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Lazer & Gastronomia

São Paulo, SP

Quatro viagens no tempo, um só lugar: o Espaço Cultural CNP de Realidade Virtual

por Kleber Patrício

Devido ao sucesso das três expedições em realidade virtual iniciadas em setembro de 2025, o Espaço Cultural CNP de Realidade Virtual anuncia a prorrogação de suas atividades. Além da extensão do prazo, o centro cultural traz uma novidade de peso: a exibição simultânea de quatro roteiros distintos que transportam os visitantes por bilhões de anos de […]

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BNDES apoia reconstrução do Museu Nacional com mais R$ 50 milhões

Rio de Janeiro, por Kleber Patricio

Foto: Felipe Cohen/PMNV.

O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) anunciou nesta quarta-feira, 2 de abril, o apoio financeiro não reembolsável no valor de R$ 50 milhões para a reconstrução do Museu Nacional, instituição autônoma ligada à Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ). Com os recursos do BNDES Fundo Cultural, o valor total destinado pelo BNDES à recuperação do museu chegará a R$ 100 milhões. A proposta é dar sequência às ações do BNDES para apoiar a reconstrução da unidade, que teve grande parte das instalações e do acervo atingida pelas chamas em 2018. Foram duas operações contratadas em 2018 e 2020, nos valores de R$ 21,7 milhões e R$ 28,3 milhões, respectivamente.

Os projetos apoiados pelo BNDES abrangem o restauro do Paço de São Cristóvão, a reforma e readequação do prédio da Biblioteca Central e ações de divulgação e ativação. Os contratos também contemplam a estruturação de fundo patrimonial destinado a sustentabilidade financeira de longo prazo do museu. “Em novembro do ano passado, durante a cúpula social do G20, assumimos publicamente o compromisso público de botarmos o Museu Nacional novamente de pé”, lembrou o presidente do BNDES, Aloizio Mercadante. “O governo do presidente Lula está comprometido com o resgate da cultura, tão duramente perseguida em outros tempos, e o Banco faz parte desse esforço. É a instituição que mais apoiou o patrimônio histórico do Brasil, com uma carteira de mais de 400 projetos”.

Alexander Kellner, diretor do Museu Nacional, destaca que o BNDES está com o Museu Nacional/UFRJ antes mesmo do incêndio. “No dia 6 de junho de 2018, às vésperas do bicentenário da nossa instituição, que é o primeiro museu brasileiro, foi assinado um aporte de R$ 21,7 milhões. Após o incêndio, o BNDES continuou conosco, sendo bastante flexível na readaptação do projeto que havia sido aprovado. Consideramos o apoio do BNDES ao Museu Nacional/UFRJ como um exemplo de compromisso para com o país a ser seguido e servir como inspiração para empresas e instituições”, afirma.

“A liberação de recursos pelo BNDES para a reconstrução do Museu Nacional é uma excelente notícia, que nos deixa muito felizes. Agradecemos ao presidente do Banco, Aloizio Mercadante, pelo apoio. Essa conquista é resultado do trabalho incansável do ministro da Educação, Camilo Santana, e do comprometimento pessoal do presidente Lula, que tem se empenhado na reconstrução do Museu o mais rápido possível”, afirma Roberto Medronho, reitor da UFRJ.

“O Comitê Executivo do Projeto Museu Nacional Vive celebra este novo investimento do BNDES, que vai permitir o avanço das obras de restauração do Paço de São Cristóvão. Esse gesto de confiança no trabalho realizado até aqui estimula outras instituições a também se somarem a este projeto tão desafiador e histórico: devolver para o Brasil o seu primeiro museu e a sua primeira instituição científica”, afirma Hugo Barreto, representante do Comitê Executivo do Projeto Museu Nacional Vive e diretor-presidente do Instituto Cultural Vale.

O museu

Criado em 1818 por d. João VI e inicialmente localizado no Campo de Santana, atual Praça da República, o Museu Nacional ocupa desde 1892 o Paço de São Cristóvão, na Quinta da Boa Vista. O local foi residência da família imperial de 1808 a 1889 e abrigou também a Assembleia Constituinte de 1891.

