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Lazer & Gastronomia

São Paulo, SP

Quatro viagens no tempo, um só lugar: o Espaço Cultural CNP de Realidade Virtual

por Kleber Patrício

Devido ao sucesso das três expedições em realidade virtual iniciadas em setembro de 2025, o Espaço Cultural CNP de Realidade Virtual anuncia a prorrogação de suas atividades. Além da extensão do prazo, o centro cultural traz uma novidade de peso: a exibição simultânea de quatro roteiros distintos que transportam os visitantes por bilhões de anos de […]

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Fim do desmatamento e rastreabilidade da carne bovina são cruciais para Brasil reduzir emissões na pecuária

Rio de Janeiro, por Kleber Patricio

No Acordo de Paris, Brasil se comprometeu em reduzir as emissões em 37% até 2025 em comparação com os níveis de 2005. Foto: Marcello Casal Jr./Agência Brasil.

No Brasil, a produção de carne bovina é a principal responsável pelas emissões de gases de efeito estufa, representando uma barreira para que o país atinja metas climáticas internacionais. Para mudar o cenário, é urgente cessar o desmatamento e intensificar a rastreabilidade do rebanho, conferindo se o gado tem origem em áreas com registros de violação ambiental. É o que aponta o relatório publicado na quinta (27) por iniciativa do projeto Descarbonização e Política Industrial: Desafios para o Brasil (DIP-BR), conduzido pelo Grupo de Indústria e Competitividade do Instituto de Economia da Universidade Federal do Rio de Janeiro (GIC/IE-UFRJ).

A equipe de pesquisadores baseou-se em dados de relatórios de monitoramento, como os do Censo Agropecuário do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) e do Sistema de Estimativas de Emissões e Remoções de Gases de Efeito Estufa (SEEG). Os registros foram combinados com informações fornecidas por especialistas e entidades do setor, como a Associação Brasileira das Indústrias Exportadoras de Carnes (ABIEC), e constatações de estudos anteriores.

Somados, a agropecuária e o desmatamento responderam por 77% das emissões em 2022. A expansão de pastagens sobre áreas florestais é a principal fonte das emissões relacionadas à produção de carne bovina no Brasil. Isso ocorre porque as mudanças no uso da terra, impulsionadas pelo desmatamento, aumentam a liberação de gás carbônico (CO2) na atmosfera. “O controle desse tipo de emissão envolve a criação de capacidades estatais para rastrear o rebanho, a fiscalização dos processos de desmatamento e a discussão com a sociedade para garantir vontade política”, explica o professor do Instituto de Economia da UFRJ e coordenador do DIP-BR, Carlos Frederico Leão Rocha.

O cientista ressalta que a fermentação entérica, um processo natural que acontece durante a digestão do gado, também é responsável por parte significativa das emissões. “Ela libera metano, um gás mais potente que o CO2, que permanece na atmosfera por menos tempo e possibilita impactos mais imediatos”, acrescenta. De acordo com Rocha, seria possível contornar as emissões desse gás por meio da adoção de um conjunto de medidas, como mudanças na alimentação dos rebanhos e a redução do tempo de abate. Também são desejáveis mudanças nos hábitos da população, como a redução consumo de carne bovina per capita, e a continuidade de pesquisas sobre fontes alternativas de proteínas, como a produção de carne por cultivo celular, cujas consequências ainda não são completamente conhecidas pela ciência.

O Brasil se destaca como o maior exportador de carne bovina desde meados de 2022 e seu principal mercado consumidor é a China, destino de 54% da produção. O relatório sugere uma tendência de crescimento prevista para os próximos períodos, com um aumento anual de cerca de 6%. Essa relação comercial pode ser crucial para a adoção de medidas de mitigação para a emissão de gases. “A União Europeia e o Reino Unido têm exigências com referência à terra de origem do rebanho, pedindo garantias de não serem terras derivadas de desmatamento, enquanto a China não faz as mesmas exigências”, explica Rocha. No entanto, esse cenário pode mudar em breve. Em 2023, o país asiático anunciou que começará a exigir rastreabilidade do rebanho a partir de 2025, o que deve aumentar a pressão sobre a produção brasileira para excluir do fornecimento o gado criado em áreas recentemente desmatadas e favorecer um controle maior das emissões.

