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Lazer & Gastronomia

Inglaterra

British Pullman, A Belmond Train, Inglaterra, apresenta “Celia”, vagão exclusivo assinado por Baz Luhrmann e Catherine Martin

por Kleber Patrício

Novo vagão é dedicado a eventos e jantares privados; espaço foi idealizado e desenhado pelo cineasta Baz Luhrmann, diretor de filmes como Moulin Rouge!, The Great Gatsby e Elvis, e pela figurinista e designer de produção Catherine Martin, quatro vezes vencedora do Oscar por seu trabalho em Moulin Rouge! e The Great Gatsby

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Jorge Helder apresenta homenagem a Chico Buarque em São Paulo

São Paulo, por Kleber Patricio

Capa.

Lançado em 2024, o álbum Samba & Amor de Jorge Helder chega aos palcos paulistanos em apresentação única no dia 1º de fevereiro, sábado, às 20h, no teatro do Sesc 24 de Maio. O álbum, editado pelo Selo Sesc, apresenta um repertório de oito ilustres canções representativas da variedade e maestria da obra de Chico.

Em um universo onde as notas musicais contam histórias, Jorge Helder assume um trabalho que reverencia a obra de Chico Buarque. Conhecido por sua versatilidade e sensibilidade musical, Helder tece arranjos que dialogam com as composições de Buarque, criando um espetáculo onde a melodia e a palavra dançam em harmonia. O álbum digital está disponível nas principais plataformas de áudio e no Sesc Digital.

No disco, Jorge Helder não apenas celebra seu parceiro de estrada, mas também a gentileza, parceria e amizade. Samba e Amor é fruto de um coletivo, com luxuosas participações de Vanessa Moreno, Filó Machado, Chico Pinheiro, Helio Alves, Vitor Cabral, Rafael Mota e Iury Batista. Helder, com seu toque, destaca repertório que reflete tanto a poesia quanto a melodia buarqueana, onde os músicos exploram a liberdade criativa em arranjos que permitem improvisações inspiradas na música instrumental brasileira. Helder garante que cada instrumento, de solos de guitarra a cadências de piano, contribua para uma experiência de sentidos, onde a voz se entrelaça com os instrumentos.

Sobre a escolha de repertório, disse o arranjador: “…trocamos ideias pelo menos umas cinco vezes em que ele me fazia algumas perguntas e eu tentava achar as respostas e acabava encontrando o caminho para conduzir esse trabalho. Não que ele tenha dito o nome das músicas, mas a forma como ele via cada uma que escolhi.”

Ficha Técnica

Samba & Amor: Jorge Helder toca Chico Buarque 

Vanessa Moreno e Filó Machado – vozes

Jorge Helder – baixo

Chico Pinheiro – guitarra

Helio Alves – piano e teclado

Vitor Cabral – bateria

Rafael Mota – percussão

Adonias Junior – técnico de som

Robson Bessa – técnico de luz

Marco de Almeida (MdA International) – produção geral.

Sobre o Selo Sesc

Desde 2004 o Selo Sesc traz a público obras que revelam a diversidade e a amplitude da produção artística brasileira, tanto em obras contemporâneas quanto naquelas que repercutem a memória cultural, estabelecendo diálogos entre a inovação e o histórico. Em catálogo, constam álbuns em formatos físico e digital que vão de registros folclóricos às realizações atuais da música de concerto, passando pelas vertentes da música popular e projetos especiais. Entre as obras audiovisuais em DVD, destacam-se a convergência de linguagens e a abordagem de diferentes aspectos da música, da literatura, da dança e das artes visuais. Os títulos estão disponíveis nas principais plataformas de áudio, Sesc Digital e Lojas Sesc. Saiba mais em sescsp.org.br/selosesc.

