Notícias sobre arte, cultura, turismo, gastronomia, lazer e sustentabilidade

Arte & Cultura

Rio de Janeiro

Etc e Tal transforma “Dom Quixote” em uma experiência visual arrebatadora e reafirma a força da mímica brasileira no cenário contemporâneo

por Kleber Patrício

Uma das companhias mais importantes do teatro físico brasileiro, a carioca Etc e Tal apresenta Dom Quixote, espetáculo infanto-juvenil sem palavras que reinventa o clássico de Miguel de Cervantes por meio da mímica, da comicidade gestual e de uma sofisticada dramaturgia visual. A estreia acontece no dia 7 de março de 2026 no Teatro Glaucio […]

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Lazer & Gastronomia

Inglaterra

British Pullman, A Belmond Train, Inglaterra, apresenta “Celia”, vagão exclusivo assinado por Baz Luhrmann e Catherine Martin

por Kleber Patrício

Novo vagão é dedicado a eventos e jantares privados; espaço foi idealizado e desenhado pelo cineasta Baz Luhrmann, diretor de filmes como Moulin Rouge!, The Great Gatsby e Elvis, e pela figurinista e designer de produção Catherine Martin, quatro vezes vencedora do Oscar por seu trabalho em Moulin Rouge! e The Great Gatsby

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Tom Zé apresenta show “Era Tudo Verdade!” no Show na Praça do Sesc Bom Retiro

São Paulo, por Kleber Patricio

Foto: Fernando Laszlo.

Tom Zé e banda voltam aos palcos para única apresentação no Show na Praça do Sesc Bom Retiro no dia 30 de outubro, às 21h, com o espetáculo “Era Tudo Verdade!”. Acompanhado dos músicos Daniel Maia (guitarra e voz) Cristina Carneiro (teclado e voz), Andreia Dias (voz), Felipe Alves (baixo e voz) e Fábio Alves (bateria), Tom Zé apresenta grandes sucessos do seu extenso repertório – do qual o último disco lançado é o “Língua Brasileira”, de 2022 –, incluindo sucessos como “Augusta, Angélica, Consolação” e “Menina Amanhã de Manhã”.

Aos 89 anos – completados no início do mês –, natural de Irará, radicado em São Paulo desde 1968, Tom Zé recebeu em setembro o título de cidadão paulistano em cerimônia realizada na Câmara Municipal de São Paulo pela notória contribuição do artista tropicalista à cultura brasileira e também à cidade que permeia sua obra em diferentes canções, desde a citada “Augusta, Angélica e Consolação”, como também em “São São Paulo Meu Amor” ou, ainda, em “A Briga do Edifício Itália Com o Hilton Hotel”, entre outras.

Tom Zé contou com um início de carreira bem-sucedido, com o LP Grande liquidação (1968). Por vezes, entretanto, dependeu primeiramente de um olhar estrangeiro para a compreensão e apreciação de sua obra no Brasil. Durante os anos 1970, Tom caía no ostracismo conforme seus álbuns se tornavam cada vez mais ambiciosos. Foi em meados dos anos 1980 que se deu a primeira intervenção estrangeira em sua trajetória: David Byrne, ex-líder dos Talking Heads, descobriu por acaso o álbum Estudando o samba em uma de suas vindas ao Brasil e, durante os anos 1990 e 2000, se tornou uma peça fundamental na construção da carreira internacional do artista brasileiro. Agraciado com o Prêmio Shell pelo conjunto da obra em 2003, também Artista do Ano pelo Prêmio Bravo! 2006, Tom Zé foi biografado pelo jornalista Pietro Scaramuzzo, em edição lançada em 2019 primeiro na Itália, sob o título L’ultimo tropicalista [Add Editore] e, no ano seguinte, no Brasil p,elo Edições Sesc, sob o título O Último Tropicalista. Seu álbum de estúdio mais recente, Língua Brasileira, é de 2022.

Serviço:

Tom Zé | Show Era Tudo Verdade!

Dia 30/10, quinta, 21h

Valores: R$21 (Credencial Plena), R$35 (Meia) e R$70 (Inteira).

