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Arte & Cultura

Rio de Janeiro

Etc e Tal transforma “Dom Quixote” em uma experiência visual arrebatadora e reafirma a força da mímica brasileira no cenário contemporâneo

por Kleber Patrício

Uma das companhias mais importantes do teatro físico brasileiro, a carioca Etc e Tal apresenta Dom Quixote, espetáculo infanto-juvenil sem palavras que reinventa o clássico de Miguel de Cervantes por meio da mímica, da comicidade gestual e de uma sofisticada dramaturgia visual. A estreia acontece no dia 7 de março de 2026 no Teatro Glaucio […]

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Lazer & Gastronomia

Inglaterra

British Pullman, A Belmond Train, Inglaterra, apresenta “Celia”, vagão exclusivo assinado por Baz Luhrmann e Catherine Martin

por Kleber Patrício

Novo vagão é dedicado a eventos e jantares privados; espaço foi idealizado e desenhado pelo cineasta Baz Luhrmann, diretor de filmes como Moulin Rouge!, The Great Gatsby e Elvis, e pela figurinista e designer de produção Catherine Martin, quatro vezes vencedora do Oscar por seu trabalho em Moulin Rouge! e The Great Gatsby

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Núcleo Toada faz temporada de “Carta à Rainha Louca” na Ocupação 9 de Julho

São Paulo, por Kleber Patricio

Elenco de Carta à Rainha Louca. Fotos: Daisy Serena.

Com direção de Patrícia Gifford e direção musical de Fernanda Maia, o Núcleo Toada realiza a temporada de apresentações do espetáculo “Carta à Rainha Louca” na Ocupação 9 de Julho (Rua Álvaro de Carvalho, 427 – Anhangabaú, São Paulo, SP), fruto da residência artística desenvolvida pelo grupo no local. Foi ali que se deram os processos de pesquisa, os ensaios e a criação cênica que resultaram na montagem. A temporada integra as ações do projeto contemplado pelo Programa de Fomento ao Teatro e celebra os 18 anos de trajetória do Núcleo Toada, grupo paulistano reconhecido por sua investigação sobre o cruzamento das linguagens de teatro e música, sobre o corpo coletivo, a voz e a presença feminina no teatro.

Adaptado do romance homônimo de Maria Valéria Rezende, vencedor do Prêmio Oceanos 2020, o espetáculo resgata a história de Isabel das Santas Virgens, mulher que, no final do século XVIII, criou uma comunidade para acolher mulheres pobres e sem destino — as chamadas “sobrantes” — e acabou presa sob a acusação falsa de tentar fundar um convento clandestino. Encarcerada, escreve uma carta à Rainha Maria I de Portugal, a “Rainha Louca”, na esperança de ser ouvida e libertada.

Idealizado por Lilian de Lima e concebido a partir da força de um coro de 15 vozes femininas e não binárias, o espetáculo transforma a narrativa individual em um manifesto coletivo, revelando a potência de corpos e vozes historicamente silenciadas.

Além da montagem da peça, a residência na Ocupação 9 de Julho abrigou também a oficina “Vivência Entre Mulheres”, realizada entre maio e julho, sempre aos domingos pela manhã, e que reuniu moradoras e outras participantes em encontros de escuta, canto e partilha. A ação foi fundamental na construção da peça, inclusive na composição do coral cênico presente no espetáculo, que conta com a participação de diversas integrantes dessa oficina.

Carta à Rainha Louca fala sobre opressão, mas também sobre aliança e coletividade. Esse coro nasce do encontro entre vozes diversas, de diferentes idades, experiências e territórios. É uma celebração do estar junto, uma resposta poética e política à história dessas mulheres silenciadas”, afirma a diretora Patrícia Gifford.

Com figurino e cenário de Thaís Dias e Carol Gracindo e direção de arte da Ouroboros Produções Artísticas, a montagem cria imagens de grande força visual e sonora, acompanhadas por composições originais executadas em cena por sanfona, rabeca, violino, piano elétrico, sopros, percussão e vozes.

