Notícias sobre arte, cultura, turismo, gastronomia, lazer e sustentabilidade

Arte & Cultura

Rio de Janeiro

Etc e Tal transforma “Dom Quixote” em uma experiência visual arrebatadora e reafirma a força da mímica brasileira no cenário contemporâneo

por Kleber Patrício

Uma das companhias mais importantes do teatro físico brasileiro, a carioca Etc e Tal apresenta Dom Quixote, espetáculo infanto-juvenil sem palavras que reinventa o clássico de Miguel de Cervantes por meio da mímica, da comicidade gestual e de uma sofisticada dramaturgia visual. A estreia acontece no dia 7 de março de 2026 no Teatro Glaucio […]

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Lazer & Gastronomia

Inglaterra

British Pullman, A Belmond Train, Inglaterra, apresenta “Celia”, vagão exclusivo assinado por Baz Luhrmann e Catherine Martin

por Kleber Patrício

Novo vagão é dedicado a eventos e jantares privados; espaço foi idealizado e desenhado pelo cineasta Baz Luhrmann, diretor de filmes como Moulin Rouge!, The Great Gatsby e Elvis, e pela figurinista e designer de produção Catherine Martin, quatro vezes vencedora do Oscar por seu trabalho em Moulin Rouge! e The Great Gatsby

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Suhai Music Hall anuncia show de Roberto Carlos para 25 de novembro

São Paulo, por Kleber Patricio

Foto: Caio Girardi.

Roberto Carlos e seu público têm um encontro marcado para o dia 15 de novembro (sábado), quando o cantor se apresentará em São Paulo – SP, na Suhai Music Hall. Os ingressos já estão disponíveis e podem ser adquiridos pelo site www.eventim.com.br ou na bilheteria oficial.

O artista, que lançou em 2024 o EP Eu Ofereço Flores, está em turnê com o show “Eu Ofereço Flores” e apresenta muitos sucessos de sua carreira.

A CARREIRA

Roberto Carlos nasceu em Cachoeiro de Itapemirim, no estado do Espírito Santo, em 19 de abril de 1941, e cresceu ouvindo as grandes vozes da rádio da época. Aos 9 anos, já se apresentava na Rádio Cachoeiro de Itapemirim (ZYL-9). Na juventude, mudou-se para o Rio de Janeiro, onde, junto à turma da Tijuca, da qual faziam parte Tim Maia, Arlênio Lívio, Edson Trindade, Wellington Oliveira e José Roberto “China”, formou o conjunto vocal The Sputnicks. Mais tarde, ao lado de Erasmo Carlos, foi a vez de montar a banda The Snakes para apresentações em clubes e festas. Roberto Carlos passou então a deixar-se influenciar tanto pelo canto minimalista e pelo violão sincopado de João Gilberto quanto pelos timbres e pelo gingado de Elvis Presley e Little Richard. Sim, são influências de estilos díspares, mas que contribuíram (e muito) para Roberto Carlos tornar-se o cantor e compositor único que o Brasil conheceria a partir dos anos 1960.

Saudado, em fins dos anos 1950, pelo apresentador Carlos Imperial no Clube do Rock como o Elvis Presley brasileiro, um jovem iniciante ganhou o público com sua afinação impecável e sua veia roqueira. Seu nome? Roberto Carlos. Na mesma época, o artista era crooner na boate do Hotel Plaza, num roteiro recheado de temas bossanovistas, mas o rock reservava para ele seu lugar. Entre os anos de 1959 e 60, Roberto Carlos gravou seus primeiros compactos, mas, em 1961, a canção Louco por Você mostraria que aquele rapaz não estava de brincadeira. Na canção, um chá-cha-chá turbinado com arranjos entre o jazz e o pop, Roberto Carlos caprichara no vocal e nas divisões rítmicas. Algo novo surgia ali.

Em 1963, o LP Splish Splash o colocou entre os artistas jovens mais populares daquele momento. No ano seguinte, Roberto Carlos incendiou o país com a provocante “É Proibido Fumar”, mostrando que sim, o fogo poderia pegar – e pegou.

Com aparições na TV cada vez mais frequentes, não demoraria para Roberto Carlos comandar um programa. Impulsionado pela explosão dos Beatles no mundo, o programa Jovem Guarda era apresentado por ele juntamente com o Tremendão Erasmo Carlos e com a Ternurinha Wanderléia, sempre tendo o foco na apresentação de jovens talentos ligados àquele movimento. O programa foi um sucesso e levou nomes mais conservadores da música a se reunirem numa passeata contra a guitarra elétrica. Não tardou para se darem conta de que todos eles falavam a mesma língua – a da música.

