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Lazer & Gastronomia

São Paulo, SP

Quatro viagens no tempo, um só lugar: o Espaço Cultural CNP de Realidade Virtual

por Kleber Patrício

Devido ao sucesso das três expedições em realidade virtual iniciadas em setembro de 2025, o Espaço Cultural CNP de Realidade Virtual anuncia a prorrogação de suas atividades. Além da extensão do prazo, o centro cultural traz uma novidade de peso: a exibição simultânea de quatro roteiros distintos que transportam os visitantes por bilhões de anos de […]

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DAN Galeria apresenta coletiva que explora as expressões geométricas na arte do século XX

São Paulo, por Kleber Patricio

Aluisio Carvao, Composição, 1955. Ficha Técnica: mista – 20,5 x 28,5 cm.

A DAN Galeria apresenta ‘Geometria como impulso poético’, coletiva que resgata, com sensibilidade museológica, a força singular das expressões geométricas na arte brasileira de meados do século XX. Com curadoria de Maria Alice Milliet, a exposição busca ultrapassar a rigidez do movimento concreto, revelando diálogos e interseções poéticas entre artistas fundamentais desse período.

A curadoria destaca-se não apenas pela excelência das obras apresentadas, mas também pelo cruzamento sutil e necessário entre diferentes abordagens artísticas. Nela são exibidas obras de artistas como Judith Lauand – recentemente celebrada no MoMA –, Dionísio del Santo e Hércules Barsotti, que, com suas cores potentes, demonstram que a geometria não é fria, mas carregada de lirismo e intensidade poética.

Almir Mavignier, Struktur Blau-Grun Auf Dunkelviolett, 1978. Ficha Técnica: óleo sobre tela – 55,5 x 81 cm.

Obras emblemáticas de Max Bill, Rubem Valentim, Alfredo Volpi, Franz Weissmann, Geraldo de Barros, Ivan Serpa e Sérgio Camargo aparecem lado a lado de peças raras como o ‘Bicho’ e a ‘Superfície modulada’ de Lygia Clark, sugerindo que a abstração geométrica sempre caminhou em direção a uma profunda humanização da forma.

Destaca-se ainda a inclusão de obras raramente exibidas, tais como o surpreendente relógio de Lothar Charoux, notável pela originalidade do design e do artista, e a pintura sobre madeira do cubano Sandu Darie, que ampliam o diálogo da arte geométrica para o contexto latino-americano demonstrando a relevância continental desse movimento.

A curadora Maria Alice Millet afirma sobre a exposição: “É muito interessante visualizar, depois de tantos anos, como esses trabalhos de várias proveniências mantêm um diálogo entre si. São artistas desses movimentos e de alguns outros que, embora não tenham feito parte desses grupos históricos, tangenciaram, de certa forma, a adesão à geometria. As obras demonstram com o uso da cor uma liberdade muito grande que os artistas adotam em relação à forma e, ao mesmo tempo, um certo rigor”.

Geometria como Impulso poético testemunha uma ruptura artística que enfrentou profundas resistências culturais no Brasil, especialmente devido ao domínio de um figurativismo que insistia em se manter como representante legítimo da identidade brasileira. A exposição evidencia, sobretudo, que a geometria não é mera estrutura fria, mas sim um veículo de intensa emoção visual; assim, propõe rever uma das fases mais vibrantes e contestadoras da arte moderna no Brasil.

Sobre a galeria 

Rubem Valentim, Emblema, 1986. Ficha Técnica: acrílica sobre tela, 70 x 50 cm.

A Dan Contemporânea surgiu como um departamento de Arte Contemporânea da Dan Galeria. Em 1985, Flávio Cohn, filho do casal fundador, juntou-se à Dan criando o Departamento de Arte Contemporânea, que ele dirige desde então. Assim, foi aberto espaço para muitos artistas contemporâneos tanto brasileiros, como internacionais, fortemente representativos de suas respectivas escolas. Posteriormente, Ulisses Cohn também se associa à galeria completando o quadro de direção dela.

