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Lazer & Gastronomia

São Paulo, SP

Quatro viagens no tempo, um só lugar: o Espaço Cultural CNP de Realidade Virtual

por Kleber Patrício

Devido ao sucesso das três expedições em realidade virtual iniciadas em setembro de 2025, o Espaço Cultural CNP de Realidade Virtual anuncia a prorrogação de suas atividades. Além da extensão do prazo, o centro cultural traz uma novidade de peso: a exibição simultânea de quatro roteiros distintos que transportam os visitantes por bilhões de anos de […]

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Galeria Lume apresenta ‘Re-Utopya’, primeira individual de Hal Wildson em São Paulo

São Paulo, por Kleber Patricio

Mostra explora a revisitação do passado como forma de imaginar um futuro mais justo, utilizando símbolos de resistência e ancestralidade. Fotos: Divulgação.

Identidade. Memória. Esquecimento. Quais histórias escolhemos lembrar e quais preferimos esquecer? Esse é o ponto de partida da exposição ‘Re-Utopya’, primeira individual de Hal Wildson em São Paulo, que entra em cartaz no dia 15 de março na Galeria Lume. Com texto curatorial de Lucas Albuquerque, a mostra tem origem no Prêmio Breeze, no qual Wildson foi contemplado em 2024 e cuja exposição homônima foi apresentada na Embaixada do Brasil em Londres. Agora, na Galeria Lume, ‘Re-Utopya’ ganha novas obras e expografia, enquanto o artista constrói narrativas que questionam os projetos de identidade e apagamento que moldam a história oficial do Brasil, dissolvendo as fronteiras entre arquivo e memória.

Hal Wildson nasceu em Barra do Garças, no Mato Grosso, um território marcado pelas violentas narrativas provenientes do garimpo ilegal e dos conflitos com populações indígenas. É dessa terra e dessas histórias que nascem suas obras, profundamente enraizadas na memória e nas feridas de seu povo. As cores vermelho e preto, recorrentes em sua produção, aludem ao urucum e ao carvão, elementos amplamente usados pelos povos indígenas latino-americanos, conectando passado e presente em uma simbologia carregada de resistência e ancestralidade.

Na série Utopia Original, produzida por datilografia e carimbos em páginas de livros, Wildson retrata movimentos de levante conduzidos por grupos historicamente marginalizados, resgatando episódios de luta que frequentemente são esquecidos ou omitidos pela história. Esses trabalhos propõem uma reflexão urgente: qual Brasil nossa geração está escolhendo escrever?

A Re-Utopya de Wildson pode ser interpretada como a capacidade de recriar, redesenhar e reestruturar o desejo de sonhar. As obras da exposição convidam o visitante a olhar para o passado e refletir sobre os caminhos que não desejamos mais seguir, ao mesmo tempo em que evocam o potencial de imaginar futuros mais justos.

Com uma linguagem estética que dialoga com a terra e com o corpo, Wildson reescreve histórias de resistência e memória coletiva ao mesmo tempo que questiona seus apagamentos, como mostra na série Anistia da Memória, onde fotografias de atos golpistas de diferentes épocas se misturam impressas em borrachas escolares, usadas pelo artista até quase sumirem por completo, em representação física da anistia de nosso país e da resistência à verdade. Em um momento em que, ainda hoje, muitos flertam com o fascismo e caminham livremente fazendo ode a torturadores, Hal Wildson acusa, aponta caminhos, denuncia e se junta a um panteão de artistas a gritar contra regimes e táticas totalitárias que insistem no apagamento e em mentiras descaradas. Algo que segue mais atual que nunca.

Re-Utopya de Hal Wildson é um convite a revisitar nossas memórias, reavaliar nossos esquecimentos e reimaginar nossas utopias. Citando o artista, “é na memória que plantamos a semente do futuro”.  

Sobre o artista:

Hal Wildson

Barra do Garças – MT, 1991. Vive e trabalha em São Paulo.

