Notícias sobre arte, cultura, turismo, gastronomia, lazer e sustentabilidade

Lazer & Gastronomia

São Paulo, SP

Quatro viagens no tempo, um só lugar: o Espaço Cultural CNP de Realidade Virtual

por Kleber Patrício

Devido ao sucesso das três expedições em realidade virtual iniciadas em setembro de 2025, o Espaço Cultural CNP de Realidade Virtual anuncia a prorrogação de suas atividades. Além da extensão do prazo, o centro cultural traz uma novidade de peso: a exibição simultânea de quatro roteiros distintos que transportam os visitantes por bilhões de anos de […]

Continuar lendo...

Inscreva seu e-mail e participe de nossa Newsletter para receber todas as novidades

Conservatório de Tatuí abre inscrições para 2° Processo Seletivo de Estudantes com novas especializações em Teatro Musical e Viola Caipira

Tatuí, por Kleber Patricio

Recital de Estudantes – Harpa. Foto: Paulo Rogério Ribeiro/Arquivo Conservatório de Tatuí.

O Conservatório de Tatuí anuncia a abertura das inscrições para o 2° Processo Seletivo de Estudantes de 2025 e anuncia novidades: as especializações em Teatro Musical e Viola Caipira. As inscrições contemplam cursos que ainda têm vagas remanescentes, distribuídas nas seguintes formações: 38 vagas em Música Erudita (Sede); 14 vagas para Música Popular; 31 vagas para a formação em Educação Musical; 29 vagas em Artes Cênicas; 10 vagas na especialização nova especialização em Teatro Musical; 13 vagas em Música Erudita, no Polo São José do Rio Pardo; e outras 32 oportunidades nos cursos de especialização em Musicografia Braille (3), Piano Colaborativo (6), Regência (17) e Viola Caipira (3). Algumas formações dispõem também de opção para cadastro de reserva. Os cursos são inteiramente gratuitos e pessoas interessadas podem se inscrever por meio do site até dia 7 de março.

O 2° Processo Seletivo do Conservatório de Tatuí anuncia para a área de Música Popular uma nova especialização em Viola Caipira. O curso é presencial e com 2 anos de duração, nos quais estudantes terão aulas práticas e aprenderão sobre a história e diversidade da Viola Caipira no Brasil. Para se candidatar, é necessário conhecimento prévio em algum instrumento de cordas dedilhadas – como violão, guitarra, cavaquinho, entre outros, e que seja equivalente ao nível intermediário 1 das formações regulares da instituição. A seleção de candidatos(as) será feita por meio de um teste para uma banca de docentes do Conservatório de Tatuí, apresentando uma peça de livre escolha.

A especialização em Teatro Musical é mais uma das novidades que o Conservatório de Tatuí prepara para o ano letivo de 2025. O curso terá duração de 2 anos e foi formulado com a consultoria de Fernanda Maia e Zé Henrique de Paula – duas grandes potências nesse segmento. A formação é voltada para estudantes que já possuem experiência prévia em canto e teatro, uma vez que a grade curricular prevê disciplinas práticas e teóricas voltadas para o desenvolvimento de habilidades relacionadas à atuação, música e cenografia.

Os processos de seleção serão realizados de maneira híbrida e de acordo com as normas previstas nos editais de cada área. Para as formações de Artes Cênicas, por exemplo, incluindo a nova especialização em Teatro Musical, a triagem de estudantes será presencial. Já nos cursos de música – erudita e popular, a seleção de interessados(as) com conhecimento musical poderá ser feita de duas formas: em uma apresentação presencial para a banca avaliadora; ou virtualmente por meio de uma gravação em vídeo cantando ou tocando a obra escolhida. E para os cursos sem conhecimento musical prévio, a distribuição de vagas ocorre por meio de sorteio virtual ao vivo, no canal do YouTube da instituição.

Os editais possuem idade mínima e máxima para ingresso nos cursos, sendo variáveis de acordo com a formação e a categoria das vagas. Por isso, recomenda-se que as pessoas interessadas leiam atentamente o edital antes de efetuar a inscrição.

O Conservatório de Tatuí mantém em seus processos seletivos ações afirmativas. Dentre elas, há distribuição de 50% das vagas destinadas à ampla concorrência e 50% reservadas a estudantes de escolas públicas.