Em 2015, com o Acordo de Paris, o Brasil se comprometeu em reduzir as emissões de gases do efeito estufa em 37% até 2025 em comparação com os níveis observados em 2005, com foco em frear o desmatamento e as emissões oriundas da pecuária. Até o momento, embora os números tenham enfrentado altas e quedas, a redução está distante do objetivo estabelecido em âmbito internacional. “O governo anterior expressou claramente oposição aos temas de controle das áreas de pastagem e redução do desmatamento e o Congresso tem sido reticente na aprovação de medidas que possam deter o avanço da produção de gado sobre novas áreas de florestas; é natural que as metas não tenham sido alcançadas”, explica Rocha. As discussões devem ser retomadas e intensificadas na Conferência das Nações Unidas sobre as Mudanças Climáticas de 2025 (COP 30), que reunirá líderes mundiais para debater medidas para frear as mudanças climáticas. O encontro será realizado em novembro no Brasil.

(Fonte: Agência Bori)

Estudo aponta relação entre agrotóxicos e risco aumentado de câncer em agricultores

Caxias do Sul, por Kleber Patricio

Pesquisa ressalta importância de comunicar melhor aos agricultores os riscos do uso dos agrotóxicos e medidas de proteção. Foto: Arjun MJ/Unsplash.

Um estudo da Universidade de Caxias do Sul (UCS) publicado na revista Saúde em Debate na quinta (27), revela que agricultores expostos a agrotóxicos apresentam um risco maior de desenvolver câncer. Esse risco é ainda mais acentuado entre trabalhadores do sexo masculino, que costumam ter contato direto e frequente com os produtos, muitas vezes sem o uso adequado de equipamentos de proteção individual (EPIs), como máscaras e luvas.

A revisão analisou 29 estudos publicados entre 2012 e 2021 e, de acordo com os resultados apresentados por vários pesquisadores ao redor do mundo, identificou que a exposição prolongada a agrotóxicos pode causar danos celulares que contribuem para o desenvolvimento de qualquer tipo de câncer. No entanto, os cânceres de pulmão, mama, próstata e cânceres hematológicos (leucemias e linfomas) são mais incidentes. Casos de câncer de pele também apareceram nos estudos, mas não foram considerados conclusivos devido à forte relação da doença com a exposição solar, um fator de risco conhecido na profissão.

“Os fatores comuns são a forma como os agricultores estão expostos, se usam os EPIs ou não e como usam. E o tempo de exposição. Muitos iniciam cedo no trabalho agrícola e têm contato com essas substâncias desde jovens”, explica Fernanda Meire Cioato, enfermeira e autora principal do artigo. A autora também chama atenção para a exposição indireta, especialmente entre mulheres que manuseiam equipamentos contaminados ou armazenam os produtos. “São exposições diferentes. O homem é aquele que prepara a calda e aplica, que lida diretamente com a colheita, e a mulher faz todo o trabalho de organização”, ressalta Cioato.

Outro ponto destacado pelo estudo é que a toxicidade dos agrotóxicos não está necessariamente relacionada ao tipo de cultivo ou produto utilizado. Em muitos casos, os agricultores utilizam uma combinação de substâncias, aumentando a complexidade da exposição e dificultando a identificação precisa dos agentes mais nocivos. O uso inadequado de EPIs agrava esse cenário, já que muitos trabalhadores substituem as vestimentas de proteção por alternativas informais, como bonés e calças jeans, devido ao desconforto térmico das roupas especializadas. “Os equipamentos de proteção são desconfortáveis para quem trabalha o dia inteiro sob o sol. É fundamental a modernização de EPIs, com produção de equipamentos mais ergonômicos e eficientes para utilização no trabalho agrícola”, destaca Cioato.