Artista multimídia e poeta, nascido em 1991 no vale do Araguaia, região de fronteira entre Goiás e Mato Grosso, lugar determinante para entender a essência e as motivações de seu trabalho. Sua pesquisa emerge de sua vivência no sertão do centro-oeste, marcado pela configuração de sua família mestiça e marginalizada, o artista investiga a construção do Brasil confrontando os projetos de identidade, memória e esquecimento que sustentam a história oficial, na medida em que busca resposta sobre a própria origem. Nascido em uma estrutura familiar moldada pela violência e o abandono, a história e o trabalho do artista se misturam denunciando temas de um Brasil ‘esquecido’ fruto do coronelismo e do garimpo às margens do Rio Araguaia.

Desdobrando-se sobre o conceito de memória-esquecimento, identidade e a ‘escrita-reescrita’ da história o artista se apropria de objetos simbólicos oficiais e de processos de documentação que foram utilizados nas últimas décadas (como a datilografia, datilograma, carteiras de identidades, carimbos) materiais e processos técnicos utilizados para documentar o oficial e, portanto, capazes de forjar a mitologia e a história de um país e marcar a individualidade. Em sua pesquisa multidisciplinar, transitando entre a pintura datilográfica, a infogravura, instalação, videoarte e a criação de objetos, Hal Wildson se utiliza dos recursos de documentação do oficial para questionar os projetos de ‘memória e esquecimento’ aplicados como políticas de controle social, seu trabalho ousa confrontar e disputar o poder do simbólico como alternativa de criar realidades mais justas.

Sobre a Galeria Lume

A Galeria Lume foi fundada em 2011 com a proposta de fomentar o desenvolvimento de processos criativos contemporâneos ao lado de seus artistas e curadores convidados. Dirigida por Paulo Kassab Jr. e Victoria Zuffo, a Lume se dedica a romper fronteiras entre diferentes disciplinas e linguagens, através de um modelo único e audacioso que reforça o papel de São Paulo como um hub cultural e cidade em franca efervescência criativa.

A galeria representa um seleto grupo de artistas estabelecidos e emergentes, dedicada à introdução da arte em todas as suas mídias, voltados para a audiência nacional e internacional, através de um programa de exposições plural e associado a ideias que inspiram e impulsionam a discussão do espírito de época. Foca-se também no diálogo entre a produção de seus artistas e instituições, museus e coleções de relevância.

A presença ativa e orgânica da galeria no circuito resulta na difusão de suas propostas entre as mais importantes feiras de arte da atualidade, além de integrar e acompanhar também feiras alternativas. A galeria aposta na produção de publicações de seus artistas e realização de material para pesquisa e registro. Da mesma forma, a Lume se disponibiliza como espaço de reflexão e discussão. Recebe palestras, performances, seminários e apresentações artísticas de natureza diversa.

Serviço:

Re-Utopya, de Hal Wildson

Texto curatorial de Lucas Albuquerque.

Local: Galeria Lume

Abertura: 15 de março, sábado, das 11h às 17h

Período expositivo: 15 de março de 2025 a 26 de abril de 2025

Horário de visitação: Segunda a sexta, das 10h às 19h; sábados, das 11h às 15h

Endereço: Rua Gumercindo Saraiva, 54 – Jardim Europa, São Paulo – SP

Entrada gratuita

Informações para o público: tel.: 55 (11) 4883-0351

WhatsApp: (11) 93281-3346

e-mail: contato@galerialume.com

www.instagram.com/galerialume/

www.facebook.com/GaleriaLume.

(Com Isabella Boyadjian/Galeria Lume)

‘Tardes, passos e canções’ é tema de nova exposição fotográfica do MIS

São Paulo, por Kleber Patricio

Busca, (2025), de Thiago dos Reis.

No dia 28 de fevereiro, o MIS inaugura a temporada de 2025 do projeto Nova Fotografia com a série ‘Tardes, passos e canções’, do fotógrafo Thiago dos Reis. Com entrada gratuita, a mostra fica em cartaz até o dia 13 de abril.

