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Lazer & Gastronomia

São Paulo, SP

Quatro viagens no tempo, um só lugar: o Espaço Cultural CNP de Realidade Virtual

por Kleber Patrício

Devido ao sucesso das três expedições em realidade virtual iniciadas em setembro de 2025, o Espaço Cultural CNP de Realidade Virtual anuncia a prorrogação de suas atividades. Além da extensão do prazo, o centro cultural traz uma novidade de peso: a exibição simultânea de quatro roteiros distintos que transportam os visitantes por bilhões de anos de […]

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Turismo sustentável e pesca esportiva geram faturamento de R$6,3 milhões no Amazonas

Amazonas, por Kleber Patricio

Fotos: Divulgação.

Empreendimentos de turismo e de pesca esportiva apoiados pela Fundação Amazônia Sustentável (FAS), na região do Baixo Rio Negro e na Reserva de Desenvolvimento Sustentável (RDS) do Uatumã, geraram um faturamento de R$6,3 milhões no período de janeiro a novembro de 2024. O resultado veio em um ano de desafios impostos por mais uma estiagem severa na Amazônia e mostrou a importância do Turismo de Base Comunitária (TBC) para as famílias ribeirinhas que dependem dessa atividade econômica, além de contribuir para a manutenção da floresta em pé.

Por meio do programa ‘Conservação da Amazônia: uma Aliança entre Natureza e Criatividade’, em parceria com o grupo LVMH, a FAS apoiou 25 empreendimentos de turismo com capacitações, beneficiando 17 comunidades situadas em quatro Unidades de Conservação (UCs) do estado do Amazonas.

Na região do Baixo Rio Negro, foram 17 empreendimentos de turismo apoiados, que geraram um faturamento bruto de R$4,56 milhões. A região recebeu um fluxo de 5.910 turistas, beneficiando nove comunidades locais.

Já durante a temporada de pesca esportiva na RDS do Uatumã, foram 12 os empreendimentos do ramo apoiados pela FAS, resultando em um faturamento bruto de R$1,74 milhão e um fluxo de 350 turistas. Ao todo, oito comunidades foram beneficiadas com a atividade.

Capacitações e intercâmbio

Uma das ações de destaque do programa foi a capacitação em gastronomia realizada para um grupo de 22 mulheres que trabalham com o TBC no baixo Rio Negro, na comunidade Tumbira, distante 69 quilômetros de Manaus. Durante quatro dias, as participantes receberam aulas teóricas sobre segurança dos alimentos e reconhecimento de Plantas Alimentícias Não Convencionais (PANCs), aulas práticas sobre técnicas de preparo com ingredientes regionais, utilização de PANCs e preparação de cardápios diversificados que atendam clientes com restrições alimentares (como intolerância à lactose) e opções vegetarianas e veganas.

A comunidade do Tumbira também foi espaço para um intercâmbio de conhecimentos sobre TBC entre alunos do curso de Gestão em Turismo da Universidade Nilton Lins, da modalidade presencial, em Manaus, e os alunos da modalidade Ensino a Distância (EaD), que vivem em comunidades ribeirinhas de Unidades de Conservação, no interior do Estado do Amazonas. Ao todo, 38 pessoas participaram do intercâmbio, entre alunos e comunitários, que destacou os potenciais empreendimentos, atrativos culturais e naturais da região.

Foi ofertado o curso de arrais amador para 26 comunitários que atuam com pesca esportiva na RDS do Uatumã. Arrais Amador é uma habilitação náutica que permite a condução de embarcações recreativas, como lanchas, barcos de pesca e veleiros, em águas abrigadas (rios, lagos e baías).

Resiliência

Para o empreendedor Roberto Brito, o ano foi de muito trabalho e superação de desafios. Proprietário da Pousada do Garrido, na comunidade Tumbira, um dos empreendimentos apoiados pela FAS, ele relata que a temporada de 2024 iniciou bem, com destaque para os meses de junho a agosto. A partir de setembro, com a seca dos rios, as atividades turísticas paralisaram. Roberto enfatiza a importância do TBC, não só para a geração de renda, mas também para a conservação da floresta, que contribui para o combate aos efeitos das mudanças climáticas.

“O turismo de base comunitária agrega os três pilares da sustentabilidade, o econômico, o social e o ambiental. Ninguém quer vir de fora ver a natureza destruída, o rio poluído, a floresta queimada. Quanto mais conservado, mais clientes e mais renda. É uma parte que gera muito resultado positivo. Nosso empreendimento faz esses avanços para a melhoria da qualidade de vida das pessoas que trabalham com isso”, explica o empreendedor.