Com a Jovem Guarda, que inspirou o LP lançado em 1965, Roberto Carlos e sua turma revolucionaram a música, ditaram moda, mudaram padrões estéticos e comportamentais e iluminaram os tempos sombrios que começavam a ganhar o país. O fim dos anos 1960 faria Roberto Carlos ampliar seus horizontes em duas direções: a carreira internacional e o cinema.

Sua primeira aparição na Europa aconteceu no festival MIDEM (1967), realizado em Cannes, na França. No ano seguinte, venceu o Festival de San Remo, na Itália, onde defendeu Canzone per te, dos Sergios Endrigo e Bardotti. Ao mesmo tempo, no Brasil, o filme Roberto Carlos em Ritmo de Aventura, de Roberto Farias, atraiu multidões aos cinemas, levando Roberto, Erasmo e Wanderléia a retornarem à telona em Roberto Carlos e o Diamante Cor-de-Rosa (1970), novamente sob a direção de Farias.

SERVIÇO:

ROBERTO CARLOS

SUHAI MUSIC HALL

Av. das Nações Unidas, 22540 – Jurubatuba, São Paulo – SP | Shopping SP Market

www.suhaimusichall.com.br | https://www.instagram.com/suhaimusichall/

DATA E HORA

15 de novembro (sábado)

Abertura da casa: 19h

Show: 21h

Duração: 2h

Classificação: 18 anos. Menores somente acompanhados dos pais ou responsáveis.

Acessibilidade

INGRESSOS:

BILHETERIA ONLINE

EVENTIM: www.eventim.com.br

BILHETERIA FÍSICA

ATÉ 31/8

BILHETERIA – ESTÁDIO DO MORUMBI

ENDEREÇO: Bilheteria 5 – Próximo ao portão 15 – Av. Giovanni Gronchi, 1866

HORÁRIO DE FUNCIONAMENTO: Terça a sábado das 10h às 17h

*Não tem funcionamento em feriados, emendas de feriados, dias de jogos ou em dias de eventos de outras empresas.

A PARTIR DE 1/9

BILHETERIA – ALLIANZ PARQUE (SÃO PAULO)

ENDEREÇO: Bilheteria A – Rua Palestra Itália, 200 – Água Branca

HORÁRIO DE FUNCIONAMENTO: Terça a sábado das 10h às 17h

*Não há funcionamento em feriados, emendas de feriados, dias de jogos ou em dias de eventos de outras empresas.

VALORES

SETOR EMOÇÕES – (Fileiras A ao E)

INTEIRA R$ 1.200,00 | PCD R$ 600,00

Oferece serviço especial:

Cada convite adquirido receberá um welcome drink com água, refrigerante e duas taças de espumante, servido entre 19h e 21h.

Este setor não possui meia entrada (vide decreto* 8.537/15 Artigo 8).

SETOR AZUL – (Fileiras F ao K)

INTEIRA R$ 900,00 | MEIA ENTRADA R$ 450,00 | PCD R$ 430,00

SETOR AMARELO (Fileires L ao O)

INTEIRA R$ 760,00 | MEIA ENTRADA R$ 380,00 | PCD R$ 380,00

SETOR VERDE (Fileiras P ao S)

INTEIRA R$ 660,00 | MEIA ENTRADA R$ 330,00 | PCD R$ 330,00

SETOR BRANCO (Fileiras T ao X)