‘Tardes, passos e canções’ é um projeto fotográfico que surgiu espontaneamente durante as caminhadas do artista ao entardecer, acompanhado por uma playlist pessoal e homônima. O projeto explora a conexão entre a cidade, o movimento dos passos e a trilha sonora que embala esses momentos. As fotografias capturam personagens em uma espécie de busca contínua, expressando uma jornada interna que reflete a própria experiência do fotógrafo — uma combinação de ritmo, introspecção e a procura por algo mais profundo e misterioso. Cada imagem é um espelho dessas caminhadas, oferecendo uma janela para a relação íntima entre paisagem, solitude e som.

A interação constante entre sons e imagens permite que a prática fotográfica de Thiago transcenda o simples registro visual. A música atua como catalisador de um universo singular, onde tempo e percepção se misturam em um processo artístico subjetivo e contemplativo. Caminhar, escutar e ver se tornam os pilares desse laboratório sensorial, onde a fotografia emerge como expressão da intersecção entre paisagem, emoção e experiência auditiva.

A exposição ‘Tardes, passos e canções’ convida o público a mergulhar nessa jornada visual e sonora, explorando a cidade através da lente sensível do fotógrafo Thiago dos Reis. Um convite para desacelerar, observar e sentir o ritmo da vida urbana em sintonia com a música que a acompanha.

Sobre o Nova Fotografia

O Nova Fotografia é um projeto anual do MIS – instituição da Secretaria da Cultura, Economia e Indústria Criativas do Governo do Estado de São Paulo – que seleciona, através de convocatória aberta ao público, seis novos fotógrafos para uma exposição individual no museu. A seleção fica a cargo do Núcleo de Programação, com supervisão e coordenação da curadoria geral do MIS. São selecionadas séries fotográficas inéditas, de profissionais que se destacam por sua originalidade técnica e estética. Após o período em exposição, as séries escolhidas passam a integrar o acervo do MIS.

Sobre o artista

Thiago dos Reis (São Paulo, 1988) é fotógrafo, produtor musical e montador de vídeos. Seu trabalho fotográfico e audiovisual, conectado a um estilo minimalista, explora formas geométricas simples e composições limpas, em contraste com a gama de informações visuais presentes na metrópole em que vive. Em paralelo, Thiago também atua internacionalmente como membro do coletivo global Circulo Collective, participando de ações em parceria com fotógrafos que vivem na Polônia, Tanzânia, Índia e Irã.

Serviço:

Nova Fotografia – Tardes, passos e canções

Abertura: 28/2, às 19h | Período expositivo: 28/2 a 13/4/2025

Ingresso: gratuito

Classificação: livre

Local: Museu da Imagem e do Som – MIS | Avenida Europa, 158, Jardim Europa, São Paulo, SP

A programação é uma realização do Ministério da Cultura, Governo do Estado de São Paulo, por meio da Secretaria da Cultura, Economia e Indústria Criativas de São Paulo, e Museu da Imagem e do Som, por meio da Lei Federal de Incentivo à Cultura, e com o apoio do ProAC. O MIS tem patrocínio institucional da B3, Vivo, Valid, Kapitalo Investimentos, Goldman Sachs, Sabesp e TozziniFreire Advogados e apoio institucional das empresas Unisys, Unipar, Colégio Albert Sabin, PWC, TCL SEMP, Telium e Kaspersky.

(Com Diego Andrade de Santana/MIS)

Anos 80: Joules & Joules lança curso inédito com José Augusto Ribeiro, ex-curador da Pinacoteca de São Paulo

São Paulo, por Kleber Patricio

Crítico de arte José Augusto Ribeiro. Foto: Divulgação.

O crítico de arte e ex-curador da Pinacoteca de São Paulo José Augusto Ribeiro se junta à marca de tintas artesanais Joules & Joules para ministrar o curso ‘1980 – Arte no Brasil em tempo de euforia e crise’. As aulas começam no dia 13 de março, de forma online, e apresentam por meio da música, política e arte os principais marcos da década que reformulou as gerações posteriores. As inscrições podem ser feitas diretamente no site oficial.

“Trouxemos um curso diferente sobre arte, música, quadrinho e cinema, porém mais abrangente. Nossa proposta aqui é fortalecer os laços entre artistas e dar uma vazão a esse conhecimento técnico e histórico. E, com o curso do José Augusto, vamos falar de aspectos da arte e da cultura dos anos 1980. É uma oportunidade de estudarmos mais, criarmos mais laços. Esse é o caráter educacional da Joules & Joules, compartilhar nossas pesquisas e estudos”, comenta Bruno Dunley, da Joules & Joules.

