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Lazer & Gastronomia

São Paulo, SP

Quatro viagens no tempo, um só lugar: o Espaço Cultural CNP de Realidade Virtual

por Kleber Patrício

Devido ao sucesso das três expedições em realidade virtual iniciadas em setembro de 2025, o Espaço Cultural CNP de Realidade Virtual anuncia a prorrogação de suas atividades. Além da extensão do prazo, o centro cultural traz uma novidade de peso: a exibição simultânea de quatro roteiros distintos que transportam os visitantes por bilhões de anos de […]

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Whisky de luxo Royal Salute lança edição limitada de polo inspirada no Rio de Janeiro

São Paulo, por Kleber Patricio

Imagens: Divulgação/Royal Salute.

Royal Salute, renomada por seu whisky escocês excepcionalmente envelhecido, anuncia sua nova edição limitada: Royal Salute 21 Anos Rio de Janeiro Polo Edition. Este lançamento marca um momento histórico para a marca, sendo a primeira vez que um produto é especialmente desenvolvido para o mercado brasileiro, celebrando a energia e a beleza única do Rio de Janeiro.

Um blend que captura a essência carioca

Criado pelo Mestre Blender Sandy Hyslop, o Rio de Janeiro Polo Edition é um blend único, cuidadosamente elaborado para refletir o espírito dinâmico e sofisticado do Rio. As notas de frutas tropicais locais, frescas e vibrantes, evocam a exuberância da paisagem carioca, enquanto a suavidade e complexidade do blend harmonizam com a elegância e a força da cidade. O uísque foi envelhecido por 21 anos em barris de carvalho cuidadosamente selecionados, resultando em um paladar excepcionalmente suave e memorável, com notas delicadas de baunilha e coco.

Homenagem em cada detalhe

O design da Royal Salute 21 Anos Rio de Janeiro Polo Edition também é uma celebração da cultura carioca. A garrafa, em um vibrante tom de verde que remete à natureza exuberante do Rio, apresenta detalhes intrincados que remetem à riqueza da cidade e ao fervor do esporte do polo. A embalagem, igualmente sofisticada, reforça a exclusividade e a celebração do lançamento.

A Coleção Polo: celebrando destinos icônicos do polo

Royal Salute tem a tradição de homenagear destinos icônicos do polo através de suas edições limitadas. Antes da edição dedicada ao Rio de Janeiro, a marca lançou, por exemplo, o Royal Salute 21 Anos Miami Limited Edition, inspirada no glamour e na energia vibrante de Miami. Cada lançamento desta série excepcional combina a excelência do whisky Royal Salute com a elegância e a tradição do esporte. A nova edição Rio de Janeiro, inspirada na vibrante cultura e paisagem carioca, continua esta celebração de momentos memoráveis e locais extraordinários.

O embaixador global de polo da Royal Salute, Malcolm Borwick, comenta: “A popularidade do polo no Brasil está em alta e, junto com as paisagens deslumbrantes e a energia vibrante, é um lugar onde sempre adorei jogar e passar tempo. A energia cultural da cidade é incrível, tornando-a um destino perfeito para ser homenageado na Royal Salute Polo Collection. Estou ansioso para saborear esse novo blend após minha próxima partida de polo lá”.

Royal Salute 21 Anos Rio de Janeiro Polo Edition estará disponível para compra no site Bar Aberto a partir de 1º de abril de 2025. Esta é uma oportunidade única para os apreciadores de uísque e amantes do Rio de Janeiro desfrutarem de uma experiência sensorial extraordinária.

Sobre a Royal Salute

Royal Salute é um blended Scotch whisky excepcionalmente elaborado e envelhecido, começando onde outros terminam, aos 21 anos de idade. Criada em 1953 para marcar a coroação da Rainha Elizabeth II e a salva de 21 tiros que a homenageou, a marca é rica em tradição e orgulhosa de seu legado real, enquanto se mantém firmemente engajada no mundo moderno. A Royal Salute combina tradicionalismo e modernidade com novas e inovadoras expressões que permanecem fiéis à sua herança. Como marca, celebra a criatividade através de parcerias encantadoras com uma seleção diversificada de criativos no universo do luxo, desde artistas até designers de moda, convidando novos públicos para o fascinante mundo da Royal Salute. Saiba mais em www.royalsalute.com.

