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Lazer & Gastronomia

São Paulo, SP

Quatro viagens no tempo, um só lugar: o Espaço Cultural CNP de Realidade Virtual

por Kleber Patrício

Devido ao sucesso das três expedições em realidade virtual iniciadas em setembro de 2025, o Espaço Cultural CNP de Realidade Virtual anuncia a prorrogação de suas atividades. Além da extensão do prazo, o centro cultural traz uma novidade de peso: a exibição simultânea de quatro roteiros distintos que transportam os visitantes por bilhões de anos de […]

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FGV Arte inaugura exposição ‘Afro-brasilidade, homenagem a dois Valentins e a um Emanoel’

Rio de Janeiro, por Kleber Patricio

Silvana Mendes | Série II Afetocolagens – Fotografia impressa em papel de algodão.

‘Afro-brasilidade, uma homenagem a dois Valentins e a um Emanoel’ é o título da quinta exposição da FGV Arte. A mostra tem curadoria de Paulo Herkenhoff e João Victor Guimarães e reúne mais de 300 obras, entre pinturas, esculturas, gravuras, fotografias e documentos históricos. A abertura, marcada para o dia 10 de abril a partir das 19h, na Praia de Botafogo, 190, contará com apresentações artísticas e a presença de importantes nomes do segmento. O acesso à galeria é gratuito.

Dando ênfase à produção artística afro-brasileira, a exposição apresenta diferentes perspectivas de representação cultural, evidenciando a pluralidade e a riqueza da arte produzida por grandes nomes como Aleijadinho, Mestre Athaíde e Mestre Valentim e criações contemporâneas de Rosana Paulino, Felippe Sabino, Lucia Laguna e Sérgio Vidal, entre outros. Paulo Herkenhoff, em sua curadoria, prezou pela justaposição e pela complexidade histórica da arte afro-brasileira, trazendo uma abordagem que não esconde o período escravista do país. “A exposição foi concebida como um tecido que se expande e se entrelaça, conectando diferentes tempos, territórios e perspectivas. A mostra transita desde o pano da costa, elemento presente nos rituais da vida africana, até esculturas históricas que dialogam com a ancestralidade”, conta o curador.

A literatura brasileira também tem destaque em Afro-brasilidade, homenagem a dois Valentins e a um Emanoel. Além da dupla dedicada a Machado de Assis, composta de um retrato e de um manuscrito, a escritora Carolina Maria de Jesus tem reproduzido, em uma parede inteira, o conhecido diálogo com Clarice Lispector, retratado por Paulo Mendes Campos.

A concepção de culturas afro-brasileiras, no plural, foi também pensada pelos curadores de acordo com as diferenças geográficas. A coletiva reúne artistas e pensadores que fundamentam o que se pode compreender como afro-brasilidade no plano nacional. Segundo o curador adjunto, João Victor Guimarães, sua prioridade é destacar artistas fora do mercado sudestino, como os artistas baianos e nordestinos: “Nós temos obras de artistas de diversos estados do Brasil. As identidades afro-brasileiras se manifestam de diferentes formas em diferentes regiões. Então, atendendo a esse entendimento, buscamos uma ampliação geográfica para a exposição. Além, claro, da destreza técnica, da coerência da produção, da relevância de cada artista, porque nós entendemos que são desses trabalhos que a exposição é feita”, completa Guimarães.

Rubem Valentim | Relevo emblema, 1979.

Além da pluralidade territorial, a mostra se preocupa em resgatar do esquecimento artistas historicamente marginalizados no circuito artístico. É o caso, como afirmou Paulo Herkenhoff, da tela inédita da artista gaúcha Maria Lídia Magliani, My baby just cares for you, nunca exposta ao público.