José Augusto Ribeiro, mestre em teoria, história e crítica de arte pela USP, apresentará aos alunos as técnicas e os movimentos artísticos dos anos 80. O curso será ministrado ao longo de oito aulas remotas e analisará elementos históricos brasileiros — como a ditadura militar, crise econômica, desigualdade social, os altos índices de violência e discriminação étnico-racial e de gênero cometidos no século XX — sob o olhar de diversos artistas; entre eles, Jac Leirner, Iberê Camargo e Tunga.

Fundada em 2020 pelos artistas plásticos Bruno Dunley e Rafael Carneiro, a Joules&Joules fortalece neste ano sua área educacional com cursos na área de pintura e história, oferecendo aulas presenciais e online.

Sobre a Joules&Joules

A Joules & Joules é uma marca de tinta óleo artesanal brasileira fundada em agosto de 2020 pelos artistas Rafael Carneiro e Bruno Dunley na cidade de São Paulo. Ela surgiu da necessidade dos próprios artistas de usarem materiais de qualidade e da dificuldade de encontrar e comprar tintas profissionais no mercado brasileiro durante a pandemia. Com lançamento em dezembro de 2020, a Joules & Joules foi elaborada para oferecer uma tinta de alta qualidade e pigmentação a um preço justo. Com o compromisso da transparência e pesquisa sobre os materiais, a J&J conta com a opinião e experiência de artistas, restauradores, professores universitários e especialistas na área de elaboração de tintas. O objetivo é garantir o melhor custo benefício que permita a continuidade de pesquisas em pintura a óleo com tinta de boa qualidade. A logística de venda é feita de forma direta, de artista para artista, por meio do site ou Instagram. Atualmente, a J&J já entregou tintas para cerca de 1 mil artistas sediados em 26 das 27 unidades federativas brasileiras. Mais informações no site oficial ou pela página no Instagram.

(Com Gabriel Aquino/Agência Lema)

Espetáculo ‘Tom Jobim Musical’ inicia temporada em São Paulo

São Paulo, por Kleber Patricio

Com patrocínio da BB Seguros, superprodução sobre a vida e obra do compositor estreia em 6 de março no Teatro Villa-Lobos. Foto: Divulgação.

‘Tom Jobim Musical’ estreia em São Paulo no dia 6 de março no Teatro Villa-Lobos após temporada de sucesso no Rio de Janeiro. O espetáculo, apresentado pela BB Seguros, transporta o público para uma viagem pela história de um dos maiores gênios da música brasileira, passando pela icônica praia de Ipanema nos anos 1950 até suas conquistas internacionais em Nova York, quando a Bossa Nova conquistou o mundo.

A produção, assinada por Nelson Motta e Pedro Brício, traz para o palco momentos marcantes da vida e obra de Tom Jobim, destacando sua parceria com grandes nomes da música como Viniciu’s de Moraes, Elis Regina, Frank Sinatra e João Gilberto. Canções icônicas como ‘Garota de Ipanema’, ‘Desafinado’, ‘Corcovado’ e ‘Águas de Março’ estarão no repertório em interpretações emocionantes que prometem encantar o público.

Com direção de João Fonseca, conhecido por sucessos como os musicais de Tim Maia, Cazuza e Cássia Eller, e direção musical de Thiago Gimenes, a superprodução conta com um elenco de 27 atores e 13 músicos, trazendo uma experiência imersiva que celebra a genialidade do maestro soberano.

Os ingressos para a temporada paulista já estão à venda na plataforma Sympla. Clientes BB Seguros têm 30% de desconto nos ingressos inteiros, limitados a 4 ingressos por CPF.