Sobre a Pernod Ricard

A Pernod Ricard é a segunda maior produtora de vinhos e destilados do mundo. O grupo, que possui 16 das 100 maiores marcas de destilados do mundo (Wine Mag), ostenta um dos portfólios mais prestigiados e abrangentes da indústria, com mais de 240 marcas distribuídas em mais de 160 mercados. Entre as marcas do portfólio estão Absolut Vodka, Ballantine’s, Chivas Regal, Beefeater Gin, Ricard Pastis, Royal Salute, The Glenlivet, Jameson Irish, Martell, Havana Club, Malibu, Mumm, Perrier-Jouët, Passport, entre outros.

A estratégia da Pernod Ricard foca no crescimento sustentável e de longo prazo, mantendo-se fiel aos seus valores centrais: espírito empreendedor, confiança mútua e ética. A organização descentralizada do grupo empodera seus 18.500 funcionários a serem embaixadores locais de sua visão de “Créateurs de Convivialité” (Criadores de Convivência). A Pernod Ricard é reconhecida como participante LEAD do Pacto Global da ONU e está listada na Euronext (Ticker: RI; Código ISIN: FR0000120693), fazendo parte dos índices CAC 40 e Eurostoxx 50.

(Com Laura Rocha/Agência Messs)

Chega às lojas nova edição de clássico de Maria Montessori organizada e comentada por um dos maiores pedagogos especializado na obra da autora

São Paulo, por Kleber Patricio

Capa.

A infância é a fase onde a criança observa, adquire e absorve todas as características do seu meio, crescendo de forma espontânea através dessas experiências dentro de seu período de maior criatividade e desenvolvimento da mente. Essa é a base da revolução educacional proposta pelo método desenvolvido por Maria Montessori. Com uma nova apresentação por Daniele Novara – renomado pedagogo italiano que está entre os maiores especialistas na obra e nos conceitos de Montessori –, os textos da pedagoga se consagram como clássicos do pensamento pedagógico e chegam às lojas em nova edição pela Editora Planeta. A mente da criança é uma obra capaz de se comunicar com os pais e educadores de todos os tempos.

Introduzindo dinâmicas que orientam a aprendizagem da criança desde os primeiros anos de vida, Montessori não só permite aos leitores e às leitoras compreender mais profundamente as fases do desenvolvimento físico e psicológico da infância, como também oferece um vislumbre esclarecedor sobre a forma como a educação pode se relacionar com as crianças. Porque, como explica Daniele Novara: “Maria Montessori defende a ciência que hoje, em sua concretude, pode revelar-se o ovo de Colombo para enfrentar e resolver os problemas que uma sociedade cada vez mais complexa nos impõe”.

FICHA TÉCNICA

Título: A mente da criança

Autora: Maria Montessori

Organização: Daniele Novara

Tradução: Marcos Araújo
ISBN: 978-85-422-3195-3

Páginas: 304 p.

Preço livro físico: R$79,90

Editora Planeta.

Sobre a autora

Maria Montessori foi uma educadora, médica e pedagoga italiana. Conhecida por criar o método de ensino que hoje é difundido e adotado mundialmente. Destacando a importância de respeitar a liberdade, atividades e do estímulo para o desenvolvimento físico e mental das crianças, é reconhecida como uma das maiores referências em educação infantil.

Sobre o organizador

Daniele Novara é pedagogo, consultor e formador. Desde 1989, é diretor do Centro Psicopedagógico para a Paz e gestão de conflitos de Piacenza (Itália). Especialista em processos de aprendizagem em situações de conflito, criou Brigar bem – método socrático para gerenciar as brigas infantis – entre outras ferramentas didáticas, exposições e espetáculos interativos para crianças e jovens, destinadas a promover a aprendizagem de conflitos. Dirige o trimestral Conflitti, revista italiana de pesquisa e formação psicopedagógica. Professor da Especialização em Formação Intercultural na Universidade Católica de Milão. Autor de inúmeros livros, publicou com a Erickson Brigar para crescer. Propostas para a primeira infância (2012) e Brigar com método. Gerenciar as brigas de crianças na escola (com C. Di Chio, 2013).

Sobre a editora

Fundado há 75 anos em Barcelona, o Grupo Planeta é um dos maiores conglomerados editoriais do mundo, além de uma das maiores corporações de comunicação e educação do cenário global. A Editora Planeta, criada em 2003, é o braço brasileiro do Grupo Planeta. Com mais de 1.500 livros publicados, a Planeta Brasil conta com nove selos editoriais, que abrangem o melhor dos gêneros de ficção e não ficção: Planeta, Crítica, Tusquets, Paidós, Planeta Minotauro, Planeta Estratégia, Outro Planeta, Academia e Essência.

