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Lazer & Gastronomia

Inglaterra

British Pullman, A Belmond Train, Inglaterra, apresenta “Celia”, vagão exclusivo assinado por Baz Luhrmann e Catherine Martin

por Kleber Patrício

Novo vagão é dedicado a eventos e jantares privados; espaço foi idealizado e desenhado pelo cineasta Baz Luhrmann, diretor de filmes como Moulin Rouge!, The Great Gatsby e Elvis, e pela figurinista e designer de produção Catherine Martin, quatro vezes vencedora do Oscar por seu trabalho em Moulin Rouge! e The Great Gatsby

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Marrocos além do óbvio: um roteiro para explorar o país de forma autêntica

Marrocos, por Kleber Patricio

Descubra as cores, os sabores e a cultura do Marrocos com esta sugestão de roteiro completo, incluindo dicas de passeios imperdíveis e uma promoção especial para embarcar nessa jornada. Foto: Divulgação.

O Marrocos é um destino que encanta pela diversidade de paisagens, pela riqueza histórica e pela hospitalidade única de seu povo. Recentemente, a especialista em viagens exóticas Carol Caro, fundadora da Excursy, esteve no país e compartilhou sua experiência em um roteiro inesquecível garantindo inclusive a segurança do destino. Para quem deseja explorar o país com autenticidade, esta é uma sugestão de viagem repleta de experiências memoráveis. Confira um roteiro exclusivo organizado pela Excursy:

Casablanca: a fusão entre tradição e modernidade

O ponto de partida pode ser Casablanca, a maior cidade do Marrocos e um centro vibrante de cultura e negócios. O grande destaque da cidade é a imponente Mesquita Hassan II, uma das maiores do mundo, localizada à beira-mar. “A grandiosidade desse lugar impressiona! Seu minarete de 210 metros é o mais alto do planeta, e a vista para o oceano Atlântico deixa a experiência ainda mais especial”, destaca Carol Caro.

Dica extra: Aproveite para caminhar pela Corniche, a orla da cidade, e explorar seus cafés e restaurantes à beira-mar.

Chefchaouen: a cidade azul dos sonhos

Seguindo viagem, uma parada imperdível é Chefchaouen, conhecida como ‘a cidade azul’. Suas ruelas charmosas, casas pintadas em tons vibrantes e paisagens montanhosas criam um cenário digno de conto de fadas. “Chefchaouen é um dos lugares mais fotogênicos do mundo! Cada beco azul traz uma nova surpresa, seja uma lojinha de artesanato, uma vista espetacular ou um café charmoso onde podemos relaxar”, conta Carol.

O que fazer:

– Caminhar sem pressa pelas ruas e fotografar os becos coloridos

– Visitar a Praça Uta el-Hammam e o Kasbah

– Explorar as trilhas próximas para vistas incríveis das e aproveitar as cachoeiras da região.

Fez: uma viagem no tempo pela cidade medieval

A próxima parada pode ser Fez, uma cidade que transporta os viajantes para outra época. A Medina de Fez é um labirinto fascinante de ruelas estreitas, mercados movimentados e construções centenárias. “É uma experiência única! Você sente a história viva em cada canto da cidade, desde as mesquitas até os mercados de artesanatos, como porcelanas, bronze, semi-jóias, tecidos, couro, entre outros.”, explica Carol. Entre os pontos turísticos, destaca-se a Mesquita Karaouine, considerada a universidade mais antiga do mundo, e a Fonte Nejjarine, um dos cartões-postais da cidade.

Dicas para aproveitar melhor Fez:

– Visite uma tradicional casa de chá para provar a hospitalidade marroquina

– Participe de um grupo e aproveite a experiência de um tour guiado

– Explore os souks e compre um legítimo tapete ou cerâmica marroquina.

O encanto do Deserto do Saara

Nenhuma viagem ao Marrocos está completa sem uma noite sob as estrelas do Deserto do Saara. A experiência inclui um emocionante passeio de 4×4 pelas dunas de Merzouga, onde os viajantes podem contemplar um pôr do sol inesquecível e se hospedar em autênticas tendas beduínas. “Dormir no deserto é algo que todos deveriam viver pelo menos uma vez na vida. O silêncio absoluto, o céu estrelado e a sensação de conexão com a natureza fazem desse momento algo mágico”, enfatiza Carol.