Circulação Centros e Núcleos de Convivência de Idosos (NCI’s)

Além da temporada na Ocupação 9 de Julho, Carta à Rainha Louca segue em circulação por diferentes territórios da cidade de São Paulo, com apresentações gratuitas em Centros e Núcleos de Convivência de Idosos (NCI’s), ampliando o acesso à obra e fortalecendo os vínculos entre arte, memória e comunidade.

Entre agosto e início de outubro, o espetáculo já passou por espaços como o CRECI – Centro de Referência do Idoso, o NCI Gaia e o NCI Reinberg, em apresentações que promoveram encontros intergeracionais e potentes trocas com o público. As próximas apresentações acontecem em outubro e novembro, passando pelo Centro de Convivência Casa Rosa (23 de outubro, às 16h), pelo NCI Jardim das Imbuias (29 de outubro, às 14h30), pela Associação Amor Amar JC (12 de novembro, às 14h), pelo Fórum da Pessoa Idosa de Cidade Ademar – Salão da Subprefeitura Cidade Ademar (13 de novembro, às 14h) e pelo NCI Jardim Miriam (17 de novembro, às 13h30).

Essas ações integram o projeto contemplado pelo Programa de Fomento ao Teatro para a Cidade de São Paulo, reforçando o compromisso do Núcleo Toada com o diálogo entre arte, território, comunidade e políticas públicas de cultura.

FICHA TÉCNICA

Adaptação da obra literária Carta à Rainha Louca, de Maria Valéria Rezende

Idealização: Lilian de Lima e Núcleo Toada

Dramaturgia: Bárbara Esmenia

Direção Geral e encenação: Patrícia Gifford

Direção Musical, Composições e Arranjos: Fernanda Maia

Atriz cantora: Lilian de Lima

Coral cênico: Carla Vitor, Cida Portela, Eli Weinfurter, Joice Jane Teixeira, Legina Leandro, Márcia Fernandes, Marta Mendes, Priscila Ortelã, Rebeka Teixeira, Rommaní Carvalho, Simone Julian, Uriã de Barros, Wilma Elena

Musicistas: Fernanda Maia, Márcia Fernandes, Rebeka Teixeira, Rommaní Carvalho, Simone Julian e Uriã de Barros

Direção de Arte: Ouroboros Produções Artísticas

Adereços, Cenário e Figurino: Carol Gracindo e Thaís Dias

Costureiras: Duda Viana e Elza Dias

Aderecista: Helena Menezes

Assistente de produção artística: Felipe Dias

Técnica de Palco e Contrarregra: Katiana Aleixo

Produção: Plataforma – Estúdio de Produção Cultural

Direção de Produção: Fernando Gimenes

Produção Executiva: Bruno Ribeiro

Assistência de Produção: Priscila Ortelã e Jeniffer Rosseti

Designer Gráfica: Raquel Rib

Fotos: Daisy Serena

Redes Sociais: Mayhara Ribeiro

Assessoria de Imprensa: Canal Aberto – Márcia Marques, Carol Zeferino e Daniele Valério

Apoio: Ocupação 9 de Julho

Projeto: Núcleo Toada e Cooperativa Paulista de Teatro.

SERVIÇO:

Carta à Rainha Louca

Duração: 100 minutos | Classificação: 14 anos

Ocupação 9 de Julho

Rua Álvaro de Carvalho, 427 – Anhangabaú, São Paulo, SP

De 17 a 26 de outubro de 2025

Entrada gratuita | Sextas às 15h | Sábados às 11h e 15h | Domingos às 15h

Sessões com acessibilidade:

24/10 – sexta, 15h – Audiodescrição

25/10 – sábado, 15h – Libras

Circulação Centros e Núcleos de Convivência de Idosos (NCI’s):

23/10/2025 – Quinta-feira – CENTRO DE CONVIVÊNCIA CASA ROSA – 16h
Av. Nossa Senhora do Sabará, 899 – Vila Sofia – São Paulo

29/10/2025 – Quarta-feira – NCI Jardim das Imbuias – 14h30
Rua Santo Antônio do Cântaro, 32 – Cidade Dutra – São Paulo

12/11/2025 – Quarta-feira – ASSOCIAÇÃO AMOR AMAR JC – 14h
Rua Rainha das Missões, 206 – Vila Missionária – São Paulo

13/11/2025 – Quinta-feira – Fórum da Pessoa Idosa de Cidade Ademar – Salão da Subprefeitura Cidade Ademar – 14h

Av. Yervant Kissajikian, 416 – Vila Constância – São Paulo

17/11/2025 – Segunda-feira – NCI Jardim Miriam – 13h30
Rua Diogo Arias, 51 – Jardim Miriam – São Paulo.