Local: Praça de Convivência (800 lugares). 18 anos.

Venda de ingressos disponíveis pelo APP Credencial Sesc SP, no site sescsp.org.br/bomretiro ou nas bilheterias.

Como funciona o Show Na Praça

O show acontece em uma quarta-feira, 16/4, e neste dia o horário de funcionamento do Sesc Bom Retiro é alterado para montagem do espaço:

18h30 – Encerramento dos serviços: Comedoria, Piscina, Central de Atendimento e Biblioteca

19h – Fechamento da Unidade

20h – Abertura para o público do show

Este é um show para ser assistido em pé, dançante e festivo, e as mesas laterais estão dispostas para suporte das pessoas que utilizam a Comedoria – que neste dia, possui um cardápio pensado especialmente para o evento.

ESTACIONAMENTO DO SESC BOM RETIRO – (Vagas Limitadas)

O estacionamento do Sesc oferece espaço para pessoas com necessidades especiais e bicicletário. A capacidade do estacionamento é limitada. Os valores são cobrados igualmente para carros e motos. Entrada: Alameda Cleveland, 529.

Valores: R$8 a primeira hora e R$3 por hora adicional (Credencial Plena). R$17 a primeira hora e R$4 por hora adicional (Outros). Valores para o público de espetáculos à noite, por período – R$11 (Credencial Plena). R$21 (Outros). Horários: Terça a sexta: 9h às 20h. Sábado: 10h às 20h. Domingo: 10h às 18h.

Importante: Em dias de evento na Praça de Convivência, o estacionamento funciona até o término da apresentação.

TRANSPORTE GRATUITO

O Sesc Bom Retiro oferece transporte gratuito circular partindo da Estação da Luz. O embarque e desembarque ocorre na saída CPTM/José Paulino/Praça da Luz. No dia de espetáculos, o serviço atende até o término da apresentação.

Consulte os horários disponíveis de acordo com a programação no link.

Fique atento se for utilizar aplicativos de transporte para vir ao Sesc Bom Retiro! É preciso escrever o endereço completo no destino, Alameda Nothmann, 185, caso contrário o aplicativo informará outra rota/destino.

Sesc Bom Retiro

Alameda Nothmann, 185. CEP 01216-000.

Campos Elíseos, São Paulo – SP. Telefone: (11) 3332-3600

Siga o @sescbomretiro nas redes sociais:

Facebook, Instagram e Youtube /sescbomretiro.
(Com Flávio Aquistapace/Assessoria de imprensa Sesc Bom Retiro)

Expansão agrícola e degradação da Caatinga ameaçam macaco que só ocorre no Brasil

Caatinga, por Kleber Patricio

Animal consta como Criticamente em Perigo de extinção na Lista Vermelha da União Internacional para a Conservação da Natureza. Foto: Niall Perrins / iNaturalist / CC BY-NC 4.0.

Expansão agrícola, degradação florestal e outras mudanças no uso da terra podem estar colocando em risco a sobrevivência do guigó-da-Caatinga – um macaco nativo e exclusivo do Brasil. O alerta vem de um estudo publicado na revista Regional Environmental Change, conduzido em parceria pelas Universidades Federais do Rio Grande do Norte (UFRN) e de Sergipe (UFS), além do Centro Nacional de Pesquisa e Conservação de Primatas Brasileiros (CPB) e do Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio). Os achados reforçam a urgência de ações de planejamento e conservação para evitar a extinção da espécie, já classificada como Criticamente em Perigo de extinção.

Para entender como o ambiente do guigó-da-Caatinga se transformou ao longo do tempo, os pesquisadores analisaram 84 paisagens distintas que indicavam tanto locais onde a espécie foi registrada (46) quanto áreas em que ela não estava presente (38). Essas paisagens foram definidas a partir de registros de ocorrência compilados para a espécie e cruzadas com mapas de uso e cobertura do solo gerados pela plataforma MapBiomas – esses mapas revelaram, ano a ano, se as regiões eram formadas por florestas, pastagem ou agricultura, por exemplo. Com isso, a equipe comparou mudanças na vegetação durante 37 anos e avaliou como o avanço no uso da terra afetou as áreas investigadas e a presença do macaco.