Nos últimos vinte anos, a galeria exibiu Macaparana, Sérgio Fingermann, Amélia Toledo, Ascânio MMM, Laura Miranda, artistas internacionais Sol Lewitt, Antoni Tapies, Jesus Soto, César Paternosto, José Manuel Ballester, Adolfo Estrada, Juan Asensio, Knopp Ferro e Ian Davenport. Mestres de concreto internacionais também fizeram parte da história da Dan, tais como Max Bill, Joseph Albers e os britânicos Norman Dilworth, Anthony Hill, Kenneth Martin e Mary Martin.

A Dan Galeria incluiu mais recentemente em sua seleção importantes artistas concretos: Francisco Sobrino e François Morellet; o fotógrafo brasileiro Cristiano Mascaro; os artistas José Spaniol, Teodoro Dias, Denise Milan e Gabriel Villas Boas (Brasil). Os internacionais Bob Nugent (EUA), Pascal Dombis (França), Tony Cragg (G. Bretanha), Lab [AU] (Bélgica) e Jong Oh (Coréia), se juntaram ao departamento de Arte Contemporânea da galeria. A Dan Galeria sempre teve por propósito destacar artistas e movimentos brasileiros desde o início da década de 1920 até hoje. Ao mesmo tempo, mantém uma relação próxima com artistas internacionais, uma vez que os movimentos artísticos historicamente se entrelaçam e dialogam entre si sem fronteiras.

Serviço:

Geometria como impulso poético

Curadoria: Maria Alice Milliet

Endereço: DAN Galeria – Rua Estados Unidos, 1638 – São Paulo

Período expositivo: de 2 de abril a 3 de julho de 2025

Horário: das 10h às 19h, de segunda a sexta; das 10h às 13h, aos sábados

Entrada gratuita

Classificação: livre

Mais informações: dangaleria.com.br.

(Com Edgard França/A4&Holofote Comunicação)

7ª Edição do Rio de Violas celebra a viola caipira no Centro da Música Carioca Artur da Távola

Rio de Janeiro, por Kleber Patricio

Grupo Comadre Viola, formado por mulheres, é a atração do dia 2 de maio (sexta), às 18h. Fotos: divulgação.

O Centro da Música Carioca Artur da Távola será palco da 7ª edição do Rio de Violas, um festival dedicado às violas brasileiras e suas atuações nos mais diversos gêneros musicais. O evento, com entrada franca, acontecerá de 28 de abril a 4 de maio e contará com uma programação diversificada que inclui oficinas, bate papos, roda de viola, palco aberto e feira cultural.

Realizado pelo coletivo Rio de Violas e pela Maracujá Cultural Produções e apresentado pelo Governo Federal, Ministério da Cultura, Prefeitura da Cidade do Rio de Janeiro e Secretaria Municipal de Cultura, o Rio de Violas reunirá grandes nomes do universo da viola.

Segundo Gabi Góes, diretora de produção do festival e integrante do Coletivo Rio de Violas, “Nós entendemos a viola não só como um instrumento, mas como um encantamento. O som da viola nos leva a lugares especiais: de recordações, afetos, conexão com a natureza e mexe com o coração de todo o brasileiro. O público terá contato com a sonoridade não só da viola caipira, que é a nossa protagonista, mas de outros tipos de viola presentes em manifestações da nossa cultura popular. O Rio de Violas é um evento que representa a nossa rica diversidade cultural, revelada nos sons das violas”.

Sobre o Evento

Rio de Violas.

O festival Rio de Violas é um encontro, um espaço de troca de experiências musicais, afetivas, e de saberes sobre as violas brasileiras, das quais a viola caipira, é a mais tocada e conhecida. Este tipo de viola sempre esteve presente nos ambientes rurais, ligada à música caipira, porém de 20 anos para cá se percebe nas cidades grandes o surgimento de uma viola caipira ‘urbana’, mais versátil e plural.  A presença dessa viola no Rio de Janeiro retrata bem esse contexto. Hoje são muitos violeiros na cidade, explorando diferentes gêneros musicais no instrumento, como o forró, o samba, o choro, a música caipira, o jazz, a bossa nova, e até mesmo a música erudita, em trabalhos instrumentais sofisticados e em canções.