Marrakech: o coração vibrante do Marrocos

Marrakech é parada obrigatória para quem deseja sentir a energia do país. “Marrakech é pura intensidade! Desde os mercados coloridos da Praça Jemaa el-Fna até os jardins serenos como o Jardim Majorelle, cada canto da cidade tem um encanto especial”, comenta Carol. Entre os pontos imperdíveis estão o Palácio Bahia, os Túmulos Saadianos e os souks, mercados onde é possível comprar especiarias, tapetes e artesanato local.

Dicas extras para Marrakech:

– Vá ao entardecer para a Praça Jemaa el-Fna e veja a transformação do local

– Experimente um banho tradicional em um hammam

– Suba em um rooftop para ver o pôr do sol sobre os telhados da medina.

Sabores do Marrocos: uma viagem gastronômica

Além das paisagens e da cultura, o Marrocos também encanta pelo paladar. Entre os pratos típicos, Carol destaca o Tagine variado, com especiarias preparado em um recipiente de barro; o Cuscuz Marroquino, prato tradicionalmente servido às sextas-feiras e a Sopa típica do Ramadã. “E, claro, não pode faltar o chá de menta, uma tradição marroquina servida com hospitalidade em praticamente todos os lugares”, ressalta.

Promoção Especial da Excursy: Semana do Consumidor

Para quem deseja viver essa experiência única, a Excursy lançou uma promoção especial para a Semana do Consumidor, válida de 18 a 25 de março. Os viajantes que reservarem seu pacote para o Marrocos dentro desse período poderão aproveitar descontos progressivos:

1 pessoa: 80 dólares OFF | 2 pessoas: 10% OFF na segunda pessoa | 3 pessoas: 10% OFF na segunda e 15% OFF na terceira. “É a oportunidade perfeita para garantir essa viagem incrível com vantagens exclusivas. Além disso, o Marrocos é um destino extremamente seguro para turistas e a Excursy cuida de toda a experiência para que os viajantes aproveitem cada momento sem preocupações”, destaca Carol Caro.

A promoção é válida por tempo limitado e as reservas podem ser feitas diretamente pelo WhatsApp da Excursy. Então, quem antecipa, economiza. Não perca a chance de explorar um dos destinos mais fascinantes do mundo com conforto, segurança e experiências inesquecíveis.

Para mais informações, acesse o site da Excursy: https://excursy.net.

(Com Abigail Reis/Baronesa RP)

Maior autoridade em experiências de quase-morte se une a autor best-seller para provar que há vida após a morte

São Paulo, por Kleber Patricio

Capa do livro.

“Neste livro, ele [Dr. Raymond A. Moody] amplia bastante o conceito de EMC e mostra uma infinidade de maneiras pelas quais elas oferecem provas concretas de que existe consciência para além dos confins do cérebro e do corpo, e confirma nossas noções de alma e a possibilidade de relacionamentos amorosos existirem mesmo depois da morte do corpo físico”. Eben Alexander, médico, ex-neurocirurgião de Harvard e autor.

A curiosidade sobre o que acontece depois da morte é um fator que move povos e culturas desde o início dos tempos, tanto buscando respostas na espiritualidade quanto tentado comprová-las na ciência. Em busca de uma solução fundamentada para a questão, o respeitado pesquisador Dr. Raymond A. Moody se juntou ao escritor best-seller Paul Perry em ‘A prova da vida além da vida’, que chega ao Brasil pela Editora Planeta. Com resultados e novidades colhidos em cinco décadas de pesquisas e estudos, os autores reúnem provas de que a consciência sobrevive após a morte do corpo.

Apresentando conceitos pouco explorados antes, como o de morte compartilhada e evidências mais atuais de experiências extracorpóreas, precognitivas e espirituais, a obra analisa casos de curas inexplicáveis e novas habilidades adquiridas após experiências de quase-morte, até detalhes fascinantes sobre o psicomanteum, uma técnica proveniente da Grécia antiga de observação de espelhos quer serviam como canais de comunicação com os que já partiram.