Um quarto das áreas de floresta dentro da distribuição do guigó-da-Caatinga foi convertido em pastagens. Como resultado, esse bioma perdeu cerca de 17% de florestas no período analisado, sendo que aproximadamente 10% dessa área existente em 1985 foi convertida em pastos. Para a pesquisadora Bianca Guerreiro, principal autora do estudo, esses números são preocupantes. “Os guigós precisam das matas e árvores para obter recursos, como alimentação e abrigo e também para se locomoverem”, exemplifica.

Atualmente, cerca de 54% da região habitada pelo guigó-da-Caatinga está tomada por agricultura ou terrenos sem vegetação. As pastagens, que ocupavam 30% da área em 1985, passaram a cobrir 42% em 2021 – um salto de 40%. Segundo os autores, esse aumento representa diversos riscos para os guigós. Além de fragmentar o habitat em pequenas manchas isoladas, expõe a espécie à pressão humana e à presença do gado, que torna o solo mais compacto, prejudicando a infiltração de água e o crescimento de novas plantas. Os autores também destacam que, ao caminhar sobre pequenas mudas de árvores, o gado contribui para limitar a regeneração e a manutenção das florestas em longo prazo.

Essa fragmentação do habitat pode estar limitando a dispersão da espécie. Em um estudo adicional já submetido, os autores verificaram que em regiões mais desmatadas inseridas em áreas agrícolas, há maior densidade populacional de guigós – ou seja, mais indivíduos concentrados em menos espaço. “Isso sugere que os grupos estão adensados em fragmentos isolados, provavelmente em função da baixa conectividade da paisagem”, explica Guerreiro. “Esse confinamento traz várias consequências, como o aumento da competição por recursos, a redução da variabilidade genética e maior vulnerabilidade a distúrbios, como um incêndio, um surto de doença ou mesmo a expansão de atividades humanas em um fragmento”, ressalta.

Em 2021, menos de 9% do bioma Caatinga contava com áreas protegidas. Entre 2021 e 2022, o guigó-da-Caatinga, nativo e restrito a essa região, foi reconhecido como Criticamente em Perigo de extinção na Lista Vermelha da União Internacional para a Conservação da Natureza e pelo governo brasileiro. Guerreiro defende que pesquisas como esta podem auxiliar órgãos governamentais e não governamentais na identificação de locais críticos para monitoramento e ações de mitigação de perda de biodiversidade, guiando a recuperação florestal e a criação de áreas protegidas. “Os resultados também reforçam a importância de conciliar produção e conservação, o que pode ser incentivado por programas de formação técnica e subsídios específicos e direcionados”, conclui a autora, acrescentando que a equipe já conduz novas pesquisas para continuar contribuindo com o conhecimento sobre o guigó e seu habitat.

(Fonte: Agência Bori)

Estreia latino-americana do espetáculo “Frida”, com o Ballet do Theatro Municipal, será no dia 25/10

Rio de Janeiro, por Kleber Patricio

A dor, a força e a arte de Frida Kahlo chegam ao palco do Theatro Municipal do Rio de Janeiro. Foto: Tobias Witzgall.

A vida e a obra da pintora mexicana Frida Kahlo serão tema do espetáculo Frida, do carioca Reginaldo Oliveira, que estreia na América Latina no dia 25 de outubro no palco do Theatro Municipal do Rio de Janeiro. Com o Patrocínio Oficial Petrobras, a coreografia está sendo montada com o Ballet da casa sob a supervisão artística de Hélio Bejani e Jorge Texeira. A direção geral é de Hélio Bejani. As récitas acontecem também nos dias 26/10, às 17h, e 29, 30 e 31, às 19h. Os ingressos estão disponíveis na bilheteria do Theatro ou pelo site theatromunicipal.rj.gov.br.

Reginaldo Oliveira, que foi solista do BTM durante seis anos, está de volta à terra natal. Ele vive na Áustria, onde dirige a companhia Salzburg Landestheater. A sugestão de trazer este espetáculo ao Rio de Janeiro partiu do maître de balé do Municipal, Jorge Texeira, que o acolheu em sua própria casa ainda no início da carreira.