(Fonte: Editora Planeta)

‘Fidelio’, única ópera de Beethoven, será apresentada no Theatro São Pedro

São Paulo, por Kleber Patricio

Theatro São Pedro. Foto: Heloísa Bortz.

A temporada lírica do Theatro São Pedro, equipamento cultural da Secretaria da Cultura, Economia e Indústria Criativas do Estado de São Paulo gerido pela Santa Marcelina Cultura, estreia em abril com uma programação de impacto: Fidelio’, a única ópera composta por Ludwig van Beethoven (1770-1827), será encenada nos dias 18, 20, 23, 25 e 27 de abril.

Tida como uma das obras mais significativas do repertório lírico alemão, Fidelio estreou em 1805 e ganhou novas versões até 1814. A história tem por base o libreto escrito por Joseph Sonnleithner, que traz a busca da protagonista Leonore por resgatar o marido, Florestan, preso de forma injusta pelo tirano Don Pizarro. Na trama, que aborda temas como liberdade, coragem e resistência política, Leonore se disfarça de homem e adota o nome Fidelio, refletindo ideais humanistas e iluministas caros à Beethoven.

Tenor Eric Herrero será Florestan. Foto: Divulgação.

As montagens terão o maestro Cláudio Cruz à frente da Orquestra do Theatro São Pedro e William Pereira na direção cênica. No elenco, a soprano Eiko Senda viverá Leonore/Fidelio, Eric Herrero (tenor) será Florestan, Andrey Mira (baixo) interpreta Don Fernando e Licio Bruno (baixo-barítono) assume o papel de Don Pizarro.

“Em Fidelio, Beethoven nos lembra que a liberdade e a justiça não são meras abstrações; elas são conquistas diárias que exigem coragem, ética e a força do amor como instrumento de redenção”, afirma o encenador William Pereira, destacando que a obra transcende sua época e nos coloca diante de questões urgentes. “O que fazemos quando o poder oprime? Como manter a fé no humano em tempos sombrios?”.

Segundo ele, a montagem transpõe a ação para um espaço atemporal: uma prisão política que poderia estar em qualquer lugar do planeta. “Ao conectar o século XVIII ao XXI, buscamos ampliar o alcance simbólico desse drama. O sofrimento e a esperança dos personagens ecoam nos conflitos contemporâneos, desde campos de refugiados até celas onde a dissidência ainda é punida”, diz.

De acordo com Pereira, Fidelio é um exemplo magistral do equilíbrio entre música e teatro, pois a ópera preserva a estrutura do singspiel (forma de drama musical em alemão), unindo passagens faladas a trechos musicais de profundidade comovente. A alternância cria uma dramaturgia única, onde o texto potencializa a música e a música, por sua vez, eleva o texto a um plano quase transcendental. “Montar Fidelio hoje é mais do que revisitar um clássico; é resgatar Beethoven como uma voz que denuncia as tiranias e reivindica o direito à liberdade em um mundo constantemente ameaçado pela opressão. Que esta ópera nos inspire a não apenas imaginar, mas a lutar por um futuro mais humano e justo. Beethoven nos dá as ferramentas, e cabe a nós ouvi-lo e agir”, ressalta.

Transmissão ao vivo | A récita de 25 de abril, sexta-feira, às 20h, será transmitida ao vivo gratuitamente pelo canal de YouTube do Theatro São Pedro, aqui.

TEMPORADA LÍRICA | ORQUESTRA DO THEATRO SÃO PEDRO  

Fidelio

Orquestra do Theatro São Pedro

Cláudio Cruz, direção musical

William Pereira, direção cênica

Bruno Costa, regente coral

Fábio Bezuti, preparador vocal

Giorgia Massetani, cenografia

Antônio Rabàdan, figurino

Wagner Pinto, iluminação

Ligiana Costa, dramaturgismo

Eiko Senda, Leonore/Fidelio

Eric Herrero, Florestan

Andrey Mira, D. Fernando

Licio Bruno, D. Pizarro

Gustavo Lassen, Rocco

Lina Mendes, Marzelline

Mar Oliveira, Jaquino

Willian Manoel, Primeiro Prisioneiro

Ádamo, Segundo Prisioneiro

LUDWIG VAN BEETHOVEN (1770–1827)

Fidelio, Op. 72b.

