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‘Casamento de Dona Baratinha’ anuncia curta temporada no Teatro West Plaza

São Paulo, por Kleber Patricio

Produção destaca em cena os experientes atores Regina Vallim e Luís Kifer. Fotos: Divulgação.

Em destaque, ao longo do mês de março, o espetáculo infantil com música ao vivo, ‘O Casamento de Dona Baratinha’ reserva um programa memorável. Em temporada no Teatro West Plaza nos dias 9, 16, 23 e 31 de março, a montagem, encenada pelos atores Regina Vallim e Luís Kifer, apresenta os pretendentes de dona Baratinha de forma divertida com canções infantis.

O público confere a história de uma barata cozinheira que ao ser premiada em um concurso de culinária consegue editar seu livro de receitas e torna-se rica. Com as receitas mágicas surgem os pretendentes que não possuem qualidades necessárias para um matrimônio regado à perfeição.

Produção destaca em cena os experientes atores Regina Vallim e Luís Kifer. Fotos: Divulgação.

No enredo, a personagem Dona Baratinha é uma ex-funcionária de uma fábrica de sabão que depois do sucesso de seu livro de receitas resolve se casar e, para isso, utiliza suas receitas mágicas. Os pretendentes trazem características negativas como orgulho, preguiça, avareza e gula, proporcionando à plateia uma reflexão sobre o comportamento humano. No final, Dona Baratinha consegue encontrar seu marido: um ex-colega de trabalho, um ‘barato’ sincero, honesto e apaixonado.

A montagem apresentada pela Cia de Artes ReInVento destaca um novo momento da Cia Música, Teatro e Dança, que atuou em São Paulo entre os anos de 2006 a 2012 e decorre do Grupo Elfos Teatro e Dança, idealizado em 1985 por Regina Vallim, e visa à ampliação de um repertório cultural via a apresentação de elementos do teatro musical que valorizam a pluralidade cultural brasileira.

Sobre os atores:

Regina Vallim 

Atriz/bailarina/coreógrafa. Professora de teatro/dança e yoga. Início dos estudos em ballet em 1956 no Conservatório Musical Carlos Gomes (Campinas), posteriormente no Conservatório Musical Campinas, sendo aluna de Mozart Xavier e também na Escola de Ballet Marylena Costa. Participou em apresentações nos programas infantis na TV Tupi, TV Record E TV Excelsior na década de 1960. Formação em dança pela Etarp (Ribeirão Preto) em 1977. Participou do corpo de baile da academia de Ballet Lina Penteado (Campinas) e da Cia de dança Marylena Costa (Campinas). Curso de extensão pela Extecamp – Expressividade e Forma do Movimento.

Luís Kifer 

Aula de Canto com Ciça Baradel (2019–dias atuais)/Curso Livre de Teatro oferecido pelo Colégio Objetivo Itatiba (2017–2022) Curso Profissionalizante de Teatro, Dublagem, Cinema e TV em Up Arts (2022–dias atuais). Coral Em Canto regido por Ciça Baradel (2017–dias atuais). 2024 – Curta-Metragem Nem Tudo São Máscaras, gravado em São Paulo, realizado por alunas do Colégio Fecap, Peça Teatral Pedro Galo: O Imperador de Si Mesmo na UpArts em Campinas; direção de Carol Vivaldi 2023 – Sarau O Circo Imprevisível: Uma Noite de Cinema e Jazz na UpArts em Campinas; direção de Hector Espagnoli, Luciana Mizutani e Carol Vivaldi. Peça Teatral A Lenda de Vila Metrópole: Aquele que Diz Sim, Aquele que Diz Não na UpArts em Campinas; direção de Juliana Calligaris 2022 – Peça Teatral De Como A Loucura Seduziu Ninguém na UpArts em Campinas; direção de Juliana Calligaris. Peça Teatral Em Busca do Cometa Halley no Teatro Ralino Zambotto em Itatiba; direção de João Bortolozzo.

Ficha Técnica 

Adaptação e direção: Regina Vallim

Músico: Luís Kifer

Produção Geral: Gerardo Franco

Figurino /Cenário / Adereços: Cia de Artes ReIn Vento

Operador Técnico – Yago Macarenhas

Designer artístico – Heldel Silva

Assessoria de Imprensa – Davi Brandão

Realização – Splendore Produçoes e Eventos Re In Vvento.

