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Emesp Tom Jobim promove apresentações, workshops e debates em homenagem ao mês da mulher

Tatuí, por Kleber Patricio

Jazzmins Big Band se apresenta no dia 10/3 na Emesp Tom Jobim. Crédito da foto: Paulo Rapoport.

No mês da mulher, a Escola de Música do Estado de São Paulo – Emesp Tom Jobim, instituição da Secretaria da Cultura, Economia e Indústria Criativas do Estado de São Paulo, gerida pela Santa Marcelina Cultura, realizará uma edição ampliada da Semana Elas/Delas. A iniciativa celebra a criatividade feminina e a atuação fundamental das mulheres na música e na cultura, com diversas atividades artísticas e educativas entre 8 e 29 de março.

Os eventos acontecerão na sede da Escola e no Theatro São Pedro (apenas no dia 29/3), sendo gratuitos e abertos ao público, com apresentações e palestras que destacam a contribuição de compositoras e intérpretes, além de debates, oficinas e masterclasses.

Em um trabalho que resgata e valoriza compositoras relevantes da música, a Semana Elas/Delas busca oferecer oportunidades valiosas de aprendizado e inspiração para o público e as alunas e alunos da Emesp Tom Jobim, incentivando a diversidade de vozes e perspectivas em um ambiente inclusivo e enriquecedor de formação musical.

Confira mais detalhes da programação:

8/3

11h às 12h | Abertura da Semana Emesp Elas/Delas

Local: Saguão Emesp Tom Jobim

10/3

17h30 às 19h | Apresentação Jazzmins Big Band

Local: Auditório Emesp Tom Jobim

11/3

15h30 às 17h | Diálogos sobre violências contra a mulher

Local: Sala 203 Emesp Tom Jobim

Dialogar sobre as múltiplas violências contra as mulheres e quais caminhos assegurar para o acolhimento de vítimas de violências e divulgação dos canais de denúncia.

12/3

15h30 às 17h | Diálogos sobre violências contra a mulher

Local: Auditório Emesp Tom Jobim

17h30 às 19h | Workshop Tia Amélia (pianista e compositora brasileira)

Local: Auditório Emesp Tom Jobim

13/3 

15h30 às 17h | Apresentação Heloísa Meirelles e Horácio Gouveia

Local: Auditório Emesp Tom Jobim

15h30 às 17h30 | Contação de história ‘A planta da alegria’, com Coletivo Identidade Livre.

Narra a trajetória de uma menina refugiada que, junto com sua família, deixa seu país para se salvar da guerra. A garota passa por diversas dificuldades ao chegar ao novo país: sofre preconceitos, não entende a nova língua e se comporta de um jeito muito diferente dos demais, sendo muitas vezes confundida com uma garoto pelo seu jeito de ser.

Local: Sala 604 Emesp Tom Jobim.

14/3 

15h30 às 17h30 | Contação de história ‘A planta da alegria’, com Coletivo Identidade Livre.

Local: Sala 203 Emesp Tom Jobim.

15/3 

9h às 11h | MUSPER Itinerante: Saúde da Mulher, com Museu de Saúde Pública Emílio Ribas

Local: Sala 203 Emesp Tom Jobim

A partir de questões disparadoras e utilizando o acervo do MUSPER como fio condutor, o Núcleo Educativo estará na Emesp Tom Jobim conversando sobre direitos humanos, saúde da mulher e como foram construídas as políticas públicas voltadas a sua saúde integral.

11h às 12h30 | Workshop e mesa-redonda: Visibilidade de mulheres compositoras, com Anna Toledo, Kismara Pezzatti, Paula Castiglione e Silvia Berg

Local: Auditório Emesp Tom Jobim.

13h30 às 15h30 | MUSPER Itinerante: Saúde da Mulher, com Museu de Saúde Pública Emílio Ribas  

Local: Sala 203 Emesp Tom Jobim

17/3

13h30 às 15h | O choro de Francisca Gonzaga, com Jane do Bandolim e Edmilson Capelupi

Local: Saguão Emesp Tom Jobim.