Fidelio

Ensaio geral aberto e gratuito: 16 de abril

Récitas: 18, 20, 23, 25 e 27 de abril

Quartas e sextas-feiras às 20h; domingos às 17h

Local: Theatro São Pedro (Rua Barra Funda, 171 – São Paulo/SP)

Classificação etária: 14 anos

Ingressos: R$41 (meia-entrada) a R$124 (inteira), aqui.

Theatro São Pedro

Com mais de 100 anos, o Theatro São Pedro, instituição do Governo do Estado de São Paulo e da Secretaria da Cultura, Economia e Indústria Criativas, gerido pela Santa Marcelina Cultura, tem uma das histórias mais ricas e surpreendentes da música nacional. Inaugurado em uma época de florescimento cultural, o teatro se insere tanto na tradição dos teatros de ópera criados na virada do século XIX para o XX quanto na proliferação de casas de espetáculo por bairros de São Paulo. Ele é o único remanescente dessa época em que a cultura estava espalhada pelas ruas da cidade, promovendo concertos, galas, vesperais, óperas e operetas. Nesses mais de 100 anos, o Theatro São Pedro passou por diversas fases e reinvenções. Já foi cinema, teatro, e, sem corpos estáveis, recebia companhias itinerantes que montavam óperas e operetas. Entre idas e vindas, o teatro foi palco de resistência política e cultural e recebeu grandes nomes da nossa música, como Eleazar de Carvalho, Isaac Karabtchevsky, Caio Pagano e Gilberto Tinetti, além de ter abrigado concertos da Osesp. Após passar por uma restauração, foi reaberto em 1998 com a montagem de La Cenerentola, de Gioacchino Rossini. Gradativamente, a ópera passou a ocupar lugar de destaque na programação do São Pedro, e em 2010, com a criação da Orquestra do Theatro São Pedro, essa vocação foi reafirmada. Ao longo dos anos, suas temporadas líricas apostaram na diversidade, com títulos conhecidos do repertório tradicional, obras pouco executadas, além de óperas de compositores brasileiros, tornando o Theatro São Pedro uma referência na cena lírica do país.

(Com Julian Schumacher/Santa Marcelina Cultura – Theatro São Pedro)

Estação CCR das Artes será palco de recital do Coro da Osesp e do primeiro concerto de câmara do ano

São Paulo, por Kleber Patricio

Coro da Osesp. Foto: Mario Daloia.

Nesta semana, no domingo (06/abr), a recém-inaugurada Estação CCR das Artes será palco para dois concertos: às 11h, o Coro da Osesp apresenta seu segundo recital da Temporada 2025 com o novo regente titular, o britânico Thomas Blunt. O programa será dedicado a dois germânicos: um autor da música antiga, Heinrich Schütz, com a obra ‘Selig sind die Toten’ [Bem-aventurados os mortos], e a Johannes Brahms, de quem ouviremos o emocionante ‘Um réquiem alemão’, uma das mais ambiciosas partituras de todo o Romantismo.

Mais tarde no mesmo dia, às 18h, a Estação CCR das Artes será palco do primeiro recital de música de câmara desta Temporada. Formado por instrumentistas da Osesp, o Septeto 1913 vai interpretar o célebre Prelúdio da ópera ‘Tristão e Isolda’, de Richard Wagner, e ‘Metamorphosen’, de Richard Strauss, ambos em versões para septeto de cordas. Para vozes e piano a quatro mãos, as valsas ‘Liebeslieder’, de Johannes Brahms, serão executadas por integrantes do Coro.

Grupos de câmara. Foto: Fabio Audi.

Apesar de as duas obras do programa apresentado pelo Coro serem intrinsecamente diferentes em ambição e estilo, sua justaposição é bem coerente. Johannes Brahms [1833–1897] era um dedicado estudioso da música do passado. Tinha admiração particular pelos grandes mestres germânicos que o antecederam, entre os quais Heinrich Schütz [1585–1672] ocupava lugar de honra. Seu Réquiem alemão pode ser visto como uma reconexão consciente com essa tradição da música sacra alemã, atualizando-a com sua própria linguagem romântica.

A lenda medieval que narra o amor impossível entre Tristão e Isolda adquire contornos filosóficos e românticos na ópera de Richard Wagner [1813–1883]. Composta na década de 1850, a obra reflete a conturbada vida amorosa do compositor e é intensificada pela leitura de Schopenhauer, que defendia a arte musical não como “cópia da manifestação da vontade, mas cópia direta da própria vontade”. A intensidade erótica dessa ‘vontade’, que levará Isolda a ‘morrer de amor’ no longo êxtase que encerra a ópera, já está presente em seu famoso Prelúdio, uma das peças mais importantes da história da música.

