Notícias sobre arte, cultura, turismo, gastronomia, lazer e sustentabilidade

Arte & Cultura

Rio de Janeiro

Etc e Tal transforma “Dom Quixote” em uma experiência visual arrebatadora e reafirma a força da mímica brasileira no cenário contemporâneo

por Kleber Patrício

Uma das companhias mais importantes do teatro físico brasileiro, a carioca Etc e Tal apresenta Dom Quixote, espetáculo infanto-juvenil sem palavras que reinventa o clássico de Miguel de Cervantes por meio da mímica, da comicidade gestual e de uma sofisticada dramaturgia visual. A estreia acontece no dia 7 de março de 2026 no Teatro Glaucio […]

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Lazer & Gastronomia

Inglaterra

British Pullman, A Belmond Train, Inglaterra, apresenta “Celia”, vagão exclusivo assinado por Baz Luhrmann e Catherine Martin

por Kleber Patrício

Novo vagão é dedicado a eventos e jantares privados; espaço foi idealizado e desenhado pelo cineasta Baz Luhrmann, diretor de filmes como Moulin Rouge!, The Great Gatsby e Elvis, e pela figurinista e designer de produção Catherine Martin, quatro vezes vencedora do Oscar por seu trabalho em Moulin Rouge! e The Great Gatsby

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Orquestra Furiosa encerra Festival de Inverno de Campos do Jordão com tributo a Milton Nascimento

Campos do Jordão, por Kleber Patricio

Orquestra Furiosa da Escola de Música do Parque Ibirapuera. Foto: Divulgação/Urbia Parques.

A Orquestra Furiosa, da Escola de Música do Parque Ibirapuera sobe ao palco do Parque Capivari, no domingo, 3 de agosto de 2025, às 12h, para um emocionante concerto gratuito em homenagem a Milton Nascimento e ao Clube da Esquina, um verdadeiro tributo à riqueza e à diversidade da música popular brasileira. A apresentação integra a programação de encerramento da 55ª edição do Festival de Inverno de Campos do Jordão, o maior evento de música clássica da América Latina.

Após lotar a Sala São Paulo, um dos principais locais de concertos do centro da capital paulista, em maio de 2025 com esse espetáculo, a Orquestra leva o show ao público da Serra da Mantiqueira, onde apresentarão grandes sucessos do cantor como “Travessia”, “Maria Maria”, “Clube da Esquina nº 2”, “Morro Velho, “Vera Cruz” e “Cravo e Canela”. O repertório e os arranjos foram especialmente preparados para o grupo formado por 41 instrumentistas e regido pelo maestro Nailor Azevedo Proveta.

A convite da Orquestra, a apresentação contará, ainda, com a participação especial da premiada cantora e compositora brasileira Vanessa Moreno. Dona de uma das vozes mais marcantes da nova geração da música brasileira, a artista transita com fluidez entre o jazz, a MPB e a música instrumental, conquistando o público por sua expressividade e domínio vocal. Com interpretações que combinam potência e delicadeza, a cantora dá novas cores às canções de Milton Nascimento, por meio de nuances emocionais que ampliam o diálogo entre tradição e contemporaneidade.

Com entrada franca e programação voltada a todos os públicos, o festival homenageia a arte em suas múltiplas formas. Neste ano, foram 76 apresentações gratuitas em 8 palcos, reunindo grandes nomes da música erudita e popular, espetáculos de dança e formações sinfônicas consagradas, um encontro entre tradição, inovação e diversidade cultural.

Serviço:

Orquestra Furiosa no Festival de Inverno de Campos do Jordão

Data: 3 de agosto de 2025

Horário: 12h

Local: Parque Capivari em Campos do Jordão

Endereço: Rua Engenheiro Diogo José de Carvalho, 1291 – Capivari, Campos do Jordão – SP, 12460-000

Gratuito.

(Com Mylena Zintl/Máquina Cohn & Wolfe)

Formação intensiva Le Cordon Bleu: uma jornada prática rumo à gastronomia profissional

São Paulo, por Kleber Patricio

Fotos: Divulgação/Le Cordon Bleu.