Criação e coreografia são de Reginaldo Oliveira, artista de carreira internacional com produção do Teatro de Salzburgo na Áustria. Foto: Tobias Witzgall.

O coreógrafo escolheu para dar vida a Frida em solo carioca as primeiras bailarinas do Municipal: Márcia Jaqueline e Claudia Mota. Em um trabalho de equipe, há semanas Oliveira tem feito um laboratório intenso com os bailarinos. “Na pesquisa sobre Frida, o que me interessa muito mais é sua personalidade do que suas enfermidades físicas. Ela foi uma lutadora, nunca deixou que suas limitações definissem sua vida. Vivemos hoje em um mundo em que devemos ser perfeitos: relacionamento, medidas corporais, saúde. Frida não teve medo de viver sua verdadeira personalidade. Isso incluía também sua vulnerabilidade. E foi essa vulnerabilidade que ela retratou em suas obras, sem se importar demasiadamente com convenções sociais. Quero contar a história dessa lutadora, inspirada em sua arte e em seus escritos. Frases isoladas dela evocam mundos emocionais, que nos levaram a movimentos e até mesmo a cenas inteiras”, diz o criador do balé, Reginaldo Oliveira.

“Viver Frida tem sido uma experiência muito especial. Contar a vida de alguém é sempre uma grande responsabilidade — e, no caso de Frida Kahlo, essa missão se torna ainda mais intensa. Frida é sinônimo de coragem, resiliência e liberdade. Ter novamente a chance de me encontrar com a linguagem coreográfica de Reginaldo, meu diretor nos anos em que vivi em Salzburg, é um reencontro com a essência do que me move. Em suas obras, me sinto inteira, livre e viva”, ressalta Márcia Jaqueline, primeira bailarina do Theatro Municipal do Rio de Janeiro

O mundo colorido da pintora mexicana no palco. Foto: Tobias Witzgall.

A popularidade da artista é um fenômeno mundial. E faz tempo que suas obras aparecem fora dos museus. Hoje, Frida pode ser encontrada até mesmo em bolsas, meias, objetos de design, e sua trajetória marcada por ousadia e originalidade é contada em exposições, livros e, agora, ganha vida no palco de um dos mais prestigiados teatros do Brasil. “Trazer um ballet contemporâneo ao palco do Municipal é uma oportunidade de garantir ao nosso público diversidade cultural. Frida é um título que engrandece ainda mais essa temporada – unimos a dança e a história de uma grande mulher. Com o patrocínio da Petrobras, estamos muito contentes com a apresentação de mais esse título. Você não pode ficar de fora dessa”, afirma Clara Paulino, presidente da Fundação Teatro Municipal do Rio de Janeiro.

Para além de seguirmos nossa proposta de trazermos artistas brasileiros que se destacam fora do país levando nossa cultura para o mundo, destaco a importância de uma obra como Frida, que traz para nossos bailarinos a possibilidade de sair de sua zona de conforto, o Ballet Clássico. Considero Frida uma obra perfeita para mostrar toda a competência e versatilidade de nosso Corpo de Baile”, ressalta o diretor do Ballet do Theatro Municipal do Rio de Janeiro, Hélio Bejani.

Sobre Reginaldo Oliveira

Reginaldo Oliveira. Foto: Divulgação.

