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MAM São Paulo promove curso online sobre Tropicalismo

São Paulo, por Kleber Patricio

Panis et Circencis, Assume Vivid Astro Focus, 2015, parte integrante do livro “Tropicália ou Panis et Circencis”, de Ana de Oliveira.

O Museu de Arte Moderna de São Paulo lança em 18 de setembro o curso online Tropicalismo: história arrebatadora e estética libertária. Ao todo, serão quatro encontros para discutir o contexto contracultural, a intervenção estética e comportamental, a perspectiva crítica e afetuosa, o disco-manifesto, compositores e intérpretes, polêmicas e os principais fatos que marcaram a história do movimento tropicalista.

O Tropicalismo foi um dos mais instigantes fenômenos artísticos que irromperam nos anos 1960, um movimento de ruptura fundamental para a cultura brasileira. Libertário por excelência, o movimento aliou experimentalismo estético, crítica social e inconformismo político.

As aulas serão ministradas pela escritora Ana de Oliveira, autora de Tropicália ou Panis et Circencis, e os temas serão abordados em conjunto a recursos audiovisuais, como vídeos históricos e trechos de entrevistas realizadas por Ana com Caetano Veloso e Gilberto Gil.

Como parte da programação, os alunos poderão apurar a escuta entre o intervalo de aulas a partir de uma playlist tropicalista elaborada especialmente para o curso.

Confira a programação completa:

Tropicalismo: história arrebatadora e estética libertária com Ana de Oliveira

Quando: 18 de setembro a 9 de outubro | sextas-feiras, das 19h às 20h20

Duração: 4 encontros

Investimento: R$400,00 em até 2 parcelas

Público: interessados em geral

Onde: Ao vivo via plataforma de videoconferência

Inscrições no site do MAM: http://mam.org.br/curso/online-tropicalismo-historia-arrebatadora-e-estetica-libertaria-com-ana-de-oliveira/.

PROGRAMA

Aula 1 – A Manhã Tropical Se Inicia

Movimento revolucionário em comportamento e linguagem

O cenário de gestação de uma contracultura tropicalista

As primeiras inquietações tropicalistas

A explosão no III Festival de Música Popular Brasileira – Record/1967

Aula 2 – Direito de Nascer e Morrer do Tropicalismo

Escândalos e polêmicas: programas de televisão, shows, debates

Vaias e provocações no III Festival Internacional da Canção – Globo/1968

O programa “Divino Maravilhoso” – Tupi/1968

A prisão e o exílio de Caetano Veloso e Gilberto Gil

O diálogo do Tropicalismo com diferentes campos artísticos: artes visuais, cinema, teatro e poesia concreta

Aula 3 – Tropicália ou Panis et Circencis

O disco-manifesto

Crítica e afeto na experiência tropicalista

Aula 4 – Dai-nos a Graça e a Balbúrdia Divinas

Eucaristia e batucajé: cristianismo e paganismo na música tropicalista

O pop e o ancestral: justaposição de imagens contrastantes na produção estética tropicalista

Ana de Oliveira é coautora, com Gilberto Gil, do livro Disposições Amoráveis. Concebeu e editou o livro-objeto Tropicália ou Panis et Circencis, o primeiro livro sobre disco publicado no Brasil. Criou o site www.tropicalia.com.br, a maior referência de informação sobre o movimento tropicalista. Em 2017, lançou outro livro-objeto, Acabou Chorare, que reúne textos e projetos visuais inspirados nas composições do clássico LP dos Novos Baianos. Atualmente, Ana está dirigindo o filme documental Disposições Amoráveis, protagonizado por Gilberto Gil.

Sobre o MAM São Paulo

Fundado em 1948, o Museu de Arte Moderna de São Paulo é uma sociedade civil de interesse público, sem fins lucrativos. Sua coleção conta com mais de 5 mil obras produzidas pelos mais representativos nomes da arte moderna e contemporânea, principalmente brasileira. Tanto o acervo quanto as exposições abrem-se para a pluralidade da produção artística mundial e a diversidade de interesses das sociedades contemporâneas.

O Museu mantém uma ampla grade de atividades que inclui cursos, seminários, palestras, performances, espetáculos musicais, sessões de vídeo e práticas artísticas. O conteúdo das exposições e das atividades é acessível a todos os públicos por meio de visitas mediadas em libras, audiodescrição das obras e videoguias em Libras. O acervo de livros, periódicos, documentos e material audiovisual é formado por 65 mil títulos. O intercâmbio com bibliotecas de museus de vários países mantém o acervo vivo.