Diante desses achados, os pesquisadores defendem a implementação de políticas públicas que garantam o controle e a segurança no uso de agrotóxicos. Além disso, enfatizam a necessidade de capacitação dos profissionais de saúde para diagnosticar e tratar precocemente os trabalhadores rurais expostos. “Os profissionais devem estar aptos a identificar, analisar e implementar medidas que minimizem riscos, além de monitorar e acompanhar a saúde desses trabalhadores”, afirma João Ignácio Pires, professor da UCS e coautor do estudo.

A pesquisa também ressalta a necessidade de adaptar a comunicação sobre os riscos dos agrotóxicos ao público que os utiliza. Com muitos agricultores de baixa escolaridade, a complexidade das bulas e rótulos dificulta a compreensão das instruções de segurança. “Os rótulos precisam ser mais acessíveis, com símbolos e informações simplificadas, para garantir que todos compreendam os riscos e saibam como se proteger”, conclui Cioato. Essas medidas, segundo os pesquisadores, são essenciais para reduzir os impactos negativos dos agrotóxicos na saúde da população rural.

(Fonte: Agência Bori)

Rio Gastronomia completa 15 anos e anuncia datas para 2025

Rio de Janeiro, por Kleber Patricio

Maior festival de gastronomia do país retorna ao Jockey Clube Brasileiro, no coração do Rio de Janeiro, entre os dias 14 e 17, 21 e 24, e 28 e 31 de agosto. Fotos: Divulgação.

O festival gastronômico mais amado pelos cariocas já possui data marcada para 2025. No ano que comemora 15 anos, o Rio Gastronomia volta ao Jockey Club Brasileiro, na Gávea, para mais uma edição histórica nos dias 14 a 17, 21 a 24, e 28 a 31 de agosto. Ao lado dos restaurantes e bares mais badalados da cidade maravilhosa, o evento ainda conta com uma programação que une lazer e entretenimento para todos os gostos e idades, que inclui aulas com chefs renomados, feira de produtores locais, ativações de marcas parceiras e shows de grandes artistas nacionais.

Após receber mais de 125 mil pessoas e mais de 35 estabelecimentos gastronômicos, com 570 mil itens comercializados ao longo de três fins de semana em 2024, o Rio Gastronomia promoverá momentos e encontros ainda mais especiais para o público presente nesta edição. Para além da comemoração dos seus 15 anos, o festival ainda celebrará a chegada do centenário do jornal O Globo, realizador do evento. “O Rio Gastronomia terá uma edição com um sabor ainda mais especial. O projeto, que oficialmente faz parte do calendário oficial da cidade, completa 15 anos. Vamos celebrar esta história junto com nosso público e reforçar mais uma vez nosso compromisso com a gastronomia e com o entretenimento, através de momentos inesquecíveis”, diz Leonardo André, diretor de Projetos Especiais da Editora Globo.

Confira aqui o vídeo oficial de lançamento da edição de 2025 do Rio Gastronomia.

(Com Beatriz Biasoli/InPress Porter Novelli)

História real de canibalismo em Porto Alegre inspira escritor e roteirista Tailor Diniz em sátira contemporânea

São Paulo, por Kleber Patricio

Fotos: Divulgação | Citadel Grupo Editorial – Lucens Editorial.

Ambiciosos, José Ramos e Catarina Palse escolhiam juntos a presa: homens, afortunados e, geralmente, imigrantes alemães. Enquanto a missão dela era seduzir e atraí-los para a casa onde moravam, a dele era transformar o corpo humano em cadáver. Com a ajuda de Claudio Claussner, eles transformavam a carne em linguiças, comercializadas em um açougue. A prática insólita que aconteceu em Porto Alegre, em 1863 e 1864, repercutiu no mundo todo e ganhou espaço até mesmo no caderno de anotações do naturalista Charles Darwin.