A potência metafórica da arte também dialoga, na exposição, com questões centrais da sociedade brasileira. Quando questionado sobre o papel transformador da arte, Herkenhoff lembrou que “ninguém está vindo para enfeitar o mundo”. A pintura de Alberto Pitta, em seu monocromo branco, ou a obra de Abdias Nascimento, grande nome na luta antirracista, por exemplo, são um convite à reflexão, no qual “qualquer obra feita por um artista afrodescendente pode ser considerada como uma obra de resistência”.

Artistas [ordem alfabética]:

Abdias do Nascimento, Adir Sodré, Adriana Varejão, Adriano Machado, Agnaldo Manoel dos Santos, Alberto Pitta, Aleijadinho, Alexandre Ignácio Alves, Almir Lemos, Almir Mavignier, Andrea Fiamenghi, Andréa Hygino, Andy Warhol, Antônio Malta, Antonio Obá, Antônio Roiz Monteiro, Arjan Martins, Arnauld Julien Palliére, Arno Malinowisk, Auguste Petit, Ayrson Heráclito, Bauer Sá, Belmiro de Almeida, Brendon Reis, Caetano Dias, Carppio de Morais, Cesare Ripa, Christian Cravo, Cleonice Dias Rodrigues, Dalton Paula, Daniel Jorge, David Sol & Luan Gramacho, Di Cavalcanti, Diogum, Domingos Caldas Barboza, Douglas Ferreiro, Edival Ramosa, Eduard Hildebrandt, Eduardo Malta, Emanoel Araújo, Emanoel Saravá, Emmanuel Zamor, Estêvão Silva, Felipe Rezende, Felippe Sabino, Flávio Cerqueira, Francisca Manoela Valadão, Francisco Galeno, Gervane de Paula, Gilberto Filho, Giovanni Domenico Tiepolo, Glenn Ligon, Grupo EmpreZa, Guilherme Almeida, Guilhermina Giusti, Gustavo, Magalhães, Gustavo Moreno, Guy Veloso, Heberth Sobral, Heitor dos Prazeres, Igor Rodrigues, Jaime Lauriano, Jasi Pereira, Jeff Alan, Jefferson Medeiros, Jeisiekê de Lundu, João Timóteo da Costa, Jorge dos Anjos, José Adário, José Medeiros, Jota, Julien Palliére, Julio Alves, Karamujinho, Keila Sankofa, Kika Carvalho, Lucas Arurahy, Lucia Laguna, Luiz Pedra, Lyz Parayzo, Manoel Messias, Marc Ferrez, Marcel Gautherot, Marcelo Solá, Marcone Moreira, Marcos Roberto, Marepe, Maria Lidia Magliani, Maria Lira Borges, Marilú Cerqueira, Matheus Marques Abu, Mauricio Hora, Mauricio Igor, Maurino de Araújo, Maxwell Alexandre, Mestre Athaíde, Mestre Didi, Mestre Valentim, Michel Onguer, Milton Guran, Milton Ribeiro, Modesto Brocos, Moisés Patrício, Mulambö, Nádia Taquary, Negalê, Nicolas Soares, Osvaldo Gaia, Ottone Zorline, Paiva Brasil, Panmela Castro, Paulo Nazareth, Paulo Roberto Soares Santos, Pedro Carneiro, Pedro Weingartner, Pierre Verger, Pinto Bandeira, Quinca Moreira, Roberto Okinaka, Rodolfo Bernardelli, Romulo Vieira Conceição, Rosana Paulino, Rose Afefé, Rubem Valentim, Scherzer Zeh, Sebastião Anuário, Sergio Adriano H, Sergio Vidal da Rocha, Shai Andrade, Sidney Amaral, Silvana Mendes, Simplice Ajayi, Siwaju Silva, Sonia Gomes, Tadáskía, Tarso Tabu, Thiago Fonseca, Thiago Martins de Melo, Tiago Sant’ana, Ugo Zacaganni, Vik Muniz, Vitor Meireles de Lima, Walter Firmo, Willian Zorach e Yhuri Cruz.

Walter Firmo | Foto Clementina de Jesus, 1977.

*A lista de obras e artistas pode sofrer alterações.