Ele também cita as ações que valorizam a cultura regional, como o curso de gastronomia para mulheres. “A capacitação fortaleceu e trouxe opções que têm na própria comunidade e que as pessoas não usam na culinária. Isso foi ótimo, pois trouxe para os empreendimentos, principalmente os que trabalham com turismo, a melhoria da parte da gastronomia com os ingredientes que já estão aqui na comunidade”, afirmou.

Segundo Wildney Mourão, gerente do Programa de Empreendedorismo da FAS, a força do turismo de base comunitária está não só na capacidade de gerar renda, mas também de ser uma ferramenta de conservação e conservação ambiental.

“Estamos enfrentando eventos climáticos extremos que mostram cada vez mais a importância de manter a floresta em pé para combatermos os efeitos das mudanças climáticas. O TBC é uma das alternativas econômicas neste cenário, pois é uma atividade sustentável, que gera emprego e renda, fomenta os empreendimentos locais e promove a valorização da biodiversidade, envolvendo as comunidades e os turistas que vêm conhecer a nossa região. Os resultados dos empreendimentos de turismo apoiados pela FAS, mesmo num cenário desafiador de seca, demonstram a importância dessa atividade e que é sim possível gerar renda de forma sustentável sem prejudicar a floresta”, declarou.

Sobre a FAZ | A Fundação Amazônia Sustentável (FAS) é uma organização da sociedade civil sem fins lucrativos que atua pelo desenvolvimento sustentável da Amazônia. Sua missão é contribuir para a conservação do bioma, para a melhoria da qualidade de vida das populações da Amazônia e valorização da floresta em pé e de sua biodiversidade. Com 16 anos de atuação, a instituição tem números de destaque, como o aumento de 202% na renda média de milhares famílias beneficiadas e a queda de 39 % no desmatamento em áreas atendidas.

(Com Emanuelle Araújo Melo de Campos/UP Comunicação)

‘Fogo nos racistas’ é papo de escola

São Paulo, por Kleber Patricio

Foto: Nathan Dumlao/Unsplash.

Por Du PrazeresA expressão ‘fogo nos racistas’, popularizada em grafites e em músicas de Djonga e da banda Black Pantera (excelentes, por sinal), é uma figura de linguagem, como brilhantemente explicou o escritor Jeferson Tenório tempos atrás. É um grito de resistência contra a discriminação do povo preto, não a busca por violência.

Esta é minha questão: as pessoas não foram ensinadas a perceber a diferença. Não têm, quase sempre, familiaridade com a leitura e nem sabem como interpretá-la.  Daí, o sucesso das fake news, ‘informações’ diretas e certeiras: “o político tal fez um projeto liberando o casamento entre pai e filha”. Não há necessidade de ponderação, reflexão. Coisas que deveriam ser reforçadas pela escola. Muitos, quando ouvem ‘fogo nos racistas’, mentalmente legitimam o próprio racismo: “os negros são irracionais, bárbaros violentos”. E só não vocalizam isto, inclusive, porque é crime.

Costumo dizer que a educação é o melhor caminho para evoluirmos como sociedade nesse sentido, afinal, não existem crianças racistas. Elas absorvem falas e gestos dos adultos que as circundam, reafirmando o racismo estrutural. E a escola pode ajudar ao adotar/reforçar práticas antirracistas.

Du Prazeres. Foto: Divulgação.

A primeira é o letramento racial de todos os funcionários (para que naturalizem ações afirmativas valorizando a cultura negra), mesmo os racistas. A seguir, criar espaços e momentos que celebrem positivamente a negritude e trazer toda a comunidade escolar para delimitar qual o papel de cada um nesta luta, baseada em empatia e humanidade, com muito papo. Repensar o currículo, realçando a importância dos negros para a formação e a manutenção do país, e criar uma comissão permanente de diversidade, que trate não só de racismo.

Só através da melhoria das condições educacionais é que pode haver uma mudança significativa para libertar os negros dos grilhões de uma sociedade que se mantém, de certa forma, também, pela supressão de seus direitos.  Quando todos aprenderem a ler e a interpretar a expressão ‘fogo nos racistas’, ela não mais precisará existir.

*Du Prazeres é professor universitário e autor do livro ‘Antirracismo em contos leves’.

(Com Maria Clara Menezes/LC Agência de Comunicação)

Mão de obra nos restaurantes do Brasil será o maior desafio nos próximos 10 anos

São Paulo, por Kleber Patricio

Setor enfrenta alta rotatividade, falta de qualificação e desafios para retenção de talentos, exigindo novas estratégias de gestão. Foto: Lefteris Kallergis/Unsplash.

