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Levantamento aponta que 83% dos prédios de São Paulo estão com caixas d’água comprometidas

São Paulo, por Kleber Patricio

Foto: divulgação/Grupo Oceano.

Consideradas fundamentais para o bom funcionamento e harmonia de uma residência, as caixas d’água costumam causar problemas aos proprietários quando não se apresentam em condições ideais. Em São Paulo, por exemplo, 83% dos prédios estão com as caixas comprometidas e sem a manutenção adequada. Os dados foram coletados desde 2015 pelo grupo Oceano, empresa especializada nos serviços de limpeza e revitalização de caixas d’agua na capital paulista.

Entre as principais consequências da falta de cuidado com esse dispositivo tão essencial para a preservação da qualidade da água em casas e apartamentos está o aumento da possibilidade de proliferação de doenças – Dengue, Hepatite A, Esquistossomose, Leptospirose e Gastroenterites infecciosas como o Cólera são algumas das patologias que podem ser causadas a partir da ingestão de água contaminada.

A OMS, Organização Mundial da Saúde, inclusive, reforça esse cenário – segundo pesquisas, 80% das doenças no mundo estão ligadas ao consumo de água infectada ou por alimentos lavados com ela. A existência de trincas e vazamentos gerados pelo conteúdo das caixas d’água e a presença de estruturas mal impermeabilizadas são consideradas as principais causas que impedem a manutenção de uma água de qualidade para as residências.

Videoconferência marca os 30 anos do Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA)

Indaiatuba, por Kleber Patricio

O Conselho Municipal dos Direitos da Criança e do Adolescente (Cmdca) de Indaiatuba informa que em todo país, o dia 13 de julho simboliza o aniversário do Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA), que, instituído pela Lei Federal 8.069/90, completa 30 anos de vigência neste ano de 2020. O ECA é considerado o marco legal e regulatório dos direitos humanos de crianças e adolescentes – são 277 artigos que abordam diversos temas, desde autorização para viajar até proteção contra o trabalho infantil e tipificação de crimes.

É no sentido de reafirmar esse compromisso que é necessário trazer para o dia a dia o ECA, entendendo suas disposições na prática e elencando as principais dificuldades enfrentadas em cada área. No ECA, não há um direito mais importante que outro; ele é baseado no conceito de indivisibilidade dos direitos. E forma um conjunto de proteção integral único. Se falta um direito, isso afeta os demais – sem direito à saúde, como você vai frequentar a escola, aprender e desenvolver suas faculdades cognitivas? Se não tem direito a esporte, como você vai desenvolver sua saúde? E assim por diante.

Ao contrário do que muitos pensam, o ECA não trata apenas dos direitos dos pequenos; ele também possui uma parte específica sobre os deveres da criança e adolescente. Afinal, é de suma importância, para o adequado desenvolvimento infantil, que a criança aprenda limites e saiba como se comportar adequadamente em sociedade, se protegendo e ajudando os demais. Para celebrar este advento, na data em que o Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA) completa 30 anos (13/7), o Conselho Municipal dos Direitos da Criança e do Adolescente (Cmdca de Indaiatuba) promoverá, às 10h, uma videoconferência com o tema A voz do ECA, tendo como especialista convidado o Dr. Fernando Moreira Freitas da Silva, Juiz de Direito da Comarca de Sidrolândia/MS.

Série Retrato apresenta obra ‘Beam Drop Inhotim’

Brumadinho, por Kleber Patricio

A obra “Beam Drop Inhotim”. Foto: William Gomes.

Setenta e duas vigas de ferro com mais de dez metros cada, lançadas a 30 metros de altura por um guindaste em uma “piscina” – um buraco na terra preenchido por 19 caminhões de concreto em 144 metros quadrados. A construção de uma das obras mais imponentes e icônicas do Inhotim está no terceiro episódio da série Retrato, que vai ao ar neste sábado (11), às 11h, nas redes sociais do Instituto.

A montagem de Beam Drop Inhotim (2008) exigiu um preparo de meses da equipe do museu, que foi acompanhada pelo criador da obra, o americano Chris Burden. Artista fundamental para a arte contemporânea, Burden marcou o mundo com suas performances radicais nos anos 1960 e, em suas esculturas de grande porte, propõe uma reflexão sobre o sujeito em relação aos ambientes sociais e às instituições culturais.