Com novas turmas iniciando nos dias 11 de agosto e 13 de outubro, o CordonTec é uma formação pensada para quem deseja atuar profissionalmente na gastronomia – mesmo sem experiência prévia. O curso oferece uma abordagem 100% prática e individual, com mais de 800 horas de aulas presenciais nas cozinhas do Le Cordon Bleu São Paulo, seguindo a mesma metodologia aplicada nas escolas da rede ao redor do mundo. Durante a formação, o aluno desenvolve habilidades fundamentais nos três pilares da tradição francesa: Cuisine (cozinha salgada), Pâtisserie (confeitaria) e Boulangerie (panificação).

Outro destaque é o módulo de Serviços e Hospitalidade, que introduz boas práticas de atendimento, como montar uma mesa de forma profissional, servir vinhos, entre outros conhecimentos essenciais para atuar em restaurantes, hotéis, eventos e experiências gastronômicas completas.

Além disso, o programa inclui 200 horas de atividades práticas complementares, realizadas em restaurantes parceiros ou no próprio Instituto, proporcionando vivência real do dia a dia de uma cozinha profissional.

Com estações de trabalho individuais, chefs Le Cordon Bleu, estrutura de ponta e uma formação sólida, o Diplôme CordonTec é ideal para quem busca excelência técnica e preparação para ingressar no mercado gastronômico.

Serviço:

Le Cordon Bleu São Paulo

Rua Natingui, 862 – 1º andar – Vila Madalena, São Paulo

Próximas turmas: 11/8 e 13/10

Inscrições pelo link.

Sobre Le Cordon Bleu

Le Cordon Bleu é a principal rede global de institutos de artes culinárias e gestão de hospitalidade, com uma herança de 130 anos. A rede mantém presença global com 35 escolas em mais de 20 países, formando cerca de 20 mil alunos de mais de 100 nacionalidades diferentes todos os anos. As técnicas culinárias tradicionais francesas permanecem no coração do Le Cordon Bleu, mas seus programas acadêmicos são constantemente adaptados para incluir novas tecnologias e as inovações necessárias para atender às necessidades crescentes da indústria. Presente no Brasil desde 2018, possui unidades no Rio de Janeiro e em São Paulo, onde oferece programas de alta qualidade, como o Grand Diplôme, o Diploma de Cozinha Brasileira, o Diplôme de Wine & Spirits, Diplôme de Plant Based, Certificado Cuisines D’Asie, entre outros.

(Com Guilherme Messina/Le Cordon Bleu)

Romance interativo convida o leitor a protagonizar uma jornada de amor

São Paulo, por Kleber Patricio

Capa do livro. Fotos: Divulgação.

E se fosse possível voltar no tempo e escolher um destino completamente diferente para viver um grande amor? Em “Outras versões de nós”, romance que chega ao Brasil pela Mood, selo do Grupo Ciranda Cultural, a escritora espanhola Esperanza Luque propõe ao leitor que defina os rumos da narrativa e a decisão sobre o fim da história.

Inspirado no formato clássico de “escolha a sua própria aventura”, a autora coloca Charlotte, uma artista com o coração partido, como protagonista de múltiplas possibilidades. Após encontrar uma vidente misteriosa, a jovem recebe a chance de mudar decisões que marcaram o passado.

A partir deste momento, Esperanza coloca as escolhas sobre a continuação da jornada nas mãos do leitor, que poderá transitar em até seis narrativas interligadas. As opções incluem drama histórico, enredo escolar, trama natalina e comédia romântica, que podem ser ambientadas em épocas diferentes, como a Segunda Guerra Mundial ou a Era Vitoriana.

Com a intenção de normalizar sentimentos comuns, a autora mostra uma personagem pessimista em relação ao destino e que se compara com os outros o tempo todo. Essa sensação, que acomete muitas pessoas em diferentes momentos da vida, estimula uma montanha-russa emocional e desperta nostalgia, conforto e esperança enquanto o rumo de Charlotte vai se definindo.