Localizado no Parque Ibirapuera, a mais importante área verde de São Paulo, o edifício do MAM foi adaptado por Lina Bo Bardi e conta, além das salas de exposição, com ateliê, biblioteca, auditório, restaurante e uma loja onde os visitantes encontram produtos de design, livros de arte e uma linha de objetos com a marca MAM. Os espaços do Museu se integram visualmente ao Jardim de Esculturas, projetado por Roberto Burle Marx para abrigar obras da coleção. Todas as dependências são acessíveis a visitantes com necessidades especiais.

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No Mês das Crianças, Bolo da Madre reverterá 100% das vendas do Bolo Sonho para Associação Acorde

Brasil, por Kleber Patricio

Foto: divulgação.

A rede Bolo da Madre, das sócias Daniela Pelipas e Fernanda Castanheda, é idealizadora de uma campanha chamada Projeto Social Sonho do Lucca. Desde 2015, uma parte das vendas do Bolo Sonho é revertida para os projetos sociais da Associação Acorde, mas desde 2019, durante o mês de outubro, Mês das Crianças, a arrecadação é 100% revertida para a Instituição. A causa conta com o apoio do ator e humorista Fábio Porchat, que pelo segundo ano consecutivo empresta sua imagem para a divulgação da campanha.

No ano passado (2019) a rede vendeu 15.000 Bolos Sonho, sendo que 3.500 unidades foram vendidas apenas no mês de outubro, o que representou 18% da venda anual. Neste ano, mesmo com a pandemia mundial do coronavírus, já foram vendidas até então mais de 16.000 unidades do sabor, número que possibilitou considerável auxílio à Associação Acorde, uma vez que muitos doares, por conta de limitações financeiras propiciadas pela crise, suspenderam as doações durante a pandemia.

A receita por trás do projeto homônimo, que tem auxiliado ao menos duzentas crianças e suas famílias, foi desenvolvida há 7 anos quando Lucca, filho de uma das sócio fundadoras da empresa, Daniela Pelipas, sonhou que seu doce preferido, o sonho de padaria, tinha virado bolo. A versão em bolo ganhou massa de pão de ló macio e o clássico “creminho” especial que remete, automaticamente, às lembranças da infância. Disponível em dois tamanhos, grande (R$40) e pequeno (R$29), o sabor se transformou em um sucesso de vendas e tem possibilitado o auxílio aos projetos sociais, educacionais e culturais desenvolvidos pela Associação Acorde, instituição que acolhe crianças e jovens em situação de risco e/ ou vulnerabilidade social na periferia de Embu das Artes, SP.

Foto: divulgação.

Para encontrar a loja mais próxima e contribuir com o Projeto Social Sonho do Lucca na compra de um Bolo Sonho, é só acessar este link e conferir todos os telefones e endereços das lojas pelo país.

Sobre a Associação Acorde

Fundada em 2001, a Associação Acorde realiza mensalmente cerca de 4.700 atendimentos em seus três programas: dois oferecidos para crianças e jovens entre 6 e 17 anos, no contraturno escolar, chamados Brincarte e Cativarte, e um voltado para adultos e jovens da comunidade, chamado Centro Cultural Comunitário, que conta com o apoio das Prefeituras de Embu das Artes e Cotia e de voluntários. Durante o período de distanciamento social, a Associação tem prestado apoio às crianças e suas famílias.

Site: http://acorde.org.br/

Instagram: https://www.instagram.com/associacaoacorde/

Bolo da Madre

Site: https://www.bolodamadre.com.br/

Instagram: http://instagram.com/bolodamadre

Facebook: https://www.facebook.com/BolodaMadre/.

João Suplicy estará em live nesta sexta-feira (18/9) no Festival #CulturaEmCasa

São Paulo, por Kleber Patricio

O cantor, compositor e músico João Suplicy faz show nesta sexta-feira (18/9), às 21h30, em live no Festival Cultura Em Casa. A apresentação será pela plataforma, criada pela Secretaria de Cultura e Economia Criativa do Estado de São Paulo e gerida pela Organização Social Amigos da Arte. Os conteúdos da plataforma podem ser assistidos gratuitamente por televisão, computador, tablets e celulares. O acesso é por meio do site http://www.culturaemcasa.com.br.

João, que transita entre a MPB e o rock, promete um setlist com músicas de sua autoria, entre elas, Santa e Louca e Cores. “Também vamos apresentar composições como Samba e Amor, de Chico Buarque”, afirma o músico, que estará acompanhado Vic Hime (baixo) e Danilo Moura (bateria).

Serviço:

Festival #CulturaEmCasa

João Suplicy

18 de setembro (sexta-feira) às 21h30

Site: www.culturaemcasa.com.br

Redes Sociais:

http://www.facebook.com/culturaemcasasp/

http://www.instragram.com/culturaemcasasp/

http://twitter.com/culturaemcasasp.