O acesso à galeria é gratuito e a mostra fica em exibição até agosto de 2025. A exposição Afro-brasilidade, uma homenagem a dois Valentins e a um Emanoel, traz consigo uma programação educacional gratuita, incluindo palestras, minicursos, seminários e oficinas.

Sobre os curadores:

Paulo Herkenhoff

Paulo Herkenhoff (Cachoeiro de Itapemirim, ES). Curador, crítico de arte, artista é hoje um dos curadores mais importantes do país. Atuou em instituições nacionais e internacionais. Assinou a 24ª edição da Bienal de São Paulo (1998), conhecida como a Bienal antropofágica. Foi diretor de instituições renomadas como o Museu Nacional de Belas Artes e o Museu de Arte do Rio. Foi curador assistente do MoMa, em Nova York. Atualmente é curador chefe da FGV Arte, no Rio de Janeiro.

João Victor Guimarães

João Victor Guimarães (Salvador, BA) é crítico de artes visuais, pesquisador e curador. Graduando em Artes na Universidade Federal da Bahia (Ufba), recentemente colaborou para a fundação do Museu de Arte Contemporânea da Bahia, no qual atuou como curador assistente. Desempenhou a mesma função no Museu Nacional da Cultura Afro-Brasileira (Muncab), durante a exposição Raizes: começo, meio, começo. No Brasil, como crítico de arte, colabora para três das mais importantes revistas de artes do país: Select, DASArtes e Bravo! Atualmente, é curador da exposição Ecos malês, na Casa das Histórias de Salvador, eleita a “Segunda Melhor Exposição Coletiva do Brasil” no ano de 2024, por votação popular na premiação da Select. Está curando, com Paulo Herkenhoff, a exposição Afro-brasilidade, na FGV Arte, Rio de Janeiro.

A FGV Arte

Localizada na sede da FGV, em Botafogo, no Rio de Janeiro, a FGV Arte é um espaço voltado à valorização, à experimentação artística e aos debates contemporâneos em torno da arte e da cultura, buscando incentivar o diálogo com setores criativos e heterogêneos da sociedade, dividindo-se em três eixos principais: Exposições, publicações e atividades educacionais – acadêmicas e práticas. Tem como curador chefe, o crítico Paulo Herkenhoff. arte@fgv.br

Serviço:

Exposição Afro-brasilidade, homenagem a dois Valentins e a um Emanoel 

Terça a sexta, das 10h-20h, sábado e domingo, das 10h-18h

Em cartaz até agosto de 2025

Praia de Botafogo, 190.

Programação educacional paralela da exposição Afro-Brasilidade:

Palestra de abertura e diálogo com os curadores da exposição Afro-brasilidade, com Paulo Herkenhoff e João Victor Guimarães

11 de abril de 2025, 15h

Auditório, FGV Botafogo

Minicurso – Economia e mercado da arte: o valor da arte além do preço, com Thierry Chemalle (FGV) e convidados

14 e 15 de abril, 15h-17h

16 de abril, 14h-18h

Auditório 1013, FGV Botafogo

1º Seminário de Curadoria de Arte Afro-brasileira

13 a 15 de maio – horário a definir

Auditório, FGV, Praia de Botafogo, 190.

Convidados confirmados: Amanda Carneiro (Masp)

André Pitol (36ª Bienal de SP)

Cláudia Rocha (MNBA)

Claudinei Roberto da Silva (Curador independente)

Deri Andrade (Projeto Afro, Inhotim)

Ynaê Lopes dos Santos (Centro Cultural Rio Áfricas)

Oficinas confirmadas: 

26 de abril – 10h às 12h 

Oficina: Desenhar o Mundo

Artista: Pedro Carneiro

Faixa etária livre

24 de maio – 10h às 12h 

Oficina com Felipe Sabino

Artista: Felippe Sabino

Faixa etária livre

28 de junho – 16h às 18h

Oficina com Panmela Castro

Artista: Panmela Castro

Faixa etária livre

23 de agosto – 10h às 12h

Oficina com Andréa Hygino

Artista: Andréa Hygino

Faixa etária livre

* Toda a programação da FGV Arte é livre e gratuita, mediante inscrição prévia por meio de formulário disponibilizado no Instagram da FGV Arte. As vagas são limitadas.