INTEIRA R$ 400,00 | MEIA ENTRADA R$ 200,00

CAMAROTE Piso 1 – Setor A

INTEIRA R$ 1.000,00 | MEIA ENTRADA R$ 500,00

CAMAROTE Piso 1 – Setor B

INTEIRA R$ 860,00 | MEIA ENTRADA R$ 430,00

CAMAROTE Piso 1 – Setor C

INTEIRA R$ 700,00 | MEIA ENTRADA R$ 350,00

CAMAROTE Piso 2 – Setor A

INTEIRA R$ 1.000,00 | MEIA ENTRADA R$ 500,00

CAMAROTE Piso 2 – Setor C

INTEIRA R$ 620,00 | MEIA ENTRADA R$ 310,00

MEZANINO LATERAL – Direito 1

INTEIRA R$ 700,00 | MEIA ENTRADA R$ 350,00

MEZANINO LATERAL – Direito 2

INTEIRA R$ 700,00 | MEIA ENTRADA R$ 350,00

MEZANINO CENTRAL

INTEIRA R$ 300,00 | MEIA ENTRADA R$ 150,00

MEZANINO LATERAL – Esquerda

INTEIRA R$ 700,00 | MEIA ENTRADA R$ 350,00

CAPACIDADE

Mesas: até 3.774 pessoas

COMO CHEGAR

A Suhai Music Hall está localizada dentro do Shopping SP Market, com acesso direto pela Av. das Nações Unidas e ao lado da estação Jurubatuba da CPTM (Linha 9 – Esmeralda). O local também conta com entrada interna pelo shopping, fácil acesso à Marginal Pinheiros, além de pontos sinalizados para embarque e desembarque de aplicativos e táxis.

ESTACIONAMENTO

Mais de 3.000 vagas com segurança 24h. Para verificar valores, clique aqui.

(Com Valentina Dewers/Agência TAGA)

MASP apresenta exposição coletiva internacional “Histórias da ecologia”

São Paulo, por Kleber Patricio

Aycoobo Wilson Rodríguez (La Chorrera, Colômbia [Colombia], 1967) – Calendário [Calendar], 2024 – Guache e tinta de caneta sobre papel algodão [Gouache and pen ink on cotton paper], 100 x 110 cm, Museu de Arte de São Paulo Assis Chateaubriand – Doação Regina Pinho de Almeida no contexto da Biennale di Venezia [Gift Regina Pinho de Almeida in context of the Biennale di Venezia], 2024-25. Foto: Eduardo Ortega.

O MASP – Museu de Arte de São Paulo Assis Chateaubriand apresenta “Histórias da ecologia” de 4 de setembro a 1º de fevereiro de 2026. A coletiva internacional ocupa todos os espaços expositivos do Edifício Pietro Maria Bardi e reúne mais de 200 obras de artistas, ativistas e movimentos sociais de 28 países, como Colômbia, Islândia, Japão, Nova Zelândia, Peru e Turquia. A exposição investiga a ecologia como uma rede de relações entre seres vivos e o mundo que habitam, colocando em diálogo trabalhos de comunidades, territórios e ecossistemas de diferentes locais ou períodos.

A escolha curatorial se afasta da concepção de uma natureza apartada da sociedade ou que compreende o ser humano como hierarquicamente superior. “É comum que meio ambiente e ecologia sejam tratados como sinônimos. No entanto, escolhemos ecologia para abranger um sistema de relações entre humanos e mais que humanos — animais, plantas, rios, florestas, montanhas, fungos e minerais. Não conseguimos pensar a natureza separada do humano”, diz André Mesquita, curador, MASP.

A curadoria de André Mesquita e Isabella Rjeille, curadores, MASP, revela perspectivas artísticas em comum a respeito da ecologia ou de enfrentamentos aos efeitos da crise climática global, propondo uma reflexão política sobre o tema ao evidenciar o fator humano e as implicações de marcadores sociais da diferença, como gênero, raça e classe. A exposição é dividida em cinco núcleos temáticos que seguem uma ordem linear: “Teia da vida”; “Geografias do tempo”; “Vir-a-ser”; “Territórios, migrações e fronteiras” e “Habitar o clima”.

Castiel Vitorino Brasileiro (Vitória, ES, 1996) – Sem título [Untitled], da série [from the series] Corpoflor [Bodyflower], 2016 [em processo] – Fotografia digital, 80 × 60 cm – Mendes Wood DM, São Paulo, Bruxelas [Brussels], Paris, Nova York [New York]. Foto [Photo]: Cortesia [Courtesy] Castiel Vitorino Brasileiro e [and] Mendes Wood DM.

Teia da vida aborda diferentes percepções dessa rede de inter-relações — das cosmovisões indígenas às disputas por poder, influência e território. A obra The Political Life of Plants (2021) retrata complexos entrecruzamentos entre as plantas e outros seres. O vídeo acompanha o artista Zheng Bo (China, 1974) em uma caminhada por uma floresta de faias em Bradenburgo, na Alemanha. Durante o percurso, Bo conversa com os cientistas Matthias Rillig, especialista em biodiversidade e ecologia do solo, e Roosa Laitinen, que investiga a plasticidade genética das plantas. Os temas de suas pesquisas se entrelaçam às reflexões do artista e aos sons e imagens da floresta.