Metamorphosen [‘Metamorfoses’], de Richard Strauss [1864–1949], foi construída em torno de citações da marcha fúnebre da Sinfonia eroica de Beethoven, além de evocar outros motivos de Bach, Mozart, Beethoven e Wagner; como se a longa tradição musical germânica, símbolo da ‘unidade espiritual’ de um povo sempre dividido politicamente, lamentasse seu destino e clamasse pela possibilidade de uma redenção futura. Não por acaso, o título remete também à orgulhosa herança clássica germânica reivindicada por Goethe em seus poemas sobre as metamorfoses poéticas de Lucrécio e Ovídio.

Estação CCR das Artes. Foto: Pedro Castro.

Compostas entre 1868 e 1869, as valsas Liebeslieder (‘De canções de amor’) testemunham os primeiros anos do amor de Brahms por Viena, cidade que o acolheu, em 1863, como diretor de seu principal coro. O ciclo é inspirado em obras de dois austríacos ilustres: as valsas populares de Franz Schubert (publicadas postumamente em edição organizada pelo próprio Brahms) e as grandiosas (e por vezes irônicas) valsas aristocráticas de Johann Strauss.

Coro da Osesp

O Coro da Osesp, além de sua versátil atuação sinfônica, enfatiza o registro e a difusão da música dos séculos XX e XXI e de compositores brasileiros. Destacam-se em sua ampla discografia Canções do Brasil (Biscoito Fino, 2010), Aylton Escobar: Obras para coro (Selo Digital Osesp, 2013) e Heitor Villa-Lobos: Choral transcriptions (Naxos, 2019). Apresentou-se em 2006 para o rei da Espanha, Filipe vi, em Oviedo, no 25º Prêmio da Fundação Príncipe de Astúrias. Em 2020, cantou, sob a batuta de Marin Alsop, no Concerto de Abertura do Fórum Econômico Mundial, em Davos, Suíça, feito repetido em 2021, em filme virtual que trazia também Yo-Yo Ma e artistas de sete países. Junto à Osesp, estreou no Carnegie Hall, em Nova York, em 2022, se apresentando na série oficial de assinatura da casa no elogiado Floresta Villa-Lobos. Fundado em 1994 por Aylton Escobar, integra a Osesp desde 2000, completando 30 anos de atividade em 2024. Teve como regentes Naomi Munakata [1995-2015] e Valentina Peleggi [2017-2019]. A partir de fevereiro de 2025, Thomas Blunt assume a posição de regente titular.

Thomas Blunt regente

Thomas Blunt construiu uma carreira versátil e abrangente, com sólida formação em canto e ópera, regendo em teatros e salas de concerto ao redor do mundo. Com um repertório que vai da música renascentista à contemporânea, sua regência se estabelece a partir da ideia de criação de uma dramaturgia por meio da música. Foi o primeiro participante britânico da prestigiosa Allianz International Conductors’ Academy. Mantém estreita relação com o Festival de Glyndebourne (Reino Unido), no qual iniciou sua carreira de regente na música coral. Atuou como regente assistente junto a Vladimir Jorowski, diretor musical da Filarmônica de Londres, resultando em apresentações no Royal Festival Hall, no Queen Elizabeth Hall e na própria Sala São Paulo em diversas ocasiões. Junto a seus compromissos com o Coro da Osesp, do qua passa a ser regente titular a partir de 2025, seus destaques desta temporada incluem apresentações com a Orquestra Nacional da BBC de Wales, o Fifth Door Ensemble, a Sinfônica da Nova Zelândia, além da atuação como assistente de Maurizio Benini na Royal Opera House.

PROGRAMAS

CORO DA OSESP

THOMAS BLUNT regente

FERNANDO TOMIMURA E DANIEL GONÇALVES piano a quatro mãos

Heinrich SCHÜTZ | Selig sind die Toten [Bem-aventurados os mortos], SWV 391

Johannes BRAHMS | Um réquiem alemão, Op. 45

SEPTETO 1913

AMANDA MARTINS violino

MATTEW THORPE violino

SARAH PIRES viola

ANDRÉ RODRIGUES viola

KIM BAK DINITZEN violoncelo

ADRIANA HOLTZ violoncelo

PEDRO GADELHA contrabaixo

Richard WAGNER | Tristão e Isolda: Prelúdio

Richard STRAUSS | Metamorphosen

FLÁVIA KELE soprano

CRISTIANE MINCZUK mezzo soprano

ANDERSON SOUSA tenor

ERICK SOUZA barítono

ISRAEL MASCARENHAS piano

FERNANDO TOMIMURA piano

Johannes BRAHMS | Liebeslieder Wälzer [Valsas de canções de amor], Op. 52

Serviço:

6 de abril, domingo, às 11h [Coro da Osesp] e às 18h [Concerto de Câmara]

Endereço: Praça Júlio Prestes, 16, Luz, São Paulo, SP

Capacidade: 543 lugares [Estação CCR das Artes]

Recomendação etária: 07 anos

Ingressos: R$ 42,00 [Coro da Osesp] e R$ 42,00 a R$ 150,00 [Câmara] (valores inteiros)

Bilheteria (INTI): osesp.byinti.com | salasaopaulo.byinti.com
(11) 3777-9721, de segunda a sexta, das 12h às 18h.

Estacionamento: Rua Mauá, 51 | R$ 39,00 (noturno, sábado e domingo após às 12h30)| 600 vagas; 20 para pessoas com deficiência; 33 para idosos.

Mais informações nos sites oficiais da Osesp e da Sala São Paulo.

A Estação CCR das Artes conta com o patrocínio institucional do Grupo CCR, por meio do Instituto CCR, via Lei Federal de Incentivo à Cultura. A realização é da Fundação Osesp, do Governo do Estado de São Paulo, por meio da Secretaria de Cultura, Economia e Indústria Criativas, do Ministério da Cultura e do Governo Federal – União e Reconstrução.

A Osesp e a Sala São Paulo são equipamentos do Governo do Estado de São Paulo, por intermédio da Secretaria da Cultura, Economia e Indústria Criativas do Estado de São Paulo, gerenciadas pela Fundação Osesp, Organização Social da Cultura.

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(Com Fabio Rigobelo/Fundação Osesp)

Cia Caravan Maschera celebra 15 anos com mostra Bonecos sem Fronteiras no Espaço Sobrevento

São Paulo, por Kleber Patricio

Cena de ‘Vidas Secas’, espetáculo adulto da mostra Bonecos sem Fronteiras. Foto: Tamirys Zago.

Para representar toda a versatilidade de temas, técnicas e públicos do teatro de bonecos, a Cia Caravan Maschera volta a São Paulo para realizar uma mostra gratuita no Espaço Sobrevento (R. Cel. Albino Bairão, 42 – Belenzinho), entre os dias 3 e 6 de abril, na quinta e na sexta, às 20h, no sábado, às 18h e às 20h, e, no domingo, às 18h. “Quando montamos um espetáculo, estamos sempre atentos ao público a que ele se destina. Se for uma proposta infantil, por exemplo, gostamos de explorar formas mais arredondadas para os bonecos, deixando-os menos ‘agressivos’. Também usamos músicas mais doces e uma iluminação mais clara. Já nos trabalhos adultos, exploramos formas mais agudas e deformidades nos bonecos, além de sons mais barulhentos e iluminação mais sombria. São estudos de semiótica”, detalha Leonardo Garcia Gonçalves, um dos idealizadores da companhia.

Cinco trabalhos foram escolhidos pelo grupo para compor a mostra Bonecos Sem Fronteiras: os adultos ‘Vidas Secas’, ‘Vigiar e Punir’ e ‘Monsanto Mon Amour’; bem como os infantis ‘Hoje, Godot Não Vem!’ e ‘Tiringuito, Luisa e a Morte’. “Todos foram muito significativos para a nossa trajetória, além de serem bastante diferentes uns dos outros”, acrescenta.

Durante o período, além da circulação das peças, que também passaram pelas cidades paulistas Atibaia, Franco da Rocha, Ourinhos, São Sebastião e Mairiporã, o grupo organizou oficinas de teatro de bonecos e bate-papos para estimular a formação de plateias. As iniciativas foram contempladas pelo Edital de Fomento da Lei Paulo Gustavo do Estado de SP.

Espetáculos adultos da mostra Bonecos Sem Fronteiras

Cena de Monsanto Mon Amour. Foto: João Maria.

A mostra no Espaço Sobrevento começa no dia 3 de abril, às 20h, com a apresentação de Vidas Secas, uma adaptação do clássico de Graciliano Ramos (1892–1953). O grupo montou um espetáculo quase sem palavras, centrado em imagens que demonstram tensões corporais.

A ideia é deixar que os espectadores fiquem com o pensamento mais livre, refletindo tanto sobre a incomunicabilidade quanto sobre a situação de extrema repressão psicológica, física e emocional exercida por um contexto social, econômico e racial que ultrapassa as fronteiras do sertão nordestino do Brasil.