O Museu Nacional integra o Fórum de Ciência e Cultura da UFRJ e é considerado a primeira instituição museológica e científica do país, sendo criado no início do século XIX. Como parte da universidade, possui perfil acadêmico e científico com produção, disseminação de conhecimento e formação de coleções nas áreas de antropologia e ciências naturais. O acervo do Museu Nacional é considerado um dos maiores da América Latina, com destaque na área de antropologia para a coleção egípcia, fomentada por D. Pedro II, e a coleção Teresa Cristina, que inclui peças de arte e artefatos greco-romanos recuperados principalmente nas escavações de Herculano e Pompeia.

As coleções de Etnologia reúnem objetos das culturas indígena, afro-brasileira e do Pacífico. Na área de ciências naturais o museu abriga fósseis de dinossauros, minerais e vasta coleção de invertebrados, incluindo espécies de mar profundo e vertebrados.
Outra peça importante guardada e recuperada após o incêndio do MN/UFRJ é o mais antigo fóssil humano já encontrado na América do Sul, ‘Luzia’, datado de cerca de 13 mil anos atrás e que traz luz às pesquisas da colonização do homem nas Américas.

(Com Ana Luisa Lima/Trevo Comunicação)

Com nova edição no Brasil, Pianissimo terá concertos em São Paulo e Rio de Janeiro em abril

Rio de Janeiro, por Kleber Patricio

Konstantin Emelyanov. Foto: Olympia Orlova.

Oito apresentações com as novas promessas do piano internacional prometem movimentar o cenário cultural carioca e paulistano nas próximas semanas. Entre 15 e 30 de abril, o Copacabana Palace, no Rio de Janeiro e o Teatro B32, em São Paulo, recebem a segunda edição da Série Pianissimo com apresentações dos prodígios brasileiros Luis Felipe Oliveira e Tales Machado e dos talentos russos Konstantin Emelyanov e Dmitry Shishkin, que revisitam a obra de grandes compositores como Bach, Brahms, Tchaikovsky e Beethoven. Os concertos acontecem sempre às 20h e têm parceria da Belmond no Rio Janeiro, grupo que administra o Copacabana Palace, onde ocorreu a primeira edição, em 2024.

Fundada em 2017, a iniciativa Pianissimo tem o objetivo de apresentar as novas gerações de músicos internacionais para o público geral. Contando com apresentações nos principais palcos do mundo, como Teatro alla Scalla, em Milão, e o Carnegie Hall, em Nova Iorque. Além disso, o projeto se notabilizou por realizar apresentações em locais incomuns, a exemplo do Italian Skylight Hall, dentro do Museu Hermitage em São Petersburgo e na GES-2, uma antiga central elétrica localizada no centro de Moscou, transformada em um espaço multicultural reconhecido como um dos mais modernos do mundo.

Luis Felipe Oliveira. Foto: Duda Lima.

Em 2025, a segunda edição no Brasil da Série Pianissimo contará com a participação de quatro músicos premiados tocando o repertório de grandes mestres em dois palcos cobertos de história e inovação. O Teatro do Copacabana Palace foi reaberto em 2023 após mais de 600 artesãos reformarem o seu interior. Em São Paulo, a moderna casa de espetáculos do Teatro B32, inaugurada em 2021, é um dos espaços multiculturais mais procurados na Capital Paulista e está localizado no icônico prédio da Baleia na Faria Lima. 

Confira o perfil dos pianistas:

Konstantin Emelyanov (Rússia)

Nascido em Krasnodar, na Rússia, Emelyanov formou-se no Conservatório Tchaikovsky de Moscou, onde estudou com o Professor Sergei Dorensky e seus assistentes.