Serviço:

O Casamento de Dona Baratinha 

Onde: Teatro West Plaza, na Avenida Antártica, 408, Água Branca

Quando: dias 9/16/23/31 de março (domingos) | Horário: às 15h30

Ingressos: R$29,90 (preço promocional). Importante: Crianças a partir de 2 anos necessitam de ingresso. Menores de 2 anos têm gratuidade mediante apresentação de RG ou certidão de nascimento.

Compra de ingressos: https://www.ingressoparatodos.com.br/evento/o_casamento_de_dona_baratinha_teatro_west_plaza_shopping_49067.

(Com Davi Brandão/Duarte Produções)

Alok leva cerca de 1 milhão de pessoas às ruas de Belo Horizonte e entra para a história do carnaval na capital mineira

Belo Horizonte, por Kleber Patricio

Crédito das fotos: Felipe Miranda.

Histórico! Alok reúne um milhão de pessoas aproximadamente e estabelece recorde no carnaval de Belo Horizonte. No final da tarde de terça-feira (4), a Pipoca do Alok estreou nas ruas da capital mineira e se consagrou como o maior bloco de todos os tempos. “Eu sempre quis fazer (o bloco) aqui. Eu tenho visto o Carnaval de Belo Horizonte crescendo de uma maneira exponencial. A gente tentou viabilizar em outros anos, não rolou, mas esse ano deu certo. Eu tô muito grato de estar aqui, de verdade. É a materialização de um sonho. A gente fez o possível e o impossível pra fazer isso acontecer. Para fazer nossa melhor entrega, a gente trouxe mais som, trio de apoio. A gente traz de tudo pra servir a galera. Estou aqui para servir o público”, disse o artista pouco antes de dar início ao trio elétrico que percorreu a avenida Afonso Pena, no centro.

Com mais de três horas de duração, a Pipoca do Alok começou o seu trajeto por volta das 17h sem cordas, abadás e aberto ao público de todas as idades. Sob o mote ‘Liberte o Seu Melhor’, Alok quis fazer sua de sua estreia no carnaval belo-horizontino um momento de conexão e, para isso, trouxe uma estrutura semelhante à apresentada em Salvador com carro adornado por LED, luzes e cenografia que remetia à natureza como as pétalas que mudavam de cor no decorrer da festa que teve aproximadamente três horas de duração. Após o trio elétrico, Alok fez show pago no Carnaval dos Sonhos, no Mirante Beagá, encerrando sua turnê na época brasileira mais festiva do ano.

A Pipoca do Alok em BH contou com patrocínio master de Liquid IV, marca de hidratação funcional, patrocínio de Ovomaltine, Estrella Galicia, WAAW, 3 Corações, Chilli Beans e apoio de Stanley e parceria do bloco Beagá na Folia.

(Com Ketlin de Negreiros Santos)

Exposição ‘Derradeiro’, de Marco Alves, chega a São Paulo

São Paulo, por Kleber Patricio

A exposição ‘Derradeiro’, assinada por Marco Alves, chega a São Paulo juntamente com lançamento do livro na Kobbi Gallery. O cenário é São Roque de Minas, Serra da Canastra, Minas Gerais. Os personagens são os moradores locais vivendo com suas tradições e incorporando elementos da contemporaneidade dentro da existência. Nas imagens, o olhar do fotógrafo é um elemento a mais: intimo e cheio de poesia.

A mostra é resultado de um amplo documentário fotográfico sobre a permanência de um modo de vida antigo, simples, e ao mesmo tempo repleto de significados culturais. “São pessoas, animais, roupas, moradias, objetos, hábitos, sensações e sentimentos”. No entanto, esclarece Alves, não trata apenas da resistência deste modo de vida, mas sim “sobre a acomodação possível de pessoas e comunidades a uma existência viável, em que as tradições já se misturam a comportamentos contemporâneos.”