19/3

12h às 12h45 | Recital Poético Composicional Feminino, com Kismara Pessatti

Local: Auditório Emesp Tom Jobim.

16h30 às 17h30 | Masterclass O corpo e a voz da mulher na canção brasileira, com Juliana Amaral 

Local: Auditório Emesp Tom Jobim.

21/3

15h30 às 17h30 | Workshop e roda de conversa Mulheres, música e deficiências, com Leny Urquide 

Local: Auditório Emesp Tom Jobim.

22/3

9h às 11h | Carolina Maria de Jesus, poeta e cancioneira popular, com Raffaella Fernandez

Local: Sala 203 Emesp Tom Jobim

Conhecer a compositora, poetisa e musicista Carolina Maria de Jesus que, em suas obras, promove reflexões acerca de aspectos sociais, econômicos e políticos que permanecem contemporâneos.

12h30 às 14h30 | Carolina Maria de Jesus, poeta e cancioneira popular, com Raffaella Fernandez

Local: Sala 203 Emesp Tom Jobim.

26/3

9h30 às 11h30 | Diálogos sobre masculinidades, com Léo Piamonte

Local: Sala 203 Emesp Tom Jobim

Dialogar com os/as estudantes comportamentos e atitudes masculinas que violam os direitos das mulheres; refletir sobre as violências desencadeadas pelos comportamentos sociais e hegemônicos masculinos tanto em mulheres quanto em homens e debater sobre a interseccionalidade da masculinidade.

11h às 12h30 | Workshop Café com bolacha: práticas criativas sobre Poema de Angélica de Freitas, com Norma Gabriel 

Local: Sala 413 Emesp Tom Jobim.

13h30 às 15h | Workshop História do choro, com Roberta Valente 

Local: Auditório Emesp Tom Jobim.

15h30 às 17h | Apresentação Musical Composições e arranjos autorais, com Lis de Carvalho 

Local: Auditório Emesp Tom Jobim.

15h30 às 17h30 | Diálogos sobre masculinidades, com Léo Piamonte

Local: Sala 203 Emesp Tom Jobim.

27/3

13h30 às 15h | Apresentação Musical Peça para flauta solo e eletrônica: NoaNoa, de Kaija Saariaho, com Joana Gorenstein e Bruno Avoglia 

Local: Auditório Emesp Tom Jobim.

15h30 às 17h | Apresentação Musical M. Bonis e F. Aquino, com Duo da Juá e Tayanne Sepulveda 

Local: Auditório Emesp Tom Jobim.

28/3

13h30 às 14h30 | Apresentação Musical Fantásticas Mulheres, com Kismara Pessatti, Felipe Oliveira, Edna d’Oliveira, Marília Vargas, Michiko Licciardi e Maria Emília Campos

Local: Auditório Emesp Tom Jobim.

29/3

10h30 às 11h | Apresentação musical Transformações na profissionalização da mulher, com Helena Piccazio, Adriana Schincariol, Raul Andueza, Pedro Gadelha, Joana Gorenstein, Giuliano Rosas, Tayanne Sepulveda e Catherine Carignan 

Local: Theatro São Pedro.

11h às 11h30 | Apresentação musical Rabeca: composições de Vanessa Dourado, com Bruno Menegatti e Roberto Simões

Local: Theatro São Pedro.

11h30 às 12h | Apresentação musical Tons da Emesp 1 (popular), com Thiago Abdalla e Lis de Carvalho 

Local: Theatro São Pedro.

12h às 12h15 | Apresentação musical Tons da Emesp 2 (erudito) – Homenagem à Lina Pires de Campos e Dinorá de Carvalho

Local: Theatro São Pedro.

12h15 às 12h30 | Apresentação Musical Terrestre for Solo Flute, Percussion, Harp, Violin and Cello (compositora: Kaija Saariaho), com Joana Gorenstein, Henrique Goldemberg, Raul Andueza Sonora, Soledad Yaya e Marcia Fernandes 

Local: Theatro São Pedro.