A escassez de profissionais qualificados no setor de bares e restaurantes tem se tornado um problema crônico no Brasil e tende a se agravar nos próximos anos. Segundo a Associação Brasileira de Bares e Restaurantes (Abrasel), a rotatividade no setor ultrapassa 70% ao ano, um dos índices mais altos entre todas as áreas da economia. A dificuldade de atrair, capacitar e manter funcionários está entre os maiores desafios dos empresários do foodservice, que já enfrentam margens apertadas e uma concorrência acirrada.

Para Marcelo Marani, autor do livro ‘Transforme seu restaurante em um negócio milionário’ e fundador e CEO da Donos de Restaurantes, uma das principais escolas para empresários do setor na América Latina, o problema vai além da alta rotatividade. “Estamos vivendo uma crise importante que envolve a falta de mão de obra qualificada, mudanças no comportamento do trabalhador, nova geração e a ausência de estratégias eficientes de retenção. Se nada for feito, a situação pode se tornar insustentável nos próximos dez anos”, alerta.

Fatores que agravam a crise

O fenômeno tem diversas causas. Uma delas é a ausência de programas de formação adequados. De acordo com o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), mais de 80% dos profissionais que atuam na área nunca receberam treinamento formal antes de ingressar no setor. Isso impacta diretamente a qualidade do atendimento e a eficiência operacional dos estabelecimentos.

Outro fator relevante é a mudança no perfil do trabalhador. Nos últimos anos, houve um aumento na busca por flexibilidade e qualidade de vida, o que faz com que muitos profissionais evitem empregos com carga horária intensa e jornadas imprevisíveis, características comuns no segmento. Além disso, a competição com outros setores que oferecem condições mais estáveis torna a retenção de talentos ainda mais difícil.

A falta de perspectiva de crescimento também contribui para o desinteresse pela carreira na área de alimentação. Sem planos claros de desenvolvimento, muitos funcionários enxergam o trabalho em restaurantes como uma ocupação temporária, o que reforça a rotatividade e impede que as empresas criem equipes experientes e comprometidas.

Estratégias para retenção e qualificação

Para Marani, a solução passa por mudanças profundas na gestão dos restaurantes. A primeira delas é investir em treinamento contínuo. “Um funcionário capacitado não apenas melhora a experiência do cliente, mas também se sente mais valorizado e motivado a permanecer na empresa”, explica.

Outro ponto importante é a criação de um plano de carreira estruturado. Restaurantes que oferecem oportunidades reais de crescimento conseguem reduzir significativamente a rotatividade. “Os empresários precisam entender que um garçom pode se tornar gerente e um cozinheiro pode evoluir para chef, desde que haja um caminho claro para isso”, acrescenta.

A valorização dos colaboradores por meio de benefícios e um ambiente de trabalho saudável também faz a diferença. Empresas que oferecem remuneração compatível com o mercado, horários mais equilibrados e incentivos, como bonificações por desempenho, conseguem atrair e reter talentos com mais facilidade.

O futuro da mão de obra no setor

Se o setor não se adaptar, a falta de mão de obra qualificada pode comprometer a sustentabilidade de muitos negócios. Com a expansão dos serviços de delivery e o crescimento das dark kitchens, que operam exclusivamente para entregas, o modelo tradicional de restaurantes precisará se reinventar para atrair e manter bons profissionais. “A única forma de reverter esse cenário é tratar a equipe como um ativo estratégico do negócio. Restaurantes que investem em cultura organizacional, qualificação e boas práticas de gestão conseguem crescer de forma sustentável, reduzir custos operacionais e se destacar em um mercado cada vez mais competitivo”, conclui Marani.

Sobre Marcelo Marani

Marcelo Marani é fundador e CEO da Donos de Restaurantes, uma das principais escolas para donos de restaurantes da América Latina. Professor formado em Ciência da Computação, com mestrado em Administração de Empresas, defendeu em 2007 uma tese que mostrava que 70% dos donos de restaurantes não trabalham com qualquer tipo de fidelização.

Empresário, sócio de mais de 10 empresas do foodservice, com um faturamento de R$30MM em 2024, tem mais 25 anos de experiência no mercado de alimentação e é considerado um dos maiores especialistas em gestão e aumento de faturamento para restaurantes do Brasil.

Marani é também apresentador de TV, no programa Café com Chef da Band todo domingo de manhã, é host do podcast mais escutado no Brasil para donos de restaurantes e também autor do livro Transforme o seu Restaurante em um Negócio Milionário, da editora Gente.