São aproximadamente 40 obras fine art impressas em papel de algodão. As obras têm 5 tamanhos diferentes, de 30x40cm até 50x75cm. O nome ‘Derradeiro’ foi extraído do vocabulário local, uma palavra comum entre os personagens retratados. “A escolha do nome também vem para afirmar sobre a dramaticidade e a certeza do desaparecimento desse tempo”, explica o artista.

Durante o período que o artista esteve lá, aos poucos foi conquistando a confiança daquelas pessoas e mergulhou profundamente no interior de cada casa, na vida deles, no dia a dia. Há um olhar muito criterioso para o interior das moradas, assim como as inúmeras conversas entre personagens e artista. Marco não é alguém que olha de fora, mas sim, hoje, é da casa.

No dia 15 de março, a exposição abre juntamente o lançamento do livro resultado dessa aventura e imersão do fotógrafo Marco Alves. O livro tem Diógenes Moura, curador de fotografia e editor, com 144 páginas, formato 23,5cm X 30cm, capa dura, impressão e acabamentos por Ipsis e edição do próprio autor. O título ‘Derradeiro’ é um verdadeiro raio x da cédula de identidade de cada personagem dessa mostra.

Um porta-retrato e eis que o olho de vidro, a câmera, anuncia a intimidade do que virá a seguir. Uma cena de cinema. Os santos, os deuses, a cor das paredes, os objetos na desordem do que é preciso, as panelas areadas, o fogo, entre tantas coisas. Uma verdadeira poesia, trechos do livro cuidadosamente por Diógenes. Uma preciosidade.

Sobre Marco Alves

Nascido em Borborema, São Paulo, Marco Antonio Robert Alves formou-se em engenharia elétrica (USP) e foi professor na Unicamp no período de 2003 até 2020. Fotógrafo autodidata e independente, autor dos livros Opará Onde Nasce o São Francisco (Edição do Autor,2013), Habitants (Edição do Autor,2015) e Serradeiro (Edição do Autor, 2024). Seu trabalho já foi mostrado no Paraty em Foco (2010), Galeria FASS (2013 e 2015), Museu Oscar Niemeyer (2014), Festival de Fotografia de Tiradentes (2017 e 2024) e Centro Cultural Banco do Brasil (CCBB-BH,2017).

Sobre Kobbi Gallery

Fundada com a missão de explorar a fotografia e sua história, a Kobbi Gallery se estabeleceu como uma referência essencial no cenário da fotografia artística paulistana. Localizada na Vila Madalena, em São Paulo, a galeria dedica-se tanto à pesquisa quanto à realização de exposições que valorizem a potência e a singularidade de diferentes fotógrafos, posicionando-os tanto no mercado nacional quanto internacional. Trabalhando com uma variedade de artistas contemporâneos e reconhecidos, a Kobbi Gallery oferece um espaço dinâmico para a exploração de diferentes perspectivas e narrativas fotográficas.

Dirigida por Eduardo e Cristina Kobbi, conta com um grupo de profissionais apaixonados e experientes, comprometidos em criar uma programação inovadora e relevante. Com um espaço expositivo cuidadosamente projetado, o local proporciona uma experiência imersiva e enriquecedora para os visitantes, sejam eles brasileiros ou estrangeiros, incentivando o diálogo entre a arte e o ambiente urbano.

A expansão recente de sua proposta expositiva reforça seu compromisso com a promoção tanto da fotografia quanto da arte contemporânea, uma vez que destaca seu empenho com uma abordagem curatorial que se estende desde a fotografia tradicional até as novas mídias. Com o compromisso de promover a pluralidade a partir de iniciativas baseadas na criatividade e no rigor acadêmico, celebra a rica história da fotografia, ao mesmo tempo em que explora as infinitas possibilidades oferecidas por esse meio artístico.

Kobbi Gallery

Abertura 15 de março, das 10h às 17h – após dia 17/3, de segunda-feira a sábado, das 9h30 às 18h30

Travessa Alonso, 23 – Beco do Batman

(11) 3815-2223.

(Com Isabella Souza Alves/MD Assessoria & Relacionamento)

Artista visual Maria Buffa expõe na Sala dos Toninhos

Campinas, por Kleber Patricio

Foto: Rodrigo Busnardo.