O pianista se tornou uma verdadeira descoberta no 16º Concurso Internacional Tchaikovsky, em 2019. Além do prêmio, ele recebeu o título de “Artista da Rádio Rússia” e o Prêmio do Público, concedido pelos leitores da revista Musical Life.

Luis Felipe Oliveira (Brasil)

Nascido em Gravatá, interior de Pernambuco, Luis Felipe Oliveira formou-se com honras em Bacharelado em Piano pela Universidade Federal de Pernambuco, sob a orientação do Professor Dr. Antonio Nigro (Brasil-Alemanha).

Dmitry Shishkin. Foto: Alexandra Aksentieva.

Ao longo de sua trajetória musical, a revelação pernambucana ganhou importantes premiações como o Primeiro Prêmio no Concurso Internacional de Piano de Concerto de Piracicaba (2017) e o Primeiro Prêmio no Prêmio Especial Mozart (2022). Atualmente, estuda na Aquiles Delle Vigne International Music Academy em Coimbra, Portugal, com o Professor Manuel Araujo.

Dmitry Shishkin (Rússia)

Nascido na Sibéria, Dmitry Shishkin formou-se na Escola de Música Gnessin de Moscou para crianças superdotadas e estudou na Itália e na Alemanha. Shishkin venceu o Concurso Internacional de Música de Genebra e tocou com a Orquestra de la Suisse Romande.

Os críticos celebram sua abordagem musical criativa e única com a qual alia excelência acadêmica com apreço popular. No âmbito do programa Pianíssimo, Shishkin interpretará César Frank, Tchaikovsky, Rachmaninoff e Serguei Prokofiev.

Tales Machado (Brasil)

Nascido em São Paulo em 2006, a família de Tales Machado sempre foi profundamente ligada às artes, iniciando seus estudos de piano com sua tia. Atualmente, ele estuda na Universidade de São Paulo, na classe de Eduardo Monteiro, e é parceiro da Uaná – Association pour les Arts, uma organização que promove concertos e iniciativas culturais mundialmente.

Sobre o Pianissimo

Tales Machado. Foto: Divulgação.

A missão do Festival é apresentar uma nova geração de músicos a um público amplo em locais não tradicionalmente associados à música clássica. O Festival busca criar uma sinergia entre diferentes formas de arte, selecionando salas de concertos onde a música possa se unir à pintura, arquitetura e paisagens naturais. Além dos locais tradicionais do Festival Pianissimo – a Sala Grande de Luz Natural da Nova Hermitage, a Casa de Cultura GES-2 e os Armazéns da Strelka de Nizhny Novgorod – os pianistas também se apresentaram na Sala de Concertos Valery Gergiev em Repino, no salão de festas do Hotel Kulm em St. Moritz e no Copacabana Palace no Rio de Janeiro.

Sobre Belmond

Desde a aquisição do icônico Hotel Cipriani em Veneza, em 1976, a Belmond continuou a perpetuar a lendária arte de viajar, levando viajantes globais exigentes em viagens de tirar o fôlego. Seu portfólio se estende por 24 países, com 45 propriedades notáveis que incluem o ilustre trem Venice Simplon-Orient-Express, retiros de praia remotos como Cap Juluca em Anguilla, refúgios italianos como Splendido em Portofino ou portais incomparáveis para maravilhas naturais do mundo, como o Hotel das Cataratas dentro do Parque Nacional do Iguaçu, no Brasil. De trens e barcaças fluviais, de alojamentos de safári a hotéis, cada propriedade única oferece uma experiência incomparável com sua própria história para contar. A essência da marca Belmond é construída sobre sua herança, habilidade e serviço genuíno e autêntico. A Belmond vê o seu papel como guardiã do patrimônio intemporal, dedicada a preservar os seus bens através de planos de restauração contínuos e sensíveis. A Belmond faz parte do grupo líder mundial de luxo LVMH Moët Hennessy Louis Vuitton. Para mais informações, visite www.belmond.com.