12h30 às 13h30 | Apresentação Musical Fantásticas Mulheres, com Edna d’Oliveira, Fellipe Oliveira, Kismara Pezzati e Marília Vargas

Local: Theatro São Pedro.

Semana Elas/Delas 2025 – Emesp Tom Jobim

Quando: 8 a 29/3

Local: Emesp Tom Jobim (Largo General Osório, 147 – Luz, São Paulo-SP) e Theatro São Pedro (Rua Barra Funda, 171 – Barra Funda, São Paulo-SP)

Entrada: Gratuita

Classificação: Livre

Mais informações no site da Emesp Tom Jobim.

Escola de Música do Estado de São Paulo – Emesp Tom Jobim

Referência no ensino brasileiro de música, a Emesp Tom Jobim é uma escola do Governo do Estado de São Paulo gerida pela Santa Marcelina Cultura, Organização Social parceira da Secretaria da Cultura, Economia e Indústria Criativas do Estado de São Paulo. Atende gratuitamente cerca de 2.000 alunas e alunos em seus cursos e habilitações em música popular e erudita, da teoria à prática musical. Em 2024, a Emesp Tom Jobim comemorou 35 anos de atuação. A Escola tem como objetivo a formação dos futuros profissionais da música erudita e popular. Com um corpo docente altamente qualificado, a Emesp Tom Jobim vem construindo um projeto pedagógico inovador, com foco no ensino de instrumento, no convívio dos alunos com grandes mestres e nas práticas coletivas (música de câmara e prática de conjunto), além de disciplinas teóricas de apoio. Em constante diálogo com as principais instituições de formação musical do Brasil e do mundo, a Emesp Tom Jobim oferece a cada ano centenas de shows, concertos, workshops e master classes. A Emesp Tom Jobim mantém um eixo de difusão artística complementar às atividades de formação com o objetivo de contribuir para o desenvolvimento de seus alunos e criar uma ponte entre o aprendizado e a profissionalização, além de fomentar a formação de público e a difusão da música em todas as modalidades. A Escola mantém os grupos artísticos: Banda Sinfônica Jovem do Estado, Coral Jovem do Estado, Orquestra Jovem do Estado e Orquestra Jovem Tom Jobim que oferecem bolsas para as alunas e os alunos da Escola.

(Com Julian Schumacher/Santa Marcelina Cultura)

CAIXA Cultural São Paulo apresenta exposição ‘Cidadela’, da artista visual Maria Ezou

São Paulo, por Kleber Patricio

Foto: Mônica Cardim.

No dia 7 de março, chega à CAIXA Cultural São PauloCidadela’, a exposição individual da artista visual Maria Ezou que convida o público para uma experiência imersiva no universo das infâncias, suas sensações e subjetividades. A Cidadela é uma instalação interativa que materializa uma cidade imaginária e biocêntrica, uma fortaleza onírica onde os seres humanos, seus corpos, as casas e o restante da natureza são partes de um mesmo sistema: harmônico e fantástico.

Ao chegar à exposição, o público se depara com um portal de entrada que se assemelha a uma trama de raízes aéreas de mangue e à silhueta de uma montanha. A estrutura, que leva o nome de ‘estufa’, tem suportes que guardam pequenos vasos biodegradáveis com matéria orgânica, sementes nativas do bioma original da cidade de São Paulo, a Mata Atlântica, e lápis e papel. Ali o público pode realizar suas primeiras interações com a obra, seja pelo plantio de mudas que serão destinadas à restauração ambiental ou realizando um autorretrato que integrará a galeria de novos ‘habitantes’ da Cidadela.

Ao adentrar um pouco mais, descortina-se a cidade formada por 15 ‘casas-corpos’ – esculturas feitas a partir do molde do tronco da própria artista, com diminutas janelas e portas em seu ventre que dão acesso a minimundos imaginários. No interior de cada ‘casa-corpo’, o olhar curioso se depara com uma dramaturgia particular, dialogando com um aspecto diferente da infância, interconectado com o fluxo dos corpos e suas distintas emoções, o cotidiano das casas e as dinâmicas da natureza. Para contar cada história, o cenário e objetos em miniatura são animados por autômatos mecânicos e eletrônicos, pela transição de luzes e pela trilha sonora individual de cada casa, além de estímulos auditivos como o som das águas, do vento, do pisar na terra e do crepitar do fogo. Cada ‘casa-corpo’ recebe também uma audiodescrição que promove a acessibilidade.