Sobre o Sesc São Paulo

Com 77 anos de atuação, o Sesc – Serviço Social do Comércio conta com uma rede de 42 unidades operacionais com atendimento presencial e 4 unidades operacionais com atendimento não presencial no estado de São Paulo e desenvolve ações com o objetivo de promover bem-estar e qualidade de vida aos trabalhadores do comércio, serviços, turismo e para toda a sociedade. Mantido pelos empresários do setor, o Sesc é uma entidade privada que atua nas dimensões físico-esportiva, meio ambiente, saúde, odontologia, turismo social, artes, alimentação e segurança alimentar, inclusão, diversidade e cidadania. As iniciativas da instituição partem das perspectivas cultural e educativa voltadas para todas as faixas etárias, com o objetivo de contribuir para experiências mais duradouras e significativas. São atendidas nas unidades do estado de São Paulo cerca de 30 milhões de pessoas por ano. Hoje, aproximadamente 50 organizações nacionais e internacionais do campo das artes, esportes, cultura, saúde, meio ambiente, turismo, serviço social e direitos humanos contam com representantes do Sesc São Paulo em suas instâncias consultivas e deliberativas. Mais informações em sescsp.org.br.

Serviço:

Samba & Amor: Jorge Helder toca Chico Buarque

Com Jorge Helder, Vanessa Moreno, Filó Machado, Chico Pinheiro, Helio Alves, Vitor Cabral e Rafael Mota

1/2, sábado, 20h – Teatro

Sesc 24 de Maio

R. 24 de Maio, 109 – República, São Paulo – SP

Credencial plena: R$18 | Meia-entrada: R$30 | Inteira: R$60

Venda online e nas bilheterias das unidades

Ingressos aqui

Selo Sesc nas redes: Instagram | YouTube.

(Fonte: Assessoria de imprensa Selo Sesc)

‘Sem Vergonha’, documentário sobre Maria Alcina, encerra Mostra Tiradentes

Tiradentes, por Kleber Patricio

Documentário ‘Sem Vergonha’, sobre a vida de Maria Alcina, está na Mostra Tiradentes. Foto: divulgação/Curta!.

O documentário ‘Sem Vergonha’ será exibido na 28ª Mostra de Cinema de Tiradentes no último dia do evento, sábado, 1º de fevereiro, às 18h, no Cine-Tenda, dentro da mostra Vertentes. Viabilizado pelo canal Curta! por meio do Fundo Setorial do Audiovisual (FSA), o documentário tem direção de Rafael Saar e roteiro de Thiago Brito e tem previsão de estrear no canal no segundo semestre de 2025. O filme chega ao Curta! no segundo semestre deste ano.

Com produção da Dilúvio Filmes, ‘Sem Vergonha’ é protagonizado por Maria Alcina e recria sua carreira a partir de um rico material de arquivo e de musicais que a situam como a maior herdeira atual dos teatros de revista e das chanchadas brasileiras. A partir de núcleos dramáticos que representam a espontaneidade de Maria Alcina, o documentário mostra como ela, perseguida durante a ditadura, travou uma batalha para se manter como artista. Tachada por contemporâneos como ‘só mais uma Carmen Miranda’, ela se aproximou do que há de mais popular em nossa música, cantando a letra de duplo sentido ‘calor da bacurinha’ e atuando como jurada de programas de calouros.

O filme conta com a presença especial de Antonio Adolfo, Edy Star, Ney Matogrosso, Rovilson Pascoal e os dzi croquettes Bayard Tonelli e Ciro Barcelos. No elenco, além da própria Alcina, que interpreta a si mesma, estão a atriz Ewä, que faz a protagonista jovem, e Ayo Faria, João Vitor Linhares, Leticia Guimarães, Marcelle Morgan, Marco Chavarri, Renata Bronze e Sidnei Oliveira, que se alternam nos personagens que compõem esta trajetória.

‘Sem Vergonha’

Sinopse: Masculina, feminina, livre, alegre, popular, um prato bem brasileiro. Filha da chanchada, Carmen Miranda reencarnada. Processada pela ditadura, grita, vocifera: “Que calor na bacurinha!”. Eles perguntam: “Por que você canta desse jeito?”. O que guarda Maria Alcina por trás de seu sorriso? Um enigma, confete e serpentina: a cantora sem vergonha.

Diretor: Rafael Saar

Duração: 79 min.

Grupo Curta!

