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Lazer & Gastronomia

Inglaterra

British Pullman, A Belmond Train, Inglaterra, apresenta “Celia”, vagão exclusivo assinado por Baz Luhrmann e Catherine Martin

por Kleber Patrício

Novo vagão é dedicado a eventos e jantares privados; espaço foi idealizado e desenhado pelo cineasta Baz Luhrmann, diretor de filmes como Moulin Rouge!, The Great Gatsby e Elvis, e pela figurinista e designer de produção Catherine Martin, quatro vezes vencedora do Oscar por seu trabalho em Moulin Rouge! e The Great Gatsby

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Produção de ciência no BR caiu novamente em 2023; queda foi observada em 35 países

Brasil, por Kleber Patricio

Produção científica nacional teve um decréscimo de 7,2% em 2023 em comparação a 2022. Foto: Marcos Santos/USP Imagens.

Um total de 35 países tiveram variação negativa na produção científica em 2023 em relação ao ano anterior — incluindo o Brasil. A produção científica nacional teve um decréscimo de 7,2% em 2023 em comparação a 2022. É a segunda queda consecutiva. Com isso, a produção de ciência do Brasil de 2023 fica bem próxima ao ano de 2019, ou seja, um período pré-pandemia. Até 2022, o país vinha mantendo um ritmo de crescimento anual da sua produção de artigos desde que os dados começaram a ser tabulados, em 1996.

As informações inéditas são do relatório da Bori-Elsevier ‘2023: ano de queda na produção científica de 35 países, inclusive o Brasil’, lançado nesta terça (30). Os dados são da base Scopus/Elsevier e, para os cálculos, foi usada a ferramenta analítica SciVal/Elsevier. O relatório analisou todos os países que publicaram mais de 10 mil artigos científicos em 2022 — em um total de 53 países.

O declínio no ritmo da produção científica brasileira é observado pelo segundo ano consecutivo. Documento anterior da Bori-Elsevier, lançado em julho do ano passado, já havia mostrado uma queda inédita na sua produção científica brasileira em 2022 em relação ao ano anterior. Dados atualizados agora apontam que, de 2021 para 2022, houve no Brasil uma queda de 8,5% na produção científica brasileira.

Os novos dados vêm à tona durante a 5ª Conferência Nacional de Ciência, Tecnologia e Inovação (5ª CNCTI), que acontece em Brasília de 30 de julho a 1 de agosto com o objetivo de planejar a política nacional na área para os próximos anos. É o principal evento de política científica do país. “Sabemos que o volume de publicação de artigos de um país reflete, entre outros fatores, o volume de investimento feito em pesquisa científica alguns anos atrás. Isto é, são efeitos de médio, não curto prazo”, diz Dante Cid, vice-presidente de Relações Institucionais para a América Latina da Elsevier. “Portanto, nossa expectativa é de que mediante o melhor nível de investimentos feitos estes últimos anos, a produção nacional retome o crescimento em breve.”

20 países com maior decréscimo no número de artigos 2023/2022. Fonte: Elsevier.

Dentre os países que, como o Brasil, perderam ritmo de produção científica estão Estados Unidos, Alemanha e Rússia. Em sentido contrário, Emirados Árabes, Iraque e Indonésia tiveram crescimento superior a 15% na produção científica de 2022 para 2023.

Artigos científicos trazem resultados de pesquisas científicas em desenvolvimento. Perder ritmo de produção científica significa produzir menos conhecimento e menos soluções para questões como tratamento de doenças, melhora na agropecuária ou enfrentamento de questões sociais como a violência urbana.

Produção científica brasileira

No caso do Brasil, Ciências Médicas foi a área de conhecimento que teve maior queda no número de artigos com autores: 10%, de 2022 para 2023. O relatório mostra também que, com exceção das universidades federais de Juiz de Fora (UFJF) e de Pernambuco (UFPE), todas as instituições de pesquisa do país analisadas sofreram redução na produção científica em 2023 em relação a 2022. Foram consideradas 31 instituições de pesquisa com mais de mil artigos científicos publicados em 2022. “Acompanhar os dados sobre a produção científica de um país é essencial para justificar os investimentos em ciência”, diz Estevão Gamba, cientista de dados da Bori. “É necessário compreender o processo de desaceleração da produção de ciência no Brasil para encontrar maneiras de retomar o crescimento”.