Coreógrafo e diretor de Balé Salzburger Landestheater (Áustria), Reginaldo Oliveira iniciou sua formação em dança no Rio de Janeiro, estudando com Jorge Texeira. Em 1998, conquistou o 1º lugar no Concurso de Balé Russo em São Paulo e recebeu uma bolsa de estudos para a Academia Estatal de Coreografia do Balé Bolshoi, em Moscou. Dois anos depois, ingressou na companhia do Theatro Municipal do Rio de Janeiro, sob a direção de Richard Cragun, sendo promovido a solista em 2003. Em 2006, transferiu-se para a Alemanha, integrando o Badisches Staatsballett Karlsruhe, dirigido por Birgit Keil. Sua primeira grande encomenda coreográfica surgiu em 2014, com O Caso M, apresentado no contexto da noite de balé Mythos. Pela interpretação da personagem Medeia, a bailarina Bruna Andrade foi laureada com o Prêmio Alemão de Teatro Der Faust, na categoria “Melhor Intérprete de Dança”. No ano seguinte, Oliveira assinou a coreografia da abertura oficial do 300º aniversário da cidade de Karlsruhe. Em 2016 criou Anne Frank, seu primeiro balé narrativo de longa duração, aclamado por público e crítica, que lhe rendeu o título de “Coreógrafo do Ano” pela revista Tanz. Em 2017, assumiu o cargo de coreógrafo principal e diretor de balé do Salzburger Landestheater, na Áustria. Sua estreia na instituição aconteceu com Otelo (2018), seguida de uma série de produções de destaque, como Romeu e Julieta, Anna Karênina, Tanto…Tango!, Lili, the Danish Girl, Iolanta/O Quebra-Nozes e uma nova versão de A Bela Adormecida, de Tchaikovsky. Em 2019, organizou, ao lado de Rolando Villazón, uma gala de balé na Mozartwoche, em homenagem ao compositor de Salzburg. Além de sua atuação em Salzburg, Oliveira foi convidado pela Scala de Milão e pelo Teatro Carlo Felice de Gênova para coreografar a ópera Idomeneo. Na temporada 2024/25, dedicou -se ao universo da pintora mexicana Frida Kahlo, com a criação do balé Frida.

Elenco:

FRIDA – Claudia Mota e Márcia Jaqueline

⁠2ª FRIDA (autorretrato) –Sophia Palma, Tabata Salles

DIEGO RIVERA – Edifranc Alves e Pedro Rusenhack

ALEJANDRO ARIAS – Michael Willian e Rodolfo Saraiva

CRISTINA KAHLO – Gabriela Cidade, Manuela Roçado, Marcela Borges

Ficha Técnica:

Frida

Concepção e direção: Reginaldo Oliveira

Coreografia: Reginaldo Oliveira

Supervisão Artística: Hélio Bejani e Jorge Texeira

Direção Geral: Hélio Bejani

Dramaturgia: Maren Zimmermann

Cenografia: Matthias Kronfuss

Figurinos: Judith Adam

Iluminação: Matthias Kronfuss e Reginaldo Oliveira

Temporada 2025 Direção Artística TMRJ: Eric Herrero

Presidente FTM: Clara Paulino 

Músicas:

1 – Revolution

Guilherme Tomaselli

2 – La Llorona

Natalia Lafourcade

3 – La Zandunga – Cabballos de Vapor

Alondra de la Parra, Carlos Chávez, Orquestra Filarmônica de las Américas, Carlos Chávez

4 – Amanecí em Tus Brazos

Alondra de la Parra, José Alfredo Jimenez, Orquestra Filarmônica de las Américas

5 – El Cascabel

Mariachi Relámpago

6 – La Llhorona

Alondra de la Parra, Orquestra Filarmônica de las Américas

7 – Quê He Sacado Com Quererter (feat. Los Macorinos)

Natalia Lafourcade, Violeta Parra Sandoval

8 – La Lhorona

Ángela Aguilar, Luiz Mars.

Serviço:

Frida

Ballet do Theatro Municipal do Rio de Janeiro

Datas: 24 (Ensaio Geral), 25, 29, 30 e 31, às 19h | 26, às 17h

Local: Theatro Municipal do Rio de Janeiro

Endereço: Praça Floriano, s/n – Centro

Duração: 2h com intervalo

Classificação: 12 anos

Ingressos:

Frisas e Camarotes – R$90,00 (ingresso individual)

Plateia e Balcão Nobre – R$80,00

Balcão Superior e Lateral – R$50,00

Galeria Central e Lateral– R$20,00

Ingressos disponíveis na Bilheteria do Theatro ou através do site theatromunicipal.rj.gov.br.