Para sanar dúvidas sobre este processo seletivo ou sobre os editais, a organização disponibiliza e-mails para contato: processoseletivo@conservatoriodetatui.org.br (cursos em Tatuí) ou secretaria.polo@conservatoriodetatui.org.br (cursos do Polo São José do Rio Pardo).

Serviço:

2º Processo Seletivo de Estudantes 2025 do Conservatório de Tatuí

Inscrições: até 7/3/2025

Editais: Link

Dúvidas ou mais informações: processoseletivo@conservatoriodetatui.org.br ou (15) 3205-8443/8448/8447

Inscrições gratuitas

O Conservatório de Tatuí e a Sustenidos Organização Social de Cultura agradecem aos patrocinadores que apoiam nossas atividades por meio da Lei Federal de Incentivo à Cultura

Patrocinadores do Conservatório de Tatuí: Instituto CCR, Rede Itaú, Zanchetta, Cipatex, Drogal, Marquespan, Sicoob.

(Fonte: Assessoria de Imprensa Secretaria da Cultura, Economia e Indústria Criativas)

Lume Teatro revive quatro décadas de existência por meio de conferência musical

Campinas, por Kleber Patricio

Fotos: Alessandro Poeta.

Ainda dá tempo de apreciar os sete atores-pesquisadores do Lume Teatro (Núcleo Interdisciplinar de Pesquisas Teatrais – Unicamp), referência internacional de companhia teatral, dividindo a mesma cena. E como? Durante a encenação da Conferência Aberta: Lume 40 anos – Memória em Canção, em cartaz no próximo domingo (23/2), às 20h30, na sede da companhia, localizada em Barão Geraldo, em Campinas (SP). A entrada é franca, com distribuição de senhas uma hora antes da sessão.

A montagem integra a edição 2025 do Terra Lume, evento pedagógico e artístico do Lume Teatro que se estende até terça-feira (25/2) e foi contemplado pela Lei Paulo Gustavo (Edital LPG nº 18/2023 – Manutenção de Atividades) por meio do projeto Atuação e Presença.

Protagonizada pelos sete atores-pesquisadores do Núcleo: Ana Cristina Colla, Carlos Simioni, Jesser de Souza, Naomi Silman, Raquel Scotti Hirson, Renato Ferracini e Ricardo Puccetti, a Conferência Aberta: Lume 40 anos – Memória em Canção propõe um encontro íntimo e sensível entre lembranças, improviso, brincadeiras, rituais, músicas e cantos. De acordo com Naomi Silman, trata-se da celebração de 40 anos por meio de características peculiares que permeiam a trajetória da companhia. Duas em especial: a troca constante com a plateia e, claro, a experimentação do novo. No caso da atual montagem, de forma bastante despretensiosa.

Não por acaso, tudo nasce do improviso. A partir de um arquivo composto de 20 mil fotos da trajetória do Lume Teatro, tanto de imagens de espetáculos, ensaios e viagens quanto do cotidiano na sede, dos encontros e das celebrações da companhia, há um sorteio ao vivo. “A foto escolhida abre a reflexão para que possamos contar não somente a história da imagem, mas também do grupo, da nossa convivência, das vitórias, dos desafios. Trata-se de um jogo cênico com tempo pré-determinado e com diversas possibilidades de encenação”, destaca Naomi Silman.

Nesse contexto, a música e o canto, outras marcas da identidade do Lume Teatro, tornam-se importantes aliados na contação das histórias e das lembranças. “O cantar é algo que nos une e traz grande prazer. Por isso, usamos todo o nosso arsenal de canções, que são oriundas de espetáculos, em especial de montagens como Parada de Rua, Shi-Zen, Kintsugi e do Cortejo Abre-Alas, além de músicas coletadas durante as nossas viagens e no intercâmbio com os alunos. Ah, e não são só em português, mas também em idiomas como armênio, espanhol e hebraico”, pontua a atriz.

Convidado internacional

Para abrilhantar o Terra Lume, a programação contará com a participação do Grupo Labirion, renomada companhia teatral italiana. Além de ministrarem um curso e participarem da demonstração técnica A Personagem como Obra de Arte (19/2, às 20h30), os atores italianos encenarão o espetáculo Cadou, em cartaz em 22 de fevereiro, às 20h30. “Com a vinda do Grupo Labirion, conseguimos reforçar a identidade do nosso grupo, que sempre se orientou pela pluralidade de estéticas e pelo crescimento artístico fundamentado na experiência da troca”, finaliza Naomi.