Geografias do tempo reúne olhares indígenas, afrodiaspóricos, rurais e urbanos sobre a terra e o cosmos, a vida e a morte, a regeneração e o cuidado. A obra Calendário (2024), de Aycoobo (Wilson Rodríguez) (La Chorrera, Colômbia, 1967), artista nonuya-muinane, traz uma perspectiva indígena amazônica sobre a temporalidade cíclica da natureza. O desenho revela um sistema de marcação temporal que transcende a lógica linear ocidental, associando a passagem do tempo às transformações vividas pelas árvores, plantas, animais e rios da floresta amazônica. Já Ana Amorim (São Paulo, 1956) tem uma abordagem íntima e processual da temporalidade urbana. Em Passage of Time Study (2018), durante todas as noites, por um período de um mês, a artista brasileira registra o mapa do seu dia e um número localizador. O resultado é um conjunto de 31 desenhos feitos com caneta esferográfica sobre papel.

Vir-a-ser investiga as relações entre seres humanos e mais-que-humanos, além de modos simbólicos, espirituais e materiais que estruturam esses vínculos. A série de desenhos Tentativas de criar asas (década de 2000), de Rosana Paulino (São Paulo, 1967), evoca seres híbridos em constante transformação – trata-se de figuras femininas que tecem teias, rompem casulos ou ganham asas, libertando-se de estruturas que já não lhes servem mais, à semelhança de alguns insetos. A série fotográfica Corpoflor (2016-presente) propõe um hibridismo radical entre o corpo humano e o de outros seres da natureza. Em retratos e autorretratos, Castiel Vitorino Brasileiro (Vitória, ES, 1996) revela corporalidades imprevistas que transcendem as normas de gênero e sexualidade, criando formas de existir que resistem às categorizações binárias impostas pela sociedade.

Territórios, migrações e fronteiras se debruça sobre os deslocamentos forçados, fluxos migratórios e fronteiras físicas e sociais. A escultura Refugee Astronaut XI (2024), de Yinka Shonibare (Londres, 1962), representa migrantes, estrangeiros e refugiados contemporâneos. Desde 2015, o artista produz figuras em tamanho real de astronautas nômades, equipados com capacetes e vestidos com uma roupa espacial cujos tecidos se inspiram nos padrões africanos. Esses personagens parecem vagar sem rumo, à deriva, entre mundos devastados. Os astronautas de Shonibare carregam os traumas da crise climática e dos ecocídios que expulsam milhões de seus territórios de origem.

Carmézia Emiliano (Maloca do Japó, Roraima, 1960) – Moqueando peixe [Searing Fish], 2020 – Óleo sobre tela [Oil on canvas], 60 x 60 cm – Coleção [Collection] Claudia Warrak, São Paulo. Foto [Photo]: CABREL | Estúdio de imagem.

Habitar o clima sintetiza e, ao mesmo tempo, amplia questões centrais presentes nos demais núcleos de Histórias da ecologia. Nele estão reunidos trabalhos de artistas, coletivos e movimentos que investigam táticas de ocupar, experienciar e imaginar radicalmente a cidade e o campo. A instalação inédita Descida da terra/trabalho das águas (2025), de Cristina T. Ribas (São Borja, RS, 1980), reflete sobre os efeitos das enchentes que devastaram o Rio Grande do Sul em 2023 e 2024. O trabalho comissionado pelo MASP consiste em um tecido translúcido suspenso diagonalmente no espaço expositivo, impresso com imagens que revelam como as águas redesenharam a geografia de rios, lagos e bacias hidrográficas, impactando mais de 650 mil pessoas. “Histórias da ecologia transita entre diferentes saberes: o geológico, o biográfico, o ancestral, o espiritual, o comunitário, o local, o planetário. Essas intersecções ampliam a visão sobre o que está em jogo na atual crise climática — não como um evento isolado, mas enraizado em estruturas coloniais e patriarcais que condicionam os modos de habitar o planeta”, afirma Isabella Rjeille.

Histórias da ecologia é o tema do ciclo curatorial de 2025. A programação do ano também inclui as mostras de Claude Monet, Frans Krajcberg, Abel Rodríguez, Clarissa Tossin, Hulda Guzmán, Minerva Cuevas e Mulheres Atingidas por Barragens.