Serviço:

Série Pianissimo no Rio de Janeiro

Onde: Copacabana Palace, Avenida Atlântica 1702, Copacabana, Rio de Janeiro

Data: 15, 22, 23 e 29 de abril, sempre às 20h

Duração: 75’, sem interrupções

Ingressos: aqui.  

Série Pianissimo em São Paulo

Onde: Teatro B32, – Av. Brg. Faria Lima, 3732. Itaim Bibi, São Paulo

Data: 16, 18, 28 e 30 de abril, sempre às 20h

Duração: 75’, sem interrupções

Ingressos: aqui.

(Fonte: Fatutti Comunicação)  

Pinacoteca de São Paulo apresenta exposição panorâmica de Marga Ledora

São Paulo, por Kleber Patricio

Marga Ledora – detalhe de ‘Rebirth’ (1982).

A Pinacoteca de São Paulo apresenta ‘Marga Ledora: A linha da casa’, no 2º andar do edifício Pinacoteca Estação. Com curadoria de Ana Paula Lopes, a exposição panorâmica reúne mais de 120 obras da artista, feitas entre 1987 e 2023. A linha da casa apresenta a poética visual singular de Ledora, exibindo um expressivo conjunto de trabalhos como a série Quadrus Negrus (década de 80) e Casa Preta (entre os anos 2017 a 2021).

Com uma trajetória artística que transita entre o figurativo e o abstrato, Marga Ledora (São Paulo, 1959) é uma artista paulistana contemporânea da Geração 80, movimento artístico de renovação das artes marcado pelo uso de novas linguagens que passavam pelo pop, expressionismo e o grafismo. Ao longo da carreira, Ledora fez do desenho seu meio expressivo e experimental, com destaque para o uso de materiais como régua, esquadro, grafite e giz pastel. “Em sua linguagem, Marga Ledora encontrou um espaço propício para a composição e a experimentação. Em seus trabalhos, as linhas, que a princípio parecem tão distintas, unem-se para romper com a vontade construtiva e compor um novo campo de ação. Isso as leva a refletir uma polissemia de angulações e vestígios, ao mesmo tempo em que destacar o caráter mínimo”, conta a curadora Ana Paula Lopes.

Sobre a exposição

No 2º andar do edifício Pinacoteca Estação, a visita começa pela série Quadrus Negrus (1986), com mais de 20 trabalhos fundamentais de Ledora. Obras como Casa em amarelu (1986) marcam o início do trabalho de experimentação de linhas e cores, base para toda a sua produção artística. Nas obras, o giz pastel seco faz o traçado de triângulos, retângulos e fendas em linhas secas sobre o papel Carmen preto, item raro à época de produção da série. “Trata-se de uma apresentação gráfica, na qual a artista subverte a representação do real para nos fazer ‘ver o visível’ e o invisível”, conta Ana Paula.

Marga Ledora, detalhe de Ventana (1988).

Ao caminhar pela exposição, o público encontra diferentes núcleos que parecem irradiar da parede de Quadrus Negrus, norteadora da exposição. Podem ser vistos conjuntos de trabalhos mais orgânicos, com obras como Casa em Amarelu (1989) e Objeto colorido II (2020), e mais geométrico, com as obras Ao lado do Céu (Paisagem Mínima) (2021). Paisagens, arranjos, casas e jardins são motivos recorrentes na produção da artista, mas a delicadeza dos detalhes, das cores e composições leva a atenção do espectador para muito além da representação.

Espelhando a série inicial de Ledora, está uma parte da exposição que se dedica também aos seus processos artísticos, que dão indícios de sua sensibilidade com o desenho. Ali, processo, cor e linha se misturam.

A exposição Marga Ledora: A linha da casa tem patrocínio da Goldman Sachs, na categoria Silver.

Sobre a artista

Marga Ledora (São Paulo, 1959) é uma amante de tudo o que diz respeito à arte do papel e faz do desenho seu meio expressivo. Estudou serigrafia, gravura em metal e pintura no Instituto de Artes da Universidade de Campinas. A energia linear e as modulações espaciais de seus desenhos advêm do apreço pelo papel e do uso de materiais como régua, esquadro, grafite e giz pastel, elementos usuais na história da arte, mas que ganham características únicas na produção da artista.