Um século e meio depois, é possível que a história se repita? Em Os canibais da Rua do Arvoredo’, o escritor e roteirista Tailor Diniz apresenta uma narrativa instigante e provocadora em torno de um novo boato sobre o consumo de carne humana na capital do Rio Grande do Sul.  Influenciados pelos espíritos dos antigos moradores do local, um aluno de gastronomia e uma estudante de medicina viverão momentos de luxúria e terror num porão de pedras antigas em meio a facas, cutelos, machados, um moedor de carne e um esqueleto humano.

José, então, enfia a mão pelo buraco que se abriu no tórax do outro
e o revira, no fundo. Depois de algum esforço, puxa algo para fora, ainda pulsante.
É o coração de Alex que ele ergue diante dos olhos e no qual dá uma grande mordida,
tirando-lhe um naco ensanguentado. Seu rosto cobre-se de sangue.
Do sangue de Alex e do seu próprio, expressado sob a transparência da pele
enquanto corre nas suas veias a uma estúpida velocidade de cruzeiro.
Catarina olha-o amedrontada. Mas ali, naquele instante, para José só existe Alex.
Alex e seu coração pulsante, que ele agride com sucessivas mordidas e tapas.

(Os canibais da Rua do Arvoredo, pg. 92)

Na sátira, a trama é narrada por um observador onipresente, que se apresenta como membro de uma organização internacional, cujo objetivo é dominar o mundo e transformar a população em comunistas/globalistas. Através de uma tela de computador, ele segue freneticamente os passos do casal de estudantes que leva os mesmos nomes dos antigos assassinos, José e Catarina. É possível confiar neste relator? Por que os dois jovens foram escolhidos? De quem e por qual motivos os espíritos desejavam se vingar?

É o que o leitor vai descobrir nas páginas d’Os canibais da Rua do Arvoredo, publicada pelo selo Lucens, do Citadel Grupo Editorial. Nessa antiga lenda urbana porto alegrense, que será adaptada para o cinema, Tailor Diniz tempera o enredo com elementos adicionais: o fastio à carnificina, o ardente desejo sexual, o medo e a conexão entre passado e presente.

FICHA TÉCNICA

Título: Os canibais da Rua do Arvoredo

Autor: Tailor Diniz

Editora: Citadel Grupo Editorial

Selo: Lucens

ISBN: 978-6550472788

Dimensões: 15.5 x 1.2 x 23 cm

Páginas: 208

Preço: R$66,90

Onde comprar: Amazon

Sobre o autor | Tailor Diniz é escritor e roteirista de cinema e TV. Os canibais da Rua do Arvoredo é seu 22º livro e, entre eles, estão Em linha reta, semifinalista do Prêmio Oceanos de Literatura 2015; Crime na Feira do Livro, traduzido na Alemanha e lançado na Feira de Frankfurt, em 2013; Transversais do tempo, Prêmio Açorianos de Literatura – Melhor Livro de Contos de 2007; e A superfície da sombra, traduzido na Bulgária e adaptado para o cinema pelo diretor Paulo Nascimento, em 2017. Com seus roteiros, conquistou prêmios nos festivais de cinema de Gramado e Brasília. O romance Só os diamantes são eternos (2019) está sendo adaptado para as telonas, e seu último livro, Novela interior, ganhou o Prêmio Jacarandá, Livro do Ano/2013, promovido pelo jornal Correio do Povo, durante a Feira do Livro de Porto Alegre.

Redes sociais do autor: @tailordiniz.

Sobre a editora | Transformar a vida das pessoas. Foi com esse conceito que o Citadel Grupo Editorial nasceu. Mudar, inovar e trazer mensagens que possam servir de inspiração para os leitores. A editora trabalha com escritores renomados como Napoleon Hill, Sharon Lechter, Clóvis de Barros Filho, entre outros. As obras propõem reflexões sobre atitudes que devem ser tomadas para quem quer ter uma vida bem-sucedida. Com essa ideia central, a Citadel busca aprimorar obras que tocam de alguma maneira o espírito do leitor.

