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Os benefícios de incluir a batata yacon nas refeições

Brasil, por Kleber Patricio

Foto: divulgação.

Se você é do tipo que se preocupa com a saúde e, consequentemente, presta atenção nos benefícios de manter uma alimentação mais saudável, já deve ter lido muita coisa sobre as vantagens de incluir a batata yacon nas suas refeições. Apesar do nome popular, a yacon não tem nada a ver com as tradicionais batatas que encontramos nos mercados e nas feiras livres.

A yacon é um alimento funcional rico em fibras solúveis com efeito prebiótico e ação antioxidante capaz de controlar o açúcar no sangue, além de combater o colesterol, diminuir o apetite e ajudar quem precisa eliminar alguns dígitos na balança.

Outro ponto importante de citar é a presença de potássio, que contribui para a prevenção de doenças cardiovasculares, principalmente o acidente vascular cerebral (AVC), também conhecido como derrame ou isquemia cerebral.

Com sabor adocicado e parecida com a batata doce, a  batata yacon pode compor saladas cruas ou cozidas, além de servir como sobremesas ou lanches rápidos. O alimento é comum no Japão e, agora, têm ganhado espaço no Brasil por apresentar baixo valor calórico.

Suco funcional com Yacon

Ingredientes:

2 rodelas de batata yacon

Suco de 2 limões cravo

1 laranja

2 rodelas de abacaxi

1 pedaço de cúrcuma

1 colher de chá de gengibre em pó

Preparo:

Tire a pele da batata yacon e corte em rodelas finas. Em seguida, bata todos os ingredientes em liquidificador e beba sem coar.

Sabedoria é mote de novo vídeo da Embaixadores da Prevenção

Campinas, por Kleber Patricio

Fotos: Rafael Scucuglia.

A pandemia tem se colocado como um agente constante de reflexão sobre a nossa vida, as nossas atitudes e o que a gente oferece ao universo para receber em troca. Para facilitar essa análise, a organização social Embaixadores da Prevenção tem se amparado na resiliência para ressignificar os próprios hábitos e daqueles que a seguem. Com as atividades presenciais paralisadas desde março, a ONG encontrou na web uma nova maneira de disseminar virtudes. Desde então, os atores do projeto têm adaptado as peças teatrais para um formato novo, inspirado em um quadro do extinto programa Rá-Tim-Bum: a contação de história.

As duas primeiras produções abordam as virtudes da determinação e humanidade; no vídeo liberado na última segunda-feira, 13, a virtude trabalhada é a sabedoria, a partir da peça A Rainha Sábia. “O espetáculo narra a difícil tarefa de uma rainha que precisa escolher o sucessor para um cargo na administração real. Para alcançar a melhor pessoa, a rainha seleciona três candidatos, que precisam usar a sabedoria para encontrar uma maneira de fazer florescer algumas sementes. O que eles não sabem, porém, é que as tais sementes são improdutivas. A partir disso, cada candidato toma uma atitude para sagrar-se vitorioso na disputa, colocando à prova sua honestidade, ética e integridade”, comenta Eduardo Virgílio, coordenador cultural do projeto.

Baseada no livro E se eu Errar, escrito por Sandra Sahd, a contação de história pode ser assistida pelo Facebook, Instagram e YouTube. Viabilizado pela Lei de Incentivo à Cultura do Governo Federal, o projeto Plano Anual – Por um Mundo de Virtudes 2020 é apresentado pelo Ministério da Cidadania, por meio da Secretaria Especial de Cultura, com patrocínio do Bradesco e produção da Cacho de Ideias.

Serviço • Plano Anual – Por um Mundo de Virtudes 2020 • 03 • A Rainha Sábia • Disponível em: https://bit.ly/pumdv2020-a-rainha.

Sobre a Embaixadores da Prevenção

Idealizada por Sandra Sahd em 2011, a organização social foi fundada em Campinas no ano seguinte com o objetivo de contribuir para a formação de uma nova geração de pessoas que transforme o mundo através do sentir, pensar e fazer melhor, estimulada pelas atividades e projetos artístico-educacionais que despertam e difundem o tema das virtudes no ser humano. Até 2017, todas as ações eram realizadas em creches e instituições sem fins lucrativos da RMC (Região Metropolitana de Campinas); em 2018, a entidade passou a atender também escolas estaduais da cidade. Desde sua fundação, mais de 15 mil pessoas – entre crianças e adultos – já foram atendidas em suas atividades. Para conhecer mais sobre a organização social, acesse www.embaixadoresdaprevencao.com.br.

