h; domingo, às 19h)

Kasulo Espaço de Arte

Rua Sousa Lima, 300 – Barra Funda, São Paulo – SP

Ingresso:  Gratuito – Presencial

Acessibilidade: não

Duração: 40 minutos

Classificação Indicativa: 14 anos.

Núcleo de Dança e Performance Marcos Sobrinho | Marcos Sobrinho, cuja formação em dança passa por Maria Olenewa (RJ), pela Ècole de Danse du Marais (Paris-França), Folkwang Schule em Essen e Die Werkstatte Düsseldorf, ambas na Alemanha, e Zélia Monteiro, em São Paulo, fundou o Núcleo de Dança e Performance, que leva o seu nome, com a proposta de investigar o universo da dança em conjunto com as artes visuais, música e vídeo. Já foi contemplado pelo Fomento à Dança para a Cidade de São Paulo, Prêmio Funarte Klauss Vianna, Programa de Ação Cultural – ProAC e Rumos – Itaú Cultural. Em seus 26 anos, o grupo vem trabalhando de forma sistemática no campo da dança e performance, estabelecendo conexões entre o fazer/pensar arte contemporânea. Nas investigações cênicas, tem sempre abordado as artes visuais como estratégia para as modulações estéticas.

www.marcossobrinho.com.br | @dramaturgiasparalelas.

(Fonte: Elaine Calux Assessoria de Imprensa)