(Com Daniele Valério/Canal Aberto Assessoria de Imprensa)

RP High-End: luxo e arte com clientes em Paris

Paris, por Kleber Patricio

À esquerda na foto, Kelly Mendes; no meio, Sindy Guedes, e, à direita, Vivi Simplicio. Fotos: Divulgação.

A Galaticos Capital, multi family office especializada em astros do esporte e do entretenimento, promove a primeira edição do projeto Galaticas in Paris, uma jornada exclusiva que reúne cultura, moda, lifestyle e reflexões sobre protagonismo feminino e planejamento patrimonial. O encontro, que acontece entre os dias 13 e 17 de outubro, reúne um grupo de clientes da Galaticos — que são também influenciadoras e empresárias, entre elas Lore ImprotaSindy Guedes e Ingrid Cantarini — em uma imersão pela capital francesa. As participantes estão hospedadas no icônico hotel Plaza Athénée, endereço símbolo do luxo parisiense.

Ao longo de cinco dias, as convidadas vivenciam experiências que vão de visitas a museus e jantares temáticos a encontros com maisons icônicas como Dior, Louis Vuitton e Aquazzura. A curadoria de moda é assinada pelo Cidade Jardim, responsável também pela experiência no Palácio de Versalhes, enquanto a programação de arte foi elaborada por Fernanda Ingletto, recém-chegada à Galapagos Capital como advisor de Arte e Cultura, que assina visitas exclusivas a ateliês de artistas franceses renomados, como Jean-Michel Othoniel.

Mais do que uma viagem de luxo, o Galaticas in Paris nasceu para valorizar o papel das mulheres como protagonistas nas famílias contemporâneas, cada vez mais responsáveis por decisões patrimoniais, financeiras e de estilo de vida. “Construir patrimônio não é apenas acumular, mas saber fazer escolhas conscientes e planejadas. O luxo pode, sim, fazer parte do estilo de vida, desde que alinhado a uma estratégia patrimonial sólida, que garanta equilíbrio e bem-estar no longo prazo. As mulheres estão no centro desse movimento – são elas que, em grande parte, definem os rumos e a segurança da família”, afirma Viviane Leal, CEO da Galaticos Capital.

Bruno Astuto guiou as Galacticas pela história de Azzedine Alaïa.

A programação combina jantares temáticos e visitas a museus com encontros de brand experience. O roteiro inclui um dia dedicado à Dior, conectando herança e empoderamento; tour por ateliês e marcas icônicas, com destaque para a Louis Vuitton; uma imersão de criação com a Aquazzura; a vivência cultural Paris by Night; a experiência artística em Versalhes e a visita ao ateliê de Jean-Michel Othoniel, referência na arte contemporânea francesa. O encerramento acontece com um brunch de celebração, dedicado a reflexões sobre escolhas financeiras, qualidade de vida e longevidade.

“O Galaticas in Paris nasce de uma estratégia não óbvia, que aproxima o universo financeiro do universo das grandes maisons e da arte. Quando pensamos em Galaticos Capital e grandes marcas, estamos falando com o mesmo público — mulheres que valorizam requinte, exclusividade, cultura e experiências transformadoras. É nessa interseção que conseguimos mostrar que luxo, arte e planejamento patrimonial podem andar de mãos dadas, traduzindo propósito e sofisticação em cada escolha”, explica Rebeca Nevares, sócia e CMO da Galapagos Capital.

Com a iniciativa, a Galaticos Capital reforça seu posicionamento como multifamily office pioneiro em traduzir planejamento patrimonial em experiências de lifestyle e branding, unindo curadoria, conteúdo e estratégia de longo prazo.