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(Com Dielin da Silva/LC Agência de Comunicação)

Galeria Lume apresenta ‘A parte que suporta a parte’, individual da artista Nydia Negromonte

São Paulo, por Kleber Patricio

Fotos: Divulgação.

“O desejo de quem sabe um pouco e quer saber um pouco mais”. Essa busca contínua, guiada pela curiosidade e pela intuição, pode ser considerada um dos pilares da produção de Nydia Negromonte, artista que ocupa a sala expositiva II da Galeria Lume a partir do dia 15 de março com sua individual ‘A parte que suporta a parte’. Com texto curatorial de Mariana Leme, a artista investiga as relações como parte constitutiva da existência e sugere que a autonomia de um objeto, da história de um sujeito e da própria arte é uma convenção e não uma realidade.

Com profundo interesse pela matéria que estrutura todas as coisas, Negromonte propõe um deslocamento dos significados tradicionalmente atribuídos a elas, abstraindo sua forma, função, nome e significado. Sua pesquisa convida à observação atenta da matéria, dissolvendo hierarquias entre as palavras e as coisas e desafiando expectativas de significados aparentes, durabilidade e autossuficiência. “Todos os rios e oceanos são feitos de água, mas cada um é particular”, escreve Mariana Leme no texto ‘Debaixo de tudo’, feito para a mostra ‘Desenhos são como sementes debaixo de tudo’, individual da artista apresentada em Belo Horizonte (2024).

A obra Posta, que integrou outras importantes mostras, como a 30ª Bienal de São Paulo, reaparece em A parte que suporta a parte sob nova configuração. Antes apresentada sobre longas mesas de madeira, agora se acumula no chão: hortaliças revestidas de argila porcelana ocupam o espaço expositivo, revelando, ao longo do tempo, seu processo de transformação. Durante a exposição, frutas, legumes e tubérculos brotam, desidratam-se e apodrecem, tornando visível a impermanência da matéria e expondo a investigação de Negromonte à tal transitoriedade, dando forma ao tempo.

O desenho surge como um desdobramento dessa investigação, assim como suas instalações e experimentações com materiais efêmeros, a série Umbra parte da observação de objetos e suas sombras, criando superfícies bem delimitadas de cor, mas que se formam entre matéria e luz, fazendo com que a referência da matriz do objeto real seja praticamente perdida.

Nydia Negromonte propõe um olhar que ultrapassa a forma imediata das coisas, explorando os limites entre presença e ausência, materialidade e vestígio. Sua prática revela um mundo em constante fluxo, no qual matéria e imagem, permanência e impermanência se entrelaçam. Em A parte que suporta a parte, sua investigação não apenas dá corpo ao tempo, mas também nos convida a experimentar suas camadas, onde cada transformação — seja no traço do desenho ou na decomposição da matéria — reafirma a impossibilidade de fixar o mundo em uma única definição.  

Sobre a artista Nydia Negromonte

Lima – Peru, 1965. Vive e trabalha em Belo Horizonte, MG.

Nydia Negromonte, artista peruana radicada no Brasil, tem formação em desenho pela Escola de Belas Artes da Universidade Federal de Minas Gerais (1989), com especialização em gravura pela Facultat de Belles Arts da Universidade de Barcelona (1998). Foi artista residente no Hangar – Centre de producció i recerca d’arts visuals (1999-2000), também em Barcelona, cidade em que participou de importantes exposições e feiras. Desde os anos 1990, apresentou mais de uma dezena de individuais, em espaços institucionais, independentes e comerciais, como o Centro Cultural São Paulo, a Fundação Ecarta (Porto Alegre), o Centro de Estudos Brasileiros (Buenos Aires) e as galerias Thomas Cohn (Rio de Janeiro), Manoel Macedo (Belo Horizonte) e Sicart (Barcelona), entre outros. Também fez parte de importantes exposições coletivas, nacionais e internacionais.