O canal Curta!, linear, está presente nas residências de mais de 5 milhões de assinantes de TV paga e pode ser visto nos canais 556 da Claro TV, 75 da Oi TV e 664 da Vivo Fibra, além de em operadoras associadas à NEO.

O CurtaOn, clube de documentários do Curta!, disponível no Prime Video Channels, na Claro tv+ e no site da plataforma, conta com centenas de filmes e episódios de séries documentais organizadas por temas de interesse sobre cultura e humanidades. Há também pastas especiais com novidades – que estreiam a cada mês –, conteúdos originais, inéditos e exclusivos, biografias, além de uma degustação para quem ainda não é assinante do serviço. A assinatura tem o valor de R$14,90/mês.

O BrasilianaTV é o novo streaming do Curta!. Distribuído gratuitamente para todos os assinantes da Claro tv+ inicialmente sem custo adicional. O serviço oferece uma ampla gama de séries e filmes brasileiros, abrangendo tanto as ficções quanto os documentários, desde os clássicos do nosso cinema até produções mais recentes.

O Porta Curtas, primeiro e maior site de catalogação e exibição de curtas-metragens do Brasil, tem em seu acervo desde clássicos do cinema nacional a obras recentes que se destacaram em festivais. Para ter acesso ao catálogo, basta assinar o plano por meio do site oficial Porta Curtas no valor de R$6,90/mês. Assinantes Claro TV+ têm acesso gratuito a todo o acervo.

O CurtaEducação, plataforma de streaming que une educação e entretenimento para promover ciência e cultura por meio do audiovisual. No site, as obras são classificadas por disciplinas e etapas de ensino e são acompanhadas por ferramentas pedagógicas e materiais didáticos complementares.

As atividades do Grupo Curta! também promovem a geração de royalties para produtores audiovisuais independentes, com a exploração de seus direitos audiovisuais nas diferentes janelas de streaming. Os catálogos CurtaOn, PortaCurtas e BrasilianaTV irão repassar anualmente, somados, perto de R$1,5 milhão de reais em royalties aos produtores dos conteúdos difundidos.

(Com João Gabriel Penalva/Agência Febre)

Blue Note Rio recebe Marcos Valle, ícone da Bossa Nova, dias 1 e 8 de fevereiro

Rio de Janeiro, por Kleber Patricio

Marcos Valle. Foto: Leo Aversa.

Ícone da Bossa Nova, Marcos Valle sobe no palco do Blue Note Rio com um repertório marcado por clássicos inesquecíveis da sua carreira nos dias 1 e 8 de fevereiro em dois horários, 20h e 22h30. O músico é compositor, arranjador, instrumentista e intérprete, autor de mais de 1.200 músicas, gravadas por nomes como Sarah Vaughan, Dizzy Gillespie, Elis Regina, Edu Lobo, Tim Maia e Roberto Carlos, entre outros. São mais de 60 anos de carreira e 81 anos de idade. ‘Túnel Acústico’ é o mais recente álbum do artista, o 23º álbum de estúdio do cantor. Lançado em 2024 com músicas inéditas, o projeto reúne bossa nova, funk americano, samba e soul.

Nascido no Rio de Janeiro, ele estudou piano clássico dos 5 aos 16 anos, sendo exposto a uma variedade de influências musicais durante toda a carreira. O artista utiliza em seus trabalhos uma abordagem eclética passando da bossa nova pelo pop. É considerado um dos maiores cantores e compositores brasileiros. Valle já colaborou com grandes nomes da música brasileira a exemplo de Tom Jobim, João Donato, Sérgio Mendes, Dori Caymmi e Milton Nascimento, entre outros músicos.