Fundação Dorina Nowill para Cegos indica 5 filmes que retratam protagonistas com deficiência visual

São Paulo, por Kleber Patricio

Cena de “Hoje eu quero voltar sozinho”. Foto: divulgação.

No dia 21 de setembro, comemora-se o Dia Nacional de Luta da Pessoa com Deficiência, data importante que celebra os avanços já ocorridos na sociedade em relação a esse tema e que serve para lembrar os direitos que ainda precisam ser conquistados. Pensando no significado desse dia, a Fundação Dorina Nowill para Cegos, que atua em prol da autonomia e inclusão das pessoas cegas e com baixa visão, selecionou 5 filmes que retratam a história — ficcional ou real — de personagens protagonistas com deficiência visual.

Confira:

Hoje eu quero voltar sozinho (2014)

Leonardo é um adolescente que nasceu com deficiência visual e Giovanna é sua amiga inseparável. Na escola, Leo senta-se na primeira carteira com a máquina de escrever Braille e o lugar atrás do menino está sempre vazio, devido ao barulho que produz ao escrever. O adolescente sonha em ter uma vida com mais autonomia e viajar, mas é constantemente impedido pelos instintos superprotetores de sua mãe. Tudo muda com a chegada do aluno novo, Gabriel, deixando a vida do protagonista menos solitária. Juntos, descobrem novos sentimentos e passam por experiências características da idade. Filme disponível no catálogo da Netflix.

Margarita com Canudinho (2014)

Laila é uma estudante de música da Universidade de Deli. A jovem indiana possui paralisia cerebral e, por isso, precisa da ajuda de sua mãe para algumas atividades. Laila, então, encontra uma oportunidade de mudar-se para Nova York, para continuar seus estudos e sua mãe a acompanha para garantir sua segurança. Já nos Estados Unidos, Laila conhece Khanum, uma jovem ativista paquistanesa com deficiência visual e começa um processo de descobertas pessoais. Filme disponível no catálogo da Netflix.

Ray (2004)

A cinebiografia protagonizada por James Foxx conta a história do incomparável Ray Charles. O artista estadunidense perdeu a visão aos 7 anos e, motivado por sua mãe, aprendeu a tocar piano. Dono de sucessos como Hit the Road Jack e I Can’t Stop Loving You, o músico estava vivo no começo das gravações do filme e participou do processo, ajudando James Foxx a treinar e regravando algumas músicas. Filme disponível para aluguel no Looke.

Demolidor – O Homem sem medo (2003)

Matt Murdock perdeu a visão durante a infância, enquanto salvava um idoso que seria atropelado por um caminhão que transportava resíduos radiativos. A substância cegou o menino e, ao mesmo tempo, lhe conferiu sentidos sobre humanos. Com a habilidade de perceber tudo que acontece ao seu redor, Matt torna-se então um super-herói disposto a combater duplamente o crime: de dia, ele atua como advogado e, à noite, se transforma no Demolidor. O ‘homem sem medo’ surgiu pela primeira vez nos quadrinhos da Marvel na década de 60 e hoje tem sua história contada tanto pelo filme homônimo de 2003, quanto pela série da Netflix.

O Milagre de Anne Sullivan (1962)

Helen Keller nasceu com surdocegueira, condição que tornava a comunicação com a criança extremamente difícil para sua família despreparada. Quando Helen gritava, a mãe entregava doces para que ela parasse, sem saber o que a filha realmente queria comunicar. Aos 7 anos, Helen conheceu a educadora Anne Sullivan, que introduz a linguagem através do tato na vida da menina. Helen Keller é uma personagem real e que, com a ajuda da comunicação através do tato e alfabeto Braille, torna-se escritora e luta pelos direitos de pessoas com deficiência. Filme disponível para aluguel na Apple TV.

Sobre a Fundação Dorina Nowill para Cegos

Há mais de 70 anos, A Fundação Dorina Nowill para Cegos trabalha para que crianças, jovens, adultos e idosos cegos e com baixa visão sejam incluídos em diferentes cenários sociais. A instituição oferece serviços gratuitos e especializados de habilitação e reabilitação, dentre eles orientação e mobilidade e clínica de visão subnormal, além de programas de inclusão educacional e profissional. Responsável por um dos maiores parques gráficos de Braille no mundo, com capacidade de impressão de até 450 mil páginas no sistema por dia, a Fundação Dorina Nowill para Cegos é referência na produção e distribuição de materiais nos formatos acessíveis Braille, áudio, impressão em fonte ampliada e digital acessível, incluindo o envio gratuito de livros para milhares de escolas, bibliotecas e organizações de todo o Brasil. A instituição também oferece uma gama de serviços em acessibilidade, como cursos, capacitações customizadas, sites acessíveis, audiodescrição e consultorias especializadas. Contando com o apoio fundamental de colaboradores, conselheiros, parceiros, patrocinadores e voluntários, a Fundação Dorina Nowill para Cegos é reconhecida e respeitada pela seriedade de um trabalho que atravessa décadas e busca conferir independência, autonomia e dignidade às pessoas com deficiência visual. Mais detalhes: www.fundacaodorina.org.br.