O festival Rio de Violas é reconhecido hoje como uma grande vitrine da cena nacional da viola. Tal afirmação é lastreada por Ivan Vilela (MG) e Roberto Corrêa (DF), que já se apresentaram no evento, e são grandes referências de performance, composição e pesquisa sobre as violas.

A curadoria do festival busca montar uma programação que possa abranger a versatilidade da viola caipira, além de apresentar ao público outros tipos de viola inseridas em manifestações tradicionais de diversas regiões do país, como o repente nordestino e sua viola dinâmica, e o samba de roda que traz a viola machete.

Atividades

Shows: Uma variedade de apresentações musicais com artistas renomados do cenário da viola.

Oficinas: Oportunidades para aprender e aprimorar habilidades musicais com oficinas de prática de conjunto (viola e canto) com Henrique Bonna e Oficina de Catira com Grupo Catira 7 Ouro.

Prosa de Viola: Um bate papo sobre a construção simbólica do termo ‘Violeiro’ no Brasil, a partir de documentos históricos, com o músico e pesquisador Bruno Reis.

Palco aberto: espaço para violeiras e violeiros profissionais e amadores, apresentarem uma ou duas músicas ao público.

Roda de Viola: roda aberta a todos os violeiros presentes, com participação dos alunos da oficina de prática de conjunto, conduzida por Henrique Bonna.

Feira Cultural: barraquinhas de quitutes e artesanatos.

Programação detalhada:

28 e 29/4 (segunda e terça-feira)

18h30 às 21h30 – Oficina de Prática de Conjunto (viola e canto) com Henrique Bonna

30/4 (quarta)

19h – Teatro – Show ‘Rio de Violas’ com Andréa Carneiro, Bruno Reis, Du Machado, Henrique Bonna, Babi Asturiano, Jander Ribeiro, Marcus Ferrer, Almir Côrtes, Miguel Bezerra, Ednaldo Santos.

1/5 (quinta)

11h – Pátio – Encontro de Bandeiras com Folia de Reis Sagrada Família da Mangueira e Folia de Reis do Sertão Carioca

14h – Casarão – Show com Caçapa

15h30 – Pátio – Show com Orquestra de Violas infantojuvenil da Aviba (Associação de Violeiros de São José do Barreiro)

17h – Teatro – Show com Duo Violas Brasileiras – César Petená & André Moraes

18h30 – Pátio – Show com Massapê Samba de Viola

20h – Teatro – Show com Jaime Alem e Nair Cândia

2/5 (sexta)

18h Pátio – Show com Comadre Viola

19h Teatro – Show com Adriana Farias

3/5 (sábado)

11h – Casarão – Prosa de Viola (bate papo) com Bruno Reis

14h – Casarão – Oficina de Catira com Grupo de Catira 7 Ouro

15h30 – Pátio – Show com Os Caiçaras

17h – Teatro – Show com Yassir Chediak

18h30 – Pátio – Show com Grupo Catira 7 Ouro

20h – Teatro – Show com Ivan Vilela e Tainara Takua

4/5 (domingo)

11h – Teatro – Show com Marcelo Lopes e Ramon Araujo

13h – Casarão – Aula-Concerto com Marcus Ferrer

14h30 – Pátio – Roda de Viola

16h – Casarão- Show Infantil com Bob Vieira

17h – Teatro – Palco aberto

19h – Pátio – Show com Orquestra de Violas Caipirando

Artistas Participantes da 7ª Edição do Rio de Violas

Adriana Farias: Violeira, cantora e apresentadora, traz um repertório que mescla composições próprias com clássicos da música sertaneja, inovando sem perder as raízes. Apresentadora do ‘Viola Minha Viola Especial’ da TV Cultura e jurada do ‘Canta Comigo’ na Record TV.