A vida não é como nos filmes. Passei muitos anos encolhida em meu canto, sem sair

do lugar, enquanto as pessoas levaram adiante os próprios projetos. E acabei

 ficando cada vez mais frustrada por não realizar um sonho pelo 

qual nem sequer lutei. (Outras versões de nós, p. 256)

A obra funciona como um espelho íntimo, em que cada opção feita pela protagonista revela, na verdade, quem está lendo. A combinação entre as emoções do leitor e a ficção resultam em um prazeroso exercício de autoconhecimento. Afinal, que história cada um escreveria se pudesse voltar atrás?

Leitura leve com camadas que dialogam com o amadurecimento, Outras versões de nós propõe uma reflexão sobre as escolhas que moldam cada jornada. Esperanza Luque reforça que o amor pode existir em diferentes versões, pois não há finais certos ou errados, apenas caminhos para viver a autenticidade de ser quem se é.

Ficha técnica

Título: Outras Versões de nós

Autora: Esperanza Luque

ISBN: 978-6583060082

Páginas: 480

Preço: R$ 59,90

Onde encontrar: Amazon

Sobre a autora | Esperanza Luque, nascida em Valência, Espanha, é escritora, jornalista e redatora da revista literária La Avenida de los Libros. Embora sua estação preferida seja o outono, é uma amante fiel da primavera. Também adora animais, corrida e livros, e compartilha sua paixão pela leitura no TikTok. Com uma escrita sensível e ousada, destaca-se por criar tramas interativas e personagens femininas complexas, que vivem dilemas reais entre sonhos, perdas e recomeços. Instagram: @esperanzalruz | Tik Tok: Esperanza Luque

Sobre a Mood | Selo Young Adult da Editora Ciranda Cultural, a Mood chegou para ser sua nova melhor amiga. Descolada, autêntica e cheia de personalidade, a Mô sempre tem a indicação perfeita de livro, seja qual for o seu momento ou o seu humor. Site: Editora Mood | Instagram: @editoramood | TikTok: Editora Mood.

(Com Caroline Arnold/LC Agência de Comunicação) 

CAIXA Cultural Rio de Janeiro apresenta mostra “Filmes Cubanos Restaurados”

Rio de Janeiro, por Kleber Patricio

La Muerte de un Burocrata (A Morte de um Burocrata) – 1966 – filme estará presente na mostra Filmes Cubanos Restaurados.

A partir do dia 22 de julho, a CAIXA Cultural do Rio de Janeiro embarca em uma viagem no tempo, na qual filmes do cinema cubano, que passaram por uma restauração histórica, serão exibidos gratuitamente. Com patrocínio da CAIXA e do Governo Federal, sob curadoria de Silvia Oroz e Gregory Baltz, a mostra “Filmes Cubanos Restaurados” exibe ao público carioca uma seleção de obras icônicas do cinema cubano, agora com uma maior qualidade de imagem e som. Como convidadas especiais Mirtha Ibarra (atriz de cinema, teatro e televisão) e Lola Calviño (Ex-vice diretora da EICTV e Vice-diretora da Cinemateca de Cuba), duas expoentes do cinema cubano.

Até o dia 3 de agosto serão exibidos 15 filmes, divididos entre 8 longas-metragens e 7 curtas. Será uma oportunidade única de celebrar a memória cinematográfica de Cuba e seu impacto cultural duradouro no continente latino-americano. Vale ressaltar que sob a direção de Luciano Castillo, a Cinemateca de Cuba vem realizando um importante trabalho de restauração e difusão dos grandes clássicos cubanos.

A mostra preparou uma programação diversificada, reunindo especialistas para debater o cinema cubano e a preservação audiovisual. O público poderá participar de um bate-papo com Mirtha Ibarra sobre o clássico “Morango e Chocolate” (Fresa y Chocolate), além de uma conversa com Lola Calviño sobre o trabalho da Cinemateca Cubana na restauração de filmes. Haverá também debates com Silvia Oroz, Mirtha Ibarra e Lola Calviño, explorando a história do cinema cubano, enquanto Fábio Vellozo e Hernani Heffner, da Cinemateca do MAM-RJ, discutirão os desafios da preservação audiovisual na América Latina. Como destaque, Afrânio Mendes Catani ministrará uma masterclass sobre a obra do renomado cineasta Tomás Gutiérrez Alea. Para garantir acessibilidade, o evento contará com sessões adaptadas, incluindo legendas descritivas. Essa iniciativa oferece uma valiosa oportunidade para aprofundar o conhecimento sobre a produção cinematográfica cubana e sua importância cultural.