O livro aborda o tema da vida após a morte como um conceito científico e não necessariamente espiritual. Dividido em sete partes com provas descritivas e depoimentos, os autores exploram várias áreas em busca de evidências concretas de que há consciência após a morte do corpo, para além do que define o corpo físico e o cérebro, a alma e a existência.

“Acreditamos que as informações reunidas nestas páginas provam que a consciência sobrevive à morte física. Indo mais além, Raymond acredita que o conjunto de evidências concretas proporcionadas pelas EMC significa que não é mais necessário provar que exista vida após a morte. Pelo contrário, os descrentes é que precisam provar que ela não existe. Esperar que exista vida após a morte é algo bastante racional de se fazer, diz Raymond. Não consigo pensar em nenhuma maneira de refutar as evidências. Eu tentei, mas não consigo. Então eu digo que sim, acreditar na vida após a morte é racional.”  Paul Perry.

FICHA TÉCNICA

Título: A prova da vida além da vida

Autores: Raymond A. Moody e Paul Perry

Tradução: Vinicius Rizzato

ISBN: 978-85-422-3167-0

240 páginas

R$ 64,90

Editora Planeta

SOBRE OS AUTORES

Raymond A. Moody Jr., MD, PhD é a principal autoridade em experiências de quase-morte e autor de vários livros, incluindo o seminal Life After Life. Formado em Medicina pela Faculdade da Georgia, PhD pela Universidade da Virgínia e fundador do Life After Life Institute, Moody deu palestras sobre o tema em todo o mundo e é conselheiro particular.

Paul Perry foi coautor de vários best-sellers do The New York Times, incluindo The Light Beyond e Evidence of the Afterlife. É documentarista e foi nomeado cavaleiro em Portugal por seu filme e livro sobre Salvador Dalí. Perry também é graduado pela Universidade Estadual do Arizona e pela Universidade Antioch.

SOBRE A EDITORA

Fundado há 70 anos em Barcelona, o Grupo Planeta é um dos maiores conglomerados editoriais do mundo, além de uma das maiores corporações de comunicação e educação do cenário global. A Editora Planeta, criada em 2003, é o braço brasileiro do Grupo Planeta. Com mais de 1.500 livros publicados, a Planeta Brasil conta com nove selos editoriais, que abrangem o melhor dos gêneros de ficção e não ficção: Planeta, Crítica, Tusquets, Paidós, Planeta Minotauro, Planeta Estratégia, Outro Planeta, Academia e Essência.

(Fonte: Editora Planeta)

Espetáculo ‘Uma Babá Quase Perfeita – O Musical’ chega a São Paulo

São Paulo, por Kleber Patricio

Produção conta com Eduardo Sterblitch no papel principal, acompanhado por um grande elenco que dá vida à história com muito humor e emoção. Foto: Divulgação.

‘Uma Babá Quase Perfeita – O Musical’ chega a São Paulo para estreia em 12 de março, no Teatro Liberdade. O espetáculo, apresentado pela BB Seguros, que encantou o público em temporada no Rio de Janeiro, promete cativar e emocionar os paulistanos com uma narrativa envolvente sobre amor, família e transformação.

Baseado no icônico filme estrelado por Robin Williams em 1993 e no romance ‘Alias Madame Doubtfire’, de Anne Fine, o musical acompanha Daniel Hillard, um pai que, após um divórcio, assume uma nova identidade como a excêntrica babá britânica Sra. Doubtfire para poder ficar perto de seus filhos. A produção conta com Eduardo Sterblitch no papel principal, acompanhado por um grande elenco que dá vida à história com muito humor e emoção.

A montagem brasileira tem direção de Tadeu Aguiar e direção musical de Liliane Secco, trazendo uma produção grandiosa com efeitos especiais, trocas de figurino rápidas e cenários deslumbrantes. O elenco conta ainda com Thais Piza, Gabriella Di Grecco, Guilherme Ribeiro e Bibi Valverde, entre outros talentos que darão vida a essa emocionante história familiar.

Os ingressos para a temporada paulista já estão à venda na plataforma Sympla. Clientes BB Seguros têm condição especial com desconto de 50% na compra do ingresso, limitado a quatro bilhetes por CPF.