O fio condutor das obras são as artes têxteis, que Ezou intersecciona com o teatro de animação, a arte eletrônica, o audiovisual, a literatura, as musicalidades e os autômatos artesanais. Ela ainda emprega técnicas auxiliares como marcenaria, serralheria artesanal e colagem e, por fim, as conecta a saberes como mecânica do movimento, arquitetura vernacular, biologia e agroecologia. Assim, Maria tece o enredo que resulta na narrativa maior, o mundo sonhado da Cidadela.

Para proporcionar uma experiência plena às crianças, a expografia respeita as dimensões dos pequenos, e os minimundos são localizados na altura do olhar da criança. Para os adultos, o convite é para que experimentem a Cidadela a partir do ponto de vista dos pequenos. A exposição pretende reafirmar o corpo como espaço de autonomia e alteridade e, por isso, cada espectador escolhe sua trilha de visitação, descobrindo, em cada Casa, um universo particular e a temática inerente à infância daquela obra. Compõem a Cidadela as Casas Gestar, Infância, Memória, Amor, Raiva, Empatia, Espera, Afeto, Alegria, Proteção, Desafio, Preguiça, Liberdade, Medo e Tristeza.

Em Cidadela, o corpo de Maria Ezou é o corpo do universo. Raízes, corpo, montanha. Mulher-natureza guiada por mapas, casas e seus interiores – cartografias que apontam para a direção coletiva. Cartógrafa dos afetos, parte das espacialidades e mergulha nas infâncias como um ato político onde o caminhar coletivo é o único possível.

Hoje as obras de Ezou estão situadas no campo das artes visuais, da performance e da instalação, mas nos primeiros anos de sua trajetória produziu muitos trabalhos para o campo das artes cênicas e com teatros de grupo – assim aprendeu e aprimorou seu ofício na lógica da colaboração e coletividade. Em a Cidadela, essa dinâmica segue presente. As obras da exposição têm a concepção e realização individual de Maria Ezou, mas contam com a colaboração de outros artistas e mestres de diferentes ofícios, que, convidados por Maria, trouxeram sua especialidade para o processo de preparação das obras. Entre os 17 convidados, estão André Mehmari (produtor e intérprete musical), Heloisa Pires Lima (dramaturgia do movimento), Juliana Notari (dramaturgia do movimento), Mônica Cardim (fotografia artística), Leonardo Martinelli (composição musical), Willian Oliveira (desenvolvimento dos sistemas eletrônicos), Cristina Souto (desenho de luz), entre outros.

A exposição, que segue para a CAIXA Cultural Rio de Janeiro e Curitiba na sequência da temporada paulistana, integra o projeto homônimo, Cidadela, que, em diferentes formatos, já passou, desde 2019, por Minas Gerais, Brasília e São Paulo e Fortaleza, somando mais de 31.000 espectadores. Mais informações sobre o Projeto Cidadela.

Maria Ezou – artista visual para as infâncias

Premiada artista, performer e educadora, Maria Ezou é porta-voz do movimento das artes visuais para as infâncias e trabalha o universo onírico e fantástico contando histórias imersivas e sensoriais. Com Licenciatura em Educação Artística (Unesp), chegou a cursar parte do Bacharelado em Artes Plásticas (FAAP) e tem formação em Cenografia. Em uma infância de liberdade, experimentação e integralidade com a natureza, Maria foi uma criança curiosa e apaixonada pelo funcionamento das coisas, dos corpos, dos fluxos e dos lugares. Encantamentos que se tornaram estruturantes em sua obra.