Este é o quinto relatório da parceria entre a editora científica Elsevier e a Bori, que analisa, periodicamente, a ciência brasileira. A ideia é ter um retrato da produção de ciência nacional e munir o debate público com informações relevantes para políticas científicas e para tomadas de decisão.

(Fonte: Agência Bori)

Concertos Astra-Finamax apresenta ópera formada apenas por mulheres em Jundiaí (SP)

Jundiaí, por Kleber Patricio

O projeto Concertos Astra-Finamax trará no dia 3 de agosto ao Teatro Polytheama, em Jundiaí (SP), a apresentação da ópera Suor Angélica formada apenas por mulheres – no total, serão 20 artistas. O maestro Abel Rocha é quem fará a regência da ópera e a Orquestra Sinfônica de Santo André o acompanhamento.

A ópera Suor Angélica, que se passa na Toscana do século 17, conta a história de Angélica, uma jovem nobre que foi enviada para o convento após dar à luz um filho ilegítimo. A obra aborda temas de arrependimento, redenção e espiritualidade, culminando em um desfecho trágico e tocante.

O musicólogo Daniel Motta fará uma palestra pré-concerto gratuita e aberta ao público dando mais detalhes sobre a obra e a apresentação. O Concertos Astra-Finamax apresenta e promove há 26 anos música clássica acessível para o público de Jundiaí e cidades do entorno.

As vendas de ingressos dos espetáculos são revertidas 50% à Fundação Casa da Cultura e 50% ao Instituto Jundiaiense Luiz Braille, ambos de Jundiaí. Os ingressos têm o valor simbólico de R$5 e R$10 e podem ser adquiridos na bilheteria do Teatro Polytheama e na plataforma Sympla. As apresentações contam com intérprete de libras e rampas para acesso.

Serviço | Palestra Pré-Concerto com Daniel Motta

Data: 3/8

Horário: 18h30

Local: Teatro Polytheama – Rua Barão de Jundiaí, 176 – Centro, Jundiaí

Entrada gratuita

Serviço | Concertos Astra-Finamax – Ópera Suor Angélica e Orquestra Sinfônica de Santo André 

Data: 3/8

Horário: 20h

Local: Teatro Polytheama – Rua Barão de Jundiaí, 176 – Centro, Jundiaí

Ingressos: R$5 e R$10 – Vendidos na bilheteria do Teatro Polytheama e na plataforma Sympla.

Sobre o Concertos Astra-Finamax | O projeto musical foi criado em 1998 com o objetivo de democratizar o acesso à cultura por meio de apresentações de orquestras, grupos e músicos do cenário nacional e internacional. A produção dos espetáculos é realizada pela Atique & Atique Produções Culturais, com o patrocínio das empresas Astra e Japi e apoio da Finamax e do Instituto Oliva.

(Fonte: Máquina Cohn & Wolfe)

Mês em que Parque Ibirapuera completa 70 anos é marcado por shows musicais gratuitos para a população

São Paulo, por Kleber Patricio

Foto: Divulgação/Urbia Parques.

O ano de 2024 vem sendo marcado por uma série de eventos culturais, socioambientais, esportivos e artísticos que celebram os 70 anos do Parque Ibirapuera, administrado pela Urbia. Agora em agosto, mês oficial de aniversário do espaço, a programação contará com diversas apresentações musicais gratuitas que prometem tornar as manhãs de sábado ainda mais animadas na Arena da Marquise, além de um show no Auditório Ibirapuera. O projeto Música no Parque, realizado pela Escola de Música do Parque Ibirapuera, levará muito jazz, MPB, clássicos do samba e da bossa nova para comemorar o aniversário do parque. Confira a seguir tudo que está programado para o período:

Grupo ‘De Tudo Se Faz Canção’ com Grupo Vocal da Escola de Música do Parque Ibirapuera

Data: 3 de agosto

Horário: 11h30

Local: palco da Arena da Marquise

Esta apresentação carrega duas celebrações em uma: além de abrir o calendário de shows de agosto, que comemoram os 70 anos do Parque Ibirapuera, este espetáculo também registra a conclusão da 2ª edição do curso de canto em grupo para adultos ‘De Tudo Se Faz Canção’. O evento contará com a participação especial do Grupo Vocal da Escola de Música do Parque Ibirapuera e do regente, Daniel Reginato.