Acessibilidade

Palestras gratuitas antes dos espetáculos

Patrocinador Oficial Petrobras

Apoio: Livraria da Travessa, Rádio MEC, Rádio Paradiso Rio, Amadança, Bloch, Gaynor Minden, Vult, Ma Ballet, Fitting Ma Ballet

Realização Institucional: Fundação Teatro Municipal, Associação dos Amigos do Teatro Municipal

Lei de Incentivo à Cultura

Realização: Ministério da Cultura e Governo do Brasil, do lado do povo brasileiro.

(Com Cláudia Tisato/Assessoria de imprensa TMRJ)

Theatro Municipal de São Paulo apresenta “Les Indes Galantes”, de Jean-Philippe Rameau, em novembro

São Paulo, por Kleber Patricio

Foto: Rafael Salvador.

No dia 6, quinta-feira, às 20h, na Sala do Conservatório, acontece a apresentação Quarteto Ensaio de Naipe, um espetáculo que propõe um diálogo sonoro entre três perspectivas femininas: a brasileira Nayara Tamarozi com a peça “A Viagem“, a americana Jessica Meyer com a inédita “Red Flamingo” e a paraguaia Fátima Abramo com sua “Suíte Carolina de Jesus“, uma obra que estabelece uma ponte com o outro eixo do programa, a poesia, ao evocar a trajetória da escritora e poeta Carolina de Jesus.

Com os violistas Bruno de Luna, Eric Licciardi, Lianna Dugan e Pedro Visockas, e André Ramos na declamação. Esse projeto foi aprovado no Edital de Chamamento Interno do Complexo Theatro Municipal de São Paulo. Os ingressos custam R$33, a classificação livre e a duração de 70 minutos.

Em uma celebração ao Dia de Finados, o Coral Paulistano, ao lado do Coro da Osesp com regência de Maíra Ferreira e Thomas Blunt, apresenta dois concertos. No dia 2, domingo, às 15h, no Mosteiro São Bento, com entrada gratuita. Já no dia 9, domingo, às 18h, a apresentação é na Sala São Paulo, e os ingressos custam de R$21 a R$42.

Quarteto de Cordas. Foto: Larissa Paz.

O repertório terá Spem in Alium, de Thomas Tallis, Regina Coeli, de Cecilia McDowell, Turn our Captivity, de Dobrinka Tabakova e Messe pour Double Choeur a cappella, de Frank Martin. Os ingressos e mais informações estão disponíveis nos sites das instituições parceiras, a classificação é livre e a duração de aproximadamente 50 minutos, sem intervalo.

No dia 13, quinta-feira, às 20h, na Sala do Conservatório, o Quarteto de Cordas apresenta Requiem Sem Palavras. Com Betina Stegmann e Nelson Rios nos violinos, Marcelo Jaffé na viola e Rafael Cesario no violoncelo. O repertório tem Quarteto de Cordas nº2, “Requiem sem palavras”, de Almeida Prado. Os ingressos custam R$35, a classificação é livre e a duração de 60 minutos, sem intervalo.

A obra de Almeida Prado (1943-2010), um dos mais importantes e prolíficos compositores brasileiros, é marcada por uma profunda religiosidade católica. Composto em 1989, o Réquiem Sem Palavras ficou guardado na gaveta até 2006, quando Marcelo Jaffé, violista do Quarteto de Cordas da Cidade de São Paulo, soube de sua existência em um encontro com Almeida Prado na Rádio Cultura. O Quarteto encampou então a tarefa de produzir as partes da obra e estreá-la, recebendo a dedicatória do compositor. Ainda não gravada, a peça foi tocada poucas vezes, sendo esta uma oportunidade particular de ouvi-la.

JoAnn Falletta. Foto: Rafael Salvador.

Com regência de JoAnn Falletta, a Orquestra Sinfônica Municipal apresenta Scheherazadecom participação da mezzosoprano Denise de Freitas. As apresentações acontecem nos dias 14, sexta-feira, às 20h, e 15, sábado, às 17h, na Sala de Espetáculos. O repertório terá Concerto Grosso 1985, de Ellen Zwilich, Shéhérazade, de Maurice Ravel, e Scheherazade, Nikolai Rimsky-Korsakov. Os ingressos variam de R$11 a R$70, a classificação é livre e a duração de 105 minutos, com intervalo.