Filha de mãe arquiteta, entrou em contato com a arquitetura vernacular muito cedo e, ainda criança, viajou com a família pela América Latina, quando conheceu as cosmogonias inca e maia. O avô lhe transmitiu a paixão pelos autômatos, em seu “incrível quarto de invenções”. A cozinha de sua avó materna foi uma de suas primeiras inspirações para as manualidades artísticas e a máquina de costura, de sua outra avó, daria vida às suas primeiras criações têxteis. Ezou dialoga com o biocentrismo ancestral de seu país e continente e é possível identificar em sua obra o corpo biocêntrico, as espacialidades e seus fluxos, além do aspecto político. De modo não óbvio, reverencia aspectos culturais comuns aos povos originários do Brasil e da América Latina e revisita saberes desses povos para propor um diálogo das esperanças. A lida com o tecido, entremeada com o fazer artístico – lógica presente em culturas latino-americanas – é um dos exemplos em sua obra.

Os campos de atuação de Maria Ezou são as artes visuais, a performance e a instalação, com a presença recorrente de autômatos e objetos sensíveis. Ela respeita os tempos e o corpo expandido e integral das infâncias, por isso desenvolve obras analógicas e na escala das crianças. A artista das infâncias decoloniais, contempla diferentes contextos das infâncias. Entre seus trabalhos estão: Projeto Cidadela [Exposições: Cidadela-Corpo – Sesc Pompeia (2022), Cidadela Fotos – Circulação Minas Gerais, Brasília e São Paulo (2023), Cidadela – CAIXA Cultural Fortaleza, 2023/24]; Quadro bordado ‘Janelas do Céu’- vencedor do Contrastes MAB FAAP (2003); Performance ‘Fauna InFesta’ – exposição Augusto de Campos, no Sesc Pompéia (2016); Direção de arte dos espetáculos ‘A Ciranda do Villa’ – indicado aos prêmios FEMSA e Cooperativa Paulista de Teatro; ‘Os Saltimbancos’, (2008) – indicado ao prêmio FMSA (2008); ‘O Príncipe Feliz’ – premiado pelo 13º Festival Cultura Inglesa (2009); ‘Grandes Pequeninos’ – Indicado ao Grammy Latino de Música (2010); ‘Mário e os Marias’, premiado pelo APCA de Melhor Espetáculo de Rua para Crianças (2012) e ‘Coágulo’ – performance videoarte premiada no RUMOS Itaú Cultural (2021).

Ficha técnica

Exposição Cidadela

Maria Ezou – Concepção e realização

Colaboradores convidados:

Mônica Cardim – Fotografia casa Memória

Heloisa Pires Lima – Dramaturgia do movimento e textos do Site

Juliana Notari – Dramaturgia do movimento e textos do Site

Gabriela Zuquim – Consultoria ambiental

Leonardo Martinelli – Composição musical

André Mehmari – Produção e intérprete musical

Marina Quintanilha – Animação da Casa Memória

Eduardo Salzane – Consultoria de arte mecânica

Willian Oliveira – Desenvolvimento dos sistemas eletrônicos

Cristina Souto – Desenho de Luz

Fábio Luiz Souza Gomes e Joseane Natali Domingos – Serralheria

Rager Luan – Modelagem das peças em fibra de vidro

Alê Noguchi – Modelagem das peças em bambu

Rita De Cassia Martins – Confecção das roupas das Casas

Mônica Cristina Rocha – Confecção casulos

Joana Bertolini De Araújo – Estagiária assistente

Wanessa Costa – Estagiária assistente

Itinerância CAIXA Cultural

CAIXA – Realização

Maria Ezou – Idealização e Direção Artística

Débora Bruno – Produção Executiva

Plano Nacional ‘Plantar Árvores, Produzir Alimentos Saudáveis’ MST – Plantio Estufa

Nany Gottardi – Locomotiva Cultural – Assessoria de Imprensa

Caia Gusmão Ferrer – Equipe educativa | Coordenação

Coralina De Sordi – Equipe educativa

Murilo Yasmin Soares – Equipe educativa

Mônica Cardim – Fotos de Divulgação

Ana Muriel – Artes Gráficas

Laura Corcuera – Assessoria de comunicação

Kelly Gonçalves – Studio Âmago Mkt– Assessoria de redes sociais

Bruno José – Ilustração site

Alves Tegam – Transportadora

Rogerio Gonzaga – Cenotécnico e Montagem

Douglas Campos – Eletricista.