O Blue Note recebe ainda essa semana o trio Jazzin’Gruv com participação especial de Caio Ferreira no Terças de Jazz. O show vai apresentar uma mistura de Jazz e Funk com releituras surpreendentes de canções que vão de João Donato a Miles Davis, Michael Jackson a Gonzagão. O Trio Jazzin’Gruv é composto por Juliano Moreira (guitarra e voz), Marcelo Vig (bateria) e Affonso Velasquez (baixo). Já no Quartas de Bossa, Marcela Mangabeira cantará seu trabalho mundialmente conhecido de Bossa Lounge Music, projeto em que interpreta canções famosas do pop mundial em Bossa Nova, assim como outras músicas de compositores brasileiros que compõem esse universo elegante e sofisticado da nossa música. Com Ed Sheeran, Michael Jackson e Djavan no repertório, este show envolvente terá a companhia de André Dantas (violão), Tássio Ramos (baixo) e Bruno Gafanhoto (bateria). Na sequência, o guitarrista e compositor Alexandre Elias sobe ao palco do Blue Note às 22h30, com seu show instrumental que mistura Bossa Nova e Samba Jazz com Beats de Jazz Hop e Lofi. No repertório estarão músicas de seu mais recente álbum, ‘Copacabana Sway’ e de seu álbum ‘#Jobim’, além de clássicos da Bossa Nova e do Samba-Jazz. Músicas como ‘O Morro não tem vez’, ‘Corcovado’, Wave’, ‘Saudade fez um samba’, ‘Maria Moita’ (Lyra) e ‘Bananeira’ (Donato) estão no repertório.

A quinta-feira será de dose dupla musical, com Thiago Arancam fazendo o show ‘Uma Viagem Pela Itália’. Apresentado em voz e piano, o repertório carrega toda a expressividade dessa arte em canções clássicas e também nos sucessos contemporâneos através das canções que fazem parte da carreira do tenor brasileiro, sucessos da música italiana que acompanham Arancam desde a chegada no país europeu, ainda adolescente, até subir aos palcos dos principais teatros do mundo.

Marcela Mangabeira. Foto: Márcio Monteiro.

Sexta-feira, o cantor Marcos Hasselmann apresenta o show ‘De Sinatra a Jobim’, uma celebração à música de qualidade, passando por clássicos de diversos cantores; entre eles, Tom Jobim, Amy Winehouse, Tom Jones e, é claro, Frank Sinatra. Em seguida, às 22h30, a banda Supernova, formada por Fabio Mondego (voz), Dudu Azevedo (bateria), Jorge Ailton (baixo), Juliano Cortuah (guitarra) e João Pompeu (teclado), vai apresentar clássicos de grandes nomes como Marvin Gaye, James Brown, The Beatles, Black Pumas, Alicia Keys e muitos outros. Mesmo conciliando projetos paralelos, o grupo se prepara para apresentar no palco do Blue Note Rio um show muito especial.

Encerrando a semana, o Domingo Cultural vai receber pela primeira vez o Arranco de Varsóvia, formado por Andrea Dutra, Cacala Carvalho e Paulo Malaguti Pauleira. No repertório, grandes sucessos de Beth Carvalho, canções que marcaram a carreira do Arranco, como ‘Badêjo ou Badéjo’, ‘Conselho’ e tantas outras.

28/1

20h: Terças de Jazz | Jazzin’gruv – Part. Especial: Caio Ferreira

29/1

20h: Quartas de Bossa | Marcela Mangabeira – Lounge Bossa

22h30: Alexandre Elias Quarteto – Bossa Jazz Beats

30/1

20h: Thiago Arancam – Uma Viagem Pela Itália

22h30: thiago Arancam – Uma Viagem Pela Itália

31/1

20hs: Marcos Hasselmann – De Sinatra A Jobim

22h30: Supernova

1/2

20h: Marcos Valle

22h30: Marcos Valle

2/2

19h: Domingos Musicais | Arranco de Varsóvia Canta Beth Carvalho.