Sobre a Galaticos Capital

Roteiro boutique conecta Dior, Louis Vuitton, Aquazzura e Palácio de Versalhes com foco em protagonismo feminino e planejamento patrimonial.

A Galaticos Capital é o primeiro multi-family office brasileiro dedicado à gestão patrimonial e financeira de atletas, artistas e criadores de conteúdo. Fundada em 2024, a partir da união entre a R9 Investimentos e a Galapagos Capital, a empresa combina a experiência consolidada em wealth management com a força institucional de uma das principais companhias de investimentos do país, que soma mais de R$32 bilhões sob gestão. Com uma visão 360º, a Galaticos Capital integra gestão de investimentos, estruturação jurídica, proteção patrimonial e concierge, oferecendo suporte completo para cada fase da carreira e do patrimônio.

(Com Leticia Braun/NOVA PR)

Biblioteca de Obras Raras da Unicamp recebe exposição que retrata as ausências de assassinados e desaparecidos da ditadura militar brasileira

Campinas, por Kleber Patricio

Com abertura marcada para 7 de novembro, mostra “Ausências Brasil” receberá alunos e a população de Campinas. Fotos: Divulgação.

Uma das principais referências no trabalho de memória política no país, o Núcleo de Preservação da Memória Política – NM, em parceria com a Universidade Estadual de Campinas (Unicamp), por meio da Biblioteca de Obras Raras “Fausto Castilho” – BORA e pelo Laboratório de Arqueologia Pública Paulo Duarte (Nepam/Unicamp), apresentam a exposição “Ausências Brasil”, do fotógrafo argentino Gustavo Germano — uma obra de profundo impacto visual e simbólico sobre os desaparecimentos forçados durante a ditadura militar (1964–1985) no Brasil. A exposição ficará aberta ao público de 7 de novembro a 10 de janeiro de 2026.

Com o objetivo de lançar um olhar sensível sobre o tema da perseguição política e os desaparecidos do período da ditadura militar (1964–1985), os visitantes conhecerão rostos, histórias e poderão refletir sobre as possibilidades das vidas ceifadas pela brutalidade do sistema repressor. Neste sentido, as ausências nas obras do fotógrafo argentino Gustavo Germano revelam muitas presenças. A presença da dor e da saudade, a presença da injustiça e seus paradoxos, a presença da própria pessoa desaparecida.

O projeto da Exposição Ausências iniciou-se na Argentina motivado pelo desaparecimento de seu irmão, Eduardo Raúl Germano, que foi detido e desaparecido pela ditadura argentina em 17 de dezembro de 1976 e cujos restos mortais foram identificados somente em 2014 pela Equipe Argentina de Antropologia Forense. O projeto se expandiu para outros países latinos, a maioria alvos da Operação Condor – campanha de repressão e terrorismo de Estado orquestrada pelas ditaduras no Cone Sul com o apoio dos Estados Unidos. Em 2012, nasceu o projeto “Ausências Brasil”, que conta com 12 histórias de pessoas brasileiras desaparecidas durante a ditadura militar, cobrindo locais do Ceará ao Rio Grande do Sul.

Além das fotografias, haverá uma série de atividades educativo-culturais, como visitas mediadas, rodas de conversa com ex-presos políticos relacionadas ao tema, fomentando debates sobre os impactos da violência de Estado tanto no passado quanto no presente. Com o objetivo de formar cidadãos mais conscientes e críticos, a exposição reflete sobre os abusos de poder, as perseguições e os desaparecimentos forçados ocorridos durante a ditadura militar no Brasil (1964–1985) e suas repercussões na atualidade.

Um dos objetivos do projeto, segundo a museóloga do NM Kátia Felipini Neves, é refletir sobre a democracia e rechaçar a ditadura. “Cada vez que a gente apresenta essa exposição, é uma forma de reparar essas famílias”, diz.