Só com a graduação, USP, Unicamp e Unesp retornam em produtividade cerca de 15% mais do que custam à sociedade

São Paulo, por Kleber Patricio

Foto: divulgação/Agência USP.

Só com os seus cursos de graduação, as universidade estaduais paulistas USP, Unicamp e Unesp dão um retorno à sociedade maior do que os recursos públicos nelas investidos. Os resultados estão em estudo inédito elaborado por economistas das três instituições com base na análise de salários. O relatório está antecipado à imprensa pela Bori e será apresentado publicamente na quinta (17).

Na economia, a análise de salários é uma das formas de se medir produtividade. A lógica parte do princípio de que o retorno que o trabalhador traz para seu empregador deve ser pelo menos igual ao seu salário. Assim, com base em salários, é possível analisar a produtividade de profissionais formados em diferentes instituições de ensino ou se debruçar sobre a produtividade de determinado grupo de profissionais em relação aos recursos que foram investidos na sua formação. “O salário é um indicativo do valor que o profissional gera para a empresa, ou seja, é um meio para acessarmos os níveis de produtividade gerados por eles”, explica Carlos Azzoni, pesquisador da Faculdade de Economia, Administração e Contabilidade da USP (FEA/USP), coordenador do estudo. “Características pessoais, características do emprego em que foram alocados e diferença da qualidade de ensino destas instituições ajudam a explicar as diferenças de produtividade destes profissionais”, comenta Azzoni.

No estudo, os cálculos de produtividade foram baseados nos dados mais recentes (2018) da Relação Anual de Informações Sociais (RAIS), do Ministério do Trabalho, que agrega informações sobre os trabalhadores formais no país — como empregados sob regime CLT e servidores da administração pública direta ou indireta, federal, estadual ou municipal. A análise se debruçou, primeiro, na análise salarial dos 138 mil formados pela USP, Unicamp e Unesp de 2005 a 2015 que constam na RAIS (de um total de 180 mil egressos no mesmo período). Depois, os pesquisadores compararam esses dados com os 13 milhões de profissionais com nível superior universitário formados em outras instituições do país.

Os resultados revelam que, em 2018, a média da produtividade (ou seja, a média salarial) dos egressos das universidades públicas paulistas foi 62% maior que a média de todos trabalhadores formados em outras instituições de ensino superior do país. Se considerados na análise fatores como idade, gênero, UF de atuação, tipo e setor de atividade e posição de trabalho — para comparar profissionais no mesmo nível de carreira e faixas salariais compatíveis —, a produtividade de egressos das universidades públicas paulistas é em média 24% superior no conjunto de todos os trabalhadores e 30% maior no conjunto de trabalhadores do setor privado. Na prática, no ano analisado, cada egresso das três universidades teve um acréscimo de produtividade anual médio de R$27,8 mil em relação aos demais trabalhadores com nível superior.

Considerando que a vida profissional se estende por, em média, 40 anos e multiplicando-se o acréscimo de produtividade anual pelos cerca de 16 mil formados na graduação das três universidades públicas paulistas a cada ano, os pesquisadores concluíram que a produtividade dos egressos das estaduais paulistas (R$12,6 bilhões) é 14,5% maior do que os R$10,1 bilhões que representam a soma do orçamento da USP, Unesp e Unicamp.

Vale lembrar: o montante governamental destinado às universidades estaduais paulistas (9,57% do total arrecadado pelo ICMS) dá conta de todas as atividades das universidades ligadas a ensino, pesquisa e extensão. Isso significa que também entraram na conta de gastos com formação de alunos de graduação os dispêndios com, por exemplo, hospitais universitários e museus. Na prática, para cada real de investimento feito pela sociedade paulista nas suas universidades, a sociedade como um todo obtém um retorno de 2,78% ao ano em termos de aumento do produto social.

O estudo traz contribuições importantes para o debate sobre o financiamento público das universidades públicas paulistas ao mostrar — de maneira inédita — o retorno dessas instituições à sociedade em termos de produtividade. Segundo comenta Azzoni, os resultados do relatório se contrapõem à “ideia de que as universidades não geram produto nenhum, e que só geram custos para os cofres públicos”, usada como justificativa para propostas de corte de orçamento destas instituições. Exemplo disso é o projeto de lei 529/20, em trâmite na Assembleia do Estado São Paulo, que propõe uma série de mudanças no gerenciamento de recursos destas instituições — e que, se aprovado, trará impactos enormes para a ciência brasileira.

(Fonte: Agência Bori)