Programação

19/2, às 20h30

Demonstração técnica A Personagem como Obra de Arte, com o Grupo Labirion, da Itália.

20/2, às 20h30

Atividade artística Cabaré Efêmero conduzida pelo ator-pesquisador Ricardo Puccetti (Lume Teatro).

22/2, às 20h30

Espetáculo Cadou, do Grupo Labirion, da Itália.

23/2, às 20h30

Conferência Aberta Lume 40 anos – Memória em Canção, com os atores-pesquisadores do Lume Teatro.

25/2, às 20h30

Exibição do documentário O que é a Palhaçaria Sagrada?, com a atriz-pesquisadora Naomi Silman (Lume Teatro) e de  Alessandro Poeta (Lume Teatro).

O Lume

Fundado em 1985, o Lume Teatro se tornou referência internacional na pesquisa da arte da atuação. Composto atualmente pelos atores pesquisadores Ana Cristina Colla, Carlos Simioni, Jesser de Souza, Naomi Silman, Raquel Scotti Hirson, Renato Ferracini e Ricardo Puccetti, o grupo já se apresentou em mais de 30 países, atravessou quatro continentes e vem desenvolvendo parcerias com coletivos, universidades, pensadores, mestres, mestras e artistas da cena mundial.

Vencedor do Prêmio Shell 2013 em pesquisa continuada, o Lume Teatro possui um repertório diversificado de ações artísticas e acadêmicas que abrange uma grande diversidade de processos experimentais no campo artístico e pedagógico das artes presenciais.

Quer saber mais? Acesse www.lumeteatro.com.br.

Serviço:

Terra Lume | 40 anos de Lume Teatro

Quando: Até terça-feira (25/2), sempre às 20h

Onde: Lume Teatro (Rua Carlos Diniz leitão, 150 | Vila Santa Isabel | Barão Geraldo | Campinas/SP)

Quanto: Entrada franca

Informações: @lumeteatro.

(Com Tiago Gonçalves/Assessoria de Imprensa Lume Teatro)

5 curiosidades sobre a história do Carnaval brasileiro que você (provavelmente) não sabia

São Paulo, por Kleber Patricio

Imagem: Canva.

O Carnaval é a maior festa popular do Brasil, mas sua história guarda fatos surpreendentes que vão além dos desfiles e blocos de rua. Desde tentativas de mudança de data, até a origem de tradições que conhecemos hoje, o Carnaval já passou por transformações curiosas ao longo dos séculos. “O Carnaval no Brasil é sinônimo de festa, mas existem tradições e origens que muitos não conhecem, como o fato das rodas de samba serem, no início, ‘clandestinas’, e a origem das hoje tradicionais escolas de samba”, comenta o professor de História Pedro Rennó, da plataforma Professor Ferretto. Pensando nisso, ele listou 5 curiosidades inusitadas sobre a festa mais esperada do ano:

1 – O primeiro Rei Momo do Brasil era magro
O Rei Momo, figura icônica do Carnaval, é sempre retratado como um homem gordo e sorridente, mas nem sempre foi assim. O primeiro a ocupar o posto no Brasil foi o cantor e compositor Silvio Caldas, em 1933, que tinha uma aparência esguia e elegante. A tradição de escolher alguém mais corpulento veio depois, associada à ideia de fartura e alegria. “A imagem do Rei Momo como um homem gordo e brincalhão só se consolidou anos depois. No início, a figura era mais simbólica do que padronizada”, explica Pedro Rennó.

2 – O governo tentou mudar o Carnaval para junho
Em 1892, o governo brasileiro tentou transferir o Carnaval para junho, alegando que o clima mais ameno do inverno tornaria a festa mais agradável. A ideia não foi bem recebida pela população e a tradição de comemorar o evento antes da Quaresma permaneceu. Curiosamente, naquele ano, houve duas celebrações: uma no período tradicional e outra na data sugerida pelo governo. “O Carnaval está historicamente ligado ao calendário cristão e a tentativa de mudança para junho mostrou o peso da cultura popular sobre decisões políticas”, analisa o professor.