Sobre a Pinacoteca de São Paulo

A Pinacoteca de São Paulo é um museu de artes visuais com ênfase na produção brasileira do século XIX até́ a contemporaneidade e em diálogo com as culturas do mundo. Museu de arte mais antigo da cidade, fundado em 1905 pelo Governo do Estado de São Paulo, vem realizando mostras de sua renomada coleção de arte brasileira e exposições temporárias de artistas nacionais e internacionais em seus três edifícios, a Pina Luz, a Pina Estação e a Pina Contemporânea. A Pinacoteca também elabora e apresenta projetos públicos multidisciplinares, além de abrigar um programa educativo abrangente e inclusivo. B3, a bolsa do Brasil, é Mantenedora da Pinacoteca de São Paulo.

SERVIÇO:

Pinacoteca de São Paulo

De quarta a segunda, das 10h às 18h (entrada até 17h)

Gratuitos aos sábados – R$ 30,00 (inteira) e R$ 15,00 (meia-entrada), ingresso único com acesso aos três edifícios – válido somente para o dia marcado no ingresso

Quintas-feiras com horário estendido na Pina Luz, das 10h às 20h (gratuito a partir das 18h)

2º domingo do mês: gratuidade Mantenedora B3.

(Com Mariana Martins/Assessoria de imprensa Pinacoteca)

Ilhéus celebra a chegada das baleias-jubarte no Jardim Atlântico Beach Resort

Ilhéus, por Kleber Patricio

Foto: Getty Images/Unsplash.

Todos os anos, as baleias-jubarte percorrem um trajeto épico das águas geladas da Antártida até o calor acolhedor da costa brasileira. Em busca de locais seguros para acasalar, dar à luz e amamentar seus filhotes, essas gigantes do oceano transformam o litoral da Bahia em um berçário natural. Para celebrar esse espetáculo da natureza e promover a conscientização ambiental, Ilhéus dá início à temporada de avistamento das jubartes com um evento especial no Jardim Atlântico Beach Resort. Organizado pela Ecosul Turismo e pelo Projeto Baleias na Serra, o evento Bem-vindas Baleias será realizado em sua quarta edição e reforça a importância da preservação marinha com uma programação que promete encantar visitantes e moradores com experiências imersivas que unem ciência, turismo responsável e cultura oceânica.

“O evento marca o início da temporada de observação das baleias jubarte na costa de Ilhéus e tem como objetivos fortalecer o turismo sustentável, promover a conscientização ambiental e consolidar a cidade como destino de referência para visitantes que buscam experiências ligadas à natureza”, pontua Alice de Moura Lima, bióloga especialista em cetáceos e sócia-administradora da Ecosul Turismo.

A data escolhida para a celebração deste ano não poderia ser mais simbólica: 8 de junho, Dia Mundial dos Oceanos, incentivando a sociedade a refletir sobre a importância da conservação das águas marinhas do planeta. “Além de divulgar a atividade turística, o evento visa falar sobre a presença das baleias-jubarte na nossa região, destacando-as como embaixadoras para a conservação dos oceanos”, defende Isabel Gonçalves, bióloga marinha e coordenadora do Projeto Baleias na Serra.

O Jardim Atlântico Beach Resort dará as boas-vindas aos visitantes com exposições interativas, oficinas educativas, mostras científicas e atrações culturais que começam às 9h e seguem até as 17h. Com entrada gratuita, a programação será realizada dentro de uma estrutura coberta que acaba de ser inaugurada na ampla área verde do resort e irá proporcionar ao público uma jornada única pelo universo das jubartes. “Mais do que ceder espaço para o evento, o Jardim Atlântico acredita na sustentabilidade como pilar para o desenvolvimento e é aliado de longa data de ações de conservação do meio ambiente e de valorização do patrimônio cultural”, diz a empresária Nea Machado, diretora do resort, reforçando que o empreendimento desenvolve uma série de ações sustentáveis que combinam conforto e responsabilidade, assumindo protagonismo no turismo da região e tornando-se a melhor escolha para viajantes que buscam experiências alinhadas com as práticas do turismo consciente.