Serviço:

Exposição Cidadela

Local: CAIXA Cultural São Paulo

Endereço: Praça da Sé, 111 – Centro – próximo à estação Sé do Metrô

Data: de 7 de março a 4 de maio de 2025 | terça a domingo, das 8h às 19h

Classificação indicativa: livre

Entrada franca

Agendamentos para grupos e escolas: e-mail

Acessibilidade: A exposição conta com o recurso de audiodescrição e acesso para pessoa com deficiência

Informações: (11) 3321-4400 ou acesse o site

Patrocínio: CAIXA e Governo Federal.

(Com Nany Gottardi/Locomotiva Cultural)

‘Ouvido V!u’: o novo trabalho autoral de Marcelo Antunes Martins

Indaiatuba, por Kleber Patricio

Capa do álbum.

Vivemos um momento deslumbrante do universo visual, apoiado pela tecnologia capaz de produzir realidades virtuais, no entanto as trilhas sonoras dessas maravilhas continuam aprisionadas em duas dimensões: Altura (graves e Agudos) e Comprimento (o decorrer do Tempo). O músico Marcelo Antunes Martins nos revela, por meio de sua obra autoral e de um artigo intitulado Introdução à Percepção Sonora Objetiva, um estudo detalhado sobre a profundidade do espaço-tempo, ambiente onde a música se manifesta.

O álbum Ouvido V!u é um marco histórico e traz 10 exemplares de diferentes gêneros musicais explorando a espacialidade do tempo a partir de diversos pontos de observação. A imaginação do ouvinte com seu fone de ouvido, o universo dos games, o cinema e todas as imagens digitais, ganham novas perspectivas a partir desse álbum, editado pela Arlequim e distribuído pela WMD Distribution.

Faixas:

1 – A outra mão do mágico

Caroline Artêmis (vozes)

Erick Delmora (violão/vozes)

Gaudiê Otero (violão/vozes)

Israel Castro (bateria, percussão e baixo)

Marcelo A. Martins (arranjo e manipulação de instrumentos virtuais)

2 – Deseixo

Caroline Artêmis (vozes)

Erick Delmora (guitarras)

Gaudiê Otero (violão)

Israel Castro (bateria/percussão)

Marcelo A. Martins (arranjo e manipulação de instrumentos virtuais)

3 – A manivela do amolador

Caroline Artêmis (vozes)

Erick Delmora (vozes)

Margarete Ambiel (vozes)

Marcelo A. Martins (arranjo e manipulação de instrumentos virtuais)

4 – Napoleão e Maria Bonita

Marcelo A. Martins (arranjo e manipulação de instrumentos virtuais)

5 – Ouvido V!u

Erick Delmora (guitarras)

Marcelo A. Martins (arranjo e manipulação de instrumentos virtuais)

6 – O que será que

Erick Delmora (guitarras)

Israel Castro (percussão)

Marcelo A. Martins (arranjo e manipulação de instrumentos virtuais)

Vozes: Adriana Jerusa, Bronislaw Drabek, Caroline Artêmis, Estefany Franze, Flávio Lorena. Gaudiê Otero, Margarete Ambiel, Osmar Willians, Silvia La Monica

7 – Fuga centrífuga

Rick Delmora (guitarras)

Marcelo A. Martins (arranjo e manipulação de instrumentos virtuais)

8 – Sublimação

Israel Castro (guitarra)

Marcelo A. Martins (arranjo e instrumentos virtuais)

Vozes: Adriana Jerusa, Caroline Artêmis, Estefany Franze, Margarete Ambiel, Silvia La Monica

9 – Levada da breca

Marcelo A. Martins (arranjo e manipulação de instrumentos virtuais)

10 – Uninversos

Marcelo A. Martins (arranjo e manipulação de instrumentos virtuais)

Ficha Técnica

Gravado na Oficina de Música Concertos em Geral e nos estúdios de Rafael Castro e Gerê Canova

Produção: Marcelo Antunes Martins

Edição: Arlequim Produtora Musical Ltda.