No dia 4 de abril, às 20h, é a vez de Vigiar e Punir, baseado na obra do filósofo francês Michel Foucault (1926–1984). A peça aborda a evolução dos conceitos de punição e vigilância na sociedade contemporânea, considerando um mundo em que todos podem filmar e fotografar uns aos outros pelos celulares.

Os bonecos foram inspirados em dois importantes pintores: o espanhol Francisco de Goya (1746–1828) e o holândes Hieronymus Bosch ((1450–1516). Já a interpretação explora o bufão. Com muito humor e sátira, a companhia desnuda uma sociedade disciplinar e cheia de normas.

Cena de Vigiar e Punir. Foto: Fulton Nogueira.

Monsanto Mon Amour encerra as peças adultas da mostra no dia 5 de abril, às 20h. A obra reflete sobre a atual crise no meio ambiente, provocada sobretudo por uma sociedade que prega o consumo desenfreado e legitima o uso de agrotóxicos, o desmatamento, a extinção das leis ambientais e a ridicularização do discurso naturalista e sustentável.

Na trama, a relação entre os bonecos e um coro de atores e atrizes revela as estratégias de controle e as ameaças utilizadas por grandes corporações como a Monsanto e a Bayer sobre o indivíduo vulnerável.

Espetáculos infantis da mostra Bonecos Sem Fronteiras

O primeiro infantil a ser encenado na mostra é Tiringuito, Luisa e a Morte. Será no dia 5 de abril, às 18h. Na trama, quando finalmente Tiringuito toma coragem de pedir a mão de Luisa em casamento para o seu tio, a Morte aparece para atrapalhar os seus planos. Seu único caminho, então, é enfrentá-la. O espetáculo é inspirado na cultura imaterial do teatro de mamulengos nordestino e na tarantella italiana. Os bonecos são feitos em madeira pelos próprios atores, respeitando a tradição.

Cena de Tiringuito, Luisa e a Morte. Foto: Leonardo Garcia.

Baseada em Samuel Beckett (1906–1989), Hoje, Godot Não Vem! marca o fim da programação da mostra Bonecos Sem Fronteiras no Espaço Sobrevento. A apresentação será no dia 6 de abril, às 18h. Na trama, duas crianças estão à espera de Godot em um lugar indeterminado. Enquanto aguardam, suas certezas e a noção do tempo se dissolvem. A história é contada por meio de imagens poéticas, cinema Stop Motion e bonecos que podem chegar a 2,5 metros de altura criados a partir do estilo do pintor belga René Magritte (1898-1967). O objetivo da montagem é dar espaço para questões profundas da vida, da infância e do ato de tornar-se adulto.

Sobre a Cia Caravan Maschera Teatro

A Cia Caravan Maschera Teatro foi fundada em 2010. No início de suas pesquisas, a Cia trilhou os caminhos enigmáticos que oscilam entre a máscara, o palhaço, o bufão e os bonecos.

Iniciou em 2012 seus primeiros trabalhos no Brasil, na zona rural da cidade de Atibaia, interior de São Paulo. Desde o início, estabelecem como princípio de criação de espetáculos uma interação constante com a comunidade que os cerca por meio de oficinas, cursos de formação e residências artísticas com artistas de diversas regiões do Brasil e do exterior.

Até hoje, a Cia Caravan Maschera Teatro criou nove espetáculos que já circularam por 12 estados do Brasil e o Distrito Federal, além de ter participado de festivais internacionais na França, Itália, Eslovênia e Suíça.

FICHA TÉCNICA DA MOSTRA

Produção: Caravan Maschera Teatro | Assessoria de imprensa: Canal Aberto – Canal Aberto – Marcia Marques, Daniele Valério e Carina Bordalo | Direção e encenação: Leonardo Garcia Gonçalves.

Hoje, Godot Não Vem!