(Com Márcia Gomes/Insighnet)

Banda Jovem do Estado abre temporada com concertos gratuitos no CEU Veredas e Sala São Paulo

São Paulo, por Kleber Patricio

Concerto da Banda Jovem do Estado. Foto: Robs Borges.

A Banda Jovem do Estado, grupo artístico ligado à Emesp Tom Jobim abre a temporada 2025 com dois concertos gratuitos: no dia 12 de abril, sábado, às 11h, no CEU Veredas e 13 de abril, domingo, às 11h, na Sala São Paulo. As apresentações terão regência de Mônica Giardini e integram o programa Mosaicos Sinfônicos. O repertório, conectado à música sinfônica para bandas e orquestras de sopros, traz elementos contemporâneos e tradicionais, com composições de Carolyn Bremer (1957–2018), Satoshi Yagisawa (1975 -), Rolf Rudin (1961 -), Paul Hindemith (1895–1963) e Anderson Mattos.

Em mais de 30 anos de atividades, a Banda Jovem do Estado equilibra em seus programas o repertório tradicional de banda sinfônica com arranjos de peças eruditas, composições populares e concertos temáticos, sob a regência de Mônica Giardini.

Mônica Giardini, regente

Doutora e mestre pela ECA-USP, com formação em piano, e bacharel em violão e pedagogia plena. Estudou regência orquestral e de banda com os maestros Osvaldo Lupi, Willian Nichols, Roberto Farias, Alceo Bocchino, Fábio Mechetti, Roberto Duarte, Aylton Escobar, Eleazar de Carvalho e Juan Serrano, do qual foi assistente na Orquestra Sinfônica Jovem do Estado de São Paulo. Recebeu o troféu Mulher em Sol Maior, o Prêmio Mulheres no Mercado e o Prêmio Excelência Mulher.

Banda Sinfônica Jovem do Estado

Com mais de 30 anos de atividades, a Banda Sinfônica Jovem do Estado, grupo ligado à EMESP Tom Jobim – instituição da Secretaria da Cultura, Economia e Indústria Criativas do Governo do Estado de São Paulo, gerida pela organização social Santa Marcelina Cultura – equilibra em seus programas o repertório tradicional de banda sinfônica com arranjos de peças eruditas, composições populares e concertos temáticos. Com uma proposta que proporciona vivência pedagógica e prática artística versátil aos bolsistas, a Banda os prepara para a rotina profissional.

Serviço:

Banda Jovem do Estado Mosaicos Sinfônicos 

Banda Jovem do Estado

Mônica Giardini, regência

PROGRAMA

CAROLYN BREMER (1957–2018)

Early Light – 5’50”

SATOSHI YAGISAWA (1975 -)

Primavera – Beautiful Mountain Winds – 8’

ROLF RUDIN (1961 -)

Lied Ohne Worte – 6’20”

PAUL HINDEMITH (1895–1963)

Symphony in Bb – 19′

I – Moderately fast, with vigour

II – Andante grazioso

III – Fugue (rather broad)

ANDERSON MATTOS

Nas montanhas geladas – 9’13”

Concertos:

12 de abril, sábado, 11h, CEU Veredas

13 de abril, domingo, 11h, Sala São Paulo

Entrada franca

A temporada da Banda Sinfônica Jovem do Estado conta com patrocínio do Bank Of America, Crédit Agricole, Wallerstein e Cultura Inglesa, por meio da Lei Federal de Incentivo à Cultura, e é uma realização da Santa Marcelina Cultura, Secretaria da Cultura, Economia e Indústria Criativas de São Paulo, Governo do Estado de São Paulo, Ministério da Cultura e Governo Federal.