Orquestra Furiosa no Auditório Ibirapuera 

Data: 10 de agosto

Horário: 16h

Local: Auditório Ibirapuera

Em comemoração aos 70 anos do Parque Ibirapuera, a Orquestra Furiosa irá apresentar os grandes clássicos do samba de todos os tempos. Pixinguinha, que esteve presente na inauguração do Parque Ibirapuera, em 1954, será homenageado com o samba ‘Um Mundo Melhor’, criado em parceria com Vinícius de Moraes. Além disso, para a abertura da festa, sobem ao palco os cantores do grupo ‘De Tudo Se Faz Canção’, cujo participantes estão concluindo a 2ª edição deste curso de canto para adultos, na Escola de Música do Parque Ibirapuera.

Entrada: com 800 vagas disponíveis, o acesso será feito por ordem de chegada e sem necessidade de inscrição.

Show da Música Popular Brasileira

Data: 17 de agosto

Horário: 11h30

Local: palco da Arena da Marquise

Também compondo as comemorações de aniversário do Parque Ibirapuera, o Show da Música Popular Brasileira será apresentado por estudantes e professores da Escola de Música. O público poderá apreciar um espetáculo composto por um repertório repleto de MPB, gênero musical que surgiu na década de 60 e que faz sucesso até hoje.

Grupo Quinjazz

Data: 24 de agosto

Horário: 11h30

O Grupo Quinjazz nasceu na Escola de Música do Parque Ibirapuera e fará uma apresentação que abrange desde o jazz até a bossa nova. A mistura desses gêneros proporciona uma experiência musical envolvente, na qual ritmos tradicionais se fundem à criatividade contemporânea, produzindo uma sonoridade que estimula a alegria de dançar.

Duo Anamauê

Data: 31 de agosto

Horário: 11h30

O Duo Anamauê, formado por Tuco Cerutti e Karolina Barbosa, dois estudantes da Escola de Música do Parque Ibirapuera, foi concebido para explorar as barreiras do que constitui a linguagem de dentro e de fora da música. O trabalho da dupla é centrado na compreensão de como cada música, seja ela com letra ou puramente instrumental, e traz uma narrativa única que contribui para a formação de discursos poderosos e reveladores sobre nossa identidade e cultura. Por meio de um repertório que inclui composições de diversos artistas de todo o Brasil, o Duo Anamauê busca responder a uma pergunta central: ‘qual é a linguagem da Música Popular Brasileira?’. Essa questão os leva a experimentar e integrar diferentes estilos e influências, criando uma experiência musical rica e diversificada.

Para mais informações, acesse: Site | Instagram | Facebook | LinkedIn.

(Fonte: Urbia Parques)

Espetáculo de dança e performance ‘ROXA’ faz temporada de estreia em vários teatros de São Paulo

São Paulo, por Kleber Patricio

Fotos: Chico Castro.

Segundo trabalho da Gana Coletiva, o espetáculo de dança e performance ROXA reflete sobre a identidade de gênero de corpos não-binários e a condição de pessoas que vivem com HIV. As apresentações acontecem entre os dias 5 e 7 de agosto, às 20h, no Teatro Mars; entre 10 e 12 de agosto (sábado e segunda, às 20h e domingo, às 19h), no Centro Cultural da Diversidade; entre 23 e 25 de agosto (sexta e sábado às 21h e domingo às 19h), no Teatro Alfredo Mesquita e, entre 30 de agosto e 1º de setembro (sexta e sábado às 20h e domingo às 18h), no Teatro Arthur Azevedo (Sala Multiuso).

Com concepção e performance de Andrew Tassinari (Roxa) e direção e dramaturgia de Cassiano Fraga, a obra parte da autobiografia de Roxa para abordar questões fundamentais na existência de pessoas queer como a não-generidade dos vestuários e o pensamento sobre seus usos sociais e artísticos e a incomunicabilidade destes temas dentro de estruturas familiares conservadoras.

Ao mesmo tempo, o espetáculo explora as relações que desenvolvemos com as materialidades no nosso cotidiano e repensa o conceito de ‘lixo’, duas pesquisas muito importantes para a artista performer. “Eu sou uma acumuladora, tenho muita dificuldade de desapegar dos objetos. Por isso, fazer o ROXA faz parte de um processo de cura pra mim. Vou conseguir ressignificar e dar um uso real para algumas coisas da minha casa”, comenta Tassinari.