Marani já treinou mais de 25 mil empresários, em 19 capitais do Brasil e já fez trabalhos em Portugal e na Argentina. Para mais informações, visite o Instagram.

(Com Carolina Lara)

[Livros] Casos de sacrilégio por efusão de sangue no Bispado de São Paulo

São Paulo, por Kleber Patricio

Capa do livro. Foto: Divulgação/Livraria das Perdizes.

Dedicada a se fortalecer como centro de encontro e difusão cultural, a Livraria das Perdizes acaba de lançar ‘A Violência na Colônia: os crimes de sacrilégio no bispado de São Paulo – 1745-1800’.

Reinaugurada em novembro de 2024, a livraria fica na Rua Bartira, 317, em São Paulo, mesmo local onde José Xavier Cortez inaugurou a antiga Livraria Cortez há mais de quatro décadas. Com lançamentos como este, busca se consolidar como um polo de eventos literários e reafirmar a importância das livrarias físicas na formação de leitores e no fortalecimento do cenário editorial brasileiro. 

A Violência na Colônia é resultado da dissertação de mestrado em História de Walter Mesquita Barroso e da análise de manuscritos inéditos garimpados no Arquivo da Cúria Metropolitana paulista. A obra mergulha em casos de sacrilégio por efusão de sangue cometidos no Bispado de São Paulo no século XVIII. Explora, assim, aspectos sociais e culturais da época relacionados à religiosidade católica e doutrinação. 

Sinopse

Walter Mesquita Barroso analisa o modo de vida da Capitania de São Paulo durante a segunda metade do século XVIII, a partir de um tipo de crime eclesiástico pouco explorado pela historiografia: o sacrilégio por efusão de sangue. Esse delito – caracterizado por ser cometido dentro da Igreja – revelava muito mais que o simples ato violento: trazia consigo as relações pessoais que marcavam aquela sociedade aristocrática. Processos, devassas, pedidos de clemência e soltura que trazem detalhes da família, das finanças e da violência que existia à época. Mais que documentos, são passaportes que vão transportar o leitor para 275 anos atrás.

(Com Ana Paula Gonçalves/LC Agência de Comunicação)

Conde Favela Sexteto leva o jazz de ABCguetojazz ao Sesc 24 de Maio

São Paulo, por Kleber Patricio

Foto: Debora Oliveira.

O Conde Favela Sexteto apresenta no Sesc 24 de Maio o show de ABCguetojazz, seu segundo álbum, no dia 21 de fevereiro, sexta-feira, às 20h. O trabalho é uma homenagem ao ABC Paulista, região industrial e periférica de São Paulo, marcada por lutas históricas e transformações constantes.

Com um espírito punk e inovador, ABCguetojazz transita entre o free jazz, bebop, post-bop e hard bop, buscando uma identidade sonora própria. O show revela tanto a força individual de cada integrante quanto a criação coletiva, resultando em uma produção intensa, livre de amarras e carregada de energia e expressão.

Definido pelo grupo como ‘jazz com CEP problemático’, o álbum transforma improvisação e estudo em um estado de liberdade criativa.

Formado em 2009, o Conde Favela Sexteto se dedica a resgatar e reinventar o jazz e o samba-jazz, inspirado por movimentos que expandiram os limites da música instrumental. Com o tempo, o grupo desenvolveu composições autorais que refletem sua identidade artística e sua conexão com a realidade urbana.

Ouça: Spotify / Deezer / Apple Music / YouTube Music

Veja: You Tube.

Serviço:

Conde Favela Sexteto apresenta ABCguetojazz

Data: 21/2, sexta, às 20h

Local: Sesc 24 de Maio – Rua 24 de Maio, 109, São Paulo – 350 metros da estação República do metrô

Classificação: 12 anos

Ingressos: sescsp.org.br/24demaio ou pelo aplicativo Credencial Sesc SP e nas bilheterias das unidades Sesc SP – R$60 (inteira), R$30 (meia) e R$18 (Credencial Sesc).

Duração do show: 90 min

Serviço de van: Transporte gratuito até as estações de metrô República e Anhangabaú. Saídas da portaria a cada 30 minutos, de terça a sábado, das 20h às 23h, e aos domingos e feriados, das 18h às 21h

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Sesc 24 de Maio

Rua 24 de Maio, 109, Centro, São Paulo

350 metros do metrô República

Fone: (11) 3350-6300.

(Com Meyre Vitorino/Sesc 24 de Maio)