Bob Vieira: Há mais de 30 anos divulgando a cultura caipira com sua viola de 10 cordas, especialmente para o público infantil. Apresenta ritmos tradicionais como Fandango de Esporas, Cururu, Catira, e outros, com alegria e interatividade. Autor de livros e CDs infantis.

Caçapa: Compositor, arranjador, produtor musical, violeiro e pesquisador. Lançou o álbum Elefantes na Rua Nova e recebeu o Prêmio Especial na categoria Inovação no Voa Viola: Festival Nacional de Viola. Desenvolveu projetos com violas eletrodinâmicas e colaborou com diversos artistas.

Caipirando: Primeira e única orquestra de viola caipira do Rio de Janeiro, com mais de 30 músicos e o maestro Henrique Bonna. Difunde a memória social e o patrimônio cultural brasileiro, apresentando músicas autorais e regionais com arranjos próprios.

Catira 7 Ouro: Grupo de Socorro-SP que mantém a tradição da catira há mais de 10 anos, com dança e modas de viola. Recebeu o certificado de ‘Guardião da Cultura’ por preservar essa tradição.

Comadre Viola: O grupo formado por Andréa Carneiro, Babi Asturiano, Bethi Albano, Gabi Góes, Iara Cristina e Karol Schittini surgiu em 2025 especialmente para se apresentar na 7ª edição do Rio de Violas. Essas 6 violeiras, cantoras e compositoras irão destacar a presença feminina na cena da viola no Rio de Janeiro e no Brasil, além de fazer uma homenagem ao centenário da grande Inezita Barroso.

Duo Violas Brasileiras: O duo, formado por André Moraes e César Petená, se destaca no cenário da viola brasileira, unindo tradição e modernidade em suas apresentações. Com participações em festivais como Instrumental Sesc Brasil e Viola da Terra, exploram tanto a performance quanto a pesquisa, valorizando instrumentos artesanais de diferentes regiões do país.

Folia de Reis do Sertão Carioca: Grupo de Folia de Reis, formado pelo Caipirando e pelo grupo EnCanto, com Henrique Bonna como Mestre de Folia. Realiza cortejos anuais pela cidade do Rio de Janeiro, celebrando os Santos Reis.

Ivan Vilela e Tainara Takua: Show que mostra a conexão entre a música caipira e a guarani. Ivan, um dos maiores nomes da cena da viola caipira, e Tainara no violão com afinação de viola, evidenciando a fusão das sonoridades das duas culturas. Tainara é uma artista da etnia Mbyá Guarani.

Jaime Alem e Nair Cândia: Reeditando a dupla, apresentam um mosaico de canções populares com a viola caipira como protagonista. Jaime foi diretor musical de Maria Bethânia por 28 anos. Nair Cândia lançou álbuns de grande sucesso.

Duo Marcelo Lopes e Ramon Araújo: Explora as potencialidades da música brasileira em transcrições e arranjos de obras de grandes compositores, com destaque para a viola e o violão de sete cordas como instrumentos solistas.

Massapê Samba de Viola: Encontro de viola machete, canto, dança, violão e percussão para reverenciar a cultura do samba de roda do Recôncavo Baiano.

Marcus Ferrer: Compositor, Violeiro, Violonista e Artista sonoro. Professor da Universidade Federal do Rio de Janeiro. Finalizou seu Pós-doutorado sobre composições para a Viola brasileira. Primeiro violeiro no Brasil a ter esse título acadêmico.

Os Caiçaras: Há 30 anos preservam e apresentam a tradicional Ciranda de Paraty, além de outras danças populares da região, como caranguejo, arara, cana verde de mão e canoas.

Show Rio de Violas: Aborda o universo das violas brasileiras, mostrando o trabalho de 10 artistas residentes no Rio de Janeiro, com direção musical de Andréa Carneiro. Com Andréa Carneiro, Bruno Reis, Du Machado, Henrique Bonna, Babi Asturiano, Jander Ribeiro, Marcus Ferrer, Almir Côrtes, Miguel Bezerra, Ednaldo Santos.