A escolha da Unicamp como sede da exposição reforça o papel da universidade pública como espaço de resistência, reflexão crítica e formação cidadã. A Biblioteca de Obras Raras, por sua vez, é um local simbólico e de profundo valor cultural e acadêmico voltado à preservação da memória intelectual e documental. Ao acolher Ausências Brasil, a Universidade Estadual de Campinas reafirma seu compromisso com a memória histórica, conectando passado e presente em um exercício de consciência coletiva. A realização da exposição conta ainda com o apoio e a parceria do Núcleo de Estudos e Pesquisas Ambientais (Nepam), que faz parte dos Centros e Núcleos da Universidade (Cocen), do Instituto de Filosofia e Ciências Humanas (IFCH), da Olimpíada Nacional em História do Brasil (ONHB) e do Departamento de História da Unicamp — instituições que reafirmam a importância da abordagem interdisciplinar e do engajamento acadêmico na defesa dos direitos humanos.

O Núcleo Memória é uma instituição dedicada à preservação da memória política e à promoção dos direitos humanos e conta com uma vasta agenda de ações, como as visitas mensais ao antigo DOI-CODI/SP, os Sábados Resistentes no Memorial da Resistência de São Paulo e cursos voltados para o campo da memória política.

A realização da exposição só foi possível com o apoio do deputado estadual Antonio Donato.

Agenda da Exposição

7 de novembro – sexta-feira

9h às 11h – Visita educativa mediada

13h – Abertura Oficial, com a presença de Maurice Politi e Katia Felipini do NM, Antonio Donato (PT), Danielle Thiago Ferreira – Coordenadora BORA, Aline de Carvalho – Coordenadora do NAP/Nepam e Cristina Meneguello – Coordenadora da Olimpíada Nacional em História do Brasil – Departamento de História – IFCH

14h – Roda de Conversa com ex-presos políticos: Maurice Politi e Manoel Cyrilo

13 de novembro (quinta-feira)

14h – Formação de Educadores e Roda de Conversa com ex-presos políticos

Serviço:

Exposição Ausência Brasil na Unicamp – Biblioteca de Obras Raras “Fausto Castilho” – BORA 

De: 7 de novembro a 10 de janeiro de 2026

Onde: R. Sérgio Buarque de Holanda, 441 – Cidade Universitária, Campinas

Entrada: Gratuita

Horário de Visitação: De segunda à sexta das 9h às 17h; sábados e domingo fechados

Visitas educativas: a exposição contará com educadores para mediação das visitas tanto para grupos pequenos como para grupos escolares. A exposição conta com recursos de audiodescrição para deficientes visuais.

Importante: A biblioteca entrará em recesso de fim de ano de 22 de dezembro de 2025 a 4 de janeiro de 2026.

(Com Juliana Victorino/Agência Jacarandá)

Galeria Eduardo Fernandes inaugura mais um espaço expositivo no dia 25 de outubro na Vila Madalena

São Paulo, por Kleber Patricio

O galerista Eduardo Fernandes. Fotos: Divulgação.

Vinte sete anos se passaram desde que o arquiteto Eduardo Fernandes decidiu tomar um novo rumo em sua carreira e, de forma quase orgânica, se tornar um art advisor, ou “marchand”, como se denominava na época. Em 1998 Fernandes tinha entendido que o “escritório de arquitetura” não era o seu lugar e resolveu fundar então um “escritório de arte” e, anos mais tarde, em 2005, inaugurar a própria galeria em uma casa na Vila Madalena, em São Paulo, a qual ele próprio reformou. Foi neste espaço na Rua Harmonia que Eduardo iniciou sua trajetória como galerista, reunindo trabalhos e artistas que admirava e vendo crescer o negócio ao longo dos anos. “No começo eram dez representações e a coisa foi florescendo. A casa foi diminuindo e a galeria aumentando”, explica o paulista de 58 anos, ex-aluno da Escola Waldorf.

Os vinte anos de formação inicial de Eduardo Fernandes moldaram as suas aptidões e foi neste período que o gosto por visitar exposições em museus e galerias foi germinado. Ainda pequeno, Eduardo passava bastante tempo pintando e estudando de forma sistemática. “Me lembro que na época da escola, o lugar em que me sentia inteiro eram nessas três horas, três dias por semana, quando estava imerso nesse mundo onírico pintando e desenhando. O tempo não existia. Tudo era presente”, explica o galerista, que mais tarde estudou arquitetura e artes plásticas na universidade.