Para a construção da dramaturgia, Cassiano e Andrew partiram de algumas perguntas-dispositivo: como podemos repensar o mundo a partir da história de Andrew? Como dançar a violência e trazer a humanização dos corpos para um movimento? Como criar uma estética não-binária de movimento, considerando que a dança contemporânea, mesmo que alicerçada no princípio da neutralidade, foi construída e desenvolvida por corpos binários? Como a ideia da acumulação compulsiva pode ser um importante elemento performativo para a constituição do figurino? Como a ideia de um ‘corpo-criatura’ nos provoca a pensar sobre uma estética ‘outra’ para nossas corpas?

Sobre a encenação

Com essas ideias em mente, a cenógrafa Denise Fujimoto se uniu à iluminadora Nara Zocher para criar uma espécie de cenário-instalação que desse conta desses diversos materiais trabalhados por Roxa e Cassiano. O objetivo é fazer com que essa iluminação e essa cenografia potencialize a estética da Roxa, ditando seus discursos narrativos.

Enquanto se movimenta pelo palco, Roxa interage com uma escada, um carrinho de feira, manequins, origamis e latas, entre outros. E, seguindo uma proposta de upcycling, os figurinos assinados por Guma Joana foram desenvolvidos com diversas materialidades do acervo pessoal de Roxa, como cartões de crédito, tampinhas, plástico transparente e outros elementos que seriam facilmente descartados.

ROXA mescla elementos de balé clássico, dança contemporânea, performance e teatro. É uma síntese das linguagens que atravessam o dia a dia de Tassinari – todas unidas para a criação de uma experiência poética que toque no sensível mais profundo do ser humano: a sua capacidade de empatia. Assim, o trabalho busca humanizar os corpos tão marginalizados na nossa sociedade.

Para guiar a narrativa, a trilha sonora de Renato Navarro está sendo construída junto com o espetáculo. “Ele acompanha os nossos processos e nos apresenta composições que conversem bem com as cenas. E nesse diálogo entre os diversos elementos sonoros e as movimentações da Roxa, vamos encontrando sutilezas e potências para as nossas cenas”, explica o diretor.

Ao explorar sua estética única e construir uma experiência performática que atravessa o passado da Roxa, o grupo convida o público a se aliar na luta contra o ódio e o preconceito. “Não queremos trazer respostas prontas. Nossa ideia é fazer os espectadores refletirem sobre tudo o que estão vendo, repensando suas atitudes e crenças”, comenta Fraga.

Sobre a Gana Coletiva

Criada em 2022, a Gana é um coletivo de artes performativas que desenvolve uma pesquisa de linguagem localizada na intersecção entre teatro, dança e performance. O trabalho de estreia, ‘LETI’, deu início às investigações dentro do universo da autobiografia, criando os primeiros contornos de suas pesquisas. Seus processos criativos encontram nas biografias dos artistas os materiais necessários para desenvolvermos tanto suas dramaturgias autorais como suas pesquisas estéticas. Assim, nessa busca por uma poética que seja própria de cada história/corpo, encontram nas suas singularidades um eco para a coletividade. Através dos trabalhos, querem tocar, mexer, provocar, deslocar, desorganizar e reorganizar os olhares do público, e assim, convidá-los a pensar e repensar o mundo em que vivemos.

Sinopse | Andrew Tassinari, mais conhecide como Roxa Caótica, convida o público para conhecerem ROXA. Partindo de sua autobiografia, traz à tona questões elementares da sua história e do universo queer. Através de uma estética própria, Roxa nos provoca a olharmos para a identidade de gênero não-binária, para a condição das pessoas que vivem com HIV, e a partir dessa experiência, convoca a todes para, em resistência ao ódio e a intolerância, celebrarmos nossas corpas, nossas identidades e nossas vidas.

FICHA TÉCNICA

Concepção e performance: Andrew Tassinari (Roxa)

Direção e dramaturgia: Cassiano Fraga

Trilha sonora e desenho de som: Renato Navarro

Cenografia: Denise Fujimoto

Figurinos: Guma Joana

Desenho de luz: Nara Zocher

Provocação cênica: Marcelo D’Ávilla

Preparação corporal: Valéria Mattos e Paula Firetti

Fotografia: Chico Castro

Audiovisual: Hugo Faz

Redes Sociais: Patrícia Soso

Cenotécnica: Flávia Ferreyra Ninha Monstro

Design gráfico: Paco Vasconcelos

Direção de Produção: Cassiano Fraga

Assistente de Produção: Thatiana Moraes

Assessoria de Imprensa: Canal Aberto

Realização: Gana Coletiva.