A mostra faz parte de uma série de projetos em torno da noção plural de “Histórias”, palavra que engloba ficção e não ficção, relatos pessoais e políticos, narrativas privadas e públicas, possuindo um caráter especulativo, plural e polifônico. Essas histórias têm uma qualidade processual aberta, em oposição ao caráter mais monolítico e definitivo das narrativas históricas tradicionais. Nesse sentido, entre os programas anuais e as exposições anteriores, o MASP organizou Histórias da Sexualidade (2017), Histórias Afro-Atlânticas (2018), Histórias das Mulheres, Histórias Feministas (2019), Histórias da Dança (2020), Histórias Brasileiras (2021-22), Histórias Indígenas (2023) e Histórias LGBTQIA+ (2024).

ACESSIBILIDADE

Todas as exposições temporárias do MASP possuem recursos de acessibilidade, com entrada gratuita para pessoas com deficiência e seu acompanhante. São oferecidas visitas em Libras ou descritivas, além de textos e legendas em fonte ampliada e produções audiovisuais em linguagem fácil – com narração, legendagem e interpretação em Libras que descrevem e comentam os espaços e as obras. Os conteúdos, disponíveis no site e no canal do YouTube do museu, podem ser utilizados por pessoas com deficiência, públicos escolares, professores, pessoas não alfabetizadas e interessados em geral.

Catálogo | Será publicado um catálogo bilíngue, em inglês e português, reunindo imagens e textos sobre a exposição. O livro tem organização editorial de Adriano Pedrosa, André Mesquita e Isabella Rjeille.

Loja MASP | Em diálogo com a exposição, a Loja MASP apresenta produtos especiais de Histórias da ecologia, que incluem bolsas, postais magnéticos, cartazes, marca-páginas, garrafas, camisetas, cadernetas e blocos de notas.

Realização | Histórias da ecologia é realizada por meio da Lei Federal de Incentivo à Cultura, tem patrocínio master de Nubank, patrocínio da Vivo e apoio cultural de Icelandic Art Center, OCA – Office for Contemporary Art Norway e Saison France Brésil 2025.

SERVIÇO:

Histórias da ecologia

Curadoria: André Mesquita, curador, MASP, e Isabella Rjeille, curadora, MASP

Assistência curatorial: Teo Teotonio, assistente curatorial, MASP

4/9 — 1/2/26

Edifício Pietro Maria Bardi

2º ao 6º andar

MASP — Museu de Arte de São Paulo Assis Chateaubriand

Avenida Paulista, 1578 – Bela Vista, São Paulo, SP 01310-200

Telefone: (11) 3149-5959

Horários: terças grátis, das 10h às 20h (entrada até as 19h); quarta e quinta das 10h às 18h

(entrada até as 17h); sexta das 10h às 21h (entrada gratuita das 18h às 20h30); sábado e domingo, das 10h às 18h (entrada até as 17h); fechado às segundas.

Agendamento on-line obrigatório pelo link masp.org.br/ingressos

Ingressos: R$ 75 (entrada); R$ 37 (meia-entrada).

Site oficial | Facebook | Instagram.

(Fonte: Museu de Arte de São Paulo Assis Chateaubriand)

Radar meteorológico flagra espiral de 422 mil andorinhas sobre a Amazônia

Manaususp, por Kleber Patricio

Região de Manaus abriga de quatro a sete vezes mais andorinhas por dia do que os Grandes Lagos, nos EUA, mostra estudo da USP e da Universidade Estadual do Colorado. Foto: Kyle G.Horton.

Pesquisadores da USP e da Universidade Estadual do Colorado desvendaram, pela primeira vez, o paradeiro e a escala de grandes dormitórios de andorinhas na Amazônia ao analisar dois anos de dados do radar meteorológico do Sipam (Serviço de Proteção da Amazônia), em Manaus. O estudo, que acaba de ser publicado na revista Ecology and Evolution, mostra que os radares — tradicionalmente usados para prever o tempo — também podem monitorar movimentos impressionantes de aves migratórias em tempo real.

O levantamento identificou três dormitórios permanentes e cinco transitórios situados principalmente em áreas protegidas próximas aos rios Negro e Amazonas, a menos de 50 km de Manaus. Os dados de radar revelaram que, em determinadas manhãs, até 422 mil andorinhas saem em espiral desses dormitórios ao amanhecer. O padrão registrado, chamado de “donut” (como se fosse um pneu), corresponde à dispersão simultânea de milhares de aves.