Serviço:

Tom Jobim Musical

Temporada: de 6 de março a 15 de junho

Local: Teatro Villa-Lobos – Shopping Villa-Lobos

Endereço: Av. Dra. Ruth Cardoso, 4777 – Jardim Universidade Pinheiros, São Paulo – SP

Faixa etária: 10 anos

Duração: 2h30 com 15 minutos de intervalo

Horários: Quintas e sextas, às 20h; sábados, às 16h e 20h e domingos, às 15h e 19h

Ingressos:

Plateia VIP: R$160,00 (meia) | R$320,00 (inteira)

Plateia: R$130,00 (meia) | R$260,00 (inteira)

Plateia Popular e Balcão: R$21,00 (meia) | R$42,00 (inteira)

Ingressos sem taxa de conveniência disponíveis na bilheteria do teatro e no totem de vendas no Shopping Villa-Lobos

Todas as sessões contarão com audiodescrição e libras

Mais informações: Instagram | Facebook.

(Com Marina Monteis/FSB Comunicação)

Instituto Tomie Ohtake divulga novos cursos no 1º semestre de 2025

São Paulo, por Kleber Patricio

Sabrina Fontenele. Foto: Divulgação.

Partindo de assuntos de relevância para os campos da arte, da cultura e da educação, o Instituto Tomie Ohtake promove ao longo do primeiro semestre de 2025 três diferentes cursos que buscam colaborar na formação de professores, artistas, profissionais da cultura, estudantes, pesquisadores e demais interessados em arte e nas suas transversalidades.

Em formato virtual, os cursos são pagos e abertos ao público em geral mediante a matrícula. Bolsas parciais e integrais de participação serão oferecidas para grupos prioritários. Os cursos buscam proporcionar uma experiência de aprendizado dinâmica e crítica, em que todos possam constituir seu repertório a partir de um olhar diverso e plural sobre os temas tratados. Conheça cada um deles:

Curso Em casa: Investigações sobre espaços, corpos e narrativas

Professor: Sabrina Fontenele

Período: 12 de março a 2 de abril (4 encontros)

Horário: Quartas-feiras, das 19h às 20h30

Investimento: R$360,00 ou 2 parcelas de R$180,00

Inscrições aqui

Orientações gerais aos interessados aqui

Sinopse | Este curso discute os papéis, representações e atuações das mulheres, profissionais ou usuárias, na produção e discussão dos espaços domésticos. Se para profissionais do campo da arquitetura a casa pode ser um lugar de experimentação de formas e técnicas, para as mulheres ela representa um espaço de vida, de memória e de construção de identidade. Ao longo das aulas, Fontenele convida a um mergulho em obras de artistas plásticas como Louise Bourgeois, Lygia Clark e Tomie Ohtake e convida os participantes a pensar as relações entre corpo e casa, em projetos que desafiam convenções e propõem novas formas de habitar. O curso aborda ainda um recorte da produção literária em que autoras estimulam uma reflexão sobre o espaço doméstico e o papel da mulher na sociedade.

Sobre Sabrina Fontenele

Arquiteta e urbanista pela Universidade Federal do Ceará, com mestrado e doutorado pela FAUUSP.  Finalizou em 2019 sua pesquisa de pós-doutorado no IFCH-Unicamp sobre habitação, gênero e modernidade com apoio da Fapesp. Autora dos livros ‘Modos de morar nos apartamentos modernos: rastros de modernidade’, ‘Edifícios modernos e o traçado urbano no Centro de São Paulo’ e do livro infantil ‘Jacaré Fujão no Triângulo’. Foi cocuradora da 13ª Bienal Internacional de Arquitetura de São Paulo – Travessias. Atualmente é professora de História da Arquitetura da Escola da Cidade. Faz parte da equipe de curadoria do Instituto Tomie Ohtake.

Curso Curadoria, representação e política

Professor: Moacir dos Anjos

Período: 7 de abril a 5 de maio (5 encontros)

Horário: Segundas-feiras, das 19h às 20h30

Investimento: R$380,00 ou 2 parcelas de R$190,00

Inscrições aqui

Orientações gerais aos interessados aqui

Sinopse | O curso busca situar as práticas curatoriais como práticas intrinsecamente políticas. Práticas que implicam, necessariamente, incluir e excluir aspectos da realidade para representá-la, dando visibilidade a algumas questões e gentes do mundo e deixando outras à parte. Práticas que requerem, de curadoras e curadores, a participação ativa em ambientes de disputa sobre o que importa e o que não importa socialmente para ser tomado como equivalente sensível da realidade. Neste curso, a associação do trabalho curatorial com a política será abordada menos em relação às temáticas das exposições, e mais ao fato de as curadorias poderem ser entendidas como práticas de representação do mundo. O curso abordará ainda aspectos teóricos do tema e os discutirá à luz de exposições realizadas.