A estadunidense JoAnn Falletta, diretora musical da Buffalo Philharmonic, é uma veterana dos palcos que desbravou caminhos na regência para as mulheres. Com mais de cem discos gravados e premiações do Grammy no currículo, ela atua como regente convidada ao redor do mundo. Falletta esteve no Brasil pela primeira vez em 2023 e retorna para conduzir novamente a Orquestra Sinfônica Municipal.

Nos dias 14, sexta-feira, às 20h, 15, sábado, às 17h e às 20h, e 16, domingo, às 18h, acontece a performance Césaire Mix-Tape, na Central Técnica de Produções. Com direção de Eugênio Lima, direção de produção de Iramaia Gongora, dramaturgia de Eugênio Lima e Legítima defesa e Walter Balthazar, Jhonas Araújo, Fernando Lufer, Eugênio Lima e Gilberto Costa no elenco Legítima Defesa. Os ingressos custam R$30, a classificação de 12 anos e a duração de 50 minutos.

Orquestra Experimental de Repertório. Foto: Rafael Salvador.

Césaire Mix-Tape é uma ocupação performática, uma insurreição cênica de movimentos, criado a partir da obra de Aimé Césaire, seus textos teóricos, suas poesias, suas peças de teatro, suas entrevistas e os escritos sobre o autor. Será um devir-negro que é, ao mesmo tempo, um ato político de recuperação de memórias ancestrais e de reparação no presente, bem o autorreconhecimento das contribuições que a obra de Césaire e conceito de Negritude, com suas subjetividades, contradições e limites agregaram e agregam aos movimentos negros no Brasil e na América Latina.

No dia 16, domingo, às 11h, na Sala de Espetáculos, a Orquestra Experimental de Repertório, sob regência de Wagner Polistchuk, apresenta RicochetesCom a participação da violinista Andréa Campos, a percussionista Márcia Fernandes, e os mesatenistas Lincon Yasuda e Lyanne Kosaka. O repertório terá a estreia mundial de Oras Bolas!, de Alexandre Lunsqui, Jeux; poème dansé, de Claude Debussy, e Ricochet, concerto triplo para ping-pong, violino e percussão, de Andy Akiho. Durante o concerto, os mesatenistas farão uma jogada mais que especial no palco. Os ingressos custam R$35, a classificação é livre e a duração aproximadamente 60 minutos, sem intervalo.

Nos dias 18 e 19, às 16h, na Sala do Conservatório, com oferecimento Shell, a Orquestra Sinfônica Municipal apresenta Concerto Didático – Cores e Danças, sob regência de Priscila Bomfim. O repertório terá Abertura Brasil 2012 Bis, de Dimitri Cervo, La Tregenda, da ópera Le Villi, de Giacomo Puccini, Feira de Mangaio, de Sivuca, arranjo de Vinícius Louzada, Habanera, da ópera Carmen, de Georges Bizet, entre outras. Esse concerto será exclusivo para instituições e escolas públicas.

Foto: Christophe Raynaud de Lage.

Em uma fusão ousada entre tradição e contemporaneidade, em celebração a Temporada França-Brasil 2025, o Theatro Municipal apresenta a ópera Les Indes Galantes, de Jean-Philippe Rameau, com libreto de Louis Fuzelier. A ópera será apresentada de 26 de novembro a 4 de dezembro, com ingressos de R$33 a R$210.

A concepção cênica e coreográfica será da Bintou Dembélé, pioneira do hip hop na França, que cria um diálogo entre as camadas históricas da obra e as expressões da rua. A direção musical é de Leonardo García-Alarcón, à frente da Cappella Mediterranea, um dos conjuntos barrocos mais respeitados da atualidade. O Coral Paulistano, sob regência de Maíra Ferreira, compõe o elenco vocal. As apresentações acontecem nos dias 26/11, 27/11, 02, 03 e 04/12, às 20h, e nos dias 29 e 30/11, às 17h.