A ideia de produzir a mostra surgiu em 2024, em uma conversa entre os curadores em uma viagem por Cuba, México, Argentina. “Estou dirigindo um documentário sobre a vida e a obra de Silvia Oroz, que tem uma importância ímpar dentro do cinema latino-americano. Em Cuba, durante uma das entrevistas que realizamos com Luciano Castillo, diretor da Cinemateca de Cuba – em meio a essa conversa sobre a trajetória cinematográfica do país, e enquanto lembrávamos com entusiasmo de comediantes como Piñeiro y Garrido -, Luciano mencionou que alguns filmes cubanos estavam sendo restaurados. Foi nesse contexto que surgiu, espontaneamente, a ideia de realizar uma mostra dedicada aos filmes cubanos restaurados”, conta o realizador Gregory Baltz. (Nota: Silvia vive no Brasil desde 1979, quando fugiu da ditadura argentina).

Dentre os filmes que estão na programação, há de destacar “Morango e Chocolate” (Fresa y Chocolate, 1995) de Tomás Gutiérrez Alea e Juan Carlos Tabío, que foi indicado ao Oscar de Melhor Filme Internacional. Outro clássico de Tomas Gutiérrez Alea que será programado é “Memórias do Subdesenvolvimento” (Memorias del Subdesarrollo, 1968), exibido em cópia restaurada no Festival de Cannes, em 2016, reafirmando a relevância do cinema cubano no cenário internacional.

Também vale uma lupa para “La Muerte de un Burocrata” (A Morte de um Burocrata), restaurado pelo Academy of Motion Picture Arts and Sciences (Archives). O filme passou em 2019 no Venice Classics uma sessão de clássicos restaurados no festival de Veneza.

A lista se completa com os longas-metragens “Giselle” (Giselle) – 1965, “Lucía” (Lucía) – 1968, “Uma Luta Cubana Contra os Demônios” (Una Pelea Cubana contra los Demonios) – 1971, “De Certa Maneira” (De Cierta Manera) – 1974, “A Última Ceia” (La Ultima Cena) – 1976, e os curtas-metragens “Irei a Santiago” (Ire a Santiago) – 1964, “Fábrica de Tabaco” (Excursion a Vueltabajo) – 1965, “Ilha do Tesouro” (Isla del Tesoro) – 1969, “Poder Local, Poder Popular” (Poder Local, Poder Popular) – 1970, “Guanabacoa, a Crônica da Minha Família” (Guanabacoa, Cronica de Mi Familia) – 1966, “E Temos Sabor” (Y Tenemos Sabor) – 1967 e “Atenção Pré-natal” (Atención Prenatal) – 1972.

Nota da Curadoria

Somente 83 dias depois da Revolução Cubana, em 1º de janeiro de 1959, foi criado o Instituto Cubano de Arte e Indústria Cinematográficos (ICAIC). Com a participação intensa de cineastas como Tomás Gutiérrez Alea, Julio García Espinosa, Alfredo Guevara, Santiago Álvarez e Sara Gómez, o cinema cubano passou a ganhar reconhecimento mundial, destacando-se como uma das expressões culturais mais vibrantes da América Latina.

A Escola Internacional de Cinema e TV de San Antonio de los Baños, criada em Cuba, foi pioneira no continente ao propor uma formação audiovisual de caráter internacional. Grandes nomes do cinema mundial, como Francis Ford Coppola, Robert Redford, Costa-Gavras, George Lucas, Ruy Guerra e Steven Spielberg, passaram pela instituição como professores ou convidados, fortalecendo os laços culturais entre Cuba e o mundo.

Programação completa, sinopses, fotos e vídeos: clique aqui.

ATIVIDADES PARALELAS 

A mostra trará ao Rio de Janeiro duas grandes personalidades do cinema cubano: Lola Calviño e Mirtha Ibarra. Lola Calviño, vice-diretora da Cinemateca de Cuba, é hoje a principal referência em políticas públicas para o audiovisual no país. Mirtha Ibarra é a atriz mais destacada da ilha, com uma carreira marcante no cinema cubano.