(Com Julian Schumacher/Santa Marcelina Cultura)

Pascale Marthine Tayou apresenta ‘Brazilism’ na Gentil Carioca São Paulo

São Paulo, por Kleber Patricio

Pascale Marthine Tayou – Cotonnade/Wool Balls, 2025 – aglomerado de novelos de lã [wool yarn cluster] – 120 x 150 x 17 cm [47 1/4 x 59 x 6 3/4 in] (PAS 056) Pascale Marthine Tayou. Fotos: Pedro Agilson.

A Gentil Carioca apresenta a nova exposição individual de Pascale Marthine Tayou – sua segunda na galeria e a primeira em São Paulo. Nascido em 1966, em Nkongsamba, Camarões, Tayou vive e trabalha entre Ghent, Bélgica, e Yaoundé, Camarões. Conhecido por sua abordagem inovadora e dinâmica da arte, Tayou exibirá um conjunto de novas obras criadas especialmente para esta ocasião. Explorando sua prática multifacetada, que transcende meios e aborda temas como mobilidade, troca cultural e as complexidades da identidade, a exposição dá continuidade à reflexão do artista sobre suas origens africanas e o mundo globalizado. A mostra tem colaboração da Galleria Continua.

Com uma carreira que inclui importantes eventos internacionais como Documenta, Bienal de Veneza e São Paulo e Tate Modern, o trabalho de Tayou segue sendo uma poderosa reflexão sobre a interconexão das culturas e o lugar do indivíduo na aldeia global.

“O Brasil é a ilustração perfeita do ‘mundo inteiro’. Um país que é a soma total das paixões humanas, uma exposição para folhear as páginas de um sonho global. Brazilism é um convite para passear aqui e em outros lugares, um passeio por um campo de flores entremeado de suaves espinhos”, afirma Tayou.

Serviço:

Pascale Marthine Tayou: Brazilism

Exposição: 1º de abril a 10 de maio

Visitação: Segunda a sexta, das 10h às 19h e sábados, das 11h às 17h

Local: A Gentil Carioca São Paulo

Travessa Dona Paula, 108 – Higienópolis, São Paulo – SP

https://www.agentilcarioca.com.br/.

(Com Erico Marmiroli/Marmiroli Comunicação)

Orquestra Jovem de Indaiatuba apresenta concerto romântico

Indaiatuba, por Kleber Patricio

Sob regência do maestro Anderson Vargas, encontro traz obras de grandes compositores como Tchaikovsky, Grieg e Bizet. Fotos: Daniel Cardoso.

A Orquestra Jovem de Indaiatuba (OJI) inicia sua programação anual com o Concerto Romântico. A apresentação acontece nesta sexta-feira, 4, às 20h, na Presbiteriana Central, em Indaiatuba (SP). Sob regência do maestro Anderson Vargas, o evento reúne obras de compositores que marcaram o período romântico da música de concerto. A entrada é gratuita e por ordem de chegada.

O programa da noite apresenta peças dos compositores Rimsky-Korsakov, Grieg, Dvorak, Sibelius, Tchaikovsky e Bizet, proporcionando ao público uma viagem pelas sonoridades emocionantes do período romântico. No repertório: Dance of the Tumblers, Suíte Peer Gynt nº 1, Moderato, da Serenata para Cordas Op. 22, Andante Festivo, Elegy para Orquestra de Cordas e Suíte Carmen, esta última com melodias extraídas da famosa ópera de Georges Bizet. “Este encontro é uma oportunidade para os moradores de Indaiatuba e região apreciarem um repertório cuidadosamente selecionado e executado por jovens talentos. A apresentação reforça o compromisso da AMOJI em valorizar a cultura e oferecer experiências musicais enriquecedoras para o público”, destaca o maestro Anderson Vargas.

Concerto com jovens talentos da OJI propõe uma viagem inesquecível pelo romantismo da música de concerto.