Distribuição: WMD Distribution.

Sobre Marcelo Antunes Martins

O compositor e arranjador Marcelo Antunes Martins. Foto: divulgação.

Nascido em Itu, SP (1961), Marcelo Antunes Martins é compositor e arranjador e dedica-se à pesquisa e interpretação da História da Música Brasileira, trabalho que resultou em numeroso registro fonográfico e edição de partituras pela Gravadora Eldorado e pela editora Arlequim.

No papel de arranjador e regente, realizou shows e gravações com artistas como Dominguinhos, Lenine, Heraldo do Monte, Lobão, Margareth Menezes e Gereba, entre outros.

Compositor premiado, escreveu musicais, óperas, música orquestral e camerística e dedicou ainda inúmeras obras ao público infantil. Trabalha também na criação de trilhas incidentais para novelas e seriados da TV Record e Rede Globo e orquestrações didáticas para o Projeto Guri, Filarmônica Mário de Andrade, Orquestra Escola (idealizada por ele) e outras instituições de ensino musical.

Martins é criador do formato dinâmico de educação e preparação musical Percepção Sonora Objetiva e lança agora o álbum autoral Ouvido V!u, trazendo 10 peças de diferentes gêneros fazendo uso intencional da espacialidade do tempo.

Surdos Fazem Cinema abre inscrições para a edição 2025 em São Paulo

São Paulo, por Kleber Patricio

Curso de cinema gratuito para surdos recebe inscrições até 11 de março. Foto: Guilherme Dantas.

Já imaginou um curso onde alunos surdos são protagonistas na frente e atrás das câmeras? Essa é a proposta do projeto Surdos Fazem Cinema, que está com inscrições abertas para sua terceira edição. O curso, totalmente gratuito, capacita estudantes surdos em todas as etapas da produção cinematográfica, desde a criação de roteiros até a edição final.

Idealizado pelo premiado diretor Ricardo Cioni Garcia, o projeto busca fortalecer a inclusão e ampliar a presença da comunidade surda no audiovisual brasileiro, garantindo espaço para que essas vozes contem suas próprias histórias. “A luta da comunidade surda é histórica, mas suas principais conquistas de inclusão ainda são recentes. Precisamos combater o capacitismo e criar mais oportunidades. Com esse projeto, queremos provar que o surdo pode estar tanto na direção quanto na atuação”, afirma Ricardo Garcia, que já venceu mais de 20 prêmios internacionais e teve filmes selecionados em festivais qualificadores do Oscar.

O Surdos Fazem Cinema nasceu após a realização do curta-metragem ‘Amei Te Ver’, que contou com um ator surdo e uma atriz cega. A experiência sensibilizou o diretor, que percebeu a necessidade de ampliar as oportunidades para pessoas com deficiência no setor cinematográfico. Desde então, o projeto tem revelado talentos e produzido curtas-metragens inovadores e impactantes.

As inscrições para a edição de 2025 já estão abertas e podem ser feitas até o dia 11 de março. Link para inscrição: https://www.surdosfazemcinema.com.br/.

Ricardo Cioni Garcia. Foto: Divulgação.

Sobre Ricardo Cioni Garcia: Com uma carreira internacional consolidada, Ricardo Cioni Garcia tem mais de 20 prêmios e participações em quase 100 festivais, incluindo o Emmy 2022 JCSI Young Creative Awards, que trouxe o prêmio para o Brasil pela primeira vez. Formado em Audiovisual pela USP, Garcia também estudou cinema na China, Canadá e breve estará nos Estados Unidos para dar sequência aos estudos, recebendo bolsas de excelência. Seu compromisso com o cinema e a inclusão social reflete-se no Surdos Fazem Cinema, um projeto que transforma vidas por meio da arte.

Para mais informações e inscrições, acompanhe o projeto Surdos Fazem Cinema nas redes sociais: @surdosfazemcinema.