Reconhecida no circuito das artes plásticas pelos bons trabalhos de artistas contemporâneos, a Galeria Eduardo Fernandes participa continuamente, desde 2011, de feiras de arte nacionais e algumas internacionais, além de manter o seu próprio programa de exposições de maneira sólida e constante. “Com essa trajetória conseguimos ajudar na edificação da carreira de muitos de nossos artistas que conquistaram lugares em coleções privadas e públicas muito importantes. Fico feliz em poder olhar para trás e lembrar das participações de nossos artistas em bienais, instituições, fundações e museus, tanto no Brasil quanto no exterior”.

Trabalho de Fernando Arias.

Ampliando seu espaço expositivo, a partir do dia 25 de outubro, a Galeria Eduardo Fernandes passa a ocupar dois endereços na Vila Madalena: um na Rua Harmonia, 145 e outros na Rua Medeiros de Albuquerque, 442 (tendo como distância uma quadra e meia entre eles). O local – um galpão antigo – foi restaurado e será inaugurado com a abertura da exposição “Grão de escala”, que trará curadoria de Tálisson Melo, pesquisador premiado com exposições em instituições como CCBB, MAC USP e Museu Nacional da República.

A exposição promete promover um passeio pelas ruas da Vila Madalena, já que terá início na sede (Rua Harmonia 145) e finalizará na nova unidade da galeria. “A mostra apresentará trabalhos de 21 artistas representados nos últimos anos e terá como eixo curatorial parte dos versos do poeta romântico inglês William Blake: Ver o mundo num grão de areia / E o céu numa flor silvestre, / Segurar o infinito na palma da mão / E a eternidade numa hora”, explica o curador, lembrando que o percurso entre as duas unidades (menos de duas quadras) é curto, mas suficiente para potencializar uma experiência sensorial atenta ao deslocamento territorial e às relações entre partes: cerca de 40 obras dispostas nos dois ambientes.

Serviço:

Exposição “Grão de escala” – Galeria Eduardo Fernandes

Artistas participantes: Ana Amélia Genioli, Arturo Gamero, Chico Cunha, Claudia Melli, Daisy Xavier, Edgar Racy, Fernando Arias, Guilherme Dable, Gustavo Prata, Heloisa Crocco, Jacqueline Duncan, Jorge Rodríguez Aguilar, Luz Lizarazo, Mai-Britt Wolthers, Patricia Rebello, Renata Egreja, Roberto Mícoli, Rosana Nadai, Rose Klabin, Shu Lin e Vicente de Mello

Abertura para convidados: 25/10/2025 das 11h às 17h horas

Abertura para o público: a partir do dia 28/10/2025

De 25/10/2025 a 6/12/2025

Horário: terça-feira a sábado, das 11h às 18h.

Locais Galeria Eduardo Fernandes – Rua Harmonia, 145 e Rua Medeiros de Albuquerque 442 (novo espaço) – Vila Madalena

Contato: +55 (11) 3812-3894 / +55 (11) 3032-6380.

(Fonte: Larissa Gallep Assessoria de Imprensa)

MASP oferece entrada gratuita no dia dos professores

São Paulo, por Kleber Patricio

Vista do edifício Lina Bo Bardi e Pietro Maria Bardi, lado a lado, 2024. Foto: Pedro Truffi.

Em comemoração ao Dia dos Professores, o MASP — Museu de Arte de São Paulo Assis Chateaubriand oferece entrada gratuita para todos os visitantes na quarta-feira (15.10). Para o público em geral, a retirada do ingresso deve ser feita no site masp.org.br.

Os professores terão isenção de entrada de quarta-feira (15.10) a domingo (19.10). Para garantir o benefício, é necessário retirar o ingresso presencialmente na bilheteria do museu e apresentar um dos seguintes comprovantes de vínculo profissional: holerite ou contracheque, carteira de trabalho digital, acesso ao Portal do Professor (Sou Gov) ou carteirinha de identificação profissional. Essa iniciativa é uma parceria do MASP com a Vitru Educação por meio da Lei Federal de Incentivo à Cultura.

(Fonte: Assessoria de imprensaq MASP)