3 – Samba já foi considerado marginalizado
Hoje, o samba é um dos símbolos do Brasil e do Carnaval, mas nem sempre foi assim. No início do século XX, esse ritmo era associado às camadas populares e chegou a ser perseguido pela polícia. Roda de samba era caso de repressão e instrumentos como o pandeiro e o tambor eram vistos como ameaças à ordem pública. “O samba saiu da marginalização para se tornar um patrimônio nacional. Esse processo mostra como a cultura popular pode resistir e se impor ao longo do tempo”, afirma Rennó.

4 – A primeira escola de samba do Brasil teve um nome inusitado
A primeira escola de samba registrada no Brasil foi a Deixa Falar, criada em 1928 por sambistas do bairro do Estácio, no Rio de Janeiro. O termo ‘escola de samba’ surgiu porque os integrantes se reuniam perto de uma escola normal e brincavam que estavam fundando uma ‘escola’ de samba. “A criação da Deixa Falar foi um marco, pois ajudou a organizar e dar identidade às agremiações carnavalescas, que antes eram apenas blocos de rua”, comenta o especialista.

5 – Já houve um Carnaval sem música ao vivo no Rio
Em 1912, o Carnaval carioca foi marcado pelo silêncio. O motivo? O falecimento do Barão do Rio Branco dias antes da folia. O governo decretou luto e proibiu bandas de tocarem nas ruas. Mas os foliões deram um jeito: saíram com instrumentos de percussão e improvisaram batucadas, provando que o espírito carnavalesco não se cala. “Essa história mostra que o Carnaval, mais do que uma festa, é uma manifestação espontânea do povo, que encontra maneiras criativas de celebrar mesmo diante de adversidades”, finaliza Rennó.

Sobre a Plataforma Professor Ferretto | A plataforma é uma das maiores do país no segmento e visa oferecer um ensino de qualidade acessível aos jovens. Atualmente, conta com mais de 70 mil estudantes em todo o país, que se preparam para as provas do Enem e dos vestibulares mais importantes com aulas online. Por meio da plataforma, os candidatos podem fazer o seu próprio cronograma, sem sair de casa para estudar. Nesse espaço virtual, têm acesso a diversos materiais e um total de 10 professores das principais disciplinas, todos altamente qualificados e que uniram forças para ensinar, orientar e dar acesso aos conteúdos.
(Com Yasmin Paneto/Make Buzz Comunicação)

Concerto com a Brasil Jazz Sinfônica homenageia centenário de Inezita Barroso

São Paulo, por Kleber Patricio

Foto: Luciano Piva.

A Orquestra Brasil Jazz Sinfônica, sob a regência do maestro Gustavo Petri, prepara uma noite inesquecível em celebração ao centenário de Inezita Barroso, uma das mais importantes vozes da música sertaneja brasileira, no dia 9 de março. No palco do Teatro Franco Zampari – o mesmo onde ela encantou gerações com o icônico programa ‘Viola, Minha Viola’, da TV Cultura – grandes nomes da música se reúnem para reviver sua obra e seu legado.

O concerto contará com as convidadas Celia & Celma, além das participações especiais de Tetê Espíndola, Raimundo Fagner e Adriana Farias trazendo ao público interpretações emocionantes dos clássicos imortalizados por Inezita, que nasceu no dia 4 de março de 1925. A combinação da beleza dessas vozes com a sofisticação da Orquestra Brasil Jazz Sinfônica promete momentos de pura emoção, destacando a riqueza da música caipira e sua influência na cultura brasileira.

Mais do que uma homenagem, este concerto é um reencontro com a alma musical do Brasil. Há 10 anos sem sua presença, Inezita segue viva em cada acorde de viola, em cada verso cantado e na memória de um país que aprendeu a amar sua autenticidade e paixão pela cultura popular.

Os ingressos custam R$80,00 (inteira) e R$40,00 (meia), e podem ser adquiridos pela plataforma INTI.