No estudo, os pesquisadores utilizaram o radar meteorológico do Sipam, instalado em Manaus, originalmente projetado para acompanhar chuvas e tempestades na região amazônica. Esse equipamento emite ondas eletromagnéticas e detecta o eco refletido por objetos em movimento no ar, como gotas de chuva ou, neste caso, milhares de andorinhas voando na alvorada.

Para identificar quais espécies formavam esses grandes bandos, os pesquisadores cruzaram os dados de radar com registros de observadores em plataformas como WikiAves e eBird, o que permitiu detalhar a composição dos dormitórios

Comparando os resultados amazônicos com dados de 12 radares que cobrem os Grandes Lagos, nos Estados Unidos, os autores constataram que os rios ao redor de Manaus acolhem de quatro a sete vezes mais andorinhas por dia, apesar de a área norte-americana monitorada ser quase nove vezes maior. Entre as espécies prováveis estão a andorinha-azul (Progne subis), que se reproduz na América do Norte, e a pouco conhecida andorinha-do-sul (Progne elegans), migrante da Argentina e do Sul do Brasil. “É fascinante pensar que estas aves migratórias, usadas por muitas culturas para medir a passagem do tempo, conectam os Cree do Canadá ao povo Tehuelche do Sul da Argentina e que o elo desta corrente está na Amazônia”, diz a bióloga Maria Belotti, autora principal do estudo.

Segundo ela, essa dinâmica reforça o papel essencial das unidades de conservação ao redor de Manaus, que ajudam a conter o avanço do desenvolvimento urbano na região. “Os impactos de ameaças a essas andorinhas na Amazônia serão sentidos nos dois extremos das Américas e podem provocar alterações significativas em cadeias alimentares e ecossistemas separados por mais de 10.000 km”, afirma.

A equipe vê na metodologia uma ferramenta promissora para prever “tempestades” de aves e orientar políticas de conservação, além de reduzir colisões em aeroportos e ajustar a operação de parques eólicos. O próximo passo é integrar dados de mais radares brasileiros a observações de campo para estudar não apenas a dispersão de andorinhas, como também os movimentos de outras aves migratórias em escala continental.

(Fonte: Agência Bori)

Ópera Estúdio e Orquestra Sinfônica da Unicamp apresentam “A Flauta Mágica”

Campinas, por Kleber Patricio

Sob a direção-geral do Prof. Angelo José Fernandes e direção cênica de Felipe Venâncio, a produção transforma a obra clássica em um emocionante jogo de RPG ao vivo. Imagem: Divulgação/Ciddic/Unicamp

Nos dias 28 e 29 de agosto, às 20h, no Teatro Municipal José de Castro Mendes, o Ópera Estúdio e a Orquestra Sinfônica da Unicamp apresentam a terceira montagem da ópera “A Flauta Mágica” (Die Zauberflöte), de W. A. Mozart. Sob a direção-geral do Prof. Angelo José Fernandes e direção cênica de Felipe Venâncio, a produção transforma a obra clássica em um emocionante jogo de RPG ao vivo. Ingressos podem ser adquiridos pelo Sympla.

A montagem convida o público a mergulhar em uma jornada lúdica em que a trama da ópera se desenrola como fases de um jogo narrativo. Cada cena é uma nova fase, onde os personagens avançam por reinos mágicos repletos de enigmas, provas e alianças inesperadas, explica Venâncio. Essa abordagem aproxima a obra da cultura pop e do universo dos games, dando uma nova camada de significado à jornada dos protagonistas Tamino e Pamina.

Complexidade musical e cênica

A Flauta Mágica é um Singspiel alemão, um gênero musical do século XVIII que alterna trechos cantados com diálogos falados. Composta sob a influência dos ideais iluministas, a ópera de Mozart aborda temas como a busca por justiça e igualdade. A obra é conhecida por sua complexidade musical e cênica, exigindo um trabalho rigoroso dos artistas.

A apresentação da ópera é um projeto de grande relevância para a formação acadêmica. Segundo o diretor Prof. Angelo José Fernandes, a montagem contribui para o aprimoramento dos alunos de canto da Unicamp, que têm se destacado no cenário lírico nacional. Além disso, a iniciativa eleva o patamar da Orquestra Sinfônica da Unicamp, já que a execução de óperas na íntegra é rara no Brasil, especialmente no meio acadêmico.