A artista visual Maria Buffa irá expor suas obras mais recentes na Sala dos Toninhos, em Campinas, com abertura no próximo sábado, 8 de março, às 19h, com entrada gratuita. A artista apresentará várias pinturas de ícones femininos da história mundial e de personagens femininas idealizadas pela própria artista, além de instalações visuais feitas especialmente para a mostra. O evento contará também com a apresentação ao vivo de música popular brasileira com o Duo de Varanda, além de uma performance artística e o lançamento de uma fragrância desenvolvida exclusivamente para a mostra, elaborada por uma perfumista profissional.

Vixe, Maria! É uma mostra de coleção artística desenvolvida por Maria Buffa cujo tema foca em personalidades de mulheres empoderadas e que permanecem ligadas à própria arte, à religiosidade, à política etc. Outras figuras femininas pintadas fazem parte somente no imaginário da artista e possuem significados e importâncias subjetivas.

Segundo Maria Buffa, a ideia de se trabalhar as Marias no universo das artes surgiu há cinco anos, ainda no período da pandemia e que esta mostra será uma espécie de fechamento desta série ‘Marias’ sendo esta exposição inédita. “É o resultado de anos de pesquisas sobre as mulheres que desempenharam ou desempenham atuação importante na nossa sociedade histórica, além das mulheres que foram criadas no meu imaginário artístico. Junto a isso, estudei a aromaterapia e uni-a à minha arte, em comunhão com minhas experiências em terapias holísticas, como o Reiki. Tudo isso resultou no desenvolvimento da minha assinatura artística e que agora poderá ser visitada nesta mostra”, disse a artista.

Em Vixe, Maria! cada tela tem uma mensagem textual elaborada pela própria artista. Ainda nesta mostra, além das telas expostas a artista preparou uma instalação inédita, única e especialmente elaborada para o evento. A mostra ainda terá outros trabalhos artísticos de Maria Buffa. Mandalas feitas de crochê, imagens religiosas e outros materiais decorativos apresentam o prisma da cultura religiosa da artista.

Os famosos ‘Ramalhetes de Maria’ também estarão presentes na mostra. Trata-se de peças decorativas criadas pela artista para comercialização altamente estilizada. São peças únicas e exclusivas que geralmente são encomendadas por clientes em particular. Os ramalhetes também recebem a Aromaterapia, onde as peças são orvalhadas com óleos essenciais.

Para o lançamento de Vixe, Maria!, a perfumista Lisanne Grigolon preparou ‘Maria’, uma fragrância exclusivamente elaborada para a mostra e que poderá ser ‘provada’ pelos visitantes. O Duo de Varanda, formado por Rafael Cabello no acordeão e Stella Ramos na voz, levará à mostra algumas das canções clássicas da música popular brasileira.

Ainda no dia 8 de março – data do lançamento da mostra – haverá venda de bebidas no local pela Associação Cultural e Artística de Valinhos – ACAV, que é apoiadora do evento.

Quem é Maria Buffa

Formada em Licenciatura em Educação Artística / Artes Visuais, Maria Buffa construiu sua história artística ainda na infância, quando matriculou-se nos cursos de dança, artes visuais e teatro oferecidos pela prefeitura de Valinhos-SP. Porém, ao longo de mais de 30 anos, acumulou experiência profissional no teatro e nas artes visuais e vem trabalhando com decoração de eventos, exposições e concepções visuais artísticas nas esferas pública e privada.

Maria Buffa já recebeu prêmios e menções pelo desenvolvimento de seus incontáveis trabalhos voltados para a área cultural, trabalhos estes desenvolvidos sobretudo no interior do estado de São Paulo. Além disso, é ativista cultural e defensora do patrimônio histórico valinhense, sendo autora do tombamento dos prédios da Unilever, da Estação Ferroviária de Valinhos, da casa número 1 de Valinhos e das primeiras construções urbanas de Valinhos, localizadas na Rua Doze de Outubro.

Apesar de sua atuação integral na área artística e cultural, Maria Buffa começou a pintar suas telas somente em março de 2020 exclusivamente por conta do período da pandemia. Naquele momento de quarentena, a artista sentiu a necessidade de expressar sua essência por meio da pintura. Tal anseio era um sonho antigo, que teve início na época de faculdade e que ainda não havia sido realizado por falta de tempo.