Serviço:

ROXA

Duração: 70min

Classificação: 16+

Teatro Mars

Data: 5, 6 e 7 de agosto, às 20h

Endereço: Rua João Passalaqua, 80 – Bela Vista

Ingressos: https://www.sympla.com.br/roxa—teatro-mars__2527507

* Após a sessão do dia 6, acontece o bate-papo ‘Percurso Roxo’

Centro Cultural da Diversidade

Data: 10, 11 e 12 de agosto, sábado e segunda, às 20h e domingo, às 19h

Endereço: R. Lopes Neto, 206 – Itaim Bibi

Ingresso: https://www.sympla.com.br/roxa—centro-cultural-da-diversidade—teatro-decio-de-almeida-prado__2529701

* Após a sessão do dia 10, acontece o bate-papo ‘Percurso Roxo’

Teatro Alfredo Mesquita

Data: 23, 24 e 25 de agosto, sexta e sábado, às 21h e domingo, às 19h

Endereço: Av. Santos Dumont, 1770 – Santana

Ingresso: https://www.sympla.com.br/roxa—teatro-alfredo-mesquita__2529715

* Após a sessão do dia 24, acontece o bate-papo ‘Percurso Roxo’

Teatro Arthur Azevedo – Sala Multiuso

Data: 30 e 31 de agosto e 1º de setembro, sexta e sábado, às 20h e domingo, às 18h

Endereço: Av. Paes de Barros, 955 – Alto da Mooca

Ingresso: https://www.sympla.com.br/roxa—teatro-arthur-azevedo-sala-multiuso__2529718

* Após a sessão do dia 31, acontece o bate-papo ‘Percurso Roxo’.

(Fonte: Canal Aberto Assessoria de Imprensa)

Lume Teatro encena o espetáculo ‘Kintsugi, 100 memórias’

Campinas, por Kleber Patricio

Foto: Arthur Amaral.

Na balança do tempo, qual o peso da memória e das lembranças? Um grama de alívio ou uma tonelada de sofrimento? Quem se atreve a revivê-las, reinterpretá-las ou esquecê-las? Essas e outras questões permeiam o espetáculo ‘Kintsugi, 100 memórias’, que integra o repertório artístico do Lume Teatro (Núcleo Interdisciplinar de Pesquisas Teatrais – Unicamp), referência internacional de companhia teatral. A montagem fica em cartaz de sexta-feira (2/8) a domingo (4/8), às 20h, na sede do Lume Teatro, em Barão Geraldo, em Campinas (SP).

Vale destacar que a temporada faz parte do Ciclo 1 | Lume em Casa, que integra o projeto Atuação e Presença, contemplado pela Lei Paulo Gustavo (Edital LPG nº 18/2023 – Manutenção de Atividades). Realizada pelo Ministério da Cultura e Governo do Estado de São Paulo, por meio da Secretaria da Cultura e Economia e Indústrias Criativas, a iniciativa abre a celebração de 40 anos de fundação do Lume Teatro, que acontecerá em 2025.

Foto: Alessandro Soave.

Criado pelos atores-pesquisadores Ana Cristina Colla, Jesser de Souza, Raquel Scotti Hirson e Renato Ferracini, o espetáculo Kintsugi, 100 memórias tem a direção do argentino Emilio García Wehbi, com dramaturgia do carioca Pedro Kosovski, desenho sonoro de Janete El Haouli e José Augusto Mannis e orientação coreográfica de Jussara Miller.

Kintsugi, 100 memórias é uma proposta cênica que, partindo dos limites da teatralidade e de modo fragmentário, tenta se aproximar de uma ideia de memória não linear nem bucólica, mas sim uma memória que apresenta o gesto da vontade no ato de lembrar.

Para o elenco do espetáculo, que estreou em 2019, a memória não é nem monumentalista nem autocomplacente, mas sim um exercício do presente para revisitar as crises passadas, os erros cometidos, as cicatrizes – pessoais e coletivas – que a história deixa e, assim, corrigir o futuro. É o reencontro com a dor como ato de superação.

Foto: Arthur Amaral.