BATE-PAPOS

Bate-papo 1 – 22 de julho (terça-feira), às 18h30, após a sessão de “Morango e Chocolate”. Duração 1h. A atriz cubana Mirtha Ibarra fala sobre sua atuação em “Morango e Chocolate” (1993), de Tomás Gutiérrez Alea. O filme foi indicado ao Oscar de Melhor Filme Internacional e exibido em festivais como Berlim, Chicago e Gramado.

Bate-papo 2 – 23 de julho (quarta-feira), às 18h25, após a sessão de “Memórias do Subdesenvolvimento”. Duração 1h. A vice-diretora da Cinemateca de Cuba, Lola Calviño, fala sobre o processo de restauração dos filmes cubanos realizado nos últimos anos.

MESAS DE DEBATE

Debate 1

26 de julho (sábado) – 18h – duração 1h30. Lola Calviño, Mirtha Ibarra e Silvia Oroz (curadora) conversam sobre a história do cinema cubano.

Debate 2

31 de julho (quinta-feira) – 18h – duração 1h30. Fábio Vellozo e Hernani Heffner conversam sobre preservação na América Latina.

Masterclass: O cinema de Tomás Gutierrez Alea

0 de agosto às 14h30 – duração 2h

Masterclass com o professor Afrânio Mendes Catani sobre o cinema de Tomás Gutierrez Alea.

SESSÕES DE ACESSIBILIDADE

A mostra fará sessões com legenda descritiva nos seguintes dias:

– 25 de julho, às 18h: filme “A morte de um Burocrata” (16 anos)

– 26 de julho, às 16h: filme “A última ceia” (16 anos)

– 27 de julho, às 13h20: filme “De certa maneira” (16 anos)

– 29 de julho, às 16h; filme “A morte de um burocrata” (16 anos)

– 30 de julho, às 15h20: filme “A última ceia” (16 anos)

– 2 de agosto, às 18h10: filme “De certa maneira” (16 anos) 

Sobre os Curadores

Silvia Oroz 

Silvia Oroz é autora do livro pioneiro “Cinema de lágrimas: o melodrama da América Latina”. Primeira obra do mundo a analisar o cinema a partir da perspectiva latino-americana, foi adaptado para o cinema por Nelson Pereira dos Santos no filme “Cinema de Lágrimas” (1995) no qual Silvia também foi roteirista. Também é autora das duas edições da coleção “Os filmes que não filmei” uma realizada com Cacá Diegues e outra com o diretor cubano Tomas Gutierrez Alea. Autora de “30 anos de cinema novo”, livro realizado com apoio da RioFilme e da Imprensa da Cidade do RJ. Professora universitária com passagem pela UNB, Universidade Estácio de Sá, Faculdade Hélio Alonso, entre outras. Silvia segue ministrando aulas para diferentes países como Colômbia, Estados Unidos, México, Paraguai. Estudou na primeira faculdade de cinema da América Latina, UNLP, Universidad Nacional de La Plata e realizou seu mestrado na Universidade de Brasilia (UNB). Possui o título de Doutor Honoris Causa por la Universidad Autónoma de México. Dirigiu coletivamente o filme “Informes y testimonios” (1973), primeira obra cinematográfica da cidade de La Plata na Argentina. Silvia também foi coordenadora da área de pesquisa e documentação da Cinemateca do Museu de Arte Moderna (MAM).

Gregory Baltz

Gregory Baltz é pós-graduado em Produção Audiovisual pela FACHA, argumentista e produtor executivo do longa-metragem Chica Xavier (em pós-produção) e da série documental Dia de Luz, Festa de Sol, sobre Roberto Menescal, em fase de finalização para o Canal Brasil. Também é diretor e roteirista do longa documental Silvia Oroz e o Cinema de Lágrimas da América Latina, atualmente em finalização. Foi curador da mostra Em cima da Terra, Embaixo do Céu – Os Cinemas de Walter Lima Jr., realizada na CAIXA Cultural RJ em 2024. Como roteirista e diretor teve três curtas selecionados em festivais como É Tudo Verdade, Festival de Brasília e o Grande Prêmio do Cinema Brasileiro.