Yassir Chediak: Apresenta o show inédito ‘Viola do Rio’, celebrando a viola caipira e sua versatilidade. Mestre da viola caipira, cantor e compositor, com repertório autoral e releituras.

Bruno Reis: Musicólogo, musicoterapeuta e tangedor de viola, com vasta experiência acadêmica e profissional. Atuou como professor de Música Brasileira e História da Música na UFRJ e como musicoterapeuta em diversas instituições.

Serviço:

Evento: Rio de Violas 7ª Edição – Encontro de Violeiros do Rio de Janeiro

Data: 28 de abril a 4 de maio de 2025

Local: Centro da Música Carioca Artur da Távola  – Rua Conde de Bonfim, 824 – Tijuca, Rio de Janeiro – RJ

Entrada: Gratuita

Realização: Rio de Violas e Maracujá Cultural Produções Artísticas

Apresentação: Governo Federal, Ministério da Cultura, Prefeitura da Cidade do Rio de Janeiro e Secretaria Municipal de Cultura

Instagram: @riodeviolas.

(Com Alexandre Aquino/Assessoria de imprensa Mais e Melhores)

Congresso teve atuação pró-emissões de gases poluentes durante governo Bolsonaro, mostra estudo

Brasília, por Kleber Patricio

Mais da metade das votações relevantes analisadas foram favoráveis a propostas emissoras de CO2. Foto: Bruno Spada/Câmara dos Deputados.

Um estudo inédito mostra que o Congresso Nacional teve papel decisivo no agravamento da crise ambiental no governo Bolsonaro. A pesquisa, conduzida pelo Instituto Nacional de Ciência e Tecnologia Representação e Legitimidade Democrática (INCT-ReDem), criou o CO2-Index, um índice que mensura o quanto cada deputado federal contribuiu para aumentar ou mitigar (ou seja, reduzir) a emissão de gases de efeito estufa no Brasil, com base em suas votações, discursos e projetos de lei. Os resultados mostram que 93 das 165 votações relevantes analisadas foram favoráveis a propostas emissoras.

Uma das principais conclusões é a correlação entre ideologia partidária e impacto ambiental: deputados de direita apresentaram, em média, índices mais altos de emissão que os de esquerda. O ranking individual mostra o deputado Paulo Ganime (NOVO-RJ) como o mais emissor, e Nilto Tatto (PT-SP), como o mais mitigador.

O índice atribui pontuações a cada parlamentar da 56ª legislatura (2019-2022) a partir da relação entre suas ações e os setores da economia mais emissores de gases, como agropecuária, energia, mineração e indústria. Para construir o índice, os pesquisadores analisaram 617 votações nominais, 370 proposições legislativas e 2.453 projetos de lei, identificando quais ações favoreciam ou contrariavam a emissão de gases poluentes. Os dados foram normalizados e interpretados com apoio de um painel de especialistas. Os dados da pesquisa estão disponíveis na plataforma Harvard Dataverse.

Considerando uma pontuação positiva como ‘emissora’ e uma negativa como ‘mitigadora’, mais da metade dos deputados pontuaram acima de 0,75, revelando comportamento pró-emissões. Para se ter ideia, a pontuação de Ganime foi de +8,9, enquanto a de Tatto foi de -20,6. A pesquisa também encontrou uma correlação de 72% (0,72 no índice) entre posições antiambientais e ideologia de direita.

Outro achado central é o protagonismo do agronegócio nas disputas ambientais. O estudo identificou que é significativamente estatístico estar na Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA) e ser emissor. Por exemplo, o deputado Kim Kataguiri (UNIÃO), integrante da FPA e com pontuação +5,5 no CO2-Index, aparece como o terceiro parlamentar mais emissor no índice. Além disso, boa parte das votações e dos projetos emissores analisados estão associados ao setor de agropecuária. Fora o setor agro, a Frente Parlamentar da Mineração (FPMin) também teve significância estatística com as decisões contrárias ao meio ambiente em plenário. “Isso nos mostra que o setor de extrativismo primário é o eixo da discussão ambiental no parlamento”, afirma o autor Mateus de Albuquerque, pesquisador do INCT-ReDem e doutor em Ciência Política pela Universidade Federal do Paraná.