Concerto em homenagem ao centenário de Inezita Barroso

Data: 9 de março (domingo) | Horário: 17h

Duração: 70 minutos

Local: Teatro Franco Zampari

Endereço: Avenida Tiradentes, 451 – Luz

Regência: Gustavo Petri

Convidadas: Celia e Celma

Participações Especiais: Tetê Espíndola, Raimundo Fagner e Adriana Farias

Repertório: Suíte Sertaneja (arranjo de Cyro Pereira); Cuitelinho – Pena Branca (arranjo de Douglas Fonseca); Tristeza do Jeca – Angelino de Oliveira (arranjo de Fernando Moraes); Sertaneja – Rennè Bitencourt (arranjo de Edson Piza); Trem do Pantanal – Paulo Simões e Geraldo Roca (arranjo de Newton Carneiro); Ronda – Paulo Vanzolini (arranjo de Jether Garotti Jr.); Moda da Pinga – Ochelsis Laureano e Raul Torres (arranjo de Jether Garotti Jr.); Chalana – Mario Zan e A. Pinto (arranjo de Rafael Piccolotto); Cabecinha no Ombro – Paulo Borges (arranjo de Cintia Zanco); Pé de Ipê – Tonico e Tinoco (arranjo de Paulo Malheiros); Maringá – Joubert de Carvalho (arranjo de Rodrigo Morte); Luar do Sertão – Catulo da Paixão Cearesense e João Pernambuco (arranjo de Rodrigo Morte); Lampião de Gás – Zeca Bergami (arranjo de Ruriá Duprat)

Classificação etária: Livre

Ingressos: R$80,00 (inteira) e R$40,00 (meia)

Venda: INTI.

(Fonte: TV Cultura)

Ribeirinhos destacam como sistema de captação de água diminui impactos de estiagem de 2024 no Amazonas

Amazonas, por Kleber Patricio

Fotos: Orlando Jr./FAS.

Pelo segundo ano consecutivo, a estiagem no Amazonas atingiu níveis recordes. Um dos exemplos é o Rio Negro, que chegou à marca de 12,11 metros em outubro, o menor nível já registrado em 122 anos de monitoramento pelo Porto de Manaus. Com o propósito de garantir infraestrutura para abastecimento de água potável, a Fundação Amazônia Sustentável (FAS), em parceria com Fundación Avina e a Coca-Cola Brasil, executa o projeto ‘Água+ Acesso’ na Reserva de Desenvolvimento Sustentável (RDS) Piagaçu-Purus, no estado do Amazonas.

Tendo em vista as características geográficas da região, a população depende dos rios para se conectar a redes de serviços essenciais, como educação e saúde, e conseguir alimentos e água para subsistências. Recentemente, o sistema foi ampliado às comunidades ribeirinhas Deus é Amor, Paricatuba, Uxi e Cuiuanã, beneficiando um total de 365 famílias, mais de 1,8 mil pessoas.

Maria Ribeiro Lima, professora e moradora da comunidade Deus é Amor, conta que o cenário foi delicado diante da severa estiagem de 2023. Hoje, com o sistema de purificação, ela compartilha que a qualidade de vida melhorou como um todo. “Antes da implantação do projeto em nossa comunidade, a situação era bem complicada: não tínhamos água adequada para realizar nem as atividades cotidianas, tampouco água potável para o consumo. Ano passado, quando a estiagem atingiu o período mais severo, tínhamos que comprar água em garrafões de 20 litros, mas nem todos os comunitários conseguiram comprar devido ao custo e à dificuldade para chegar até à comunidade”, conta Maria Ribeiro. “Agradeço muito ao projeto e a todos os colaboradores, pois esse ano todos nós temos acesso à água potável. Melhorou a qualidade de vida de todos. É muito satisfatório simplesmente ligar a torneira e ter água apropriada para consumo à disposição da comunidade. O que antes era só um sonho para nós, hoje é uma realidade”, complementa.

Essa é a quarta incursão do projeto na RDS Piagaçu-Purus. Além das residências, o projeto beneficia três escolas municipais rurais de ensino fundamental, alcançando quase 500 estudantes. Isso dá mais segurança para que docentes e alunos sigam em dia com o calendário acadêmico.

Para pessoas como Ana Cristina Vieira Gomes, da comunidade Cuiuanã, a chegada do projeto foi a realização de um sonho. “A importância da água para nossa comunidade é um privilégio que, há muito tempo, lutávamos para ter. Esse tratamento da água trouxe muitos benefícios para nós. Agradecemos muito por termos uma água de qualidade, pois isso evita doenças como diarreia e outras. Para minha família e meus vizinhos, o projeto trouxe grandes benefícios; mesmo com essa estiagem que vivemos agora, tivemos menos dificuldade em relação ao acesso da água”, conta.

O projeto consiste em um sistema de captação, tratamento e armazenamento de água potável, além de distribuição por canos. A tecnologia adotada usa painéis fotovoltaicos para geração de energia sustentável e é interligada a uma estação de tratamento, que, por sua vez, usa um filtro de purificação de mineral zeolit.