Convidadas

Lola Calviño

Licenciada em História da Arte pela Universidade de Havana. Foi assistente de direção e roteirista de documentários no ICAIC (Instituto Cubano del Arte e Indústria Cinematográficos), instituição onde trabalha desde 1974. Foi vice-diretora da Escola Internacional de Cinema e Televisão de San Antonio de los Baños (EICTV). Atualmente é vice-diretora da Cinemateca de Cuba. Junto com Mario Naito, compilou o livro Memórias de Cuba Baila; também realizou a seleção de textos para Aventuras de Juan Quin Quin. Roteiro Cinematográfico, volume que inaugurou a coleção “Roteiro cubano”, da Ediciones ICAIC. É viúva do cineasta e ensaísta Julio García-Espinosa, um dos diretores mais importantes do Novo Cinema Latino-Americano.

Mirtha Ibarra

Atriz de cinema, teatro e televisão. Em 2025, foi agraciada com o Prêmio Nacional de Cinema. Graduada pela Escola Nacional de Arte de Cuba e Licenciada em Literatura Latino-Americana pela Universidade de Havana, seus primeiros passos profissionais nos palcos remontam a 1967, integrando grupos teatrais emblemáticos da ilha, como o Teatro Estudio, o Teatro Bertolt Brecht, o Teatro de Arte Caribenho e El Público. Entre 2000 e 2001, realizou uma extensa turnê teatral pela Espanha com a peça “Obsesión habanera” (Obsessão Havanera), da qual é autora, protagonista e codiretora.

Seu debut no cinema ocorreu em 1976, com um pequeno papel no filme A Última Ceia (La última cena), de seu marido Tomás Gutiérrez Alea (Titón), mas foi com Até Certo Ponto (Hasta cierto punto, 1983), também de Titón, que conquistou seu primeiro papel de protagonista e, com ele, o Prêmio Coral de Melhor Atuação Feminina no V Festival Internacional do Novo Cinema Latino-Americano de Havana.

O ano de 1993 marcou um novo ponto de virada em sua carreira, ao retomar o personagem de Nancy (interpretado em Adorables mentiras) para o aclamado filme Morango e Chocolate (Fresa y chocolate, 1993). Graças ao seu trabalho, obteve o Prêmio Coral de Melhor Atriz Coadjuvante no XV Festival do Novo Cinema Latino-Americano de Havana, entre outros reconhecimentos.

Em 2007, foi publicada na Espanha a primeira edição do epistolário de Tomás Gutiérrez Alea, a partir da seleção de cartas, poemas, esboços (viñetas), fotos e desenhos feita por ela. Em 2008, o livro foi publicado em Cuba, recebendo uma reedição em 2018. Também em 2008, estreou o documentário Titón, de Havana a Guantanamera (1928-1996), e em 2020 inaugurou em Havana a Casa de Titón y Mirtha, um espaço onde é possível encontrar o acervo documental (papelería) de Tomás Gutiérrez Alea, e que tem como propósito impulsionar a pesquisa em torno de sua obra.

Serviço:

Mostra Filmes Cubanos Restaurados

De 22 de julho a 3 de agosto de 2025

CAIXA Cultural Rio de Janeiro – Unidade Passeio

Rua do Passeio, 38 – Centro, Rio de Janeiro/RJ

Acesso para pessoas com deficiência

Entrada gratuita

Horários da bilheteria: terça a sábado, das 13h às 19h | domingos e feriados, das 13h às 18h.

Retirada de ingressos a partir de 30 minutos antes de cada sessão e atividade programada

Classificação indicativa: 16 anos

Informações: (21) 3083-2595 | site da CAIXA Cultural | @caixaculturalrj.

(Com Alexandre Aquino/Assessoria de imprensa CAIXA)

Exposição “Alumbramento” ocupa galeria do Museu Nacional durante o Festival Latinidades 2025

Brasília, por Kleber Patricio

Pôster da mostra Alumbramento. Créditos: Divulgação.