No dia 27, quinta-feira, às 20h, na Sala do Conservatório, o Quarteto de Cordas apresenta 340 Anos de Bach, Scarlatti e Händel. Com Betina Stegmann e Nelson Rios nos violinos, Marcelo Jaffé na viola, Rafael Cesario no violoncelo, e o convidado Fernando Cordella no cravo. O repertório terá Suíte da ópera Rinaldo, de Georg Friedrich Händel, Sonata em Ré Maior de Domenico Scarlatti e Suite Nº 3 em Ré Maior, de Johann Sebastian Bach. Os ingressos variam de R$35, a classificação é livre e a duração de 60 minutos, sem intervalo.

(Com Letícia Santos/Assessoria de imprensa do Theatro Municipal)

Sesc Sorocaba recebe concerto cênico “O Som da Escravidão”

Sorocaba, por Kleber Patricio

Fotos: Divulgação.

A 12ª Temporada de Música Clássica de Sorocaba segue com sua programação

e apresenta na sexta-feira, 24 de outubro, às 20h, o concerto cênico “O Som da

Escravidão”, no Sesc Sorocaba (Rua Barão de Piratininga, 555 – Jardim

Faculdade). A entrada é gratuita, com retirada de ingressos na bilheteria uma hora

antes do espetáculo.

O concerto reúne a soprano Edna d’Oliveira e a mezzosoprano Edineia de Oliveira, o

Coro Municipal de Votorantim — sob regência de Luís Gustavo Laureano — além de

quarteto de cordas, percussão e piano, em uma apresentação que mescla música,

teatro e memória.

 

Um resgate da história invisibilizada

O Som da Escravidão propõe uma reflexão sobre a contribuição da população negra

para a formação da música erudita e a trajetória das primeiras cantoras líricas

brasileiras — muitas delas negras e descendentes de pessoas escravizadas, que

romperam barreiras e conquistaram os palcos da Europa.

A narrativa cênico-musical resgata personagens históricas como Joaquina Maria da

Conceição Lapa, a Lapinha, primeira cantora lírica brasileira — filha de escravos — a

se apresentar em teatros europeus. Por meio de relatos, canções e cenas, o espetáculo

revela a luta de mulheres negras que tiveram suas histórias apagadas e questiona o

racismo estrutural ainda presente no meio artístico. O maestro Luís Gustavo

Laureano, responsável pela concepção e regência do concerto, explica que a proposta é

“trazer à tona vozes silenciadas da nossa história,

mostrando que a música clássica também é um território de resistência e

ancestralidade”.

 

Sobre o concerto

 

 

 

 

A apresentação traça um panorama que vai da diáspora africana e da desumanização

durante o período escravocrata até a presença dos negros na formação da música de

concerto e da ópera no Brasil. Ao entrelaçar música, texto e performance, o espetáculo

reafirma a importância da memória e da valorização das artistas negras que

pavimentaram o caminho para as novas gerações.

“Um povo sem memória é um povo sem futuro” — é a frase que ecoa como mote

central desta montagem potente e sensível, que encerra o mês de outubro da

Temporada com uma noite de arte e reflexão.

O projeto é apresentado pelo Ministério da Cultura, com patrocínio da Vitafor,

parceria do Sesc, colaboração da Unesp Sorocaba, Sesi, Prefeitura de Araçoiaba da

Serra e Parque Educacional Padre André Pieroni Sobrinho – Castelinho. Conta com

direção artística e produção-executiva de Marco de Almeida, produção da MdA

International e realização via Lei de Incentivo à Cultura Federal (Lei Rouanet).

 

Serviço:

12ª Temporada de Música Clássica de Sorocaba

“O Som da Escravidão” – Concerto Cênico

24 de outubro (sexta-feira) | 20h

Sesc Sorocaba

Rua Barão de Piratininga, 555 – Jardim Faculdade, Sorocaba – SP

Edna d’Oliveira (soprano), Edineia de Oliveira (mezzosoprano), Coro Municipal de

Votorantim, Quarteto de cordas, percussão e piano

Regência: Luís Gustavo Laureano.

(Com Beatriz Deboni/MdA International)