Elis Regina é homenageada pelo filho João Marcelo Boscoli em show nesta quarta (15)

Brasil, por Kleber Patricio

O músico João Marcello Bôscoli, filho mais velho da cantora Elis Regina, abre o baú da família e conta histórias, mostra vídeos, fotos, objetos, gravações inéditas e áudios da mãe, que teria feito 75 anos recentemente. O show Elis & Eu é uma homenagem da Unio Digital às mulheres e acontece logo após o encerramento da 1ª temporada da Unio Live Hour, nesta quarta-feira, 15, às 17h30, com a live Mulheres: O Poder, em que três mulheres que se destacam nas suas profissões discutirão a liderança feminina em época de pandemia. São elas: a diretora geral do Twitter no Brasil Fiamma Zarife, a diretora do Núcleo de Variedades dos Canais GLOBO, Daniela Mignani e a fundadora e CEO do Grupo InPress, Kiki Moretti. As falas de Elis mostram um discurso alinhado com o empoderamento feminino, ainda nos idos dos anos 1970.

Assista: https://www.youtube.com/watch?v=3uYyRfZXQrg&feature=youtu.be. Saiba mais: www.uniolivehour.com.br.

Coleção de livros apresenta temas do cotidiano às crianças

Brasil, por Kleber Patricio

A partir dos quatro anos, as crianças começam a ter diferentes percepções do mundo. Essa é a idade em que muitas delas iniciam a vida escolar e se tornam mais independentes, por exemplo. A coleção Timóteo é um lançamento da Catapulta Editores, recomendado para os pequenos a partir dos quatro anos e traz parte desse dia a dia.

 

Com cenários coloridos e divertidos, a coleção, criada por Emmanuelle Massonaud e Mélanie Combes, fala sobre emoções, dia a dia na escola e outros contextos presentes na rotina dos pequenos. São quatro livros em que Timóteo e seus amigos apresentarão histórias para as crianças, que contam com um jogo para recortar nas partes internas de cada título. Saiba mais sobre as obras abaixo.

Timóteo vai à escola

O primeiro dia de aula guarda uma grande expectativa. Neste livro, Timóteo e seus amigos vão mostrar como pode ser esse momento para as crianças.

Timóteo na casa do vovô e da vovó

Na casa do vovô e da vovó, tudo é mais gostoso e divertido. Nesta obra, o pequeno Timóteo conta as aventuras dele e de seus amigos na casa dos avós.

Timóteo não quer dormir

O pequeno Timóteo tem tanta energia para brincar que dormir não parece ser a ideia mais legal. Na obra, a hora do sono é apresentada para as crianças de maneira bastante lúdica.

Timóteo e suas emoções

Medo, ciúme e alegria são sentimentos que atravessam o pequeno Timóteo e, também, as crianças. No livro, os pequenos aprenderão um pouco mais sobre como entender as próprias emoções.

Cada título da coleção Timóteo tem preço sugerido de R$34,90. É possível encontrar os livros nas principais livrarias do país, em lojas físicas e online e no e-commerce da editora – www.catapultalivros.com.br.

“O coronavírus e a responsabilidade dos operadores aéreos”, por Marcus Vinícius De Grandis Puchalski e Marcelo Godke

Brasil, por Kleber Patricio

Imagem de Danilo Bueno por Pixabay.

O mundo passa por momento complicado pelo surto epidêmico causado pelo coronavírus. Em decorrência disso, muitas pessoas suspenderam planos de viagem até que a situação melhore, o que gera enorme impacto para a indústria do transporte aéreo. O risco de contaminação em viagens aéreas não é desprezível e deve ser objeto de preocupação por parte dos operadores aéreos (aeroportos, empresas de limpeza, fornecedores de catering, companhias aéreas etc.). Tal situação gera grandes questionamentos acerca da responsabilidade jurídica de tais empresas.

No âmbito da Organização Mundial da Saúde (OMS), foi editado o Regulamento Sanitário Internacional (RSI), que, por ter caráter de norma de Direito Internacional Público, deve ser observado por todos os países que não explicitamente optaram por não se vincular ao referido diploma. De acordo com o seu texto, cada país deverá ter um chamado “ponto focal nacional” que será o órgão responsável pela implementação das medidas sanitárias previstas no RSI.

Com base no artigo 20 do RSI, cada país membro designará portos e aeroportos que deverão desenvolver capacidades para vigiar, reportar, verificar, notificar e colaborar em caso de epidemias. Assim, com base no RSI, todos os países membros deverão estar preparados para casos de surtos epidemiológicos, como é caso recente do coronavírus.

No que diz respeito aos operadores aéreos, a OMS editou, sem caráter vinculante, o documento Guide to Hygiene and Sanitation in Aviation (GHSA). Tal documento é importantíssimo por vários motivos. Em primeiro lugar, traz, mesmo sem ter caráter vinculante, padrões mínimos de higiene a serem adotados por todos os operadores aéreos ao redor do mundo. Em segundo lugar, se seguido, ajudará a reduzir risco de contaminação em casos de epidemias similares à do coronavírus.