“Partimos em busca de uma memória específica: as lembranças das sombras, aquelas memórias, sejam elas pessoais, do Lume Teatro ou sociais, que se fundem com uma vontade de esquecimento. Não uma amnésia patológica, mas um esquecimento por opção. Aquelas memórias que machucam, ferem, que moram nas sombras e que queremos que permaneçam assim: quietas, inertes. E assim tratamos o Alzheimer mais como metáfora do que como patologia e mergulhamos em nossas sombras pessoais, grupais, sociais para que pudéssemos compor uma obra de auto ficção ao mesmo tempo simples, direta e política, baseada numa singularidade que deseja se coletivizar”, destaca o ator-pesquisador Jesser de Souza.

Não por acaso, para Pedro Kosovski, o espetáculo se molda como “um vaso se estilhaça em cem memórias. Esse acidente cobra dos artistas do Lume Teatro uma tomada de posição: de que modo juntar os fragmentos daquilo que um dia representou um contorno estável que os uniu e os conteve, tal como um vaso, durante tantos anos? São memórias individuais, memórias do grupo, memórias sociais do Brasil da ditadura à redemocratização”, pontua o dramaturgo.

Foto: Arthur Amaral.

Em termos cênicos, o espetáculo busca, a partir da exibição de cem memórias, apresentar ao público uma dramaturgia auto ficcional desconstruída de maneira não narrativa que transita perifericamente pela história dos intérpretes, suas histórias em grupo e, como projeção, pela história dos espectadores.

Ficha técnica

Criação: Ana Cristina Colla, Emilio García Wehbi, Jesser de Souza, Pedro Kosovski, Raquel Scotti Hirson e Renato Ferracini

Direção: Emilio García Wehbi

Dramaturgia: Pedro Kosovski

Atuação: Ana Cristina Colla, Jesser de Souza, Raquel Scotti Hirson e Renato Ferracini

Desenho sonoro: Janete El Haouli e José Augusto Mannis

Orientação coreográfica: Jussara Miller

Iluminação: Eduardo Albergaria

Técnicos responsáveis: Dani Salvi, Eduardo Albergaria e Francisco Barganian

Apoio Administrativo: Giselle Bastos

Registro Audiovisual: Alessandro Poeta Soave

Design Gráfico: Arthur Amaral

Realização: Lume Teatro

Duração: 120 minutos

Classificação Indicativa: 16 anos.

Ciclo 1 | Lume em Casa

Trata-se da encenação de espetáculos do repertório do Lume Teatro em sua sede. Ao todo, serão Kintsugi, 100 memórias (2/8 a 4/8), O Não Lugar de Ágada Tchainik (23/8 a 25/8), La Scarpetta (20/9 a 22/9) e Cnossos (26/10 a 28/10), além de Homenagem e Café com Queijo, já encenados em junho e julho.

Com entrada franca (os ingressos serão distribuídos uma hora antes de cada sessão), as apresentações serão realizadas sempre às 20h, na sede do Lume Teatro.

O Lume

Foto: Arthur Amaral.

Fundado em 1985, o Lume Teatro se tornou uma referência internacional na pesquisa da arte da atuação. Composto atualmente pelos atores pesquisadores Ana Cristina Colla, Carlos Simioni, Jesser de Souza, Naomi Silman, Raquel Scotti Hirson, Renato Ferracini e Ricardo Puccetti, o grupo já se apresentou em mais de 30 países, atravessou quatro continentes e vem desenvolvendo parcerias com coletivos, universidades, pensadores, mestres, mestras e artistas da cena mundial.

Vencedor do Prêmio Shell 2013 em pesquisa continuada, o Lume Teatro possui um repertório diversificado de ações artísticas e acadêmicas que abrange uma grande diversidade de processos experimentais no campo artístico e pedagógico das artes presenciais.

Quer saber mais? Acesse www.lumeteatro.com.br.

Serviço:

Lume em Casa | agosto | Kintsugi, 100 memórias

Quando: Sexta-feira (2/8), sábado (3/8) e domingo (4/8), às 20h

Onde: Lume Teatro (Rua Carlos Diniz leitão, 150 | Vila Santa Isabel | Barão Geraldo | Campinas/SP

Quanto: Entrada franca (os ingressos serão distribuídos uma hora antes da apresentação)

Informações: @lumeteatro.

(Fonte: Assessoria de Imprensa Lume Teatro)