A obra Beam Drop já havia sido montada anteriormente em 1984 no Art Park (parque de esculturas no Estado de Nova York, EUA), mas foi destruída após três anos. Lembrado, até então, por fotos, vídeos e documentos, o trabalho foi refeito no Inhotim em 2008, em um local cercado de mata preservada, escolhido por fazer uma harmonização especial com a obra, compondo hoje uma escultura emblemática da arte contemporânea, reconhecida mundialmente.

Esse e os outros dois episódios da série Retrato (com Adriana Varejão e Doris Salcedo) continuam disponíveis nas redes sociais do Inhotim: Youtube, Facebook e Instagram. Tem também episódios das séries Bastidores e Diálogos e muitos outros conteúdos de arte, educação e botânica. Já no Google Arts and Culture você confere as cinco exposições on-line do Instituto – estão imperdíveis.

Receita caseira especial para celebrar o Dia da Pizza

Brasil, por Kleber Patricio

Pizza caseira com queijo mussarela, cebola caramelizada e gorgonzola. Foto: reprodução/divulgação/Tirolez.

A pizza chegou ao Brasil na década de 1950, graças aos italianos. Pouco a pouco, se transformou em um dos pratos mais amados em nossa culinária – aliás, o brasileiro é um dos povos que mais consomem a iguaria no mundo. A popularidade se deve à versatilidade, pois os recheios são bem variados e, muitas vezes, incluem queijos.

Em 10 de julho, é comemorado o Dia da Pizza no Brasil e, para te inspirar a celebrar da melhor forma, aprenda como preparar a pizza caseira com queijo mussarela, cebola caramelizada e gorgonzola. Pronta em apenas 45 minutos, a receita conta com ingredientes facilmente encontrados e vai surpreender a todos pelo sabor.

Pizza caseira com Queijo mussarela, cebola caramelizada e gorgonzola

Ingredientes

Massa:

¾ de xícara de água morna

1 sachê de fermento biológico seco

1 colher de chá de açúcar

Sal a gosto

Azeite a gosto

2 xícaras de farinha de trigo

Recheio:

1 cebola roxa

1 xícara de queijo mussarela ralado

½ xícara de queijo gorgonzola picado

¼ de xícara de alecrim fresco

Modo de preparo:

Preaqueça o forno a 200ºC por 15 minutos. Em uma tigela, misture a água com o fermento biológico, o açúcar, o sal e o azeite. Junte a farinha e sove a massa até ficar bem lisa e não grudar nas mãos. Volte a massa para a tigela e cubra por 30 minutos, deixando-a descansar no lugar mais “quentinho” da cozinha.

Para o recheio, corte a cebola roxa em tiras e as refogue em uma frigideira bem quente com apenas uma pitada de sal. Mexa de vez em quando até ela caramelizar. Reserve.

Depois que a massa descansar, polvilhe a bancada com farinha de trigo e dívida a massa ao meio. Com o auxílio de um rolo de massa, abra dois discos de pizza (não muito finos) e coloque-as em uma assadeira ou em uma pedra de pizza, cobrindo com os queijos mussarela e gorgonzola, a cebola caramelizada e, por fim, o alecrim. Leve para assar por aproximadamente 20 minutos ou até dourar. Sirva em seguida.

Tempo de preparo: 45 minutos

Rendimento: 2 porções.

Fundo Baobá lança edital para apoio à primeira infância no contexto da Covid-19

Brasil, por Kleber Patricio

Imagem de Aamir Mohd Khan por Pixabay.

O Fundo Baobá acaba de lançar um edital com foco em crianças de 0 a 6 anos com o objetivo de selecionar iniciativas de apoio a famílias que, em seu núcleo, tenham mulheres e adolescentes grávidas, mulheres que deram à luz, homens responsáveis e corresponsáveis pelo cuidado de crianças nessa faixa etária no contexto da pandemia Covid-19. A iniciativa está sendo realizada em parceria com a Fundação Maria Cecilia Souto Vidigal, a Porticus América Latina e a Imaginable Futures.

Podem pleitear a doação pessoas físicas que atuem nas áreas de saúde, educação e assistência social em apoio às famílias que vivem em contextos de desigualdades sociais, violência urbana e/ou intrafamiliar, desemprego, fome e outras adversidades agravadas pela pandemia, com experiência prévia comprovada em formular e implementar ações dirigidas a crianças de 0 a 6 anos; familiares e cuidadores de crianças nessa faixa etária, incluindo homens; mulheres e adolescentes grávidas ou no pós-parto e/ou prevenção de violência intrafamiliar e atenção às vítimas.