Texto: Leonardo Garcia Gonçalves | Elenco: Leonardo Garcia Gonçalves e Rafael Salgado | Colaboração de dramaturgia visual: Laurent Michelin | Bonecos: Leonardo Garcia Gonçalves, Giorgia Goldoni, Orlando Talarico e Kledir Salgado | Cenografia: Leonardo Garcia Gonçalves, Orlando Talarico e Giorgia Goldoni | Figurino: Kledir Salgado | Trilha sonora: Rafael Vanazzi | Canções: Luisa Albuquerque e Rafael Salgado | Interpretação musical: Luisa Albuquerque | Edição de diálogos: Rafael Salgado | Produção de vídeos Stop Motion: Estúdio ANIM’ARTE –Venezia | Roteiro de vídeos e projeções: Leonardo Garcia Gonçalves e Giorgia Goldoni | Edição de vídeo: Ian Marcel Iordanu | Designer de luz: Corentin Praud | Operação de luz: Bruno Garcia | Vozes dos bonecos: Leonardo Garcia Gonçalves e Rafaella Uhiara | Residência de criação e concepção do espetáculo: TRAC Residenze Teatrali (Itália), Le LEM – Théâtre et Lieu d’Expérimentation Marionnette (França), Théâtre Halle Roublot (França).

Tiringuito, Luisa e a Morte

Texto: Leonardo Garcia Gonçalves e Giorgia Goldoni | Elenco: Leonardo Garcia Gonçalves | Bonecos: Leonardo Garcia Gonçalves, Giorgia Goldoni | Cenografia: Leonardo Garcia Gonçalves, Gianni Goldoni, Giorgia Goldoni, Adelfa Bergonzini | Designer de luz: Gianni Goldoni | Operação de luz: Rafael Salgado | Olhar externo: Lucca Ronga | Residência de criação e concepção do espetáculo: TRAC Residenze Teatrali (Itália).

Vidas Secas

Texto: Livre adaptação da obra de Graciliano Ramos | Elenco: Leonardo Garcia Gonçalves e Rafael Salgado | Colaboração de dramaturgia visual: Wagner Cintra | Bonecos: Leonardo Garcia Gonçalves, Giorgia Goldoni, Fernanda Paredes | Cenografia: Leonardo Garcia Gonçalves, Orlando Talarico e Giorgia Goldoni | Figurino: Kledir Salgado | Trilha sonora: Rafael Vanazzi | Edição de diálogos: Leonardo Garcia Gonçalves | Designer de luz: Leonardo Garcia Gonçalves | Operação de luz: Bruno Garcia | Vozes dos bonecos: Leonardo Garcia Gonçalves  e Giorgia Goldoni | Residência de criação e concepção do espetáculo: Quilombos Sapatu e Pedro Cubas no Vale do Ribeira.

Vigiar e Punir

Texto: Livre adaptação da obra de Michel Foucault | Elenco: Leonardo Garcia Gonçalves e Rafael Salgado | Bonecos: Leonardo Garcia Gonçalves, Giorgia Goldoni, Fernanda Paredes | Cenografia: Leonardo Garcia Gonçalves, Ganto e Giorgia Goldoni | Figurino: Kledir Salgado e Giorgia Goldoni | Trilha sonora: Rafael Vanazzi | Edição de diálogos: Leonardo Garcia Gonçalves | Designer de luz: Leonardo Garcia Gonçalves | Operação de luz: Bruno Garcia | Vozes dos bonecos: Leonardo Garcia Gonçalves e Giorgia Goldoni.

Monsanto Mon Amour

Texto: Leonardo Garcia Gonçalves | Elenco: Leonardo Garcia Gonçalves, Rafael Salgado, Daiane Baumgartner | Bonecos: Leonardo Garcia Gonçalves e Fernanda Paredes | Cenografia: Leonardo Garcia Gonçalves | Figurino: Kledir Salgado | Edição de diálogos: Rafael Salgado |

Designer de luz: Leonardo Garcia Gonçalves | Operação de luz: Bruno Garcia | Vozes dos bonecos: Leonardo Garcia Gonçalves.

Serviço:

Mostra Bonecos Sem Fronteiras

De 3 a 6 de abril

Local: Espaço Sobrevento – R. Cel. Albino Bairão, 42 – Belenzinho

Ingresso: grátis | Retirada na bilheteria com 1 hora de antecedência, limitado a um par por pessoa

Telefone: (11) 2692-1549

3 de abril – 20h – Vidas Secas | Duração: 65 minutos | Classificação: 12 anos

4 de abril – 20h – Vigiar e Punir | Duração: 75 minutos | Classificação: 16 anos

5 de abril

18h – Tiringuito, Luisa e a Morte | Duração: 50 minutos | Classificação: 8 anos

20h – Monsanto Mon Amour | Duração: 65 minutos | Classificação: 14 anos

6 de abril – 18h – Hoje, Godot Não Vem! | Duração: 60 minutos | Classificação: 8 anos.

(Com Daniele Valério/Canal Aberto Assessoria de Imprensa)