De acordo com o pesquisador, o indicador reforça o papel do legislativo no combate às mudanças climáticas. “O índice mostra como as decisões do legislativo brasileiro podem impactar o futuro do planeta e coloca o parlamentar enquanto um agente emissor ou mitigador, podendo ser responsabilizado pelo atual estado da crise planetária”. No futuro, a equipe de pesquisa pretende aprofundar o entendimento do comportamento do Congresso brasileiro em questões ambientais a partir de conexões sociais dos parlamentares com setores econômicos e influências do Governo Federal vigente nas tomadas de decisão.

(Fonte: Agência Bori)

Doação via IR pode garantir atendimento gratuito para 180 crianças com deficiência visual na Laramara

São Paulo, por Kleber Patricio

Foto: Levi Meir Clancy/Unsplash+.

Há 33 anos a Laramara – Associação Brasileira de Assistência à Pessoa com Deficiência Visual transforma a vida de crianças, adolescentes e suas famílias por meio de um atendimento especializado, gratuito e de excelência. O Programa de Atendimento Especializado à Criança e ao Adolescente com Deficiência Visual está com novo ciclo aprovado pelo Fumcad (Fundo Municipal da Criança e do Adolescente) e apto a receber doações via Imposto de Renda tanto de pessoas físicas quanto jurídicas.

Com duração de 12 meses, a iniciativa beneficia diretamente 180 crianças e adolescentes com deficiência visual de 0 a 17 anos e 11 meses e suas famílias. O objetivo principal é garantir o direito ao atendimento especializado o mais cedo possível, promovendo o desenvolvimento integral, a autonomia, a inclusão escolar e o fortalecimento da rede de apoio familiar.

Atendimento completo e interdisciplinar

Os atendimentos são semanais e realizados em grupo, com atividades que estimulam capacidades perceptivas, psicomotoras, cognitivas, sociais e emocionais dos participantes. O plano de intervenção é pensado para cada faixa etária e contexto, trabalhando aspectos como orientação e mobilidade, uso funcional de resíduos visuais, acesso ao Braille, Soroban, atividades de vida autônoma e tecnologias assistivas. Todo o processo conta com registros detalhados da evolução de cada atendido e reuniões interdisciplinares que envolvem educadores, especialistas e os próprios familiares. O acolhimento às famílias é parte fundamental da proposta, com apoio psicossocial, rodas de conversa e elaboração conjunta do plano individual de atenção.

Além da sala de referência, as atividades acontecem em ambientes especialmente planejados para estimular o desenvolvimento e a inclusão, como piscina, brinquedoteca, ateliê de artes, trilha sensorial, Laraparque e a ‘casinha de AVA’ – um espaço lúdico para práticas de vida autônoma.

Inclusão escolar e capacitação de educadores

Para ampliar o impacto da iniciativa, o programa mantém diálogo constante com a Secretaria Municipal de Educação de São Paulo e com as escolas frequentadas pelos atendidos. O objetivo é garantir um acompanhamento contínuo do progresso escolar e contribuir ativamente para a construção de uma educação inclusiva.

Educadores e demais profissionais da rede pública também recebem capacitações gratuitas sobre deficiência visual, uso de tecnologias assistivas e estratégias pedagógicas adaptadas. Essa formação é essencial para que a inclusão aconteça de forma eficaz e respeitosa dentro das salas de aula.

Como doar via Imposto de Renda

A continuidade desse serviço essencial depende do engajamento de novos parceiros e do apoio da sociedade. Por estar aprovado no Fumcad, o programa pode receber doações via Imposto de Renda:

– Pessoa Física: quem faz a declaração completa pode destinar até 3% do IR devido diretamente na declaração. As instruções completas para doação estão disponíveis no site https://laramara.org.br/ajude/doacao-via-incentivo-fiscal.