Blue Note Rio

O Blue Note Rio ocupa um espaço com aproximadamente 700 m², sendo dividido em três ambientes: Calçadão, na área externa, em pleno calçadão de Copacabana, com capacidade para 110 lugares. A casa conta com um exclusivo Piano Bar no primeiro andar, com capacidade para 140 pessoas e apresentações onde os clientes podem jantar, ouvir música ambiente e usufruir dos espaços sem a necessidade de pagar ingresso. Neste mesmo espaço, a casa acaba de lançar o Bossa Nova Brunch, oferecido todo domingo, das 11h às 16h. O brunch mescla o melhor de um bom café da manhã prolongado com itens especiais que estariam numa mesa de almoço, podendo ainda incluir em cena um bom drink ou uma taça de vinho. Para completar o evento, um trio musical comanda três sets do melhor da Bossa Nova, estilo musical emblemático na cidade. Aos sábados, a programação diurna conta com a Feijoada Raiz, com samba e buffet exclusivo onde os clientes podem saborear um delicioso prato típico na área externa, no Calçadão, ainda mais perto do mar de Copacabana.

A franquia chegou ao Brasil por meio do empresário Luiz Calainho. No time de patrocinadores estão as cervejarias Heineken e Blue Moon e o Hotel Fairmont, além do patrocínio master da Porto Bank.

A marca Blue Note

Inaugurado em 1981 em Nova York pelo proprietário e fundador Danny Bensusan, o Blue Note possui filiais no Havaí, Califórnia, Japão (Tóquio), Itália (Milão) e China (Pequim e Xangai). A noite de estreia, em 30 de setembro, contou com o Nat Adderley Quintet. Logo, o lugar se estabeleceu como a principal casa de shows da cidade, já tendo recebido nomes como Ray Charles, Dizzy Gillespie, Sarah Vaughan, Carmen McRae, Lionel Hampton, Oscar Peterson, Chick Corea, Keith Jarrett e muitos outros.

Blue Note Rio

Endereço: Av. Atlântica, 1910 – Rio de Janeiro – RJ

Ingressos aqui.

(Com Flavia Motta/Lupa Comunicação)

Theatro Municipal de São Paulo remonta O Guarani, de Carlos Gomes, com concepção geral de Ailton Krenak

São Paulo, por Kleber Patricio

Cena da ópera O Guarani. Foto: Reprodução/Divulgação.

A temporada lírica de 2025 terá como ponto de partida uma remontagem. Com sucesso de crítica e público, ‘O Guarani’, de Carlos Gomes com libreto de Antonio Scalvini e Carlo D’Ormeville, retorna para o Theatro Municipal de São Paulo nos dias 15, 16, 18, 19, 21, 24 e 25 de fevereiro. A obra tem concepção de Ailton Krenak, direção musical de Roberto Minczuk, direção cênica de Cibele Forjaz (Teatro Oficina Uzyna Uzona e Cia. Livre), codireção artística e cenografia de Denilson Baniwa, codireção artística e figurino de Simone Mina, e dramaturgismo de Ligiana Costa. Participação da Orquestra Sinfônica Municipal, do Coro Lírico Municipal e da Orquestra e Coro Guarani do Jaraguá Kyre’y Kuery.

No elenco de solistas, nos dias 15, 18, 21 e 25 estão confirmados Enrique Bravo como Peri, Laura Pisani como Ceci, e Bongani Justice Kubheka como Gonzales. Já nos dias 16, 19 e 24 teremos Marcello Vannucci como Peri, Maria Carla Pino Cury como Ceci e David Marcondes como Gonzales. E em todas as datas Lício Bruno será o Cacique e David Popygua será Peri Eté (ator), e Zahy Tentehar como Onça Pajé, nos dias 15, 16, 18, 19, e Araju Ara Poti como Onça Pajé, nos dias 21, 24, 25.

O Guarani é uma ópera em quatro atos de Carlos Gomes, tem seu libreto assinado por Antonio Scalvini e Carlo D’Ormeville. Costuma ser reconhecida pelos brasileiros através da abertura de A Voz do Brasil, desde que o programa estreou na rádio em 1935. A obra foi inspirada no romance de José de Alencar, um dos marcos do primeiro momento do romantismo brasileiro.

Em seu enredo, a jovem Cecília de 16 anos, filha de um nobre português, se apaixona por Peri, um jovem indígena de 18 anos. O amor os une e desafia questões culturais. Também estão presentes no enredo a história da disputa entre os povos das tribos Aimoré e Guarani e o interesse econômico da Espanha na colônia portuguesa, representado pela figura de Gonzales.