O Concerto Romântico apresentado pela OJI tem entrada gratuita e por ordem de chegada e acontece nesta sexta-feira, 4, a partir das 20h, na Presbiteriana Central, localizada na Rua Bernardino de Campos, 644, Centro, Indaiatuba (SP). Mais informações pelo WhatsApp (19) 97151-1150. 

Serviço:

Concerto Romântico – Orquestra Jovem de Indaiatuba

Data: 4/4 | Horário: 20h

Local: Presbiteriana Central – Endereço: Rua Bernardino de Campos, 644, Centro, Indaiatuba (SP)

Ingresso: Gratuito

Sobre a Orquestra Jovem de Indaiatuba | Mantida pela AMOJI, a Orquestra Jovem é formada por jovens talentos da cidade e da região e tem como missão promover a formação musical e prática orquestral em grupo. Além disso, realiza apresentações públicas que buscam ampliar o acesso à música clássica na comunidade local.

(Com Samanta de Martino/Armazém da Notícia)

Peixes cascudinhos são descobertos por meio de financiamento coletivo e revelam segredos da evolução de subfamília

Amazônia Brasileira, por Kleber Patricio

Hoplisoma noxium, uma das espécies de cascudinhos descrita em novo estudo. Foto: Hans Evers.

Uma recente expedição realizada por pesquisadores da UFMT à bacia do rio Tapajós, na Amazônia brasileira, resultou na descoberta e descrição formal de duas novas espécies do gênero Hoplisoma, um tipo de cascudo. Os peixes, batizados de Hoplisoma noxium e Hoplisoma tenebrosum, tiveram sua descrição taxonômica detalhada em estudo publicado nesta sexta (4) na revista Neotropical Ichthyology.

O artigo também apresenta uma ampla discussão sobre a relação entre a anatomia do mesetimoide, um osso da cabeça, e o formato do focinho dentro da subfamília Corydoradinae, pequenos cascudos predadores de invertebrados. Segundo os pesquisadores, as modificações relacionadas ao focinho têm um impacto direto na interação dos peixes com o ambiente, especialmente em relação à alimentação.

A pesquisa revelou que o formato do focinho, por si só, não é tão informativo quanto se pensava, com diferentes tipos de focinho ocorrendo independentemente nos diversos gêneros, indicando convergência adaptativa, o que ocorre quando espécies que não são estreitamente relacionadas evoluem independentemente características semelhantes como resultado de terem se adaptado a ambientes ou nichos ecológicos (funções) semelhantes.

Hoplisoma tenebrosum, a outra espécie descrita no novo estudo da Neotropical Ichthyology. Foto: Ingo Seidel.

Outro achado durante a expedição foi a constatação, por meio do conhecimento dos ‘piabeiros’ — ribeirinhos coletores de peixes ornamentais —, que as duas novas espécies têm uma toxina extremamente forte, muito mais potente do que a de outras espécies de Corydoradinae conhecidas. Segundo os nativos da região, ser ‘espetado’ por esses peixes causa dor intensa, inchaço e vermelhidão, e eles podem rapidamente matar outros peixes no mesmo recipiente de transporte, tornando a água leitosa e espumosa. Esse conhecimento tradicional dos ribeirinhos se mostrou crucial para a compreensão das características únicas dessas novas espécies.

O financiamento do projeto foi viabilizado por uma iniciativa de crowdfunding realizada por aquaristas de todo o mundo. Essa colaboração entre ciência e hobby permitiu a coleta de amostras no rio Tapajós, nas proximidades de Jacareacanga (PA) e Maués (AM). “Para minha sorte, os peixes que eu estudo têm um apelo muito grande na aquariofilia mundial e a minha relação com esse público sempre foi muito benéfica e produtiva. Esta oportunidade ímpar me ajudou a realizar essas expedições mais longas e em locais distantes, o que aumenta consideravelmente seus custos”, explica Luiz Fernando Caserta Tencatt, um dos autores do artigo.

(Fonte: Agência Bori)