Apoios e Realização: Butikin Filmes, IST – Instituto Santa Teresinha, Tudo Vira Cult SP, Governo do Estado de São Paulo – Secretaria da Cultura, Economia e Indústria Criativa, Lei Paulo Gustavo, Governo Federal – Ministério Da Cultura.

(Com Ricardo Nóbrega/Deu Click Comunicação)

Eduardo Freitas denuncia desigualdades e exploração de trabalhadores em exposição em Portugal

Loures, por Kleber Patricio

Instalação ‘Cem em pregos’, cerâmica vidrada e pratos de porcelana. Imagem: Eduardo Freitas.

Portugal enfrenta uma realidade paradoxal em dois de seus setores essenciais: os restaurantes e as artes. Responsáveis por movimentar a economia e enriquecer a cultura do país, ambos os campos compartilham características preocupantes, como a informalidade, as relações precárias de trabalho e a desvalorização dos trabalhadores. O setor de restaurantes depende fortemente de trabalhadores estrangeiros: 59% da mão de obra é imigrante, sendo desses 79% brasileiros, segundo estudo da AHRESP (Associação as Hotelaria, Restauração e Similares de Portugal) em 2024. Apesar de sua contribuição fundamental para o setor e para o turismo local, esses trabalhadores muitas vezes enfrentam jornadas exaustivas, baixos salários e, no caso dos estrangeiros, xenofobia. Na cena artística, as desigualdades também estão presentes, com remunerações incompatíveis com as funções desempenhadas e uma estrutura que frequentemente priva artistas de condições sustentáveis de trabalho.

É nesse contexto que surge EM.PREGO, exposição do artista brasileiro Eduardo Freitas que inaugurou no dia 22 de fevereiro na Galeria Municipal Vieira da Silva, em Loures. Inspirado por suas próprias experiências como artista e garçom (função desempenhada quando chegou ao país), Freitas combina escultura, multimídia e performance para expor as relações precárias do setor de restaurantes e suas conexões com o universo da arte. Com ironia e críticas afiadas, as obras reimaginam alimentos como órgãos humanos e brincam com as palavras, criando metáforas visuais que questionam os limites do corpo e as estruturas de poder da sociedade neoliberal.

Uma das obras da exposição, Sem fundos, apresenta um prato fixo na parede. Dentro do objeto, o artista exibe o extrato bancário de sua conta no dia da inauguração da mostra, com um saldo de apenas 15,06 euros, visibilizando a instabilidade financeira de sua própria profissão.

Na abertura da exposição, o artista ainda apresentou uma nova iteração da performance Empregado de Mesa, originalmente realizada na última edição da Bienal de Cerveira. Na obra, uma réplica do corpo do artista em cerâmica é colocada sobre uma mesa no centro do espaço. Usando um martelo, o artista quebra a escultura em pedaços, oferecendo seus cacos em uma bandeja aos convidados, em uma narrativa sobre o preconceito e o assédio sofridos pelos trabalhadores de restaurantes.

EM.PREGO convida o público a refletir sobre as condições subalternas impostas aos trabalhadores, seja dentro das cozinhas ou nas galerias de arte, evidenciando os desafios e as desigualdades que permeiam esses espaços. A exposição permanece aberta até o dia 4 de maio de 2025.

Performance ‘Empregado de Mesa’. Imagem: cortesia Galeria Municipal Vieira da Silva.

Freitas tem uma longa trajetória em Portugal, com exposições por todo o país. Atualmente, o artista também participa da coletiva A fragilidade do que persiste, em cartaz até 15 de março na Galeria Jovem, em Vila Franca de Xira, e de uma residência no Imaginarius Centro de Criação, em Santa Maria da Feira.

Serviço:

EM.PREGO

Exposição: até 4 de maio | terça-feira a domingo, das 10h às 13h e das 14h às 18h

Local: Galeria Municipal Vieira da Silva

Endereço: Parque Adão Barata, R. Alfredo Duarte Pinto, Loures, Portugal

Instagram.

(Com Patrícia Gil/OMA Galeria)