A montagem, explica a superintendente geral do Complexo Theatro Municipal de São Paulo, Andrea Caruso Saturnino, deixou sua marca na cultura brasileira e agora terá oportunidade de ser vista por mais pessoas. “Em 2023 assumimos o desafio de reunir um coletivo multicultural, incluindo pessoas com experiência fora do ambiente da ópera, que se prontificaram a mobilizar imagens, sons e textos no propósito de revelar outras possibilidades do libreto inspirado em José de Alencar”, relembra. “Essa ópera teve uma temporada muito bem sucedida, tanto de crítica, quanto de público, levantou um debate acerca do que pode ser a criação no Brasil e deixou sua marca cultural. Após ser reconhecida internacionalmente pelo prêmio da Ópera XXI, ela retorna ao Municipal de São Paulo mais potente”.

Nesse sentido, a encenação está longe de seguir apenas o aspecto romântico intrínseco à narrativa, mas respeita e incorpora a força simbólica e icônica dessa primeira grande ópera brasileira, assim como novas elaborações em relação a montagem de 2023, como explica a diretora Cibele Forjaz. “A nova montagem representa uma continuidade do estudo. O encontro da grande ópera de Carlos Gomes com a ocupação dos guaranis. A mudança do papel de Jahy Tentehar, que será a Onça Pajé, uma espécie de força própria da natureza. As características das personagens estarão mais impressas na encenação e será uma história mais bem contada. Vai ser mais bonita e profunda”, explica.

Já para o maestro Roberto Minczuk, esta é uma obra que tem um brilho único, tanto para as vozes protagonistas de Cecília e Peri, quanto para todos os demais personagens da ópera. “Traz partes virtuosísticas, empolgantes e sublimes para o Coro e também para a Orquestra. É uma ópera de um poder único e de uma vivacidade que promete impressionar o público que a assiste”.

Essa produção de O Guarani considera que as questões de identidade presentes no original se articulam sem deixar de fazer reverência à importância histórica da obra de Carlos Gomes e a de José de Alencar. “Estamos fazendo uma remontagem de O Guarani preservando Carlos Gomes e atendendo também ao apelo de Mário de Andrade a que salvemos Peri, revelando possibilidades do libreto à luz de outras leituras da antropologia e das artes onde os indígenas despontam nesse século XXI, com disposição a tomar a palavra, sem licença ou sem temor da crase — que, como já foi dito, não foi feita para humilhar ninguém”, explica Ailton Krenak, responsável pela concepção da montagem.

Do ponto de vista da cenografia, as obras de Denilson Baniwa interagem com a arquitetura do Theatro e compõem o conceito no qual se desenrola a ação. Na terra explorada, mundo-mercadoria e mundo-natureza se contrapõem visualmente, relacionando ouro e corpo, sangue e petróleo, e evidenciando uma exploração agressiva, irreversível e que segue em curso até os dias atuais. “É uma obra de mais de cem anos e é a primeira vez que tem pessoas indígenas a reelaborando e pensando a partir de uma perspectiva atual. Enquanto o Ailton Krenak elabora o discurso e a função da ópera para a cultura e sociedade brasileira, estou feliz de estar junto, elaborando a imagem. Significa pensar a ópera e o livro como parte da formação da imagem que as pessoas têm da população indígena”, finaliza Baniwa.
Jaraguá e a luta por demarcação

A Terra Indígena Jaraguá, localizada na parte noroeste da cidade de São Paulo, é uma das terras indígenas Guarani Mbya da capital paulista, juntamente com a Terra Indígena Tenondé Porã e a Terra Indígena Krukutu, ambas localizadas em Parelheiros, na região sul. Há ainda outras aldeias e terras Guarani espalhadas pelo Estado de São Paulo.

Localizada perto do Pico do Jaraguá, a terra indígena era antes da ampliação a menor do Brasil, com 1,7 hectares. Lá residem aproximadamente 125 famílias, num total de 586 indígenas, que vivem em seis aldeias: Tekoa Ytu, Tekoa Pyau, Tekoa Itakupé, Tekoa Itaverá, Tekoa Itaendy e Tekoa Yvy Porã.