A exposição “Alumbramento”, que tem curadoria de Nathalia Grilo, chega ao Museu Nacional da República, no centro de Brasília, a partir do dia 23 de julho. Como parte da programação do Festival Latinidades, que neste ano celebra sua 18ª edição, a mostra propõe uma experiência imersiva e sensível, comandada por práticas artísticas que nascem à margem dos centros institucionais e do mercado, conectando criação, espiritualidade, território e resistência. O local receberá obras de artistas nacionais como Antonio Obá, Lucia Laguna e intervenções artísticas de Antonio Bandeira e Oswaldo Guayasamín.

A mostra, que reúne um conjunto de artistas negros e indígenas, celebra o processo criativo de artesãos de áreas predominantemente marginalizadas, como norte, Nordeste, Centro-Oeste e sul do Brasil. A proposta curatorial é unir, por meio das obras, reflexões inseparáveis dos modos de vida e das cosmologias de seus autores, questionando lógicas hegemônicas da arte e propondo outros caminhos de existência e criação.

Assinada por Lorena Peña e Wesley Pacheco, Alumbramento é uma exposição que se idealiza a partir do cosmograma bantu Dikenga, que compreende a existência como um ciclo de quatro movimentos manifestados pelo sol: Mûsoni (Sul), a área aplicada aos jovens criadores fora do circuito convencional e inspirada pelo lado invisível e do potencial não-manifesto nas obras. Logo em sequência, Kala, ala leste, para autores com trajetórias em consolidações, e que se traduz pela aurora e por surgimentos das formas. Já Tukula, no setor norte, é empenhado para os artífices com produção madura, com olhar para a plenitude e para o ápice da força criativa. Finalizando os ciclos, o local abrigará o ambiente Luvemba, área oeste, que será destinada a artistas já falecidos como o pintor brasileiro Antonio Bandeira e o equatoriano Oswaldo Guayasamín.

Para a curadora Nathalia Grilo, a mostra é também uma celebração do gesto criativo como fundamento da dignidade do fazer e do existir: “Alumbramento é um estado sensível e criativo que se instala em fendas do tempo como testemunho de uma experiência que vibra nos interstícios entre o terreno e o espiritual. É o ato de desentranhar beleza das coisas por meio da audácia e da sensibilidade”, diz.

A exposição reunirá obras de 25 artistas, entre eles estão Ana Neves (Pernambuco), André Nodoa (Fortaleza), Arorá (Brasília), Antonio Bandeira (Fortaleza), Antonio Obá (Ceilândia), Dani Guirra (Salvador), João do Nascimento (Salvador), Guayasamín (Quito, Equador), Gilson Plano (Brasília), Josafá Neves (Brasília), Josi (Mina Gerais), Lane Marinho (Recife), Lucia Laguna (Rio de Janeiro), Luma Nascimento (Salvador), Nathalia Grilo (Salvador), Nelson Crisóstomo (Brasília), Nivalda Assunção (Brasília), Maxwell Alexandre (Rio de Janeiro), Paty Wolf (Brasília), Pedro Neves (Brasília), Rafaela Kennedy (Brasília), Romulo Alexis (Salvador), Sergio Vidal (Salvador), Suyan de Mattos (Brasília), Vitória Vatroi (Salvador).

A mostra, que conta com patrocínio master da Shell Brasil e faz parte da programação do Festival Latinidades 2025, segue em exposição durante um mês e ficará aberta ao público até dia 24 de agosto na Galeria 3 do Museu Nacional da República, em Brasília, com entrada gratuita.

Serviço:

Exposição Alumbramento

Data: de 23 de julho e 24 de agosto

Local: Setor Cultural Sul, Lote 2 próximo à Rodoviária do Plano Piloto, Brasília – DF, 70070-150

Ingressos: Entrada gratuita

Mais informações: @festivallatinidades.

Sobre o Instituto Afrolatinas | O Afrolatinas é uma organização sem fins lucrativos que atua por meio das artes, da cultura e da educação para promover equidade de gênero e raça, contribuir para a difusão e o reconhecimento de narrativas, saberes e memória, além de impulsionar a autonomia financeira e a redução das violências contra as mulheres negras.
(Com Gabriel Aquino/Agência Lema)