Serviço:

Uma Babá Quase Perfeita – O Musical

Temporada: de 12 de março a 11 de maio de 2025

Local: Teatro Liberdade

Endereço: Rua São Joaquim, 129 – Liberdade, São Paulo – SP

Faixa etária: Livre

Duração: 2h30 com 15 minutos de intervalo

Horários: Quartas, quintas e sextas, às 20h;  sábados, às 16h e 20h30 e domingos, às 16h e 20h30

Ingressos:

Plateia Premium: R$ 380,00 (inteira) | R$ 190,00 (meia)

Plateia: R$ 300,00 (inteira) | R$ 150,00 (meia)

Balcão A: R$ 240,00 (inteira) | R$ 120,00 (meia)

Balcão B: R$ 190,00 (inteira) | R$ 95,00 (meia)

Ingressos sem taxa de conveniência disponíveis na bilheteria do teatro. Vendas online pelo site da Sympla.

(Com Marina Monteis/FSB Comunicação)

Iole de Freitas inaugura exposição ‘Fazer o ar’ no Paço Imperial com sua produção mais recente e inédita

Rio de Janeiro, por Kleber Patricio

Foto: Vicente de Mello.

Com mais de 50 anos de trajetória, Iole de Freitas continua produzindo e experimentando novos materiais. A partir deste sábado, dia 15 de março de 2025, ela apresenta sua mais nova pesquisa na exposição ‘Fazer o ar’ no Paço Imperial, com curadoria do poeta Eucanaã Ferraz. A mostra terá cerca de 16 trabalhos inéditos, que exploram o volume e o ar. Obras em grandes dimensões chamadas ‘Mantos’, feitas com papel glassine, com tamanhos que chegam a quase 4 metros, esculturas da série inédita ‘Algas’, em aço inox, e a obra ‘Escada’, feita há dois anos, mas que ganhará uma montagem inédita na exposição. Em 2023, o Paço Imperial apresentou uma mostra com trabalhos históricos de Iole de Freitas, feitos na década de 1970; agora, esta nova exposição, totalmente inédita, apresenta a recente produção de uma das mais importantes artistas plásticas brasileiras.

Grandes volumes brancos da série ‘Mantos’, produzidos este ano, ocuparão as paredes e o chão das salas da exposição. Originalmente, o papel glassine é usado como embalagem para obras de arte, conservando e acondicionando-as. “É um papel que foi pensado para proteger uma obra; aqui ele não existe como um envoltório, mas como algo que, trabalhado, guarda em si a expressão de uma linguagem. Gosto de deslocar a funcionalidade das coisas, subvertendo-as: tomo a capa da coisa e faço dela substância da forma”, afirma a artista.

A pesquisa para estes trabalhos começou há cerca de quatro anos. Para realizá-los, o papel é preenchido com ar, inflando-o e criando grandes superfícies, que então recebem água, areia e cola, que vão moldando, esculpindo e estruturando o papel até formarem os Mantos. Alguns ainda ganham novos elementos, como cobre, palha e pedras gipsitas. “Iole testa em cada obra as verdades físicas de seu corpo e do material que utiliza. Basta ver para inferirmos o quanto as formas nasceram da peleja, da disputa entre o gesto e o papel. É flagrante a atuação de uma inteligência física. O papel era liso, neutro, sem corpo nem memória, sem ar, inerte, ausente. Iole soprou nele. Deu a ele o sopro da vida. O papel, agora, está vivo. Veja: ele respira”, afirma o curador Eucanaã Ferraz.

Os Mantos impressionam por seu tamanho, volume e beleza estética. “Trata-se de um processo e de uma poética sobre como inflar uma matéria para que ela traga ar dentro dela, criando um volume. Trata-se de um grande esforço físico; tem uma atuação corpórea quase coreográfica”, afirma a artista, que ressalta ter tido como referência as obras ‘O Êxtase de Santa Teresa’ e ‘O Êxtase da Beata Ludovica Albertoni’, de Bernini (1598 – 1680), e as Pietás de Michelangelo (1475–1564). “Dos Mantos de Iole irradiam-se imagens dos planejamentos da estatuária grega clássica, levados adiante pelo universo da arte romana e pelo Renascimento. O efeito simulava na pedra a aparência de um tecido folgado ao redor de um corpo, formando pregas, dobras, ondulações, volumes; compunha a própria anatomia, pernas, braços, cinturas, dorso. Era o empenho possível para a representação, impossível, do próprio ar. Nos Mantos, o antiquíssimo problema do ar representado pela matéria esculpida converte-se no problema da incorporação do ar como matéria”, diz o curador.