Atualmente, a ampliação da Terra Indígena para 532 hectares já foi declarada, mas ainda aguarda a homologação da Presidência da República. “Bom, a situação da demarcação avançou. Em 2024, tivemos um marco importante: a assinatura da portaria declaratória, que representa um grande passo nesse processo. É algo que esperávamos há muito tempo, pois a luta pela demarcação do Jaraguá começou há décadas. Meus avós, assim como muitos outros que participaram dessa luta, já não estão mais aqui”, explica David Vera Popygua Ju, ator que interpreta Peri Eté na ópera.

Sobre o retorno ao papel de Peri, o ator diz que foi uma experiência surpreendente e desafiadora. “Somos parte fundamental da história deste lugar. O povo Guarani merece ser homenageado, respeitado e reconhecido, tanto aqui quanto internacionalmente. Por isso, participar desse projeto foi uma oportunidade de dar visibilidade à nossa luta e à nossa cultura”, finaliza.

Uma montagem que recebeu prêmio inédito para o Brasil

A ópera O Guarani, produzida pelo Theatro Municipal em maio de 2023, foi a vencedora do prestigioso prêmio da associação Ópera XXI na categoria ‘melhor produção de ópera latinoamericana’. A premiação é organizada pela associação representativa do setor lírico espanhol, composta por 25 teatros e festivais de ópera mais importantes da Espanha.

A cerimônia no Teatro de la Zarzuela teve o Sr. Luiz Claudio Themudo, ministro-conselheiro da Embaixada do Brasil na Espanha, como representante da direção do Theatro Municipal de São Paulo no recebimento da honraria. Com júri composto por alguns dos mais importantes críticos de ópera internacionais, a premiação destaca produções e artistas que contribuem para a relevância da ópera no século XXI.

Serviço:

Ópera Il Guarany – O Guarani, de Carlos Gomes

Ópera em 4 atos de Carlos Gomes com libreto de Antonio Scalvini e Carlo D’Ormeville

Theatro Municipal de São Paulo 

ORQUESTRA SINFÔNICA MUNICIPAL

CORO LÍRICO MUNICIPAL

ORQUESTRA E CORO GUARANI DO JARAGUÁ KYRE’Y KUERY

15/2/2025 • 17h

16/2/2025 • 17h

18/2/2025 • 20h

19/2/2025 • 20h

21/2/2025 • 20h

24/2/2025 • 20h

25/2/2025 • 20h

Roberto Minczuk, direção musical

Ailton Krenak, concepção geral

Cibele Forjaz, direção cênica

Hernán Sánchez Arteaga, regente do Coro Lírico Municipal

Denilson Baniwa, codireção artística e cenografia

Simone Mina, codireção artística, cenografia e figurino

Aline Santini, design de luz

Vic von Poser, design de vídeo

Luaa Gabanini e Lu Favoreto, coreografias

Gabi Schembeck e Luisa Kwahary, visagismo

Ligiana Costa, dramaturgista

Ana Vanessa, assistente de direção

Todas as datas

David Vera Popygua Ju, Peri Eté (ator)

Zahy Tentehar, Onça Pajé

Araju Ara Poti, Onça Corifeia

dias 15, 18, 21 e 25

Enrique Bravo, Peri

Laura Pisani, Ceci

Bongani Justice Kubheka, Gonzales

dias 16, 19 e 24

Marcello Vannucci, Peri

Maria Carla Pino Cury, Ceci

David Marcondes, Gonzales

 

Lício Bruno, Cacique / Antropólogo (dias 15, 18, 24 e 25)

Savio Sperandio, Cacique / Antropólogo (dias 16, 19 e 21)

Elenco único (todas as datas)

Andrey Mira, Don Antonio

Guilherme Moreira, Don Alvaro

Carlos Eduardo Santos, Ruy

Orlando Marcos, Pedro

Gustavo Lassen, Alonso

Duração aproximada: 180 minutos (com intervalo)

Classificação indicativa – Não recomendado para menores de 12 anos – Pode conter histórias com agressão física, insinuação de consumo de drogas e insinuação leve de sexo

Ingressos de R$33,00 a R$210,00 (inteira)

As récitas têm Patrocínio do Bradesco nos dias 16 e 19 de fevereiro.