Sobre Moacir dos Anjos

Moacir dos Anjos é Coordenador-Geral do Museu do Homem do Nordeste, Fundação Joaquim Nabuco, Recife. Foi curador da 29ª Bienal de São Paulo (2010) e das exposições Cães sem Plumas (MAMAM, Recife, 2014), A Queda do Céu (Paço das Artes, São Paulo, 2015), Emergência (Galpão Bela Maré, Rio de Janeiro, 2017), Quem não luta tá morto (Museu de Arte do Rio, 2018), Raça, classe e distribuição de corpos (2018), Educação pela pedra (2019), Necrobrasiliana (2022) – as três últimas na Fundação Joaquim Nabuco –, Língua Solta (Museu da Língua Portuguesa, São Paulo, 2021), Negros na Piscina (Pinacoteca do Ceará, Fortaleza, 2022) – as duas últimas com Fabiana Moraes –, Mutirão. MCP | Movimento de Cultura Popular 1960-1964 (Fundação Joaquim Nabuco, 2024) e Arte Subdesenvolvida (Centro Cultural Banco do Brasil, São Paulo, 2024). É autor dos livros Local/Global. Arte em Trânsito (Zahar, 2005), Arte Bra Crítica (Automática/Martins Fontes, 2010), Contraditório. Arte, Globalização e Pertencimento (Cobogó, 2017) e Ataque à Indiferença. Ensaios sobre arte e política (Cobogó, 2024, no prelo).

Curso Comunicação como ação cultural

Professor: Adriana Ferreira Silva

Período: 1º de abril a 3 de junho, exceto dia 20 de maio (9 encontros)

Horário: Terças-feiras, das 19h às 20h30

Investimento: R$810,00 ou 3 parcelas de R$370,00

Inscrições aqui

Orientações gerais aos interessados aqui

Sinopse | A comunicação cultural, atualmente, enfrenta alguns desafios como a descentralização dos meios de comunicação, o impacto das redes sociais e a necessidade de um olhar mais diverso e interseccional sobre a cultura. Quem trabalha com comunicação precisa não apenas entender as mudanças no ecossistema da mídia cultural, mas, também, desenvolver estratégias para produzir conteúdos relevantes, críticos e inovadores. Este curso busca oferecer ferramentas para a criação de conteúdo de qualidade, promovendo um debate sobre a relevância da comunicação cultural como uma ação de impacto social e artístico. A formatação do programa visa acolher jornalistas, artistas, criadoras/es de conteúdo, estudantes e demais pessoas interessadas em aprimorar suas habilidades na comunicação cultural, capacitando-as a desenvolver, estruturar e vender seus próprios projetos na área.

Sobre Adriana Ferreira Silva

Adriana Ferreira Silva é jornalista, escritora, mediadora e palestrante. Como entrevistadora, atuou em eventos nacionais e internacionais como Commission on the Status of Women 2024 (NYC), Rio2C, Festa Literária de Paraty – Flip, Women to Watch Summit, Feira do Livro, MMA Innovate, Women on Top, Congresso Abraji, entre outros, mediando conversas com artistas e intelectuais como Viola Davis, Angela Davis, Gilberto Gil, Djamila Ribeiro e Itamar Vieira Junior. Nos últimos 25 anos, foi correspondente internacional em Paris, editora nas revistas Marie Claire, Vogue Brasil e Veja São Paulo e colunista da rádio CBN. De 2000 a 2012, foi repórter e editora de cultura no jornal Folha de S. Paulo, nos cadernos Guia Folha, Ilustrada, Folhateen e extinta revista Serafina. Atualmente, assina uma coluna no Nexo Jornal, faz a curadoria de literatura da revista de arte e moda Numéro e colabora na revista literária Quatro Cinco Um. Adriana também é Head de Comunicação da Galápagos Newsmaking e curadora da Jornada Galápagos de Jornalismo.