Um único Manto vermelho fará parte da exposição. “A cor vermelha/rubra traz uma dramaticidade, que vem também das grandes e pesadas cortinas, que emolduram os palcos como as do Theatro Municipal, no Rio de Janeiro, onde dancei. Esta experiência ficou impregnada em mim como um momento dramático de determinada cena”, conta a artista, que é formada em dança contemporânea. “O Manto vermelho fere-nos como o único ponto de cor em toda a exposição. Contrário ao branco, o vermelho afirma no espaço sua disposição corpórea, material, contrária à vaga espiritualidade da brancura circundante. Centro gravitacional, um fio-terra, uma ferida. Manto Vermelho faz tudo descer à realidade primeira: o corpo. Sangue: vida e morte”, completa Eucanaã Ferraz.

Dialogando com os Mantos, também será apresentada a série inédita de esculturas ‘Algas’, produzidas em aço inox, também trazendo em sua poética a questão do ar. “Algas e Mantos formam o mesmo espaço. Fundam-se na redescoberta de algo muito primário e vital: a respiração”, afirma Eucanaã Ferraz. “As Algas conversam com o fundo do mar, com a areia e também com o ar, o sopro, a respiração, pois elas também respiram”, ressalta a artista.

Na última sala da exposição, estará a obra ‘Escada’, composta por uma estrutura em aço inox feita de cortes, dobras e solda, que se assemelham a degraus. Ela será colocada na parede, dividida em duas partes, junto a dois vídeos com registros de performances que a artista realizou com seu neto Bento Dias. Produzida em 2023, a obra terá montagem inédita na exposição. “Desordenada e arquitetonicamente extravagante, verticalizada numa grande parede, a Escada, como as Algas, é arabesco; enorme; é, como os Mantos, um (dois) plano(s) amarrotado(s). Mas o ar parece ser o mais importante ponto em comum: sem um endereçamento místico ou mítico, a verticalização da Escada sugere-nos o alto como pura abertura, movimento desimpedido, circulação, respiração, vento. Tudo tende à verticalização, como se o ar tivesse de ser buscado no alto”, diz Eucanaã Ferraz.

Durante o período da exposição, o grupo Laboratório 60 – formado por Bea Aragão, Bento Dias, Cecília Carvalhosa, Gil Duarte e Ísis Lua – fará uma apresentação de dança no espaço expositivo, interagindo com as obras da artista. A exposição terá um catálogo a ser lançado ao longo do período da mostra.

Iole de Freitas (Belo Horizonte, 1945. Vive e trabalha no Rio de Janeiro) iniciou sua formação em dança contemporânea no Rio de Janeiro, para onde se mudou aos seis anos de idade. Estudou na Escola Superior de Desenho Industrial da Universidade do Estado do Rio de Janeiro e, em 1970, mudou-se para Milão (Itália), onde trabalhou como designer no Corporate Image Studio da Olivetti, sob a orientação do arquiteto Hans von Klie. Neste mesmo período, iniciou sua produção artística e sua participação em exposições.

Ao longo de mais de cinco décadas de carreira, participou de importantes mostras internacionais, como Bienal dos Jovens de Paris (França, 1975), Bienal de São Paulo (1981, 1998), 5ª Bienal do Mercosul (2005) e a Documenta 12, de Kassel (Alemanha, 2007), além de individuais e coletivas em várias cidades do mundo, contando em 2023 as exposições no IMS (Instituto Moreira Salles) e no Instituto Tomie Ohtake, em São Paulo. Seus trabalhos integram importantes coleções, como a do Museu de Arte Contemporânea da Universidade de São Paulo, Museus de Arte Moderna de São Paulo e do Rio de Janeiro, Museu de Arte Contemporânea de Niterói, Museu de Belas Artes do Rio de Janeiro, Museu de Arte do Rio, Bronx Museum (EUA), Museu de Arte Contemporânea de Houston (EUA), Museu Winnipeg Art Gallery (Canadá) e Daros Foundation (Suíça).