(Com André Santa Rosa/Assessoria de Imprensa do Theatro Municipal)

Documentário sobre Maestro Ágide Azzoni ganha exibição especial no CCLA Campinas

Campinas, por Kleber Patricio

Maestro Ágide Azzoni em uniforme da Banda Carlos Gomes. Fotos: Divulgação.

Resgatando a vida e a obra do maestro Ágide Azzoni, regente, músico, compositor, professor de música e arranjador ítalo-brasileiro, o documentário ‘Ágide Azzoni: Um Imigrante na Cena Cultural de Campinas’ inicia o ano com uma exibição especial no Centro de Ciências, Letras e Artes, em Campinas, no dia 31 de janeiro (sexta-feira) às 20h.

Com entrada gratuita, o evento vai contar com uma apresentação do pianista Chiquinho Costa, que tocará ao piano a valsa ‘Diva’, composta pelo maestro, e com um bate-papo com a pesquisadora e musicista da Banda Lira de Serra Negra, Cláudia Felipe da Silva e a musicóloga e pesquisadora do Museu Carlos Gomes, Mary Ângela Biason, além da produtora Lúcia Bachiega, idealizadora do documentário e bisneta do maestro.

Como regente, músico, compositor e arranjador, Ágide Azzoni participou e fundou várias bandas instrumentais que marcaram o cenário cultural de Campinas e região no início do século XX.  Com direção de Marcos Rogatto, o documentário é um curta-metragem que reúne depoimentos de familiares, além de profissionais da música, como a musicista Cláudia Felipe da Silva, da banda Lira de Serra Negra, o maestro Vilmar Sartori e Fernando Helh, regente e coordenador da Banda Sinfônica da Unicamp que resgatou e gravou composições originais do Maestro para o filme.

A produção foi contemplada no Edital de Fomento nº 02/2023 – audiovisual e realizada com patrocínio da Prefeitura Municipal de Campinas, Secretaria Municipal de Cultura e Turismo, Governo Federal, Ministério da Cultura e Lei Paulo Gustavo.

Sobre Ágide Azzoni

Ágide Azzoni nasceu em 18 de agosto de 1885, em Gonzaga, na província de Mantova, Itália. Chegou ao Brasil em 1891, acompanhando seus pais e irmão, e estabeleceu-se no distrito de Sousas, em Campinas. Atuou como barbeiro e se dedicou ao ensino de música, tornando-se professor de diversos instrumentos. No início do século XX, fundou várias bandas musicais, como a Banda Santa Cecília, em 1916, com seus alunos, e a Banda Carlos Gomes, em 1929.

Descobri que meu bisavô havia sido maestro ainda criança, quando eu e minhas irmãs achamos sua batuta num armário. Mas foi só há pouco tempo que encontrei partituras com composições de sua autoria, separadas em acervos de duas bandas locais e na Banda Lira de Serra Negra. Contar um pouco da sua história é resgatar também um pouco da história da música em Campinas e no interior paulista”, conta Lúcia, que elaborou o roteiro em parceria com Rogatto, que é jornalista e tem vários documentários no currículo, como ‘Flavio de Carvalho: O Revolucionário Romântico’ (1992) e ‘Sob o céu que nos inspira’ (2024), sobre o primeiro Observatório Municipal do Brasil, que fica em Campinas.

Serviço:

Exibição do documentário Ágide Azzoni – Um Imigrante na Cena Cultural de Campinas

Grátis

Data: 31/1/2025 (6ªf) | Horário: 20h

Local: Centro de Ciências, Letras e Artes

Endereço: Rua Bernardino de Campos, 989, Centro – Campinas/SP

Estacionamento: Rua Regente Feijó, 1256 (R$15).

(Fonte: A2N Comunicação)