Serviço:

Ópera A Flauta Mágica

Quando: 28 e 29 de agosto, às 20h

Onde: Teatro Municipal José de Castro Mendes (Rua Conselheiro Gomide, 62 – Vila Industrial, Campinas)

Ingressos: R$ 30 (inteira) e R$ 15 (meia-entrada)

Os ingressos podem ser adquiridos através do site ou aplicativo da Sympla, pelo link: https://bileto.sympla.com.br/event/109863/d/334550.

(Fonte: Unicamp)

Orquestra Sinfônica e Coro Lírico Municipal apresentam “Alexander Nevsky”, espetáculo audiovisual com direção de Carla Camurati

São Paulo, por Kleber Patricio

Orquestra Sinfônica Municipal em concerto. Foto: Larissa Paz.

Com regência de Roberto Minczuk, concepção e direção de Carla Camurati e participação da mezzo-soprano Sarah Migliori, nos dias 22, sexta-feira, às 20h, e 23, sábado, às 17h, a Orquestra Sinfônica Municipal e o Coro Lírico Municipal apresentam um dos concertos mais esperados do ano, sob o título de Alexander Nevsky. Os ingressos custam de R$11 a R$70, a classificação é de 14 anos e a duração de 110 minutos, sem intervalo.

A composição nasceu como uma trilha sonora feita por Sergei Prokofiev para o filme homônimo de Sergei Eisenstein, de 1938. O longa-metragem de Eisenstein narra um acontecimento histórico: a incursão da Liga dos Cavaleiros Teutônicos para conquistar a Rússia, no século XIII, em um episódio histórico conhecido como a Batalha do Lago Peipus ou Batalha no gelo. O programa conta também com obras musicais de John Williams que brilharam nas telonas em Star Wars (Suíte) e JAWS (The Shark Theme).

Carla Camurati, diretora cênica e cineasta responsável pelo concerto. Foto: Divulgação.

Para direção e concepção do espetáculo, o Theatro Municipal de São Paulo convidou Carla Camurati, que atua como cineasta, roteirista, produtora cultural e atriz. Em 1997, dirigiu La Serva Padrona, primeiro filme-ópera do Brasil, baseado na obra de Pergolesi. Desde então, tem se dedicado à direção de óperas pelo país. Foi presidente da Fundação Theatro Municipal do Rio de Janeiro entre 2007 e 2014.

A apresentação criada pela artista, que tem Gringo Cardia na cenografia e direção de arte, utiliza a união de duas forças artísticas poderosas — o cinema e a música sinfônica — em um diálogo ao vivo. A obra entrelaça imagem e som de forma orgânica, numa experiência imersiva com muitas telas, sendo executada ao vivo com a potência do coro e orquestra.

A música do filme foi considerada uma obra-prima e a Cantata Alexander Nevsky tem grande prestígio, sendo uma das cantatas mais importantes do século XX. O trio Eisenstein, Prokofiev e Lugovskoy voltariam a trabalhar juntos em outra empreitada cinematográfica: Ivan, o Terrível, partes 1, de 1944, e 2, de 1946, sendo este o último filme do diretor russo. Mais informações disponíveis no site.

SERVIÇO:

Concerto | Alexander Nevsky

Sala de Espetáculos do Theatro Municipal de São Paulo

Sexta-feira, 22/08, às 20h

Sábado, 23/08, às 17h

CORO LÍRICO MUNICIPAL

ORQUESTRA SINFÔNICA MUNICIPAL

Roberto Minczuk, regência

Hernán Sánchez Arteaga, regente do Coro Lírico Municipal

Carla Camurati, concepção e direção

Gringo Cardia, cenografia e direção de arte

Sarah Migliori, mezzo-soprano

Programa

JOHN WILLIAMS

Star Wars (Suíte) (20’)

I. Main Title

II. Battle of the Heroes

III. Imperial March

IV. Duel of the Fates

JOHN WILLIAMS

JAWS (The Shark Theme) (3’)

Intervalo (20’)

ALEXANDER NEVSKY

Filme de Sergei Eisenstein com música de Sergei Prokofiev (50′)

Editor: Frank Ströbel

Editora: Sikorski/ Boosey & Hawkes, Inc.

Classificação livre para todos os públicos

Duração aproximada de 100 minutos (com intervalo)

Ingressos de R$11 a R$70 (inteira)

(Com André Santa Rosa/Assessoria de imprensa do Theatro Municipal)