Serviço:

Iole de Freitas – Fazer o ar

Abertura: 15 de março de 2025, das 15h às 19h

Exposição: até 11 de maio de 2025

Centro Cultural do Patrimônio Paço Imperial

Praça XV de Novembro, 48 – Centro – Rio de Janeiro – RJ

Terça a domingo e feriados, das 12h às 18h.

Entrada gratuita.

(Com Beatriz Caillaux/Midiarte Comunicação)

CAIXA Cultural São Paulo recebe exposição em homenagem a Carolina Maria de Jesus

São Paulo, por Kleber Patricio

Crédito da foto: Acervo do Arquivo Público do Estado de São Paulo.

A CAIXA Cultural São Paulo abre, nesta sexta-feira (14), aniversário de nascimento de Carolina Maria de Jesus, a exposição ‘Carolinas’, em homenagem à escritora. Reunindo obras de 11 artistas negras contemporâneas, a mostra busca destacar o legado da renomada escritora nas novas gerações e reforçar o impacto de sua multifacetada produção artístico-literária para a arte e cultura brasileira. Com visitação gratuita, de terça a domingo, das 8h às 19h, a exposição segue em cartaz até 18 de maio.

Formada por obras de múltiplas técnicas e elementos, como pinturas, esculturas, bordados, entre outros, a exposição reúne trabalhos das artistas Ana Paula Sirino, Antonia Maria, Bianca Foratori, Chris Tigra, Gugie Cavalcanti, Isa Silva, Mayara Amaral, Negana, NeneSurreal, Siwaju e Soberana Ziza. Essas artistas apresentam obras que permeiam o universo de Carolina trazem referências em suas cores e simbologias. “A vida e obra de Carolina permitem vislumbrar análises profundas da sociedade brasileira, bem como críticas à condição da negritude no país, construídas a partir de sua própria travessia por cidades, bairros, becos e vielas. Seu percurso é marcado pelo enfrentamento da precarização e pela luta diária contra a fome – um tormento que ainda ecoa em grande parte da população. ‘O que colocarei na mesa esta noite?’ foi uma pergunta que a acompanhou ao longo da vida”, destacam as curadoras da exposição, Thais de Menezes e Vera Nunes. Elas ainda completam: “Mas foi sobre essa mesma mesa que escreveu madrugadas inteiras, transformando em literatura suas vivências, indagações e, ao mesmo tempo, sua inabalável esperança”.

Sobre Carolina Maria de Jesus

Nascida em 14 de março de 1914, em Minas Gerais, Carolina Maria de Jesus foi uma mulher de grande destaque nacional cuja vida e obra reverberam até os dias de hoje. Apesar de ter cursado apenas dois anos de estudo formal, encontrou na escrita uma ferramenta para dar voz às suas experiências como mulher negra e registrar de forma ímpar a realidade social do Brasil. A escritora faleceu em 13 de fevereiro de 1977.

As obras de Carolina de Jesus já foram lançadas em 46 países e traduzidas para 16 idiomas. Ela deixou mais de 5 mil páginas escritas, entre romances, poemas e canções. O livro Quarto de despejo: diário de uma favelada, lançado em 1960, é a obra mais famosa da escritora. Entre 1977 e 2018, após a sua morte, foram publicadas mais cinco obras: Diário de Bitita (1982), Meu Estranho Diário (1996), Antologia Pessoal (1996), Onde estaes Felicidade? (1977) e Meu sonho é escrever (2018).

Serviço:

[Artes Visuais] Carolinas

Local: CAIXA Cultural São Paulo – Praça da Sé, 111 – Centro Histórico de São Paulo, São Paulo – SP

Abertura: 14 de março (sexta), às 11h

Visitação: 14 de março a 18 de maio de 2025

Horário: terça a domingo, das 8h às 19h

Classificação: Livre

Entrada franca

Acesso a pessoas com deficiência

Patrocínio: CAIXA e Governo Federal.

(Fonte: Assessoria de Imprensa da CAIXA)