Em uma hora, cada sistema é capaz de limpar até 5 metros cúbicos. Ao todo, esta abordagem permitirá fornecer 56 milhões de litros de água potável por ano, por meio de quatro sistemas instalados. No Amazonas, em colaboração com a FAS e a Associação de Moradores e Entorno da Reserva de Desenvolvimento Sustentável Piagaçú Purus-AMEPP, desde 2017, o programa já impactou seis mil pessoas em 35 comunidades, todos com modelos autossustentáveis por meio da gestão comunitária da água. “Ter acesso à água potável, sobretudo em tempos de seca, é fundamental para que as famílias consigam realizar suas necessidades diárias. Quando a população trouxe essa demanda, a FAS buscou alternativas para levar uma solução sustentável permanente. Junto com parceiros Avina e Coca-Cola Brasil, conseguimos levar um sistema de captação de água do rio e instalação de poços”, diz Valcléia Lima, superintendente de Desenvolvimento Sustentável de Comunidades da FAS.

Para Rodrigo Brito, Diretor de Sustentabilidade Brasil e Cone Sul da Coca-Cola América Latina, o programa Água +Acesso tem transformado a vida de diversas famílias no Amazonas. “A melhoria na qualidade de vida dessas pessoas é um resultado que nos motiva a continuar. Continuaremos a apoiar iniciativas que promovam o acesso sustentável à água e contribuam para o bem-estar das comunidades locais. Este ano, estamos investindo R$5,6 milhões no programa, visando atender mais de 40 comunidades na região Norte, incluindo Amazonas e Pará”, ressaltou.

Expansão + Websérie

O projeto é realizado desde 2017 em 10 estados brasileiros, implementando soluções sustentáveis para viabilizar e expandir sistemas de acesso, tratamento e distribuição de água. O planejamento prevê que, até 2025, 37 comunidades ribeirinhas e mais de 10 mil pessoas dos estados do Amazonas e Pará serão contempladas pelo ‘Água+ Acesso’. As próximas ações de campo estão previstas para iniciarem em fevereiro do próximo ano.

A instalação nas comunidades da RDS Piagaçu-Purus resultou em uma websérie disponível no canal do Youtube da FAS, que pode ser acesso nos links abaixo:

Ep.1 | Água+Acesso: Comunidades ribeirinhas e a realidade da falta d’água potável

Ep. 2 | Água+Acesso: Conheça a realidade de Leidiane Laranjeiras

Ep. 3 | Água+Acesso: O impacto da chegada de água potável em comunidades da Amazônia.

Sobre a FAS

A Fundação Amazônia Sustentável (FAS) é uma organização da sociedade civil sem fins lucrativos que atua pelo desenvolvimento sustentável da Amazônia. Sua missão é contribuir para a conservação do bioma, para a melhoria da qualidade de vida das populações da Amazônia e valorização da floresta em pé e de sua biodiversidade. Com 16 anos de atuação, a instituição tem números de destaque, como o aumento de 202% na renda média de milhares famílias beneficiadas e a queda de 39% no desmatamento em áreas atendidas.

Sobre a Avina

A Fundación Avina é uma organização global que promove processos colaborativos que mudam o sistema. Geramos impacto a partir do Sul Global, em prol da dignidade humana e do cuidado do planeta.

Sobre a Coca-Cola Brasil

O Sistema Coca-Cola Brasil atua em cinco grupos de bebidas — colas, sabores, hidratação, nutrição e emergentes — com uma linha de 260 produtos, entre sabores regulares e versões sem açúcar ou de baixa caloria. Composto por nove grupos de fabricantes franqueados, o Instituto Coca-Cola Brasil, mais Verde Campo e a parceria com Leão Alimentos e Bebidas, o Sistema emprega diretamente 56,6 mil funcionários. A empresa aposta em inovação para ampliar seu portfólio e atingir o objetivo de destinar corretamente o equivalente a 100% de suas embalagens até 2030. A Coca-Cola Brasil trabalha para oferecer cada vez mais opções com menos açúcar adicionado e no incentivo a iniciativas que melhorem o desenvolvimento econômico e social das comunidades onde atua.

(Com Emmanuelle Araújo Melo de Campos/UP Comunicação)