Para Alice, o apoio do resort tem sido fundamental para o sucesso do evento. “Isso se deve não somente à estrutura de qualidade e ao prestígio que o resort proporciona como ao alinhamento com os valores de preservação ambiental, turismo responsável e fortalecimento da imagem de Ilhéus como um destino sustentável”, afirma a sócia da Ecosul. “Estamos entusiasmados em nos aliar a essa causa e sediar, pelo terceiro ano consecutivo, o evento que conecta ciência, turismo e educação”, comemora Leila Borges, gerente-geral do Jardim Atlântico Beach Resort.

Experiência inesquecível

Entre junho e outubro, Ilhéus se torna palco de um dos mais impressionantes fenômenos naturais do planeta. As baleias-jubarte migram das águas geladas da Antártida para a costa brasileira, proporcionando um espetáculo de saltos e interações em alto-mar. A cidade vem se consolidando como um dos melhores destinos para o avistamento de baleias-jubarte, graças à geografia privilegiada de Ilhéus. A Costa do Cacau abriga a plataforma continental mais estreita do Brasil, uma zona ideal para a presença desses cetáceos. Como resultado, todas as baleias que migram pela costa passam bem próximas a Ilhéus, possibilitando os primeiros avistamentos em apenas 30 minutos de navegação no pico da temporada.

Quem deseja chegar mais perto desses animais fascinantes têm a oportunidade de embarcar em um dos passeios educativos da Ecosul que são guiados por biólogos especialistas, acompanhado de pesquisadores da Universidade Estadual de Santa Cruz (UESC) e operados em pequenos grupos. Os visitantes poderão observar os gigantes do oceano de maneira responsável, garantindo uma experiência exclusiva que é ao mesmo tempo emocionante e respeitosa com o meio ambiente. Adicionalmente, os hóspedes do Jardim Atlântico Beach Resort têm benefícios exclusivos nos passeios da Ecosul Turismo, com 10% de desconto ao utilizar o código JATL10 no site. Até o dia 30/6, o desconto é de 20% na saída Baleias e Golfinhos, com o código JATLBG20.

Desde 2021, a Ecosul já realizou 205 saídas para avistamento de baleias e golfinhos, com mais de 1700 jubartes avistadas, com uma taxa de sucesso de 95%. Além disso, a empresa destina 1% do faturamento anual a iniciativas de conservação e já disponibilizou também mais de R$ 54 mil para o Grupo de Pesquisa em Mamíferos Aquáticos de Ilhéus (GPMAI – UESC).

Para Thomas Foucart, doutor em Biologia e sócio da Ecosul, a conexão entre turismo e ciência é fundamental para sensibilizar o público para a importância da biodiversidade marinha. “Entramos no quinto ano levando as pessoas para verem as baleias-jubarte, um dos maiores animais do mundo, em Ilhéus”, diz. A consolidação da atividade vem reforçando a fama da cidade baiana como a cidade das baleias junto com outras regiões históricas dessa atividade no país. “Está se criando uma nova identidade regional, aliada à cultura do cacau e do chocolate”, finaliza Foucart.

Sobre o Jardim Atlântico Beach Resort

Jardim Atlântico Beach Resort. Foto: Divulgação.

Construído em 1986, o Jardim Atlântico Beach Resort está sob o comando da família Machado desde 2005, quando foi ampliado e passou por um amplo processo de modernização. Localizado a apenas dois quilômetros do aeroporto Jorge Amado e seis quilômetros do centro de Ilhéus, o resort está implantado em uma área de 34 mil metros quadrados e soma 129 apartamentos. Sua infraestrutura conta com dois restaurantes; piscinas adulto e infantil, mais um conjunto de piscinas circulares com sistema de hidromassagem climatizada; sauna a vapor; academia; quadras de tênis, vôlei de praia e beach tênis; campo de futebol; kids club; salão de jogos; sala de massagem; salão de beleza e loja de artesanato e utilidades, além de ampla área verde.