Em terceiro lugar, por trazer padrões mínimos, quem deixar de segui-los corre o risco de ser processado civil e criminalmente por agir negligentemente no que diz respeito à saúde pública. Os padrões mínimos criados culminam não por balizar o máximo a ser feito pelos operadores aéreos, mas o mínimo. Afinal, o Código Penal Brasileiro tipifica como crime “infringir determinação do poder púbico, destinada a impedir introdução e propagação de doença contagiosa” (art. 268).

Marcelo Godke. Foto: divulgação.

A OMS baixa diretrizes a serem observadas pelo Governo Brasileiro e que não podem deixar de ser amplamente aplicadas em território nacional. Dentre as principais medidas apontadas no GHSA, podem ser citadas: (i) ajustar programas de limpeza de rotina se houver risco à saúde pública; (ii) durante períodos de alto volume de passageiros em aeroportos deve-se aumentar a frequência de limpeza para remover a acumulação excessiva de resíduos e detritos; (iii) deve ser feita constante limpeza de precaução, incluindo o uso de produtos desinfetantes adequados.

Especificamente em relação às companhias aéreas, os seguintes pontos devem ser observados: (i) programas de limpeza de rotina das aeronaves devem ser ajustados quando se detectar risco à saúde pública; (ii) limpeza por precaução de certas áreas específicas da aeronave, incluindo-se o uso de desinfetantes. O Anexo F do GHSA, inclusive, sugere a implantação de uma rotina de limpeza que inclui itens a serem limpos e a frequência da limpeza e desinfecção. Na publicação Preventing Spread of Disease on Commercial Aircraft: Guidance for Cabin Crew, editada pelo United States Center for Disease Control and Prevention, foram feitas recomendações de adoção de várias medidas profiláticas pela tripulação, dentre as quais destacam-se: (i) lavar as mãos frequentemente com água e sabão; (ii) usar desinfetante para as mãos à base de álcool; (iii) identificar viajantes doentes que se encaixem nos sintomas de doenças contagiosas; (iv) se possível, separar a pessoa doente dos demais passageiros e (v) oferecer máscara, se disponível e se as pessoas doentes puderem usá-las.

Note-se, contudo, que mesmo com todo o risco de contaminação existente, se as instalações aeroportuárias e as aeronaves forem adequadamente limpas e desinfetadas e o pessoal envolvido (tripulação, catering, equipes de limpeza etc.) for diligente e seguir os protocolos existentes, o risco de contaminação normalmente cai sobremaneira.

Passa-se a analisar, agora, qual o papel que o ar condicionado pode ter no processo de contaminação pelo coronavírus (e outras doenças semelhantes). Nos primeiros aviões a jato, praticamente não ocorria a reciclagem do ar interno das cabines. Já nos jatos modernos, aproximadamente 50% do ar da cabine é reciclado, o que aumenta a umidade do ar interno e reduz o consumo de combustível.

O ar da cabine de passageiros é completamente trocado a cada 3 minutos, sendo esta uma taxa de fluxo muito maior do que as pessoas experimentam em outros ambientes internos – o que significa que os passageiros recebem cerca de 60 a 80 vezes mais ar do que precisam para respirar. A parcela de ar que é reciclada passa por filtros extremamente eficientes e que removem partículas até do tamanho de bactérias microscópicas e grupos de vírus com uma eficiência maior do que 99,99%.

Testes demonstram que o ar atende aos padrões estabelecidos para as salas de cirurgia em hospitais e a Airbus considera que tais filtros capturam o coronavírus com eficiência extremamente alta. Em suma, o problema maior não está com a circulação interna de ar nas aeronaves, mas com o comportamento das pessoas. Aeronaves bem limpas e desinfetadas dentro dos padrões internacionais de higiene e limpeza podem ajudar a prevenir a transmissão do coronavírus durante os voos.

A inobservância de tais padrões não só coloca em risco a vida dos passageiros, mas pode ensejar responsabilização civil e criminal de operadores aéreos.

Marcelo Godke é sócio da Godke Advogados. Mestre em direito pela Columbia University. Mestre em direito pela Universiteit Leiden. Professor do CEU Law School, do Insper e da FAAP.

Marcus Vinícius De Grandis Puchalski é comandante, instrutor de aeronaves Boeing e Airbus e piloto de linha aérea. Voou pelas companhias Varig, Embraer, RyanAir, WebJet e FlyDubai, entre outras. Pós-graduado em transporte aéreo e aeroportos pelo ITA.