– Pessoa Jurídica: empresas que apuram o IR com base no Lucro Real podem doar até 1% do IR. Mais informações pelo e-mail: projetos@laramara.org.br.

“As doações via Imposto de Renda são fundamentais para a continuidade do nosso trabalho e não geram custo adicional ao doador; trata-se de um redirecionamento do imposto devido, que iria para o governo, à instituição”, afirma Eliane Silva Pinto, analista de projetos da Laramara.

Sobre a Laramara | A Laramara (Associação Brasileira de Assistência à Pessoa com Deficiência Visual) promove o desenvolvimento integral de pessoas com deficiência visual, por meio de atendimento direto. Ao longo de sua atuação, a associação já auxiliou mais de 13.000 famílias por meio de seus programas, capacitações externas e doações, realizando, em média, 2.000 atendimentos mensais. Motivados pela experiência educacional junto à sua filha mais nova, que ficou cega devido à retinopatia da prematuridade, o casal Victor e Mara Siaulys fundou a instituição para ser um centro de referência na pesquisa da deficiência visual e para oferecer serviços que atendam à pessoa com deficiência de acordo com o que as mudanças sociais exigem, buscando uma gestão transetorial, compartilhada, coordenada e coerente.

Site: www.laramara.org.br

Telefone: (11) 3660-6400

E-mail: projetos@laramara.org.br.

(Com Bruno Neves/Comunicare Assessoria de Imprensa)

Restaurante celebra os 65 anos de Brasília com cardápio inspirado nos pratos favoritos de Juscelino Kubitschek

Brasília, por Kleber Patricio

O prato preferido do ex-presidente e fundador de Brasília: frango grelhado acompanhado de farofa de pão refogado na manteiga com quiabo, canjiquinha com queijo Minas, quiabo grelhado e demi glace de cachaça. Ao lado e acima, a sobremesa: tartelette de crema de queijo Minas com geleia de jabuticaba. Fotos: Divulgação.

Para comemorar os 65 anos de Brasília, a tradicional padaria e bistrô La Boulangerie preparou um cardápio especial em homenagem ao fundador da capital, o presidente Juscelino Kubitschek. A casa vai oferecer, do dia 21 ao dia 30 de abril, um menu exclusivo que remete aos sabores preferidos de JK. As sugestões foram construídas a partir de conversas com Anna Christina Kubitschek, neta do ex-presidente.

O Menu do JK é composto por três etapas: de entrada, torresmo com mandioca frita; como prato principal, frango grelhado acompanhado de farofa de pão refogado na manteiga com quiabo, canjiquinha com queijo Minas, quiabo grelhado e demi glace de cachaça. Para a sobremesa, a casa serve uma tartelette de crema de queijo Minas com geleia de jabuticaba.

A entrada: torresmo e mandioca frita.

A proposta nasceu do desejo de unir memória, afeto e história no mês de aniversário da cidade. “Reviver as preferências gastronômicas de JK é uma forma de resgatar suas raízes e lembrar a importância de Brasília como símbolo de um Brasil moderno e visionário”, explica Guillaume Petitgas, proprietário e chef da La Boulangerie. A escolha dos pratos também reforça a conexão afetiva de Juscelino com a comida simples e brasileira, que acompanhou sua trajetória desde Diamantina até a construção da nova capital.

“Servir esses pratos é a nossa forma de prestar homenagem a esse grande homem que foi JK e à própria Brasília, que completa 65 anos com tanta história para contar”, acrescenta Petitgas. Ele destaca que o cardápio comemorativo celebra não só os sabores da infância de JK, mas também o espírito sonhador que deu origem à cidade.

O proprietário e chef do La Boulangerie, Guillaume Petitgas.

O menu completo será servido por R$ 65, em referência ao aniversário da capital, na unidade da La Boulangerie, na 306 sul.
(Com Tainan Pimentel/Conexão Press)