Serão priorizadas propostas apresentadas por profissionais dessas áreas que se autodeclarem negros (as), indígenas, migrantes ou refugiados (as). O edital estará aberto no período de 6 a 26 de julho, até as 23h59. A lista de selecionados será divulgada no site e nas redes sociais do Fundo Baobá em até 45 dias após o encerramento das inscrições.

A doação, de R$2.500,00 (dois mil e quinhentos reais) a R$5.500,00 (cinco mil e quinhentos reais) por donatário e será creditada na conta indicada no formulário de inscrição até dez dias úteis após a divulgação dos resultados.

Triste cenário

A pandemia escancarou diferenças e aprofundou a pobreza. No entanto, pouco se tem falado sobre a realidade das crianças de 0 a 6 anos nesse contexto, como explica Selma Moreira, diretora-executiva do Fundo Baobá. “As crianças que nascerem agora serão as mais afetadas pela pandemia, pois vão passar a primeira infância em um ambiente ainda mais pauperizado e vulnerável do ponto de vista social e econômico. Por isso, a urgência do edital que selecione ações para apoiar esses núcleos familiares”, afirma.

Para os parceiros, o edital também é essencial neste momento. “A iniciativa surgiu de uma grande parceria da Fundação Maria Cecilia Souto Vidigal com a Porticus América Latina e tem sido uma experiência de construção conjunta, de colaboração e aprendizados – agora, também com a Imaginable Futures. Para nós, este é um primeiro passo que poderá acarretar em futuras parcerias que demonstrem a intersecção das pautas da infância e de raça”, disse Maíra Souza, analista de Conhecimento Aplicado da Fundação Maria Cecilia Souto Vidigal.

Para Mirela Sandrini, diretora regional da Porticus América Latina, é a oportunidade para contribuir com o avanço da equidade social, racial e de gênero. “A pandemia reforça a permanente urgência de aliar essa perspectiva com a agenda da primeira infância. E é por isso que acreditamos na força dessa iniciativa, pois é justamente nessa fase da vida que bebês e crianças pequenas têm a oportunidade de se desenvolverem para alçarem os maiores e melhores voos”, pondera.

Já Nathalie Zogbi, gerente responsável pela Imaginable Futures no Brasil, destacou a expectativa de contribuir para a redução dos efeitos da atual crise na vida de famílias e crianças em situação de vulnerabilidade socioeconômica. “Junto com o Fundo Baobá e os outros parceiros desta ação (a Fundação Maria Cecilia Souto Vidigal e a Porticus), esperamos dar visibilidade e amplificar as histórias vividas nessas comunidades, a fim de contribuir para a multiplicação de boas práticas e também com a valorização dos conhecimentos, talentos e contribuições de indivíduos no enfrentamento da pandemia.”

Sobre o Fundo Baobá

O Baobá é o primeiro e único fundo dedicado, exclusivamente, para a promoção da equidade racial para a população negra no Brasil. Criado em 2011, o Baobá – Fundo para Equidade Racial tem por objetivo mobilizar pessoas e recursos, no Brasil e no exterior, para o apoio a projetos e ações pró-equidade racial.

Os recursos captados pelo Fundo Baobá são doados, por meio de editais e apoios direcionais, para organizações e lideranças negras comprometidas com o enfrentamento ao racismo; promoção da equidade racial e da justiça social, cujas iniciativas estejam diretamente relacionadas à promoção da saúde e prevenção de doenças e agravos; prevenção à violência contra mulheres, adolescentes e jovens, população LGBTQI, crianças e idosos; enfrentamento ao racismo religioso; defesa dos direitos das comunidades quilombolas; educação; ciência e tecnologia; desenvolvimento econômico; comunicação e memória. Além disso, o Fundo Baobá também opera como gestor de recursos de outras organizações com o mesmo propósito.

De 2014 a 2019, o Baobá investiu cerca de 10,2 milhões de reais, sem contar com recursos aportados em editais emergenciais de combate ao coronavírus, e impactou mais de 100 mil vidas em todo o território nacional.

Mais informações sobre o edital podem ser acessadas no site www.baoba.org.br.