Curso Ética e estética das culturas populares brasileiras

Professor: Edmilson de Almeida

Período: 9 de maio a 13 de junho, exceto dias 16 de maio e 6 de junho

Horário: Sextas-feiras, das 19h às 20h30

Investimento: R$380,00 ou 2 parcelas de R$190,00

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Orientações gerais aos interessados aqui

Sinopse | O que as benzeções, os ritos fúnebres, o Reinado de Nossa Senhora do Rosário e as narrativas orais revelam sobre as formas de viver, sentir e criar no Brasil? O curso pretende investigar as culturas populares brasileiras a partir do conceito de “mundo encaixado”, um modelo cultural enraizado em comunidades tradicionais de áreas rurais do país. Ao longo dos encontros, o ministrante analisa como essas práticas culturais expressam visões de mundo, modos de organização social e relações com o sagrado. Este curso é um convite para quem deseja compreender a riqueza e a complexidade das culturas populares brasileiras, refletindo sobre suas manifestações artísticas e seus sentidos profundos no presente.

Edimilson de Almeida Pereira

Poeta, ensaísta, ficcionista, professor e pesquisador da cultura e da religiosidade afro-brasileiras, é autor, entre outros, dos livros Assim se benze em Minas Gerais: um estudo sobre a cura através da palavra (2018), Os tambores estão frios: herança cultural e sincretismo religioso no ritual de Candombe (2005), O ausente (2021), Front (2021), Um corpo à deriva (2021), O som vertebrado (2022), Melro (2022) e A morte também aprecia o jazz (2023).

Curso Moderno para quem? Indígenas e populares na institucionalização da cultura

Professor: Fernanda Pitta

Período: 22 de maio a 12 de junho (04 encontros)

Horário: quintas-feiras, das 19h às 20h30

Investimento: R$380,00 ou 2 parcelas de R$190,00

Inscrições aqui

Orientações gerais aos interessados aqui

Sinopse | O modernismo no Brasil foi marcado por um aparente desejo de abertura e valorização das expressões populares e indígenas. Mas até que ponto essa inclusão foi genuína? E quem realmente teve voz nesse processo? O curso pretende investigar como a arte moderna no Brasil incorporou manifestações populares e indígenas por meio de exposições, cursos e atividades em museus recém-criados. A partir de estudos de caso, o curso visa refletir sobre esse processo de inserção que, se tem um caráter progressista ao instar o reconhecimento a valorização dessas manifestações artísticas, o faz sem o protagonismo de seus agentes. Inspirados pelo conceito de ‘universalismo estratégico’, formulado por Kaira Cabañas, os participantes vão refletir sobre como essa apropriação serviu à construção de uma noção de arte nacional e da ‘originalidade brasileira’, muitas vezes promovendo invisibilizações e violências epistêmicas. Hoje, mais do que nunca, discutir esse passado é essencial para que a reparação e o protagonismo indígena se afirmem como direitos incontornáveis.

Sobre Fernanda Pitta

Professora doutora na Divisão de Pesquisa em Arte, Teoria e Crítica do Museu de Arte Contemporânea da Universidade de São Paulo. É pesquisadora principal no Projeto de Pesquisa Decay Without Mourning, Future Thinking Heritage Practices (Riksbankens Jubileumsfond), dedicado a refletir sobre as relações entre museus e a arte indígena.

Dúvidas sobre os cursos: cursos.online@institutotomieohtake.org.br.

Instituto Tomie Ohtake

Av. Faria Lima, 201 (Entrada pela Rua Coropé, 88) – Pinheiros, SP

Metrô mais próximo: Estação Faria Lima/Linha 4 – amarela

Fone: (11) 2245-1900

Site: institutotomieohtake.org.br

Facebook: facebook.com/inst.tomie.ohtake

Instagram: @institutotomieohtake

Youtube: www.youtube.com/@tomieohtake.

(Com Martim Pelisson/Instituto Tomie Ohtake)