(Com Luciana Gonçalves Frei/Comunica Hub)

Liga ESG reúne empresários de Indaiatuba e região para discutir cases e a importância do ESG nas empresas e na comunidade

Indaiatuba, por Kleber Patricio

Na foto, os participantes do painel: Otacílio do Nascimento, Camila Alves, Bert Kempeneers; a presidente da Uni Arte, Judite Fernanda; Maria Eliza de Socorro Lopes e o mediador Mauricio Vasconcellos. Fotos: Matheus Valdo da Silva.

Criada em Indaiatuba, em 2010, com a proposta de gerar trabalho e renda para mulheres costureiras e artesãs do bairro Jardim Oliveira Camargo, a Cooperativa Uni Arte Costura completa 15 anos em 2025. Atualmente, conta com 32 cooperadas, que confeccionam peças exclusivas para 48 empresas clientes utilizando, como matéria-prima, os resíduos das próprias indústrias da região, como tecidos, airbags, cintos de segurança e outros. Para comemorar os 15 anos, a Cooperativa realizou no último dia 21 no Royal Palm Tower Indaiatuba – apoiador do evento – a Liga ESG.

A proposta foi discutir a importância e avanços do ESG nas empresas e sua relação com a comunidade, além de trazer cases e experiências compartilhadas pelo vice-presidente e gerente-geral da Mann+Hummel Brasil, Bert Kempeneers; pela acionista e diretora-executiva de Gestão de Propriedades do Grupo Arcel, Camila Dias; pela gerente de Recursos Humanos da Stolle Machinery do Brasil, Maria Eliza de Socorro, e pelo diretor executivo da Fundação Toyota do Brasil, Otacílio do Nascimento. O evento teve também a presença do secretário de Tecnologia, Inovação e Desenvolvimento de Indaiatuba, José Augusto Rodrigues Gonçalves, e reuniu dezenas de empresários da cidade e da região, cooperadas e convidados.

Cooperadas que participaram do evento Liga ESG.

A presidente da Cooperativa Uni Arte Costura, Judite Fernanda, abriu o evento com uma apresentação da cooperativa e apresentou os resultados gerados ao longo desses 15 anos de trajetória. A Uni Arte faz parcerias com as empresas por meio da reutilização de materiais e confecciona produtos que geram renda para as cooperadas. Ela também ressaltou a parceria com a Faculdade Anhanguera de Indaiatuba, que mantém uma sala de treinamento destinada a ensinar alunas interessadas em aprender a costurar e a oportunizar diversos cursos para as cooperadas.

Na sequência, os quatro convidados para compor a painel contaram suas experiências e comentaram a importância da implantação do ESG dentro de suas operações e seu impacto no relacionamento com os negócios e nas comunidades em seus entornos. Camila Dias contou que o maior desafio da implementação das práticas do ESG no setor hoteleiro, em especial nas unidades que compõem a Royal Palm Hotels & Resorts, ainda é a conscientização de que todos – da base à alta direção –, que precisam estar engajados.

Camila compartilhou que o Royal Palm Hotels & Resorts possui diversos projetos já implantados, como a separação, destinação e o tratamento adequado de resíduos orgânicos e inorgânicos – um desafio significativo devido ao grande volume gerado nas operações dos hotéis. Outro exemplo apresentado foi o trabalho de redução das sobras de alimentos nos restaurantes da rede, com ações focadas em minimizar os desperdícios durante o café da manhã, almoço e jantar. Ela também destacou a integração dos hotéis com a comunidade local, promovendo a geração de empregos e a compra de produtos da região.

(Fontes: Cooperativa Uni Arte e Costura e The Royal Palm Tower Indaiatuba)