Destacam-se as individuais Desenhos são como Sementes debaixo de Tudo, Galeria do Centro Cultural Unimed-BH Minas, (2024, curadoria Mariana Leme), Lição de Coisas, Museu de Arte da Pampulha, Belo Horizonte (2012, curadoria de Renata Marquez), Silo, Sesc Palladium, Belo Horizonte (2016, curadoria de Fabíola Moulin e Marconi Drummond) e Lección de Cosas, Sala Luis Miró Quesada Garland, Lima, Peru (2018, curadoria de Andrea Elera e Jorge Villacorta). Dentre as coletivas, estão 2002, Matéria Prima, Novo Museu de Curitiba (2002, curadoria de Lisette Lagnado e Agnaldo Farias), Tecendo o visível, Instituto Tomie Ohtake, São Paulo (2003, curadoria de Agnaldo Farias), A iminência das poéticas, 30ª Bienal de São Paulo, (2012, curadoria de Luis Pérez-Oramas) e Afago, Sesc Quitandinha, Petrópolis (2022, curadoria de Marcelo Campos).

Foi finalista da 7ª edição do Prêmio Indústria Nacional Marcantonio Vilaça (2019) e premiada no III Salão MAM, Museu de Arte da Bahia (1996), 26º Salão Nacional de Arte de Belo Horizonte (2000) e Fiat Mostra Brasil, Porão das Artes da Fundação Bienal (2006).

Em parceria com Marcelo Drummond, desde 2014 coordena o ESPAI, espaço autônomo de fomento às artes visuais sediado em Belo Horizonte.

Sobre a Galeria Lume

A Galeria Lume foi fundada em 2011 com a proposta de fomentar o desenvolvimento de processos criativos contemporâneos ao lado de seus artistas e curadores convidados. Dirigida por Paulo Kassab Jr. e Victoria Zuffo, a Lume se dedica a romper fronteiras entre diferentes disciplinas e linguagens, através de um modelo único e audacioso que reforça o papel de São Paulo como um hub cultural e cidade em franca efervescência criativa.

A galeria representa um seleto grupo de artistas estabelecidos e emergentes, dedicada à introdução da arte em todas as suas mídias, voltados para a audiência nacional e internacional, através de um programa de exposições plural e associado a ideias que inspiram e impulsionam a discussão do espírito de época. Foca-se também no diálogo entre a produção de seus artistas e instituições, museus e coleções de relevância.

A presença ativa e orgânica da galeria no circuito resulta na difusão de suas propostas entre as mais importantes feiras de arte da atualidade, além de integrar e acompanhar também feiras alternativas. A galeria aposta na produção de publicações de seus artistas e realização de material para pesquisa e registro. Da mesma forma, a Lume se disponibiliza como espaço de reflexão e discussão. Recebe palestras, performances, seminários e apresentações artísticas de natureza diversa.

Serviço

A parte que suporta a parte de Nydia Negromonte

Texto de A parte que suporta a parte de Nydia Negromonte

Texto de Mariana Leme

Local: Galeria Lume, sala expositiva II

Abertura: 15 de março, sábado, das 11h às 17h

Período expositivo: 15 de março de 2025 a 26 de abril de 2025

Horário de visitação: Segunda a sexta, das 10h às 19h; sábados, das 11h às 15h

Endereço: Rua Gumercindo Saraiva, 54 – Jardim Europa, São Paulo – SP

Entrada gratuita

Informações para o público: tel.: 55 (11) 4883-0351

WhatsApp: (11) 93281-3346

e-mail: contato@galerialume.com

www.instagram.com/galerialume/

www.facebook.com/GaleriaLume

www.galerialume.com/.

(Com Isabella Boyadjian/Galeria Lume)