Hoje, Maria Buffa percebe que o tempo se tornou seu amigo. Aprendeu a viver o agora fazendo absolutamente o que gosta, com liberdade e coragem para viver seus sonhos e manifestá-los por meio da sua arte múltipla. Sua técnica na pintura é única. Ela abrange tinta acrílica e aquarela e seu processo de criação se inicia com a canalização da energia Reiki, com escolha de óleos essenciais que são aplicados em difusor, preenchendo todo o ateliê da artista com energias positivas, aromas, propriedades da natureza e, assim, inspirando todas as suas criações em tela.

Serviço:

Vixe, Maria! – Mostra da artista Maria Buffa

Entrada Gratuita

Onde: Sala dos Toninhos

Av. Francisco Teodoro, 1050, Vila Industrial (atrás da Estação Cultura)

(entrada para estacionamento gratuito)

Acesso alternativo pela Praça Marechal Floriano Peixoto s/nº – Centro, Campinas-SP

Quando: Lançamento – 8 de março de 2025, das 19h às 22h

Entre 10 de março e 4 de abril de 2025, de segunda a sexta, com horários a serem divulgados pela coordenadoria do local (visitante deve ligar com antecedência para obter mais informações – telefone 19 98422-3244)

Contato:

Instagram: https://www.instagram.com/maria__buffa

Facebook: https://www.facebook.com/oficinaporao

Telefone (19) 99849-5495 (Maria Buffa) |  (19) 98422-3244 (Everaldo – Sala dos Toninhos).

(Com Marina Franco)

Biocarvão derivado de laranjas é sustentável e pode ajudar a descontaminar água, aponta estudo

São Carlos, por Kleber Patricio

Em estudo, carvão produzido ajudou a descontaminar água de tanque séptico. Foto: Nanda Mends/Pexels.

Pensando em sustentabilidade, o biocarvão obtido a partir do aquecimento de resíduos de laranja pode ser mais vantajoso do que outras alternativas, de acordo com um artigo publicado no último dia 28 no periódico científico Ambiente & Água. Pesquisadores da Ufscar exploraram o processo de produção e os benefícios ambientais do biocarvão feito a partir de resíduo de laranja que normalmente seria descartado. O biocarvão produzido pode ser utilizado principalmente para o tratamento de águas residuais, já que funciona como um meio filtrante capaz de remover poluentes por meio de processos físicos e biológicos.

Entre 2021 e 2024, o grupo fez a produção do biocarvão a partir de bagaço gerado na produção de suco de laranja. Os restos das laranjas correspondem a cerca de 50% da massa total da fruta, que normalmente é descartada. Os pesquisadores percorreram várias etapas até chegar no produto final: secagem, moagem e peneiração, carbonização (também chamada de pirólise, que acontece a 550ºC), filtragem e caracterização do material.

Em testes, o biocarvão removeu poluentes e melhorou a qualidade da água para reuso agrícola. Macronutrientes como fósforo e magnésio foram reduzidos em 31,5% e 62%, enquanto a remoção de bactérias variou entre 60% e 70%. O material também absorve nitrogênio. A água residuária foi coletada no tanque séptico de uma estação de tratamento de efluentes (ETE) experimental do campus da Ufscar, que recebe despejos do refeitório e dos banheiros. As amostras de esgoto e água tratada passaram por análises físicas, químicas e biológicas. “Não se gasta praticamente nada para fazer e é um material simples que tem grande eficiência para vários tipos de tratamento”, diz a engenheira Mariana Cabrini, autora do artigo recém-publicado.  “Os resultados foram melhores do que imaginávamos, o que possibilita redução no uso de água potável e utilização de algo que seria descartado provavelmente de maneira irregular.”

Para ela e seus colegas, ainda há características do produto a serem exploradas em pesquisas futuras, como a eficácia da remoção de bactérias e outros contaminantes microbiológicos. Outra possibilidade é encontrar outras aplicações para grande quantidade de carbono formada no processo, como na produção de nanomateriais.

(Fonte: Agência Bori)